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segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Milton Santos, Capra, Adélia Prado, Moore, Da Vinci, Abujamra, Darcy Ribeiro, Chopra, Saramago, Spinoza, Brecht, Marx e etceteras
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terça-feira, 3 de novembro de 2015
(REPRISE) RUBEM ALVES- TRECHO DO LIVRO : A Escola com que Sempre Sonhei...
RUBEM ALVES- TRECHO DO LIVRO : A Escola com que Sempre Sonhei, sem
Imaginar que Pudesse Existir (livro sobre a Escola da Ponte, em
Portugal)
http://sarauxyz.blogspot.com.br/2009/11/rubem-alvez-trecho-do-livro-escola-com.html
#melhoraraeducaçãonoBrasil
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RUBEM ALVES- TRECHO DO LIVRO : A Escola com que Sempre Sonhei, sem Imaginar que Pudesse Existir (livro sobre a Escola da Ponte, em Portugal)
(...)O
nome dele era Karl Marx. Fiquei espantado porque sempre pensei que ele
se encontrava no meio da multidão dos que andam para frente, os
modernos, eco¬nomistas, cientistas, pois foi isso que sempre disseram
dele os que se diziam seus intérpretes. De fato, as roupas que ele usava
eram modernas, feitas de tecido fabricado naquelas tecelagens (que ele
odiava) onde trabalhavam mulheres e crianças 16 horas por dia, para
enriquecer os donos. Evidentemente faltavam-lhe tempo e habilidade para
fazer o que fazia aquele outro retrógrado chamado Gandhi, que tecia seus
próprios tecidos num tear doméstico que ele afirmava ter poderes
terapêuticos e sapienciais. Percebi que ele era moderno por fora, mas o
seu coração era retrógrado; andava para trás. Como o meu.
Psicanalista, presto atenção nos detalhes, os lapsus, e foi assim que descobri esse segredo que ninguém mais sabia: um pequeno texto... Ele dizia nesse texto que o operário, ao ver o objeto que produzira, tinha de ver o seu próprio rosto refletido nele. Cada objeto tem de ser um espelho, tem de ter a cara daquele que o produziu, Quando o operário vê seu rosto refletido no objeto que ele produziu, ele sorri feliz. O trabalho, com todo o seu sofrimento, va1eu a pena: foi dor de parto. Agora, meu leitor, peço-lhe: ande por sua casa e examine os objetos modernos que há por lá: liquidificadores, torradeiras, fogões, computadores. Olhando para eles, cara de quem você vê? Se, em vez de estar comprando um desses objetos numa dessas lojas que vendem tudo para fazer sua mãe feliz - eles, os vendedores, acham que sua mãe é muito curta de inteligência e de sentimentos -, você estiver numa exposição de arte (esculturas do Santos Lopes, esse extraordinário artista português, por exemplo) e você se apaixonar por uma delas, você poderá procurar um lugar, na escultura, onde ele colocou sua assinatura. Você compra a escultura, leva-a para sua casa, põe na sala, e se eu for visitá-lo, ao ver a escultura, direi imediatamente, antes de examiná-la: "Ah! Você tem uma Santos Lopes!" Todas as esculturas do Santos Lopes tem a cara dele (mesmo que ele não as assine; silo inconfundíveis!). Mas o nome de que artesão irei dizer ao ver seu liquidificador, sua torradeira, seu computador, sua esferográfica? Esses objetos foram feitos por pessoas sem nome. Foram produzidos em linhas de montagem. São todos iguais. Quando ficam velhos são jogados fora e outros, novos, também produzidos em linhas de montagem, são comprados. Operários que trabalham em linha de montagem não assinam suas obras (porque não são deles) nem vêem seu rosto refletido nelas. Foi isso que me fez concluir, a partir da pequena afirmação de Marx, que ele destruiria as linhas de montagem, se pudesse, voltando então a um tempo passado onde cada obra era espelho como assinatura.
Acontece que objetos com o rosto do artesão e assinatura não chegam para alimentar a economia capitalista, que tem uma fome insaciável. Marx sonhava com uma situação que já não mais existia - o ateliê do artesão medieval, cada artista, cada aprendiz, fazendo uma coisa única, que nunca mais se repetiria: em cada objeto o rosto de quem o produzira cada objeto uma experiência de felicidade narcísea. É isso que combina conosco, seres humanos, únicos, que nunca se repetem.
Como são produzidos liquidificadores, máquinas de lavar roupa, computadores, automóveis? São produzidos numa "linha de montagem". De maneira simplificada: uma esteira que se mo¬vimenta. Ao lado dela estão operários. Cada operário tem uma função específica. O processo se inicia com uma "peça original" à qual, à medida que a esteira corre, os operários vão acrescentando as partes que irão compor o objeto final. Nenhum operário faz o objeto, individualmente. Cada operário faz uma única operação: juntar, soldar, aparafusar, cortar, testar. O resultado da linha de montagem é a produção rápida e controlada de objetos iguais. A igualdade dos objetos finais é a prova da qualidade do processo. O que não for igual, isto é, o que apresentar alguma peculiaridade que o distinga do objeto ideal, é eliminado. A função da "peça origi¬nal", como se vê, é a de ser simples suporte para as outras peças que lhe vão sendo acrescentadas. Ao final do processo a "peça original" praticamente desapareceu. No seu lugar está o objeto que vale pela sua função dentro do processo econômico.
Nossas escolas são construídas segundo o modelo das li¬nhas de montagem. Escolas são fábricas organizadas para a pro¬dução de unidades biopsicológicas móveis, portadoras de conhe¬cimentos e habilidades. Esses conhecimentos e habilidades são definidos exteriormente por agências governamentais a que se conferiu autoridade para isso. Os modelos estabelecidos por tais agências são obrigatórios, e têm a força de leis. Unidades biopsi¬cológicas móveis que, ao final do processo, não estejam de acordo com tais modelos são descartadas. É a sua igualdade que atesta a qualidade do processo. Não havendo passado no teste de qualida¬de-igualdade, elas não recebem os certificados de excelência ISO-¬12.000, vulgarmente denominados diplomas. As unidades biopsi¬cológicas móveis são aquilo que vulgarmente recebe o nome de "alunos”.
As linhas de montagem denominadas escolas organizam-se segundo coordenadas espaciais e temporais. As coordenadas espa¬ciais se denominam "salas de aula". As coordenadas temporais se “anos” ou “séries”. Dentro dessas unidades espaço-tempo, os professores realizam o processo técnico-científico de acrescentar sobre os alunos os saberes e habilidades que, juntos, irão compor o objeto final. Depois ele passar por esse processo de acréscimos sucessivos - à semelhança do que acontece com os "objetos originais" na linha de montagem da fábrica, o objeto original que entrou na linha de montagem chamada escola (naquele momento ele chamava "criança") perdeu totalmente a visibilida¬de e se revela, então, como um simples suporte para os saberes e ha¬bilidades que a ele foram acrescentados durante o processo. A criança está, finalmente, formada, isto é, transformada num pro¬duto igual a milhares de outros ISO-12.000: está formada, isto é, de acordo com a fôrma. É mercadoria espiritual que pode entrar no mercado de trabalho.
Aí O meu companheiro de direção contrária me perguntou se não seria possível mudar as coisas. Abandonar a linha de montagem de fábrica como modelo para a escola e, andando mais para trás, tomar o modelo medieval da oficina do artesão como modelo para a escola. O mestre-artesão não determinava como deveria ser o objeto a ser produzido pelo aprendiz. Os aprendizes, todos juntos, iam fazendo cada um a sua coisa. Eles não tinham de reproduzir um objeto ideal escolhido pelo mestre. O mestre estava a serviço dos aprendizes e não os aprendizes a serviço do mestre. O mestre ficava andando pela oficina, dando uma sugestão aqui, outra ali, mostrando o que não ficara bem, mostrando o que fazer para ficar melhor (modelo maravilhoso de "avaliação"). Trabalho duro, fazer e refazer. Mas os aprendizes trabalham sem que seja preciso que alguém lhes diga que devem trabalhar. Trabalham com concentração e alegria, inteligência e emoção de mãos dadas. Isso sempre acontece quando se está tentando produzir o próprio rosto (e não o rosto de outro). Ao final, terminado o trabalho, o aprendiz sorri feliz, admirando o objeto produzido.
São extraordinários os esforços que estão sendo feitos para fazer com que nossas linhas de montagem chamadas escolas fiquem tão boas quanto as japonesas. Mas o que eu gostaria mesmo é de acabar com elas. Sonho com uma escola retrógrada, artesanal...
Impossível? Eu também pensava. Mas fui a Portugal e lá encontrei a escola com que sempre sonhara: a "Escola da Ponte". Encantei-me vendo o rosto e o trabalho dos alunos: havia discipli¬na, concentração, alegria e eficiência.(...)
TRECHO DO LIVRO : A Escola com que Sempre Sonhei, sem Imaginar que Pudesse Existir RUBEM ALVES
Psicanalista, presto atenção nos detalhes, os lapsus, e foi assim que descobri esse segredo que ninguém mais sabia: um pequeno texto... Ele dizia nesse texto que o operário, ao ver o objeto que produzira, tinha de ver o seu próprio rosto refletido nele. Cada objeto tem de ser um espelho, tem de ter a cara daquele que o produziu, Quando o operário vê seu rosto refletido no objeto que ele produziu, ele sorri feliz. O trabalho, com todo o seu sofrimento, va1eu a pena: foi dor de parto. Agora, meu leitor, peço-lhe: ande por sua casa e examine os objetos modernos que há por lá: liquidificadores, torradeiras, fogões, computadores. Olhando para eles, cara de quem você vê? Se, em vez de estar comprando um desses objetos numa dessas lojas que vendem tudo para fazer sua mãe feliz - eles, os vendedores, acham que sua mãe é muito curta de inteligência e de sentimentos -, você estiver numa exposição de arte (esculturas do Santos Lopes, esse extraordinário artista português, por exemplo) e você se apaixonar por uma delas, você poderá procurar um lugar, na escultura, onde ele colocou sua assinatura. Você compra a escultura, leva-a para sua casa, põe na sala, e se eu for visitá-lo, ao ver a escultura, direi imediatamente, antes de examiná-la: "Ah! Você tem uma Santos Lopes!" Todas as esculturas do Santos Lopes tem a cara dele (mesmo que ele não as assine; silo inconfundíveis!). Mas o nome de que artesão irei dizer ao ver seu liquidificador, sua torradeira, seu computador, sua esferográfica? Esses objetos foram feitos por pessoas sem nome. Foram produzidos em linhas de montagem. São todos iguais. Quando ficam velhos são jogados fora e outros, novos, também produzidos em linhas de montagem, são comprados. Operários que trabalham em linha de montagem não assinam suas obras (porque não são deles) nem vêem seu rosto refletido nelas. Foi isso que me fez concluir, a partir da pequena afirmação de Marx, que ele destruiria as linhas de montagem, se pudesse, voltando então a um tempo passado onde cada obra era espelho como assinatura.
Acontece que objetos com o rosto do artesão e assinatura não chegam para alimentar a economia capitalista, que tem uma fome insaciável. Marx sonhava com uma situação que já não mais existia - o ateliê do artesão medieval, cada artista, cada aprendiz, fazendo uma coisa única, que nunca mais se repetiria: em cada objeto o rosto de quem o produzira cada objeto uma experiência de felicidade narcísea. É isso que combina conosco, seres humanos, únicos, que nunca se repetem.
Como são produzidos liquidificadores, máquinas de lavar roupa, computadores, automóveis? São produzidos numa "linha de montagem". De maneira simplificada: uma esteira que se mo¬vimenta. Ao lado dela estão operários. Cada operário tem uma função específica. O processo se inicia com uma "peça original" à qual, à medida que a esteira corre, os operários vão acrescentando as partes que irão compor o objeto final. Nenhum operário faz o objeto, individualmente. Cada operário faz uma única operação: juntar, soldar, aparafusar, cortar, testar. O resultado da linha de montagem é a produção rápida e controlada de objetos iguais. A igualdade dos objetos finais é a prova da qualidade do processo. O que não for igual, isto é, o que apresentar alguma peculiaridade que o distinga do objeto ideal, é eliminado. A função da "peça origi¬nal", como se vê, é a de ser simples suporte para as outras peças que lhe vão sendo acrescentadas. Ao final do processo a "peça original" praticamente desapareceu. No seu lugar está o objeto que vale pela sua função dentro do processo econômico.
Nossas escolas são construídas segundo o modelo das li¬nhas de montagem. Escolas são fábricas organizadas para a pro¬dução de unidades biopsicológicas móveis, portadoras de conhe¬cimentos e habilidades. Esses conhecimentos e habilidades são definidos exteriormente por agências governamentais a que se conferiu autoridade para isso. Os modelos estabelecidos por tais agências são obrigatórios, e têm a força de leis. Unidades biopsi¬cológicas móveis que, ao final do processo, não estejam de acordo com tais modelos são descartadas. É a sua igualdade que atesta a qualidade do processo. Não havendo passado no teste de qualida¬de-igualdade, elas não recebem os certificados de excelência ISO-¬12.000, vulgarmente denominados diplomas. As unidades biopsi¬cológicas móveis são aquilo que vulgarmente recebe o nome de "alunos”.
As linhas de montagem denominadas escolas organizam-se segundo coordenadas espaciais e temporais. As coordenadas espa¬ciais se denominam "salas de aula". As coordenadas temporais se “anos” ou “séries”. Dentro dessas unidades espaço-tempo, os professores realizam o processo técnico-científico de acrescentar sobre os alunos os saberes e habilidades que, juntos, irão compor o objeto final. Depois ele passar por esse processo de acréscimos sucessivos - à semelhança do que acontece com os "objetos originais" na linha de montagem da fábrica, o objeto original que entrou na linha de montagem chamada escola (naquele momento ele chamava "criança") perdeu totalmente a visibilida¬de e se revela, então, como um simples suporte para os saberes e ha¬bilidades que a ele foram acrescentados durante o processo. A criança está, finalmente, formada, isto é, transformada num pro¬duto igual a milhares de outros ISO-12.000: está formada, isto é, de acordo com a fôrma. É mercadoria espiritual que pode entrar no mercado de trabalho.
Aí O meu companheiro de direção contrária me perguntou se não seria possível mudar as coisas. Abandonar a linha de montagem de fábrica como modelo para a escola e, andando mais para trás, tomar o modelo medieval da oficina do artesão como modelo para a escola. O mestre-artesão não determinava como deveria ser o objeto a ser produzido pelo aprendiz. Os aprendizes, todos juntos, iam fazendo cada um a sua coisa. Eles não tinham de reproduzir um objeto ideal escolhido pelo mestre. O mestre estava a serviço dos aprendizes e não os aprendizes a serviço do mestre. O mestre ficava andando pela oficina, dando uma sugestão aqui, outra ali, mostrando o que não ficara bem, mostrando o que fazer para ficar melhor (modelo maravilhoso de "avaliação"). Trabalho duro, fazer e refazer. Mas os aprendizes trabalham sem que seja preciso que alguém lhes diga que devem trabalhar. Trabalham com concentração e alegria, inteligência e emoção de mãos dadas. Isso sempre acontece quando se está tentando produzir o próprio rosto (e não o rosto de outro). Ao final, terminado o trabalho, o aprendiz sorri feliz, admirando o objeto produzido.
São extraordinários os esforços que estão sendo feitos para fazer com que nossas linhas de montagem chamadas escolas fiquem tão boas quanto as japonesas. Mas o que eu gostaria mesmo é de acabar com elas. Sonho com uma escola retrógrada, artesanal...
Impossível? Eu também pensava. Mas fui a Portugal e lá encontrei a escola com que sempre sonhara: a "Escola da Ponte". Encantei-me vendo o rosto e o trabalho dos alunos: havia discipli¬na, concentração, alegria e eficiência.(...)
TRECHO DO LIVRO : A Escola com que Sempre Sonhei, sem Imaginar que Pudesse Existir RUBEM ALVES
#melhoraraeducaçãonoBrasil
domingo, 11 de outubro de 2015
15 PERGUNTAS PARA MELHORAR A EDUCAÇÃO NO BRASIL
Algumas perguntas para os que ainda não puderam ou não quiseram ver o que já tem sido feito por aqui e pelo mundo na área da educação:
1ª quantas linhas de educação diferentes da tradicional fracassada, você conhece?
2ª você acredita que a disciplina, que engaiolar crianças e jovens em salas apertadas e quase sempre super lotadas, e considerar que todos aprendem da mesma forma é algo humano?
3ª conhece as ideias de Rubem Alves, de Paulo Freire, de Piaget, de Ivan Illich?
4ª já se perguntou sobre o que vem a ser educação integral? ou ainda está achando que educação integral se refere só ao período de tempo que o estudante passa na escola?
5ª sente-se sem alternativas sobre os graves problemas da educação brasileira?
6ª você é daqueles que parou no tempo, e acha que a educação escolar que teve foi ótima?
7ª quantas vezes você conversou com seus filhos, ou com seus sobrinhos, ou com seus netos sobre a situação deles nas escolas? perguntou-lhes se estão animados com algum tema estudado na escola? e se eles nem souberam responder, ou se eles demonstraram estar hiper decepcionados com a escola, o que você pensou em fazer para cooperar?
8ª algum dia na sua vida você se sentiu um ser realmente pensante? se você nunca teve aulas de filosofia na escola, como você fez para descobrir isto?
9ª você considera que a Internet poderá causar (ou já está causando) uma grande revolução na educação escolar e familiar?
10ª as salas de aulas como conhecemos, precisam ser explodidas?
11ª você concorda que a educação tenha como razões centrais manter o status quo, distribuir diplomas, certificados, títulos, que cada vez mais não servem para nada e ainda produza pessoas perdidas e infelizes, geralmente?
12ª porque a educação no Brasil que tinha como "ideal" ser para todos, "nenhuma criança fora da escola", democratizando o ensino público e gratuito, cada vez mais se deteriora, não consegue cumprir a demanda, paga mal os professores, deixa às traças tudo o que se relaciona com a educação pública?
13ª para que ainda estamos apegados a um sistema da idade média, distante dos cidadãos, com projetos de prédios precários, cheios de grades, com horários absurdos, com mentalidade tacanha, chega!!! o mundo mudou, porque as escolas precisam ser estes lixos?
14ª tudo pode ser tão mais simples, mais humano, mais cooperativo, porque não paramos de ser estes cegos que não querem ver?
15ª como na outra postagem desta série, discorde de tudo o que escrevi, argumente, faça trilhões de perguntas diferentes destas que escrevi!
Nadia Gal Stabile - 11 10 2015
#melhoraraeducaçãonoBrasil
terça-feira, 19 de maio de 2015
RUBEM ALVES, VINICIUS DE MORAES E O LIVRO SOBRE A ESCOLA DA PONTE
(...)
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela. (...)
* Trecho do poema de Vinicius de Moraes - "O operário em construção"
http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/o-operario-em-construcao
*poema reencontrado na página 30 do livro de Rubem Alves :
- "A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir"
- http://www.nacional.edu.br/grupodeestudos/docs/escola_da_ponte_rubem_alves.pdf
- https://books.google.com.br/books?id=iypFyem4qT4C&pg=PA27&lpg=PA27&dq=koan+rubem+alves&source=bl&ots=YoIavd8Bfl&sig=yubNs6fVngA9rQaLpBq5AY-reU4&hl=pt-BR&sa=X&ei=v2pbVc_NGMehNpHTgdgH&ved=0CB4Q6AEwAA#v=onepage&q=koan%20rubem%20alves&f=false
FERNANDO PESSOA - ALBERTO CAEIRO, RUBEM ALVES E A ESCOLA DA PONTE EM PORTUGAL
- Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
- https://books.google.com.br/books?id=iypFyem4qT4C&pg=PA27&lpg=PA27&dq=koan+rubem+alves&source=bl&ots=YoIavd8Bfl&sig=yubNs6fVngA9rQaLpBq5AY-reU4&hl=pt-BR&sa=X&ei=v2pbVc_NGMehNpHTgdgH&ved=0CB4Q6AEwAA#v=onepage&q=koan%20rubem%20alves&f=false
- poema reencontrado na página 28 do livro de Rubem Alves:
- "A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir"
- http://www.nacional.edu.br/grupodeestudos/docs/escola_da_ponte_rubem_alves.pdf
terça-feira, 12 de maio de 2015
O incerto, Dom Quixote e etc
Literatura Fundamental 4 - Dom Quixote de La Mancha - Maria Augusta da Costa Vieira
https://www.youtube.com/watch?v=fBBr257F_6o
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