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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O BLOG SARAU PARA TODOS E O PROJETO METÁPORO DE CIRO MARCONDES FILHO


AS EXPOSIÇÕES DOS ALUNOS DE PÓS GRADUAÇÃO DO PROF. CIRO MARCONDES FILHO SE ENCERRAM HOJE, DURANTE A TARDE. O SARAU PARA TODOS PARTICIPA DESTA EXPERIÊNCIA. GLÓRIA KREINZ EXPÕE A BLOGOSFERA DO NJR/ECA/USP, CRIADA NESTA PROPOSTA METAPÓRICA. A SEGUIR ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE METÁPOROS...

Metáporo 1. Considera o movimento do mundo, que é permanente, e nossa inserção nele (a contigência, a transitoriedade); 2. Considera o território na investigação: espaço liso (espécie de corpo pleno sem órgãos), suporte para o emaranhado de fios, vetores, linhas, cruzamentos; 3. Considera nosso deslocamento nele: nômade, errático, em rodeio; 4. Quanto ao olhar, à observação: dá precedência à intuição sensível, considera a atmosfera circundante; está focado na captura do processo gerador, nas relações que constituem objetos. 5. Está à espreita do Acontecimento que pode surgir; 6. Faz um registro ou um relato como forma de efetuação mas aspirando, como telos, que este se torne contra-efetuação, portanto, saber.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

MOSAICO - FERRAMENTA USADA NA ESCOLA FUNDADA POR HELENA SINGER AQUI EM SÃO PAULO

O Mosaico é a tecnologia intelectual que
possibilita a gestão democrática do conhecimento
e a reflexão crítica sobre seus processos de
construção.

O Mosaico é uma tecnologia para a gestão do
conhecimento nos estabelecimentos de ensino, que
pode ser utilizada por coletividades locais e
outras associações. Este instrumento faz
reconhecer a diversidade de saberes, mesmo
aqueles que não são validados por sistemas
acadêmicos. O Mosaico disponibiliza para a
comunidade escolar uma multiplicidade organizada
de saberes, consultável por meio do Banco de
Mestres.

Construindo-se com base nas descrições que os
Mestres - pessoas com particular interesse,
cuidado e paixão por certo estudo, que se dedicam
a um ramo de atividades, que têm habilidade ou
prática especial em determinado assunto - fazem
de suas habilidades e competências, o Mosaico
disponibiliza para a comunidade escolar uma
multiplicidade organizada de saberes. Assim,
ficam disponíveis no Banco de Mestres tanto as
aptidões comportamentais (saber ser) como as
habilidades (savoir-faire, know-how) e os
conhecimentos teóricos.

Caminhar pelo Mosaico significa desenhar um
percurso em uma rede, um percurso único, porque
cada pedra pode conter um Mosaico inteiro. A
interação dos estudantes com as peças do Mosaico
produz uma construção dinâmica de saberes que não
resulta de uma classificação a priori: ela é a
expressão dos percursos de aprendizagem e de
experiência dos membros da coletividade. Cada
estudante constrói o seu Mosaico e o Mosaico da
coletividade escolar cresce e se transforma na
medida da evolução dos saberes de cada estudante
e dos projetos por ele realizados.

Na forma do Mosaico tridimensional, os estudantes
podem passar de uma pedra para a que está a seu
lado, explorando os saberes de base, ou podem ir
de uma pedra para aquela que lhe está
imediatamente abaixo, experimentando saberes mais
especializados. Mas a organização dos saberes
expressa pelo Mosaico não é fixa, ela reflete a
experiência coletiva de um grupo humano e vai,
portanto, evoluir com esta experiência. O
dispositivo de construção dinâmica e de percurso
que ele propõe produz um espaço de saber em
reorganização permanente segundo contextos e
usos.

A representação em Mosaico permite determinar a
posição ocupada por um saber em um dado momento e
os itinerários de aprendizagem possíveis para se
ter acesso a ele. O Mosaico permite ao estudante
perceber sua situação no "espaço do saber" e
elaborar, com conhecimento de causa, suas
estratégias de aprendizagem.

Trata-se, portanto, de um instrumento a serviço
do laço social para troca de saberes e emprego de
competências, que coloca em funcionamento uma
pedagogia cooperativa. O Mosaico oferece
instrumentos de determinação e mobilização das
habilidades.

* RETIRADO DO GRUPO DE ESTUDOS SOBRE EDUCAÇÃO
LIBERTÁRIA OU DEMOCRÁTICA COORDENADO POR CAROL SUMIE


FONTE : http://osdir.com/ml/politics.organizations.metareciclagem/2005-11/msg00063.html

WIKIPÉDIA E DIREITOS AUTORAIS! WIKIPÉDIA NA LUTA PELA TRANSFORMAÇÃO DA LIBERDADE NA INTERNET! (clique aqui e veja sobre o que se trata)

(...)Você concorda com a proposta?

A favor

  1. Vitor Mazuco Msg 00h24min de 5 de agosto de 2009 (UTC) Independência do commons ou morte!
  2. 2(L.L.K.)2 (discussão) 00h33min de 5 de agosto de 2009 (UTC)
  3. Pelo Poder do Z Alaf Ogimoc 00h59min de 5 de agosto de 2009 (UTC) Mas tem que ser discutida na especialidade
  4. Giovani (discussão) 05h10min de 5 de agosto de 2009 (UTC) Pela melhora da qualidade dos artigos.
  5. Niko Manda, Boy Contribuições 05h26min de 5 de agosto de 2009 (UTC)
  6. =>HJSMensagens 11h44min de 5 de agosto de 2009 (UTC) já temos maturidade o suficiente para lidar com o fair use. A melhoria na qualidade de alguns artigos será significativa.
  7. Luiza Teles Lu 12h44min de 5 de agosto de 2009 (UTC)
  8. ℳizunoryu 大熊猫❤小熊猫 (discussão) 12h47min de 5 de agosto de 2009 (UTC) - A Wikimedia Foundation deixa claro que países que possuem EDP podem ter também EDP se a comunidade assim desejar :)
  9. Christian msg 13h46min de 5 de agosto de 2009 (UTC) A melhoria na qualidade de alguns artigos será significativa. [2]
  10. --Master msg 13h49min de 5 de agosto de 2009 (UTC) - Não estamos desrespeitando a lei por imagens aqui. Elas são fundamentais para melhorar a qualidade de muitos artigos.
  11. MelM discussão 14h04min de 5 de agosto de 2009 (UTC) Não vejo por que não melhorar a qualidade dos artigos, se não há problemas legais.
  12. Eduardo Pazos (discussão) 14h11min de 5 de agosto de 2009 (UTC)
  13. Robertogilnei (discussão) 14h18min de 5 de agosto de 2009 (UTC) Mesmo que esta proposta não seja aprovada, já é o primeiro passo dado rumo à liberação de imagens na Wikipedia, sem o rigor do Commons.
    WurmD (discussão) 14h26min de 5 de agosto de 2009 (UTC) número de edições e tempo de registro insuficientes (ver Direito ao voto)
  14. Rachmaninoff msg 14h27min de 5 de agosto de 2009 (UTC) Haverá uma melhora generalizada da apresentação do conteúdo na Wiki PT.
  15. RmSilva msg 14h54min de 5 de agosto de 2009 (UTC)
  16. Ricardo Pereira msg 14h57min de 5 de agosto de 2009 (UTC) Quanto mais liberdade melhor. Para que tanta burocracia? Isso é um atraso, estamos em um mundo cada vez mais livre. Ter que usar mecanismos de buscas para procurar imagens que os artigos não oferecem ou ainda recorrer a wikipédia em inglês é no mínimo uma inépcia. O direito de autor não deve servir para barrar a busca do conhecimento.(...)
Wikipedia:Votações/Uso Restrito de Conteúdo (fair-use)

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Vota%C3%A7%C3%B5es
/Uso_Restrito_de_Conte%C3%BAdo_(fair-use)

*WIKIPÉDIA FICARÁ NA HISTÓRIA !(já está na história)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sobre um parágrafo de Michel Foucault: resposta a muitas questões?

Heliana de Barros Conde Rodrigues

Professora-adjunta do Departamento de Psicologia Social e Institucional, Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

RESUMO


Em "Resposta a uma questão", artigo-réplica a perguntas encaminhadas a Michel Foucault pela revista Esprit, um parágrafo concernente às relações entre a constituição da medicina clínica e a Revolução Francesa nos parece, ainda hoje, paradigmático do modo de pensar foucaultiano. O presente ensaio dele parte, no intuito de distinguir a perspectiva foucaultiana daquelas ligadas à História das Mentalidades e à Sociologia do Conhecimento. Em seguida, usa-o como ferramenta analítica de uma recente polêmica, relativa a uma investigação que se propõe a mapear o cérebro de "adolescentes infratores". Avalia-se que o parágrafo mencionado faculta entender de modo singular o repúdio de uma parcela da intelectualidade e da militância ao projeto de pesquisa em pauta. Com isso, a "Resposta a uma questão" se amplia a uma resposta a muitas questões, especialmente ao que se pode entender por defesa dos Direitos Humanos no campo dos saberes e regimes de verdade.

(...)Mas se a nota vem no tempo oportuno e, decerto, também parcialmente apoiada em tal estatuto – não fossem muitos de seus signatários pesquisadores universitários, teríamos chegado a conhecê-la?18 –, será repudiável pelo conteúdo? É a partir daqui que damos início ao desdobramento do parágrafo de Foucault em "muitas questões".

Segunda questão: podemos extrair da prática política critérios de julgamento de cientificidade? Consoante Foucault (1972), "a prática política não reduz a nada a consistência do campo discursivo no qual ela opera" (Foucault, 1972: 76). Em face dessa autonomia ao menos relativa, estaríamos impedidos de nos pronunciar sobre as ciências? Não se trata disso. Ainda de acordo com Foucault, embora a prática política não seja o tribunal universal da razão, pode-se, em nome dela, "colocar em questão o modo de existência e de funcionamento de uma ciência" (Foucault, 1972: 77) – interrogar, em suma, aquilo que está diretamente relacionado com a prática política.

Voltemos à nota. Seu conteúdo se atém a essa relação direta? Nem sempre. Arvora-se ela em tribunal último? Dificilmente se poderia afirmá-lo. Senão vejamos.

Talvez o trecho em que a relação entre política e cientificidade esteja manifestamente em pauta seja o seguinte:

Privilegiar aspectos biológicos para a compreensão dos atos infracionais dos adolescentes em detrimento de análises que levem em conta os jogos de poder-saber que se constituem na complexa realidade brasileira e que provocam tais fenômenos é ratificar sob o agasalho da ciência que os adolescentes são o princípio, o meio e o fim do problema, identificando-os seja como "inimigo interno" seja como "perigo biológico", desconhecendo toda a luta pelos direitos das crianças e dos adolescentes, que culminou na aprovação da legislação em vigor – o Estatuto da Criança e do Adolescente. Pensar o fenômeno da violência no Brasil de hoje é construir um pensamento complexo... (grifos nossos).

Dizer, no calor da hora, que "os jogos de poder-saber" provocam "os atos infracionais dos adolescentes" – é o que se depreende do texto – e que a pesquisa dos cérebros, ao contrário, visa a reduzi-los a aspectos biológicos é aderir às hipóteses abandonadas por Foucault, no caso assim sintetizáveis: os setores progressistas aqueles que lutaram pelo ECA, digamos – são dotados de percepções e idéias complexas, levando em conta, no modo de perceber e conceituar as infrações, os fatores sociais, ao passo que os setores reacionários, de forma simplista e redutora, vêem e conceituam os mesmos fenômenos como decorrentes de uma má herança e/ou um mau ambiente. (...)

LEIA NA ÍNTEGRA EM :
FONTE : http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-56652008000200010.
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