segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PORTAL DO GOVERNO DE SP MANTÉM ENTULHO AUTORITÁRIO NO AR

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No Portal do Governo do Estado de São Paulo, o internauta tem acesso à página virtual do 1º Batalhão de Polícia de Choque - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar - Rota.

E nesta, clicando em Histórico do BTA, encontrará:
"Marcando, desde a sua criação, a história desta nação, este Batalhão teve seu efetivo presente em inúmeras operações militares, sempre com participação decisiva e influente, demonstrando a galhardia e lealdade de seus homens, podendo ser citadas, dentre outras, as seguintes campanhas de Guerra:
  • Campanha do Paraná, em 1894...
  • Questão dos Protocolos, em 1896...
  • Guerra de Canudos, em 1897 ...            
  • Levante do Forte de Copacabana, em 1922...            
  • Revolução de 1964, quando participou da derrubada do então Presidente da República João Goulart, apoiando a sociedade [os grifos são meus] e as Forças Armadas, dando início ao regime militar com o Presidente Castelo Branco; 
  • Campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape, em 1970, para sufocar a Guerrilha Rural instituída por Carlos Lamarca..."       
Depois, em Os Boinas Pretas, lê-se o seguinte:
"Sufocado o foco da guerrilha rural no Vale do Ribeira, com a participação ativa do então denominado Primeiro Batalhão Policial Militar “TOBIAS DE AGUIAR”, os remanescentes e seguidores, desde 1969, de "Lamarca" e "Mariguela" continuam a implantar o pânico, a intranqüilidade e a insegurança na Capital e Grande São Paulo. Ataques a quartéis e sentinelas, assassinatos de civis e militares, seqüestros, roubos a bancos e ações terroristas. Estava implantado o terror.         
Mais uma vez dentro da história, o Primeiro Batalhão Policial Militar “TOBIAS DE AGUIAR”, sob o comando do Ten Cel SALVADOR D’AQUINO, é chamado a dar seqüência no seu passado heróico, desta vez no combate à Guerrilha Urbana que atormentava o povo paulista.
Havia a necessidade da criação de um policiamento enérgico, reforçado, com mobilidade e eficácia de ação.
Incumbe-se à 2ª Cia de Segurança do Primeiro Batalhão Policial Militar, exclusivamente de Tropa de Choque, a iniciar o Patrulhamento Ostensivo Motorizado no Centro de São Paulo.
Surge então o embrião da ROTA, a Ronda Bancária, que tinha como missão reprimir e coibir os roubos a bancos e outras ações violentas praticadas por criminosos e por grupos terroristas.
Em 15 de outubro de 1970, este “embrião” passa a denominar-se "RONDAS OSTENSIVAS TOBIAS DE AGUIAR" – ROTA."
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

A indagação que continuarei fazendo enquanto este entulho autoritário não for tirado do ar é: tais conceitos e tal visão da História brasileira são ainda endossados pelo Governo paulista?

Caso contrário, por que o Governo paulista mantém até hoje em seu portal a retórica falaciosa da ditadura militar, apresentando resistentes como transgressores e, implicitamente, uma tirania exercida por golpistas como Poder legítimo?

Foi o que indaguei do então governador José Serra, em carta aberta, no mês de outubro de 2008.

E consegui que lhe fosse perguntado numa sabatina da Folha de S. Paulo em junho de 2010, quando já deixara o governo.

Tendo ele negado que tais aberrações fossem avalizadas pelo Governo paulista, enviei carta a Alberto Goldman, o seu substituto no Palácio dos Bandeirantes (vide comentários do mesmo artigo), que foi recebida, protocolada e, verdadeiramente, não respondida -- prometeu-se estudar o caso, e nenhuma outra satisfação me foi dada.
Então, hoje transmito a mesma queixa ao governador Geraldo Alckmin.

Eu e todos que lutamos contra o arbítrio instaurado em 1964 continuamos indignados com os infames elogios à derrubada de um presidente legítimo e a ações repressivas executadas durante a vigência do terrorismo de estado no Brasil, marcada por atrocidades, execuções covardes, estupro de  prisioneiras, ocultação de cadáveres e o sem-número de outros crimes e arbitrariedades com que os déspotas intimidavam nosso povo,  para mantê-lo subjugado.

Enquanto o governo democrático do Estado de São Paulo não agir como tal, continuarei repetindo esta cobrança.

domingo, 30 de janeiro de 2011

BELO MONTE DA MORTE


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Haverá guerra.

     Ariranha, Boto Cor de Rosa, Jacaré Açu, Poraquê, Peixe-Boi, Tartaruga, Anta, Capivara, Preguiça de Três Dedos, Coatá, Onça Pintada, Guariba de Mão Vermelha, Veado Mateiro, Tucandeira, Sagüi, Macaco de Cheiro, Anacã, Ararajuba, Gavião Real, Garça Branca Grande, Canindé, Guará, Pavãozinho do Pará, Tucano do Peito Branco.

     Esses são só alguns. Duas mil espécies de peixes, cerca de 950 tipos de pássaros e 300 espécies de mamíferos.

     E a belíssima flora. Na Floresta de Terra Firme tem Angelim-Pedra, Cedro, Pau D’Arco, Acapu, Mogno, Maçaranduba, Copaíba, Castanha do Pará. Na Floresta de Várzea: Andiroba, Samaúma, Seringueira, Açaí. Na Floresta de Igapó, Tachi Preto, Vitória Régia, Orquídea, Mamorana, Buriti. Nas Restingas: Ajiru, Muruci, Cajueiro. Nos Manguezais: Mangueiro, Siriubeira, Tinteiro. Nos campos e Campinas: Gramíneas e Ciperácias.

     E todos serão afetados, direta ou indiretamente, pela construção da hidrelétrica de Belo Monte.

     E os Amanayé, Anambé, Apiaká, Arara, Araweté, Assurini, Atikum, Guajá, Guarani, Himarimã, Hixkaryána, Juruna, Karafawyána, Karajá, Katwena, Kaxuyana, Kayabi, Kaiapó, Kreen-Akarôre, Kuruáya, Mawayâna, Munduruku, Parakanã, Suruí, Tembé, Timbira, Tiriyó, Turiwara, Wai-Wai, Waiãpi, Wayana-Apalai, Xeréu, Xipaya e Zo'e. Trinta e quatro etnias indígenas, vivendo da natureza e protegendo a natureza, que serão expulsas de suas terras.

     Os Kaiapós declararam guerra ao governo, devido à construção de Belo Monte. E as demais etnias indígenas seguirão os Kaiapós, caso o imenso predador seja realmente construído. Por enquanto, os combates acontecem nos sites, nos blogs, nos jornais, nos protestos dos povos do Xingu – devidamente escondidos pela “grande imprensa”. Somente é notícia aquilo que os empresários do jornalismo dizem que é notícia. Existem mais de 250 países no mundo e os jornais escolhem as notícias diárias sobre meia dúzia, como se nada acontecesse nos demais.

     O Xingu também não existe para o jornalismo comprado pelo governo. Passará a existir quando da inauguração de Belo monte. Por enquanto é uma informação guardada, escondida, escamoteada.

     E alguns dirão: mas o que é isto, perto do que acontecerá em 2012, ou com a aproximação do planeta X, ou com o movimento das placas tectônicas, com a mudança do eixo da Terra ou, ainda, com o aquecimento global?

     Considerarão que “isto” é nada. Mas foi pensando assim que no século XX cientistas loucos – literalmente loucos – construíram a bomba atômica. Por prazer ou por dinheiro. Mas construíram para ver no que é que dava; se os seus cálculos realmente estavam certos e poderiam destruir milhares de uma só vez. Depois, eles foram considerados gênios pela imprensa política aliada ao sistema: Openheimer, Niels Bohr, Einstein... E a humanidade enlouqueceu com eles.: Como era bom ter a bomba atômica! Os gênios não previram as conseqüências, ou, se previram, não se importaram.

     Fizeram tantas experiências subterrâneas com as suas bombas cada vez mais poderosas – e ainda continuam fazendo – que realmente mexeram com as placas tectônicas que sustentam os continentes, e provocaram terremotos e maremotos porque o magma central, o fogo interior da Terra se aqueceu além do que deveria normalmente.

     Alguns desses terremotos - como o último acontecido no Chile, ano passado - gradualmente provocam uma mudança no eixo da Terra, alterando as estações e dando origem a bruscas mudanças climáticas.

     E o aquecimento global. “O que está em cima é igual ao que está embaixo”, como diz a “Tábua de Esmeralda” de Hermes Trimegistus. A loucura do crescimento a qualquer custo. Da necessidade de produzir e vender, produzir e vender e ganhar muito à custa da escravização dos outros. Fábricas aos milhares, motores aos milhões ou bilhões e fumaça podre para o céu liquidando com a camada protetora da Terra, a camada de ozônio, como se estivéssemos, aos poucos, arrancando a epiderme da Terra.

     Plantações de transgênicos, sementes híbridas que acabam com a vida da terra. Monocultura, desmatamento. Loucura total, porque não pode ser apenas maldade total ou ignorância total.

     E a suprema maldade: a destruição súbita da natureza.

     O nome de Belo Monte, dado por Dilma e seus asseclas é sarcástico. Será um belo monte da morte. Quando a ditadura militar decidiu construir a usina de Itaipu, ambientalistas do mundo inteiro vieram para o local para tentar salvar as espécies ameaçadas com a monstruosidade. Nunca se pensou em energias alternativas, porque uma hidrelétrica rende mais, a ponto de se poder exportar energia para outros países. Enquanto que fontes de energia alternativa, como a energia dos ventos (eólica) ou a energia do Sol (solar) captam energia para o local onde estão instaladas. Não se pensou em cobrir o Brasil com uma rede de fontes de energias alternativas: isso não dá dinheiro.

     Mas, naquela época de Itaipu, a desculpa foi de que era uma decisão da ditadura militar que, só pelo nome de ditadura, já parecia algo maléfico. E ficou tudo explicado: uma ditadura mata, tortura, constrói reatores nucleares e destrói a natureza. A perversidade é típica das ditaduras. E adeus Sete Quedas.

     Mas agora há democracia no Brasil. Democracia para poucos, para quem tem dinheiro, mas você pode andar na rua sem ser preso. Ou não pode? Pode falar do que quiser, principalmente se for de futebol, não é? E pode ir para os estádios, gritar bastante; andar pelado durante o carnaval, coisas assim...

     Pode até ter o seu blog ou site, desde que seja comedido, caso contrário estará sempre apreensivo porque o Grande Irmão do Norte poderá mandar uma mensagem de desagrado para o Pequeno Vassalo do Sul e você poderá ter o seu veículo de comunicação bloqueado. Motivos não faltarão: você poderá ser acusado de terrorismo virtual, por exemplo. Democracia é isso. Você até pode votar naquelas máquinas suspeitas.

     Mas nesta democracia você não pode evitar que o governo democrático destrua a Natureza. Poderá gritar, escrever, amarrar-se em uma das árvores do Xingu, xingar a Dilma – que é apenas um instrumento – mas nada disso adiantará. Depois que o governo democrático decidiu, decidido está.

     Agora mesmo, mais de 60 organizações ambientais do Pará estão denunciando a liberação da licença ambiental para a destruição da natureza – também apelidada de usina hidrelétrica de Belo Monte - como sendo o primeiro grande crime da atual democracia, versão Dilma Roussef. E o Ministério Público Federal quer cassar essa espúria “licença ambiental”, que só aconteceu depois que o presidente do IBAMA foi demitido.

     Notícia no jornal Norte do Pará:

     “O MPF entrou com uma ação civil pública ambiental, com pedido de liminar, contra o Ibama, a empresa Norte Energia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que seja suspensa imediatamente a Licença de Instalação e a autorização de ‘supressão de vegetação’ emitidas pelo Ibama para obras do complexo hidrelétrico de Belo Monte.

     “Os procuradores federais também pretendem que seja imposta à empresa Norte Energia a obrigação de cumprir todas as condicionantes previstas na Licença Prévia 342/2010 antes de requerer novamente a Licença de Instalação, sob pena de multa diária. Ao Ibama, que seja determinado que se abstenha de emitir uma nova Licença de Instalação, enquanto as condicionantes previstas não forem integralmente cumpridas e que o BNDES não repasse qualquer tipo de recurso enquanto as Ações Civis Públicas contra o empreendimento estejam tramitando.”

     Você duvida que essa liminar não seja cassada?

     A construção de Belo Monte é um crime ambiental. O maior que será perpetrado no Brasil. Dilma, o PT, o governo, os aliados do governo, as empreiteiras interessadas, as multinacionais interessadas, todos eles sabem disso. Mas farão de tudo para construir Belo Monte. Mesmo que contra a lei, acima da lei ou fora da lei. Para governos democráticos como o nosso, lei ambiental, ecologia, ecossistema, meio-ambiente são expressões somente usadas em época de eleição.

     Eles não estão interessados com as conseqüências do que estão planejando; o que importa é o lucro.

     Eles pouco estão ligando para a Ariranha, a Onça, o Jacaré, o Boto Cor de Rosa, o Guará e tantas outras espécies da fauna paraense.

     Eles não estão preocupados com a Orquídea, a Mamorana, a Andiroba, a Copaíba, o Ajiru, o Muruci, o Cajueiro... Para eles, flora é sinônimo de lucro.

     Eles não estão nem aí para todas aquelas etnias indígenas que serão desalojadas da sua terra ancestral e legítima.

     Nesta democracia é assim: o governo não toma conhecimento do povo, da flora ou da fauna do seu país. Para os que governam o Brasil, país significa um território e território um produto a ser vendido, trocado, leiloado pelo maior preço. O que estiver dentro do território não interessa. Ou somente interessará se também representar um bom negócio.

     Haverá guerra.

Fausto Brignol.

Guerrilha do Araguaia - As Faces Ocultas da História

1920's The Charleston



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sábado, 29 de janeiro de 2011

Naná Vasconcelos e Virgínia Rodrigues ( Canto de Xangô)

MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA.wmv

Mr. Bojangles - Nina Simone



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GRUPO ATIVISMO CULTURAL!! PARTICIPEM!! (clique aqui)

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DESEDUCAR PARA DOMINAR

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"Mais importante que ensinar


é despertar o interesse pelo saber"



E as nossas escolas nem ensinam

e muito menos despertam tal interesse







Eu, como cidadão brasileiro, me sinto profundamente indignado

com o tamanho descaso com o qual é tratada a educação em

meu país

É explícita a vontade dos governos de provocarem cada vez mais

uma deteriorização do ensino, tornando-nos assim, indivíduos cada

vez mais alienados e ainda menos participativos (se é que participamos

de alguma coisa)nas questões de interesse coletivo

Nas salas de aula, os professores fingem que ensinam, enquanto os

alunos fingem que aprendem

E para piorar aquilo que já estava péssimo, ainda foi inventada a tal

"aprovação automática", ou seja, os alunos já começam o ano letivo

sabendo que, a aprovação, é praticamente certa. Um verdadeiro

desestímulo ao já mínimo interesse dos estudantes pelo aprendizado



E enquanto isso, continuamos sendo constantemente bombardeados,

por uma sub cultura estadunidense, que tem como único objetivo,

a destruição de nossa cultura e identidade nacional

E, como representantes máximos do capitalismo, visam, é claro,

a transformação de nosso país em uma sociedade cujos sonhos e

anseios, estejam intimamente ligados a conquistas materiais



Por fim, somando uma péssima educação, consequentemente, uma

quase inexistente consciência cidadã, com uma maciça campanha midiática(braço forte das elites), em prol de conceitos e valores exclusivamente materialistas, poderemos estar condenados,

definitivamente, a nos tornarmos indivíduos "terceiro mundistas".

Mesmo que, economicamente, algum dia, nos tornemos uma nação de primeiro mundo



Marcelo Roque

Fome come - Palavra Cantada

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