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sexta-feira, 20 de março de 2015

MANUEL DEIXARÁ SAUDADES

Antes tarde do que nunca, coloco aqui o filme De Profundis do artista galego Miguelanxo Prado, indicado pelo amigo Manuel, também galego, e que morreu no dia 15 de março de 2015, em Vigo, Galiza, deixa esposa e filho.
Manuel deixa muitos amigos e amigas desconsolados, assim como eu.
Em fevereiro teve um derrame cerebral e entrou em coma, complicações houveram e ele nos deixou sem aviso prévio, sem despedidas. Era um grande admirador da cultura e música brasileiras, criou um grupo para os apreciadores da boa música no Facebook, o "Ouvindo" e vários outros grupos e páginas, mas uma delas criou junto comigo : "Linux Brasil"(grupo) e "GNU Linux Brasil Galiza"(página), e lá cooperava muito com todos a respeito de software livre, Linux, fiquei feliz demais por poder cooperar com esta causa junto com este grande amigo de outros mares!
Incentivava muitos(as) intérpretes de nossa música, (as)os divulgava sempre.
Manuel era um dos imprescindíveis, amava o mar como um bom galego, nunca media esforços para cooperar com os usuários de Linux.
Galegos são pessoas muito sensíveis, carinhosas, poéticas, Rosalía de Castro é considerada a fundadora da literatura galega e Galiza o berço da língua portuguesa!

Manuel, magnífico filme!! Arte pura! parabéns a Miguelanxo Prado.
Quem sabe no andar de cima haja Internet e você possa ver esta postagem e os recados carinhosos de seus amigos(as) no Facebook!

Nadia Gal Stabile - 20 - 03 - 2015







 "Já viu o filme De Profundis? é tudo desenho e música. Feliz Aninovo!" (01-01-2015) Manuel

ASSISTA AO FILME "DE PROFUNDIS" - MIGUELANXO PRADO

https://www.youtube.com/watch?v=Ju0S0YrLvjI

https://vimeo.com/80632551

De Profundis - Miguelanxo Prado from A Retallaría on Vimeo.
 

https://www.youtube.com/watch?v=PnM8TYVtJEk













http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguelanxo_Prado

domingo, 6 de julho de 2014

Sobre tudo

desde 2005, minha vida mudou
tecnologias
infinitas possibilidades
muitos caminhos
opçṍes, opçṍes...dizem, atordoam
cada vez mais as pessoas nestes tempos!

mudou, novas pessoas apareceram-me
2005, 9 anos usando muito a internet
conhecendo pessoas pela web
nas praças virtuais
poucas vivências reais

a vida precisa de tudo
equilíbrio sempre
tudo cabe na vida
vícios é que não são bons nunca

fractais, GNU Linux, ciber ativismo,
blogs, desenhos digitais, emails demais, amores...
amigos que se foram deste mundo
outros que se despediram de mim
outros que eu quis esquecer
nada é perfeito
porque as relações humanas seriam?
tristezas, decepções, mas também,
muitas alegrias

ir em frente, voar sempre,
mudar rotas, melhorar a vida,
nunca esquecer os que não tem voz e nem vez
cooperar, compartilhar, fazer, fazer...
escrever o que tenho vontade de escrever
ser eu mesma cada vez mais
e
gracias a la vida!!

Nadia Gal Stabile - 06 de julho de 2014

 (imagem : fractal gerado por mim)


Século XXI e blogs - 7 anos

achava que morreria sem poder estudar mais
escrevia diários desde a adolescência
tinha algum talento pra escrever, as redações a salvavam na escola
nunca imaginou ser blogueira, mesmo porque isto nem existia antes

blogueiro é profissão?
sendo ou não, em 6 de julho de 2007 resolveu ser blogueira,
já tinha 49 anos, muitos gritos parados na garganta,
muita vontade de se comunicar e começou a pichar
"pichações ciberespaciais", seu primeiro blog.

muitos empurrões foram os estopins pra que ela
conseguisse ter a coragem de sair escrevendo e colocando suas ideias,
ideais, sonhos, reinvindicações e se expressando "poéticamente".

descobriu que blogs tinham 1001 utilidades,
até hoje é blogueira, passados estes 7 anos...
ela parou pra refletir um pouco durante a copa!
o facebook ficou mais forte por um tempão,
mas a alma de blogueira não desapareceu.

ciber ativista fazendo plantão em blogs e mídias sociais
ficou realizada por não ter morrido antes de poder se achar um pouco
intelectualmente, graças a internet e a web.

os amigos da web lhe fizeram muito bem!
sempre foi pessoa tímida e solitária,
porém, sempre adorou as boas conversas
com conhecidos ou desconhecidos!

as praças italianas, onde as pessoas parlam muito
lhe pareciam os murais do orkut e do facebook.
as praças virtuais ou não, são do povo!
ela agradece muito todos os amigos,
escrever, fazer blogs, é um ótimo exercício
para aprender compartilhar e para derrubar velhos
acanhamentos intelectuais e emocionais,
esta mais uma utilidade experimentada por Nadia Gal Stabile.

(abrações para todos, estou feliz por ter podido nestes 7 anos
feito tudo o que fiz, se fiz bem ou não, não importa,
importa que me mexi pra descobrir coisas e descobrir a mim mesma!
e tudo por causa de vocês!)

Nadia Gal Stabile - 06 07 2014








sábado, 3 de maio de 2014

Ciber grafite? Ciber Pixo

Página no Facebook com ciber grafites:
https://www.facebook.com/NADIAGALSTABILE

Em 2007 com meu primeiro blog Pichações Ciberespaciais, inventei a expressão "ciber pixo". Não sei muito bem se eu ciber pixava mesmo, mas a expressão me pareceu interessante. Em julho de 2012 comecei a  ver-me como ciber grafiteira, e na verdade parece que foi como um recobrar de consciência causado por uma amiga artista plástica, que a partir de uma crítica aos aparentes pixels de meus desenhos digitais, me fez ver que sem os pixels aparentes e até gritantes, eu nem poderia mais continuar desenhando digitalmente. Pra dizer a verdade eu não posso explicar o que faço e derrubo totalmente as asneiras que um tal professor na Belas Artes dizia sobre a arte ser algo consciente,  não, arte consciente não existe, (risos).

Outro dia tentei expressar o que seriam os ciber grafites pra mim e ai vai:

"ciber grafites tem muita semelhança com grafites, qualquer hora digo porque"
 https://www.facebook.com/NADIAGALSTABILE/photos/a.163856773681345.42274.163621943704828/659333650800319/?type=1&theater
 " a técnica rápida, o fator aleatório levado super em conta, a vontade indomável de colorir, rabiscar junto com o software, o fazer noturno ou boêmio mesmo, a liberdade de fazer, não assinar, e ter em mente o creative commons, e... saber que sempre haverão "espectadores" mesmo que silenciosos, tudo isso junto é pra mim um ciber grafite"
 "o jorrar...o fazer doido.... a vontade na frente de tudo, e o compartilhar, pra mim já é muito! fico feliz!!" (continua ai pra baixo)

" levo em alta conta a arte do grafite, por não poder estar nas ruas pintando muros, cá estou nesta vida boêmia dos softwares!"

 "não fazemos nada sozinhos, ou quase nada. Em 1987 eu trabalhava com aerografia em tecido, aerografia é como um spray, ou quase, destes que os grafiteiros usam. Por trabalhar com outras pessoas pude me animar e descobrir coisas muito legais pra mim."https://www.facebook.com/NADIAGALSTABILE/photos/a.163856773681345.42274.163621943704828/659337400799944/?type=1&theater

 " o trabalho quase diário é vital, como dizia Picasso, inspiração até existe, mas precisa nos pegar trabalhando. Não uso tintas, não sujo as mãos, evolui, rsrsrsrs"

" desenhar digitalmente me parece mais caótico porque as possibilidades que surgem são muitas, e se não se for rápido e animado... a coisa complica. por isso fazer muito muito... faz parte também e por isso encaro como ciber grafite"

" ciber grafites precisam ser livres como grafites"

" pixels fazem parte de ciber grafites e software livre também! viva o Linux!"

" ciber grafite e software livre, tudo a ver!"

" a coragem, a irreverência, a "invasão" do espaço público, a acessibilidade da arte do grafite, me agradam" 24 e 28 de abril de 2014 - ciber grafite - nadia gal stabile GIMP LINUX e PIXLR https://www.facebook.com/NADIAGALSTABILE

CLIQUE AQUI E VÁ SEGUINDO https://www.facebook.com/NADIAGALSTABILE/photos/a.163856773681345.42274.163621943704828/659351900798494/?type=1&theater

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A SOBRINHA DO BISPO - REGINA M.A.MACHADO >> blog da Revista Espaço Acadêmico (CLIQUE AQUI)

Publicado: 09/06/2010 por Revista Espaço Acadêmico em colaborador(a)

por Regina M. A. Machado*

Na porta da catedral, os fiéis saindo, ele sorrindo, circulando o olhar, grande, suave e imponente, dando o anel a beijar, vestido de púrpura, cambraia e renda, o solidéu redondo e a mão adequada ao gesto e ao beijo.
- E você, beijava o anel?
- Nao, eu virava as costas, mas não por convicção. Seria por pudor, por não me enquadrar na cena? Má atriz, desde então, incapaz de participar da encenação geral. Estou na saída da missa na catedral nova que se via de longe, toda branca com ângulos atenuados por uma espécie de moldura amarela que lhe traçava linhas levemente barrocas. Mas quando o povo entrou e descobriu as figuras e as paredes verde sujo, foi um escândalo, que alguns resolveram caçoando, “Por fora bela viola,por dentro pão bolorento”, outros se refugiaram naquelas igrejas que a gente entendia, como a matriz velha, ou a capela do colégio, que nos envolvia os retiros e as bênçãos da tarde do mês de maio em tons desmaiados, e onde um anjo branco e dourado balançava a cabeça quando se punha esmola no cofrinho da entrada.
Foi realmente um susto, aquele verde oleoso nas paredes, a feiura esquisita das figuras, que lembravam a caipirada que vinha das fazendas nos sábados fazer compras nas lojas. A mesma cor de pele, as mesmas caras enfezadas. Não eram nem brancos nem pretos, nem mulatos nem nada, eram cor de terra. Cor de sol com poeira. Bom, o pintor era comunista, e isso apesar de ser irmão do bispo. Enfim, de repente ficou tudo muito desencontrado para os fiéis e até para os infiéis. Comunista. Só a palavra retumbava como um trovão sinistro, naqueles anos 50 da guerra fria, dos filmes no cine Éden ensinando como era o mundo e como julgar cada figura conforme fosse mais ou menos como os cavalos brancos dos mocinhos de nariz arrebitado, com a crina loira voando com o vento toda para um lado, as mocinhas de cabelo pagem e vestidos claros, rodados e esvoaçantes. Naquele tempo, os mexicanos tinham chapéus enormes e dormiam barrigudos e bigodudos em calçadas empoeiradas; os japoneses eram cruéis e perigosos; os franceses indignos de confiança, com bigodinho e boina, carregando uma eterna baguete sem papel debaixo do braço. Não que confundíssemos a realidade com os filmes, mas havia tipos assim, que não se podia admirar nem ter confiança. Então, de repente, a catedral virava o contrário do cinema e em volta do altar apareciam aquelas caras que a gente não gostava. Para qualquer lado que se olhasse enquanto se rezava, era aquela caboclada em vez dos anjos e santos de sempre, branqueados como a cidade. Não que se falasse nisso no footing da praça, mas pensava. E as famílias comentavam. E a gente perdia um pouco o pé no nosso chão aglutinante, garantia e exclusão das coroações de maio, reservadas aos anjos loiros de olhos azuis que eu não tinha, como não tinha certezas, embora achasse que tinha fé, já que era impossível não ter.
Junto com as pinturas, veio também a sobrinha do bispo, que tinha tudo isso, só que não era nenhum anjo de procissão. Ela ficou logo amiga da moça mais exibida de todas, começou a se pintar do mesmo jeito e a se vestir igual. As duas eram altas, magras, se vestiam com cores chamativas, uma loira de olhos azuis, mas não de mocinha de filme, eram olhos fuçadores e desconfiados, a outra, morena, olhos verdes de feiticeira, boca grande. Nós da cidade só clarinha e limpinha olhávamos descontentes aquele andar ondulando naquelas cores todas que elas esbanjavam. Mas a primeira sessão de cinema de domingo à noite nem pensar que começasse sem as duas terem entrado, requebrando, rindo alto, provocando nossos vestidos que ficavam com cara de reformados da primeira-comunhão e indo até lá na frente e depois voltando. Pelo meio da plateia, com o cinema inteiro olhando e ouvindo. No final, acho que até na missa ela vinha com a amiga, e a missa também só começava de verdade depois que acontecia a chegada das duas. Só que ela tirava notas boas, as melhores da classe, no nosso colégio Imaculada Conceição . A professora de história leu alto uma prova dela, que me foi um desafio, quase tão esquisita e difícil quanto as pinturas da catedral. Além disso, tinha vindo do Rio de Janeiro, tinha aquele sotaque chiado, meio chique meio enjoado, que não soava natural, mas que talvez permitisse dizer coisas que a gente nem sonhava. Sempre caçoando, acho que até do tio bispo ela caçoava.
O pintor irmão do bispo tinha coberto as partes baixas das paredes com frisas verde escuro sobre fundo verde mais claro, não sei porque tanto verde, aliás, já que segundo diziam a pintura dele queria retratar a realidade e por ali em volta era tudo marrom. As abóbadas, sim, tinham paisagens iguais às das fazendas dos arredores, com arbustos e caras conhecidas. Algumas a gente até sabia o nome, era muito esquisito aquilo, além da terra ressecada, desertada de árvores, sofrida, uns pés de café que bem se via serem da época da colheita, com os frutos vermelhos, mas o mais eram galhos caídos pelo chão, numa terra desolada. O pior mesmo eram os caboclos, gente de pé no chão, espingarda na mão, lá em cima, em volta do altar das capelas laterais. No altar-mor, devia ser o Juízo Final, uma multidão, que em vez de palmas trazia galhos de café e outras plantas conhecidas, mas era muito grande e muito alto, não dava para ver direito. Só os anjos da coroação do mês de maio, que subiam no altar para coroar Nossa Senhora, é que podiam ver de perto aquela gente e saber quem era.
Pelo menos as estátuas eram lindas, isso ninguém negava. Embora diferente da Nossa Senhora das Graças azul e branca da capela do colégio, a imagem da virgem de madeira ondulada, rosada, cheia, drapeada e quase macia de pele, essa a gente entendia, ou tinha vontade. Havia outros santos, havia um Cristo também de madeira, acho, mas só me lembro bem dessa. Vindo da Itália, a gente esperava que pelo menos o escultor, sendo do país do papa, fosse bom católico. O que é certo, é que as esculturas que ele fazia enchiam os olhos e a alma, se bem que não como os filmes; até ajudavam a rezar, melhor do que na capela do colégio. Acho que me afeiçoei à madeira por causa delas; muito mais tarde, quando pude por minha vez pegar no cinzel, nunca pus cores na madeira que trabalhava. As cores, foi a sobrinha do bispo que resguardou, as que ela trouxe, no rosto e nas roupas, e as das paredes pintadas pelo pai, pois soube que mais tarde ela abriu uma galeria de pintura.
Na década seguinte, com o país e o mundo em plena reviravolta,falou-se muito nesse bispo, líder de uma direita ultra-conservadora, defensor de um direito inalienável de propriedade sobre extensões de terra sacralizadas pelas grilagens históricas que construíram a riqueza colonial e nacional. Nessa época, em que ele catalisou o ódio dos estudantes de uma esquerda em que me situava, eu ficava à parte. Talvez por uma imprecisa gratidão, por causa das pinturas da catedral, da sobrinha adolescente colorida, do alargamento dos horizontes que isso tudo trouxe à cidade de terra branca, obrigada a se perceber rodeada da terra vermelha e exausta de todo o café que nos criara.
Muito mais tarde voltei e andei por ali tudo, reconhecendo quase todas as casas do centro que, vistas da rua, não tinham mudado tanto. O jardim de São Benedito estava um pouco mais esburacado, mas os tijolos tinham uma velhice quebrada e fincada na terra escura que me tranquilizou, mas espantou também. Nunca soube que dentro da cidade houvesse terra vermelha, fiquei imaginando que só no jardim de São Benedito, santo preto e meio pobre é que ela podia ter aflorado. De noite saímos para dar uma volta e entramos pelo portão aberto do colégio velho, meio demolido, onde só conseguimos avançar graças à luz da lua, até chegar ao pátio da capela. A ingênua gruta de Lourdes onde se tirava fotografia de primeira comunhão tinha sido arrasada; as paredes da capela não tinham mais pintura, as cores douradas e azuis tinham desaparecido. Havia um grupo que cantava perto do altar, no meio de andaimes e que nos fez sentir indesejáveis. Na manhã seguinte, visita rápida à catedral, que revelou novas cores à minha memória enganosa, muito cinza nas paredes e, lá em cima, abóbodas que ressoaram como cânticos emocionados a meus olhos surpreendidos. Um tanto maltratada também, ameaçada, disseram, por cristãos fundamentalistas que não queriam mais saber de pinturas nem de imagens. Me fez pensar nas estátuas explodidas dos Budas; fiquei imaginando se falariam da catedral da cidade pequena como se falou das estátuas milenares. E me lembrei do bispo conservador intratável, que fora capaz de fazer uma igreja que nos obrigava a enxergar as rachaduras do nosso mundinho, estranhamente o mesmo que ele teimava em preservar.
Desconcerto do mundo…!

Igreja de Nossa Senhora Imaculada Conceição - Catedral de Jacarezinho

* REGINA M. A. MACHADO é uma brasileira expatriada que em geral trata dos escritos dos outros, mas que de tanto engolir crias alheias, acaba pondo para fora alguma criatura nascida do medo e da escuridão, como tantas outras. Fez um doutorado tardio em 2007, na Sorbonne, sobre literatura brasileira. Atualmente anima oficinas de francês para imigrantes em Bonneuil-sur-Marne, onde mora. Quando tem oportunidade, traduz autores brasileiros para o francês e, em se tratando de ficção ou teatro, sempre em colaboração com algum francês de raiz. Publicado Publicado na leva 45 de Divers

http://espacoacademico.wordpress.com/2010/06/09/a-sobrinha-do-bispo/
A sobrinha do bispo « blog da Revista Espaço Acadêmico

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Abaixo assinado em respeito e defesa da vida animal ! (AMIGA MARINA ENVIA)

Os animais não tiveram oportunidade de ter pessoas que os representassem. Quem poderia responder por eles? E aconteceu o que mais temíamos: houve 32 votos contra os animais e apenas 2 a favor. Os animais agora poderão ter olhos e dentes arrancados e cortados em vários pedaços para fazer o tal Banho de Sangue. Os animais que não servem mais para o ritual são mortos a sangue frio, conscientes e sem qualquer anestesia.
Assinem o Baixo assinado :
 http://www.leideprotecaoanimal.com.br/
Uma lei que permite a tortura de animais foi aprovada!
Não podemos deixar uma barbaridade dessas assim.

Precisamos de 500 mil assinaturas

PEÇO LICENÇA PARA ESTE TÓPICO.

Lei que permite tortura de animais .
Saiba quem é autor da lei que permite tortura e sacrifício de animais em rituais religiosos...
19 de abril de 2010
O Deputado Edson Portilho, do Rio Grande do Sul, teve a desventura de criar um projeto de lei que permite que os animais sejam torturados e sacrificados em rituais religiosos.
O parlamentar, sabendo que os protetores dos animais se manifestariam, fez a seguinte trama: marcou a apresentação para votação da lei num dia de julho, mas fez um chamado urgente e marcou a reunião às pressas, mais cedo. Os únicos avisados foram os demais deputados. Ou seja: não havia defesa.

sábado, 27 de março de 2010

Nosso Movimento Mobiliza - Ação Flash Mob - Aderindo a Hora do Planeta (AMIGA ETHEL ENVIA)

Tipo:
Data:
sábado, 27 de março de 2010
Hora:
19:30 - 21:30
Localização:
Av. Paulista em frente ao Parque Trianon ou no semáforo em frente

Mobilização do Movimento Aquecimento Global- I Care Eu Me Importo!
APOIO ABRADIC- ATIVEG - NÚCLEO NJR-DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA - ECA USP - CÁTEDRA UNESCO - AGENDA 21 -VOLUNTÁRIOS

Estaremos nos reunindo na frente do Parque Trianon na Av. Paulista à partir das 19:30 do dia 27 de março - sabado, aderindo a Hora do Planeta da WWF

Faremos uma ação pacífica flash mob visando sensibilizar a população e os líderes mundiais

sobre a crise climática

Reivindicamos Políticas Publicas de Prevenção, Emergência, Educação Ambiental, Redução dos níveis de CO2 para 350 ppm

Não à emissão absurda de CO2 pela pecuária e desmatamento da Amazonia



Venha expressar o seu pensamento e reivindicar conosco

O planeta depende de todos nós.

MILHÕES DE PESSOAS EM TODO PLANETA APAGARÃO AS LUZES PARA SENSIBILIZAR OS LÍDERES MUNDIAIS PARA A CRISE CLIMÁTICA QUE DIZ RESPEITO À TODOS NÓS.

FAÇA O MESMO PELO PLANETA!!!





MOVIMENTO AQUECIMENTO GLOBAL-I CARE- EU ME IMPORTO!

http://aquecimentoglobalicare.podomatic.com


Twitter- gwarmingicare

Facebook- Movimento Agicare

Orkut - Aquecimento Global- I CARE



Aqui vai um video de dezembro com a Tictactictac / voluntários maravilhosos e grande participação popular
http://video.aol.co.uk/video-detail/global-campaign-for-climate-action-so-paulo-brazil/264015872


ALGUMAS DAS PARCERIAS E APOIOS EM MOBILIZAÇÕES EM 2009-E.E. DOM PEDRO I & EMBAIXADORAS DO CLIMA ABRADIC- E NJR -ECA -USP - ATIVEG - TACTICTAC- 350.ORG .

ARTISTAS QUE APOIAM NOSSO MOVIMENTO: SANANDA- OLAM EIN SOF-ZELIA DUNCAN - MARIANA AIDAR - NÁ OZZETTI . TB ARTISTAS DO GRAFITE ZECKY- BRUNO

BIÓLOGA TAMARA BAUAB E MUITO MAIS.



UNA-SE À NÓS JÁ!

http://www.facebook.com/event.php?eid=106133866083581

quarta-feira, 3 de março de 2010

ANIVERSÁRIO DE GLÓRIA KREINZ E HINO ECOLÓGICO BRASILEIRO - "O SAL DA TERRA" DE BETO GUEDES E RONALDO BASTOS (ACHADO NO PERFIL DA GLÓRIA, AMIGO DELA TEM COMUNIDADE DEDICADA A ESTE "HINO")



GLÓRIA,ESTE BLOG TE DESEJA MUITAS FELICIDADES, VIDA LONGA, MUITAS ROSAS!!!
MUITOS LIVROS!!! E MUITA PACIÊNCIA AINDA,COM TODOS NÓS!!! kkkkk
PARABÉNS!!! GRANDE MESTRA DAS MESTRAS!! PRECISAMOS MUITO DE VC PARA SEGUIR ADIANTE COM DIGNIDADE,BRILHO E ALEGRIA!! E COM TODA A FORÇA QUE VC ESBANJA!!!(não foi nada assim que tinha escrito na postagem anterior que foi perdida no vácuo quântico da web!!! kkkkk)
(Melhor....duas postagens, uma pra vc e outra para o cosmo!! ) agradeça seu amigo!!
ABRAÇÕES FORTES!!!

NADIA STABILE - 03/03/10

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 BLOG DO AMIGO DE GLÓRIA - Argos Arruda Pinto
http://osaldaterraohinoecologico.blogspot.com/2009/02/o-sal-da-terra-o-hino.html

" O Sal da Terra " - O Hino


Primeira publicação:

Este é um blog para tornarmos a música "O Sal da Terra" como o Hino Ecológico Brasileiro! Ela é de 1981, do músico Beto Guedes e do letrista Ronaldo Bastos.

É uma obra-prima em defesa do meio ambiente, do planeta, e, por isto, do Brasil. Em uma época em que quase não se falava em Ecologia, Beto Guedes e Ronaldo Bastos se adiantaram no tempo, criando, respectivamente, melodia e letra, dessa lindíssima declaração de amor ao Brasil e ao nosso planeta Terra.

Que bom seria se existisse em todos os países um Hino Ecológico...

Escute-a na versão original do Beto Guedes. Vídeo de "Brasilintest" - YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=2WZYZfy2fto

Na versão de Ivete Sangalo com o Roupa Nova. Vídeo de "jorruan" - YouTube:
http://br.youtube.com/watch?v=XCJrqBkA3lI

Beto Guedes e Lô Borges. Video de "lucavalcanti" - YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=ou81Ukw7FWM

OBSERVAÇÃO: este blog está relacionado com a comunidade de mesmo nome no Orkut. Endereço:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=42572172

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Faixa de Gaza.... ... aqui é mais perigoso que o Vietnã! - POR BENIS AMORIM

Faixa de Gaza....

... aqui é mais perigoso que o
Vietnã!

Se você guardar a semente no bolso e não depositá-la no solo estará impedindo que a mesma germine e produza frutos e sombra, assim também é o conhecimento, se não compartilhar não terá serventia para nada, ter conhecimento é melhor que acumular dinheiro, os frutos serão mais doces se repartido, e nessa partilha educadores e educando se tornam iguais e o aprendizado flui livre ...leve ...e solto.
os pensadores que me perdoem se provoco essa heresia mas um bom educador é como um agricultor que prepara a terra, espalha a semente, cuida-a para que nasça no tempo certo, e aguarda a propicia estação para dar frutos, cada plantinha tem o seu tempo,olhe a natureza como é bela, ela permite que cada espécie cumpra os seus ciclos tranqüilamente e não fica aplicando provas,tentando enquadrar todos os diferentes num mesmo padrão pensado e formatado para a exclusão daqueles que não se enquadrarem, peguem o exemplo da borboleta, deixe o tempo fazer o seu papel e veremos lindos voos.
mas que tem gente que acha que tem o rei na barriga,e que o saber é só seu e repassa e não compartilha,não ensina e nem aprende e o que era para ser uma lição não se transforma em aprendizado e a sala de aula se transforma numa zona de combate e as carteiras em trincheiras...
e o resultado disso são alunos doentes....professores doentes
ensino decadente.violência a todo instante, escolas que se parecem presídios cercados de grades solo cimentado, sirenes tocando, funcionários mal humorados, evasão e repetência.
disseram que ostras felizes não produzem pérolas, e devemos ser protagonistas da nossa própria estória, é a teoria é bonita mas esqueceram de avisar que todos nós somos roteiristas e que os enredos se completam.
querem manter as mesmas velhas lições repassadas no passado, eu questiono mesmo, pois na minha cartilha o caminho não é suave, a trilha é estreita mas eu acredito e gosto do que faço e aprendo fazendo já aprendi vendo mas não foi tão legal, é muito passivo, a educação tem que ser ativa
mas se vc quer se manter nesse mesmo quadrado continue...

mas não digam que o maluco sou eu.

BENIS AMORIM - fevereiro 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SERES VIVOS : BLOGS

leve seu blog pra passear,deixe links dele noutros ares!
deixe rastros, aceite rastros de outros blogs!
areje-o,alimente-o,regue-o,use e abuse dele!
rasgue-o, escreva muito,apague, delete,
ou desintegre-o...ou...até você pode deixá-lo,
um pouco na geladeira,escondidinho do mundo!
...todavia,lembre-se sempre, blogs e gente nasceram pra voar!
o que fazemos,somos nós!
e se não fizermos nada, dificilmente descobriremos quem somos!

Nadia Stabile  - 26/02/10

"Plantar uma árvore, ter um filho, escrever um livro e hoje...manter um blog!!!"

Blogs parecem ser uma ótima ferramenta para colocarmos um pouco de ordem em nosso caos!
A razão, a emoção,o conviver,a troca,nosso lado artístico...enfim,com blogs parece que colocamos "nossa casa" em ordem, e ainda cooperamos com outros, tudo ao mesmo tempo!
Os introvertidos,tímidos, passam  a expressar as tantas coisas guardadas lá dentro!
Os extrovertidos acabam tornando-se mais reflexivos por conta das batalhas travadas com os teclados!
Grandes intelectuais resolvem adaptar-se a uma linguagem mais simples!
E os mais populares resolvem escrever um pouco melhor e com isso começam a se aperfeiçoar...
Tantas transformações uma simples ferramenta pode causar!
E o interessante é que a cada dia mil outras utilidades para os blogs são criadas !!!
Para auxiliar nos estudos é extraordinário! é só ir linkando textos a serem lidos,
postando anotações de aulas,e tudo fica mais simples e interessante!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Seremos todos aprendentes - AUGUSTO DE FRANCO

Cartas rede Social
Buscadores & Polinizadores
Carta Rede Social 191 (05/06/09)

Desaprender a ensinar será tão importante quanto aprender a aprender, individual e coletivamente. Porque, no fim, não haverá ensinantes. Como buscadores e polinizadores, todos seremos aprendentes.
>>>

‘Carta Rede Social’, ex-‘Carta Capital Social’ (e antiga ‘Carta DLIS’) é uma comunicação pessoal de Augusto de Franco enviada quinzenalmente, desde 2001, para milhares de agentes de desenvolvimento e outras pessoas interessadas no assunto, do Brasil e de alguns países de língua portuguesa e espanhola. A presente 'Carta Rede Social 191' está sendo encaminhada para 11.172 destinatários.

Prezado(a) Leitor(a)

Na transição da sociedade hierárquica para a sociedade em rede estamos condenados a nos tornar buscadores cada vez mais autônomos e polinizadores cada vez mais interdependentes.

É assim que transitaremos do heterodidatismo para o autodidatismo e para o alterdidatismo: quando o lema 1) “eu busco o conhecimento que me interessa do meu próprio jeito” for a senha para o lema => 2) “eu guardo o meu conhecimento nos meus amigos” e for a senha para o lema => 3) “nos produzimos nosso conhecimento comunitariamente” (em rede).

A escola que já se prefigura no final desse trajeto é uma não-escola. A escola é a rede.

Nela, todos seremos autodidatas. E todos seremos alterdidatas. Isso quer dizer que todos seremos educandos-educadores na medida em que aprendermos a aprender e aprendermos a conviver com o meio natural e com o meio social em que vivemos.

Aprender a aprender é a condição fundamental para a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente. É ensejar oportunidades aos educandos de se tornarem educadores de si mesmos (aprendendo a andar com as próprias pernas ao se libertarem das muletas do heterodidatismo). Aprender a conviver com o meio natural e com o meio social é ensejar oportunidades aos educadores de se tornaram educandos da interação comunitária na nova sociedade em rede (desaprendendo ensinagem ao se libertarem das muletas do heterodidatismo).

Nesse caminho, desaprender a ensinar será tão importante quanto aprender a aprender, individual e coletivamente. Porque, no fim, não haverá ensinantes. Como buscadores e polinizadores, todos seremos aprendentes.

O educando-buscador será um educador. O educador-polinizador será um educando. E a educação não será nada disso que andam falando.

Não entendo nada de educação. É por isso que eu pude – juntamente com alguns amigos – entrar na aventura de escrever um livro sobre isso.

A experiência – que começou no final de abril - está ocorrendo em um grupo na Escola-de-Redes. O livro a ser escrito a várias mãos, teria como título e subtítulo:


BUSCADORES & POLINIZADORES

O auto-didatismo e a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente & o alter-didatismo e as comunidades de aprendizagem na emergente sociedade em rede

O título e o subtítulo já explicam, em grande parte, o tema da obra.

É uma experiência inédita. Já usei blogs para escrever livros, mas nunca uma plataforma interativa de netweaving, como o Ning.

Há muito pretendia escrever mesmo sobre isso, na linha de um texto que publiquei na Carta Rede Social 172 , na Escola-de-Redes e na Rede Vivo Educação: Autodidatismo: a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente (as versões são um pouco diferentes). É para onde meu trabalho atual está me levando, sobretudo a experiência com a Rede Vivo Educação (Instituto Vivo) e com os Arranjos Educativos Locais (SESI PR).

Estamos procurando, mas ainda não encontramos uma boa metodologia para fazer esse trabalho colaborativo. A idéia inicial foi a de usar um hipertexto que seria publicado em partes. Uma Introdução e alguns capítulos (mas ainda não sabemos quais ou quantos serão). Cada pessoa que quisesse co-escrever poderia fazer um link (sublinhando alguma palavra ou expressão) e desenvolvê-lo como sub-capítulo (ou episódio: ἐπεισόδιον, he he).

Um co-escritor (ou co-escritora) também poderia propor um novo capítulo. A Introdução e os Capítulos seriam publicados em Fóruns de Discussão separados (um para cada).

Todavia, cada sub-capítulo seria publicado no campo reservado aos comentários. Quando não coubesse, seria carregado como arquivo (no mesmo campo de comentários).

Publicariamos o livro, em edição digital – entregue, portanto, ao Domínio Público – e também em papel, em uma edição da Escola-de-Redes ou, de preferência, em co-edição com alguma editora que tenha esquema de distribuição.

Eis um primeiro draft do texto básico:


Capítulo 1 | O educando-buscador será um educador

O autodidatismo e a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente

Na transição da sociedade hierárquica para a sociedade em rede estamos condenados a nos tornar buscadores cada vez mais autônomos.

É assim que transitaremos do heterodidatismo para o autodidatismo: quando pudermos dizer: “eu busco o conhecimento que me interessa do meu próprio jeito”.

A escola que já se prefigura no final desse trajeto é uma não-escola. A escola é a rede. Nela, todos seremos autodidatas. Um autodidata é alguém que aprendeu a aprender.

Aprender a aprender é a condição fundamental para a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente. É ensejar oportunidades aos educandos de se tornarem educadores de si mesmos (aprendendo a andar com as próprias pernas ao se libertarem das muletas do heterodidatismo).

O educando-buscador será um educador não-ensinante. Porque será um aprendente.

Na sociedade que está vindo, todos seremos autodidatas. Uma criança, ou mesmo uma pessoa adulta ou idosa, navegando, lendo e publicando na web, é, fundamentalmente, um autodidata.

Todo aprendizado depende da capacidade de estabelecer conexões e reconhecer padrões. Cada vez mais será cada vez menos necessário que alguém ensine isso. Quando as possibilidades de conexão aumentam, também aumentam as possibilidades de reconhecer padrões (porque aumenta a freqüência com que, conhecendo uma diversidade cada vez maior de padrões, nos deparamos com homologias entre eles); quer dizer que, a partir de certo grau de conectividade, o heterodidatismo não será necessário.

Nos dias de hoje, uma criança com acesso à Internet em casa e noções rudimentares de um ou dois idiomas falados por grandes contingentes populacionais (como o inglês ou o espanhol, por exemplo), já é capaz de aprender muito mais – e com mais velocidade – do que um jovem com o dobro da sua idade que, há dez anos, estivesse matriculado em uma instituição de ensino altamente conceituada. Se souber ler (e interpretar o que leu), escrever, aplicar conhecimentos básicos de lógica e matemática na solução de problemas cotidianos e… banda larga, qualquer um vai sozinho. Ora, isso é terrível para os que querem adestrar as pessoas com o propósito de fazê-las executar certos papéis predeterminados. Isso é um horror para os que querem formar o caráter dos outros e inculcar seus valores nos filhos alheios.

Colecionadores de diplomas e títulos acadêmicos não terão muitas vantagens em uma sociedade inteligente. Suas vantagens provêem da idéia de que a sociedade é burra (e eles, portanto – que compõem a burocracia sacerdotal do conhecimento – são os inteligentes). Para se destacar dos demais – quando o desejável seria que se aproximassem deles – os “sábios” precisam que a sociedade continue burra.

Em uma sociedade conectada, quem organiza o conhecimento é a busca. Mas os caras ainda insistem em querer organizar o conhecimento para você (isto é o hetero-didatismo).

Toda organização do conhecimento para os outros corresponde a necessidades de alguma instituição hierárquica e está sintonizada com seus mecanismos de comando-e-controle. Toda organização do conhecimento de cima para baixo procura controlar e direcionar o acesso à informação por algum meio.

Os organizadores do conhecimento para os outros ainda entendem conhecimento como “informação interpretada”. Interpretada, é claro, do ponto de vista de seus possíveis impactos sobre a estrutura e a dinâmica das organizações hierárquicas de que fazem parte. Pretendem, assim, induzir a reprodução de comportamentos adequados à reprodução da estrutura e da dinâmica dessas organizações hierárquicas.

Por meio da urdidura de sistemas de gestão do conhecimento – desde os velhos currículos escolares aos modernos knowledge management systems, por exemplo – querem codificar, disseminar e direcionar a apropriação de conhecimentos para formar agentes de manutenção e reprodução de determinado padrão organizacional.

Mas já vivemos em um momento em que não se pode mais trancar o conhecimento – esse bem intangível que, se for aprisionado (estocado, protegido, separado), decresce e perde valor e, inversamente, se for compartilhado (submetido à polinização ou à fertilização cruzada com outros conhecimentos) cresce, gera novos conhecimentos e aumenta de valor (e é isso, precisamente, o que se chama de inovação). E estamos nos aproximando velozmente de uma época em que será cada vez menos necessária uma infra-estrutura hard instalada para produzir conhecimento (e inclusive outros produtos tangíveis, como estão mostrando as experiências nascentes de peer production ou crowdsourcing).

Novos ambientes interativos surgidos com a Internet já estão mostrando também a improdutividade (ou a inutilidade mesmo) de classificar o conhecimento a partir de esquema classificatório construído de antemão. Por exemplo, nos primeiros tempos do Gmail havia a recomendação: não classifique, busque! Hoje continua lá, literalmente: “O foco do Google é a pesquisa, e o Gmail não é exceção: você não precisa perder tempo classificando seu e-mail, apenas procure uma mensagem quando precisar e a encontraremos para você”.

Em uma sociedade cada vez mais em rede, onde as pessoas conectadas têm múltiplos caminhos para acessar o conhecimento que lhes interessa, quem organiza o conhecimento é a busca. É o perfil da busca – bottom up – que vai dizer qual o conhecimento que é relevante e não a decisão de um centro de comando-e-controle que queira dizer às pessoas – top down – o que elas devem conhecer.

Todos esses esforços por manter padrões verticais de um tipo de sociedade que já está fenecendo vão ser implacavelmente punidos pelas estruturas e pelas dinâmicas horizontais emergentes da nova sociedade que está florescendo. Dentro em breve, toda a gestão de organizações (inclusive a gestão do conhecimento) será regulada por meio de outros processos em rede. Só para dar um exemplo, em 10 minutos de funcionamento, o Twitter Tracker é capaz de fornecer – dependendo do tema – mais notícias inovadoras sobre determinado assunto do que os esforços de organização de uma equipe especializada, dedicada a essa tarefa durante uma semana.

O autodidata é um buscador. Mas quem busca é a pessoa. A pessoa é o indivíduo conectado e que, portanto, não se constitui apenas como um íon social vagando em um meio gelatinoso e exibindo orgulhosamente suas características distintivas e sim também como um entroncamento de fluxos, uma identidade que se forma a partir da interação com outros indivíduos. A pessoa como continuum de experiências intransferíveis e, ao mesmo tempo, como série de relacionamentos, aprende por estar imersa (conectada) em um ambiente educativo.


Capítulo 2 | O educador-polinizador será um educando

O alterdidatismo e as comunidades de aprendizagem na emergente sociedade em rede

Na transição da sociedade hierárquica para a sociedade em rede estamos condenados a nos tornar polinizadores cada vez mais interdependentes.

É assim que transitaremos do heterodidatismo para o alterdidatismo: quando pudermos dizer: “eu guardo o meu conhecimento nos meus amigos”.

A escola que já se prefigura no final desse trajeto é uma não-escola. A escola é a rede. Nela, todos seremos alterdidatas. Um alterdidata é alguém que aprendeu a conviver com o meio natural e com o meio social em que vive.

Aprender a conviver com o meio natural e com o meio social é ensejar oportunidades aos educadores de se tornaram educandos da interação comunitária na nova sociedade em rede (desaprendendo ensinagem ao se libertarem das muletas do heterodidatismo).

O educador-polinizador será alguém que desaprendeu a ensinar. Porque será um aprendente.


Capítulo 3 | E a educação não será nada disso que andam falando

Seremos todos aprendentes

Na transição da sociedade hierárquica para a sociedade em rede, a educação não será nada disso que andam falando.

A escola que já se prefigura no final desse trajeto é uma não-escola. A escola é a rede. Nela, todos seremos autodidatas e alterdidatas: quando pudermos dizer: “nós produzimos nosso conhecimento comunitariamente” (em rede). Um autodidata-alterdidata é alguém que aprendeu a aprender-convivendo.

Como buscadores e polinizadores, não seremos ensinados nem ensinadores. Porque todos seremos aprendentes.

Sociedades em que as redes são as escolas serão sociedades desescolarizadas, como queria o visionário Ivan Illich.

A sociedade sem escola de Illich poderia ser renomeada como a sociedade-escola, desde que fique claro que se trata da sociedade-rede; ou seja, estamos falando da cidade educadora, ou, mais precisamente ainda, das comunidades educadoras que se formam na sociedade-rede.

Nesse sentido, não são os aparatos educativos hierárquicos, enquistadas dentro da sociedade, que educam basicamente: na medida em que a sociedade de massa vai dando lugar à sociedade em rede, é a própria sociedade (local, no sentido ampliado) que educa, por meio das comunidades (clusters) que necessariamente se formam em seu seio.

Comunidades educadoras são, antes de qualquer coisa, comunidades de aprendizagem, quer dizer, comunidades-que-aprendem.

Bem, por enquanto e isso. Vários conceitos apenas mencionados acima já estão gerando uma espécie de glossário. Talvez seja assim que o livro poderá ser escrito a várias mãos.

Se você se interessou pelo assunto pode dar uma espiada clicando no link abaixo:

http://escoladeredes.ning.com/group/buscadorespolinizadores

Até a ‘Carta Rede Social 192’ e um abraço do

Augusto de Franco
augusto@augustodefranco.com.br

05 de junho de 2009.

http://escoladeredes.ning.com


FONTE : http://augustodefranco.locaweb.com.br/cartas_comments.php?id=328_0_2_0_C

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Novas e velhas polêmicas acerca do ponto G feminino (AMIGA REGINA ENVIA)




fatima_oliveira

Fátima Oliveira

Há muito disse me disse; só 1/3 das mulheres o conhece


Nos meios científicos aportaram novas polêmicas sobre o ponto G feminino, descrito pela primeira vez em 1950 pelo médico alemão Ernst Grafenberg no artigo "A função da uretra no orgasmo feminino": "Há uma zona erógena na parede anterior da vagina no trajeto da uretra, formada por um tecido erétil - semelhante ao corpo esponjoso do pênis, cujas dimensões aumentam durante a excitação sexual -, capaz de proporcionar um grande prazer ao ser estimulada, fazendo com que as mulheres alcancem o orgasmo mais facilmente" ("Jornal Internacional de Sexologia").
O ponto G nunca foi consenso, porém conceitualmente se estabeleceu não como um "órgão", mas como uma área rugosa no interior do canal vaginal, a três centímetros da entrada da vagina, embaixo do púbis; ou seja, na parede anterior da vagina.
É uma zona erógena de alta sensibilidade: uma concentração de terminações nervosas, glândulas e vasos sanguíneos que, quando estimulada, produz excitações indizíveis e orgasmos daqueles de ver estrelas. Há muito disse me disse sobre o ponto G. Para alguns, só 33% das mulheres o possuem. Para o ginecologista francês Sylvain Mimoun, "é possível que todas as mulheres tenham ponto G, mas apenas 1/3 delas o conhece". Entre pessoas leigas, duvidar quem há de? A mulher que não descobriu o seu, cala. A troco de que sair dizendo que é uma sem-ponto G?
O ginecologista e sexólogo italiano Emmanuele Jannini publicou na "New Scientist" (2008) dados de pesquisa pioneira e única com 18 mulheres, em que identificou o ponto G por ultrassonografia. Em nove mulheres que relataram orgasmos vaginais, havia nítido espessamento do tecido uretrovaginal.
Em 4 de janeiro de 2010, os noticiários bradaram: "Ponto G ‘não existe’, dizem cientistas britânicos", com base numa pesquisa do King’s College, de Londres, disponível em "The Journal of Sexual Medicine", com dados de 1.804 mulheres, de 23 a 83 anos, gêmeas univitelinas e fraternas, cuja conclusão é mais cautelosa que as manchetes: "O ponto G pode não existir".
Andrea Burri, coordenadora da pesquisa, disse: "Chega a ser irresponsável afirmar a existência de uma entidade que nunca foi comprovada". Tim Spector, coautor do estudo, disse mais: "Esse é de longe o maior estudo já realizado sobre o assunto e mostra, de forma conclusiva, que a ideia do ponto G é subjetiva". A sexóloga Beverley Whipple destaca falhas metodológicas: o questionário não foi aplicado a lésbicas e nem a bissexuais para analisar os efeitos de diferentes práticas sexuais e que "o maior problema com essas conclusões é que gêmeas, normalmente, não têm o mesmo parceiro sexual".
Numa conferência em Paris, em 29 de janeiro último, a pesquisa britânica foi taxada de abordagem totalitária da sexualidade feminina. Pierre Foldès, cirurgião e coautor de uma técnica para reparar danos de excisões do clitóris, declarou que a pesquisa se baseou na ideia equivocada de que todos os pontos G seriam similares e que "o estudo mostra falta de respeito em relação ao que as mulheres dizem. As conclusões são completamente erradas, pois se baseiam somente em observações de ordem genética. Há variabilidades na sexualidade feminina".
Sylvain Mimoun, organizador da conferência em Paris, é categórico: "Se uma paciente perguntar onde está seu ponto G, eu mostro. Qualquer que seja a maneira como chamamos essa zona sensível, G, M ou B, podemos estar certos de sua existência, fica a uma distância de cerca de três centímetros da entrada da vagina".
Fonte: O Tempo


http://www.geledes.org.br/fatima-oliveira/novas-e-velhas-polemicas-acerca-do-ponto-g-feminino.html

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Por primera vez, la historia de la filosofía será mundial, afirma Enrique Dussel (AMIGO CASSIO BRANCALEONE ENVIA)

El investigador y varios expertos documentan en un libro siete siglos de esa disciplina en AL

A quienes aseveran que la región carece de pensamiento, que me refuten, pide el estudioso
En 20 o 30 años empezará un diálogo multicultural, no sólo con Kant, Hegel y Heidegger
 
Arturo García Hernández
 
Periódico La Jornada
Sábado 30 de enero de 2010, p. 5

El filósofo Enrique Dussel y un equipo internacional de especialistas acaban de publicar un libro que se espera que sea un parteaguas en la historia de las ideas en América Latina y que tendrá repercusión en todo el mundo. Se trata de El pensamiento filosófico latinoamericano, del Caribe y latino, que documenta siete siglos de filosofía en la región, del año 1300 al 2000.
“Muchos han dicho –habla Dussel en entrevista– que no hay filosofía en América Latina. Ahora con este libro yo les digo: refútenme esto, aquí hay tesis duras y probadas, escriban otro librito así (más de mil 100 páginas) para decirme que no la hay.”
El volumen, publicado por Siglo XXI, está dividido en cuatro partes: Historia, Corrientes, Temas y Filósofos. En la edición del proyecto Dussel contó con la colaboración de Eduardo Mendieta y Carmen Bohórquez; asimismo participaron los comités de Honor y Editor, integrados por especialistas de distintos países.
La primera parte empieza con “el pensamiento amerindio de los pueblos originarios, que es una de las novedades, porque cuando unos dicen que no hay filosofía, lo cual es un problema a debatir, yo les digo que hay grandes pensadores, hombres que aman la sabiduría, cumplen con la etimología en un sentido amplio.
Después tenemos grandes periodos en la época colonial, como la reacción ante la conquista, que es muy poco estudiada.
Un ejemplo que entusiasma al autor de Método para una filosofía de la liberación es el jesuita Antonio Rubio, un gran comentarista de Aristóteles, autor del libro Lógica mexicana, quien entre los siglos XVI y XVII tuvo gran reconocimiento en Europa: hizo escolástica moderna de muy alto nivel, fue profesor de la Universidad de México allá por 1590. Cuando Descartes entró al colegio jesuita Le Fleche, estudió su curso de lógica en Rubio, un filósofo mexicano.
Otro periodo registrado en la primera parte es la filosofía ante la edad madura, que comprende los siglos XVIII y XIX.
La segunda parte del volumen está dedicada a las corrientes filosóficas del siglo XX, 16 en total, entre los que Dussel destaca a los antipositivistas, los fenomenológicos, la filosofía cristiana, filosofía de la ciencia, filosofía analítica, filosofía de la revolución y marxista: “parto desde Martí, incluyo a los grandes marxistas, desde Mariátegui hasta Sánchez Vázquez.
Y no faltan el Che Guevara, el subcomandante Marcos y Evo Morales: Les va a dar el patatús a algunos, pero ellos también son grandes pensadores políticos y han hecho algún aporte.
Dussel alude así a los filósofos abstractos, quienes “dicen que la filosofía es lógica y no tiene nada que ver con la política; estudian a Hegel, Kant, Marx y los comentan, pero yo pienso que puedo estudiar a Hegel, Kant y Marx como un instrumento para pensar la realidad estética, política, antropológica, la que sea.
Yo tenía un maestro que decía: la filosofía no estudia a la filosofía, estudia la realidad, estudia la filosofía como instrumento pero no se queda en el método. Si yo tengo un cuchillo para cortar carne tengo que afilarlo, ese es el método, pero algunos se pasan afilando el cuchillo hasta que se lo terminan y nunca cortan carne.
Y entre las corrientes filosóficas latinoamericanas del siglo XX, se incluye otra novedad: los filósofos latinos en Estados Unidos.
La tercera parte de El pensamiento filosófico latinoamericano… se refiere a los grandes temas abordados por los pensadores de la región: la ética, la estética, la ontología, la religión, la economía, la pedagogía, filosofía para niños, filosofía intercultural, entre otros.
Foto
Enrique Dussel, colaborador de La Jornada y editor del libro El pensamiento filosófico latinoamericano, del Caribe y latino (1300-2000), ayer, antes de la presentación del volumen en la UNAMFoto Roberto García Ortiz
La cuarta parte está integrada por fichas de 200 filósofos latinoamericanos de todas las corrientes, elaboradas por especialistas, sintéticas, con una breve bibliografía de cada autor. Es una información que no existe en otra parte.
Fue una tarea complicada escoger sólo 200, cuando en Brasil, por ejemplo, se puede hablar de 300 filósofos; en México y Argentina, de 200 en cada uno: Grandes filósofos, que tienen obra, no son improvisados.
Una de las primeras consecuencias de tan ambicioso proyecto de Dussel, será precisamente propiciar el conocimiento mutuo entre filósofos de la región, porque actualmente sucede que aquí no se conoce nada de Brasil, ni allá de México o Argentina, Uruguay, Chile, Paraguay, Bolivia, Perú, Ecuador, Colombia, Venezuela, Centroamérica y el Caribe.
Por una visión de conjunto
Hace 40 años surgió en Enrique Dussel la idea de contar esta historia: No teníamos una visión de conjunto de nuestro pensamiento filosófico, de lo que se ha pensado en el continente; los estudiantes piensan que la filosofía es europea o estadunidense, ahora se van a dar cuenta de que siempre ha habido autores que desconocen y de los que hay que hacerse cargo.
El entrevistado sostiene: Estamos en una nueva edad de la historia de la filosofía. Por primera vez esa historia va a ser mundial, y en 20 o 30 años vamos a empezar a conocer a todos los grandes filósofos de todas las culturas, va a empezar un diálogo multicultural en el que no van a estar sólo Kant, Hegel y Heidegger, sino que vamos a empezar a conocer a los grandes filósofos japoneses, chinos, africanos, y vamos a darles igual dignidad a todos.
En ese sentido, El pensamiento filosófico latinoamericano… es para decirles a los latinoamericanos: nosotros también tenemos que entrarle a ese diálogo y esta es nuestra biografía.
Según el profesor del Departamento de Filosofía de la Universidad Autónoma Metropolitana, el impacto a escala mundial será mayor cuando aparezca la edición en inglés –actualmente en preparación– entonces, los africanos, los asiáticos, los europeos, van a poder leerlo y dirán: así que los latinoamericanos tenían una filosofía; va a ser un cañonazo.
Esto respaldará a los filósofos latinoamericanos como interlocutores de los estadunidenses y los europeos. Ilustra la afirmación con una anécdota: en octubre pasado fue invitado, junto con Eduardo Hurtado, a un diálogo con filósofos estadunidenses. Dussel les dijo: “Para dialogar entre nosotros, tenemos que conocernos; nosotros los conocemos a ustedes, pero ustedes no nos conocen a nosotros.
Me dediqué hora y media a hablar de la filosofía en Latinoamérica antes y después de la llegada de los Pilgrims (primeros colonizadores ingleses en llegar a lo que hoy es Estados Unidos).
Ignoraban eso, subraya el entrevistado, como ignoran que la primera universidad construida en el continente no es la de Harvard, sino la de Santo Domingo.
Al final del diálogo, un filósofo, profesor universitario, viejo como yo, se acercó y me dijo: hoy he aprendido muchísimo. Yo sabía que le había hecho un hueco. Entonces hay que decirles, sí, de acuerdo, somos pobres, pero en cuestión de cultura vamos a ver.

FONTE :  http://www.jornada.unam.mx/2010/01/30/index.php?section=cultura&article=a05n1cul

TODO APOIO À LUTA DOS GALEGOS POR LIBERDADE CULTURAL

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Você sabe onde fica a Galiza?

A Galiza é uma região junto ao norte de Portugal, próximo a Trás-os-Montes, onde nasceu a nossa língua. É a Pátria Mãe (ou Nai, em galego) de nossa Língua Portuguesa. Rica em tradições que remotam a constituição do homem ocidental, a Galiza possui um povo com espírito guerreiro, constituído a partir da cultura céltica, com enormes vínculos com entes naturais e sobrenaturais que habitam o seu imaginário e os seus bosques druidescos.
É um lugar onde se respira magia, poesia, beleza e tradição. A cidade de Santiago de Compostela é na Galiza. É uma nação estabelecida por poetas (Rosália de Castro, Eduardo Pondal...) que lutaram pela prevalência de uma identidade cultural galega, da língua galega, contra toda a tentativa de sufocá-la. Por razões histórico-políticas, seu território foi anexado à Espanha que desde há quinhentos anos tem buscado anular a identidade cultural do povo galego, obrigando-os a ortografia e ao falar do castelhano. Mas, fato surpreendente para nós brasileiros, este povo sempre resistiu às pressões, nunca abandonou sua identidade galega, mesmo se espalhando pelo mundo. Um povo que tem memória e que resiste galhardamente às proibições de que se falem a língua materna, o Luso-Galaico (bastante similar ao nosso português).
Recentemente foi constituída a AGALP – Academia Galega de Língua Portuguesa, com o decisivo apoio da ABL, através do acadêmico brasileiro Prof. Dr. Evanildo Bechara, nosso maior lingüista. Os galegos têm promovido manifestações a favor da Democracia Cultural, da cidadania liguistica, manifestações estas que tem sido duramente reprimidas pelo governo espanhol, que nesta matéria parece usar os métodos e argumentos de seu passado franquista. Imagine você, brasileiro, se lhe fosse proibido falar em seu idioma? O que você sentiria? Esta é uma causa de caráter humano, cultural e democrático, a qual vale à pena abraçar.
Ricardo Sant’Anna Reis, sociólogo e poeta, membro do Conselho Científico da AGALP.

Saiba mais sobre esta nobre luta cultural
(Carta escrita em galego pela poeta Concha Rousia, membro da Academia Galega de Letras Portuguesas, e uma das lideres do Reintegracionismo, que luta por fazer a Galiza membro efetivo da CPLP – Comunidades de Países de Língua Portuguesa).
“Nosso pais chamava-se Galaecia (de Gallaecia ou Callaecia, em Latim, Terra dos Kallaeci ou Calaicos). Com povoamento continuado desde antiguidades fabulosas já existia como território diferenciado quando os romanos, no século II antes de Cristo, procedem a sua integração e impõem o Latim. É um território singular reconhecido na Europa desde a Idade do Ferro, ainda que existam testemunhas arqueológicas a certificarem o seu povoamento desde o Paleolítico Inferior, e como parte já desde a Idade do bronze da Área cultural atlântica, conformada pelas costas Ocidentais e ilhas européias. Nomeada como província do império Romano na sua extensão original desde a Divisão de Dioceclano (298) respeitada durante muito tempo, enquanto esse império ocupava o resto da península, e grande parte da Europa. Constituída como Reino Independente polos Suevos (em 409) foi um dos primeiros estados da Europa. Integrado em 585 à monarquia visigótica recupera a sua identidade com a chegada dos árabes a Hispânia (711). Motor militar e econômico do Ocidente da Península ibérica, o Reino da Galaecia tinha como língua a mesma que segue a ter, e que na altura se chamou galego e que internacionalmente se conhece como Português. A nossa língua foi desde o seu nascimento a língua nai de poetas, os Provençais afirmavam que apenas se podia trovar numa quantas línguas: Provençal, Francês, Galego, Toscano e Siciliano... E há quem diga que a língua Galega foi a que influenciou a língua da Provença e não a inversa... há quem diga também que o celebre poeta Dante Alighieri teria escrito originalmente o seu clássico “A Divina Comédia” em galego. Como quer que fosse era língua de cultura e poesia. As vicissitudes da história (escrita não por nós e mal contada) fizeram com que aquele reino se partisse em dous, ficando separados para sempre, com o tempo e as alianças a parte que é a Galiza atual, foi ficando mais é mais ao serviço dos interesses de Castela, quem usurpou o seu protagonismo histórico e sempre se encarregou de a castigar. Primeiro fazendo ir a menos a menos a sua população que era muito numerosa, e depois controlando os seus recursos... até o dia de hoje. As normas impostas desde Castela desde há 500 anos foram fazendo com que a gente perdesse a sua escrita. A nossa língua foi então língua falada sem escrita. Mas sempre houve nos espaços cultos um elo nacional e elementos transmissores da língua, especialmente desde meados do século XIX num processo de recuperação que chamamos "Rexurdimento" que provocou uma aceleração político e cultural nas reivindicações lingüísticas e nacionais que chega até a Guerra civil espanhola (1936-39) e onde abrolham os nossos mais importantes vultos literários (Rosália de Castro, Manuel Curros Enriques, Eduardo Pondal, Daniel Castelão, Otero Pedrayo, Vicente Risco). Após uma brutal repressão (fuzilamentos, processos judiciais, depurações, exílio) nos anos da ditadura franquista do 1939 até 1975, nossa língua era proibida mesmo na sua forma oral.
A nós se nos castigou duramente nas escolas, com castigos físicos até, para que abandonássemos a nossa língua e falássemos apenas o castelhano. Mesmo assim, a nossa cultura deve ter tal força que nunca conseguiram que a gente deixasse de falar. Embora aos poucos a gente vai cansando e muitos, a cada vez mais, nos últimos 20 anos passamos de um 90 % de falantes a talvez um 70 %. O último como que agora nós atacam é a defesa dos falantes de língua castelhana que moram na Galiza. Desde finais dos anos 70 que morre o ditador Francisco Franco, permite-se-nos falar e escrever na nossa língua mas com muitos atrancos, e com muita discriminação, a dia de hoje há pessoas que são despedidas dos seus empregos por utilizarem a nossa língua, outros é-lhes exigido que falem apenas castelhano com o público e com os companheiros de trabalho.
A ortografia que escolheram os governantes no seu dia, desde que se nos permite escrevê-la, foi a do castelhano, uma aberração do ponto de vista lingüístico e mesmo histórico. Mas há também quem pense que eles não queriam que a língua se relacionasse com a de Portugal nem do Brasil e criaram uma ortografia que chamamos de norma Instituto da língua Galega/ Real Academia Galega, mas que é um engendro terrível que faz é desvirtuar e ir afogando a nossa riqueza lingüística e fazer com que o galego a cada dia se pareça mais com o castelhano, e vá sucumbindo. Não vou pôr nome a isto, a história se encarregará de fazer.
Com as políticas feitas desde Madrid, com 10 canais de televisão a falar em castelhano (na nossa língua apenas 1) e as TVs de Portugal a dia de hoje proibidas (por Espanha) no nosso território, enquanto em Portugal sim que podem receber a TV da Galiza e todas as TVs espanholas) com jornais, e com os cinemas e demais todo em castelhano. A cada dia a nossa língua perde falantes, e perde a sua qualidade e originalidade. Portanto como o numero de falantes de castelhano vai em aumento começam as vozes dos defensores do castelhano que querem limitar ainda mais a nossa língua. Querem o que eles chamam 'liberdade de idioma' para que a gente que não quiser não aprenda galego nem na escola, enquanto o castelhano estamos TODOS obrigados a sabes e usar. De novo, não vou por nome a isto, que a história o faça um dia. Mas que não tarde. Tal como nós o vivemos, estamos sitiados, se não conseguimos ganhar força para a nossa língua ela morre e não tarda. Mas como ganhar força se nós estamos a cada vez mais débeis? Aí é onde entra a Lusofonia, de sempre na Galiza há unha corrente que luta pola integração do galego no português, a dia de hoje os linguistas não poderiam defender outra cousa que não seja que galego e português são a mesma língua, com duas historias muito diversas, mas apenas uma língua.
O nosso propósito é fazer visível a nossa realidade no mundo inteiro porque é de uma grande injustiça histórica o que aqui acontece, e é também um drama humano que haveria que evitar, mas nós sozinhos não podemos. Nós resistimos e resistiremos, mas necessitamos reforços dos nossos irmãos de língua, de nossos irmãos da Lusofonia. É com esse propósito que tem nascido muitos movimentos na Galiza, e tem nascido também a AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa). Se a nossa língua se pode fortalecer nós somos quem se tem que encarregar de conseguir esse fortalecimento.
Por outro lado eu sei que a língua na Galiza, por ter estado isolada, ou mesmo até por isso, conserva léxico e usos que a língua tem perdido no resto dos territórios, por tanto acho que se a língua se perder aqui onde, junto com o Norte de Portugal, está o seu berço, a língua vai perder uma de suas raízes mais profundas e vai-se ressentir, vai ainda padecer mais da já incurável saudade. É por isso que eu acho que é da incumbência de todos os falantes de português, morem onde eles morem, defender a língua na Galiza, pois também a eles pertence.
Eu sei que os irmãos da Lusofonia, dos quatro cantos do mundo, se importam com a nossa língua é por isso que a eles eu, quanto que poeta e contadora de histórias, quero levar estas idéias. Vão nas assas de uma melra que me fala desde o pessegueiro, e que me ajuda a escrever os meus poemas”.
Um abraço meu (minha) irmão(a) brasileiro(a)

Concha Rousia, Escritora, poeta galega e psicoterapeuta.


Se você se sentiu tocado pelo relato e quer ajudar ao povo galego a retomar o direito a livre expressão em sua língua natal, deixe um comentário-protesto a este respeito no site da “Xunta de Galícia”, organismo governamental que compõe o aparato repressivo sobre o povo galego por parte dos Espanhóis. 
O link é: http://www.xunta.es/envio-de-consulta-ou-comentario

Fonte : http://ricardosreispoesia.blogspot.com/2010/02/todo-apoio-luta-dos-galegos-por.html

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"ENTRE OUTROS MASSACRES" - AIMÉ CÉSAIRE (OUTRA TRADUÇÃO,ESTA DE REGINA M.A. MACHADO)

*Proposta de tradução alternativa (Aimé Césaire merece muitas, cada uma trazendo um pouco da carga poética que transborda do original)


com toda força sol e lua se entrechocam
estrelas caem
como testemunhas por demais maduras
como uma ninhada de ratos cinzentos.


nada temas,
apronta tuas grandes águas,
que tão bem carregam a ribanceira dos espelhos.


puseram lama nos meus olhos
e eu vejo, eu vejo, terrivelmente vejo:
de todas as montanhas, de todas as ilhas
nada resta além dos poucos tocos rotos
da impenitente saliva do mar.


Tradução de

Regina M.A.Machado

(ORIGINAL EM FRANCÊS)

entre autres massacres


de toutes leurs forces le soleil et la lune s’entrechoquent/les étoiles tombent comme des témoins trop mûrs/et comme une portée de souris grises//ne crains rien apprête tes grosses eaux/qui si bien emportent la berge des miroirs//ils ont mis de la boue sur mes yeux/et vois je vois terriblement je vois/de toutes les montagnes de toutes les îles/il ne reste plus rien que les quelques mauvais chicots/de l’impenitente salive de la mer


este poema foi publicado por aimé césaire no livro “soleil cou coupé”, 1948

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Igualdade na diferença - Meus Pés são a Cadeira de Rodas (ACHADO NO BLOG CAMALEÃO) clique aqui - REPETI A POSTAGEM DE "ZARATUSTRA",POR IR DE ENCONTRO A IDEIAS QUE ESCREVEREI AQUI!

SINOPSE DO LIVRO

Maria é paraplégica e usa cadeira de rodas. As pessoas têm pena dela e tentam ajudá-la até com as mínimas coisas, que ela consegue fazer sozinha. A menina se incomoda muito com isso, e sua auto-estima fica abalada. A obra promove uma discussão sobre respeito e tolerância e chama a atenção para a necessidade de encarar a pessoa com necessidades especiais com naturalidade.


http://livraria.folha.com.br/catalogo/1014026/meus-pes-sao-a-cadeira-de-rodas

BLOG CAMALEÃO:
http://zzaratustrauirapuru8.blogspot.com

domingo, 10 de janeiro de 2010

PALAVRA É AÇÃO?












 libertei e liberei minhas palavras,
queria sair voando com elas.

Manoel de Barros diz que "o poder está na palavra",
elas ficam por aí e a gente vai.


por ser mulher minhas palavras sempre valeram menos,
sempre tiveram bem menos poder.


mulheres traduzem palavras em ações,
os filhos precisam das ações mais do que das palavras.


ações de mães ,fazem a humanidade!
...e as de pais também...!?


...é belíssimo ver mulheres,amigas deste blog, fazendo poesia!


todo ser verdadeiro faz poesia.

frases,poetas são experts nisso !


um dia escrevi isto numa rede social e  enviei por email:

Simples - 22/11/2006


"uma caneta, 
uma mão 
e a vontade de dançar 
com as palavras"


...uma pessoa querida leu e disse que tinha gostado,
aí comecei a achar que poderia trilhar os duros caminhos
dos artistas deste país.

 libertamos nossas palavras e os amigos nos libertam!

Nadia Stabile - 10/01/10
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