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sábado, 4 de fevereiro de 2017
Augusto Boal - Jornal "O Trambique" - foto de Diego Lameira e poema de Claudio Wayne
Augusto Boal
Boal contou certa vez que o golpista General Costa e Silva usava óculos – sempre escuros – para não comer a sua farda (verde oliva). Também, quando a aeromoça anunciou que o avião estava sobrevoando o Brasil, a dez mil metros ele teria dito: “Eu sabia que o Brasil era grande, mas não tão alto.” Os golpistas de hoje não precisam de óculos, tampouco sobrevoar o Brasil. São civis. Em comum, golpistas e trogloditas.
http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/aug usto-boal/augusto-boal-uma-trajetoria-revivida/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Boal
Augusto Boal - Hamlet e o filho do padeiro – memórias imaginadas – página 28:
“... Dizem, testemunhos familiares que José Augusto ainda teve tempo de murmurar: “Eu vou pro Brasil, ganho dinheiro e venho te buscar. Tu me esperas. Vamos nos casar! - Sim, senhor! Teria respondido minha mãe, intimidada ou fascinada, morta de medo e espanto. Vendo aquele olhar intenso, de parte a parte, tive a certeza de que, cedo ou tarde, eu nasceria. Com todo aquele amor nos olhos era inevitável: eu tinha que nascer”
Fotografia de Diego Lameira - "Andar e Andar" - Bagé- RS
Poema de Claudio Wayne
*jornal "O Trambique" - por Otávio Martins Amaral - edição de fevereiro 2017
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
AUGUSTO BOAL - VIA JORNAL "O TRAMBIQUE" - E FOTO DE DIEGO LAMEIRA
VAMOS VER, DESTA VEZ, O QUE DIZ AUGUSTO BOAL, DE COISAS SOBRE A SUA ÉPOCA:
“O violão do Baden
Sete crianças assassinadas domingo em frente à Candelária de portas fechadas revelam um país em guerra. Heritréia é aqui, onde o Haiti sempre foi: mesmo que se morria apenas de fome, morte silenciosa, sem rajadas – morte sussurrada não é paz! Paz é busca incessante, dinâmica. A realidade é guerra, Humanidade dividida! Paz é sonho. Queremos o Sonho, queremos paz. Sejamos sonhadores... com os pés no chão! Paz, sim, passividade, jamais. Em arte, a ideologia surge quando a palavra é oferecida a um interlocutor. Por que a esse e não a outro? Sons em si não têm conceitos - oferecidos a alguém, em preciso momento e lugar, dos sons conceitos surgem, de relação com o outro. Se o violão do Baden fosse oferecido - graças a Deus, nunca o foi!!! – aos generais GOLPISTAS, seria tão fascista como eles. Sendo a povo, popular. Violões têm ideologia, sim, depende de para quem se tocam...”
FOTO DE DIEGO LAMEIRA - OLHA O PASSARINHO
* VIA JORNAL O TRAMBIQUE DE OTÁVIO MARTINS AMARAL
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
"O Trambique" - Jornal de Otávio Martins Amaral - por Augusto Boal e foto de Diego Lameira
A guerrilha teatral - Cenários contra fuzis - Augusto Boal (trecho)
Foto de Diego Lameira - A arte na rua
*Edição do Ano Novo 2017/II- "O Trambique" - jornal de Otávio Martins Amaral
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Foto de Diego Lameira - A arte na rua
*Edição do Ano Novo 2017/II- "O Trambique" - jornal de Otávio Martins Amaral
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Edição do ano novo 2017 - jornal "O Trambique" - Augusto Boal por Otávio Martins Amaral
Fotografia de Diego Lameira
"O velho varal"
Augusto Boal - "Hamlet e o filho do Padeiro / Memórias Imaginadas"
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"O velho varal"
Augusto Boal - "Hamlet e o filho do Padeiro / Memórias Imaginadas"
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
PODER DO POVO, PARTICIPAÇÃO CIDADÃ, BRASIL E GIFS ANIMADOS
http://sarauxyz.blogspot.com.br/2009/05/frases-de-augusto-boal.html#.WFRq51x2Nt9
*via jornal "O Trambique" - por Otávio Martins Amaral com trecho de Augusto Boal
o povo brasileiro acovardou-se desde a ditadura civil militar, hoje o povo deixa-se manipular pelo quarto poder, pela ideologia globalizante, mas, se muitos cooperarem com a conscientização dos que ainda dormem, quem sabe a coisa possa melhorar e o povo se unir e se tornar cada vez mais forte!
o povo brasileiro acovardou-se desde a ditadura civil militar, hoje o povo deixa-se manipular pelo quarto poder, pela ideologia globalizante, mas, se muitos cooperarem com a conscientização dos que ainda dormem, quem sabe a coisa possa melhorar e o povo se unir e se tornar cada vez mais forte!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Do Jornal "O Trambique" - Augusto Boal e foto de Diego Lameira
*Pôr do Sol em Bagé - RS - Foto de Diego Lameira
*trecho de "Memórias Imaginadas" do Boal
*por e via Otávio Martins Amaral -
editor do jornal "O Trambique"
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*trecho de "Memórias Imaginadas" do Boal
*por e via Otávio Martins Amaral -
editor do jornal "O Trambique"
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sábado, 31 de outubro de 2015
NARA LEÃO - SHOW "OPINIÃO" - 1965 - JOÃO DO VALE, ZÉ KÉTI, AUGUSTO BOAL E OUTROS
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nara_Le%C3%A3o
Nara Lofego Leão Diegues (Vitória, 19 de janeiro de 1942 — Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989) foi uma cantora brasileira.
História
Filha caçula do casal capixaba Jairo Leão, advogado, e Altina Lofego Leão, professora. Pelo lado materno era descendente de imigrantes italianos da vila de Castelluccio Superiore, na região da Basilicata, que imigraram para o Espírito Santo no século XIX (famílias D'Amico e Lofiego). Nara nasceu em Vitória e mudou-se para a Cidade do Rio de Janeiro quando tinha apenas um ano de idade, com os pais e a irmã, a jornalista Danuza Leão.[1]
Durante a infância, Nara teve aulas de violão com Solon Ayala e Patrício Teixeira, ex-integrante do grupo "Os Oito Batutas" de Pixinguinha. Aos 14 anos, em 1956, resolveu estudar violão na academia de Carlos Lyra e Roberto Menescal, que funcionava em um quarto-e-sala na rua Sá Ferreira, em Copacabana. Aos 18 anos, Nara tornou-se professora da academia.[1](...)
Publicado em 11 de maio de 2012
O Show Opinião
O Show Opinião foi um espetáculo musical, dirigido por Augusto Boal, produzido pelo Teatro de Arena e por integrantes do Centro Popular de Cultura da UNE - instituição que, a esta altura, havia sido colocada na ilegalidade pelo regime militar recentemente instaurado no Brasil.
O elenco era formado por Nara Leão (depois substituída por Maria Bethania), João do Vale e Zé Kéti. Os atores-cantores intercalavam canções a narrações referentes à problemática social do país. O texto era assinado por Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes.[1]
O show-manifesto estreou em 11 de dezembro de 1964, alguns meses depois do golpe militar, no teatro do Shopping Center Copacabana, sede do Teatro de Arena no Rio de Janeiro.
Opinião tornou-se uma referência na chamada "música de protesto" e é considerado um dos mais importantes da história da música popular brasileira. O registro do show deu origem ao álbum homônimo, lançado em 1965.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Show_Opini%C3%A3o
https://www.youtube.com/watch?v=0JBGm22i-Rk
https://www.youtube.com/watch?v=MUAcTKEEnYk
https://www.youtube.com/watch?v=q0BWOHsv_jo
https://www.youtube.com/watch?v=uYdC9i2Cvgw
https://www.youtube.com/watch?v=X4R_L3S8cLM
https://www.youtube.com/watch?v=fGLOrHS7t1k
https://www.youtube.com/watch?v=9VEagkd27k4
quinta-feira, 19 de junho de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
MAIS ESTATÍSTICAS - SARAU PARA TODOS
Fechamento deste mês. Nas primeiras posições, Machado de Assis, Samuel Beckett, Marcelo Roque e Augusto Boal ! EUA continua acessando 3 vezes mais que o Brasil. No menu do blog, o item Rede dos Orgânicos ganhou! abrações e para ver a imagem ampliada, clique nela. Nadia - 30 04 14
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
sábado, 16 de abril de 2011
MÁRTIR DA INDEPENDÊNCIA OU HERÓI REVOLUCIONÁRIO?
que não tem heróis’. Concordo.
Porém nós não somos um povo
feliz. Por isso precisamos de
heróis. Precisamos de Tiradentes.”
(Augusto Boal, “Quixotes e Heróis”)
Será que os brasileiros sentem mesmo necessidade de heróis, salvo como temas dos intermináveis e intragáveis sambas-enredo? É discutível.
Os heróis são a personificação das virtudes de um povo que alcançou ou está buscando sua afirmação. Encarnam a vontade nacional.
Já os brasileiros, parafraseando o que Marx disse sobre camponeses, constituem tanto um povo quanto as batatas reunidas num saco constituem um saco de batatas...
O traço mais característico da nossa formação é a subserviência face aos poderosos de plantão. Os episódios de resistência à tirania foram isolados e trágicos, já que nunca obtiveram adesões numericamente expressivas.
Demoramos mais de três séculos para nos livrarmos do jugo de uma nação minúscula, como um Gulliver imobilizado por um único liliputiano.
E o fizemos da forma mais vexatória, recorrendo ao príncipe estrangeiro para que tirasse as castanhas do fogo em nosso lugar; e à nação economicamente mais poderosa da época, para nos proteger de reações dos antigos colonizadores.
Isto depois de assistirmos impassíveis à execução e esquartejamento de nosso maior libertário.
Da mesma forma, o fim da escravidão só se deu por graça palaciana e quando se tornara economicamente desvantajosa.
Antes, os valorosos guerreiros de Palmares haviam sucumbido à guerra de extermínio movida pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, que merecidamente passou à História como um dos maiores assassinos do Brasil.
E foi também pela porta dos fundos que nosso país entrou na era republicana e saiu das duas ditaduras do século passado (a de Vargas terminou por pressões estadunidenses e a dos militares, por esgotamento do modelo político-econômico).
Todas as grandes mudanças positivas acabaram se processando via pactos firmados no seio das elites, com a população excluída ou reduzida ao papel de coadjuvante que aplaude.
É verdade que houve fugazes despertares da cidadania:
Já os brasileiros, parafraseando o que Marx disse sobre camponeses, constituem tanto um povo quanto as batatas reunidas num saco constituem um saco de batatas...
O traço mais característico da nossa formação é a subserviência face aos poderosos de plantão. Os episódios de resistência à tirania foram isolados e trágicos, já que nunca obtiveram adesões numericamente expressivas.
Demoramos mais de três séculos para nos livrarmos do jugo de uma nação minúscula, como um Gulliver imobilizado por um único liliputiano.
E o fizemos da forma mais vexatória, recorrendo ao príncipe estrangeiro para que tirasse as castanhas do fogo em nosso lugar; e à nação economicamente mais poderosa da época, para nos proteger de reações dos antigos colonizadores.
Isto depois de assistirmos impassíveis à execução e esquartejamento de nosso maior libertário.
Da mesma forma, o fim da escravidão só se deu por graça palaciana e quando se tornara economicamente desvantajosa.
Antes, os valorosos guerreiros de Palmares haviam sucumbido à guerra de extermínio movida pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, que merecidamente passou à História como um dos maiores assassinos do Brasil.
E foi também pela porta dos fundos que nosso país entrou na era republicana e saiu das duas ditaduras do século passado (a de Vargas terminou por pressões estadunidenses e a dos militares, por esgotamento do modelo político-econômico).
Todas as grandes mudanças positivas acabaram se processando via pactos firmados no seio das elites, com a população excluída ou reduzida ao papel de coadjuvante que aplaude.
É verdade que houve fugazes despertares da cidadania:
- em 1961, quando a resistência encabeçada por Leonel Brizola conseguiu frustrar o golpe de estado tentado pelas mesmas forças que seriam bem-sucedidas três anos mais tarde;
- em 1984, com a inesquecível campanha das diretas-já, infelizmente desmobilizada depois da rejeição da Emenda Dante de Oliveira, com o poder de decisão voltando para os gabinetes e colégios eleitorais; e
- em 1992, quando os caras-pintadas foram à luta para forçar o afastamento do presidente Fernando Collor.
Nessas três ocasiões, a vontade das ruas alterou momentaneamente o rumo dos acontecimentos, mas os poderosos realizaram manobras hábeis para retomar o controle da situação. Rupturas abertas, entre nós, só vingaram as negativas.
Vai daí que, em vez de heróis altaneiros, os infantilizados brasileiros são carentes mesmo é de figuras protetoras, dos coronéis nordestinos aos padins Ciços da vida, passando por pais dos pobres tipo Getúlio Vargas.
Então, Zumbi dos Palmares, Tiradentes, Frei Caneca, Carlos Marighella, Carlos Lamarca e outros dessa estirpe jamais serão unanimidade nacional, como Giuseppe Garibaldi na Itália ou Simon Bolívar para os hermanos sul-americanos.
O 21 de abril é um dos menos festejados de nossos feriados. E o próprio conteúdo revolucionário de Tiradentes é escamoteado pela História Oficial, que o apresenta mais como um Cristo (começando pelas imagens falseadas de sua execução, já que não estava barbudo e cabeludo ao marchar para o cadafalso) do que como transformador da realidade.
Então, vale mais uma citação do artigo que Boal escreveu quando do lançamento da antológica peça Arena Conta Tiradentes, em 1967:
Vai daí que, em vez de heróis altaneiros, os infantilizados brasileiros são carentes mesmo é de figuras protetoras, dos coronéis nordestinos aos padins Ciços da vida, passando por pais dos pobres tipo Getúlio Vargas.
Então, Zumbi dos Palmares, Tiradentes, Frei Caneca, Carlos Marighella, Carlos Lamarca e outros dessa estirpe jamais serão unanimidade nacional, como Giuseppe Garibaldi na Itália ou Simon Bolívar para os hermanos sul-americanos.
O 21 de abril é um dos menos festejados de nossos feriados. E o próprio conteúdo revolucionário de Tiradentes é escamoteado pela História Oficial, que o apresenta mais como um Cristo (começando pelas imagens falseadas de sua execução, já que não estava barbudo e cabeludo ao marchar para o cadafalso) do que como transformador da realidade.
Então, vale mais uma citação do artigo que Boal escreveu quando do lançamento da antológica peça Arena Conta Tiradentes, em 1967:
“Tiradentes foi revolucionário no seu momento como o seria em outros momentos, inclusive no nosso. Pretendia, ainda que romanticamente, a derrubada de um regime de opressão e desejava substitui-lo por outro, mais capaz de promover a felicidade do seu povo.
...No entanto, este comportamento essencial ao herói é esbatido e, em seu lugar, prioritariamente, surge o sofrimento na forca, a aceitação da culpa, a singeleza com que beijava o crucifixo na caminhada pelas ruas com baraço e pregação
...O mito está mistificado”.Quando o povo brasileiro estiver suficientemente amadurecido para tomar em mãos seu destino, decerto encontrará no revolucionário Tiradentes uma das maiores inspirações.
TÓPICO DE ABERTURA DO ESPECIAL TIRADENTES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA. EIS OS LINKS DOS DEMAIS:
POR QUE TIRADENTES?
O TEATRO E A VIDA
"SE EXISTISSEM MAIS BRASILEIROS COMO EU..."
CANCIONEIRO DA LIBERDADE
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sábado, 30 de maio de 2009
AUGUSTO BOAL E UMA LIÇÃO DE ARTE E POLÍTICA
Por Alexander Englander
5 de Novembro de 2007
Hoje tive o grande prazer de assistir a uma palestra de Augusto Boal e do rubro-negro e pentacampeão - como eu - Arthur Poerner no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. O assunto da noite era “Arte engajada ou solidária limita a expressão artística?” e ambos os palestrantes levantaram questões muito instigantes sobre os CPCs e as importantes conquistas contemporâneas – sim, há arte além da pós-modernidade! Vou relatar somente um momento desse rico debate, justamente seu ato final, quando tomei coragem e perguntei ao Boal algo que me interpelo há algum tempo e serve tanto para a estética quanto para a política:
-Como chegar aos populares com uma proposta de arte que não seja impositiva, com excesso de valores da vanguarda de esquerda, constituindo uma arte que seja de fato uma livre expressão popular, mas também combativa, visto que criada por pessoas provenientes de classes e grupos sociais "oprimidos"?
Boal citou uma experiência sua na época dos CPCs - instituição considerada muito importante e celebrada por ele, mas que também, após uma autocrítica, revelou elementos autoritários e excesso de dirigismo imposto pela cúpula da UNE. No caso lembrado, no ruir da década de sessenta, Boal apresentava uma peça no nordeste brasileiro junto às Ligas Camponesas. Ele não lembrou o nome da montagem, mas retomou a repercussão de uma cena, que seria uns dos pretextos para futuras mudanças de concepções estético-políticas do Teatro do Oprimido em relação aos CPCs. Neste ato Boal e os demais atores seguravam imponentes fuzis coloridos convocando o público camponês à lutar. Ao fim da peça um camponês emocionado lhe perguntou:
-Vocês são sinceros né?
Boal respondeu sem pestanejar que “sim”. Ao que o camponês lhe faz um surpreendente convite:
-Então pega esses fuzis de vocês e vem nos ajudar porque o coronel invadiu as nossas terra!
Perplexo o então jovem teatrólogo busca uma modo resolver a situação do melhor modo possível:
-Mas isso é um mal entendido! Nossos fuzis não atiram!
-Como não atiram?? Mas fuzil que não atira há de servi para que?
Na palestra Boal pausa para reflexão - "naquela época (dos CPCs) a gente tinha uma questão com a mensagem, as vezes viam a peça, falavam que ela não estava tão boa..., mas aí perguntavam logo qual era a mensagem?! Se o conteúdo revolucionário fosse bom todo mundo ficava feliz!” - E retorna a sua estória:
-Nossos fuzis servem para estimular! Quando nós gritamos para o público "Vamos à luta!" nossa função é estimular a ação popular!
-Ahhh..., mas vocês são sinceros mesmo né?
-Sim, nós somos...
-Então vamos lá com a gente porque a gente tem fuzil para todo mundo!
Cada vez mais perplexo com a situação, Boal tem serenidade suficiente para manter sua sinceridade no momento em que todas as contradições entre a vanguarda socialista, branca, culta e de classe média urbana e os militantes camponeses, mulatos, negros e mamelucos, sem estudo, pobres posseiros em conflito pela posse da terra com violentos coronéis, vinham à tona em uma simples conversa, em que a até pouco tempo invisível fronteira entre arte e política aparecia agora de modo brusco e constrangedor para ambos os lados...
-Não, não, o senhor não está entendendo, nós somos artistas, não pegamos em armas...
O palestrante não contou se a conversa terminou por aí, disse apenas que o camponês seguiu com seus companheiros para o enfrentamento e que a comitiva de atores do Teatro de Arena embarcou em um avião e voltou para São Paulo.
De volta a 2007 e a palestra no IFCS Boal reflete: "era isso, nós instigávamos os outros a fazer o que nós não tínhamos coragem de fazer. Eu, o branco, o homem, o urbano ensinava ao negro, à mulher e ao camponês como se libertar de suas opressões..., realmente tinha um certo autoritarismo nestas práticas". Sem querem diminuir a grandeza de Boal e dos seus companheiros de Teatro de Arena, até hoje ainda parece haver uma certa dificuldade de assumir certas identidades que estavam esquecidas naquele especial momento de mobilização das esquerdas no Brasil, faltou lembrar que os atores eram também membros da classe média querendo levar consciência de classe revolucionária aos trabalhadores do campo.
Questões como as que surgiram neste caso levaram nosso teatrólogo a reformular alguns pressupostos colocados pelos CPCs e constituir uma nova política para sua arte. "No Teatro do Oprimido nós não incentivamos ninguém a fazer nada do que nós também não possamos fazer", disse o franco Boal. Hoje Teatro do Oprimido não quer somente fomentar a reflexão crítica nos públicos populares por onde se apresenta - escolas públicas do Rio de Janeiro, da Baixada Fluminense e também em diversos presídios -, a Cia. pretende que os próprios populares façam a sua arte. Não se trata mais de levar uma cultura que se quer revolucionária as classes e grupos sociais oprimidos e sim ensinar os meios para que estes expressem livremente a sua arte e a sua cultura, seja revolucionária ou não. O próprio desenvolvimento da sensibilidade estética cria um novo universo de percepções sociais que serão a chave para novas reivindicações e lutas políticas. A própria educação estética é uma política e o estímulo à criação de uma "arte popular" feita de fato pelo povo é a maior revolução que a vanguarda artística pode fazer.
Saí da palestra com olhos brilhando, cheio de ideias e questionamentos “mis”, além dos telefones de contato de Arthur Poerner e do Teatro do Oprimido. Quero convidá-los para palestra especificamente voltada ao movimento estudantil, junto com outro eminente frequentador da livraria-café do IFCS, Eduardo Coutinho. A geração de sessenta ainda tem muito a ensinar à nossa juventude. Olhando para a realidade contemporânea da UNE e da CONLUTE enxergamos o vazio da ausência de ações populares destas entidades. Só nos resta então confessar, humildemente, Eles são muito mais atuais do que nós!
Postado por Alexander Englander
FONTE : http://ventamente.blogspot.com/2007/11/augusto-boal-e-uma-lio-de-arte-e.html.
5 de Novembro de 2007
Hoje tive o grande prazer de assistir a uma palestra de Augusto Boal e do rubro-negro e pentacampeão - como eu - Arthur Poerner no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. O assunto da noite era “Arte engajada ou solidária limita a expressão artística?” e ambos os palestrantes levantaram questões muito instigantes sobre os CPCs e as importantes conquistas contemporâneas – sim, há arte além da pós-modernidade! Vou relatar somente um momento desse rico debate, justamente seu ato final, quando tomei coragem e perguntei ao Boal algo que me interpelo há algum tempo e serve tanto para a estética quanto para a política:
-Como chegar aos populares com uma proposta de arte que não seja impositiva, com excesso de valores da vanguarda de esquerda, constituindo uma arte que seja de fato uma livre expressão popular, mas também combativa, visto que criada por pessoas provenientes de classes e grupos sociais "oprimidos"?
Boal citou uma experiência sua na época dos CPCs - instituição considerada muito importante e celebrada por ele, mas que também, após uma autocrítica, revelou elementos autoritários e excesso de dirigismo imposto pela cúpula da UNE. No caso lembrado, no ruir da década de sessenta, Boal apresentava uma peça no nordeste brasileiro junto às Ligas Camponesas. Ele não lembrou o nome da montagem, mas retomou a repercussão de uma cena, que seria uns dos pretextos para futuras mudanças de concepções estético-políticas do Teatro do Oprimido em relação aos CPCs. Neste ato Boal e os demais atores seguravam imponentes fuzis coloridos convocando o público camponês à lutar. Ao fim da peça um camponês emocionado lhe perguntou:
-Vocês são sinceros né?
Boal respondeu sem pestanejar que “sim”. Ao que o camponês lhe faz um surpreendente convite:
-Então pega esses fuzis de vocês e vem nos ajudar porque o coronel invadiu as nossas terra!
Perplexo o então jovem teatrólogo busca uma modo resolver a situação do melhor modo possível:
-Mas isso é um mal entendido! Nossos fuzis não atiram!
-Como não atiram?? Mas fuzil que não atira há de servi para que?
Na palestra Boal pausa para reflexão - "naquela época (dos CPCs) a gente tinha uma questão com a mensagem, as vezes viam a peça, falavam que ela não estava tão boa..., mas aí perguntavam logo qual era a mensagem?! Se o conteúdo revolucionário fosse bom todo mundo ficava feliz!” - E retorna a sua estória:
-Nossos fuzis servem para estimular! Quando nós gritamos para o público "Vamos à luta!" nossa função é estimular a ação popular!
-Ahhh..., mas vocês são sinceros mesmo né?
-Sim, nós somos...
-Então vamos lá com a gente porque a gente tem fuzil para todo mundo!
Cada vez mais perplexo com a situação, Boal tem serenidade suficiente para manter sua sinceridade no momento em que todas as contradições entre a vanguarda socialista, branca, culta e de classe média urbana e os militantes camponeses, mulatos, negros e mamelucos, sem estudo, pobres posseiros em conflito pela posse da terra com violentos coronéis, vinham à tona em uma simples conversa, em que a até pouco tempo invisível fronteira entre arte e política aparecia agora de modo brusco e constrangedor para ambos os lados...
-Não, não, o senhor não está entendendo, nós somos artistas, não pegamos em armas...
O palestrante não contou se a conversa terminou por aí, disse apenas que o camponês seguiu com seus companheiros para o enfrentamento e que a comitiva de atores do Teatro de Arena embarcou em um avião e voltou para São Paulo.
De volta a 2007 e a palestra no IFCS Boal reflete: "era isso, nós instigávamos os outros a fazer o que nós não tínhamos coragem de fazer. Eu, o branco, o homem, o urbano ensinava ao negro, à mulher e ao camponês como se libertar de suas opressões..., realmente tinha um certo autoritarismo nestas práticas". Sem querem diminuir a grandeza de Boal e dos seus companheiros de Teatro de Arena, até hoje ainda parece haver uma certa dificuldade de assumir certas identidades que estavam esquecidas naquele especial momento de mobilização das esquerdas no Brasil, faltou lembrar que os atores eram também membros da classe média querendo levar consciência de classe revolucionária aos trabalhadores do campo.
Questões como as que surgiram neste caso levaram nosso teatrólogo a reformular alguns pressupostos colocados pelos CPCs e constituir uma nova política para sua arte. "No Teatro do Oprimido nós não incentivamos ninguém a fazer nada do que nós também não possamos fazer", disse o franco Boal. Hoje Teatro do Oprimido não quer somente fomentar a reflexão crítica nos públicos populares por onde se apresenta - escolas públicas do Rio de Janeiro, da Baixada Fluminense e também em diversos presídios -, a Cia. pretende que os próprios populares façam a sua arte. Não se trata mais de levar uma cultura que se quer revolucionária as classes e grupos sociais oprimidos e sim ensinar os meios para que estes expressem livremente a sua arte e a sua cultura, seja revolucionária ou não. O próprio desenvolvimento da sensibilidade estética cria um novo universo de percepções sociais que serão a chave para novas reivindicações e lutas políticas. A própria educação estética é uma política e o estímulo à criação de uma "arte popular" feita de fato pelo povo é a maior revolução que a vanguarda artística pode fazer.
Saí da palestra com olhos brilhando, cheio de ideias e questionamentos “mis”, além dos telefones de contato de Arthur Poerner e do Teatro do Oprimido. Quero convidá-los para palestra especificamente voltada ao movimento estudantil, junto com outro eminente frequentador da livraria-café do IFCS, Eduardo Coutinho. A geração de sessenta ainda tem muito a ensinar à nossa juventude. Olhando para a realidade contemporânea da UNE e da CONLUTE enxergamos o vazio da ausência de ações populares destas entidades. Só nos resta então confessar, humildemente, Eles são muito mais atuais do que nós!
Postado por Alexander Englander
FONTE : http://ventamente.blogspot.com/2007/11/augusto-boal-e-uma-lio-de-arte-e.html.
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Teatro do oprimido
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Teatro do Oprimido (TO) é um método teatral que reúne Exercícios, Jogos e Técnicas Teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Os seus principais objetivos são a democratização dos meios de produção teatrais, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade através do diálogo (tal como Paulo Freire pensou a educação) e do teatro. Ao mesmo tempo, traz toda uma nova técnica para a preparação do ator que tem grande repercussão mundial.
A sua origem remete ao Brasil das décadas de 60 e 70, mas o termo é citado textualmente pela primeira vez na obra Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Este livro reúne uma série de artigos publicados por Boal entre 1962 e 1973, e pela primeira vez sistematiza o corpo de idéias desse teatrólogo.
[editar] Histórico
No começo dos anos sessenta Boal era diretor do Teatro de Arena de São Paulo. Um dia, durante uma viagem pelo nordeste, estavam apresentando para uma liga camponesa um musical sobre a questão agrária que terminava exortando os sem terras a lutarem e darem o sangue pela terra. Ao final do espetáculo um sem terra convidou o grupo para ir enfrentar os jagunços que tinham desalojado um companheiro deles. O grupo recusou e, neste momento, Boal percebeu que o teatro que realizava dava conselhos que o próprio grupo não era capaz de seguir. A partir de então começou a pensar que o teatro deveria ser um diálogo e não um monólogo.
Até este momento tudo não passava de uma idéia a ser desenvolvida. Somente em 1971 no Brasil, nasceu a primeira técnica do Teatro do Oprimido: o Teatro Jornal. Inicialmente com o objetivo específico de lidar com problemas locais, rapidamente passou a ser usado em todo o país. O Teatro Fórum veio à luz no Peru, em 1973, como parte de um Programa de Alfabetização; hoje é praticado em mais de 70 países. Continuando a crescer, o TO desenvolveu o Teatro Invisível na Argentina, como atividade política, e o Teatro Imagem, para estabelecer um diálogo entre as Nações Indígenas e os descendentes de espanhóis na Colômbia, na Venezuela, no México... Hoje, essas formas são usadas em todos os tipos de diálogos.
Na Europa, o TO se expandiu e veio à luz o Arco-Íris do Desejo — inicialmente para entender problemas psicológicos, mais tarde para criar personagens em quaisquer peças. De volta ao Brasil, nasceu o Teatro Legislativo, para ajudar a transformar o Desejo da população em Lei — o que chegou a acontecer 13 vezes. Agora, o Teatro Subjuntivo está, pouco a pouco, vindo à luz.
O TO era usado por camponeses e operários; depois, por professores e estudantes; agora, também por artistas, trabalhadores sociais, psicoterapeutas, ONGs... Primeiro, em lugares pequenos e quase clandestinos. Agora, nas ruas, escolas, igrejas, sindicatos, teatros regulares, prisões...
Além da arte cênica propriamente, também existe a finalidade política da conscientização, onde o teatro torna-se o veículo para a organização, debate dos problemas, além de possibilitar, com suas técnicas, a formação de sujeitos sociais que possam fazer-se veículo multiplicador da defesa por direitos e cidadania para a comunidade onde o Teatro do Oprimido está a ser aplicado.
Aplicado no Brasil, em parceria com diversas ONGs, como as católicas Pastoral Carcerária [1] e CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), ou movimentos sociais, como o MST, as técnicas de Boal ganharam mundo, sendo suas obras traduzidas em mais de 20 idiomas, e ganhando aplicação por parte de populações oprimidas nas mais diversas comunidades, como recentemente entre os palestinos [2]
[editar] Metodologia
O Teatro do Oprimido é um método estético que sistematiza Exercícios, Jogos e Técnicas Teatrais que objetivam a desmecanização física e intelectual de seus praticantes, e a democratização do teatro.
O TO parte do princípio de que a linguagem teatral é a linguagem humana que é usada por todas as pessoas no cotidiano. Sendo assim, todos podem desenvolvê-la e fazer teatro. Desta forma, o TO cria condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios de produzir teatro e assim amplie suas possibilidades de expressão. Além de estabelecer uma comunicação direta, ativa e propositiva entre espectadores e atores.
Dentro do sistema proposto por Boal, o treinamento do ator segue uma série de proposições que podem ser aplicadas em conjunto ou mesmo separadamente.
Cumpre ressaltar que todas as técnicas pressupõem a criação de grupos, onde o Teatro do Oprimido terá sua aplicação.
[editar] Declaração de princípios da Associação Internacional do Teatro do Oprimido (AITO)
Leia na Integra a Declaração de princípios da Associação Internacional do Teatro do Oprimido (AITO) aqui: [3]
[editar] Teatro Jornal
Consiste na escolha de uma determinada notícia, publicada no meio impresso, que é discutida pelo grupo, procurando deste modo verificar quais os pontos que eventualmente sofreram censura, quais os interesses por detrás da informação ali contida, como as pessoas descreveriam o fato, etc.
As nove técnicas que integram este exercício foram preparadas como forma de conscientização durante a ditadura militar na qual vivia o Brasil, em 1971 - ano de sua elaboração.
[editar] Teatro Imagem
Técnica onde se procura transformar em imagens cênicas aquilo que interessa ao grupo, tais como questões sociais (por exemplo: o preconceito racial), sentimentos ou condições que, passando do abstrato ou imaginário para o concreto, pela visualização da apresentação, torna-se real e, portanto, mais assimilável sua compreensão, debate, questionamento.
[editar] Teatro Invisível
Teatro invisível é uma forma de encenação na qual apenas os atores sabem que de fato há uma encenação. Aqueles que a presenciam devem considerá-la um acontecimento real, seja ele banal ou extraordinário dentro da expectativa onde ocorre, e por isso é impreciso chamá-los “espectador”, que indica o apreciador de um espetáculo que aceita a ficção como realidade sempre consciente desse jogo de faz-de-conta. Para que seja realizável, o teatro invisível ocorre geralmente em espaços públicos ou de ampla circulação, não em um edifício teatral. O “espectador” torna-se participante inconsciente da representação imprevisível. Como os atores não devem revelar a encenação mesmo após o fim da cena, os que a presenciam acabam por julgar e significar o próprio acontecimento e não a performance de sua encenação, o que nega radicalmente as categorias tradicionais do teatro e dificulta a apreciação crítica, além de impossibilitar qualquer estimativa do número de encenações desse tipo, pois várias ou nenhuma podem ocorrer diariamente conforme a interpretação dos acontecimentos.
Por exemplo, o ator pode simular um mendigo numa rua, verificando as reações dos transeuntes que, então, são levados a reagir espontânea e verdadeiramente ao questionamento que se lhe apresenta.
[editar] Teatro-Fórum
É a principal técnica do Teatro do Oprimido. Um espetáculo baseado em fatos reais, no qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses. Neste confronto, o oprimido fracassa e o público é convidado a entrar em cena, substituir o Protagonista (o oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado.
O Teatro-Fórum busca romper os rituais tradicionais do teatro que reduzem o público ao imobilismo, à passividade. A idéia é o estabelecimento de um diálogo entre palco e platéia, onde os espectadores se auto-ativariam ao entrar em cena para transformar a peça. Em função disso, Boal sugere que no Teatro do Oprimido não há espectadores, mas "espect-atores". Este diálogo é mediado por um "coringa", pessoa que atua como interlocutor entre a peça e a platéia.
[editar] Arco-Íris do Desejo
“Método Boal de Teatro e Terapia” Um conjunto de técnicas terapêuticas e teatrais, adequadas para a análise de questões interpessoais e/ou individuais.
O teatro torna-se veículo da análise em grupo dos problemas relacionais e pessoais, usado tanto para o conjunto do Teatro do Oprimido e seus propósitos como terapia em instituições para tratamento psiquiátrico.
[editar] Teatro Legislativo
No Teatro Legislativo, além das intervenções na ação dramática, os espectadores também são estimulados a escreverem propostas de leis, que visem à resolução do problema apresentado. Essas propostas são recolhidas e entregues à Célula Metabolizadora: equipe formada por um especialista no tema encenado, um assessor legislativo e um advogado com experiência na área, cuja função é fazer a "metabolização" das propostas, ou seja, analisá-las e sistematizá-las, para que sejam novamente encaminhadas à platéia para discussão e votação, ao final da apresentação, quando se instaura a Sessão de Teatro Legislativo.
Através dessa iniciativa, até o momento, já foram produzidas doze leis municipais, um decreto legislativo, uma resolução plenária, duas leis estaduais e dois projetos de lei em tramitação, na cidade e no estado do Rio de Janeiro, todas oriundas da interação de grupos populares com a população. Esses resultados demonstram a viabilidade da democratização da política através do teatro, que estimula o exercício da democracia direta e participativa.
Teatro do Oprimido (TO) é um método teatral que reúne Exercícios, Jogos e Técnicas Teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Os seus principais objetivos são a democratização dos meios de produção teatrais, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade através do diálogo (tal como Paulo Freire pensou a educação) e do teatro. Ao mesmo tempo, traz toda uma nova técnica para a preparação do ator que tem grande repercussão mundial.
A sua origem remete ao Brasil das décadas de 60 e 70, mas o termo é citado textualmente pela primeira vez na obra Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Este livro reúne uma série de artigos publicados por Boal entre 1962 e 1973, e pela primeira vez sistematiza o corpo de idéias desse teatrólogo.
[editar] Histórico
No começo dos anos sessenta Boal era diretor do Teatro de Arena de São Paulo. Um dia, durante uma viagem pelo nordeste, estavam apresentando para uma liga camponesa um musical sobre a questão agrária que terminava exortando os sem terras a lutarem e darem o sangue pela terra. Ao final do espetáculo um sem terra convidou o grupo para ir enfrentar os jagunços que tinham desalojado um companheiro deles. O grupo recusou e, neste momento, Boal percebeu que o teatro que realizava dava conselhos que o próprio grupo não era capaz de seguir. A partir de então começou a pensar que o teatro deveria ser um diálogo e não um monólogo.
Até este momento tudo não passava de uma idéia a ser desenvolvida. Somente em 1971 no Brasil, nasceu a primeira técnica do Teatro do Oprimido: o Teatro Jornal. Inicialmente com o objetivo específico de lidar com problemas locais, rapidamente passou a ser usado em todo o país. O Teatro Fórum veio à luz no Peru, em 1973, como parte de um Programa de Alfabetização; hoje é praticado em mais de 70 países. Continuando a crescer, o TO desenvolveu o Teatro Invisível na Argentina, como atividade política, e o Teatro Imagem, para estabelecer um diálogo entre as Nações Indígenas e os descendentes de espanhóis na Colômbia, na Venezuela, no México... Hoje, essas formas são usadas em todos os tipos de diálogos.
Na Europa, o TO se expandiu e veio à luz o Arco-Íris do Desejo — inicialmente para entender problemas psicológicos, mais tarde para criar personagens em quaisquer peças. De volta ao Brasil, nasceu o Teatro Legislativo, para ajudar a transformar o Desejo da população em Lei — o que chegou a acontecer 13 vezes. Agora, o Teatro Subjuntivo está, pouco a pouco, vindo à luz.
O TO era usado por camponeses e operários; depois, por professores e estudantes; agora, também por artistas, trabalhadores sociais, psicoterapeutas, ONGs... Primeiro, em lugares pequenos e quase clandestinos. Agora, nas ruas, escolas, igrejas, sindicatos, teatros regulares, prisões...
Além da arte cênica propriamente, também existe a finalidade política da conscientização, onde o teatro torna-se o veículo para a organização, debate dos problemas, além de possibilitar, com suas técnicas, a formação de sujeitos sociais que possam fazer-se veículo multiplicador da defesa por direitos e cidadania para a comunidade onde o Teatro do Oprimido está a ser aplicado.
Aplicado no Brasil, em parceria com diversas ONGs, como as católicas Pastoral Carcerária [1] e CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), ou movimentos sociais, como o MST, as técnicas de Boal ganharam mundo, sendo suas obras traduzidas em mais de 20 idiomas, e ganhando aplicação por parte de populações oprimidas nas mais diversas comunidades, como recentemente entre os palestinos [2]
[editar] Metodologia
O Teatro do Oprimido é um método estético que sistematiza Exercícios, Jogos e Técnicas Teatrais que objetivam a desmecanização física e intelectual de seus praticantes, e a democratização do teatro.
O TO parte do princípio de que a linguagem teatral é a linguagem humana que é usada por todas as pessoas no cotidiano. Sendo assim, todos podem desenvolvê-la e fazer teatro. Desta forma, o TO cria condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios de produzir teatro e assim amplie suas possibilidades de expressão. Além de estabelecer uma comunicação direta, ativa e propositiva entre espectadores e atores.
Dentro do sistema proposto por Boal, o treinamento do ator segue uma série de proposições que podem ser aplicadas em conjunto ou mesmo separadamente.
Cumpre ressaltar que todas as técnicas pressupõem a criação de grupos, onde o Teatro do Oprimido terá sua aplicação.
[editar] Declaração de princípios da Associação Internacional do Teatro do Oprimido (AITO)
Leia na Integra a Declaração de princípios da Associação Internacional do Teatro do Oprimido (AITO) aqui: [3]
[editar] Teatro Jornal
Consiste na escolha de uma determinada notícia, publicada no meio impresso, que é discutida pelo grupo, procurando deste modo verificar quais os pontos que eventualmente sofreram censura, quais os interesses por detrás da informação ali contida, como as pessoas descreveriam o fato, etc.
As nove técnicas que integram este exercício foram preparadas como forma de conscientização durante a ditadura militar na qual vivia o Brasil, em 1971 - ano de sua elaboração.
[editar] Teatro Imagem
Técnica onde se procura transformar em imagens cênicas aquilo que interessa ao grupo, tais como questões sociais (por exemplo: o preconceito racial), sentimentos ou condições que, passando do abstrato ou imaginário para o concreto, pela visualização da apresentação, torna-se real e, portanto, mais assimilável sua compreensão, debate, questionamento.
[editar] Teatro Invisível
Teatro invisível é uma forma de encenação na qual apenas os atores sabem que de fato há uma encenação. Aqueles que a presenciam devem considerá-la um acontecimento real, seja ele banal ou extraordinário dentro da expectativa onde ocorre, e por isso é impreciso chamá-los “espectador”, que indica o apreciador de um espetáculo que aceita a ficção como realidade sempre consciente desse jogo de faz-de-conta. Para que seja realizável, o teatro invisível ocorre geralmente em espaços públicos ou de ampla circulação, não em um edifício teatral. O “espectador” torna-se participante inconsciente da representação imprevisível. Como os atores não devem revelar a encenação mesmo após o fim da cena, os que a presenciam acabam por julgar e significar o próprio acontecimento e não a performance de sua encenação, o que nega radicalmente as categorias tradicionais do teatro e dificulta a apreciação crítica, além de impossibilitar qualquer estimativa do número de encenações desse tipo, pois várias ou nenhuma podem ocorrer diariamente conforme a interpretação dos acontecimentos.
Por exemplo, o ator pode simular um mendigo numa rua, verificando as reações dos transeuntes que, então, são levados a reagir espontânea e verdadeiramente ao questionamento que se lhe apresenta.
[editar] Teatro-Fórum
É a principal técnica do Teatro do Oprimido. Um espetáculo baseado em fatos reais, no qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses. Neste confronto, o oprimido fracassa e o público é convidado a entrar em cena, substituir o Protagonista (o oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado.
O Teatro-Fórum busca romper os rituais tradicionais do teatro que reduzem o público ao imobilismo, à passividade. A idéia é o estabelecimento de um diálogo entre palco e platéia, onde os espectadores se auto-ativariam ao entrar em cena para transformar a peça. Em função disso, Boal sugere que no Teatro do Oprimido não há espectadores, mas "espect-atores". Este diálogo é mediado por um "coringa", pessoa que atua como interlocutor entre a peça e a platéia.
[editar] Arco-Íris do Desejo
“Método Boal de Teatro e Terapia” Um conjunto de técnicas terapêuticas e teatrais, adequadas para a análise de questões interpessoais e/ou individuais.
O teatro torna-se veículo da análise em grupo dos problemas relacionais e pessoais, usado tanto para o conjunto do Teatro do Oprimido e seus propósitos como terapia em instituições para tratamento psiquiátrico.
[editar] Teatro Legislativo
No Teatro Legislativo, além das intervenções na ação dramática, os espectadores também são estimulados a escreverem propostas de leis, que visem à resolução do problema apresentado. Essas propostas são recolhidas e entregues à Célula Metabolizadora: equipe formada por um especialista no tema encenado, um assessor legislativo e um advogado com experiência na área, cuja função é fazer a "metabolização" das propostas, ou seja, analisá-las e sistematizá-las, para que sejam novamente encaminhadas à platéia para discussão e votação, ao final da apresentação, quando se instaura a Sessão de Teatro Legislativo.
Através dessa iniciativa, até o momento, já foram produzidas doze leis municipais, um decreto legislativo, uma resolução plenária, duas leis estaduais e dois projetos de lei em tramitação, na cidade e no estado do Rio de Janeiro, todas oriundas da interação de grupos populares com a população. Esses resultados demonstram a viabilidade da democratização da política através do teatro, que estimula o exercício da democracia direta e participativa.
ACRÓSTICO EM HOMENAGEM A AUGUSTO BOAL ENVIADO POR LEITORA DESTE BLOG (SILVIA ARAÚJO MOTTA) (clique aqui)
silviaraujomotta deixou um novo comentário sobre a sua postagem "
COMENTÁRIO POSTADO EM : "Em Memória à Augusto Boal..." - PAULINHO LIRA (NOVÍS...":
http://sarauxyz.blogspot.com/2009/05/em-memoria-augusto-boal-paulo-lira.html
AUGUSTO BOAL-DRAMATURGO CARIOCA MORRE NO RIO DE JANEIRO/2009
Homenagem acróstica nº 2377
Por Sílvia Araújo Motta
(Rio de Janeiro, 16 de março de 1931
Rio de Janeiro, 2 de Maio de 2009)
A-A notícia do falecimento de Augusto Boal,
U-Um DRAMATURGO, do Rio de Janeiro,
G-Garante o grande pesar do povo brasileiro:
U-Um “Embaixador Mundial do Teatro”:
S-Seu título merecido, dado pela UNESCO,
T-Trouxe aplauso da Educação,Ciência,Cultura,
O-O Fundador do “Teatro do Oprimido”/RJ.
-
B-Boal criou um “Modelo Teatral” que transformou
O-O espectador em Ator, praticado no mundo.
A-Artista, Filósofo, Pensador do Mundo formou
L-Líderes nos palcos, com amor profundo.
--
D-Diversas iniciativas em vários países,
R-Renderam-lhe merecido reconhecimento,
A-Assinado por autoridades internacionais,
M-Modo de fazer teatro “alegre e instrutivo,”
A-Aconselhando ações, de impactos mundiais,
T-Trouxe a forma de “Teatro Social-Popular”,
U-Um “Teatro de Arena”, como artes marciais,
R-Reveladas desde a infância. Completou sua
G-Graduação em Engenharia Química na UFRJ;
O-O PhD, em Nova Iorque,1950.Naquele ano
-
C-Completou estudos na “School of Dramatics Arts/USA.”
A-Aqui no Brasil, o Teatro de Arena de São Paulo,
R-Revelou o sucesso também. Sua OBRA escrita...
I-Indispensável nas Escolas de Teatro do Mundo,
O-Oferecida, atualmente, em mais de vinte traduções.
C-Centros de Difusão:Rio de Janeiro,Santo André,Londrina,
A-Ainda estão nos Estados Unidos, na França e no Brasil.
-
Belo Horizonte, 3 de maio de 2009.
http://www.recantodasletras.uol.com.br/autores/silviaraujomotta
COMENTÁRIO POSTADO EM : "Em Memória à Augusto Boal..." - PAULINHO LIRA (NOVÍS...":
http://sarauxyz.blogspot.com/2009/05/em-memoria-augusto-boal-paulo-lira.html
AUGUSTO BOAL-DRAMATURGO CARIOCA MORRE NO RIO DE JANEIRO/2009
Homenagem acróstica nº 2377
Por Sílvia Araújo Motta
(Rio de Janeiro, 16 de março de 1931
Rio de Janeiro, 2 de Maio de 2009)
A-A notícia do falecimento de Augusto Boal,
U-Um DRAMATURGO, do Rio de Janeiro,
G-Garante o grande pesar do povo brasileiro:
U-Um “Embaixador Mundial do Teatro”:
S-Seu título merecido, dado pela UNESCO,
T-Trouxe aplauso da Educação,Ciência,Cultura,
O-O Fundador do “Teatro do Oprimido”/RJ.
-
B-Boal criou um “Modelo Teatral” que transformou
O-O espectador em Ator, praticado no mundo.
A-Artista, Filósofo, Pensador do Mundo formou
L-Líderes nos palcos, com amor profundo.
--
D-Diversas iniciativas em vários países,
R-Renderam-lhe merecido reconhecimento,
A-Assinado por autoridades internacionais,
M-Modo de fazer teatro “alegre e instrutivo,”
A-Aconselhando ações, de impactos mundiais,
T-Trouxe a forma de “Teatro Social-Popular”,
U-Um “Teatro de Arena”, como artes marciais,
R-Reveladas desde a infância. Completou sua
G-Graduação em Engenharia Química na UFRJ;
O-O PhD, em Nova Iorque,1950.Naquele ano
-
C-Completou estudos na “School of Dramatics Arts/USA.”
A-Aqui no Brasil, o Teatro de Arena de São Paulo,
R-Revelou o sucesso também. Sua OBRA escrita...
I-Indispensável nas Escolas de Teatro do Mundo,
O-Oferecida, atualmente, em mais de vinte traduções.
C-Centros de Difusão:Rio de Janeiro,Santo André,Londrina,
A-Ainda estão nos Estados Unidos, na França e no Brasil.
-
Belo Horizonte, 3 de maio de 2009.
http://www.recantodasletras.uol.com.br/autores/silviaraujomotta
quinta-feira, 7 de maio de 2009
FRASES DE AUGUSTO BOAL
*(estas foram postadas aqui no SARAU por Lungaretti)
"Quanto a fase nacionalista do teatro foi sucedida pela nacionalização dos clássicos, o teatro chegou ao povo, indo buscá-lo nas ruas, nas conchas acústicas, nos adros de igrejas, no Nordeste e na periferia de São Paulo.
"Esses espetáculos, festas populares, eram gratuitos, mas o artista é um profissional. Conseguia-se apoio econômico que tornava o desenvolvimento possível.
"Já não se consegue. A platéia foi golpeada. Que pode agora acontecer?
"O único caminho que parece agora aberto é o da elitização do teatro. E este deve ser recusado, sob pena transformarem-se os artista em bobos de corte burguesa, ao invés de encontrarem no povo a sua inspiração e o seu destino.
"O beco não parece ter saída. A quem interessa que o teatro seja popular? Descontando-se o povo e alguns artistas renitentes, parece que a ninguém de mando e poder.
"Vindo o que vier, neste momento de morte clínica do teatro, muitos são os responsáveis: devemos todos analisar nossas ações e omissões.
"Que cada um diga o que fez, a que veio e por que ficou. E que cada um tenha a coragem de, não sabendo por que permanece, retirar-se."
***************************************************************
*(outras frases de Boal)
"Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma."
(Boal é nomeado embaixador em Paris -27/03/09 - Com essa frase, Augusto Boal,78 anos, terminou sua mensagem lida em português, na Unesco, em Paris, diante de um auditório...)
Questionado se ainda era possível sonhar e realizar os sonhos que se têm, respondeu:
"Sonhar é humano e não realizar o sonho não é um problema em si. Sonhar é humano. Árvores não sonham. Pedras também não sonham. E mortos já sonharam."
"o ato de transformar é transformador..."
"O Diálogo, como via de mão dupla, é espaço privilegiado de educação: entendido como processo que também funciona em mão dupla, fazendo com que o ato de Educar o Outro só seja viável se for possível Ser Educado pelo Outro."
"No Teatro do Oprimido, refletimos sobre o passado, ensaiamos sua transformação no presente, para inventarmos o futuro desejado, porque ser cidadão é transformar a realidade e viver é mudar o mundo."
"Não é possível sair impune de uma sessão de Teatro-Fórum, especialmente,quando ela se desdobra em Sessão Solene Simbólica de Teatro Legislativo"
"As atividades rotineiras e repetitivas habituam e moldam o corpo, condicionando musculaturas e atrofiando possibilidades. Convencendo-nos de que não podemos
executar esse ou aquele movimento, que somos incapazes, insuficientes e
inabilitados. Se nos submetemos a essa mecanização, abrimos mão de ampliar espaços, de ousar e de experimentar o novo, o não-conhecido e o não-dominado."
LEIA MAIS EM:
Fonte:"Educar o Outro Ao Ser Educado Pelo Outro" - Bárbara Santos
http://www.ctorio.org.br/PRISOES%202006/(EducarOoutroAoSerEducadoPeloOutro-Mar_347o2006).pdf.
"Quanto a fase nacionalista do teatro foi sucedida pela nacionalização dos clássicos, o teatro chegou ao povo, indo buscá-lo nas ruas, nas conchas acústicas, nos adros de igrejas, no Nordeste e na periferia de São Paulo.
"Esses espetáculos, festas populares, eram gratuitos, mas o artista é um profissional. Conseguia-se apoio econômico que tornava o desenvolvimento possível.
"Já não se consegue. A platéia foi golpeada. Que pode agora acontecer?
"O único caminho que parece agora aberto é o da elitização do teatro. E este deve ser recusado, sob pena transformarem-se os artista em bobos de corte burguesa, ao invés de encontrarem no povo a sua inspiração e o seu destino.
"O beco não parece ter saída. A quem interessa que o teatro seja popular? Descontando-se o povo e alguns artistas renitentes, parece que a ninguém de mando e poder.
"Vindo o que vier, neste momento de morte clínica do teatro, muitos são os responsáveis: devemos todos analisar nossas ações e omissões.
"Que cada um diga o que fez, a que veio e por que ficou. E que cada um tenha a coragem de, não sabendo por que permanece, retirar-se."
***************************************************************
*(outras frases de Boal)
"Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma."
(Boal é nomeado embaixador em Paris -27/03/09 - Com essa frase, Augusto Boal,78 anos, terminou sua mensagem lida em português, na Unesco, em Paris, diante de um auditório...)
Questionado se ainda era possível sonhar e realizar os sonhos que se têm, respondeu:
"Sonhar é humano e não realizar o sonho não é um problema em si. Sonhar é humano. Árvores não sonham. Pedras também não sonham. E mortos já sonharam."
"o ato de transformar é transformador..."
"O Diálogo, como via de mão dupla, é espaço privilegiado de educação: entendido como processo que também funciona em mão dupla, fazendo com que o ato de Educar o Outro só seja viável se for possível Ser Educado pelo Outro."
"No Teatro do Oprimido, refletimos sobre o passado, ensaiamos sua transformação no presente, para inventarmos o futuro desejado, porque ser cidadão é transformar a realidade e viver é mudar o mundo."
"Não é possível sair impune de uma sessão de Teatro-Fórum, especialmente,quando ela se desdobra em Sessão Solene Simbólica de Teatro Legislativo"
"As atividades rotineiras e repetitivas habituam e moldam o corpo, condicionando musculaturas e atrofiando possibilidades. Convencendo-nos de que não podemos
executar esse ou aquele movimento, que somos incapazes, insuficientes e
inabilitados. Se nos submetemos a essa mecanização, abrimos mão de ampliar espaços, de ousar e de experimentar o novo, o não-conhecido e o não-dominado."
LEIA MAIS EM:
Fonte:"Educar o Outro Ao Ser Educado Pelo Outro" - Bárbara Santos
http://www.ctorio.org.br/PRISOES%202006/(EducarOoutroAoSerEducadoPeloOutro-Mar_347o2006).pdf.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
Augusto Boal indicado ao Nobel da Paz
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"CUIDADO!!LIXO!!"VÍDEO CLIP DE MADONNA RELATIVO A ESTE TRECHO,É UM DOS MAIS EXIBIDOS NA MTV !
ATACANDO OS LIXOS MÍTICOS!ou os MITOS QUE FEDEM!
E o lixo dos EUA continuam nos invadindo!(os lixos enlatados imperialistas)
Como disse Boal em entrevista de 1998,uma mentira repetida 1000 vezes é algo ameaçador(acaba virando "verdade"), mas repetida 1001!! aí já é demais!
A educação no Brasil que não desenvolve o senso crítico,é um caos! como desenvolver o senso crítico de alunos se os professores não possuem senso crítico!?
Disse um estudioso de psicologia,com especialização em questões da subliminariedade,que se temos senso crítico desenvolvido, não caímos nestas arapucas subliminares! Os professores viviam e vivem falando que é muito difícil competir com a cultura de massa (televisão).Então eles rendem-se e sucumbem a ela, levando inocentes juntos,seus alunos!
Mensagens subliminares na parte sonora é algo polêmico.Mas este vídeo clip de Madonna veiculado na MTV brasileira,(trecho da música que consta deste vídeo acima)...exaustivamente, junto com outros,onde o apelo sexual é absurdamente explorado, e em horários nada indicados! Outro dia minutos antes da hora do almoço liguei a tv e ali estavam imagens que remetiam a bacanais,todos os vídeos neste horário em que as crianças estão ligadas na tv...as imagens se não eram totalmente subliminares, por serem estroboscópicas!!(imagens hiper rápidas)
Neste link se pode ver o absurdo levado aos confins !!
http://www.youtube.com/watch?v=Ngf5Oo_XrjI
Vídeo lançado recentemente na MTV. Peço a opinião dos que entendem do assunto!
E desejo aos jovens brasileiros muita força e discernimento para encarar estes lixos diários !!
(parece que a ficção científica do livro "O Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley , publicado em 1932 ,está mesmo inspirando a podridão imperialista!
Nadia Stabile - 06/05/09
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