segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
O MONITOR DA REPRESSÃO - por Líbia Luiza
O MONITOR DA REPRESSÃO
por *Líbia Luiza Num esquema geral de enquadramento de ideologias e partidos surgido nas Assembleias Francesas do século XVIII, durante a Revolução Francesa, foram definidos como ''esquerda'' e ''direita'' posições políticas características e por vezes polarizadas. Para Bobbio (1909, p. 33), ''esquerda'' e ''direita'' não indicam apenas ideologias, mas também posições opostas em relação a diversos problemas cuja solução remete à ação política. Esses contrastes não são só de ideias, mas também de interesses e de valorações a respeito da direção a ser seguida pela sociedade, eles existem em toda sociedade e para o autor, não há possibilidade deles simplesmente desaparecerem. Não obstante estas definições, alguém pode eventualmente assumir uma posição mais à esquerda numa matéria e uma postura de direita noutra, ou até de extremo sentido em qualquer delas. Além do mais, ainda há outros esquemas de enquadramento que tendem a delimitar entre os conceitos de pensamento ''conservador'' e ''revolucionário''. Dada tal complexidade, como seria possível, portanto, apontar um pensamento como doutrinador?.
Primeiramente, vejamos a etimologia da palavra: ‘‘Doutrinar 1. (regência múltipla): formular, transmitir, pregar doutrina ou nela instruir alguém; ensinar. "doutrinou a criança (nos princípios da fé)". 2. (transitivo direto): incutir em (alguém) opinião, ponto de vista ou princípio sectário; inculcar em alguém uma crença ou atitude particular, com o objetivo de que não aceite qualquer outra.’’ Partindo de tais definições, é possível verificar que doutrinar está ligado ao sentido de persuadir, estabelecer um ponto de vista como o verdadeiro (sem talvez, mostrar os demais). Parece também se relacionar um pouco com o sentido de ‘‘dogma’’: algo imposto e incontestável. Isto é, verdade absoluta, que deve ser aceita através da autoridade e que não é passível de questionamentos.
Faremos então um recorte simplificado do que é o ensino público brasileiro tradicional e também do que a sociedade em geral pensa sobre ele: numa sala de aula brasileira tradicional, um professor (tradicional) assume uma posição de autoridade: teoricamente, ele é o mais preparado para transmitir informações em alguma matéria específica. Ele posiciona-se de pé, enquanto os alunos estão sentados. Ele fala, os alunos ouvem. Ele também gerencia o comportamento dos alunos, e pune quando achar conveniente. Ademais, os alunos são submissos às ordens deste professor. Podendo ser, inclusive, advertidos ou ainda, expostos à chacota perante os demais por atitudes guiadas pelo próprio professor.
domingo, 19 de abril de 2015
ÍNDIOS - ORIENTAIS, OCIDENTAIS, O CORPO, O SEXO E OS CONDICIONAMENTOS
o culto ao falo no Japão, filosofias orientais que cultuam o prazer, os indígenas com sua nudez natural, o pênis que para os civilizados ocidentais, em sua maioria, é feio, bruto, e precisa ficar escondido, repressão, negação do corpo masculino que causa deformidades cruéis a troco de nada, os condicionamentos culturais que produzem a hipocrisia e a falsa moral próprias dos ocidentais em relação aos próprios corpos, Marcuse sabia de tudo com seu "eros e civilização", Kubrick expressou tão bem em "laranja mecânica" o caos destes tempos cheios de condicionamentos e deformidades sexuais difíceis de serem revertidos e resolvidos, Reich, que quase ninguém nunca leu sua obra "a função do orgasmo", Foucault com seus estudos pra lá de relevantes da sexualidade, da educação que vigia e pune e... tantas coisas precisaríamos desaprender para nos tornarmos tão naturais e puros como nossos indígenas...lógico que eles também não são perfeitos... sem isto será mesmo impossível sairmos destes falsos caminhos cheios de injustiças e crimes contra o humano.
J.A.Gaiarsa dizia que aqui temos o Cristo pregado na cruz, sofredor, torturado, e na Índia, Shiva, é o prazer em pessoa...
nadia gal stabile - 19 04 2015
manifestantes contra o novo código florestal brasileiro
http://www.megacurioso.com.br/religiao/69746-ajoelhou-tem-que-rezar-conheca-a-igreja-que-venera-o-bilau-nsfw.htm
https://www.youtube.com/watch?v=EHxNBE4PeZo
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Urbanização - Opressão e repressão
FOUCAULT E A OPRESSÃO DOS CORPOS
As análises genealógicas de Foucault descrevem o funcionamento de uma série de mecanismos disciplinares nas sociedades modernas. Esses mecanismos se caracterizam por tornar os gestos dos indivíduos cada vez mais eficientes através de um controle permanente e calculado. A Disciplina “adestra” os corpos no intuito de tanto multiplicar suas forças, para que possam produzir riquezas, quanto diminuir sua capacidade de resistência política. É nesse sentido que a função da disciplina não pode ser confundida com a da opressão. Enquanto esta pode mesmo chegar a destruir o corpo; a disciplina, por sua vez, pretende aproveitá-lo ao máximo, como se ele fosse uma máquina. Este trabalho pretende abordar os procedimentos que caracterizam aquilo que Foucault denominou de Poder Disciplinar.(...)
http://www.efdeportes.com/efd139/a-nocao-de-disciplina-de-michel-foucault.htm
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Pé Esquerdo
Se você desce da cama com o pé esquerdo
quando os demais com o direito
Se prefere doar
quando os demais vender
Se toma suco de açai
quando os demais Coca Cola
Se gosta das montanhas
quando os demais da praia
Se se veste de Sol
quando os demais de cinza
Se fala com as estrelas
quando os demais com os botões
Se lê Garcia Lorca
quando os demais manuais
Ou se morre de amor
quando os demais apenas vegetam,
não se aflija por sentir-se
diferente dos outros
eles é que são todos iguais
Marcelo Roque
sábado, 3 de dezembro de 2011
ARQUIVOS SECRETOS OBTIDOS PELA "ÉPOCA": NEM TUDO É VERDADE
"Escondidas por um militar anônimo, 2.326 páginas de documentos microfilmados daquele período foram preservadas intactas da destruição da memória ordenada pelos comandantes fardados. Os papéis copiados em minúsculos fotogramas fazem parte dos arquivos produzidos pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar), o serviço secreto da força naval. Ostentam as tarjas de 'secretos' e 'ultrassecretos', níveis máximos para a classificação dos segredos de Estado e considerados de segurança nacional. Obtido com exclusividade por Época, o material inédito possui grande importância histórica por manter intactos registros oficiais feitos pelos militares na época em que os fatos ocorreram".
"...os relatórios da repressão são uma parte da verdade, mas não toda a verdade. Dão pistas, mas não esgotam os assuntos. São peças de um imenso quebra-cabeças cuja montagem compete aos historiadores e à Comissão da Verdade.
O comezinho bom senso é suficiente para supormos que os autores dos relatórios evitaram estender-se sobre o papel infame que eles próprios desempenharam e também que fantasiaram um pouco os registros, para valorizarem-se aos olhos de seus superiores".
"A infiltração de Luciano [codinome de Manoel Antonio Mendes Rodrigues, noutro parágrafo apresentado 'como um agente remunerado que teve conexões com assaltos a banco e contatos em várias organizações da luta armada, como FLN, VPR e MR-8] resultou também na espionagem contra um dos mais importantes dirigentes da VPR, Juarez Guimarães de Brito. Juarez entrara em 1968 para o Comando de Libertação Nacional (Colina), organização a que pertenceu a presidente Dilma Rousseff. Em julho de 1969, integrava a VAR-Palmares, organização oriunda da fusão entre Colina e VPR. Foi Juarez quem comandou no Rio de Janeiro o assalto ao cofre de Ana Capriglione, amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Trata-se do assalto mais bem-sucedido realizado por um grupo de esquerda durante a ditadura. Ele rendeu US$ 2,6 milhões aos assaltantes.
No dia 13 de abril de 1970, Luciano relatou aos chefes do Cenimar que estivera com Juarez num encontro com Maria Nazareth. Ele telefonou outra vez ao Cenimar no dia 16, para informar que Juarez tinha um encontro no dia 18 com outro militante da VPR, Wellington Moreira Diniz, na Rua Jardim Botânico, numa esquina com a rua que 'tem a seta indicando Ipanema'".
"A sequência real é a seguinte:
- Wellington Moreira Diniz, braço-direito do Juarez desde os tempos do Colina, teve de afastar-se da militância ativa por causa de problemas cardíacos;
- sua única tarefa ficou sendo a de dar instrução militar a pequenos grupos de esquerda que estavam se formando na época;
- mas, alguém desses grupos foi preso e o entregou;
- já estava preso em 11/04/1970, um sábado, dia de seu ponto semanal com a VPR (para saber as novidades, receber instruções e recursos para seu sustento);
| Raridade: Juarez na formatura do ginásio, em 1963. É o 1º da fileira de cima, da esq. p/ a dir., no centro da foto |
- no dia 13/04/1970, quando eu me encontrei com os dirigentes nacionais Ladislau Dowbor e Maria do Carmo Britto numa casa de chá da zona Sul do RJ, conversamos longamente sobre a apreensão causada pelo fato de o Wellington não ter comparecido nem ao ponto nem à alternativa (um novo ponto, marcado para algumas horas depois);
- como todos os comandantes estavam de partida para uma reunião convocada pelo Carlos Lamarca, tentei insistentemente convencê-los a abortarem a reunião, para que todos estivessem a postos no caso de o Welllington ter realmente sido preso;
- mas, foi mantida a reunião e uma informação que o Wellington abriu depois de resistir bravamente durante quatro dias iniciou a onda de quedas que acabou me alcançando;
- sem terem conhecimento das prisões, o Juarez e a Maria do Carmo, já de volta no sábado seguinte (18/04/1970), resolveram ver se o Wellington comparecia na segunda alternativa para o caso de o Wellington ficar descontatado (mesmo local, mesma hora, uma semana depois);
- não era o Juarez quem habitualmente cobria o ponto semanal com o Wellington, só tendo ido no dia 18 porque o companheiro não aparecera no dia 11 e ele estava preocupado (provavelmente, já acalentava a esperança de resgatá-lo com uma ação desesperada);
- o casal percebeu que o Wellington estava preso e servindo de isca, mas o Juarez improvisou o plano temerário – enviar-lhe, por meio de um menino de rua, um pacote de frutas com um revólver por baixo, supondo que ele o pudesse utilizar para escapar dos agentes e correr até o carro deles;
- com as pernas engessadas por um tipo de tala sob a calça, ele não poderia correr, então, ao ver a arma, não a pegou;
- os agentes perceberam a manobra e conseguiram cercar o carro do Juarez, impedindo a fuga -- aí ele optou pelo suicídio, cumprindo sua parte no pacto de morte que havia firmado com a companheira.
Além do que fiquei sabendo na reunião com o Ladislau e a Maria do Carmo, minhas fontes foram uma conversa com o tenente coronel Ary Pereira de Carvalho, da Divisão de Infantaria, responsável pelo IPM da VPR, que me contou o ocorrido em 18/04/1970 sob a ótica da repressão; e os papos com o próprio Wellington, meu companheiro de infortúnio no cárcere da PE da Vila Militar (apesar das brutais torturas, seu coração resistiu e ele tomava fortes calmantes na prisão)".
terça-feira, 22 de novembro de 2011
MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA TRUCULÊNCIA DA PM NA USP
Eu gostaria que a PM tratasse os mandachuvas da grande imprensa de forma tão civilizada quanto agiu na USP, segundo a versão edulcorada, engana-trouxa, que seus veículos difundiram.
domingo, 20 de novembro de 2011
ESTUDANTES DA USP QUEREM APRENDER DEMOCRACIA. O REITOR NÃO ENSINA
"Aprofundar a temática de segurança, estendendo para a temática de democracia no campus, evidenciando a importância de um projeto amplo e perpassando pela proposta do movimento estudantil que reivindica aumento de iluminação, aumento de circulação de pessoas no campus, aumento do número de frotas de ônibus circulares e que passem também pelo metrô, abertura de concursos públicos para guarda universitária com treinamento adequado e efetivo feminino".
domingo, 13 de novembro de 2011
CRISE DA USP: "FOLHA DE S. PAULO" CONTINUA SEMEANDO DITABRANDAS
- que se tratou da consequência inevitável das decisões atrabiliárias de um reitor ultradireitista até a medula;
- que o movimento estudantil sempre foi contra a presença de brucutus fardados no campus; e
- que a prisão dos três jovens não passou da gota d'água que entornou o copo.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
SÃO O OPUS DEI E A TFP QUE REGEM O ESPETÁCULO NA USP?
| Também em 2007 Rodas chamou a PM para agredir estudantes |
| Saldo da atuação de Rodas como diretor da Faculdade de Direito da USP: foi por ela declarado persona non grata. |
- "Sendo Diretor da Faculdade de Direito pediu em 22 de agosto de 2007, o assalto da PM àquela faculdade, para expulsar violentamente estudantes e membros dos movimentos sociais";
- "Devido a sua política de 'terra arrasada' com seus inimigos, aos quais perseguiu incansavelmente dentro da faculdade, foi declarado persona non grata pela Faculdade de Direito"; e
- "[Como representante do Itamaraty na Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos] Grandino Rodas interveio no caso do filho da estilista Zuzu Angel, no qual votou contra a culpabilidade da ditadura no assassinato do rapaz. Além disso, indeferiu outros 45 pedidos com diversos pretextos (falta de provas, esgotamento do prazo, etc.)".
Então, é forte a possibilidade de que esteja mesmo em curso o balão de ensaio golpista a respeito do qual eu lancei o primeiro alerta, num espetáculo regido pelo Opus Dei de Alckmin e a TFP de Rodas."Em situações de enorme fascistização, um golpe de estado pode ser lançado sem nenhum problema, e ser aplaudido com grande fervor pelas ralés de classe média. Entretanto, quando o país possui, como atualmente o Brasil, uma democracia formal bastante estável, e a situação das classes populares mostra certo progresso em relação com governos anteriores, a necessidade de encontrar consenso para um golpe obriga a estratégias mais refinadas".
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
PM x USP, AUTORITARISMO E BARBÁRIE
"Ele foi condenado em primeira instância porque estava ausente do quarto onde o cantor, já devidamente dopado, tomou uma overdose do remédio que o matou. Que houve culpa do médico é evidente: sabendo da situação, ele deveria estar junto ao leito do artista ou ter retirado o remédio de seu alcance.
Daí a acusação de homicídio culposo. Tudo bem, a justiça foi feita, pelo menos em sua primeira etapa. O que não compreendi foi o ritual dos guardas logo após a leitura da sentença: algemaram o médico.
Em nenhum momento ele ameaçou fugir, agredir quem quer que fosse, não tinha antecedentes criminais e estava sendo julgado por homicídio não qualificado, com direito a apelação.
Compreende-se a condenação, mas não a violência das algemas. Se mais tarde for absolvido, ele terá sido vítima de um ritual judiciário-policial, completamente desnecessário no caso dele".
Então, bem-vindas as vozes que ainda alertam contra a escalada do autoritarismo!
O que nos obriga a reconstrui-lo por inteiro, tendo a igualdade, a harmonia e a felicidade dos homens como referenciais e valores supremos.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
ESCALARA AUTORITÁRIA NA USP É INÍCIO DE ARTICULAÇÃO GOLPISTA?
| NÃO vale a pena ver de novo |
Haveremos de protestar, de lutar, de tudo fazermos para que o arbítrio não retorne, pelas mãos dos discípulos da Opus Dei e daquelas viúvas da ditadura que até ontem entoavam loas para a derrubada de um presidente legítimo.
A versão 2011, contudo, causa maior preocupação, pois a articulação se dá num nível mais alto. Daí a necessidade de pronta e incisiva resposta, antes que o mal cresça.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
"FOLHA" ADMITE ENTREGA DA DIREÇÃO DA FT A ENTUSIASTAS DA REPRESSÃO
| Assim a FT noticiou a morte do 'Bacuri', preso 108 dias antes e triturado nas torturas. |
"É verdade que o especial de 90 anos da Folha teve (...) a coragem de explicar o apoio do jornal ao golpe militar e o alinhamento da Folha da Tarde à repressão contra a luta armada. Trouxe também críticas duras feitas pelos ex-ombudsmans. Mas foram apenas notas dissonantes [grifo meu]".
E, claro, devemos discutir -- e muito! -- a chocante revelação de que o Grupo Folha entregou um de seus jornais a porta-vozes de torturadores como retaliação a um agrupamento de esquerda que se infiltrara na Redação.
"O PAPEL NA DITADURA
A Folha apoiou o golpe militar de 1964, como praticamente toda a grande imprensa brasileira. Não participou da conspiração contra o presidente João Goulart, como fez o "Estado", mas apoiou editorialmente a ditadura, limitando-se a veicular críticas raras e pontuais.
![]() |
| Eis a "Folha" mancheteando a "Marcha da Família" e criando clima para o golpe. |
Confrontado por manifestações de rua e pela deflagração de guerrilhas urbanas, o regime endureceu ainda mais em dezembro de 1968, com a decretação do AI-5. O jornal submeteu-se à censura, acatando as proibições, ao contrário do que fizeram o "Estado", a revista "Veja" e o carioca "Jornal do Brasil", que não aceitaram a imposição e enfrentaram a censura prévia, denunciando com artifícios editoriais a ação dos censores.
As tensões características dos chamados "anos de chumbo" marcaram esta fase do Grupo Folha. A partir de 1969, a "Folha da Tarde" alinhou-se ao esquema de repressão à luta armada, publicando manchetes que exaltavam as operações militares.
A entrega da Redação da "Folha da Tarde" a jornalistas entusiasmados com a linha dura militar (vários deles eram policiais) foi uma reação da empresa à atuação clandestina, na Redação, de militantes da ALN (Ação Libertadora Nacional), de Carlos Marighella, um dos 'terroristas' mais procurados do país, morto em São Paulo no final de 1969.
Em 1971, a ALN incendiou três veículos do jornal e ameaçou assassinar seus proprietários. Os atentados seriam uma reação ao apoio da "Folha da Tarde" à repressão contra a luta armada.
Segundo relato depois divulgado por militantes presos na época, caminhonetes de entrega do jornal teriam sido usados por agentes da repressão, para acompanhar sob disfarce a movimentação de guerrilheiros. A direção da Folha sempre negou ter conhecimento do uso de seus carros para tais fins.
SURFANDO A ONDA DA ABERTURA
No início de 1974, Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha, foi procurado por Golbery do Couto e Silva, futuro chefe da Casa Civil do governo de Ernesto Geisel, prestes a tomar posse.
Os dois militares seriam os principais artífices do projeto de distensão e abertura política, e Golbery encontrou-se com donos de jornais para expor o plano. Sabendo que enfrentaria a resistência da linha dura, queria a imprensa como aliada natural.
No caso da Folha, Golbery deixou claro que ao futuro governo não interessava ter um único jornal forte em São Paulo [ou seja, estimularia quem disputasse leitores com O Estado de S. Paulo]. A conversa coincidiu com discussões internas na empresa, com vistas a aproximar a Folha da sociedade civil. A empresa tinha saldado as dívidas iniciais e se expandido. O passo seguinte seria transformar o matutino num jornal influente.
Em meados de 1974, uma reunião em Nova York entre Frias, Cláudio Abramo e Otavio Frias Filho foi decisiva para a definição da nova estratégia. Sob a inspiração de Frias pai, uma ampla reforma editorial foi concebida e executada nos anos seguintes por Abramo, que trabalhava na Folha desde 1965. As páginas 2 e 3 se tornaram espaços de opinião crítica. Passaram a fazer parte da equipe editorial colunistas renomados, como Paulo Francis e, mais tarde, Janio de Freitas.
A trajetória teve um desvio em 1977, quando, por pressão da linha dura do governo, Abramo foi afastado de seu cargo. O revés, no entanto, seria passageiro. Boris Casoy, que o substituiu, manteve a orientação e garantiu que o jornal tivesse um espaço relevante no processo de redemocratização".
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
(VÍDEO) QUE QUE É ISSO!? Conar - Monstro (INTERVOZES ADVERTE SOBRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E CITA ESTA PEÇA PUBLICITÁRIA TELEVISIVA!!!) ( RIDÍCULA!! QUE PAÍS É ESTE?)
A SOCIEDADE PRECISA LUTAR PARA COMBATER A BAIXARIA NA TELEVISÃO!!! A TELEVISÃO É DO POVO, NÃO DOS CORONEIS!!!
ABAIXO A BAIXARIA RIDÍCULA E OPRESSORA!
(*quero dizer que este anúncio é ridículo e embora ele tenha sido feito com a finalidade de defender a liberdade de expressão,tem uma conotação totalmente oposta ao que se propôs!)
NOTA ZERO PARA O CONAR E PARA A ESPM!!
Nadia Stabile - 05/02/10
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Polícia catarinense prende líderes do MST em “ação preventiva” (AMIGO CASSIO BRANCALEONE ENVIA)
POR ELAINE TAVARES
Com mais de 30 policiais militares, a prisão foi efetuada no momento em que se realizava uma reunião pública
Florianópolis, SC
eteia.blogspot.com
Um dos coordenadores estaduais do MST em Santa Catarina, Altair Lavratti, foi preso na noite desta quinta-feira (28) em Imbituba numa ação que lembra os piores momentos de um estado de exceção. Com uma força de mais de 30 policiais militares, a prisão foi efetuada no momento em que ele realizava uma reunião pública, num galpão de reciclagem de lixo da cidade. A acusação é de que Lavratti, junto com outros sindicalistas e militantes sociais preparava uma ocupação de terras na região. Foi levado sob a alegação de “formação de quadrilha”.
Segundo informações divulgadas no jornal Diário Catarinense, que estava magicamente” no ato da prisão ao lado da polícia, os integrantes do MST estavam sendo monitorados desde novembro depois que um integrante do Conselho de Segurança Comunitária de Imbituba passou informações sobre a organização de uma suposta ocupação em terras do estado. Outras duas pessoas também foram presas, sendo que uma delas, Marlene Borges, presidente da Associação Comunitária Rural, está grávida. Ela teve a casa cercada na madrugada de sexta-feira e foi levada para Criciúma. Outro militante, Rui Fernando da Silva Junior, foi levado para a cidade de Laguna.
Integrantes do MST, advogados e um deputado estadual estiveram procurando por Lavratti durante a noite toda, mas não haviam conseguido contato até a manhã de sexta-feira, quando souberam que de Imbituba ele havia sido levado para Tubarão.
Ainda segundo informações da polícia, o juiz Fernando Seara Hinckel autorizou gravações telefônicas e determinou a intervenção do Ministério Público. Também teria havido a participação de P-2 (policiais a paisana, disfarçados) infiltrados nas reuniões dos militantes sociais da região de Imbituba.
Usando de um artifício já usado contra o Movimento dos Atingidos das Barragens, que foi o de prender “preventivamente” integrantes do movimento alegando “suspeita de invasão”, o poder repressivo de Santa Catarina repete a dose agora contra o MST. Para a polícia e para o poder público, reuniões que envolvam sindicalistas e lutadores sociais passam a ser “suspeitas” e sendo assim, passíveis de serem interrompidas com prisão. Só para lembrar, este é um tipo de ação agora muito usado nos Estados Unidos, depois de 11 de setembro, quando o presidente George Bush acabou com todas as garantias individuais dos cidadãos. Lá, e agora também aqui, o estado pode considerar suspeita qualquer tipo de reunião que envolva movimentos sociais. Conversar e organizar a luta por uma vida melhor passa a ser coisa de “bandido”.
A acusação de formação de quadrilha não encontra respaldo uma vez que é pública e notória a preocupação do MST com a situação das famílias daquela região, que vem sistematicamente tendo que abandonar a zona rural em função da falta de apoio à agricultura familiar, enquanto o agronegócio recebe generosa ajuda governamental. A reunião na qual estava Lavratti justamente discutia esta situação e levava a solidariedade do movimento às famílias que seguem sendo despejadas de suas terras, ações que fazem parte do cotidiano do MST. A ação do governo se deve ao fato de em Imbituba ter sido criada uma Zona de Processamento e Exportações que tem engolido fatias consideráveis de dinheiro público sendo, portanto, considerada estratégica para os empresários da região.
Para o MST, as prisões foram descabidas, e só reflete a forma autoritária como o governo de Santa Catarina tem conduzido a relação com os movimentos sociais, criminalizando as tentativas dos catarinenses de realizar a luta por uma vida digna. Já para dar respostas aos atingidos pelo desastre em Blumenau, ou aos desabrigados pelas chuvas que tem caído torrencialmente este ano em Santa Catarina, não há a mesma agilidade estatal. Como bem já analisava o sociólogo Manoel Bomfim, no início do século vinte, ao refletir sobre a formação do estado brasileiro: “desde o princípio o Estado foi um aparelho de espoliação e tirania, feroz na opressão, implacável na extorsão. É um parasita”. Sempre aliado aos donos do poder e da riqueza, o Estado abandona as gentes e só existe para o mal do povo. É por conta disso, que, conforme Bomfim, “a revolta contra as autoridades públicas é o processo normal de reclamar justiça” já que as populações são sistematicamente abandonadas pelo Estado e pela Justiça enquanto a minoria predadora dos ricos e poderosos tem seus interesses defendidos, inclusive com o uso do dinheiro e do patrimônio que é de todos.
Como exemplo disso, basta trazer à memória o escândalo da Moeda Verde, quando ricos empresários locais fraudaram laudos ambientais para a construção de grandes empreendimentos na cidade de Florianópolis. Presos sob a luz dos holofotes, não ficaram um dia sequer na cadeia e o governador do Estado segue frequentando suas festas e dizendo ao país inteiro, através da televisão, que os empreendimentos construídos a partir da fraude são os mais bonitos da cidade e necessitam ser conhecidos e consumidos. Outro caso emblemático e atual, que não recebe a mão pesada do poder público, é o que envolve o vice-governador Leonel Pavan, enredado em escândalo de corrupção, e que também muito pouco interesse provoca na mídia. Não precisa ir muito longe para observar que Manoel Bomfim está coberto de razão: “os estadistas devem inquirir das condições sociais, indagar se as populações se sentem mais felizes e as causas dos males que ainda as atormentam, para combatê-las eficazmente”. Mas, em vez disso, lutadores do povo são presos e os direitos coletivos se perdem diante do interesse privado de uma minoria.
http://www.brasildefato.com.
FONTE : http://eteia.blogspot.com/2010/01/policia-catarinense-prende-lideres-do.html
domingo, 10 de janeiro de 2010
SÍNDROME DE ESTOCOLMO,MASOQUISMO, CUMPLICIDADE...
MASOQUISMO? SÍNDROME DE ESTOCOLMO?
inconscientemente passam a adorar seus algozes...?
aí a "cumplicidade" ...!!??
esta história de cumplicidade entre homem e mulher nunca me entrou na cabeça!
criminosos são cúmplices,pra mim esta palavra é péssima!
e ao mesmo tempo, hoje pensando a partir do que Glória escreveu aqui em postagem anterior...
Sim cumplicidade talvez seja a coisa mais real ...mas não no sentido exato que Simone Beauvoir e Sartre,
praticavam! Mas, se a maioria dos homens brasileiros não quer abrir mão de sua posição pra lá de antiga,
dominador, explorador, opressor,repressor....então, as mulheres que juntam-se a estes homens estariam mesmo sendo suas cúmplices no crime! lógico!
E aí a Síndrome de Estocolmo, não seria tão síndrome assim! mas masoquismo por certo!
Será que deu pra entender meu ponto de vista?
Mulheres capangas que acatam mandos e desmandos por conveniência,são cúmplices sim , mas de um grande criminoso,e assim acabam mantendo o status quo.(fazem pactos individualistas,e continuam perpetuando mentiras..cúmplices em pactos,não companheiros de luta em causas coletivas)
Sempre ouvi esta expressão no contexto que vivi e nunca a aceitei como válida pra mim!
Aliás detesto a palavra cúmplice ... pra mim só criminosos são cúmplices!
E talvez Simone e Sartre tenham sido "cúmplices" de um outro jeito que neste país...
nunca existiu!
Nadia Stabile - 10/01/10
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
SURICATES DE PLANTÃO !!! ( ..E GERAÇÕES DE BRASILEIROS TORTURADOS >>>CORPOS E MENTES )
...tudo começa no corpo...disse Foucault e ...
Torturas começam nos corpos e se estabelecem pra sempre nas mentes...também!
...a ditadura militar brasileira,a repressão sexual,as culpas do cristianismo,vivem ainda em mim,são como parasitas a sugar-me o sangue...
Nadia Stabile - 30/12/09
Nietzsche e o Corpo
O que fizeram do corpo na tradição metafísica?
Nilo César - Mestrado de Filosofia - UFRN (2003)
“Eu sou corpo, por inteiro corpo e nada mais”
(Dos Desprezadores do corpo)
Alguém aqui ousaria a dizer que me ouve com o corpo? Que me entende ou tenta faze-lo por meio da extensão de sua epiderme como uma simples sensação? Ora, isso não parece demasiadamente jocoso? Pois é exatamente daquilo que se tornou zombaria aos homens da razão, e aos espirituais também, que vai se consagrar uma das notas mais elevadas da partitura filosófica de Nietzsche, no que a filosofia não privilegiou, está, agora, no sentido de ser para o filósofo. O corpo está ai para isso. Com efeito, alguns filósofos de sensibilidade aguçada, a saber – Bachelard, Merleau-Ponty [1] pensaram o corpo como uma orquestra, um organismo que tem sua melodia e sua textura musical, “o organismo é uma melodia que se canta.” Assim diz Merleau-Ponty.
Não obstante, Nietzsche é quem propõe um desconcerto ou quem sabe um concerto (com c), exercitado com tamanha maestria para a filosofia, quando eleva o corpo a condição de grande razão, Por isso, que já não nos soa mais, com seu eco límpido, os acordes da razão soberana em seus tribunais. Talvez não sejamos “espíritos livres” para sintonizar com brevidade as vibrações desta grande razão tocada por uma melodia de imagens poéticas[2]. Mas por que associar o corpo ao canto, a dança e a poesia? A dança, o canto, a poesia nos transporta para um estado pueril de imaginação, e assim traz o corpo á superfície à leveza, às sensações. Nietzsche é quem diz: eu só acreditaria no Deus que soubesse dançar; quando vi o meu demônio achei-o, sério, metódico, profundo, solene, era o espírito de gravidade – a causa pela qual todas as coisas caem. (ZA do ler escrever, 1844) Portanto, o filósofo nos convoca assumi o corpo e suas vibrações para que diante da gravidade possamos fazer o corpo dançar. O que fizeram do corpo? Enxertaram-no de uma moral decadente e entorpeceram-no, tornando seus órgãos indolentes, “impotentes”, amputaram-no de suas possibilidades criadoras, em detrimento de uma educação que privilegia o espírito, tendo como fins o esmero da cultura.
O corpo tem sua linguagem própria, que fogem as regras dos argumentos, da evidencia, das provas dos métodos, cujos procedimentos são puramente racionais. Mas, Nietzsche sabia que argumentos e razões não convencem, por isso ele obedece ao corpo, aquilo que o corpo dizia ele escrevia, muitas vezes sem explicações e fundamentos, mas era a razão do corpo. Meu caro amigo, diz Nietzsche: “há mais razão no teu corpo do que na tua melhor sabedoria”. Só sei que muitas vezes nos damos maus quando não obedecemos aos argumentos do corpo/razão.(...)
LEIA MAIS EM : http://www.cafefilosofico.ufrn.br/nilo.htm
sábado, 3 de outubro de 2009
SEXUALIDADE...SENSUALIDADE,SEXO!!! PRIMAVERA!! E UM GRANDE COMENTÁRIO DE LEITORA E AMIGA DESTE BLOG REGINA(RE-POSTAGEM EM HOMENAGEM A AMIGA, AOS BAILARINOS, A STRAVINSKY,A GRANDE ARTE DA DANÇA!!!)
1 comentários:
Anônimo (REGINA) disse...
e se você (ou eu, ou ou) tivesse visto ou imaginado essa coreografia aos doze anos - a vida teria sido diferente? será que teria olhos para ver e corpo sensível o bastante pra entender que sensualidade e desejo são parte legitima e sagrada da vida? e teria crescido com o fluxo do sangue correndo com ímpeto e dando força para transformar o mundo? (o próprio mundo, pelo menos)
abraço,
Regina
http://sarauxyz.blogspot.com/2009/10/da-primavera-stravinsky-rite-of-spring.html
terça-feira, 25 de agosto de 2009
NESTA SEGUNDA-FEIRA FAMÍLIAS SEM -TETO FORAM DESPEJADAS VIOLENTAMENTE NA ZONA SUL DE SÃO PAULO
Nesta segunda-feira, dia 24, mais 570 famílias sem-teto foram despejadas violentamente da ocupação Olga Benário, na zona sul de São Paulo. A ocupação, organizada desde 2007 pelo Fórum de Moradia e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, é localizada na rua Ana Aslan, nº 9999, Parque Do Engenho.
O despejo violento começou às 7h: em meio a tiros de balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Os moradores e moradoras indignados/as erguiam barricadas e ateavam fogo em carros e barracos, procurando resistir à desocupação enquanto as casas de alvenaria eram covardemente derrubadas por uma retroescavadeira enviada pela proprietária do terreno.
Duas pessoas foram detidas, acusadas de atirar rojões contra a Tropa de Choque, segundo a PM. No total, cerca de 250 PMs do 37º Batalhão, da tropa de choque, da Força Tática e da Rocam estiveram no local, além do helicóptero da PM.
O terreno de 14 mil metros quadrados pertence à Viação Campo Limpo LTDA, que conseguiu na justiça a ordem para a reintegração de posse. A empresa está envolvida em escandâlos de sonegação de impostos e envio ilegal de dinheiro ao exterior, possui dívidas junto ao INSS e ao Banco América do Sul de mais de R$7 milhões.
De acordo com a coordenadora do movimento, Felícia Mendes, durante os dois anos de trabalho no acampamento a coordenação tentou negociar saídas com a proprietária do terreno e com os poderes públicos municipal, estadual e federal. "Lutamos para que terrenos ociosos de devedores do poder público se transformem em moradia popular", afirma.
Editorial Famílias resistem à decisão da Justiça que determina fim do Olga Benário
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AQUI A NOTÍCIA NO SITE DA AGENCIA BRASIL:
Retirada de famílias de sem-teto causa tumulto em São Paulo
24 de Agosto de 2009
Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - A retirada de cerca de 800 famílias de sem-teto de uma área invadida há dois anos na região do bairro de Capão Redondo, na zona sul da cidade de São Paulo, resultou em tumulto na manhã de hoje (24). Moradores dos barracos erguidos no local resistiram e acabaram entrando em confronto com homens da Polícia Militar.
Segundo a PM, um soldado foi atropelado por uma moto e foi levado para o hospital, onde permanece com estado de saúde estável. O motociclista que atropelou o policial foi detido.
Ainda era de madrugada quando começou a ser executada a ordem judicial de reintegração de posse com acompanhamento de homens da PM. Na tentativa de impedir a expulsão, alguns moradores amontoaram pedaços de madeiras e outros objetos em um dos pontos de entrada da comunidade e atearam fogo, que se alastrou para alguns barracos.
Para conter os manifestantes coordenados pela Frente de Luta por Moradia (FLM), a ação recebeu reforço de policial da 3ª Companhia do 37º Batalhão de Polícia Militar, com apoio da Tropa de Choque e do Corpo de Bombeiros. Os policiais chegaram a usar gás de pimenta e bombas de efeito moral.
Por volta das 9h30, os móveis e outros pertences dos sem-teto começaram a ser levados para caminhões da prefeitura para serem transportados para abrigos públicos municipais ou casa de parentes. Máquinas retroescavadeiras derrubam os barracos num trabalho que deve se terminar até o final da tarde de hoje, ou amanhã pela manhã.
Em entrevista ao repórter Gustavo Minari, da TV Brasil,o advogado do dono do terreno, Daniel Goes, disse que desde 2007 ele vem lutando na Justiça para receber o imóvel de volta. Nesse período, ele participou de várias reuniões com os líderes dos sem-teto, buscando a desocupação voluntária.
A área de 14 mil metros quadrados pertence à Viação Campo Limpo, empresa de transporte coletivo que atua naquela região. Os moradores, por sua vez, queixam-se de não terem sido avisados da decisão judicial.
FONTE : http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/24/materia.2009-08-24.0194622726/view
domingo, 9 de agosto de 2009
Pobre paga imposto, mas não entra na USP
A comunidade de Heliópolis, na periferia de São Paulo, paga milhões de reais em impostos que vão em parte para sustentar a USP (Universidade de São Paulo), mas o morador do bairro não tem acesso aos cursos da instituição. João Miranda Neto, presidente da Unas (União de Núcleos, Associações e Sociedades de Moradores de Heliópolis) levanta a questão. É justo o sistema educacional brasileiro, que mantém boas universidades públicas - nas quais a maioria dos que entram veio de escolas particulares -- e péssimas escolas de ensino primário e médio?
domingo, 19 de julho de 2009
FRASE (DO BLOG "CONSENSO,SÓ NO PAREDÃO")
ACABA-SE QUEIMANDO PESSOAS"
(Heine)
FONTE: http://www.culturaebarbarie.org/blog/alexandre-nodari/2009/05/.





















