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terça-feira, 29 de junho de 2010

POEMA MUDO - MARCELO ROQUE

Quero escrever um poema mudo
Que não fale de amor,
de dor;
não fale de nada
Um poema
que nasça e morra
sem dizer a que veio
E que assim,
mergulhado nas profundezas do silêncio,
possa fazer despertar
todos os sentidos daqueles que o lêem
Tornando-os muito mais do que simples leitores
Transformando-os então,
na própria mudez do poema

Marcelo Roque

domingo, 18 de outubro de 2009

Entrei no Google procurando algo sobre os grandes equívocos dos "ISMOS" e achei este texto aqui (tento tirar a palavra aluno de meu vocabulário,prefiro estudante ou APRENDENTE,esta aprendi ontem)

AOS ALUNOS COM CARINHO
Ana Paula Kiffer
Professora de Literatura da PUC-Rio


–Professora, existe uma interpretação correta?

–Não, mas errada existe!

Como “interpretar” esse diálogo, de tom levemente absurdo, mas indicador profundo das angústias que habitam, sim, os estudantes de Letras hoje?

Não sejamos ingênuos, não só os alunos sofrem dessa angústia. Nós, professores, a vivemos a cada texto lido em sala de aula, posto que já não temos mais “a leitura correta” a oferecer.

Ainda ontem Ana Cristina César (leiam! está em seus Escritos do Rio, e o texto chama-se ironicamente “Os professores contra a parede”) falava, neste mesmo campus, de “uma certa ditadura teórica”, falava não contra a teoria, bem entendido, mas contra “a teoria correta”, aquela à qual o professor se filiava e impunha, “tentando eroticamente a turma, como um sultão sobre seu harém”. Duas grandes lições, só para começar: já nos distanciamos desse texto da poeta e constatamos a falência dos grandes sistemas de pensamento que indiciavam as leituras corretas, respondendo, por conseguinte, à primeira parte do diálogo ‘absurdo’. Mas não perpetuemos o equívoco de achar que, porque enterramos as escolas e os “ismos”, devemos nos esquecer dos autores e, sobretudo, dos textos que a elas deram origem. Ao contrário, torna-se fundamental lê-los agora mais do que nunca, libertos de seus automatismos escolares. Na esteira da cantora direi: “Vamos comer Marx, vamos comer Freud...”

Mas o texto de Ana C vai mais longe e nos faz constatar a íntima relação entre o saber, o poder e o corpo. Mesmo que Ana C indicasse um quadro bastante específico (professores majoritariamente homens e turmas formadas majoritariamente de mulheres), ela apontava, de modo lapidar, para aquilo que Foucault desenvolveu em sua História da Sexualidade (leiam!!!). Que o poder não é algo abstrato, distante, restrito aos centros e cargos. Ao contrário, ele se exerce desde o mais ínfimo contato humano, sobre a pele, entranhando nos corpos. Desse modo, os discursos do saber (aparentemente neutros) mantêm íntima relação com os desejos mais recônditos. Ora, mesmo que o perfil sociológico do curso de Letras tenha mudado (estaríamos hoje finalmente mais próximos do “matriarcado de Pindorama”?), e que, por conseguinte, as relações de poder tenham se transformado, não significa que ele não se exerça e, muito menos, que saber e corpo não se entrelacem. Um dos entrelaçamentos possíveis é o que chamarei de “paixão interpretativa”, doença que sofre ou deveria sofrer todo leitor/crítico. Afinal, ainda nos falta responder à segunda parte do diálogo, entendida a inexistência da leitura/interpretação correta, falta entender a existência da “errada”. Dito de modo mais polido: os limites para o que se brada ser o reino livre, único e universal da “MINHA leitura”!!! É óbvio que poderíamos responder a isso enumerando um certo número de exigências para o exercício interpretativo, tais como: conhecer o contexto da obra, a sociedade que a leu e que a comentou, as críticas mais importantes a respeito do autor ou da obra diferençando suas escolas, as distintas vertentes teóricas em jogo, etc. Mas, apesar de ser fundamental poder conhecer esses itens todos, algo ainda se tece noutro plano. Muitas vezes, uma leitura não cumpre nenhuma das exigências e consegue se aproximar sensivelmente do texto, produzindo uma crítica pertinente, criativa, iluminadora. Outras vezes, cumpre-se item por item e se produz uma crítica meramente burocrática, onde faltou justo uma pitada daquela doença do leitor...

A doença do crítico/leitor/escritor ou escrevente (escolham o termo) é aquela que faz com que algo nele se transporte em bloco para as perguntas da infância: “Por quê?”, “Como?”, “O que é isso?” Naquilo em que essas perguntas são o desvelar de um mundo, em sua simplicidade e em seu mistério. A paixão interpretativa faz, então, com que os sentidos instituídos e as imagens fixadas se movam, a paixão viola, inflama e insufla de ar, fazendo com que as letras se mexam, como os assombros das palavras de Guimarães Rosa, ou o maravilhamento daquelas de Manuel de Barros, ou mesmo a secura cortante daquelas do velho Graça e tantos, tantos outros. O movimento é ele mesmo involuntário — como toda paixão irresistível — e começa por um toque leve mas febril dos dedos sobre o plástico (papel) e só se completa com o estalar, estourar da bolha (letra). Só se completa quando o ar se liberta da bolha / letra! O estal-ar é o limite da “minha leitura”!

–Eta professora, tá viajando?

Estou dizendo que a experiência literária propiciaria experimentar coisas, mundos, afetos diferentes daqueles que vivemos e que nos constituem como uma identidade ambulante. Seria uma experiência provocadora de um “sair de si mesmo”. Isso parece pouco, mas é muito, no interior de uma cultura que se ergue a partir da certeza e veracidade nas experiências que encontram origem e centro justo num “si mesmo” que as sustente! Caberia então ao leitor/crítico, antes de mais nada, dar crédito a essa experiência literária. Saber, portanto, que a literatura pensa. Que não é ele o centro emissor de uma razão sobre a literatura (encerrando-a no mundo perdido das emoções...) e, a partir daí, buscar se aproximar do específico dessa experiência literária que é justo o que nos conecta com um fora, o ar ao sair da bolha, estalAR!

Nessa perspectiva a leitura mais pessoal é aquela cunhada no seio da “despessoa” (termo de Marguerite Duras). Paradoxo da leitura que faz com que um limite se interponha ao “meu”, ao “minha” (exagero de um mundo de propriedades), e que um crivo se mantenha em proveito desse múltiplo que é a palavra solta no mundo, que é a confirmação mesma de que outro mundo é possível.

Registro aqui meu carinho,

Parabenizo o coletivo bolha,

E um beijo da

Esse texto foi publicado no plástico bolha nº17: download PDF

FONTE : http://www.jornalplasticobolha.com.br/pb17/aosalunoscomcarinho.htm

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NOTAS DE LEITURA - (AMIGA REGINA ENVIA)

Mando-lhe minhas notas de leitura. Se quiser, ponha no Sarau: podem ser úteis para algum estudante. Admirável pensador esse professor emérito. Parece que as deficiências que ele constata no pensamento nacional no inicio da colonização teimam em persistir.

REGINA - 09/10/09

**(o número no início das linhas é o número de página)

NOTAS DE LEITURA

CRUZ COSTA João, Contribuição à Historia das Idéias no Brasil (O desenvolvimento da filosofia no Brasil e a evolução histórica nacional) – Col. Documentos Brasileiros – Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1956

Prefácio

Para que o pensamento não seja mera fantasia sem proveito, - como dizia El-rei D. Duarte – é mister que não perca contato com a historia, com os problemas reais da vida.


INTRODUÇÃO

18 A filosofia (durante a colonização) foi assim considerada, desde logo, como uma disciplina livresca. Da Europa ela nos vinha ja feita. E era sinal de grande cultura o simples fato de saber reproduzir as idéias mais recentemente chegadas. A novidade supria o espírito de analise, a curiosidade supria a critica.

“Desde os fins do século XVIII, o pensamento português deixou de ser o nosso mestre. Fomos nos habituando a interessar-nos pelo que ia pelo mundo”. Silvio Romero, Historia da literatura brasileira, vol. II, p 151.José Olympio, RJ, 1943

79 1° reinado: dois cursos de ciências jurídicas e sociais: SP – convento de S Francisco e Olinda – mosteiro de S Bento. Essas duas escolas, nascidas à sombra de dois conventos, irão substituir, por mais de um século, uma instituição que reunira e coordenara o saber, como é a Universidade.

80 1ª metade do s XIX – filosofia no Brasil – será dai que surgirão grandes e importantes movimentos nacionais que passarão para a nossa Historia... e os homens do Parlamento Imperial.. Mas, problemas fundamentais não resolvidos, condições de vida precárias, - a nossa experiência intelectual só podia ter sido, como alias foi, apenas expressão da nossa situação colonial, que o artifício, o sibaritismo e o diletantismo das classes cultas e possuidoras de fortuna representadas nesse Parlamento procurava mascarar. Que exprimirão esses letrados políticos? Os seus interesses e uma cultura que deriva das vicissitudes da importação européia.

...81 (essa cultura) será assim, uma curiosa série de contradições e, ao mesmo tempo, um incessante esforço, que nos impele à procura do sentido das nossas ideias. ... A realidade ambiente, essa, era esquecida pela maioria dos letrados do inicio do século XIX, para os quais os moldes literários, artísticos e filosóficos da Europa pareciam calhar, como uma luva, para o Brasil.

As ideias no Brasil não descendem umas das outras, não as liga um liame histérico.

90 O trabalho servil manterá o Império e com ele terminará. Será a abolição do trafico que ira encerrar verdadeiramente a fase colonial da historia nacional. O Brasil conhecerá, a partir de então, um ritmo novo.

...Em 1850, o Império estabilizar-se-ia em seu equilíbrio natural – o de uma monarquia burguesa.

114 Será a nova lavoura do café que restabelecerá, na ultima fase do Império, a vida da monarquia. A abolição do trafico trará consigo uma outra conseqüência que é mister pôr em realce para a exata compreensão da situação histórica do Brasil dessa época. Essa medida liberaria grandes capitais que nele estavam empregados. “Até então, escreve Joaquim Nabuco, o espírito comercial e industrial do pais parecia resumir-se na importação e venda de africanos. (Um estadista do império, vol I, p 255, H. Garnier, RJ, s/d)

152 é erro  antigo nosso atribuir todos os nossos defeitos à fraqueza ou má constituição do nosso ensino, quando este apenas reflete os defeitos e as fraquezas das nossas condições sociais, políticas e econômicas.

315 é com Silvio Romero que a mercadoria intelectual de importação passa a constituir objeto de menor importância e os problemas nacionais, sobretudo os que dizem respeito à historia da cultura, passam a ocupar a atenção dos nossos letrados.

372 Euclides da Cunha

373 O sertão fizera, no alvorecer da República, a sua dramática aparição no cenário da vida brasileira, revelando aspectos trágicos de nossa formação.

...
os fanáticos foram batidos pelas nossas tropas de linha. Enquanto isso, os letrados do litoral ainda continuariam a entregar-se à tarefa de construir uma fachada européia para o pais... Só Euclides da Cunha tivera coragem de clamar a favor do homem do sertão. ... Fugiam todos ao mistério da terra. Um porém – e dos maiores – fizera sentir ao letrado saudosista do litoral toda a importância da massa que recuara para o sertão ... para exigir precisamente uma reforma – a da inteligência brasileira. O brado de alarma que precede e anuncia essa reforma, quem o deu foi Euclides da Cunha. Não é pois, como filosofo – o que seria ridículo – que ele tem saliente lugar na historia das ideias do Brasil no século XX. É porque com ele se inicia a reação contra o sibaritismo intelectual, contra a faina cega dos copistas dos pensadores de empréstimo.

375 (faz concurso para a cátedra de lógica do colégio Pedro II) Não era, porém, homem que pudesse considerar a sério as rixas intermináveis dos filósofos e os ecos irritantes da algazarra das teorias. (Carta a Oliveira Lima 5/5/1909).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

teorias e práticas

alguns conhecem teorias a fundo
outros sempre estiveram na prática.
um ex metalúrgico precisou de teorias
de grandes homens,para virar presidente.
e hoje não há teoria que consiga explicar
as práticas deste presidente!
ou há !?
só sei que quem lê demais não tem tempo
de colocar as mãos na massa...
ou quem lê demais a vida,
vira poeta dos bons...
ou ainda...quem não lê nada,
não consegue ir adiante!
estas "escolas" que temos,
não servem nem para a prática,
nem para a teoria.
como dizia Paulo Freire,
aprendizagem não tem nada a ver com "ensinagem".

Nadia Stabile - 25/09/09

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Beto, Bia e Abelardo - Ciclo 1: O mundo visto pelo olhar de Beto

Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Por Jeosafá Fernandez

Orientações iniciais: desenvolvendo habilidades de leitura e discutindo valores

O projeto Beto, Bia e Abelardo procura vincular a leitura em língua portuguesa à necessária e atual discussão sobre valores. Articula deliberadamente competências e habilidades lingüísticas e literárias à reflexão sobre conteúdos culturais, morais, éticos, científicos, artísticos entre outros. Parte da constatação de que nenhuma eduação é isenta, de que toda verdadeira ação de leitura é um mergulho em profundidade na sociedade, no íntimo do indivíduo e no coração do conhecimento, e de que todos estamos, o tempo todo, constituindo ou rejeitando, assumindo ou criticando valores, consicente ou inconscientemente.

O que é ser "bem-educado"? Aceitar passivamente os berros dos adultos ou dos mais fortes? Devolver com grito o grito e com violência a violência? O que é ler bem? Seria repetir, muitas vezes com as mesmas palavras, o que os superiores exigem, sem nada criar ou contestar? E o que seria "uma pessoa moral"? Aquela que elege valores de sua religião, de seu grupo social, ou unicamente seus, para os impor, a todo custo e meio aos demais?

Viver numa sociedade tão dinâmica, num mundo tão complexo, numa época tão cheia de guerras e violências impõe a quem deseja justiça, respeito aos direitos humanos e ao meio-ambiente atitude positiva: é preciso entender o mundo, é preciso entender o outro, é preciso que cada um entenda a si próprio e lute por mudanças solidárias, em relação ao hoje e em relação às gerações futuras, que têm direito de receber um planeta e um vida decentes. Noutras palavras: é preciso saber para mudar, mas não há saber sem boa leitura e bons leitores, de textos e de mundos.

Traduzo assim as intenções e expectativas de Beto, Bia e Abelardo: ler para gostar, ler para saber, ler para mudar solidariamente o mundo.


Linguagem oral

Explorar possibilidades de leitura oral a partir de dialetos (falares regionais: caipira, do nordeste, gaúcho, entre outros) e socioletos (falares de grupos sociais: jovem urbano, idosos, mulheres, jargões profissionais etc.). Buscar múltiplas e variadas locuções interpretadas, articulando modulação de voz, ritmos, timbres, tonalidades, volume, velocidade (não há uma certa, mas muitas possíveis, desde que atinjam o objetivo de fisgar o leitor). No caso da criança alfabetizada e letrada, dar oportunidade para que ela execute a leitura, de trechos ou de histórias completas, desde que ela assim deseje. Aproveitar interferências durante a leitura para elucidar dúvidas. Interromper a leitura somente se a criança solicitar, e explicar somente o que ela solicitou (nas atividades de pré-leitura e de pós-leitura o professor poderá destacar o que julgar necessário, seja com relação à linguagem, seja com relação a valores em questão). A leitura pode ser feita sem interrupções ou pode sofrer pausas, sempre a depender da solicitação da criança. No primeiro caso, é necessário discutir questões de linguagem e de conteúdo com as crianças ao final. Cada sessão de leitura não deve ultrapassar 50 minutos.
Tanto a pré quanto a pós leitura pode ser realizada imediatamente à leitura ou em momentos outros, mas sempre na mesma semana.


Linguagem escrita

Orientar a criança sobre a organização do livro, os significados e sentidos das imagens e das cores de capa e de início e final de episódio. Não esquecer dados técnicos: título da obra, títulos dos episódios, autor do texto e autores das imagens etc. Explorar com a criança as diferenças entre texto oral e texto escrito. Alertar a criança que o texto tem obstáculos propositais, que elas podem superar com ajuda do professor ou dos pais (questões de vocabulário, de palavras de uso regional, pontuação, acentuação, pronúncia a partir do registro escrito, de recursos poéticos tais como rimas, aliterações e cadências etc.). Há vários jogos de linguagem no livro. Numa das histórias, há a explicitação de que há no livro, além do bem-te-vi, gralhas. Aqui, gralha é o nome que se dá para anomalias do registro escrito no texto impresso. No trabalho com o texto escrito, a criança deve ser estimulada a encontrar as gralhas presentes no texto. Nisso ela pode ser ajudada pelos pais em casa (é conveniente que os pais leiam em casa a história da semana e ajudem a criança a superar as dificuldades textuais e a apontar as gralhas presentes apenas na história da semana). Esse jogo chama-se Caça às gralhas. Mais à frente esse jogo estará amarrado a duas personagens do Ciclo 2 - O mundo visto pelo olhar de Bia. As atividades de pré e de pós-leitura não devem ser amarradas à produção escrita. Algumas vezes isso é desejável, mas não deve predominar. Ciranda de roda, produção de desenhos e pinturas, jogos e brincadeiras podem muito bem ser mobilizados para sensibilizar a criança (pré-leitura) e para concluir significativamente o trabalho com cada episódio (pós-leitura). Em ambos os casos a criação e a produção imaginativa da criança devem ter lugar. Devem ser descartadas todas as práticas de reprodução, bem com aquelas que não possam ser compreendidas claramente e aceitas voluntariamente pelas crianças. Convém discutir as noções de “certo” e “errado”, comparando-se a linguagem oral e a escrita.

Valores éticos, morais, sociais, científicos, afetivos entre outros

O projeto Beto, Bia e Abelardo articula competências e habilidades de leitura com o debate sobre constituição de valores. Que valores a mídia, a família e a escola estão constituindo e transmitindo às nossas crianças? Nós concordamos com tudo que chega a nossos filhos ou não? Pais e educadores podem intervir na formação de valores de seus filhos e alunos?
Estas questões e outras da mesma natureza permeiam cada um dos 10 episódios de Beto, Bia e Abelardo. Há violência contra a mulher no seio da família? Há manifestações de machismo? Há intolerância contra as diferenças? Há respeito ao meio-ambiente? A criança é exposta a risco pelos adultos? O desemprego e as dificuldades econômicas afetam as relações do casal e deste com os filhos? O pano de fundo dessas histórias são quatro importantes documentos contemporâneos, que devem ser explorados nas atividades pré e pós leitura, bem como nos debates e explicações para as crianças: Declaração Universal dos Direitos Humanos, Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso. Nas atividades de pré e de pós-leitura, bem como nos debates e explicações às crianças, devem ser propostos problemas éticos e morais que elas devem responder com auxílio dos colegas e dos pais: Qual o papel dos adultos em relação à proteção à criança? Que relações têm as fábulas infantis com os riscos que as crianças sofrem hoje, em meio a uma sociedade consumista, muito injusta e particularmente violenta contra os mais fracos? Como a criança pode evitar situações de risco? Quais são as situações potencialmente de risco para crianças? Devemos ou não proteger os idosos? Que idéias e valores os desenhos e programas infantis veiculam e estimulam nas crianças? O certo é ser solidário ou levar vantagem em tudo? O certo é passar a rasteira no colega ou se associar a ele para vencer dificuldades. Como posso, enquanto criança, tornar minha família, minha rua, minha escola, meu bairro, o mundo melhores? Quando é que eu, enquanto criança, passo dos limites? O que são limites? Posso ser espancado porque passei dos limites? O que são direitos, o que são deveres? O que é liberdade, o que é abuso?
Essas e outras questões devem ter destaque no trabalho desenvolvido pelo projeto. Disponibilizar para as crianças e para suas famílias os documentos citados é necessário.
As atividades de pré, pós e mesmo as de leitura podem ser realizadas com presença de familiares e membros da comunidade, desde que devidamente planejadas, de modo que o foco seja mantido sempre nas crianças participantes do projeto: pais e comunidade têm lugar importante, auxiliando e co-participando, mas não devem tomar o lugar das crianças.

Orientação geral: Realizar apontamentos durante as atividades.

DO BLOG : Amplexos do JeosaFÁ - Educação, Literatura, Leitura, Cinema, Paz
FONTE: http://amplexosdojeosafa.blogspot.com/2008/03/beto-bia-e-abelardo-ciclo-1-o-mundo.html

sábado, 1 de agosto de 2009

A ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE DA DÉCADA DE 80

Constituição de 1988



















(...)Revista: A Constituição Federal de 1988 é considerada como a Constituição Cidadã por diversos juristas autores como Caio Tácito, Hélio Bicudo, Evandro Lins e Silva e atualmente Luis Norberto Barroso, Ives Gandra Martins, José Afonso da Silva, Celso Antonio Bandeira de Melo e Michel Temer além de políticos como Flávio Bierrembach (atual ministro do STM e autor da PEC/26 emenda que culminou na atual Constituição Federal), Pedro Simon, Paulo Paim e Ulysses Guimarães, presidente da Assembléia Nacional Constituinte à época. Essa denominação da Constituição Cidadã é adequada? O Sr. concorda com essa denominação “clássica”? Ela se confirma na realidade social brasileira?

Deputado Aldo Rebelo: O cerne desse epíteto é o Título II, com sua generosa enumeração de direitos individuais e sociais. Era necessária uma Constituição analítica, pormenorizada, em oposição à doutrina da Constituição concisa própria das democracias anglo-saxônicas. É um truísmo, no entanto, observar que se a Constituição é cidadã, os cidadãos ainda não o são integralmente, na plenitude das condições indispensáveis a uma vida digna.


Revista: Não é de hoje que a política brasileira está claramente associada às viciosas deformações, suspeições e traições. Politicagem, nepotismo, clientelismo, paternalismo, fisiologismo, impunidade, corrupção são termos comumente utilizados para pontuar, raras exceções, as práticas do político brasileiro. Diante dos freqüentes escândalos políticos e a consagrada impunidade, a sociedade brasileira tem o que comemorar dos 20 anos da Constituição Federal no que tange ao processo político institucional? Reformas políticas são necessárias e de caráter urgente? Como podemos avançar nesse sentido?

Deputado Aldo Rebelo: A reforma política é necessária como aprofundamento da calha democrática do País. Podemos avançar instituindo o financiamento público das campanhas eleitorais, facilitando e garantindo a fundação de partidos, democratizando a propaganda hoje tão cerceada. Muitas das propostas em curso conduzem, no entanto, a retrocessos de inspiração externa, como o voto distrital e a cláusula de barreira. Seria conveniente associar a reforma política à reforma do Estado, tornando-o mais democrático, de fato isonômico e republicano.

Revista: Qual o balanço que podemos fazer dos 20 anos da Constituição Federal de 1988?

Deputado Aldo Rebelo: A Constituição tem cumprido muito bem seu papel de Carta Magna. Não é, por certo, revolucionária, antes enfeixa um arcabouço normativo de teor liberal-conservador que refletiu a correlação de forças representada no Congresso Constituinte. Cabe aperfeiçoá-la, embora com parcimônia, e deixar que se impregne no espírito dos brasileiros. No célebre discurso de sua promulgação, Ulysses Guimarães foi enfático: “Esta constituição terá cheiro de amanhã, não de mofo.”.

Revista: Dimensione a importância da intelligentzia jurídica na elaboração do texto constitucional e quais foram as principais teorias jurídicas incorporadas à constituição cidadã?

Deputado Aldo Rebelo: Por ser o mais profundo e importante dos pactos sociais, a Constituição naturalmente atrai o interesse e a intervenção de todas a forças políticas organizadas, estejam estas na forma de partidos e entidades de classe, seja na de grupos de pressão específicos que pontilham a sociedade. Cada um leva à mesa de negociações sua visão particular do País e da forma de organizar a Nação.

Revista: A Constituição Federal foi adjetivada de “Constituição Cidadã “, e completará no próximo dia 05 de outubro vinte (20) anos de vigência. Entende o senhor que o cidadão, o ‘homem comum do povo”, nesses quase vinte anos de vigência da CF de 1.988, já demonstra um sentimento de “VONTADE DE CONSTITUIÇÃO”, emprestando a expressão de Konrad Hesse?

Deputado Aldo Rebelo: Pelas peculiaridades de sua formação social complexa, o Brasil ainda viverá por muito tempo as tensões advindas do cotejamento entre a lei e a realidade concreta. Não navegamos nem tão perto da terra nem em alto mar nesse aspecto, pois aqui e em qualquer lugar as questões ditas jurídicas são permeadas de matizes políticos. Neste sentido, sem tirar a dose de razão a ser dada a Hesse em sua controvérsia com Ferdinand Lassale, creio que certos axiomas constitucionais, como o da igualdade dos cidadãos, ainda estão por ser conquistados, e, embora todos devamos respeitar a Constituição, é certo que conquistas essenciais ali elencadas formalmente se darão mais pela luta política que pelo estatuto jurídico.

Revista: A Constituição Federal no art. 6º enumera os chamados “Direitos Sociais” (a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados). Como o senhor se posiciona, no tema desses Direitos Sociais, quanto a intitulada “Politização do Poder Judiciário “, ou o “ ativismo judicial”, cujo exemplo emblemático ocorreu no STF no julgamento para a concessão de medicamentos aos aidéticos ( 2ª T., AgRE 271.286-RS, rel. Min. Celso de Mello, j. 12.09.2000, DJU 24.11.2000, v. 101) ?

Deputado Aldo Rebelo: A chamada “politização do poder Judiciário” não é nova, tampouco fruto da Constituição de 1988. A política, e com ela a administração dos conflitos da sociedade, sempre acompanhou a Justiça. Quanto mais recuamos no tempo mais verdadeira é esta constatação. No caso do Direito Constitucional, as supremas cortes encarregadas de interpretar a Carta Magna são tradicionalmente reconhecidas como tribunais políticos. Como em toda atividade política, suas decisões espelham a correlação de forças em conflito na sociedade. Convém ponderar, no entanto, a especificidade dos poderes da República: quem faz as leis é o Congresso.

LEIA O COMEÇO EM : http://189.7.65.219/juridica/entrevistas.html

segunda-feira, 27 de julho de 2009

EVENTO GRATUITO - Núcleo Cultural Teosófico convida para o 2º Encontro Cultural

01 Agosto - 17:30 horas

Espaço: auditório da Instituição Teosófica Pitágoras

Rua Mituto Mizumoto, 301 – Liberdade - São Paulo - SP

Apresentando Duo de Violões

Fernando Souza e Jefferson Mário

e Contador de Histórias


Giba Pedroza

Fernando Souza – violonista graduado na Faculdade de Artes “Alcantara Machado”- FAAM/FMU. Atualmente realiza um trabalho consistente como professor de guitarra e violão. Proprietário da Escola Amplifik, região norte de S.Paulo, juntamente com seu sócio Jefferson Mário que iniciou seus estudos aos 15 anos de idade, atualmente lecionando guitarra, violão e teoria musical.

Giba Pedroza – Contador de histórias e pesquisador de literatura infantil e tradição oral há 20 anos. Realiza apresentações e oficinas para educadores e crianças. Lançou o CD Girasonhos Roda de Histórias, com o qual realizou diversos espetáculos. Duas histórias do disco - “Olha que eu vi o Saci Pererê” e a “Lenda do Jurutaí” -, viraram desenhos animados e são exibidos , constantemente, pela Tv Cultura e Tv Ratimbum. Recentemente foi representante do Brasil no Cuenteros-Encuentro Hispânico de Narración Oral, realizado em maio de 2006 em Miami/EUA e que contou com diversos contadores e escritores da América Latina.

Para esse II Encontro teremos a Noite da Panqueca, doces e salgadas.

Vegetarianas!

Entrada Franca!


Informações

Denize – Fones 8232-1409 / 3214-2019

“A música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia." (Beethoven).

“Contar histórias é usar a imaginação...resgatar a cultura...proporcionando momentos lúdicos e de interação.”

domingo, 26 de julho de 2009

o que a vida tem de cinema


plano geral, plano americano, close,
zoom in, zoom out,travelling,plongeé, contra plongeé,
panorâmica...argumento...roteiro...
transições...sequências...continuistas...
iluminação...claquete...sincronização...
dublagem...direção de arte...figurino...
locação...efeitos especiais...elenco...maquiagem...
ambientação...diálogos...caracterização do personagem...
direção de fotografia...produtor...

enfim...para que a vida ou o cinema aconteçam
não só o conteúdo é importante, mas também a técnica,
a forma...a equipe, a direção... tudo!

se o cinema é a arte do diretor, a vida é a arte
da forma e do conteúdo que damos a ela!
você pode escolher ver sua mãe indo embora
de longe...de costas...numa panorâmica...
ou num zoom out...ou in...
focalizando-a num plongeé ou num contra plongeé...
e aí quem sabe você entenderá sua mãe de um outro jeito!

ou...tente imaginar-se numa cena
em que seu namorado a veja bem de longe,
e depois bem de perto,num close...
e se isso fizer o namoro persistir!
saiba,vocês sabem namorar de verdade!

os planos panorâmicos são geniais!
mas os closes também!
adoro ver coisas de longe e que vão se aproximando!
tenho mania de zoom...
talvez eu esteja míope...

Nadia Stabile - 26/07/09

*caramba!!esqueci o áudio! sem música...a vida e o cinema ficam muito sem graça!!

ser patético

picasso dizia:copiar a si próprio é patético,
agora digo eu: ser gente e não saber como
que se "educa"...ou como se pode cooperar com
os mais jovens...é além de patético,
é ridículo, é desonroso, é podre,
é nauseante! todos os animais
irracionais sabem ensinar seus filhotes a
se virarem na vida,e porque nós, seres racionais,
somos tão incompetentes nisso!?
por exemplo,responda rápido porque
professores são brochantes?
por que não conseguem transmitir aos alunos
pra que que serve ler,de verdade...não só os livros!
como disse Paulo Freire, antes da leitura
da escrita, vem a leitura do mundo!
como professores podem ensinar o que não sabem?
como podem dar bons exemplos,
se suas atitudes são péssimas na maioria das vezes?
e não conseguem perceber nem a própria condição!
por isso não acredito nesta escola que está aí,
e acho que pouquíssimos pais, são pais mesmo!

Nadia Stabile - 26/07/09

TOPOS,SUBSOLOS,MIRANTES,PASSARELAS,RUAS,VIELAS,VIADUTOS, PONTES,RIOS...

 TOPOS,SUBSOLOS,MIRANTES,PASSARELAS,RUAS,VIELAS,VIADUTOS, PONTES,RIOS,PRAÇAS,PARQUES,FOSSOS,ALCOVAS,VARANDAS,
TERRAÇOS,BARRACOS,BECOS,CICLOVIAS.ESTRADAS

...transcendendo torres de babel...
nadando na lama do rio tietê,
surfando no litoral norte,
saltando de asa delta na pedra grande,
fazendo skate numa pista imunda,
pichando becos,
andando de bicicleta numa radial,
surfando trens,
virando sardinha às 5 da tarde no metrô,
pescando em angra dos reis,
fugindo de um incêndio na favela,
sendo vítima de um sequestro relâmpago,
empunhando bandeiras e placas numa passeata,
lendo um livro numa praça ao amanhecer,
assistindo um concerto no municipal,
catando caranguejos no mangue,
mijando num banheiro público,
nadando na lagoa do abaeté,
catando lixo no aterro,
ser mais um na fila do sus,
não ter grana nem pra pegar um coletivo,
indo até paranapiacaba num belo domingo,
odiar o faustão,
querer explodir a tv nos fins de semana,
ficar puta por causa do machismo de seu próprio filho,
viajar para a itália,
não saber como se originou sua própria cidade,
não ter lido a divina comédia,
não entender nada de oriente médio,
boiar em muitos assuntos,
não saber o que é o brasil,
gostar de música punk,
adorar música brasileira,
entender tudo de música erudita,
ter lido toda a obra de um determinado autor,
saber a história geral como ninguém,
falar cinco idiomas fluentemente,
não saber soletrar palavras de sua própria língua,
não entender patavina de física,
ser brasileiro e detestar futebol,
ser brasileiro e corinthiano roxo,
não saber onde fica cochabamba,
não saber onde nasce o sol,
saber, não saber,gostar, não gostar,
ler livros, pessoas, lugares,
ler a gente mesmo,
ler os momentos,
ler tudo,viver,sonhar,vomitar,
saborear a vida,
entender a vida e o planeta!

Nadia Stabile - 26/07/09

sábado, 18 de julho de 2009

SERADOTADO

livros são adotados
crianças afro descendentes...
nem sempre.
magros são adotados,
gordas nem sempre
caras de paisagem são adotadas,
artistas rebeldes, nem sempre.
gatos brancos ou claros, são adotados,
gatos pretos, nem sempre.
livros até umas 100 páginas são adotados,
livros grossos, nem sempre...
pessoas grossas, dificilmente são adotadas...
as irreverentes....nem sempre!
ser adotado,ou adotar sempre.....é raro!
seres adotados costumam
ser quase sempre antipaticamente
pouco "adotativos"...
antipáticos são também aqueles
que ainda pensam que poesias devem
ficar engavetadas
para amadurecerem e serem adotadas!
seradotado,dotado de ser
dotado de ser
SER SER SER SER SER SER ...

Nadia Stabile - 18/07/09

VÁ LER UM LIVRO

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Cultura de SP abre quatro editais


Publishnews - 15/07/2009 - por Redação

A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo está abrindo quatro editais de incentivo à cultura, no valor total de R$ 4,5 milhões, dentro do Programa de Ação Cultural (ProAC). As áreas contempladas são Cultura Indígena, Culturas Tradicionais, Difusão da Literatura e Festivais de Artes. Para o edital de Apoio Cultural para a Difusão de Literatura serão selecionados seis projetos que estimulem o interesse pela leitura no Estado. Serão destinados R$ 60 mil para cada projeto, que pode contemplar as seguintes áreas: oficinas literárias; cursos sobre literatura; contação de histórias; palestras e afins; e outros formatos que atendam ao objetivo do edital. As inscrições terminam dia 26 de agosto e podem ser feitas através do site.

FONTE : http://www.publishnews.com.br/noticias/news_int.asp?id_noticia=27690

EDITAIS : http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.f1bd859ccd1f77cbc6e76510ca60c1a0/?vgnextoid=ec3d6871df142210VgnVCM1000004c03c80aRCRD&vgnextchannel=4923b23eb2a6b110VgnVCM100000ac061c0aRCRD

http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.cbdef30cc636b21797378d27ca60c1a0/?vgnextoid=4923b23eb2a6b110VgnVCM100000ac061c0aRCRD


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Florestan Fernandes

Florestan Fernandes (São Paulo, 22 de julho de 1920 — São Paulo, 10 de agosto de 1995) foi um sociólogo e político brasileiro. Foi duas vezes deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores.

[editar] Principais obras

Florestan começou a escrever no final dos anos 40, e ao longo de sua vida, publicou mais de 50 livros e centenas de artigos. Suas principais obras foram:

* Organização social dos tupinambá (1949);
* A função social da guerra na sociedade tupinambá (1952);
* A etnologia e a sociologia no Brasil (1958) (resenhas e questioamentos sobre a produção das Ciências Sociais no Brasil, até os anos 50);
* Fundamentos empíricos da explicação sociológica (1959);
* Mudanças sociais no Brasil (1960) (nesta obra Florestan faz um panorama de seu trabalho e retrata o Brasil);
* Folclore e mudança social na cidade de São Paulo (1961) (esta obra reúne trabalhos e pesquisas realizadas nos anos em que Florestan foi aluno de Roger Bastide na USP, dedicados a várias manifestações de cultura popular entre crianças da cidade de São Paulo).
* A integração do negro na sociedade de classes (1964) (estudo das relações raciais no Brasil);
* Sociedade de classes e subdesenvolvimento (1968);
* A investigação etnológica no Brasil e outros ensaios (1975) (reedição em volume de artigos anteriormente publicados em revisas científicas e dedicados à produção recente da antropologia brasileira);
* A revolução burguesa no Brasil: Ensaio de Interpretação Sociológica (1975).

VER TAMBÉM :

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Florestan_Fernandes
  • FRASES DE FLORESTAN FERNANDES:

  • "É muito complicada a vida de um intelectual na sociedade de consumo de massa".
- Em entrevista à Folha de São Paulo, em julho de 1977
  • "Afirmo que iniciei a minha aprendizagem sociológica aos seis anos, quando precisei ganhar a vida como se fosse um adulto e penetrei, pelas vias da experiência concreta, no conhecimento do que é a convivência humana e a sociedade"
- Ciências Sociais: na ótica do intelectual militante; Estudos Avançados; Print ISSN 0103-4014; Estud. av. vol.8 no.22 São Paulo Sept./Dec. 1994; doi: 10.1590/S0103-40141994000300011; [1]
  • "Em nossa época, o cientista precisa tomar consciência da utilidade social e do destino prático reservado a suas descobertas"
- Fonte: Nova Escola
  • "Um povo educado não aceitaria as condições de miséria e desemprego como as que temos"
- Fonte: Nova Escola, 1991

BRASIL E A CIVILIZAÇÃO

"A CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA AINDA NÃO COMEÇOU" OLGÁRIA MATOS

A professora de filosofia da USP em entrevista a TV Câmara diz, que precisamos entender a fundo o que Sérgio Buarque de Holandda,Gilberto Freire,Raymundo Faoro,Celso Furtado e Guimarães Rosa escreveram para que possamos iniciar de verdade nossa civilização!!!

Nadia Stabile - 29/06/09

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Internet em braille

17/6/2009

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – A leitura e escrita de pessoas com deficiência visual se dá principalmente por meio do sistema inventado pelo francês Louis Braille (1809-1852). Trata-se de um alfabeto cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, distinguidos por meio do tato. A partir de seis pontos salientes é possível fazer 63 combinações para representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais.

Um projeto de pesquisa, conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São José do Rio Preto, tem desenvolvido um console em braille para permitir o acesso de deficientes visuais ao conteúdo de páginas da internet.

O trabalho visa à construção de um dispositivo eletromecânico, reconfigurável em tempo real, capaz de exibir todos os diferentes sinais do alfabeto braille em uma matriz de pontos que se elevam e abaixam em uma superfície de referência.

A pesquisa tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular, no projeto intitulado “Desenvolvimento de um dispositivo anagliptográfico para inclusão digital de deficientes visuais”, coordenado por José Márcio Machado, professor do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas.

Segundo Machado, com o dispositivo um deficiente visual pode acessar textos comuns disponibilizados na internet sem necessidade de impressoras especiais, e no tempo real do acesso.

“Montados lado a lado em um teclado de leitura, os dispositivos se ligam a um processador capaz de ler um texto em uma tela comum de computador e o converter para os sinais braille”, disse à Agência FAPESP. “O dispositivo poderá contribuir para ampliar as possibilidades de trabalho de deficientes visuais em todas as atividades que empregam computadores pessoais.”

O projeto foi finalista regional do Prêmio Santander de Ciência e Inovação de 2008, na categoria Tecnologia da Informação e Comunicação. Além de Machado, participa da pesquisa Mário Luiz Tronco, especialista em robótica.

O projeto está em fase de construção do hardware. Machado ressalta que o dispositivo não converte arquivos de texto em áudio, uma vez que já existem outros equipamentos capazes de fazer isso. “Não é do nosso conhecimento que existam no Brasil pesquisas para o desenvolvimento desse tipo de equipamento, mas sabemos que existem resultados na área de conversão de texto em voz”, disse.

A tecnologia de computação tem tornado possível o rompimento das barreiras em relação aos portadores de deficiência visual. Antes, um texto extenso demorava horas para ser criado manualmente em braille. Hoje, o processo leva minutos com o uso de impressoras específicas para o sistema.

Por enquanto, o projeto envolve apenas a utilização de computadores de mesa (desktops). “A miniaturização para uso em unidades portáteis (como notebooks) dependerá de desenvolvimentos e investimentos futuros”, disse Machado.(...)

LEIA MAIS EM : http://www.agencia.fapesp.br/materia/10644/internet-em-braille.htm

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Entrelinhas(tv Cultura) - Marcelo Ariel



O Entrelinhas entrevistou um escritor que transforma a paisagem apocalíptica de Cubatão em cenário de uma poesia visionária. Fomos até o centro siderúrgico do litoral paulista símbolo da catástrofe ambiental brasileira e pós-moderna para uma conversa com o autor de Tratado dos Anjos Afogados, uma das mais surpreendentes revelações de nossa literatura. Marcelo Ariel faz uma poesia singular, que extrai do colapso social (como o trágico incêndio provocado por um oleoduto na favela de Vila Socó, em 1984) uma poesia repleta de referências eruditas e visões infernais.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

THOREAU - FRASES

Henry David Thoreau (Concord, 12 de julho de 1817 - 6 de maio de 1862); foi um escritor norte-americano.

* "Sob um governo que prende injustamente, o lugar de um homem justo é também na cadeia"

- Under a government which imprisons any unjustly, the true place for a just man is also a prison

- Henry Thoreau; "Walden" - Página 592; de Henry David Thoreau, Will H. Dircks, Richard Whiteing - Publicado por Plain Label Books, 1906 ISBN 1603037470, 9781603037471 - 619 páginas

* "Eu não tenho dúvidas de que é parte do destino da raça humana, na sua evolução gradual, parar de comer animais, tal como as tribos selvagens deixaram de se comer umas ás outras quando entraram em contacto com os mais civilizados."
- Walden ou A vida no bosque, Capitulo 11

* "A não ser quando nos perdemos, ou em outras palavras, quando perdemos o mundo, é que começamos a nos descobrir e perceber onde estamos e o infinito alcance de nossas relações."


- Walden ou A vida no bosque

* "O melhor governo é aquele que menos governa (...) e quando estivermos preparados para isso, serei a favor de um governo que não governa".

- Fonte: "Desobediência Civil"

* "Ás vezes, penso: ora, essas pessoas são bem intencionadas, mas são ignorantes."

- Fonte: "Desobediência Civil"

* "Não brigo com inimigos distantes mas com aqueles que, aqui perto, cooperam com os que estão longe e cumprem suas ordens, e sem os quais os últimos seriam inofensivos."

- Fonte: "Desobediência Civil"

* "Somos vulgares, incultos e analfabetos; e, em relação a isso, confesso que não faço maiores distinções entre o analfabetismo de meus concidadãos que não aprenderam a ler e o que aprendeu a ler somente aquilo que se destinam às crianças e aos intelectos medíocres."
- Fonte: "Leituras", extraído de "Walden"

* "Os homens, em sua maioria, aprenderam a ler para satisfazer a uma mesquinha conveniência, assim como aprenderam a calcular a fim de organizarem sua contabilidade e não serem enganados no comércio, mas sabem pouco ou nada a respeito da leitura como um nobre exercício intelectual. Contudo, num sentido elevado, a leitura é exatamente isso, não o que nos acalenta como um luxo e faz adormecer nossos mais nobres sentidos, mas o que nos coloca em alerta e a que dedicamos nossas horas mais intensas."


- Fonte: "Leituras", extraído de "Walden"

* "Não basta uma informação de como ganhar a vida simplesmente com honestidade e honra, mas que tal ato seja atraente e glorioso, pois se ganhar a vida não for atraente e glorioso não é a vida que se ganha."

- Fonte: "A Vida Sem Princípios"

* "A comunidade não tem suborno capaz de tentar um homem sensato. É possível levantar dinheiro suficiente para perfurar um túnel numa montanha, mas não é possível levantar dinheiro suficiente para contratar um homem que se ocupe com a sua própria vida. Um homem eficiente e valoroso faz o que pode, quer a comunidade lhe pague ou não. Os ineficientes oferecem a sua ineficiência a quem pagar mais, e sempre anseiam por uma colocação. Seria de se supor que eles raramente ficassem desapontados."

- Fonte: "A Vida Sem Princípios"

* "Cada pôr-do-sol que vejo me inspira o desejo de partir para um oeste tão distante e belo quanto aquele onde o sol sumiu."


- Fonte: "Caminhando"

FONTE : http://pt.wikiquote.org/wiki/Henry_David_Thoreau

terça-feira, 14 de abril de 2009

Tudo o que é Sólido Pode Derreter - Nova série da Tv Cultura

Tudo o que é Sólido Pode Derreter é uma série juvenil que busca explorar de forma atraente e com bom muito humor o universo adolescente a partir do cotidiano de uma jovem, Thereza, que estuda na escola grandes obras da literatura de língua portuguesa, descobrindo e envolvendo-se com suas histórias.

Produzida pela Ioiô Filmes em parceria com a TV Cultura, a série é derivada do premiado curta-metragem de mesmo nome, dirigido por Rafael Gomes, que agora adapta a trama para uma construção dramatúrgica em capítulos.

O curta-metragem Tudo o que é sólido pode derreter é uma porta de entrada para o universo shakespeariano. Contando a história de uma garota de 15 anos que tem de estudar a peça Hamlet, de Shakespeare, justamente numa fase em que sua vida está em crise, o filme coloca numa mesma mistura, entre outros, a solidão e a angústia características da adolescência, a vida escolar e a dor da perda de um parente querido – tudo permeado pela descoberta de um clássico da literatura universal.

Assim, o curta acompanha a jornada de iniciação artística de uma garota inteligente e de vibrante vida interior. Conforme começa a compreender as inquietações do príncipe Hamlet, a protagonista passa a compartilhar de suas dores e, a partir delas, aprende a se fortalecer para a vida.

Tudo O Que É Sólido Pode Derreter, o filme, mostra como Hamlet pode dialogar com o público jovem da atualidade, traçando paralelos entre livro e vida e construindo uma crônica juvenil delicada e divertida, que mescla humor e drama para abordar o tema da transição para a idade adulta.

Tudo o Que É Sólido Pode Derreter, a série, visa adaptar essa premissa para uma construção dramatúrgica em capítulos. Terá a mesma jovem do filme como personagem fixa, descobrindo e envolvendo-se, a cada episódio, com uma obra importante da literatura de língua portuguesa, seja ela um romance, uma peça de teatro ou um poema.

Viajando por entre o O Auto da Barca do Inferno, Os Sermões, Os Lusíadas, Canção do Exílio, Senhora, Macário, Dom Casmurro, Ismália, Quadrilha, Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, Quem Casa Quer Casa, O Guardador de Rebanhos e Macunaíma, a série dialoga com o público jovem da atualidade, traçando paralelos entre livro e vida e construindo uma crônica juvenil delicada e divertida, que mescla humor e drama para abordar o tema da transição para a idade adulta.

Durante cada um dos 13 episódios, acompanhamos a aproximação da adolescente à obra em questão, traçando paralelos lúdicos e sentimentais. São amplamente exploradas as possibilidades cênicas e dramáticas do encontro entre a realidade juvenil retratada e o vasto mundo ficcional presente na obra literária.

A série busca equilibrar um tom realista, de observação das dores e alegrias da personagem adolescente, e o lado fantasioso de encontro entre a vida real urbana com todo um universo ficcional distinto, que possibilita à mente jovem ousados voos associativos e imaginativos. Possui um ponto de vista bastante subjetivo. O espectador é sempre guiado pelo olhar da protagonista e a costura entre seu cotidiano e a obra por ela estudada se dá através do seu mundo e de seus sentimentos.

Para acompanhá-la nessa jornada pelo universo literário, Thereza conta com seus amigos Marcos, Letícia e João Felipe, sua rival, Dalila, seus pais, Marta e Décio, e a lembrança de seu falecido tio, Augusto.

http://www.tvcultura.com.br/tudooqueesolido/.
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