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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Tragédia anunciada



http://www.mabnacional.org.br/noticia/trag-dia-anunciada


Tragédia anunciada



Confira o dossiê completo elaborado pelo MAB sobre o rompimento das barragens da mineradora Samarco, pertencente à Vale e BHP Billiton, que causaram uma “tragédia anunciada” em Mariana (MG).



Distrito de Bento Rodrigues em Mariana (MG) soterrado pela lama - Foto: Douglas Magno/O tempo


O dia 05 de novembro de 2015 vai ser lembrado para sempre como mais um dia que o lucro desmedido é colocado na frente da vida do povo. Por volta das 16 horas, a barragem do Fundão, propriedade da Samarco Mineração, localizada no município de Mariana, Minas Gerais, rompeu-se e liberou um mar de lama. A enxurrada lama atingiu outra barragem de rejeitos da mineradora, a barragem de Santarém, que também se rompeu despejando todo seu conteúdo no distrito de Bento Rodrigues, localizado a 15 Km do centro de Mariana. O distrito onde viviam 620 pessoas foi atingido pela torrente e teve 90% de suas casas destruídas.
Os moradores, sem receber nenhum aviso da empresa, correram ao ouvir o som do rompimento da barragem. Fugiram às pressas para os morros e partes altas do distrito. Vários moradores relataram terem visto pessoas serem levadas pela enxurrada. Casas, escolas, rede elétrica, estradas, tudo foi destruído. Os moradores ficaram ilhados e começaram a ser resgatados de helicóptero por bombeiros.
A lama continuou descendo atingindo mais vilarejos no caminho. O município de Barra Longa, distante aproximadamente 70 Km do local da barragem, também foi atingido. A lama invadiu o centro da cidade, mais de 100 pessoas ficaram desabrigadas e muitos moradores ficaram ilhados na zona rural.
As estimativas das autoridades são de mais de 2000 atingidos. Nesse número não estão incluídos todos os municípios que terão abastecimento de água comprometido, rio contaminado e morte de peixes.

Mortos e desaparecidos

Há números controversos de mortos e desaparecidos. Segundo os bombeiros mais de 500 pessoas foram resgatadas. As autoridades confirmaram a morte de três pessoas: um funcionário da mineradora que teve um mal súbito no momento do rompimento, um homem encontrado no Rio Doce próximo a Barra Longa e uma criança de 7 anos do Distrito de Bento Rodrigues que foi levada pela lama. A Samarco apontou 13 trabalhadores desaparecidos. A prefeitura divulgou a lista oficial de atingidos que constam 12 pessoas de Bento Rodrigues, totalizando portanto 25 desaparecidos. Militantes do MAB conversaram com diversos atingidos que relataram ter parentes desaparecidos, outros presenciaram o momento que a lama arrastou moradores, portanto o número de vítimas provavelmente será maior dos dados que estão sendo divulgados.

Abastecimento de água para população

A lama alcançou o Rio Doce no dia 6 e comprometeu a captação de água de várias localidades. A Usina de Candonga, localizada no município de Rio Doce a 100 Km de Mariana, paralisou a geração de energia e abriu as comportas liberando a água e lama. Segundo o Consórcio operador formado pela própria Vale e a Aliança Geração de Energia, a geração foi interrompida para evitar possíveis danos à usina.
Segundo informações oficiais dos órgãos competentes, a lama chegará em Governador Valadares na madrugada deste domingo (08). O serviço de abastecimento do município vai interromper a captação de água até fazer uma análise da qualidade e atestar se é possível seu tratamento para normalizar a captação. Esse procedimento está sendo adotado por todos os municípios que captam água do Rio Doce até o Espírito Santo. Apenas o município de Governador Valadares possui uma população de mais de 270 mil habitantes, toda ela abastecida com água do Rio Doce.

Resíduo Tóxico

A lama da barragem era proveniente da mineração de ferro. Já se sabe que ao menos quatro cursos de água foram atingidos pelo rejeito: córrego Fundão, rio Gualaxo do Norte, rio Carmo e rio Doce. Segundo relato de trabalhadores do setor, o resíduo contém ferro e metais pesados como mercúrio e arsênio, que são elementos altamente tóxicos. Em entrevista coletiva, o presidente da Samarco afirmou que o resíduo é inerte e não prejudica os seres humanos.
Essa não é a opinião dos atingidos que tiveram contato com a lama, muitos relatam mal estar, tonturas, dor de cabeça, dor na garganta. Os voluntários que faziam o atendimento inicial das vítimas também relataram que os atingidos apresentavam sintomas de intoxicação: tonturas, náuseas, dor de cabeça e confusão mental.
O Ministério Público de Minas Gerais já designou cinco promotores para investigar as causas e responsabilidade do desastre. O promotor Carlos Eduardo Pinto informou que serão realizados testes para constatar se a lama é tóxica.

Locais Atingidos


Município de Barra Longa – Foto: Alex de Jesus/O tempo

A avalanche de lama atingiu o município de Mariana (sendo seus distritos afetados: Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo, Paracatu de Cima, Santa Rita, Campinas, Ponte do Grama, Pedras), Barra Longa (e seu distrito: Gesteira), Acaiaca (e seu distrito Goiabeira) e Rio Doce.

De quem é a responsabilidade?

Segundo a própria empresa, as causas do rompimento das barragens ainda são desconhecidas. Noticiários divulgaram a ocorrência de tremores observados pelo Centro de Sismologia da USP (Universidade de São Paulo). Porém, em entrevista concedida pelo professor Marcelo Assumpção, do Departamento de Geofísica da USP à Globo News, o próprio afirmou que os abalos foram de baixa intensidade. Foram tremores fracos que muitas vezes não são percebidos pelas pessoas. Segundo o professor, esse tipo de abalo pode ocorrer todos os dias e dificilmente afetariam a estrutura de uma barragem de rejeitos.
Para o MAB, a divulgação sistemática dessa informação parece uma estratégia da empresa para se eximir das responsabilidades. A empresa é responsável pela construção, manutenção e garantia de que a obra opere corretamente e em segurança. Portanto, qualquer ocorrido é de responsabilidade da mineradora.
No momento do acidente, a Samarco estava realizando uma obra de alteamento na barragem de Fundão e Germano. A empresa ainda não divulgou se houve relação dessas obras ao acidente.
A Samarco Mineração é propriedade da Vale (50%) e da anglo-australiana BHP Billiton (50%), as duas maiores mineradoras do mundo. No ano de 2014 a Samarco obteve um lucro líquido de 2,8 bilhões de reais. A Vale obteve, de abril a junho de 2015, lucro líquido de 5,14 bilhões de reais, enquanto a BHP obteve 6,42 bilhões de dólares até junho de 2015. Portanto, estamos falando de algumas das maiores empresas do mundo. Mesmo com todo esse lucro, essas mineradoras se negaram a investir o mínimo em segurança necessária para evitar uma catástrofe de tamanha magnitude.

A empresa já tinha conhecimento dos riscos

No ano de 2013 o Ministério Público Estadual encomendou um estudo a especialistas que concluíram que fragilidades na barragem poderiam levar ao seu colapso. Por isso, o Ministério Público demandou da Samarco a construção de um plano de emergência e de alerta. Plano esse que nunca foi feito. Vários atingidos de Bento Rodrigues relataram que há anos a comunidade vinha fazendo denúncias sobre a insegurança das barragens.

Tratamento aos atingidos
Por enquanto, o que pode ser observado é uma demora ao atendimento dos atingidos. Não houve plano de evacuação e alerta. A empresa demorou a levar os atingidos para hotéis, o que aconteceu apenas após o Ministério Público ordenar a transferência do povo. Nesses casos de acidentes, as empresas deixam a “poeira abaixar”, individualizam negociações, pagam indenizações irrisórias frente aos danos sofridos e depois abandonam o povo a própria sorte. Essa é a prática que pode ser observada em outros casos parecidos.

Mobilização da sociedade e estado


Resgate de moradores em Mariana (MG) – Foto: Leo Fontes/O tempo

Logo que foi divulgado o desastre a sociedade se mobilizou e iniciou uma campanha de arrecadação de donativos e várias pessoas se apresentaram para o trabalho voluntário. A prefeitura, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e Civil, Governo de Estado e Governo Federal se mobilizaram e iniciaram o atendimento aos atingidos.
Os atingidos desabrigados foram levados à Arena Mariana, que se tornou um alojamento provisório. Ali as pessoas faziam um cadastro, recebiam atendimento médico inicial e os casos graves foram enviados ao Hospital João XXIII em Belo Horizonte através de helicópteros. A presença e atuação da Samarco foi tardia.

Ainda existem riscos
O complexo de barragens de rejeito onde estavam localizadas as barragens de Fundão e Santarém também possui mais uma barragem: Germano.
A barragem de Germano não apresenta indícios de rompimento, porém o corpo de Bombeiros não descartou a possibilidade de ruptura, que multiplicaria a catástrofe. Essa terceira barragem é duas vezes maior que as duas barragens que se romperam. A população já foi alertada e as atividades na mina da Samarco estão paralisadas.

Trabalho do MAB


Militantes do MAB conversam com autoridades sobre os direitos dos atingidos. Foto: Rafaela Dotta – Brasil de Fato

Nesse sábado, o Movimento dos Atingidos por Barragens seguiu fazendo o trabalho de acompanhamento das autoridades no resgate e atendimento às vítimas, e o trabalho de organização das famílias atingidas. Esse trabalho é fundamental para o empoderamento da população. Para que os direitos do povo não sejam atropelados e os atingidos não sejam esquecidos, a luta e organização se fazem necessárias.
Militantes do MAB acompanharam o trabalho das autoridades, conversaram com atingidos resgatados na Arena Mariana, conversaram com atingidos nos hotéis onde foram alocados, realizaram reuniões com organizações locais e seguem apurando os fatos para contribuir na organização da população atingida.
No dia 12/11 o Movimento dos Atingidos por Barragens, juntamente com lideranças da Igreja, irá realizar a caminhada pelo Direito à Vida, com objetivo de solidarizar as famílias atingidas e reforçar que as empresas responsáveis paguem pelo dano causado a vida do povo. A caminhada será fechada com um debate sobre os direitos dos atingidos e a responsabilidades do acidente.
No dia 17/11 está previsto um debate público em Belo Horizonte reunindo atingidos, governos, parlamentares, sindicatos, movimentos, Igrejas e pastorais sociais para discutir as responsabilidades pelo ocorrido e como ficará a situação das famílias em Mariana e nas outras cidades da região.
O MAB também cobra respostas da empresa sobre o que será feito em relação aos impactos nas cidades de Minas Gerais e Espírito Santo que são banhadas pelo Rio Doce, sobretudo as que tiram água diretamente do rio para o abastecimento.

domingo, 8 de novembro de 2015

DRONE EM MARIANA MG E LETICIA OLIVEIRA DIRIGENTE DO MAB COMENTA A TRAGÉDIA EM MG






Após 48 horas do rompimento das barragens de rejeitos em Bento Rodrigues e Mariana, foram encontradas duas pessoas mortas e 28 ainda estão desaparecidas, sendo que não oficialmente, este número pode ser bem maior. Animais estão ilhados, cães desorientados, saques ocorreram nas casas e um empresário usou um drone para cooperar nas buscas. O jornalista Luiz Carlos Azenha no jornal da Tv Record é quem fez a reportagem com uma outra jornalista.

*Podemos constatar que fatalidades não houveram, mas negligência e irresponsabilidade. *Veja matéria do Viomundo aqui: http://www.viomundo.com.br/denuncias/mab-denuncia-a-negligencia-total-das-mineradoras-vale-e-bhp-billiton-controladoras-da-samarco-sao-responsaveis-pelo-rompimento-das-barragens-em-mariana-ha-muitos-anos-a-comunidade-alerta-sobre-os.html

Nadia Gal Stabile - 08 11 15


https://www.youtube.com/watch?v=twvm0kIICz8&feature=youtu.be
 

MAB denuncia: Vale e BHP Billiton, controladoras da Samarco, são responsáveis pelo rompimento das barragens; há anos comunidade alerta


publicado em 07 de novembro de 2015 às 19:07

 http://www.viomundo.com.br/denuncias/mab-denuncia-a-negligencia-total-das-mineradoras-vale-e-bhp-billiton-controladoras-da-samarco-sao-responsaveis-pelo-rompimento-das-barragens-em-mariana-ha-muitos-anos-a-comunidade-alerta-sobre-os.html
*veja as fotos acessando o link acima:

As três primeiras fotos (do topo para baixo) são do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, via Fotos Públicas; as outras duas são de Antônio Cruz, da Agência Brasil


Nota do Movimento dos Atingidos por Barragens 


O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se solidariza com os trabalhadores e trabalhadoras da mineração e com todas as famílias do distrito de Bento Rodrigues, que pertence ao município de Mariana, região central de Minas Gerais, vítimas do rompimento de duas barragens de rejeito mineral que pertencem a Samarco Mineração S.A, empresa controlada pelos grupos Vale e BHP Billiton.
A onda de lama contaminada com mercúrio, arsênio e ferro arrasou a comunidade que tinha cerca de 600 moradores. Cerca de 30 trabalhadores estavam no local na hora do rompimento. Pelo menos 10 pessoas morreram e o número de desaparecidos ultrapassa 100 pessoas, incluindo crianças. Cerca de 500 foram resgatadas.
A lama chegou ao Rio do Carmo atingindo moradores a 70 km de Mariana e agora está próxima a barragem de Candonga, no inicio do Rio Doce. Corpos descem o rio em meio a grande quantidade de entulhos e sujeiras. Comunidades estão isoladas e sem energia. O abastecimento de muitas cidades está sendo comprometido.
O MAB denuncia que as empresas Vale e BHP são responsáveis pelo rompimento. Há muitos anos, a comunidade vem alertando sobre os riscos. Ontem, na hora do almoço, trabalhadores ouviram estrondos, mas as atividades continuaram. Suspeitas de que um terremoto teria provocado o acidente não se sustenta visto que foi um tremor de baixíssimo impacto. Não havia nenhum mecanismo de aviso e socorro à população, como exigido em lei. Todo o processo de socorro aos desabrigados está sendo feito pela Prefeitura de Mariana. A negligência das empresas é total.
Solidários na dor pelas perdas irreparáveis e pelos prejuízos incalculáveis causados pelas empresas, chamamos toda a população e as organizações sociais da região a se unirem em torno de uma pauta que garanta o respeito aos direitos das famílias e a dignidade da vida de cada trabalhador e trabalhadora que produz a riqueza da Samarco Mineração que lucrou mais de R$2 bilhões em 2014.
A mineração deve estar a serviço da soberania popular e não dos desmandos e barbaridades cometidas por empresas como a Vale que tem no desrespeito às populações e aos trabalhadores a sua marca registrada. Por isto, continuamos em luta.
*****
Letícia Oliveira, da coordenação estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Minas Gerais, ao Brasil de Fato. Vídeo: Rafaella Dotta

 https://www.youtube.com/watch?v=G5G2NtGR6Uw#t=11
 
Publicado em 7 de nov de 2015

Leticia Oliveira, da coordenação estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Minas Gerais: "A gente está fazendo várias denúncias. A primeira é que a Samarco é uma empresa que tem metade de suas ações nas mãos da Vale e metade nas da BHP Billiton, que são as duas maiores mineradoras do mundo e que lucram bastante nesse processo. Essas empresas lucram muito e a gente vê que não estão investindo tanto em segurança dos seus empreendimentos, sem pensar na população que sofre com isso. A Samarco já teve anteriormente o rompimento de um mineroduto, há uns anos atrás, o que mostra que já existe essa repetição dessas questões".

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Jornal Folha e Prefeitura do Rio - Imagem não é tudo

Começo este meu texto, pedindo para que imaginemos a seguinte
cena :
Vou eu ao supermercado comprar alguns pãezinhos para o meu café
matinal
Chegando lá, e passando pela gôndola onde ficam expostas as bolachas,
eis que me interesso por uma em particular
Como qualquer outra pessoa no meu lugar faria, pego o pacote em
questão, para melhor avaliar o produto. Porém, depois de alguns
segundos de avaliação, por alguma razão que nem vem ao caso, decido
não comprar a tal bolacha, e novamente a coloco em seu lugar
Então sigo até a padaria do mercado, compro meus pães, e vou embora

Mas, na manhã do dia seguinte, ao passar em frente a banca de jornais
de um jornaleiro amigo, acabo sendo surpreendido por uma indagação
do mesmo :
- Marcelo, era você na foto do jornal ?
De imediato, penso ser algum tipo de brincadeira;
- Como assim, minha foto estampada em um jornal ?
- Tá de brincadeira comigo, meu camarada ?
- Claro que não, Marcelo, mas se não é você, só pode ser um irmão
gêmeo
Bem, lá vou eu dar uma olhada neste "irmão gêmeo"
Mas, eis então que, pasmem, sou eu mesmo !
Segurando um pacote de bolacha e sob o seguinte título;
"Flagrante de furto em supermercado"
Ora, alguém me clicou justamente quando o pacote estava em minha
mão. Porém, o que a imagem não mostra, é que em seguida, aquele
pacote voltou para a gôndola, seu lugar de origem, e que sai
do mercado apenas com os pães, devidamente pagos

Pois bem, esta cena absurda que acabei de descrever, foi para
tentar ilustrar uma matéria que li no jornal Folha de São Paulo que,
categoricamente, acusa de desvio, ou furto, funcionários que
trabalham em um terreno onde os entulhos dos prédios que desabaram
no Rio estão sendo colocados

As imagens mostram os funcionários manuseando objetos encontrados
entre os entulhos - principalmente papéis - agora, uma coisa ficou
clara; nenhum deles foi flagrado colocando objeto algum dentro do  bolso, 
debaixo da blusa, da calça, escondido entre as meias, botas ... enfim

Como podemos ler na própria matéria, o jornal diz que estas pessoas
MANUSEAVAM os objetos e GARIMPAVAM o entulho - ou seja, desde
quando os termos manusear e garimpar, são sinônimos de furto ?

Mas a questão é que estas pessoas foram acusadas de um crime
e, infelizmente, a própria prefeitura do Rio de Janeiro, por meio de
uma nota, e pelo que entendi, baseada apenas nas imagens divulgadas
pelo jornal que, repito, não provam nada, tratou de repudiar a ação
destes funcionários e, publicamente, e sem que tivessem direito a defesa, 
os condenou, dizendo  que quatro  deles já foram identificados  através 
das fotos, e serão demitidos

Bom, como o trabalho de separação dos objetos pertencentes às vitimas 
do desabamento estão sendo feitos, não sabemos ao certo,
e nem se a colocação destes entulhos naquele local, garantem
que possíveis bens que ainda estejam  ali, possam ser preservados
com segurança, mas uma coisa é certa, acusar alguém de um crime,
e, pior, condena-lo sumariamente, sem as devidas provas, é um ato
gravíssimo, ainda mais quando estas pessoas têm suas imagens expostas 
em um jornal de grande circulação

Todo este episódio é lamentável, e esperamos que a justiça, de fato,
seja feita, através de todo um processo cauteloso, onde todo
e qualquer indivíduo, seja considerado inocente, até que se prove
o contrário

E apenas para finalizar, quanto a fictícia estória do pacote de bolacha,
processei o jornal pela absurda distorção dos fatos, e nem preciso
dizer que ganhei a causa

Marcelo Roque
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