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domingo, 31 de janeiro de 2016

GIFS ANIMADOS E OUTROS ACHADOS

 *via amigo Guilherme



* via amigo Wilson



*via amiga Beka




 *via amiga Emma


*frase de Fernanda Montenegro sobre cultura do povo


 *Quino - Mafalda


*Tela de Van Gogh - Cebolinhas



 *via amigo Wilson




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Denise Fraga diz no Roda Viva, que a peça Galileu - de Brecht, que ela está encenando, trata de problema muito importante a respeito do ser humano: "Vender-se, se Galileu teve de "vender-se" para não ser condenado a morte, e se cada uma das pessoas deste mundo sente-se sem saídas como Galileu sentiu-se, e precisa partir a deixar para lá ideais em nome da sobrevivência..."
*e aqui sou eu que digo: *(e depois com falsos moralismos partem a criticar os corruptos vendidos, sendo que quase ninguém pode dizer que escapa desta horrível sina neste mundo cão, cheio de injustiças e sujeiras)
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Mário Prata diz no Roda Viva que a corrupção não é o maior problema do Brasil, mas a incompetência!
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*A CORRUPÇÃO É MUNDIAL!
Dilma caindo ou não, a corrupção e a incompetência continuarão. E... onde estão as cadeias para os políticos não petistas? 
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*via amigo Carlos
Publicado em 11 de set de 2015
Entrevista de Gregorio Duvivier à TV Portuguesa

"Tirar a Dilma do poder por causa da corrupção é querer limpar o chão com bosta"

"Querem tirar a Dilma por causa da corrupção? Até parece! Querem tirar pra roubar mais"


https://www.youtube.com/watch?v=ZxwoHPuryqE




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 *foto de Diego Lameira - Bagé - RS - do Jornal "O TRAMBIQUE" - Diegolam8282@yahoo.com.br



Jornal "O TRAMBIQUE" de fevereiro-2016 - por Otávio Martins Amaral

A MORTE DO ESTADO BRASILEIRO
 

Por Otávio Martins Amaral

O Estado brasileiro morreu. Ponto pacífico. Precisamos fazê-lo
deitar-se. Ou está morto e se esqueceu de deitar. Todos os tais de
poderes, os quais o estruturavam foram acometidos - acho que é de
nascença - de uma doença generalizada. Todos os seus órgãos faliram.
O vírus? CORRUPÇÃO. Escapam poucos gatos pingados, os quais
costumavam falar no deserto, ninguém para ouvi-los. Feliz, ou
infelizmente, o Povo Brasileiro, terá a incumbência de começar tudo de
novo. Naquela estruturazinha safada (O Estado), nem pensar. Teremos
que eliminar todos os seus resquícios. Poucos, que nem sequer nos
representavam, os jogaremos aos leões.
Os três poderes foram corrompidos, proporcionando a grande mídia
de agir junto ou como capacho. Tudo merda da mesma latrina:
Executivo, Legislativo e o tal de Poder Judiciário, somados à grande
mídia e seus lacáios, formavam (ou colaboravam) a classe dominante.
Não teremos mais classes, muito menos, dominante. Vamos ignorá-los.
Mandá-los às favas. Não serão merecedores do nosso respeito.
Portanto, lacaios e capachos do antigo poder: O PODER DO ESTADO
– falido, feio e nojento. Podem, até, juntarem-se a nós, aceitando as
regras de comportamento da Nação Brasileira. TODOS TEREMOS
OS MESMOS DIREITOS. Cada um, com a sua capacidade e habilidade 

próprias, que lhes definirão os deveres, os quais estarão em 
função da Nação Brasileira (estarão, assim, vivendo).
Os privilégios serão, a partir de agora, abolidos, mesmo que, para isso
tenhamos que nos livrarmos desses sujeitos, tipo Reinaldo Azevedo
(cão raivoso e capacho da Folha e da inVeja) e outros, não menos
nocivos. Não servirão para nada. Não sentiremos a sua falta. Se
escaparem, que não voltem nunca mais. Estaremos alerta para
investidas desses antigos privilegiados e seus colaboradores. A Nação
Brasileira não precisará desses párias.Uma sociedade sem banqueiros,
sem grandes empresários, sem invasões de capitais estrangeiros que só
servem para levar (indevidamente) a grana, sugada do nosso suor
(quase de graça); sem os seus capachos, sem nada; nada que ampare os
seu antigo comportamento, hediondo. Fora todos os indivíduos, se
assim podemos chamá-los, que queiram trabalhar contra a maioria do
Povo Brasileiro. Somente, assim, nos livraremos dessa corja. O.M.A.


https://www.facebook.com/anarcomiguxosIV/videos/vb.175057666164575/189803918023283/?type=2&theater

 Clique para assistir ao vídeo.
Da página do jornalista Mario Pinheiro, do Facebook



*BLOG DE OTÁVIO MARTINS AMARAL:
http://balaacobaco.blogspot.com.br/search/label/CR%C3%94NICA#.Vq5-a16yimI


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AS CURTINHAS DO NÁUFRAGO - via 
email - POR CELSO LUNGARETTI 
GUERRILHEIRO, PRESO POLÍTICO,
COMPANHEIRO PRESIDENTE: ELE 
NÃO VENDEU SUA ALMA. E LAVOU A NOSSA!

"Tive de aguentar 14 anos em cana (…). Nas noites que me davam um colchão eu me sentia confortável. Aprendi que se você não pode ser feliz com poucas coisas, você não vai ser feliz com muitas coisas."
"Eu não sou pobre, eu sou sóbrio, de bagagem leve. Vivo com apenas o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade."

"O que é que chama a atenção mundial? Que vivo com pouco, numa casa simples, que ando num carrinho velho, essas são as notícias? Então este mundo está louco, porque o normal surpreende."
.
(frases do companheiro uruguaio José Mujica, que integrou o Movimento de Libertação Nacional - Tupamaros e nunca abdicou dos valores morais de um revolucionário, daí ter ficado conhecido como "o presidente mais pobre do mundo")
2015 FOI UM ANO TERRÍVEL PARA OS BRASILEIROS E ÓTIMO PARA O BRADESCO
Um ano de recessão, desemprego, perdas salariais, redução do poder aquisitivo, aflições e desespero: é como a grande maioria dos brasileiros lembrará de 2015.

O Bradesco, pelo contrário, terá recordações bem mais agradáveis: tratou-se do ano em que seu lucro líquido foi o segundo maior da história já registrado por um banco brasileiro com ações negociadas na Bolsa: R$ 17,1 bilhões.
Atrás apenas do Itaú Unibanco, que cravou R$ 20,2 bilhões em 2014. 

Acaba de trombetear sua proeza, indiferente ao efeito que causará nos que estão perdendo tudo, em meio à pior recessão das últimas décadas.

O que é o roubo de um banco comparado com fundar um? --indagou Bertold Brecht.
LULA SAIU DO ARMÁRIO: "EU SOU UM LIBERAL". NÃO DAVA PRA PERCEBER?

Adam Smith é o guru do Lula...
Antigamente o Lula se esquivava de revelar seu posicionamento ideológico, saindo pela tangente quando lhe perguntavam se era de esquerda ou direita: "Sou torneiro-mecânico", ele respondia. Sob aplausos entusiásticos da claque, como se enrolação fosse algo meritório e elogiável. 

Agora, tanta certeza tem de que a esquerda chapa-branca em circunstância nenhuma o recriminará, que se deu ao luxo de abrir o jogo, ao participar de um encontro com blogueiros afins na semana passada:
"A Dilma é muito mais à esquerda que eu. Ela tem uma formação ideológica mais consolidada. Eu sou um liberal… Veja, eu, na verdade, eu sou um cidadão muito pragmático e muito realista entre aquilo que eu sonho e aquilo que é a política real".
...e Milton Friedman o da Dilma.

O que os perspicazes já estávamos carecas de saber foi por ele expresso de forma tão cristalina que até os eternos auto-iludidos não têm mais desculpas para tergiversarem.

Trocando em miúdos, Lula acredita que a riqueza da nação deva continuar sendo gerada nos moldes atuais, mantendo-se a dominação burguesa, pois esta é a política real, enquanto o socialismo e a anarquia não passariam de sonhos.

Só me causou estranheza sua afirmação de que a Dilma está à esquerda dele, Lula.

Taí algo difícil de engolirmos. Será possível que ela ainda esteja à esquerda de alguém, se há um ano se tornou cristã nova do neoliberalismo, adepta da mesma política econômica adotada por Reagan, Thatcher e Pinochet?

Lula no exercício da "política real"
Se, em vários episódios, ficou cabalmente demonstrado que o mais influente dos seus conselheiros atuais é Luís Carlos Trabuco, o presidente do Bradesco?

Se tornou-se amiga desde criancinha e só por problemas de segurança desistiu de ser madrinha de casamento da ruralista Kátia Abreu, figurinha carimbada do agronegócio?

Enfim, como desconheço e não me interesso pelas divisões no seio do liberalismo, deixo esta discussão para os liberais.
PEGA, MATA E COME!

Lembrança inesquecível dos meus verdes anos é ter visto Maria Bethânia cantando "Carcará", com toda a contundência que a canção pedia. Aquele gritado "pega, mata e come!" impactava no âmago da nossa alma.

Era uma celebração da capacidade de resistência dos nordestinos, que aos trancos e barrancos iam sobrevivendo à miséria, à seca, à fome e à retirada forçada de sua terra natal para buscar esperança alhures.

Daí a citação que ela declamava no final da música:
"Em 1950 mais de dois milhões de nordestinos viviam fora dos seus estados natais. 10% da população do Ceará emigrou. 13% do Piauí! 15% da Bahia!! 17% de Alagoas!!!"
Hoje são outros os retirantes: os que deixam países periféricos, devastados pela penúria e pelas guerras, indo bater na porta de prósperas nações europeias, que cada vez mais as fecham na cara desses coitados.

Eis dados chocantes alinhavados pela Folha de S. Paulo:
  • o fluxo de refugiados e imigrantes na Europa é o maior desde a 2ª Guerra Mundial;
  • 1.005.504 pessoas chegaram ilegalmente à Europa entre 1º de janeiro e 21 de dezembro de 2015;
  • o crescimento em relação ao mesmo período de 2014 foi de 365%;
  • 3.692 pessoas morreram ou desapareceram no caminho até o continente europeu. 
Pega, mata e come! 

AS LIÇÕES MINISTRADAS À DILMA NA ESCOLINHA DO PROFESSOR ROTUNDO
Bajulado repulsivamente pela esquerda chapa branca quando dá declarações favoráveis à continuidade de Dilma Rousseff na Presidência, o ex mandachuva da economia na ditadura militar e signatário impune do AI-5 nem sempre se alinha com a retórica governista.

Em entrevista publicada n'O Globo da última 5ª feira (28), Delfim Netto disse inexistir "a menor dúvida" de que houve mesmo estelionato eleitoral na eleição de 2014. Além disto, deu alguns conselhos de amigo urso à presidente, pois, argumentou, com o impeachment "fora do radar", "temos que usar (sic!) a Dilma". [Fez-me lembrar o velho slogan do chá Matte Leão, use e abuse...]

E o que ele sugere? Simplesmente que Dilma confronte o PT para continuar impondo aos brasileiros medidas recessivas e antipopulares, coerentes com a opção neoliberal que fez em 2015. Leiam e constatem:
O que ela precisa fazer?
Todo mundo sabe que o sistema de aposentadoria viola as regras da aritmética. É um problema que vai ter que ser enfrentado. Em segundo, as vinculações são absurdas, incompreensíveis. Vinculação é estar num avião, ligar o piloto automático e esperar acabar a gasolina. Também não se pode manter tudo indexado ao salário mínimo. O quarto ponto é: nenhum empresa hoje sabe qual o seu passivo trabalhista. Porque a Justiça do Trabalho parte da hipótese de que todo trabalhador é hipossuficiente e todo empresário é ladrão. 
Mas o PT historicamente é contra essas medidas...             O PT pode ser contra. O PT não sabe regra de três. Se for necessário, [ela deve] dizer: “Nós vamos ensinar regra de três ao PT”. 
Ela teria que se colocar contra o PT?
Ela não vai se colocar contra o PT coisa nenhuma. Ela tem que se colocar a favor do Brasil. Se o PT for contra, ele que está contra o Brasil. Ou [Dilma] faz isso, ou morre.
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/




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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

CINQUENTENÁRIO DE "A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA"




*através do Jornal "O TRAMBIQUE" de Otávio Martins Amaral - postagem original do blog Náufrago da Utopia

*por Celso Lungaretti - de seu Blog
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/01/tanta-vida-pra-viver-tanta-vida-se.html



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016


"TANTA VIDA PRA VIVER/ TANTA VIDA A SE ACABAR/ COM TANTO PRA SE FAZER/ COM TANTO PRA SE SALVAR"

Este é o ano do cinquentenário de A hora e vez de Augusto Matraga, um filme hoje muito difícil de encontrar, mas que vocês podem assistir, completo, na janelinha lá de baixo.

Trata-se de outro de nossos grandes nordesterns (*) dos anos 60, ao lado dos glauberianos Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969).

Representou o Brasil no Festival de Cannes de 1966 e poderia ter vencido, pois era infinitamente superior aos banais Um homem e uma mulher (d. Claude Lelouch, 1966) e Confusões à italiana (d. Petro Germi, 1966), que dividiram a Palma de Ouro.

Mas, não foi o único injustiçado. O incrível exército Brancaleone (d. Mario Monicelli, 1966) e Gaviões e passarinhos (d. Pier Paolo Pasolini, 1966) também concorriam...


A mesma sina tivera Deus e o diabo dois anos antes. Como o juri pôde ser tão obtuso a ponto de preteri-lo em benefício do bobinho Os guarda-chuvas do amor (d. Jacques Demy, 1964)?!

Pelo  jeitão  e pela proximidade (pouco mais de um ano os separa), Matraga é geralmente comparado a Deus e o Diabo, mas as pretensões do Glauber eram bem maiores: ele concebeu um enredo que lhe permitisse transmitir seus conceitos acerca do subdesenvolvimento, da miséria nordestina, do latifúndio, do catolicismo, de Canudos, do cangaço, das vias para a libertação do povo, etc.

Roberto Santos, menos ambicioso, empenhou-se em contar bem uma história empolgante de João Guimarães Rosa, sobre fazendeiro poderoso que perde tudo, é dado como morto e se reconstrói trocando a antiga arrogância pela humildade e religiosidade. Trabalha para o casal de camponeses idosos que o socorreu, fazendo de ambos suas figuras paternas.

Mas, depois de certo tempo, a inquietação retorna e ele resolve sair em busca do seu destino, às cegas, deixando que o jumento o conduza ("Tou aqui quase contente, mas agora vou-me embora", comenta um dos temas da belíssima trilha musical").

Acaba topando com um motivo para empunhar de novo as armas, a serviço do que lhe parece ser uma boa causa. Sua opção, contudo, é depreciada na canção que encerra o filme ("Se alguém tem de morrer/ que seja pra melhorar/ Tanta vida pra viver/ Tanta vida a se acabar/ Com tanto pra se fazer/ Com tanto pra se salvar/ Você que não me entendeu/ Não perde por esperar"), dando um nó na cabeça de muitos espectadores.

Além da direção correta de Roberto Santos e das magníficas atuações de Leonardo Villar e Jofre Soares, destaque para as composições inspiradíssimas de Geraldo Vandré. Três delas foram lançadas em compacto e mais tarde incluídas em LP: "Cantiga brava", "Modinha" e "Réquiem para Matraga".

Um detalhe que a grande maioria desconhece: na primeira, Vandré utilizou como ponto de partida uma quadra que já constava do conto de Guimarães Rosa ("O terreiro lá de casa/ Não se varre com vassoura/ Varre com ponta de sabre/ e bala de metralhadora"). E deixou de aproveitar outros quatro versos: "A roupa lá de casa/ Não se lava com sabão/ Lava com ponta de sabre/ E bala de canhão".

Por último: o único filme derivado de Guimarães Rosa que ombreia com Matraga em termos de excelência cinematográfica é o igualmente raríssimo Sagarana, o duelo (1974), quase desconhecido porque se tratou de uma produção bem menos marqueteada e badalada do que a concorrência.  Está disponibilizado neste link.

O roteiro de Sagarana, simplesmente primoroso, é do também diretor Paulo Thiago. Utiliza um conto curtinho como fio condutor e agrega personagens e situações de outras histórias, com tamanha felicidade que o espectador jamais suporia tratar-se de uma colcha de retalhos --desta vez no bom sentido.





* Estou ciente, claro, de que a história de Matraga transcorre no sertão mineiro e não na caatinga nordestina. Mas, as características das sociedades neles retratadas e a abordagem dada pelos diretores (inclusive com um duelo como grande final), justificam a inclusão do filme de Roberto Santos neste filão.

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ARQUIVO DO BLOG NÁUFRAGO DA UTOPIA:







*link do Jornal "O Trambique" - Edição 9 - janeiro - 2016
https://www.facebook.com/otaviomartinsescritormusico/photos/a.591563594242261.1073741827.591543390910948/988356024563014/?type=3&theater






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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

STEDILE RUGE: "NENHUM DESEMPREGADO A MAIS", "SE MEXER NA APOSENTADORIA RURAL HAVERÁ UMA REVOLTA NO CAMPO".

STEDILE RUGE: "NENHUM DESEMPREGADO A MAIS", "SE MEXER NA APOSENTADORIA RURAL HAVERÁ UMA REVOLTA NO CAMPO".

*do blog Náufrago da Utopia de Celso Lingaretti
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2015/12/stedile-ruge-nenhum-desempregado-mais.html


 *via agregador de feeds Liferea do Linux:

STEDILE RUGE: "NENHUM DESEMPREGADO A MAIS", "SE MEXER NA APOSENTADORIA RURAL HAVERÁ UMA REVOLTA NO CAMPO".
Arquivado sob agronegócio, ajuste fiscal, direitos trabalhistas, Joaquim Levy, João Pedro Stedile, Kátia Abreu, MST, Nelson Barbosa
Autor Celso Lungaretti (Sítio eletrônico) - noreply@blogger.com
 marcar  marcador
"Haverá uma revolta no campo. Estou avisando"
Acabou a paciência da esquerda com a presidente Dilma Rousseff. É o que se depreende do tom, contundente ao extremo, que João Pedro Stedile utilizou na longa entrevista concedida a Bruno Pavan, do Brasil de Fato

Vale reconhecer: o líder dos sem-terra disse o que havia mesmo para ser dito, depois de todas as trapalhadas e abandono de princípios que caracterizaram a atuação governamental no desastroso ano que se encerra.

Eis os trechos principais (os grifos são todos meus):

"2015 foi um ano perdido para os trabalhadores brasileiros. Um ano no qual a mediocridade política imperou. A maioria do povo brasileiro, com seus 54 milhões de votos, reelegeu a presidenta Dilma. Porém, setores das classes dominantes e os partidos mais conservadores não se deram por vencidos e quiseram retomar o comando do Executivo no tapetão. (...) O governo federal se assustou, montou um ministério medíocre, que não representa as forças que elegeram a presidenta. E passou o ano se defendendo, gerando uma situação de disputa e de manobras apenas em torno da pequena política.
"É preciso mudar a política econômica, não apenas o gerente"

"A economia brasileira vive uma grave crise, fruto de sua dependência do capitalismo internacional e do controle hegemônico dos bancos e das empresas transnacionais. Terminamos o ano com queda de 4% no PIB. Caíram os investimentos produtivos, seja por parte do governo e empresas estatais, seja por parte dos empresários. O governo cometeu vários erros que agravaram a crise. Primeiro, trouxe um neoliberal para o Ministério da Fazenda, que certamente teria sido ministro da chapa Aécio Neves. As medidas neoliberais de aumento da taxa de juros de 7 para 14,15%, os cortes nos gastos sociais, o tal ajuste fiscal, só produziram mais problemas para o povo e para a economia. A inflação atingiu os 10% ao ano e o desemprego alcançou a média de 8,9% da população trabalhadora.  O Tesouro Nacional pagou R$ 484 bilhões em juros e amortização aos bancos. Usaram dinheiro público para garantir o rentismo da especulação financeira, em vez de investir na solução de problemas e no investimento produtivo. Felizmente, o ministro caiu. Deixou, porém, um ano perdido. É preciso mudar a política econômica, não apenas o gerente.

"Entregou a Agricultura ao que tem de pior na política brasileira"
"Também foi um ano perdido para os sem terra e para a agricultura familiar.O governo escalou uma boa equipe no Ministério do Desenvolvimento Agrário e no Incra, porém entregou o Ministério da Agricultura para o que tem de pior na política brasileira. E com os cortes do ajustes fiscal neoliberal, atingiu em cheio a reforma agrária. As poucas conquistas que ocorreram foram fruto de muita mobilização e pressão social. (...) Espero que o governo pare de se iludir com o agronegócio, que se locupleta com o lucro das exportações de commodities pelas empresas transnacionais, mas não representa nenhum ganho para a sociedade.

"Se o governo não der sinais que vai mudar, que vai assumir o que defendeu na campanha, será um governo que se auto-condenará ao fracasso.  Pois não tem confiança das elites, que tentaram derrubá-lo, e ao mesmo tempo não toma medidas para a imensa base social, que é 85% da população brasileira. Espero que o governo tenha um mínimo de visão política para escolher o lado certo.

"...a reforma trabalhista, para desmanchar a CLT..."
"E os sinais que o sr. Barbosa esta dando na imprensa não são bons, ao retomar a agenda neoliberal-empresarial, da reforma da previdência, para aumentar a idade mínima, a reforma tributária, para consolidar as desonerações e a reforma trabalhista para desmanchar a CLT. A CUT já avisou que vai lutar contra. E nós também estaremos juntos com o movimento sindical. Se o governo mexer na idade mínima da aposentadoria rural, haverá uma revolta no campo, e contra o governo. Estou apenas avisando.

"Tenho escutado muitos economistas, empresários, pesquisadores e políticos nacionalistas. E todos têm propostas claras. O problema é que o governo é surdo e auto-suficiente. O governo precisa apresentar urgente um plano de retomada do crescimento da economia, e propôr um pacto entre trabalhadores e empresários que cesse o aumento do desemprego. Nenhum desempregado a mais, a partir de agora."
Ainda sem comentários. (Actualizar)


ARQUIVO






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