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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

'FAKE NEWS' a palavra do ano! e os equívocos na comunicação via sistema móvel

'Fake News' é eleita a palavra do ano, mesmo que não seja uma palavra




 
https://www.tecmundo.com.br/internet/123772-fake-news-eleita-palavra-ano-mesmo-nao-seja-palavra.htm


Fake News" foi escolhida como a palavra do ano pelo dicionário inglês da editora Collins — mesmo que não seja uma palavra e, sim, uma expressão. O termo "Fake News" ("Notícias falsas") nasceu com Donald Trump, presidente dos EUA, usado para caracterizar veículos de mídia que "atacavam" o candidato na época — obviamente, atacavam na suposição de Trump.

Além de Fake News, outras palavras entraram no dicionário e foram finalistas na escolha da palavra do ano:
  • Echo-chamber (Câmara de eco): "é uma descrição metafórica de uma situação em que informações, ideias ou crenças são amplificadas ou reforçadas pela comunicação e repetição dentro de um sistema definido"
  • Antifa: "movimento contra qualquer forma de autoritarismo, fascismo e nazismo".
Ano passado, a palavra do ano foi "Brexit", que definiu a saída do Reino Unido da União Europeia.

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https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/11/1932402-fake-news-e-eleita-palavra-do-ano-e-vai-ganhar-mencao-em-dicionario-britanico.shtml

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os equívocos na comunicação via sistema móvel

Com o intenso uso da telefonia móvel, muitas coisas mudaram para pior.
Se antes os usuários de Internet já demonstravam muita falta de informação e conhecimento para usar de forma eficiente a Internet, agora piorou bem!
Compartilham via Whatsapp e Messenger, vídeos sem links, ou geralmente o vídeo é de um ano atrás e nem se dão ao trabalho de clicar no link e checar em qual data foi postado no Facebook, ou no Youtube. A confusão é geral, é desanimador presenciar tanta falta de atenção e vontade de aprender a usar melhor esta incrível tecnologia que poderá um dia, por certo, cooperar muito com os direitos de todos! Por enquanto continuam compartilhando Fake news, e se for do partido ou da posição política contrária, melhor, ai se esbaldam espalhando mentiras!
Isto é o que resultou de um povo  que tem mania de dizer que detesta manuais ou tecnologia, e que prefere ir na orelhada ou dando o tal do jeitinho, característico do brasileiro! A Internet é algo incrível pois se pode aprender tudo sobre ela, nela mesma, é só querer! Se antigamente se dizia que um bom design é aquele que já trás a "receita" ou o "manual" nele mesmo...a Internet vai muito além disto, e pode surpreender qualquer um.
Certa vez uma garota queria ter aulas particulares sobre Excel, mas quando lhe disseram que ela encontraria inúmeros tutoriais no Youtube sobre isto, ela se assustou e ficou muito feliz!! Esta predisposição de muitos se proporem a compartilhar conhecimento em vídeos,
é ótima! E prova aos individualistas, que sua falta de generosidade é ridícula e inapropriada para esta nossa época de produção cooperativa do conhecimento!
Dia chegará em que a totalidade das pessoas compreenderá a importância da boa comunicação e a nossa evolução mais rapidamente se concretizará!

Nadia Gal Stabile - SP, 10 11 2017

*ver também: 
http://sarauxyz.blogspot.com.br/2017/11/mst-vitima-de-fake-news.html#.WgZYHGhSxHY


INÍCIO 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

INTERNET, TELEVISÃO, MONOCULTURAS...


Assange deve ter razão. Se compararmos a Internet, a televisão, as monoculturas...ou, aos bancos e religiões fundamentalistas... e a outras coisas  que os seres humanos inventam, vamos ver que todas elas tem lados péssimos em mãos erradas, e outras nem deveriam existir!

Eu deveria nem escrever mais nada, deveria sair da Internet, acabar com meus blogs e perfis em mídias sociais e sair fora? Todas as pessoas deveriam fugir da Internet, este grande panóptico, e se esconderem como toupeiras amedrontadas?

Adiantaria alguma coisa? Nossos celulares possuem em suas baterias um dispositivo que espiona seu usuário, e se você tem GPS no celular ou no carro.... aí, se esqueça de se esconder, porque de nada vai adiantar! Nossa privacidade já foi pro espaço há muito tempo, por isso sempre dizia : "mostremos nossos traseiros aos donos dos panópticos!"

Faz muito tempo que os sociólogos, psicólogos e etc trabalham para agências de pesquisas. A mídia e a publicidade só funcionam em cima destas pesquisas, sabem tudo das pessoas, ou dos consumidores. Ser consumidor não significa que o ser humano seja uma pessoa ou um cidadão, significa que ele é um individuo manipulado pra consumir.

As monoculturas ameaçam a civilização humana e todos que vivem neste planeta!

A televisão em mãos erradas anda fazendo mais estragos que a bomba atômica, etnocídios ferrados, e o pior disto tudo é que os consumidores condicionados ao extremo, não conseguem perceber o mal que representa a televisão comercial.

Bancos e religiões fundamentalistas, muitos ainda não perceberam o mal enorme que tais coisas representam a civilização humana.

Enfim, estamos rodeados por grandes ameaças a nós, e inclusive os "civilizados" (nós) representam um dos maiores males aos indígenas! 

Resta-nos refletir para tentarmos resolver todas estas ameaças, ficar parado sem fazer nada, não resolveria nada! Parece que nestes tempos muitas coisas pra lá de crueis e absurdas andam acontecendo, migrantes sendo atacados em fronteiras, extremistas ameaçando muitos, fanáticos religiosos aos montes... e nós precisando nos melhorarmos, derrubar nossa intolerância, nossos preconceitos e nos colocarmos no lugar destas pessoas que fogem de guerras e injustiças brutais, elas precisam do equilíbrio e da humanidade daqueles que as acolhem como imigrantes!

Nadia Gal Stabile - 22 09 2015 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

MÍDIA (TV) E ALIMENTAÇÃO - ÓRGÃOS REGULATÓRIOS

 *esta frase de Deleuze é demais:
 *sempre lembro da história do penico de minha prima. Ela era pequena e ganhou um penico. Logo ela começou a brincar com o penico, era de alumínio, até jogá-lo pra cima, amassá-lo, mas menos usá-lo para a finalidade a que se destina um penico, e só bem depois aprendeu a usá-lo. Assim somos nós até depois de crescermos, usamos a Internet assim como fazia minha prima com o penico. Quando será que a maior parte de nós vai resolver utilizar a Internet como se deve e como se pode para colaborar com todos?


Brasil está hiper atrasado em matéria de órgãos regulatórios. A presidenta em sua campanha propôs algo neste sentido http://www.pt.org.br/dilma-ira-discutir-regulacao-da-midia-no-segundo-mandato/ , mas até agora... o que precisamos é  nos mobilizarmos, senão, nada acontecerá.

http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2723:catid=28&Itemid=23

*médico rebate matéria veiculada pela Rede Globo no dia 18 de agosto de 2015:
https://www.facebook.com/drcacciari/photos/a.1627232434157869.1073741828.1616002881947491/1651100735104372/?type=1

A questão da tv brasileira e da alimentação cheia de problemas e de injustiças,
atreladas ao grande capital, deixam invisíveis ao povo, questões hiper relevantes, vitais, e que nos atingem diretamente, só poderão começar a serem resolvidos se o povo estiver informado de verdade e pra isto, coisas como estas precisam acabar :  http://revistaforum.com.br/digital/146/democratizacao-das-midias-e-uma-outra-comunicacao-possivel/

Informação é tudo para um povo que não tem a educação formal que merece, inclusive a educação no Brasil, país continental, que na minha opinião só irá melhorar quando as emissoras de rádio e tv forem democratizadas de verdade!

É preciso nos reunirmos, criarmos espaços de debates sobre como  iniciar estes tais órgão regulatórios da mídia e da alimentação,(e tantos quanto forem surgindo, populares e livres)  porque continuar sem fazer nada perante problemas graves de alimentos envenenados, não me parece algo de gente que estudou, que se formou em universidades e que faz parte de um grupo seleto da Internet brasileira e que poderia muito bem tomar iniciativas para começar a fazer algo.

Mas porque as pessoas privilegiadas que usam a Internet há anos não fazem algo para cooperar com a maioria do povo brasileiro que ainda está excluido de muitas coisas? inclusive de tomar conhecimento de coisas primárias que prejudicam sua saúde?  e não se organizam para enfrentar esta meia dúzia de famílias brasileiras que sentem-se donas deste quarto poder (a mídia) e com o consentimento dos outros 3 poderes, enganam diariamente este povo carente daquilo que eles nunca poderiam ser carentes, direitos, boa informação e etc. 
Os priveligiados da Internet precisam fazer alguma coisa, proponho que advogados, médicos, biólogos, publicitários, jornalistas, professores, engenheiros, enfim de todas as áreas, cada um  comece a pensar em possíveis mobilizações, reuniões, debates...

A regulação da mídia feita pelo povo, não tem nada a ver com censura, trata-se de se opor a coisas absurdas que são veiculadas nas emissoras de tv e rádio, trata-se de fazer uma oposição, porque nada neste mundo pode deixar de ter algo que se oponha pra que possa ser útil para todos.

Trata-se de injustiça e egoismo daqueles que podem fazer algo pela maioria e não fazem. Cada um pode cooperar com aquilo que tem capacidade de fazer e melhorar a vida de todos, nenhum governo pode ir em frente se as pessoas com alguma formação se alienam e deixam de cooperar, negam o que uma pessoa possa ter pra ser chamada de pessoa.

Nadia Gal Stabile - 31 08 2015

* o exemplo deste médico que  se opôs a matéria do óleo de coco, da Rede Globo, é só uma amostra para nos fazer acordar sobre toda a informação nula ou enganosa a que estamos submetidos e deixamos milhões de pessoas serem submetidas sobre por exemplo, o envenenamento de nossos alimentos e de nossa água, ou da falta dela... enfim, muito o que resolver, muito o que fazer!


https://www.google.com.br/search?q=%C3%B3rg%C3%A3o+regulat%C3%B3rio+m%C3%ADdia+brasileira&gws_rd=cr,ssl&ei=epPkVdK-GIumwASJzqTYDw#q=%C3%B3rg%C3%A3o+regulat%C3%B3rio+m%C3%ADdia+brasileira&safe=off&tbs=qdr:m



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

George Orwell,jornalismo e liberdade de expressão

qual liberdade de imprensa temos?
que imprensa temos?
qual liberdade de expressão temos na Internet ou nas ruas?
de quem é a imprensa?
quem recebe concessões públicas de emissoras de rádio e tv, e das mídias impressas?
quantos corajosos jornalistas temos do lado do povo?
quem são estes Dom Quixotes do jornalismo? eles existem mesmo?
só na Internet é que o povo pode se expressar? e será que tem alguma liberdade mesmo por aqui?
porque será que o povo e os jornalistas se acomodam tanto, se alienam tanto em relação a verdadeira informação? somos todos uns covardes? ou todos temos rabos presos?
como e quando esta cultura da mentira irá terminar?

nadia gal stabile - 27 08 2014































quarta-feira, 18 de junho de 2014

Para que tanto querer ?

querer ser criativa
querer ser transparente nos processos
querer...querer...
pra que tanto querer?

querer se impor como mulher ativa
querer mostrar aos homens e as mulheres
que nós somos capazes de fazermos o que quisermos
de mostrar que também somos seres pensantes
e muito mais intuitivos... seres intuitivos - mulheres!

gastar, gastar, tudo o que possa estar a me atrapalhar,
jogar fora, jogar pra fora,
deixar sobrar só o que me faça bem e o que faça bem a outras(os)

resolver coisas passadas, verdadeiros traumas ao testemunhar
sofrimentos de mulheres... havia uma na faculdade que se envergonhava
de seus desenhos, mas ainda assim os expunha sem dizer que eram dela.
desde 1977 isto ficou na minha cabeça, por que?

porque tanta opressão, tanta repressão?
se o mundo foi bipolar na época da guerra fria,
desde sempre foi e ainda é bipolar, de um lado os homens, e do outro...

não me interessa mais ser tímida, encolhida e reprimida.
por isso desde que uso a Internet, tenho tentado me melhorar,
tenho tentado fazer bom uso desta faca com "dois legumes" (risos)
para quem sabe dar algum exemplo e cooperar com alguém.

se este blog tem sido muito mais acessado por norte americanos,
não me interessa também.

nossos quereres só tem sentido se fizerem parte dos quereres de muitos outros(as).
este meu lado, ou inteiro,  ligado a educação desde a minha adolescência,
me faz ser esta que sou, que escreve por necessidade.
estou feliz com isto, e agradeço os que cooperaram
pra que a Internet fosse hoje o que é, mesmo com todos os defeitos.

Nadia Gal Stabile - 18 de julho de 2014







quarta-feira, 28 de maio de 2014

FUNDÍMO - NOS

o futuro chegou, antes tínhamos
meia dúzia de antenas
pela cidade,  as de rádio e tv
evoluimos muito
nosso cérebro agora pode captar
trilhões de mensagens, mesmo dormindo
radiações das antenas da Oi, da TIM, da Vivo...
da Claro, penetram nossos neurônios
e como intrusas, entre nossas sinapses
vão tramando redes embaralhadas
e de repente já não somos mais os mesmos
somos as ideias de muitos
o sonho da produção coletiva do conhecimento
já é realidade, mas ainda uma produção
relapsa, mal ajambrada, feita nas coxas
a internet, as mídias sociais, junto com as antenas
estão a talhar e fundir muito rápido
todos nós.

Nadia Gal Stabile - 28 05 2014










segunda-feira, 19 de maio de 2014

APPs - Mapa Mental

 Para poder estudar ou trabalhar melhor, os mapas mentais são ótimos.
Examtime é um APP (aplicativo) fazer mapas mentais e etc. Conheça : https://www.examtime.com/

Outro dia para tentar explicar a Internet, na minha visão, resolvi experimentar este APP, e achei um bom desafio, (para ver o mapa com animação, clique no link a seguir)...deu nisso ai :

https://www.examtime.com/pt-BR/p/746877

terça-feira, 29 de abril de 2014

CRYPTO PARTY BRASIL

Já ocorreu, mas vale a pena se informar sobre criptografia!
https://cryptoparty.inf.br/

“O mundo não está se deslocando gradualmente, está galopando em direção a uma nova distopia transnacional. E esse movimento não é percebido de maneira adequada fora dos círculos envolvidos com segurança nacional. É encoberto pelo segredo, por sua complexidade e por sua escala. A internet, nossa maior ferramente de emancipação, se transformou no maior e jamais visto instrumento de totalitarismo. A internet é uma ameaça à civilização humana. Essas mudanças aconteceram em silêncio porque aqueles que sabem o que está ocorrendo trabalham na indústria global de vigilância e não têm incentivo para falar. Se correr solta, essa trajetória levará a civilização global a se transformar, em alguns anos, em uma distopia pós-moderna da qual será impossível para todos, menos alguns indivíduos muito especializados, escapar. Na real, talvez já estejamos neste ponto.”

 Julian Assange, Cybherpunks: Freedom and the Future of the Internet

“As pessoas precisam se dar conta de uma coisa relacionada à criptografia: nenhum grau de violência dá conta de resolver um problema matemático.”

 Jacob Appelbaum, Cybherpunks: Freedom and the Future of the Internet

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Teoria da Conspiração




Quando o site Wikileakes lança na web informações tidas como
sigilosas, cria-se um certo alvoroço, como se segredos
bombásticos estivessem próximos de serem revelados

Mas até o presente momento, o que de tão importante foi
revelado, a não ser fofoquinhas entre diplomatas, e outras
coisas que, informalmente, já estávamos cansados da saber ?

E mais, sabedores que somos, que a grande imprensa mundial,
aliada dos donos do poder, sempre lança uma cortina de fumaça
quando vem à público, fatos ou pessoas que possam, de fato,
prejudicar o interesse dos poderosos, por que esta mesma imprensa
cede tanto espaço a um site que, supostamente, é um perigo para
o sistema ?

Não estou aqui afirmando que o Wikileakes é uma farsa montada
pelos poderosos como uma forma de, futuramente, terem um
pretexto para apertarem o cerco à internet, alegando que
determinadas informações divulgadas por certos sites, poderiam
colocar em risco a segurança nacional

Mas é no mínimo estranha a popularidade conquistada por Julian
Assange, fundador do site( popularidade dada em parte, pela grande mídia),
quando muitos outros que se levantam contra este mesmo sistema são
sumariamente condenados a obscuridade ... Vale pensar ...

Marcelo Roque

sexta-feira, 30 de julho de 2010

SOS COMUNICAÇÃO


Dizer coisas que sejam de verdade relevantes e ainda conseguir atingir os devidos ouvidos,as devidas almas,
nunca foi fácil.
Comunicar-se e conseguir não aprisionar quem quer que seja,me parece o maior desafio humano!

Os irracionais não são fanáticos por nada, os animais não precisam de escolas e nem de emissoras de tv.
Não se agrupam por qualquer razão ou porque exista um lider a convencê-los de algo!
Irracionais unem-se pela sobrevivência! a única ideologia que poderia existir pra eles seria a da vida!

Se eu fosse uma leoa,agora estaria a defender minha cria e a caçar,e se eu conseguisse caçar somente um animal de pequeno porte,comeria antes do macho,ou ele nem comeria aguardando o dia de amanhã quando eu não estaria tão enfraquecida e pudesse caçar ,quem sabe um animal maior que o alimentasse fartamente.

Me parece que não somos assim tão diferentes de leões,os machos às vezes deixam as mulheres comerem antes!rsrss... o que quero dizer mesmo, com toda minha falta de talento em escrever, é que tento dizer coisas,e espero sempre tentar dizer,mesmo com todas as minhas deficiências na escrita ou no conteúdo.

Nestes últimos tempos tenho percebido que a comunicação precisa ir adiante rápido pra que possa auxiliar urgentemente a educação neste país! Por exemplo, outro dia assisti parte de um documentário sobre lan houses,numa certa parte um professor de escola da periferia de São Paulo,perguntava a uma classe de quinta ou sexta série, quem jogava um determinado game. Pelo menos a terça parte da classe levantou a mão.

Este professor, ou a maioria dos professores nunca jogou tal game!

Este SOS COMUNICAÇÃO seria também, que os professores tivessem um tempo nas escolas para
aprenderem a jogar estes jogos, ou a entenderem porque que os alunos gostam de jogá-los.
Para mim é impossível que a verdadeira comunicação aconteça sem que as partes envolvidas se integrem através do conhecimento mútuo! Educar é se comunicar,e se o professor souber como é a vivência do aluno,
e respeitá-la,poderá conversar, fazer análises que poderiam até serem incluídas nas aulas de qualquer disciplina!  Os jovens, as crianças, andam abandonadas ,porque na maioria das vezes existem muros que separam suas vidas da vida dos adultos!

Outra questão que queria dizer aqui é sobre a mídia, os jornalistas que tendo tanta capacidade, tantas experiências importantes,poderiam tentar serem mais diretos, mais didáticos sobre questões relevantes que poderiam cooperar substancialmente com a transformação de nossa educação e nossa cultura!

Este SOS COMUNICAÇÃO que escrevo aqui tem o objetivo de mobilizar muitos que poderiam ler esta postagem,a tentarem refletir quais seriam suas importantes contribuições a nossa vida!
Assim como as leoas, a sobrevivência, a educação das crianças sempre esteve nas mãos das mulheres.
Está na hora dos homens pararem de agir como leões interesseiros e que abusam do trabalho das mulheres!
A educação das crianças, dos jovens e de todos nós, pois educação nunca termina, até morrermos podemos estar nos transformando! Entretanto os homens deste país continuam a agir como filhinhos mimados e alheios a educação! Melhorar-se deveria ser algo que estivesse em primeiro lugar para os racionais!
Os exemplos ruins que os homens dão a seus filhos e a subordinação da mulher ao homem,detonam de saída a cabeça das crianças!

Aqui neste blog, o Sarau Para Todos,temos tido momentos incríveis com reflexões de seus colaboradores,
reflexões hiper pertinentes,que urgem serem debatidas neste país!
Enfim, ser blogueira tem me parecido ser alguém que consegue reunir ou integrar vários setores,
poetas com jornalistas, com artistas,com educadores, com escritores, com empreendedores,com cientistas, com simples blogueiras como eu...enfim, é preciso que esta união ocorra rápido,não temos mais tempo pra perder,este presente quem tem que fazer somos nós mesmos!

Nadia Stabile - 30/07/10 

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mensagens de Ódio Pela Internet



Um Apelo ao Ministério Público


Carlos Alberto Lungarzo

Anistia Internacional (USA) – 2152711

Numerosos sites e blogs da Internet se caracterizam pela difusão permanente de mensagens de ódio, seja político, racial, ideológico, nacional ou de qualquer outra característica. Ao mesmo tempo, nesses sites abundam afirmações falsas ou distorcidas, que são mais do que difamações ou, mesmo, calúnias pontuais. Essas declarações formam um contexto de campanha de destruição moral de certas pessoas que eles consideram inimigas.
Não está em jogo a eventual ofensa ou injúria a alguém por lhe atribuir um ato que não cometeu, ou cujo cometimento não pode ser provado. Tampouco está em questão o direito de qualquer pessoa ou organização a manifestar seu desafeto, crítica ou repúdio por outros.
O que está em pauta é uma tendência sistemática a ofender, caluniar, ridicularizar, humilhar publicamente, expor ao ódio e eventualmente, incitar a ação física de vândalos ou hooligans contra pessoas ou grupos cujas posições não coincidem com as desses sites.
O Ministério Público deve, como mínimo, acompanhar o funcionamento desses sites e blogues, e manifestar se considera ou não esses atos como atentado à dignidade humana e incitação à violência.
Análise do Contexto
O problema da liberdade de ação e de expressão é um antigo calvário da democracia, da estratégia de Direitos Humanos e do Direito em geral. Isso não significa que o problema seja impossível de resolver. Se chegar a uma solução parece difícil é porque há muitos interesses em jogo, por um lado; e, de outro, muitas pessoas se sentem amedrontadas.
A liberdade de ninguém deveria ser limitada quando é exercida no âmbito privado ou público, sem produzir danos nos Direitos Humanos básicos de outras pessoas. Entretanto, os sistemas de poder controlam a vida privada, os direitos reprodutivos e as opções sexuais das pessoas, que são atos privados sem qualquer efeito negativo sobre os outros. Por outro lado, limitam direitos de expressão que, sejam corretos ou grosseiros, não configuram ódio nem visam a destruição moral ou física de nenhuma pessoa ou entidade. Vejamos dois exemplos:
Em alguns países, como a Itália, existe ainda a censura medieval contra a blasfêmia. Recentemente, uma pessoa foi condenada por fazer pilhéria com o Papa. Em algumas sociedades com resíduo do stalinismo, como Cuba, pode punir-se a execração dos símbolos pátrios, e até as críticas ao governo.
Entretanto, sites, rádio, TV, jornais e outras formas de mídia podem, em algumas sociedades, publicar manifestos violentos, que cultuam o ódio de maneira sistemática, e geram um sistema de lavagem (ou, melhor dizendo, de poluição) cerebral, pudendo servir, em situações críticas, como faísca para atentados.
Um exemplo famoso é o sistema de Rádio e TV chamado “As Mil Colinas” de Kigali (Ruanda), que, desde 1993, transmitiu mensagens contínuos incitando ao ódio contra a nação Tutsi, e preparando o genocídio que custaria quase 1 milhão de mortos. Tanto o diretor da emissora como o de um jornal com tendência similar foram julgados por crimes contra a humanidade, após o fim do massacre.
É verdade que a emissora tinha uma audiência enorme, e seu impacto na sociedade era gigantesco. Entretanto, se é necessário um impacto enorme para deflagrar um genocídio, não é necessária uma penetração tão grande para incitar a um ou mais atentados, sejam morais ou materiais.
Observe as preocupações das Nações Unidas com este tipo de problemas aqui.
Não nego que o assunto possa ser complicado, porque nem sempre a linha que separa uma liberdade legítima de um crime humanitário pode ser traçada com precisão. Uma amostra dessa dificuldade foi apresentada pelo caso de Richard Warman no Canadá, onde um tribunal conservador considerou que a limitação às mensagens de ódio feria a liberdade de expressão. Veja isto aqui.
No Brasil, as campanhas de ódio parecem coincidir com certas propostas de alguns políticos que desejam introduzir censura na Internet. Não posso dizer se essas campanhas estão coordenadas, mas elas possuem um caráter semelhante. As campanhas de ódio e ameaças procuram intimidar e calar defensores dos Direitos Humanos, do sistema democrático, e de um sistema jurídico equânime e objetivo. Também visam semear o terror entre os pacifistas, os inimigos do militarismo, da tortura, da pena de morte e da justiça linchadora. Atribuem a figuras desconhecidas ou públicas, atos criminosos extremos ou, até, históricos forjados de graves delitos e atentados.
Por outro lado, as campanhas para censurar a Internet parecem orientadas a impedir legalmente a manifestação dessas pessoas. Mesmo que os autores de ambos os métodos (o terror midiático e a censura legal) não estejam combinados, seu efeito é notoriamente aditivo.
A grande mídia tem uma direção ideológica e contra os DH numa proporção muito alta (uns 95% ou mais). Por causa disso, pessoas que querem expressar-se contra a impunidade dos crimes militares, a favor do direito de asilo, em prol da paz, contra as provocações internacionais, etc., só podem agir por meio da pequena mídia alternativa e, de maneira massiva, pela Internet. Então, os grupos neofascistas no seio da sociedade usam dois caminhos:
1. Individualmente ou por grupos, criam sites e blogues desde os quais desfecham violentas propagandas de destruição moral.
2. Como isso pode não ser suficiente, visam estabelecer um método de censura, com um pretexto qualquer: até agora, o mais mencionado é o perigo de que hackers ataquem os bancos (!). Esta foi a justificação de um projeto proposto por um senador que parece liderar um esquema de corrupção e atualmente está sendo investigado.
Estamos, então, numa situação paradoxal. Opiniões e críticas objetivas (sejam certas ou erradas) sofrerão censura quando estas leis forem aprovadas. Por outro lado, os autores dessas críticas são ameaçados permanentemente por sites de ódio.
Apesar das polêmicas em torno do direito de opinião, ninguém pode negar que existem leis razoáveis que restringem certo tipo de transmissão por Internet. Por exemplo, existe censura contra a pedofilia, e até as comissões que lidam com esse problema concentram suas baterias na Internet, apesar de que os maiores e mais agressivos pedófilos atuam na vida real. Com efeito, enquanto setores de diversa índole tentam limpar a Internet de imagens ou textos de pedofilia, nada se faz contra a prostituição e escravidão infantil, permanentemente denunciada por ONGs de DH.
Se é possível impor certas restrições as transmissões por Internet, por que não é possível inibir ou, pelo menos, amenizar mensagens de ódio?
Possíveis Mensagens de Ódio
Não é possível saber o número total de sites gerados no Brasil que acolhem mensagens. Os seguintes são os mais conhecidos e os que possuem mais seguidores. A proporção dessas mensagens é diversa. Alguns, esporadicamente, publicam notícias falsas sobre atos de terrorismo ou crimes praticados por pessoas públicas. Ou atiçam rancor contra movimentos sociais, grupos intelectuais, etc. Outros, já possuem uma direção sistemática nessa direção. Podem parecer de baixo impacto se comparados com os dos militares argentinos, por exemplo, ou com grupos de ódio dos Estados Unidos (p. e., o novo Ku Klux Klan), mas seu conteúdo deveria ser monitorado.
Alguns deles não têm terminação que identifique o país, portanto, devem ser abastecidos por provedores dos Estados Unidos. Entretanto, o que solicitamos ao Ministério Público é uma primeira revisão do material desses sites e uma análise de sua índole.
Quero deixar várias coisas claras:
1. Existem alguns veículos da grande mídia (muito poucos, talvez dois ou três), que usam um estilo de ódio semelhante ao destes sites. Não acredito que eles tenham menos responsabilidade, mas esse é um fato mais complexo, e sou consciente das limitações do poder público, inclusive quando atua com as melhores intenções.
2. Não estou criticando a propaganda neofascista, desde que ela não se expresse em forma de ódio. Pode reconhecer-se o direito de uma pessoa a admirar o fascismo, mas não a fazer propaganda da eliminação física, do racismo, da “faxina” de pessoas de outras ideologias.
3. Pessoalmente, não estou afetado por mensagens de ódio. As mensagens desse estilo que recebo, deleto. Se aparecem em algum site, simplesmente ignoro. Nunca entro em polêmicas com inimigos explícitos dos DH. Entretanto, é justo pensar que outras pessoas zelam por sua segurança física e sua reputação.
Eis a lista de sites que me causaram maior preocupação.

http://www.oquintopoder.com.br/
http://www.ternuma.com.br/
http://www.averdadesufocada.com/
http://www.midiasemmascara.org/
http://lilicarabinabr.blogspot.com/
http://coturnonoturno.blogspot.com/
http://www.fortalweb.com.br/grupoguararapes/
http://www.alertatotal.net/
http://www.defesanet.com.br/
http://levante-se.com/wp/
http://www.olavodecarvalho.org/index.html
http://brasilacimadetudo.lpchat.com/

Agradecerei também a opinião de leitores que desejem manifestar-se e aferir o grau de (i)legalidade das matérias neles publicadas.

carlos.lungarzo@gmail.com
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quarta-feira, 19 de maio de 2010

A BLOGOSFERA E A OLX

Cooperação é mesmo uma das melhores coisas na Internet hoje!
O site de anúncios grátis OLX,mostrou-se hiper simpático aqui com o SARAU PARA TODOS!
Eu e uma amiga,pudemos colocar um anúncio em destaque de nossos serviços e em troca estou fazendo esta postagem em agradecimento a esta agradável troca!
Este é o nosso anúncio :
http://cidadesaopaulo.olx.com.br/es/cursos-de-idiomas-cat-279
http://cidadesaopaulo.olx.com.br/es/aula-particular-de-ingles-e-de-internet-blogosfera-iid-93496134
OLX Banner
O OLX é o site de classificados do futuro:
  • 100% grátis (sempre), inclusive para anúncios de emprego e imóveis
  • Permite incluir vídeos e fotos nos anúncios
  • Realiza buscas por cidades, bairros e CEP
  • Personaliza seus anúncios com variados estilos de texto (cor, negrito, itálico)
  • Possibilidade de comentar outros anúncios para fortalecer a comunidade de usuários
  • Avançadas funções de busca que permitem selecionar vários ajustes regionais
  • O OLX possibilita acessar anúncios nas proximidades de seu CEP sempre que este dado for informado
  • Você pode colocar anúncios em qualquer idioma e em qualquer país
  • Pode ser acessado de qualquer país e em qualquer idioma
  • Alcance global
  • Versão móvel
OLX - Tudo o que você procura para seus classificados - grátis! 
http://olx-imprensa.com/ 


O OLX.com é a última geração de classificados gratuitos online. O OLX oferece anúncios de empregos, imóveis, carros, produtos, serviços e muito mais!
Notícias
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segunda-feira, 15 de março de 2010

'Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos', diz Umberto Eco (AMIGA REGINA ENVIA)

Ensaísta e escritor italiano fala em entrevista exclusiva de seu novo trabalho, 'Não Contem com o Fim do Livro'

13 de março de 2010 | 9h 33

O bom humor parece ser a principal característica do semiólogo, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco. Se não, é a mais evidente. Ao pasmado visitante, boquiaberto diante de sua coleção de 30 mil volumes guardados em seu escritório/residência em Milão, ele tem duas respostas prontas quando é indagado se leu toda aquela vastidão de papel. "Não. Esses livros são apenas os que devo ler na semana que vem. Os que já li estão na universidade" - é a sua preferida. "Não li nenhum", começa a segunda. "Se não, por que os guardaria?"
Andrea Barbiroli/AE
Andrea Barbiroli/AE
Umberto Eco assina novo trabalho em parceria com o roteirista francês Jean-Claude Carrière
Veja também:
video Veja fotos e ouça trecho da entrevista concedida por Umberto Eco
Na verdade, a coleção é maior, beira os 50 mil volumes, pois os demais estão em outra casa, no interior da Itália. E é justamente tal paixão pela obra em papel que convenceu Eco a aceitar o convite de um colega francês, Jean-Phillippe de Tonac, para, ao lado de outro incorrigível bibliófilo, o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, discutir a perenidade do livro tradicional. Foram esses encontros ("muito informais, à beira da piscina e regados com bons uísques", informa Umberto Eco) que resultaram em Não Contem Com o Fim do Livro, que a editora Record lança na segunda quinzena de abril.
A conclusão é óbvia: tal qual a roda, o livro é uma invenção consolidada, a ponto de as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não terem como detê-lo. Qualquer dúvida é sanada ao se visitar o recanto milanês de Eco, como fez o Estado na última quarta-feira. Localizado diante do Castelo Sforzesco, o apartamento - naquele dia soprado por temperaturas baixíssimas, a neve pesada insistindo em embranquecer a formidável paisagem que se avista de sua sacada - encontra-se em um andar onde antes fora um pequeno hotel. "Se eram pouco funcionais para os hóspedes, os longos corredores são ótimos para mim pois estendo aí minhas estantes", comenta o escritor, com indisfarçável prazer, ao apontar uma linha reta de prateleiras repletas que não parecem ter fim. Os antigos quartos? Transformaram-se em escritórios, dormitórios, sala de jantar, etc. O mais desejado, no entanto, é fechado a chave, climatizado e com uma janela que veda a luz solar: lá estão as raridades, obras produzidas há séculos, verdadeiros tesouros. Isso mesmo: tesouros de papel.
Conhecido tanto pela obra acadêmica (é professor aposentado de semiótica, mas ainda permanece na ativa na Faculdade de Bolonha) como pelos romances (O Nome da Rosa, publicado em 1980, tornou-se um best-seller mundial), Eco é um colecionador nato; além de livros, gosta também de selos, cartões-postais, rolhas de champanhe. Na sala de seu apartamento, estantes de vidro expõem tantos os livros raros - que, no momento, lideram sua preferência - como conchas, pedras, pedaços de madeira. As paredes expõem quadros que Eco arrematou nas visitas que fez a vários países ou que simplesmente ganhou de amigos - caso de Mário Schenberg (1914-1990), físico, político e crítico de arte brasileiro, de quem o escritor guarda as melhores recordações.
Aos 78 anos, Eco - que tem relançado no País Arte e Beleza na Estética Medieval (Record, 368 págs., R$ 47,90, tradução de Mario Sabino) - exibe uma impressionante vitalidade. Diverte-se com todo tipo de cinema (ao lado de seu aparelho de DVD repousa uma cópia da animação Ratatouille), mantém contato com seus alunos em Bolonha, escreve artigos para jornais e revistas e aceita convites para organizar exposições, como a que o transformou, no ano passado, em curador, no Museu do Louvre, em Paris. Lá, o autor teve o privilégio de passear sozinho pelos corredores do antigo palácio real francês nos dias em que o museu está fechado. E, como um moleque levado, aproveitou para alisar o bumbum da Vênus de Milo. Foi com esse mesmo espírito bem-humorado que Eco - envergando um elegante terno azul-marinho, que uma revolta gravata da mesma cor tratava de desalinhar; o rosto sem a característica barba grisalha (raspada religiosamente a cada 20 anos e, da última vez, em 2009, também porque o resistente bigode preto o fazia parecer Gengis Khan nas fotos) - conversou com a reportagem do Sabático.

O livro não está condenado, como apregoam os adoradores das novas tecnologias?
O desaparecimento do livro é uma obsessão de jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito um artigo sobre o tema, continua o questionamento. O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação. Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos. Afinal, ciência significa fazer novas experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos? Conversei recentemente com o diretor da Biblioteca Nacional de Paris, que me disse ter escaneado praticamente todo o seu acervo, mas manteve o original em papel, como medida de segurança.

Qual a diferença entre o conteúdo disponível na internet e o de uma enorme biblioteca?
A diferença básica é que uma biblioteca é como a memória humana, cuja função não é apenas a de conservar, mas também a de filtrar - muito embora Jorge Luis Borges, em seu livro Ficções, tenha criado um personagem, Funes, cuja capacidade de memória era infinita. Já a internet é como esse personagem do escritor argentino, incapaz de selecionar o que interessa - é possível encontrar lá tanto a Bíblia como Mein Kampf, de Hitler. Esse é o problema básico da internet: depende da capacidade de quem a consulta. Sou capaz de distinguir os sites confiáveis de filosofia, mas não os de física. Imagine então um estudante fazendo uma pesquisa sobre a 2.ª Guerra Mundial: será ele capaz de escolher o site correto? É trágico, um problema para o futuro, pois não existe ainda uma ciência para resolver isso. Depende apenas da vivência pessoal. Esse será o problema crucial da educação nos próximos anos.

Não é possível prever o futuro da internet?
Não para mim. Quando comecei a usá-la, nos anos 1980, eu era obrigado a colocar disquetes, rodar programas. Hoje, basta apertar um botão. Eu não imaginava isso naquela época. Talvez, no futuro, o homem não precise escrever no computador, apenas falar e seu comando de voz será reconhecido. Ou seja, trocará o teclado pela voz. Mas realmente não sei.

Como a crescente velocidade de processar dados de um computador poderá influenciar a forma como absorvemos informação?
O cérebro humano é adaptável às necessidades. Eu me sinto bem em um carro em alta velocidade, mas meu avô ficava apavorado. Já meu neto consegue informações com mais facilidade no computador do que eu. Não podemos prever até que ponto nosso cérebro terá capacidade para entender e absorver novas informações. Até porque uma evolução física também é necessária. Atualmente, poucos conseguem viajar longas distâncias - de Paris a Nova York, por exemplo - sem sentir o desconforto do jet lag. Mas quem sabe meu neto não poderá fazer esse trajeto no futuro em meia hora e se sentir bem?

É possível existir contracultura na internet?
Sim, com certeza, e ela pode se manifestar tanto de forma revolucionária como conservadora. Veja o que acontece na China, onde a internet é um meio pelo qual é possível se manifestar e reagir contra a censura política. Enquanto aqui as pessoas gastam horas batendo papo, na China é a única forma de se manter contato com o restante do mundo.

Em um determinado trecho de 'Não Contem Com o Fim do Livro', o senhor e Jean-Claude Carrière discutem a função e preservação da memória - que, como se fosse um músculo, precisa ser exercitada para não atrofiar.
De fato, é importantíssimo esse tipo de exercício, pois estamos perdendo a memória histórica. Minha geração sabia tudo sobre o passado. Eu posso detalhar sobre o que se passava na Itália 20 anos antes do meu nascimento. Se você perguntar hoje para um aluno, ele certamente não saberá nada sobre como era o país duas décadas antes de seu nascimento, pois basta dar um clique no computador para obter essa informação. Lembro que, na escola, eu era obrigado a decorar dez versos por dia. Naquele tempo, eu achava uma inutilidade, mas hoje reconheço sua importância. A cultura alfabética cedeu espaço para as fontes visuais, para os computadores que exigem leitura em alta velocidade. Assim, ao mesmo tempo que aprimora uma habilidade, a evolução põe em risco outra, como a memória. Lembro-me de uma maravilhosa história de ficção científica escrita por Isaac Asimov, nos anos 1950. É sobre uma civilização do futuro em que as máquinas fazem tudo, inclusive as mais simples contas de multiplicar. De repente, o mundo entra em guerra, acontece um tremendo blecaute e nenhuma máquina funciona mais. Instala-se o caos até que se descobre um homem do Tennessee que ainda sabe fazer contas de cabeça. Mas, em vez de representar uma salvação, ele se torna uma arma poderosa e é disputado por todos os governos - até ser capturado pelo Pentágono por causa do perigo que representa (risos). Não é maravilhoso?
No livro, o senhor e Carrière comentam sobre como a falta de leitura de alguns líderes influenciou suas errôneas decisões.
Sim, escrevi muito sobre informação cultural, algo que vem marcando a atual cultura americana que parece questionar a validade de se conhecer o passado. Veja um exemplo: se você ler a história sobre as guerras da Rússia contra o Afeganistão no século 19, vai descobrir que já era difícil combater uma civilização que conhece todos os segredos de se esconder nas montanhas. Bem, o presidente George Bush, o pai, provavelmente não leu nenhuma obra dessa natureza antes de iniciar a guerra nos anos 1990. Da mesma forma que Hitler devia desconhecer os relatos de Napoleão sobre a impossibilidade de se viajar para Moscou por terra, vindo da Europa Ocidental, antes da chegada do inverno. Por outro lado, o também presidente americano Roosevelt, durante a 2.ª Guerra, encomendou um detalhado estudo sobre o comportamento dos japoneses para Ruth Benedict, que escreveu um brilhante livro de antropologia cultural, O Crisântemo e a Espada. De uma certa forma, esse livro ajudou os americanos a evitar erros imperdoáveis de conduta com os japoneses, antes e depois da guerra. Conhecer o passado é importante para traçar o futuro.

Diversos historiadores apontam os ataques terroristas contra os americanos em 11 de setembro de 2001 como definidores de um novo curso para a humanidade. O senhor pensa da mesma forma?
Foi algo realmente modificador. Na primeira guerra americana contra o Iraque, sob o governo de Bush pai, havia um confronto direto: a imprensa estava lá e presenciava os combates, as perdas humanas, as conquistas de território. Depois, em setembro de 2001, se percebeu que a guerra perdera a essência de confronto humano direto - o inimigo transformara-se no terrorismo, que podia se personificar em uma nação ou mesmo nos vizinhos do apartamento ao lado. Deixou de ser uma guerra travada por soldados e passou para as mãos dos agentes secretos. Ao mesmo tempo, a guerra globalizou-se; todos podem acompanhá-la pela televisão, pela internet. Há discussões generalizadas sobre o assunto.

Falando agora sobre sua biblioteca, é verdade que ela conta com 50 mil volumes?
Sim, de uma forma geral. Nesse apartamento em Milão, estão apenas 30 mil - o restante está no interior da Itália, onde tenho outra casa. Mas sempre me desfaço de algumas centenas, pois, como disse antes, é preciso fazer uma filtragem.

Por que o senhor impediu sua secretária de catalogá-los?
Porque a forma como você organiza seus livros depende da sua necessidade atual. Tenho um amigo que mantém os seus em ordem alfabética de autores, o que é absolutamente estúpido, pois a obra de um historiador francês vai estar em uma estante e a de outro em um lugar diferente. Eu tenho aqui literatura contemporânea separada por ordem alfabética de países. Já a não contemporânea está dividida por séculos e pelo tipo de arte. Mas, às vezes, um determinado livro pode tanto ser considerado por mim como filosófico ou de estética da arte; depende do motivo da minha pesquisa. Assim, reorganizo minha biblioteca segundo meus critérios e somente eu, e não uma secretária, pode fazer isso. Claro que, com um acervo desse tamanho, não é fácil saber onde está cada livro. Meu método facilita, eu tenho boa memória, mas, se algum idiota da família retira alguma obra de um lugar e a coloca em outro, esse livro está perdido para sempre. É melhor comprar outro exemplar (risos).

Um estudioso que também é seu amigo, Marshall Blonsky, escreveu certa vez que existe de um lado Umberto, o famoso romancista, e de outro Eco, professor de semiótica.
E ambos sou eu (risos). Quando escrevo romances, procuro não pensar em minhas pesquisas acadêmicas - por isso, tiro férias. Mesmo assim, leitores e críticos traçam diversas conexões, o que não discuto. Lembro de que, quando escrevia O Pêndulo de Foucault, fiz diversas pesquisas sobre ciência oculta até que, em um determinado momento, elas atingiram tal envergadura que temi uma teorização exagerada no romance. Então, transformei todo o material em um curso sobre ciência oculta, o que foi muito bem-feito.
Por falar em 'O Pêndulo de Foucault', comenta-se que o senhor antecipou em muito tempo O Código de Da Vinci, de Dan Brown.
Quem leu meu livro sabe que é verdade. Mas, enquanto são os meus personagens que levam a sério esse ocultismo barato, Dan Brown é quem leva isso a sério e tenta convencer os leitores de que realmente é um assunto a ser considerado. Ou seja, fez uma bela maquiagem. Fomos apresentados neste ano em uma première do Teatro Scala e ele assim se apresentou: "O senhor não me admira, mas eu gosto de seus livros." Respondi: Não é que eu não goste de você - afinal, eu criei você (risos).
Em seu mais conhecido romance, O Nome da Rosa, há um momento em que se discute se Jesus chegou a sorrir. É possível pensar em senso de humor quando se trata de Deus?
De acordo com Baudelaire, é o Diabo quem tem mais senso de humor (risos). E, se Deus realmente é bem-humorado, é possível entender por que certos homens poderosos agem de determinada maneira. E se ainda a vida é como uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, como Shakespeare apregoa em Macbeth, é preciso ainda mais senso de humor para entender a trajetória da humanidade.

Como foi a exposição no Museu do Louvre, em Paris, da qual o senhor foi curador, no ano passado?
Há quatro anos, o museu reserva um mês para um convidado (Toni Morrison foi escolhida certa vez) organizar o que bem entender. Então, me convidaram e eu respondi que queria fazer algo sobre listas. "Por quê?", perguntaram. Ora, sempre usei muitas listas em meus romances - até pensei em escrever um ensaio sobre esse hábito. Bem, quando se fala em listas na cultura, normalmente se pensa em literatura. Mas, como se trata de um museu, decidi elaborar uma lista visual e musical, essa sugerida pela direção do Louvre. Assim, tive o privilégio (que não foi oferecido a Dan Brown) de visitar o museu vazio, às terças-feiras, quando está fechado. E pude tocar a bunda da Vênus de Milo (risos) e admirar a Mona Lisa a apenas 20 centímetros de distância.

O senhor esteve duas vezes no Brasil, em 1966 e 1979. Que recordações guarda dessas visitas?
Muitas. A primeira, em São Paulo, onde dei algumas aulas na Faculdade de Arquitetura (da USP), que originaram o livro A Estrutura Ausente. Já na segunda fui acompanhado da família e viajamos de Manaus a Curitiba. Foi maravilhoso. Lembro-me de meu editor na época pedindo para eu ficar para o carnaval e assistir ao desfile das escolas de samba de camarote, o que não pude atender. E também me recordo de imagens fortes, como a da moça que cai em transe em um terreiro (para o qual fui levado por Mario Schenberg) e que reproduzo em O Pêndulo de Foucault.

FONTE : http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,eletronicos-duram-10-anos-livros-5-seculos-diz-umberto-eco,523700,0.htm

Casal deixa bebê morrer de fome enquanto cria filha virtual na internet


5 de março de 2010

Thiago Moskito


Um casal sul-coreano "viciado em internet" deixou sua bebê de três meses morrer de inanição enquanto criava uma filha virtual na web, disse a polícia local.

O casal alimentava sua bebê prematura apenas uma vez por dia, segundo a agência de notícias oficial Yonhap. O oficial da polícia Chung Jin-won disse à Yonhap que o casal “perdeu a vontade de viver uma vida normal” depois que os dois perderam seus empregos.
Cinco meses depois de terem reportado a morte da bebê, o pai, de 41 anos de idade, e sua mulher, 25 anos, foram presos na cidade de Suweon, ao sul de Seul, no início da semana. Eles estavam foragidos desde a morte da criança.

A autópsia mostrou que sua morte foi provocada por um longo período de desnutrição. O casal teria ficado obcecado em criar uma menina virtual chamada Anima, no popular jogo Prius Online. O jogo permite aos jogadores interagir com Amina, ajudando a recuperar sua memória perdida e desenvolver emoções.

Já houve outros casos de morte ligados ao vício em jogos de computadores na Coréia do Sul, onde um jovem morreu supostamente depois de passar cinco dias jogando com apenas pequenos intervalos.

Fonte: BBC

FONTE : http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/03/100305_coreiacasal_ba.shtml
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