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quarta-feira, 4 de novembro de 2015
JOÃO DO VALE, AQUELE DO CARCARÁ.
*imagem da página no Facebook: https://www.facebook.com/otaviomartinsescritormusico/?ref=bookmarks
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JOÃO DO VALE, AQUELE DO CARCARÁ.
Jackson Machado de Assis e do Pandeiro
Nem sei como conheci o João, só sei que, sempre que vinha trabalhar em São Paulo, ficava lá na nossa casa, da Flora, do Benito e minha, no Bexiga, centro de São Paulo.
A gente morava no Jardim Francisco Marcos, uma travessinha da Rua da Abolição. Sobradinhos e um paredão. No paredão, um portão. Saída dos trabalhadores do TBC, Teatro Brasileiro de Comédia, o qual ficava na Rua Major Diogo (a rua de cima). Inclusive os artistas. Por vezes passavam por nós. Mas, eu nem sabia quem eram. Gente da pesada! Soube depois.
O João costumava aparecer lá em casa com uma amiga, não lembro o nome, que era cleptomaníaca. Avisava que vinha (o João), a Flora deixava algumas “jóias” bem à mostra. Como eram baratas, a amiga do João as levava de vez. Assim, a Flora não tinha quase prejuízo e, todos nós, numa boa, curtindo a visita do João do Vale, autor de Carcará, gravada pela Maria Bethânia. Estou lembrando, o João era amigo da Flora Vidal, que era cantora, já havia morado no Rio de Janeiro, onde, agora, morava o João, nascida em Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo. Terra, também, do Roberto Carlos, aquele da Jovem Guarda.
Logo ali, o Teatro Oficina, na Jaceguai, parece, com o Zé Celso na sua direção.
Certa vez, quando o Zé Kéti também estava em São Paulo, lá pro bairro do Limão, com os seus percussionistas, fomos, os três ao bar Clube do Choro (do Elton, Reinaldo, Ronaldo e Roni, todos irmãos, todos judeus,). Sentamos numa mesa do lado de fora, antes da mureta que a separava da calçada. Lá em Pinheiros. Eu estava morando – o Valgênio Rangel, também - no apartamento do Gudin, na Cônego Eugênio Leite, abaixo da travessa do bar. Eu não sabia, mas, estava ali, comigo, mais da metade do elenco do show OPINIãO, dirigido pelo brilhante Augusto Boal, no Rio de Janeiro, no Teatro Opinião, parece que em 1968. Tão importante o show, que o teatro (Teatro de Arena) ficou conhecido como Teatro Opinião. Seu diretor, me disseram, era o Vianinha. Os atores eram o João do Vale, o Zé Kéti e a Nara Leão. Depois, é que veio a Betânia, irmã do Caetano. E eu, ali, com quase todo o elenco do show Opinião. Não é pra qualquer um, não. Também, a gente não é obrigado a saber tudo, né?
O João era uma figura rara. Sujeito bom, sincero e talentoso. E, bom de copo. Lembro que no show (parece que era no Teatro João Caetano, num bairro desses de Sampa) o João contava (de camisa branca e pés descalços) que, quando chegou ao Rio de Janeiro, foi trabalhar de ajudante de pedreiro, numa obra lá. O radinho de pilha, o seu chefe, pedreiro, deixava em cima dos tijolos. No radinho, começou a tocar Pisa na Fulô, recém gravada pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga, o Gonzagão. Ele disse pro seu chefe: “Essa música é minha” o que lhe custou a resposta: “Vai puxar massa, neguinho, vai. E vê se para de sonhar”. João largou o carrinho junto à massa e sumiu. Disse ele que foi na Rádio Nacional pra saber da tal gravação. Não sei se isso é verdade. O que o João contou lá no show é o que eu estou, agora, a contar. O João e eu, sempre inventávamos coisas...
No sábado, não fui ao show com o João. Antes de sair ele prometeu que faria no dia seguinte, domingo, uma galinha ao molho pardo. Não levei muito a sério. O show, mais as biritas, o João não iria chegar a tempo, para fazer o almoço. A tal de galinha ao molho pardo. Ás dez horas da manhã, domingo, fui até o portão, só por ir. Vinha o João, com o seu par de sapatos debaixo de um braço, no outro, uma galinha branca, viva. Mais atrás, a cleptomaníaca da sua amiga. Reservara um garrafa, cheia, de 51, a preferida do João. O Benito não bebia, acho que nunca bebeu. Comentou que eu nem havia provado a Galinha ao Molho Pardo do João, tentando acompanhá-lo na 51. Ele é que não viu, entre um martelo e outro da 51 um pedaço de galinha. Estava ótima a Galinha ao Molho Pardo feita pelo João. Um domingo inesquecível, aquele.
sábado, 31 de outubro de 2015
NARA LEÃO - SHOW "OPINIÃO" - 1965 - JOÃO DO VALE, ZÉ KÉTI, AUGUSTO BOAL E OUTROS
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nara_Le%C3%A3o
Nara Lofego Leão Diegues (Vitória, 19 de janeiro de 1942 — Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989) foi uma cantora brasileira.
História
Filha caçula do casal capixaba Jairo Leão, advogado, e Altina Lofego Leão, professora. Pelo lado materno era descendente de imigrantes italianos da vila de Castelluccio Superiore, na região da Basilicata, que imigraram para o Espírito Santo no século XIX (famílias D'Amico e Lofiego). Nara nasceu em Vitória e mudou-se para a Cidade do Rio de Janeiro quando tinha apenas um ano de idade, com os pais e a irmã, a jornalista Danuza Leão.[1]
Durante a infância, Nara teve aulas de violão com Solon Ayala e Patrício Teixeira, ex-integrante do grupo "Os Oito Batutas" de Pixinguinha. Aos 14 anos, em 1956, resolveu estudar violão na academia de Carlos Lyra e Roberto Menescal, que funcionava em um quarto-e-sala na rua Sá Ferreira, em Copacabana. Aos 18 anos, Nara tornou-se professora da academia.[1](...)
Publicado em 11 de maio de 2012
O Show Opinião
O Show Opinião foi um espetáculo musical, dirigido por Augusto Boal, produzido pelo Teatro de Arena e por integrantes do Centro Popular de Cultura da UNE - instituição que, a esta altura, havia sido colocada na ilegalidade pelo regime militar recentemente instaurado no Brasil.
O elenco era formado por Nara Leão (depois substituída por Maria Bethania), João do Vale e Zé Kéti. Os atores-cantores intercalavam canções a narrações referentes à problemática social do país. O texto era assinado por Armando Costa, Oduvaldo Vianna Filho e Paulo Pontes.[1]
O show-manifesto estreou em 11 de dezembro de 1964, alguns meses depois do golpe militar, no teatro do Shopping Center Copacabana, sede do Teatro de Arena no Rio de Janeiro.
Opinião tornou-se uma referência na chamada "música de protesto" e é considerado um dos mais importantes da história da música popular brasileira. O registro do show deu origem ao álbum homônimo, lançado em 1965.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Show_Opini%C3%A3o
https://www.youtube.com/watch?v=0JBGm22i-Rk
https://www.youtube.com/watch?v=MUAcTKEEnYk
https://www.youtube.com/watch?v=q0BWOHsv_jo
https://www.youtube.com/watch?v=uYdC9i2Cvgw
https://www.youtube.com/watch?v=X4R_L3S8cLM
https://www.youtube.com/watch?v=fGLOrHS7t1k
https://www.youtube.com/watch?v=9VEagkd27k4
João do Vale - Muita Gente Desconhece - Documentário
https://www.youtube.com/watch?v=OOvJ9C0m6zc
https://www.youtube.com/watch?v=xJv2Vw_64XI
https://www.youtube.com/watch?v=y3T2Pk0E4rs
Enviado em 28 de jun de 2009
Documentário
sobre o grande poeta brasileiro João do Vale, que muita gente
desconhece por nomes, mas que com certeza esses "muitos" já ouviram suas
poesias sendo entoadas por esse Brasil. João do Vale, é mais um típico
caso de grande artista brasileiro totalmente desvalorizado, pobre,
semi-analfabeto, preto e nordestino, uma combinação infelizmente cruel
para quem nasce nessas terras.
Mas que não o abateu, e deu a ele um mérito a mais, pois além do seu incalculável talento, estão as barreiras quebradas por esse poeta de extrema sensibilidade em captar tristezas e alegrias, fazendo ficar bonito até mesmo, a mais cruel das situações, pela qual passava e passa seu povo. Junto a isso, a emoção que passa em seus versos ao serem declamados.
É fácil, realmente muito fácil notar a contemporaneidade de sua obra, mesmo esta, tendo em boa parte, mais de 30 anos. Um cidadão que estava intelectualmente a frente dos seus, e deixou para a posteridade a lição que, inteligência não se consegue na escola, está bem além disso. Apesar de não possuir escolaridade, trabalha de forma única as palavras, e deixa fácil para o ouvinte o esclarecimento de suas idéias.
Você pode conhecer um pouco mais da história desse grande brasileiro e adorado nordestino em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3...
http://www.cliquemusic.com.br/artista...
http://www.mpbnet.com.br/musicos/joao...
Veja também a biografia lançada em 2000 chamada "Pisa na fulô mas não maltrata o carcará", de Marcio Pachoal.
ISBN - 8585426640
ISBN-13: 9788585426644
Mas que não o abateu, e deu a ele um mérito a mais, pois além do seu incalculável talento, estão as barreiras quebradas por esse poeta de extrema sensibilidade em captar tristezas e alegrias, fazendo ficar bonito até mesmo, a mais cruel das situações, pela qual passava e passa seu povo. Junto a isso, a emoção que passa em seus versos ao serem declamados.
É fácil, realmente muito fácil notar a contemporaneidade de sua obra, mesmo esta, tendo em boa parte, mais de 30 anos. Um cidadão que estava intelectualmente a frente dos seus, e deixou para a posteridade a lição que, inteligência não se consegue na escola, está bem além disso. Apesar de não possuir escolaridade, trabalha de forma única as palavras, e deixa fácil para o ouvinte o esclarecimento de suas idéias.
Você pode conhecer um pouco mais da história desse grande brasileiro e adorado nordestino em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3...
http://www.cliquemusic.com.br/artista...
http://www.mpbnet.com.br/musicos/joao...
Veja também a biografia lançada em 2000 chamada "Pisa na fulô mas não maltrata o carcará", de Marcio Pachoal.
ISBN - 8585426640
ISBN-13: 9788585426644
JOÃO DO VALE - CARCARÁ - COM TRECHO DA PEÇA "OPINIÃO" - 1982 (Com Chico Buarque de Holanda)
Enviado em 15 de mai de 2009
https://www.youtube.com/watch?v=4L0DInKUnzc
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