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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Regime militar matou o pai da escola pública


https://www.youtube.com/watch?time_continue=34&v=hpuWk2qkdaY



*Original: Tv Latinha

https://www.youtube.com/watch?v=ZxtSiDObwUE

Anísio Spínola Teixeira (Caetité, 12 de julho de 1900 — Rio de Janeiro, 11 de março de 1971) foi um jurista, intelectual, educador e escritor brasileiro.[1] Personagem central na história da educação no Brasil, nas décadas de 1920 e 1930, difundiu os pressupostos do movimento da Escola Nova, que tinha como princípio a ênfase no desenvolvimento do intelecto e na capacidade de julgamento, em preferência à memorização. Reformou o sistema educacional da Bahia e do Rio de Janeiro, exercendo vários cargos executivos. Foi um dos mais destacados signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova[2], em defesa do ensino público, gratuito, laicoe obrigatório, divulgado em 1932. Fundou a Universidade do Distrito Federal, em 1935, depois transformada em Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.
Na ideia de uma educação integral[3] e uma educação para todos, expressa por Anísio Teixeira foi a concepção de educação que permeou os escritos e a obra de Anísio Teixeira, está a base de sua atuação como educador e sua contribuição para a educação no Brasil, que alguns consideram importante até hoje.(...)
https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%ADsio_Teixeira


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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Lançamento do livro: Mulheres na Luta Armada - de Maria Cláudia Badan Ribeiro - Adriano Diogo fez uma transmissão ao vivo



https://www.facebook.com/100007199266659/videos/2147799065470048/?notif_id=1534540314327862&notif_t=live_video_explicit



http://www.alamedaeditorial.com.br/livros-alameda/pre-venda-mulheres-na-luta-armada



Protagonismo feminino na ALN (Ação Libertadora Nacional)

Mulheres na luta armada: protagonismo feminino na ALN (Ação Libertadora Nacional), de Maria Cláudia Badan Ribeiro, chega preenchendo algumas lacunas importantes para o estudo e compreensão dos anos e atos de resistência à ditadura de 1964.

Houve um momento em nosso país em que a única oposição aberta ao sistema eram as ações armadas de guerrilha urbana, desencadeadas a partir de 1967 até 1973, seis anos de enfrentamento frequentemente ignorados pela história oficial. Seja escrita pela direita, seja pela esquerda institucional.

Geralmente os relatos e análises do período falam do golpe de estado, das lutas estudantis, chegam à passeata dos cem mil e à promulgação do AI-5, pulando descaradamente para as lutas pela anistia e as greves do ABC no final dos anos 70, e a chamada redemocratização.

Os anos de luta armada ficam escondidos atrás das denúncias de torturas, assassinatos e desaparecimentos, e nada se fala da luta de Carlos Marighella, Joaquim Câmara Ferreira, Ana Maria Nacinovic e milhares de outras mulheres e homens que deram suas vidas pela liberdade enquanto muitos se dobravam à tirania.

As mulheres que lutaram contra a ditadura romperam com a sociedade e com suas famílias que as queriam casadas, recatadas e do lar, e foram conquistar seu espaço no mundo. Muitas vezes isso fica oculto pelas lutas feministas europeias e estadunidenses tão importantes nos anos 70.

Maria Cláudia com seu livro resgata a história da ALN, escondida pela vitimização da luta, e ao mesmo tempo expõe as vidas tão pouco contadas das mulheres brasileiras que pegaram em armas contra a ditadura.

Carlos Eugênio Paz

Sobre a autora: Maria Cláudia Badan Ribeiro é Bacharel em Letras (italiano e francês) pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), Pós-Doutora pelo Instituto de Altos Estudos da América Latina (IHEAL-Sorbonne Nouvelle) e pelo Programa de Pós Graduação em Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).


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sábado, 14 de julho de 2018

Sequelados da ditadura civil e militar - Brasil



Foi em 1968 que Paulo Freire escreveu "Pedagogia do Oprimido", seu livro mais conhecido pelo mundo! 
Em 1968 eu tinha 10 anos e já sentia a encrenca que o Brasil passava com a ditadura civil e militar.
Muitas sequelas ficaram, em mim e para a maior parte das pessoas que tiveram de frequentar escolas e universidades naqueles tristes tempos! E os que nem frequentavam escolas na época... o que teria ocorrido com suas cabeças? teriam sido lobotomizados e nem perceberam?
A opressão é a coisa pior que o ser humano inventou, é ferramenta do fascismo, a pior delas!
Uma das sequelas que tenho até hoje, teve reforço na época da faculdade. Havia a matéria Organização Social e Política, similar a Educação Moral e cívica que tínhamos no ginasial, atual ensino fundamental ou básico, nível 2. O professor desta matéria adotava um único livro e propunha que fizéssemos o seguinte: recortar noticias de jornais ou revistas e colar numa pasta, isto durante o semestre todo e no final apresentássemos tal pasta. Muitos não faziam nada disto, e chegando ao final do semestre ficavam desesperados para completar tal tarefa esdrúxula... então, corriam a ficar pedindo recortes aos outros, ou buscando jornais antigos para fazer tais recortes. Se os estudantes haviam lido ou não os tais recortes, ou se só tinham lido os títulos, não importava ao professor.
Como dizia Paulo Freire, "os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem".
No entanto, o que ficou destas propostas indecentes e de tudo relativo a esta não educação dos tempos da ditadura, foi que o caráter do povo foi deformado, oprimido, as pessoas sentiram que só a alienação seria possível pra que elas pudessem sobreviver com alguma paz! Mas que paz? que preço vergonhoso teve esta paz? O povo brasileiro não conseguiu aprender nem de leve o que seria cidadania! Não aprendeu nada que fosse humanizador, não, não conseguiu nem vislumbrar o que seria união, o que seria tomar partido de até... um familiar, não, a covardia inundou a todos.
E o que estes pais, avôs, bisavôs, que eram as crianças, os jovens e os adultos da época da ditadura, poderiam transmitir de significativo a estas gerações atuais? nada ou quase nada.Da minoria que se revoltava... muitos morreram...outros sofreram muito, porque inclusive sofreram sozinhos, sem o apoio da massa alienada e oprimida.
Os colegas de faculdade que assim como eu, quase nem liam as tais matérias de jornal, (que passavam pela censura dos militares), ficaram talvez para sempre se sentindo incapazes de compreender muitos fatos que ocorriam na época e até hoje se eximem de tentar entender de verdade o que ocorreu e o que hoje ocorre! E assim a raiz da alienação inserida lá na década de 70 até hoje surte bom resultado aos propósitos indecentes e fascistas dos militares e da invasão imperialista...opa, ou seria invasão cultural militar imperialista!?

Nadia Gal Stabile - 14 07 2018


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Mário Pedrosa


Mário Pedrosa, Lélia Abramo e Sergio Buarque de Holanda - https://www.flickr.com/photos/dezorzi/1351335820

"Arte é o exercício experimental da liberdade" Mário Pedrosa

Os "museus" de arte contemporânea, ou aqueles dedicados a esse mito que é a arte dita moderna, não podem ser confinados a atividades tradicionais da entidade - guardar e expor obras primas. Suas funções são bem mais complexas. São eles intrinsecamente casas, laboratórios de experiências culturais. Laboratórios imediatamente desinteressados, isto é, de ordem estética, a fim de permitir que as experiências e vivências se façam e se realizem nas melhores condições possíveis ao estímulo criador. O Museu, assim concebido, é a luva elástica para o criador livre enfiar a mão. (Mário Pedrosa)

 Foi durante a iniciação ao samba, que o artista passou da experiência visual, em sua pureza, para uma experiência do tato, do movimento, da fruição sensual dos materiais, em que o corpo inteiro, antes resumido na aristocracia distante do visual, entra como fonte total da sensorialidade. (Mário Pedrosa, no artigo “Arte ambiental, arte pós-moderna, Hélio Oiticica”. In: Correio da Manhã, 26/06/1966
 O artista, o crítico, o filósofo, o sociólogo, seriam propositores -só os que conseguirem essa totalidade poderão propor algo: esse algo baseia-se em tudo o que seja a procura de um sentido para a vida nela mesma. Todos têm importância: uma sociedade se constitui de inter-sociedades -uma totalidade é uma trama de totalidades cuja unidade é o indivíduo. (Giulio Carlo Argan)

  
Na verdade, a desintegração da pintura é irreversível. Não há possibilidade nem razão para uma volta à pintura ou à escultura. (Hélio Oiticica)


O Brasil é um país condenado ao moderno. (Mário Pedrosa)

O que ele está querendo dizer (Mário Pedrosa, na frase acima) é que só há a possibilidade de ir pra frente. De experimentar. Não há razão para voltar atrás no Brasil. (Hélio Oiticica)


http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/mario_pedrosa_e_o_brasil.pdf



  





terça-feira, 26 de agosto de 2014

nós e os outros










muitos orgulhosos assumidos
talvez nunca ou só muito tarde percebem
como não se pode considerar que somos
auto suficientes sózinhos

para mim é estranhíssimo ter tido uma educação
equivocada e individualista demais na escola de freiras
e depois num ginasial alienado e oprimido nos tempos da ditadura
difícil não poder ter lembranças mais reais com minhas colegas
do primário, lembranças que pudessem de verdade serem lembranças.

no fim da adolescência pude ter boas vivências culturais onde nasci
era quase o final da ditadura, e um grupo musical no bairro que nasci
me fez renascer de várias maneiras.

mais tarde um pouco, encontrei uma pessoa que me jogou nas tintas
no mesmo local onde eu tinha nascido, no mesmo local onde os laguinhos
enferrujados e meus barquinhos navegavam os côncavos das partes
de máquinas de meu pai

somos os outros, sem eles a vida fica muito ruim
a web é isso, a web é a gente e os outros juntos
e aqueles que nos observam de longe diariamente
adorariam estar unidos a gente
 tanto os espiões, quanto os que ainda não se envolveram
com este meio de comunicação hiper genial!

nadia gal stabile - 26 08 2014






sábado, 7 de junho de 2014

Sobre fogueiras, livros e liberdade

50 anos depois
desde a copa de 70 , 44 anos

meu pai morto pela metade ou quase inteiro
a fogueira mais triste de nossas vidas
não era festa de são joão
eu me queimei muto também
a ditadura militar levou nossas vidas
levou nossos sonhos, levou nossas almas
almas sem expressão, não são almas
são zumbis que
na copa de 70 festejaram
naquela tal avenida de meu bairro
festejaram o que?

sonhei com meu pai, me abraçava
ontem a noite assisti trechos do tele teatro da cultura
electra de eurípedes...
filha e pai mortos na fogueira de livros de 1964
e com almas perseguidas e exiladas pra sempre
malditos fascistas
mundo cão
humanos sem liberdade de expressão,
sem poderem pensar,
sem poderem ter livros
não são humanos...
não são pessoas
oprimidos por si próprios
a subvivência mata
isto aqui é só ilusão, tudo acaba, a verdade está morta
as verdades não podem ser ressuscitadas
as mentiras sim, sobrevivem por meio século ou para sempre...
todos se alienam e acham normal
normose a pior das pestes!

Nadia Gal Stabile - 07 06 2014


http://pt.wikipedia.org/wiki/Fahrenheit_451_(filme)



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