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sábado, 30 de abril de 2011

DA JANELA e REENCONTRO - MARCELO ROQUE


Da Janela

Olhando pela janela
repousa meu olhar sob mais uma manhã;
tão clara e límpida quanto o nosso amor
E assim, percebo o quanto te amo
Amo-te nos ventos que tocam as folhas,
no pássaro a aprumar seu ninho,
na urgência do rio em alcançar o mar ...
Amo-te assim nas pequenas coisas, pois,
tudo se faz mais belo ... porque te amo

Marcelo Roque


Reencontro

Ao me ver,
do outro lado da calçada,
ela me lançou um sorriso
Que num instante,
atravessou a rua,
o vento
e o tempo ...
até me alcançar

Marcelo Roque


Http://recantodasletras.uol.com.br/autores/marceloroque

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O RIO, HERÁCLITO E JORGE L. BORGES

“Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio.” 
(Heráclito, Fragm. 91)

Son los ríos

Somos el tiempo. Somos la famosa

parábola de Heráclito el Oscuro.

Somos el agua, no el diamante duro,

la que se pierde, no la que reposa.

Somos el río y somos aquel griego

que se mira en el rio. Su reflejo

cambia en el agua del cambiante espejo,

en el cristal que cambia como el fuego.

Somos el vano río prefijado,

rumbo a su mar. La sombra lo ha cercado.

Todo nos dijo adiós, todo se aleja.

La memoria no acuña su moneda.

Y sin embargo hay algo que se queda

y sin embargo hay algo que se queja.

J.L.Borges, Los conjurados

http://www.ifcs.ufrj.br/~fsantoro/ousia/HERACLITO.doc
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