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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PETER PAN - MARCELO ROQUE


Peter Pan

Cientista é igual criança;
curioso, inquieto,
contestador
Não cansa de fazer perguntas
E nunca se dá por satisfeito,
mesmo quando obtém uma resposta
Cientista têm olhos grandes, igual criança
Parece nunca ficar cansado, igual criança
E nem pensa em ficar longe de seus "brinquedinhos", igual criança
Cientista, é mesmo igual criança
Ou será que é a criança
que é igual cientista ?

Marcelo Roque

sábado, 18 de julho de 2009

A ARTE DE KUBRICK...A LUA,...e o sensacionalismo

(...)“Este é um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade”. A famosa frase foi dita pelo astronauta Neil Armstrong quando pisou (?)... na lua? De acordo com os conspirólogos, tudo não passou de uma farsa do governo americano, dirigida pelo cineasta Stanley Kubrick. O pouso não teria sido na lua e sim no deserto de Nevada. A conquista do satélite pelos homens não passou de um engodo bem feito, filmado em um estúdio de TV com várias fontes luminosas e muita areia no chão.(...)

(...) Em nome do sensacionalismo

Diante de tantas idéias, denúncias e tramas secretas fica a pergunta: Isso tudo é verdade ou não passa de uma armação da mídia? Até onde vai a credibilidade dos veículos de comunicação? Uma pesquisa da Associação Nacional de Jornais aponta que 47% dos leitores diários acham que os jornais impressos têm muita credibilidade, apenas 6% acham que eles não têm confiabilidade. Alberto Dines, editor responsável pelo Observatório da Imprensa, conclui que “a insistência da mídia em apelar para pesquisas de opinião que garantam sua confiabilidade é a melhor demonstração de que está absolutamente perdida no turbilhão de dúvidas a respeito do seu desempenho”.(...)

LEIA MAIS EM:
FONTE : Oficina de verdades e mentiras: o lado sombrio da mídia

Por Lêda Maria e Edilene Caciano

http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/51edicao/reportagem.htm

Lunáticos negam que o homem tenha pisado na Lua - Cláudio Tsuyoshi Suenaga

(...)Já em 1995, logo no início, portanto, da popularização da Internet, Kaysing saiu do ostracismo afirmando que todas as idas à Lua, começando pela histórica façanha transmitida ao mundo em 20 de julho de 1969, assistida por 600 milhões de terráqueos embevecidos, não passaram de uma enorme fraude da NASA. A gloriosa foto da pegada em solo lunar seria meramente uma mentira desenhada no deserto. Em vez da Lua, os astronautas teriam pisado nas areias de Nevada, não por acaso na mesma área apontada pelos ufólogos como sede de uma base governamental subterrânea ultra-secreta (Área 51) para esconder e testar naves extraterrestres acidentadas. Alguma novidade nisso?

Não. Desde o final da década de 1970 a NASA tem sido obrigada a conviver com a desconfiança e rechaçar seus detratores, despendendo um tempo precioso com explicações elementares. E quem mais contribuiu para isso, involuntariamente ou não, foi a própria indústria cinematográfica de Hollywood – que paradoxalmente tanto alimentou o imaginário e estimulou a ida do homem ao espaço nas décadas anteriores – ao lançar em 1978 o filme Capricorn One (Capricórnio Um), do diretor Peter Hyams. Apesar do roteiro e da produção fracos e dos personagens não muito bem caracterizados, os efeitos visuais e os argumentos soaram convincentes pelo menos para uma parcela do público que ficou encafifada com a história da missão tripulada a Marte que, naquela fase já não tão quente da Guerra Fria, é encenada em um estúdio pela NASA para enganar a opinião pública. Depois que a missão real falha, saindo fora do previsto, agentes de setores obscuros do governo – antecipando o clima de Arquivo X, série que, aliás, muito contribuiu para semear a paranóia e conferir “credibilidade” e “seriedade” a todo tipo de “conspirações” – entram em cena para caçar e assassinar implacavelmente os astronautas e impedirem que revelem a verdade ao povo.

Os convictos defensores da teoria da farsa, em suma, alegam que na época a NASA não tinha capacidade técnica (!) para alcançar a Lua; em contrapartida, os EUA, em desvantagem na corrida espacial – desde que os soviéticos colocaram o primeiro satélite artificial em órbita em 1957 e o primeiro homem no espaço em 1961 –, às voltas com a Guerra Fria – e amargando fracassos políticos como a desastrosa invasão da Baía dos Porcos em Cuba e a prolongada guerra no Vietnã, tinham razões políticas de sobra para ratificar sua supremacia tecnológica e precisavam desesperadamente de um feito heróico marcante como alcançar a Lua para vencer mais uma batalha contra a ex-União Soviética e por extensão o comunismo. Colocar um homem na Lua era menos um feito histórico do que propriamente uma forma de ratificar a supremacia norte-americana para o resto do mundo, deixando patente que não existia país mais poderoso na face da Terra. Estrategicamente, era por demais importante que as palavras de Kennedy se tornassem reais.
Entre a leva de suspeitas, as que se referem à atmosfera lunar são as mais intrigantes. Se há vácuo, por que a bandeira norte-americana aparece tremulado nas fotos? Se não há atmosfera e o céu é preto, por que as fotos não mostram um horizonte de estrelas? Se as imagens foram feitas em pontos separados por quilômetros de distância, por que sempre mostram o mesmo lugar? Além disso, correm rumores de que o incêndio na nave Apollo 1, que matou três astronautas, foi uma ação criminosa para calar Gus Grissom (morto junto dos colegas Roger Chaffee e Ed White), que ameaçava contar toda a verdade sobre a farsa do projeto espacial.

Ditas e colocadas dessa forma, para um leigo tais questões soam de fato bastante convincentes. Muitas outras dúvidas lançadas na Internet soam mais convincentes ainda. Não somos os mais habilitados a respondê-las, ainda mais uma por uma, o que ocuparia dezenas de páginas de cansativas e áridas explicações técnicas de físicos, químicos, engenheiros, especialistas em óptica, fotografia etc. e demandaria uma inútil perda de tempo, já que provavelmente nem assim os negadores da Lua e seus acólitos, dispostos a teimarem renitentemente em suas posições, ficariam inteiramente satisfeitos, imbuídos que estão das imagens e dos símbolos do pensamento ingênuo e das aparências sensíveis fornecidas pela experiência espontânea que constituem intransponíveis “obstáculos epistemológicos”, termo cunhado pelo filósofo francês Gaston Bachelard (1884-1962) na década de 1930, que faz referências àquelas certezas (deduzidas tanto do saber comum como também do saber científico) tão arraigadas que tendem a impedir toda ruptura ou descontinuidade no crescimento do saber científico e, por conseguinte, constituem obstáculos poderosíssimos para a afirmação de novas verdades. Eis porque Bachelard preconiza uma estratégia do corte epistemológico, sendo o filósofo o que trabalha na retificação do saber.(...)

*Cláudio Tsuyoshi Suenaga
Mestre em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Assis

LEIA MAIS EM : http://74.125.47.132/search?q=cache:8Hs39vGU6xoJ:www.ceticismoaberto.com/ceticismo/suenaga_lunaticos.htm+lun%C3%A1ticos+ceticismo+aberto&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a

o astronauta americano pisou primeiro na lua?

o astronauta americano pisou primeiro na lua? ou foi armação dos EUA para se mostrar superior à Russia e ganhar a corrida ao espaço?

sábado, 18 de abril de 2009

GRITA - DOR - Nadia Stabile

me parece que muitas mulheres choram ao alcançar o clímax!
e os homens?...quase nunca perguntaram-se porque!

os gritos das mulheres quase sempre desaguam em lágrimas!
o chorar feminino é muito doido ! agudos...altos sons!
que talvez intentem alcançar as altas esferas!
os gritos das mulheres são mais molhados,
são mais traumatizantes, são mais elucidativos!

os desígnios das mulheres
traduzem-se em gritos estridentes!
muito bem...o dom do grito é feminino!
razões,causas...não faltam!
entretanto há homens esforçados
e com um certo dom gritador!
geralmente são os homens que nunca desistem
de suas lutas,são os melhores gritadores!
são aqueles que conseguem enxergar pelos prismas das mulheres!
aqueles que sabem que as mulheres têm razão quando gritam!

como diz um provérbio árabe,
aquele que faz chorar uma mulher...
esqueci!....mas o que importa é dizer:
homens,prestem atenção nos choros e gritos das mulheres!

Nadia Stabile - 18/04/09

quarta-feira, 25 de março de 2009

TELEVISÂO

Televisão

Ela quer falar por mim
quer sonhar
mastigar
defecar
gozar
quer lacear meus sapatos
comprar minhas roupas
diagnosticar minha miopia
e minha taxa de colesterol
ela quer dizer o que devo sentir
quando
e onde
e me ensinar a mentir
de maneira mais convincente
ela quer que eu almoce e jante
todos os dias
no conforto do sofá
deixando a mesa
apenas para as visitas
ela sempre me aconselha
a não perguntar para o meu pai
por que ele bebe tanto
e por que minha mãe
vive se auto-medicando
ela quer que eu dance
beba
jogue bola
jogue conversa fora
quer que eu me divirta
e não me preocupe com nada
até quer que eu ame
mas
não ao ponto
de me perder entre os beijos
e abraços
e esquecer
que às oito em ponto
tem mais uma capítulo da novela

Marcelo Roque

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

SERIA SÓCRATES UM FAKE DE PLATÃO!? A BÍBLIA PLAGEOU PLATÃO!?

(elocubrações acerca de inutilidades)

seria Sócrates uma criação de Platão?
ou vice-versa!?
quem teria criado quem?
quem teria "transcrito" quem?
Sócrates e Jesus Cristo nunca escreveram livro algum!
...e possuem muitos pontos de contato...
como disse Nietzsche,a mitologia cristã é pobre!
e a mitologia grega,de onde saíram Sócrates e Platão,
até hoje alicerça muita coisa na civilização ocidental!
Sócrates pode muito bem ser um heterônimo de Platão!!...
ou não!? ou vice-versa como já disse!
...ou poderiam ser ambos heterônimos(ou fakes mesmo!)de um outro filósofo!

Nadia Stabile - 28/01/09

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O SARAU DEVE MUDAR DE NOME?

nomes são nomes...
mas às vezes o nome não combina nada com o dono do nome!
você acha que este Sarau deve mudar de nome?
qual nome seria legal?

Nadia Stabile - 20/01/09

culpa

há a culpa de não seguir padrões
há a culpa de não seguir o que se quer
há momentos sem culpa?


postado por Cristóvão

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

FRASES

"Quando um homem morre é como se uma biblioteca inteira se incendiasse."
desconheço o autor da frase

"somos a somatória de vários autores, quase tudo o que dizemos e pensamos tem a influência das coisas que lemos, ou das ideias de outras pessoas que convivem conosco e que acabam nos influenciando,querendo ou não!"

" a estética das vinhetas da MTV, tv destinada a jovens,é questão a ser pensada!
tanto na forma, como no conteúdo! quem se habilita!?"

Nadia Stabile - 15/01/09

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

...atire a sua no alvo do SARAU! se o Google não respondeu,capaz que o SARAU também não responda!

VOCÊ TEM MEDO DE PERGUNTAR!?

O QUE PERGUNTAR?

COMO DESEMBARAÇAR AS LINHAS!?

SE ACHAR NESTE "IMBRÓGLIO",NESTE "INHÓSTRO"?

LINHAS MULTICOLORIDAS MISTURADAS,CONFUSAS!

ONDE ESTOU EU?

BRASILEIRO SABE ONDE ESTÁ?

BRASILEIRO SABE QUEM É?

E LATINO AMERICANO?

NÃO DÁ MESMO PRA FILOSOFAR EM PORTUGUÊS?

SOMOS BOBOS DA CORTE!?

SER BLOGUEIRO É SER PALHAÇO?

SÓ OS PALHAÇOS SOBREVIVEM?

POR QUE TEMOS QUE VIVER NO CAOS!?

SÓ DO CAOS É QUE SURGE A ORDEM?

NÃO HÁ MEIO TERMO?

SIMÃO BACAMARTE TINHA RAZÃO?

ZARATUSTRA FOI MESMO O CRIADOR DE DEUS?

VOCÊ NÃO FAZ PERGUNTAS PORQUE TEM MEDO?

OU VOCÊ NEM TEM TEMPO PRA DESCOBRIR QUAIS SÃO SUAS PERGUNTAS?

POR QUE VOCÊ NÃO TEM TEMPO?

SE TEMPO É VIDA....ENTÃO VOCÊ ESTÁ MORTO?

EU TAMBÉM NÃO SEI O QUE PERGUNTAR?

QUAL SERIA A MAIOR PERGUNTA DE NOSSA ÉPOCA E PAÍS?

DÁ PRA DESCOBRIR?

OU ISSO É COISA PRA FILÓSOFOS?

VOCÊ ACHA QUE SABE FILOSOFAR?

É...! PENSAR!?

VOCÊ SABE?

MAS O QUE PENSAR TEM A VER COM PERGUNTAR,MESMO!?


Nadia Stabile - 10/11/08

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Nelson Leirner, Sem Título (da série "Assim é... se lhe parece" 7), 2003(clique na imagem para vê-la ampliada)

A POLÊMICA ENTRE MONTEIRO LOBATO E OS MODERNISTAS! QUAL A RAZÃO DE LOBATO TER ATACADO TÃO VIOLENTAMENTE A ARTE DA EXPRESSIONISTA ANITA MALFATTI!?

Por Lúcia de Fátima do Vale

(...)O presente artigo tem sua origem a partir das seguintes indagações: "O que levou Monteiro Lobato a falar tão mal da obra de Anita Malfatti? Ele entendia de arte a ponto de fazer tal crítica?" É importante relembrar o ocorrido, pois trata de um episódio importantíssimo para a cultura brasileira: o estopim do Modernismo.

É claro que Monteiro Lobato, no ápice de sua erudição e no cargo que exercia no tradicional e respeitável jornal O Estado de São Paulo, tinha plenas condições de exercer a função de crítico; até porque, na época, um jornalista se fazia por talento ao lidar com as palavras, e não simplesmente porque possuía um diploma do curso de jornalismo.[1] Em seu artigo "Paranóia ou mistificação? A propósito da Exposição Malfatti", publicado em 20 de dezembro de 1917 – fato que, paradoxalmente, imortalizaria a obra da artista – Lobato declara sua total preferência pela arte clássica:

"Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em conseqüência disso fazem arte pura, guardando os eternos ritmos da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, os processo clássicos dos grandes mestres. (...)"

Na seqüência dessa afirmação, Lobato cita, entre outros, Praxíteles, Rafael, Rembrandt, Rubens, Rodin, como modelos a serem seguidos, revelando razoável conhecimento de História da Arte. Mas é assim imediatamente definida por ele a outra "espécie de artista":

"formada pelos que vêem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (...)"

Seu repúdio às novas tendências artísticas, as chamadas Vanguardas Européias - fonte da técnica desenvolvida por Anita - , fica claro nesses trechos:

"Essas considerações são provocadas pela exposição da Sra. Malfatti onde se notam acentuadíssimas tendências para uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso e companhia."

e mais:

"Sejamos sinceros: futurismo, cubismo, impressionismo e tutti quanti não passam de outros tantos ramos da arte caricatural. (...) Caricatura da cor, caricatura da forma – caricatura que não visa, como a primitiva, ressaltar uma idéia cômica, mas sim desnortear, aparvalhar o espectador."

Essa "arte efêmera" à qual se refere Monteiro Lobato era, em seu artigo, considerada fruto ou de paranóia ou de mistificação, tal qual se encontram desenhos desconexos nas paredes dos manicômios. Talvez essa tenha sido a maior ofensa para Anita: ter sido chamada, mesmo que indiretamente, de louca, psicótica, possuidora de um "cérebro transtornado". Nem mesmo alguns elogios ao seu talento serviram para aplacar a ofensa, porque há momentos em que Lobato se rende ao seu talento: Essa artista possui um talento vigoroso, fora do comum; mas logo aponta o aspecto caricatural de sua obra: Entretanto, seduzida pelas teorias do que ela chama de arte moderna, penetrou nos domínios dum impressionismo discutibilíssimo, e põe todo o seu talento a serviço duma nova espécie de caricatura.

Embora os trechos aqui transcritos não dêem a dimensão real das palavras que provocaram a reação de desolamento de Anita, ainda assim, convém investigar os reais motivos que levaram o escritor Monteiro Lobato a ser tão ríspido em sua crítica, o que resultou em um trauma que ela carregou para o resto de sua vida.

Encontrei parte da resposta nos estudos de Mário da Silva Brito[2], um incansável pesquisador do Modernismo brasileiro, que compilou importantes documentos da época.

Rua Líbero Badaró na época da polêmica exposição de Anita MalfattiPrimeiramente, é preciso ficar claro que o conjunto das obras de Anita, expostas no salão da Rua Líbero Badaró, 111, assustou também aos próprios familiares e amigos próximos da pintora e, principalmente, ao então diretor do jornal o Estado de São Paulo, Nestor Pestana. E foi este quem encomendou a Lobato a crítica. Ao que foi relatado em depoimento a Paulo Duarte, Nestor Pestana, amigo pessoal da família de Anita, depositava nela grande expectativa. Contudo, frustrado com o que vira na exposição, em virtude de seu extremo conservadorismo, teria confiado ao articulista Monteiro Lobato, a crítica em tom de "pito"[3], aproveitando-se do fato de Monteiro Lobato, apesar de jovem, ser "velho de sensibilidade"[4]

Foi o casamento perfeito entre o desgosto de Pestana e a hostilidade de Lobato às estéticas modernas. Segundo Mário da Silva Brito, o conhecimento de Lobato acerca de arte limitava-se às lições acadêmicas e tradicionais. Sérgio Milliet, notável modernista, anota que a crítica de Lobato se baseia na concepção primária de uma pintura fotográfica, numa escultura naturalística, o que se origina por certo da ingênua convicção dum progresso contínuo, na superioridade de nossa civilização ocidental sobre as demais.[5]

Silva Brito ainda relembra-nos de que o tom mordaz de Lobato está mais para a caçoada do que para sátira. Lobato confessara em vários contos e artigos que suas "observações zombeteiras" não passavam de vinganças pessoais. Mas o que haveria de vingança pessoal no caso Malfatti? Eis a descoberta que pode completar a resposta às nossas indagações iniciais: Monteiro Lobato, além de escritor e jornalista, era também pintor, ou como diz Silva Brito, "queria ser pintor", tanto que a primeira edição de sua obra Urupês teve ilustração por seu próprio punho. Na verdade, era um pintor com traços acadêmicos, tradicionais mas que, apesar disso, não atingiu o êxito no campo das artes plásticas, o que resultaria no seguinte comentário de Menotti del Picchia[6]: Lobato é um grande contista com fama de mau pintor.[7] Assim sendo, parece ser consenso entre alguns de seus contemporâneos que Lobato, além de defender um estilo abraçado convictamente, alimentava um certo "despeito"[8] pelo sucesso de novos talentos, e em particular, os modernos.

Todavia, há quem defenda essa postura de Lobato, entendendo que sua crítica era proveniente de sua formação positivista, determinista e liberal (Cf. PENTEADO, 1997), oriunda de leituras fundamentais para sua formação ainda na Faculdade de Direito de São Paulo, dentre elas Spinoza, Fichte, Hegel, Voltaire, Taine, Spencer, Darwin e Nietzsche. Isso justifica seu repúdio à "influência estrangeira exacerbada", por meio da crítica aos "ismos" importados (CAMARGOS, 1999). A autora ainda pondera sobre Lobato:

"Na verdade, para ele, o artista brasileiro não se encontrava suficientemente amadurecido para apreender criticamente os modelos artísticos das vanguardas européias. E, sem esse amadurecimento, corria o sério risco de cair no imitativismo puro e simples." (Idem, p. 135)

O criador do símbolo nacionalista desprovido de idealizações românticas, a personagem Jeca Tatu, tinha uma convicção nacionalista voltada para uma realidade à qual as elites davam as costas. Nesse afã de buscar a verdadeira identidade nacional, sem influências estrangeiras, longe das cidades litorâneas como o Rio de Janeiro ou próximas ao litoral, como São Paulo, Lobato voltou-se para o interior. A partir disso, Lobato passou a defender a idéia de que a modernidade era o progresso, o saneamento, o acesso à educação e à cultura, não a reprodução de movimentos artísticos europeus, que ele considerava apenas modismos passageiros. Por outro lado, o grupo de modernistas tinha uma preocupação similar, contudo sem repudiar a influência estrangeira européia, nem a influência negra, nem a indígena, como é possível notarmos na antropofagia oswaldiana, tão bem articulada em Macunaíma, de Mário de Andrade, e tão bem sintetizada na obra de Tarsila do Amaral.

A diferença entre Lobato e os modernistas é de questão formal, como assevera Antônio Cândido (1985:120):

"No campo da pesquisa formal os modernistas vão inspirar-se em parte, de maneira algo desordenada, nas correntes de vanguarda na França e na Itália" (...) aprenderam a psicanálise e plasmaram um tipo ao mesmo tempo local e universal de expressão, reencontrando a influência européia por um mergulho no detalhe brasileiro."

Eis o ponto de divergência entre a modernidade de Lobato e a dos modernistas: a forma de expressão. Se a preocupação desses dois pólos era eminentemente o Brasil, sua identidade, sua nacionalidade, seu povo e sua língua, eles seguiam por caminhos distintos. Lobato era a favor de uma forma, no que tange à pintura, tradicionalista. As novas formas de expressão vindas dos emergentes artistas europeus agradavam àqueles que queriam, por meio de uma nova linguagem nas artes visuais e na literatura, fazer repensar o Brasil de um novo século, inserindo-o num mundo que valorizava cada vez mais a velocidade e a "Lalive", pastel e óleo sobre tela mecanização crescente. Ao contrário disso, a opção e a opinião de Lobato ficaram claras em seu artigo. E assim estava instaurada a polêmica que teve como ponto nevrálgico a obra da jovem e sensível Anita.(...)

LEIA NA ÍNTEGRA EM : http://www.urutagua.uem.br/007/07vale.htm

"PAULO LEMINSKI" - MÁRIO DE MARSILLAC - DO BLOG OUSAR LUTAR! MODO LINKAR - VIVA A DIFERENÇA!!(clique aqui)

domingo, 26 de outubro de 2008

Carlos Drummond de Andrade - Indagação

Como é o corpo?
Como é o corpo da mulher?
Onde começa: aqui no chão
Ou na cabeleira, e vem descendo?
Como é a perna subindo e vai subindo
Até onde?
Vê-la num corisco é uma dor
No peito, a terra treme.
Diz-que na mulher tem partes linda
E nunca se revelam. Maciezas
Redondas. Como fazem
Nuas, na bacia, se lavando,
Para não se verem nuas nuas nuas?
Por que dentro do vestido muitos outros
vestidos e brancuras e engomados,
Até onde? Quando é que já sem roupa
É ela mesma, só mulher? E como que faz
Quando que faz
Se é que faz
O que fazemos todos porcamente?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Perguntas para o futuro prefeito do Rio

Em parágrafo único, a Constituição Brasileira, que acaba de completar 20 anos, define que todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes ou diretamente. É nessa irrevogável condição cidadã que todos devemos fazer questões aos dois postulantes à honrosa função de prefeito do Rio.
E é na busca da legitimidade da representação tão questionada em nosso degradado sistema político que Eduardo Paes e Fernando Gabeira deveriam responder.
Leia as perguntas formuladas por Chico Alencar em www.chicoalencar.com.br/

POSTADO POR MÁRIO DE MARSILLAC

terça-feira, 21 de outubro de 2008

MAIS UMA PERGUNTA PARA ROSANE CHON CHOL!

Rosane ,você se intitulou em seu último post:" a chata doidona em relação ao nada",

ESTE NADA A QUE VOCÊ SE REFERE, É O NADA DA ARTE!?

No Brasil há os que chamam os artistas de cabeças ocas!
e aí surpreendem-se com obras caprichadinhas, mas com valor criativo praticamente nulo!
Há os que só têm tempo pra sobreviver, mas que geralmente trabalham com o radinho ligado!
Há os que nunca pensaram sobre arte, mas que vão à igreja pentecostal cantar !
E sobre a psicanálise,de Freud, de Lacan, ou ainda o outro lado da moeda que é Reich...
esta então, pra maioria dos brasileiros é algo alienígena! mas...estes...geralmente correm atrás do padre ou do pastor para desabafarem!
O Carnaval então,é uma das únicas válvulas de escape deste nosso povo sofrido, injustiçado e
alijado da efervescência cultural dos povos do primeiro mundo!
ou então,aqueles shows populares que as prefeituras dedicam ao povo em datas esparsas,só para
não dizer que o circo já era há muito tempo! e que o circo pobre e medíocre que a tv tem oferecido ao povo...este já deixou sua lona cair e ser incendiada,e o pior...incendiada como brasinha escondida...e sabe! preferiria ter tentado escrever uma poesia para falar destas tristezas! ou encontrado uma grande poesia sobre isso! uma de Brecht! é , talvez este...

Falar de arte, e de gente,é sempre muito complicado!

Nadia Stabile - 21/10/08

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

¿Qué es poesía?

O que é a poesia?

¿Qué es poesía?

Che cos'è la poesia?

What is poetry?

どのような詩は何ですか?

Was ist Poesie?

Τι είναι η ποίηση;

Qu'est-ce que la poésie?

ما هو الشعر؟

क्या कविता है?
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