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sábado, 21 de janeiro de 2017

"É difícil ser homem" e a "Lei dos mais crápulas"






"É difícil ser homem" e a "Lei dos mais crápulas"

*Dedico esta postagem a todos os amigos hiper decepcionados com a situação atual e espero que eles possam se reanimar um pouco com o que vou escrever agora.

Para homens dignos, honestos, de bom caráter, esta nossa situação no Brasil e no mundo é deplorável! Sabemos bem disto, nós mulheres ficamos pra lá de decepcionadas também!
Acontece que quando um homem digno testemunha as barbaridades que semelhantes a ele, do mesmo gênero, e em posições de poder praticam coisas abomináveis, tais homens dignos sentem-se impotentes, fracos, pois eles não reconhecem estes crápulas como homens de verdade, mas como falsificações grotescas e mal feitas, que agem indiscriminadamente prejudicando milhões, bilhões de pessoas!

Sentir-se impotente nunca é bom, nem para as mulheres, muito menos para os homens!
Na minha opinião é preciso reagir sempre quando tragédias, catástrofes, sejam elas naturais ou produzidas pelos homens, ocorrem! Vamos nos lembrar da força e determinação dos japoneses quando tiveram de reconstruir suas vidas depois de tantas catástrofes e guerras! A união, a persistência, faz dos japoneses um grande exemplo para os que se decepcionam e se desanimam com as coisas duras da vida!

O Brasil precisa ser reconstruido, não temos mais tempo a perder, é preciso que cada um de nós anime, motive os outros a se mobilizarem! Nas crises é que muitas coisas podem ser reformuladas, mudadas para muito melhor! Reconhecer as capacidades dos amigos que nos rodeiam e fazer de tudo para fazê-los enxergar que podem contribuir com muitas coisas.

A reconstrução depois destes terremotos sociais gigantescos pelos quais estamos passando, depende de nós! E um dia a lei dos mais crápulas termina, porque crápula é como rato, só sobrevive onde tem sujeira, se a maioria acaba com a sujeira, então...

Nadia Gal Stabile - 21 01 2017





INÍCIO 

quinta-feira, 5 de maio de 2011

MÃE - MARCELO ROQUE



Mãe ...

Foi por volta de umas sete horas da manhã,
quando vi aquela mãe subindo no ônibus lotado
Em um dos braços, o filho - uma criança de uns
dois anos aproximadamente
Na outra mão, uma destas sacolas de supermercado,
porém, bem grande, e que me pareceu também,
bem pesada
Pendurada em seu ombro, a alça de uma bolsa, onde
certamente, ela carregava as coisas da criança -
fraldas, mamadeira, chupeta, etc ...
E assim, aquela mãe, equilibrando todas estas coisas,
e ainda segurando firmemente seu filho, seguiu viagem,
espremida entre os demais passageiros

Pode até parecer loucura o que vou dizer mas, diante
daquela cena, lembrei-me de uma reportagem que eu
havia assistido no dia anterior. Onde falavam sobre uma
imensa usina hidrelétrica que estava sendo construida;
uma das maiores do mundo
Diziam sobre a colossal quantidade de concreto e aço
(o mais resistente aço que possa existir) que seriam
utilizados para dar conta da brutal força que a água
exerceria sobre as barragens

Sabe, como eu disse, pode até parecer loucura mas,
nem todo o concreto, nem todo o aço, ou nenhum outro
material, por mais resistente que possa ser, me pareceu
tão forte, resistente e seguro, quanto os braços daquela
franzina mãe a segurar seu filho

Marcelo Roque


Http://recantodasletras.uol.com.br/autores/marceloroque
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