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terça-feira, 25 de agosto de 2009

NESTA SEGUNDA-FEIRA FAMÍLIAS SEM -TETO FORAM DESPEJADAS VIOLENTAMENTE NA ZONA SUL DE SÃO PAULO

Viação Campo Limpo e PMSP despejam Ocupação Olga Benário na zona sul de São Paulo

Nesta segunda-feira, dia 24, mais 570 famílias sem-teto foram despejadas violentamente da ocupação Olga Benário, na zona sul de São Paulo. A ocupação, organizada desde 2007 pelo Fórum de Moradia e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, é localizada na rua Ana Aslan, nº 9999, Parque Do Engenho.

O despejo violento começou às 7h: em meio a tiros de balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Os moradores e moradoras indignados/as erguiam barricadas e ateavam fogo em carros e barracos, procurando resistir à desocupação enquanto as casas de alvenaria eram covardemente derrubadas por uma retroescavadeira enviada pela proprietária do terreno.

Duas pessoas foram detidas, acusadas de atirar rojões contra a Tropa de Choque, segundo a PM. No total, cerca de 250 PMs do 37º Batalhão, da tropa de choque, da Força Tática e da Rocam estiveram no local, além do helicóptero da PM.

O terreno de 14 mil metros quadrados pertence à Viação Campo Limpo LTDA, que conseguiu na justiça a ordem para a reintegração de posse. A empresa está envolvida em escandâlos de sonegação de impostos e envio ilegal de dinheiro ao exterior, possui dívidas junto ao INSS e ao Banco América do Sul de mais de R$7 milhões.

De acordo com a coordenadora do movimento, Felícia Mendes, durante os dois anos de trabalho no acampamento a coordenação tentou negociar saídas com a proprietária do terreno e com os poderes públicos municipal, estadual e federal. "Lutamos para que terrenos ociosos de devedores do poder público se transformem em moradia popular", afirma.

LEIA MATÉRIA COMPLETA

Editorial Famílias resistem à decisão da Justiça que determina fim do Olga Benário

http://www.midiaindependente.org/

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AQUI A NOTÍCIA NO SITE DA AGENCIA BRASIL:

Retirada de famílias de sem-teto causa tumulto em São Paulo
24 de Agosto de 2009

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - A retirada de cerca de 800 famílias de sem-teto de uma área invadida há dois anos na região do bairro de Capão Redondo, na zona sul da cidade de São Paulo, resultou em tumulto na manhã de hoje (24). Moradores dos barracos erguidos no local resistiram e acabaram entrando em confronto com homens da Polícia Militar.

Segundo a PM, um soldado foi atropelado por uma moto e foi levado para o hospital, onde permanece com estado de saúde estável. O motociclista que atropelou o policial foi detido.

Ainda era de madrugada quando começou a ser executada a ordem judicial de reintegração de posse com acompanhamento de homens da PM. Na tentativa de impedir a expulsão, alguns moradores amontoaram pedaços de madeiras e outros objetos em um dos pontos de entrada da comunidade e atearam fogo, que se alastrou para alguns barracos.

Para conter os manifestantes coordenados pela Frente de Luta por Moradia (FLM), a ação recebeu reforço de policial da 3ª Companhia do 37º Batalhão de Polícia Militar, com apoio da Tropa de Choque e do Corpo de Bombeiros. Os policiais chegaram a usar gás de pimenta e bombas de efeito moral.

Por volta das 9h30, os móveis e outros pertences dos sem-teto começaram a ser levados para caminhões da prefeitura para serem transportados para abrigos públicos municipais ou casa de parentes. Máquinas retroescavadeiras derrubam os barracos num trabalho que deve se terminar até o final da tarde de hoje, ou amanhã pela manhã.

Em entrevista ao repórter Gustavo Minari, da TV Brasil,o advogado do dono do terreno, Daniel Goes, disse que desde 2007 ele vem lutando na Justiça para receber o imóvel de volta. Nesse período, ele participou de várias reuniões com os líderes dos sem-teto, buscando a desocupação voluntária.
A área de 14 mil metros quadrados pertence à Viação Campo Limpo, empresa de transporte coletivo que atua naquela região. Os moradores, por sua vez, queixam-se de não terem sido avisados da decisão judicial.

FONTE : http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/24/materia.2009-08-24.0194622726/view

sábado, 25 de julho de 2009

Interferência 012 - Xico Sá e FERRÉZ



Ferréz entrevista Xico Sá,gravada no Bar do Saldanha, e exibida no dia 15/10/2008, no programa "Manos e Minas" da TV Cultura. Saiba mais em www.interferencia.art.br

segunda-feira, 29 de junho de 2009

JORNALISMO CIDADÃO - da Wikipédia

Jornalismo Cidadão, ou Jornalismo Colaborativo, Jornalismo Open Source ou ainda Jornalismo Participativo é uma idéia de jornalismo na qual o conteúdo (texto + imagem + som + vídeo) é produzido por cidadãos sem formação jornalística, em colaboração com jornalistas profissionais. Esta prática se caracteriza pela maior liberdade na produção e veiculação de notícias, já que não exige formação específica em jornalismo para os indivíduos que a executam.

A própria estrutura sobre a qual é construída a notícia pode, assim, variar, fugindo dos padrões aceitos no jornalismo tradicional, tais como o lead e a pirâmide invertida. Neste caso, o relato em primeira pessoa, repudiado no jornalismo tradicional, é bem aceito e até indicado nas reportagens produzidas sob o modelo colaborativo de jornalismo. Mas, por outro lado, assim como outros sistemas colaborativos (como o wiki), carece de precisão e controle de qualidade sobre o conteúdo publicado. Esse gerenciamento é, geralmente, feito por jornalistas profissionais, que assumem as tarefas de edição do espaço.

Conceito e polêmica

Para os adeptos e ativistas desta prática, o Jornalismo Cidadão é uma chance de democratizar a informação, a partir do momento em que qualquer pessoa teria acesso à mídia, não apenas como leitor ou espectador, mas colaborando na produção do material veiculado. Também seria, para os defensores do new journalism, uma oportunidade para valorizar a reportagem, incluindo a observação de testemunhas oculares dos fatos.

O relatório We Media: How Audiences are Shaping the Future of News and Information (Nós-Mídia: como o público está moldando o futuro do jornalismo e da informação), escrito pelos pesquisadores Shayne Bowman e Chris Willis, do The Media Center do Instituto Americano de Imprensa, define o jornalismo participativo como um ato de cidadãos "fazendo um papel ativo no processo de coleta, reportagem, análise e distribuição de notícias e informações". O documento acrescenta que "a intenção desta participação é fornecer informação independente, confiável, precisa, abrangente e relevante que a democracia requer"[1].

Num artigo publicado em 2003 pela Online Journalism Review, J. D. Lasica classifica a mídia do Jornalismo Cidadão em seis tipos:

1. ) participação do público (tais como comentários no rodapé das matérias, blogs de colunistas que aceitam comentários, uso de fotos e filmagens feitas por leitores, ou matérias escritas localmente por moradores de comunidades);
2. ) websites jornalísticos independentes (como o Drudge Report);
3. ) websites de notícias totalmente alimentados por usuários (OhMyNews, WikiNews);'
4. ) websites de mídia colaborativa e contribuitiva (Slashdot, Kuro5hin);'
5. ) outros tipos de "mídia magra" (listas de discussão, boletins por correio eletrônico);
6. ) websites de transmissão pessoal (podcasting de áudio e vídeo, blogs, fotologs)[2]

O ex-colunista de tecnologia do jornal estadunidense San Jose Mercury News Dan Gillmor é um dos mais ativos defensores do Jornalismo Cidadão. Ele fundou uma entidade sem fins lucrativos, o Centro para a Mídia Cidadã, para ajudar a promover esta prática. A televisão francófona canadense Canadian Broadcasting Corporation também criou um programa semanal chamado "5 sur 5" que desde 2001 organiza e promove o jornalismo feito por amadores. No programa, espectadores enviam perguntas sobre ampla variedade de assuntos e, acompanhados por uma equipe de jornalistas, entrevistam especialistas.

No Brasil, alguns jornais e veículos de mídia tradicionais já adotam seções ou subportais que recebem contribuições do público (como as fotos publicadas na coluna de Ancelmo Góis em O Globo ou a área Eu Repórter do Globo Online). O pioneiro desta prática foi o portal iG, com a seção Leitor-Repórter, criada em 2000 e depois extinta. No entanto, para a maior parte dos teóricos, esse não é um exemplo real de Jornalismo Cidadão, apenas um aproveitamento comercial do material gerado por leitores.

Ressalte-se que, no Brasil, desde junho de 2009, já não é mais é obrigatória a exigência de diploma universitário em curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo para o exercício da profissão. A profissão, no entanto, já não era regulamentada para a mídia internet antes da decisão da Justiça que derrubou a obrigatoriedade do diploma.

O Jornalismo Cidadão ganhou força nos últimos anos a partir do advento das ferramentas de edição e publicação na internet como wikis, blogs e a popularização dos celulares equipados com câmeras digitais, além de outras novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs).

Deve-se atentar que Jornalismo Cidadão não é sinônimo de Jornalismo cívico, que é o jornalismo profissional caracterizado pela cobertura jornalística dos veículos de imprensa voltada para o cidadão.

Outros termos para Jornalismo Cidadão são o original em inglês citizen journalism, networked journalism (jornalismo em rede), grassroots journalism (jornalismo de raiz), jornalismo amador, jornalismo participativo, jornalismo colaborativo ou jornalismo open source.

Críticas

Muitas vezes, "jornalistas cidadãos" são ativistas dentro das comunidades sobre as quais escrevem (por exemplo, autores de matérias sobre pirataria musical que fazem lobby contra a indústria fonográfica). Isto gera críticas por instituições de mídia tradicional como o jornal The New York Times, dos EUA, que acusou os defensores do Jornalismo Cidadão de abandonarem o princípio da objetividade jornalística.

Um artigo do acadêmico Vincent Maher, chefe do Laboratório de Novas Mídias (New Media Lab) da Universidade de Rhodes (África do Sul), delineou várias fraquezas das reivindicações feitas pelos defensores da idéia, denominadas "os três E fatais": a ética, a economia e a epistemologia. O artigo, por outro lado, foi criticado na imprensa estadunidense e na chamada "blogosfera"[3]. Um artigo do jornalista Tom Grubisich publicado em outubro de 2005 listou 10 websites de Jornalismo Cidadão e detectou falhas de qualidade e conteúdo em vários deles[4].(...)

Exemplos de jornalismo cidadão

Referências

CONTINUE LENDO EM :

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_cidad%C3%A3o

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