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sexta-feira, 16 de março de 2012
AZIZ AB' SABER; ONTEM NA SBPC, HOJE ESTRELA A NOS GUIAR -Homenagem no vídeo de Marcelo Roque, pela ABRADIC/NJR
MESTRE, QUANDO ALGUNS NEGARAM OS IDEAIS DE PAVAN E JOSÉ REIS O SR PERMANECEU CONOSCO...PERMANECEREMOS COM O SR., ESTRELA E INCENTIVO...
ONTEM, SEGUNDO RUTE ANDRADE, O SR. ESTAVA NA SBPC. HOJE VIROU ESTRELA, VENTO NOS SEUS CAMPOS AMADOS...ESTAMOS COM O SR.
GLÓRIA KREINZ
EQUIPE ABRADIC/NJR
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O Jardineiro de biomas
OSMIR NUNES
Aziz Ab’Saber costumava contar, nas palestras de abertura do Curso de Especialização de Divulgação Científica do NJR/USP, uma das suas inúmeras histórias de vida pessoal, que se misturavam com as suas atividades científicas. Dizia, que quando foi contratado para trabalhar na USP começou sua carreira recebendo salário de jardineiro. Mesmo a sisudez de Crodowaldo Pavan jamais reagia quanto à verdade poética da história. Aliás, no Núcleo José Reis de Divulgação Científica, os dois grandes cientistas faziam questão de, semestralmente, de realizarem suas aulas magnas de divulgação científica. Faziam questão nessas aulas/debate da presença da amiga Glória Kreinz, que contribuía com mais intensidade nos debates, que eram uma aula à parte.
Aziz, geógrafo de fama internacional, foi mais um dos grandes cientistas da geração pós fundação da SBPC que trazia na veia o prazer da divulgação científica. Não bastava ficar na instituição, no caso a USP, ministrando aulas, pesquisando no campo, era necessário ir mais longe, partir para a ação. Nesse caso esse amigo de José Reis pegou gosto cedo em editar livros, escrever para publicações populares, fazer política e falar diretamente com a sociedade. A sociedade, no caso de Aziz, eram os catadores de lixo, índios, enfim toda população expropriada de bens e direitos.
As populações periféricas sempre mereceram atenção do professor. Em outubro de 2004, por ocasião da 1ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia reuniram-se Aziz Ab’Saber, Pavan e Glória Kreinz para fazer uma palestra para alunos do CEU Butantã. Os alunos aproveitaram e convidaram os pais e estes trouxeram vizinhos, conhecidos e de repente o espaço era pequeno demais para ouvir aqueles cientistas que falavam numa linguagem que eles entendiam.
A divulgação científica está de luto. A história de Aziz e as suas histórias permanecem.
Mais sobre o falecimento de Aziz nos links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aziz_Ab'Saber
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1062853-morre-aziz-absaber-decano-da-geografia-fisica-no-brasil.shtml
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/geografo-aziz-absaber-morre-aos-87-anos-em-sp.html
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,morre-o-geografo-aziz-absaber,849376,0.htm
http://www.youtube.com/watch?v=RyZllwll79E
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
DONA ROSÁLIA - MARCELO ROQUE; Glória K divulga
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263

Retratos da vida, parceira ... enquanto muitos que se acham senhores da razão,
se prendem à Idade Média, outras pessoas simples dão exemplo de como o mundo
pode ser melhor ... rsrs
Beijos e beijos ...
Dona Rosália
Dona Rosália não faltava à missa. Rigorosamente, todos os domingos,
lá estava aquela simples senhora sentada diante do altar, olhos fechados,
mãos postas, concentrada em suas orações
Habito também era assistir ao telejornal das oito, e ao ouvir o discurso
do Papa, onde este afirmava que a homossexualidade poderia condenar
a humanidade a extinção, ela, movida por um profundo respeito pela
figura daquele santo homem, balançou a cabeça em concordância
Cinco eram seus filhos - Egídio, o mais velho, Josias, Marieta, Eucádia
e Antônia
Com a morte do pai, Egídio passou a ser, ainda na adolescência, o
responsável por parte do sustento da família, pois a pensão de sua mãe
apenas, não era suficiente
Trabalhava em um pequeno mercadinho da cidade, era bem quisto por
todos, e não dispensava as horas extras para ter um dinheiro a mais
no fim do mês
Egídio, era o orgulho de dona Rosália, filho educado, trabalhador, e que
a ajudava na tarefa de cuidar dos irmãos mais novos
Ao terminar os estudos, como muitos outros jovens, queria ampliar
seus horizontes
Foi então que resolveu partir para a cidade grande.
Prestou vestibular e entrou, com mérito, no curso de Pedagogia -
tinha o sonho de ser professor
Entristecida ficou dona Rosália, mas sabia que seu filho partia em
busca de uma vida melhor - e qual mãe não deseja o melhor para
seu filho ?
Tão logo se estabeleceu na nova cidade e conseguiu emprego, Egídio
começou a enviar dinheiro para a mãe. Era pouco, mas absolutamente
necessário
Com o passar do tempo, a saudade aumentava, e só não era maior,
por conta dos telefonemas dos fins de semana, e as visitas de final
de ano
Alguns anos mais tarde, Egídio, já formado, liga para dona Rosália pra
lhe falar sobre a boa nova - finalmente conseguira o sonhado emprego
de professor
Porém, apesar da alegria, percebeu na voz da mãe, um tom diferente.
Pergunta então se aconteceu algo - já imaginando que pudesse ser
com um de seus irmãos
Dona Rosália disse que precisavam conversar, pois ficou sabendo
de algumas coisas que andavam acontecendo com ele
Egídio, imediatamente, se lembrou da visita surpresa que lhe havia
feito um primo, e na hora matou a charada - tal primo contou para
sua tia que, por sua vez, contou para dona Rosália que, ele, Egídio,
estava namorando com um rapaz
E agora, como encarar a mãe, esta senhora tão alicerçada em rígidos
valores morais, tão religiosa - e tão orgulhosa do filho ?
Seria esta uma revelação que poderia causar enorme sofrimento à
ambos
Certo do teor do assunto, disse a mãe que seria melhor conversarem
pessoalmente, já que no próximo mês, lhe faria mais uma de suas visitas
Mas Egídio não apareceu, alegando falta de tempo, evitou ficar frente
a frente com dona Rosália. Precisava de mais tempo, mais coragem ...
E quem sabe com o passar do tempo, a mãe não ia se acostumando mais com a idéia
E assim, foram os dias, as semanas, os meses ...
Os telefonemas não eram mais como antes, evitavam tocar no assunto,
porém, algo sempre ficava no ar - um certo nó na garganta
Egídio sentia falta das conversas que tinha com a mãe, da cumplicidade que
existia entre dois, e isto lhe causara enorme angústia
Então, eis que decidiu ir ao seu encontro ... queria de uma vez por
todas resolver aquela situação, mesmo que ouvisse de dona Rosália
o quão decepcionada estaria com ele
De malas prontas, lá foi ele ... e durante as horas de viagem, ficava
imaginando as reações de sua mãe quando o visse
Ficava buscando palavras que fossem as mais amenas e conciliadoras
possíveis
E quanto mais próxima a chegada, maior era a ansiedade
Conseguiria, afinal, olhar nos olhos de sua mãe ?
Pois, bem, diante da porta, depois de um vacilo inicial, tocou a campainha,
e ali ficou, parado, durante uma eternidade de segundos ...
Finalmente, a maçaneta começa a girar, e quando a porta se abre,
aparece a figura daquela mulher - frágil, um metro e quarenta e cinco
de altura, lenço amarrado na cabeça - tão magra, tão pequena - tão mãe
Olharam-se por alguns instantes, como se procurassem palavras ...
Foi quando dona Rosália, com aqueles olhos imensos e castanhos,
cheios d'água, deu-lhe um apertado e demorado abraço, dizendo-lhe
baixinho ao pé do ouvido;
- Seja feliz, meu filho ...
E que Deus o abençoe
"Bom seria se o Papa e sua Santa Igreja, aprendessem mais sobre
tolerância, respeito e, principalmente, amor, com a dona Rosália
Marcelo Roque

Retratos da vida, parceira ... enquanto muitos que se acham senhores da razão,
se prendem à Idade Média, outras pessoas simples dão exemplo de como o mundo
pode ser melhor ... rsrs
Beijos e beijos ...
Dona Rosália
Dona Rosália não faltava à missa. Rigorosamente, todos os domingos,
lá estava aquela simples senhora sentada diante do altar, olhos fechados,
mãos postas, concentrada em suas orações
Habito também era assistir ao telejornal das oito, e ao ouvir o discurso
do Papa, onde este afirmava que a homossexualidade poderia condenar
a humanidade a extinção, ela, movida por um profundo respeito pela
figura daquele santo homem, balançou a cabeça em concordância
Cinco eram seus filhos - Egídio, o mais velho, Josias, Marieta, Eucádia
e Antônia
Com a morte do pai, Egídio passou a ser, ainda na adolescência, o
responsável por parte do sustento da família, pois a pensão de sua mãe
apenas, não era suficiente
Trabalhava em um pequeno mercadinho da cidade, era bem quisto por
todos, e não dispensava as horas extras para ter um dinheiro a mais
no fim do mês
Egídio, era o orgulho de dona Rosália, filho educado, trabalhador, e que
a ajudava na tarefa de cuidar dos irmãos mais novos
Ao terminar os estudos, como muitos outros jovens, queria ampliar
seus horizontes
Foi então que resolveu partir para a cidade grande.
Prestou vestibular e entrou, com mérito, no curso de Pedagogia -
tinha o sonho de ser professor
Entristecida ficou dona Rosália, mas sabia que seu filho partia em
busca de uma vida melhor - e qual mãe não deseja o melhor para
seu filho ?
Tão logo se estabeleceu na nova cidade e conseguiu emprego, Egídio
começou a enviar dinheiro para a mãe. Era pouco, mas absolutamente
necessário
Com o passar do tempo, a saudade aumentava, e só não era maior,
por conta dos telefonemas dos fins de semana, e as visitas de final
de ano
Alguns anos mais tarde, Egídio, já formado, liga para dona Rosália pra
lhe falar sobre a boa nova - finalmente conseguira o sonhado emprego
de professor
Porém, apesar da alegria, percebeu na voz da mãe, um tom diferente.
Pergunta então se aconteceu algo - já imaginando que pudesse ser
com um de seus irmãos
Dona Rosália disse que precisavam conversar, pois ficou sabendo
de algumas coisas que andavam acontecendo com ele
Egídio, imediatamente, se lembrou da visita surpresa que lhe havia
feito um primo, e na hora matou a charada - tal primo contou para
sua tia que, por sua vez, contou para dona Rosália que, ele, Egídio,
estava namorando com um rapaz
E agora, como encarar a mãe, esta senhora tão alicerçada em rígidos
valores morais, tão religiosa - e tão orgulhosa do filho ?
Seria esta uma revelação que poderia causar enorme sofrimento à
ambos
Certo do teor do assunto, disse a mãe que seria melhor conversarem
pessoalmente, já que no próximo mês, lhe faria mais uma de suas visitas
Mas Egídio não apareceu, alegando falta de tempo, evitou ficar frente
a frente com dona Rosália. Precisava de mais tempo, mais coragem ...
E quem sabe com o passar do tempo, a mãe não ia se acostumando mais com a idéia
E assim, foram os dias, as semanas, os meses ...
Os telefonemas não eram mais como antes, evitavam tocar no assunto,
porém, algo sempre ficava no ar - um certo nó na garganta
Egídio sentia falta das conversas que tinha com a mãe, da cumplicidade que
existia entre dois, e isto lhe causara enorme angústia
Então, eis que decidiu ir ao seu encontro ... queria de uma vez por
todas resolver aquela situação, mesmo que ouvisse de dona Rosália
o quão decepcionada estaria com ele
De malas prontas, lá foi ele ... e durante as horas de viagem, ficava
imaginando as reações de sua mãe quando o visse
Ficava buscando palavras que fossem as mais amenas e conciliadoras
possíveis
E quanto mais próxima a chegada, maior era a ansiedade
Conseguiria, afinal, olhar nos olhos de sua mãe ?
Pois, bem, diante da porta, depois de um vacilo inicial, tocou a campainha,
e ali ficou, parado, durante uma eternidade de segundos ...
Finalmente, a maçaneta começa a girar, e quando a porta se abre,
aparece a figura daquela mulher - frágil, um metro e quarenta e cinco
de altura, lenço amarrado na cabeça - tão magra, tão pequena - tão mãe
Olharam-se por alguns instantes, como se procurassem palavras ...
Foi quando dona Rosália, com aqueles olhos imensos e castanhos,
cheios d'água, deu-lhe um apertado e demorado abraço, dizendo-lhe
baixinho ao pé do ouvido;
- Seja feliz, meu filho ...
E que Deus o abençoe
"Bom seria se o Papa e sua Santa Igreja, aprendessem mais sobre
tolerância, respeito e, principalmente, amor, com a dona Rosália
Marcelo Roque
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
MARCELO ROQUE E CRODOWALDO PAVAN, NO VÍDEO/POESIA HOMENAGEM AO MESTRE, PRIMEIRO DA SÉRIE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA,PAVAN, DO NJR;GLÓRIA KREINZ DIVULGA
A CÁTEDRA UNESCO NJR/ECA/USP LANÇA A SÉRIE PAVAN DE VÍDEOS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, EM HOMENAGEM AO MESTRE EXEMPLAR, PARA SEMPRE CONOSCO...MARCELO ROQUE E A POESIA NAVEGADORES É O PRIMEIRO NÚMERO.
www.eca.usp.br/njr
NAVEGADORES
Enquanto alguns homens
apenas contemplam o Mar
outros
lançam-se com suas caravelas
desbravando ondas e tempestades
desvirginando sereias e horizontes
descobrindo novas terras
e novos sonhos
perpetuando assim
entre as estrelas
os nortes de suas conquistas
Homenagem a este grande homem, cientista e navegador,
Crodowaldo Pavan, cujos exemplos de trabalho e vida,
continuarão para sempre, norteando os nossos passos
Marcelo Roque
www.eca.usp.br/njr
NAVEGADORES
Enquanto alguns homens
apenas contemplam o Mar
outros
lançam-se com suas caravelas
desbravando ondas e tempestades
desvirginando sereias e horizontes
descobrindo novas terras
e novos sonhos
perpetuando assim
entre as estrelas
os nortes de suas conquistas
Homenagem a este grande homem, cientista e navegador,
Crodowaldo Pavan, cujos exemplos de trabalho e vida,
continuarão para sempre, norteando os nossos passos
Marcelo Roque
domingo, 13 de setembro de 2009
DIREITOS HUMANOS COM HINO AO AMOR DE EDITH PIAF,PARA SE ACREDITAR MELHOR: GLÓRIA KREINZ DIVULGA NO ANO FRANÇA/BRASIL
Criada nos Bórdeis de Paris ela lutou pelos seus direitos de ser reconhecida como um dos mais belos seres humanos que temos notícias...Exemplo a ser seguido...Direitos Humanos sempre...
Veja mais sobre o livro "DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA:OLHARES" com participantes deste blog
CÁTEDRA UNESCO NJR/ECA/USP/ BOLETIM- http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/catedra/
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