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terça-feira, 11 de maio de 2010
RESENHA - História e Ficção - Convergências entre política indigenista e movimento indianista - REGINA ABU-JAMRA MACHADO
História e ficção –
Convergências entre política indigenista e movimento
indianista
Resenha de Regina Maria Abu-Jamra Machado*
TREECE, David. Exilados, aliados, rebeldes –
O movimento indianista, a política
indigenista e o Estado-nação imperial.
São Paulo, Nankin/Edusp, 2008.
Inventando
uma tradição? Este título da primeira
parte da introdução, seguida
imediatamente por dados censitários
brutais, vem lembrar que a população
indígena, de 5 milhões no século XV,
caiu para 100.000 na virada do século
XX, e fornece o primeiro elemento
definidor de um processo destrutivo de
proporções genocidas a contrastar
permanentemente com o perfil do índio
na mitologia integracionista nacional.
Segue-se a análise de conceitos chave
na evolução da política indigenista
desde o império até a “democracia
racial” e o “luso-tropicalismo”, as
ideologias neocolonialistas da “Marcha
para o Oeste” de Getúlio Vargas e seu
contemporâneo integralismo,
geralmente banhando numa noção geral
de “conciliação”, segundo a qual a
assimilação do índio pressupõe
convergência de interesses. Ora, lembra
Treece, o relatório de Darcy Ribeiro
encomendado pela UNESCO, Os índios
e a civilização, “virou de ponta-cabeça
as suas expectativas e as de seus
patrocinadores”, expondo como a
mitologia da integração mascarava a
desintegração social e cultural, “o
esfacelamento da identidade coletiva
das comunidades tribais e a dissolução
de indivíduos alienados no anonimato
da sociedade dominante.”
Protagonista onipresente em toda a
gama de expressões artísticas dos
séculos XVIII e XIX, o índio vem a
corporificar ironicamente o mesmo
nacionalismo que o aniquila. Esta ironia
ocupa um lugar central na reflexão
produzida pelos escritores indianistas,
como demonstra a tese de David
Treece, que traz para o centro do debate
acadêmico o fato, jamais bastante
acentuado, de ter sido o indianismo,
além de um movimento artístico, uma
arena de debate sociopolítico. Visto
como o “movimento de nacionalismo
cultural mais coerente antes do
Modernismo”, obra de escritores
notáveis, patrocinados pelo Imperador
D Pedro II, “o indianismo foi uma viga
mestra do projeto imperial de
construção do Estado, o mais
importante objeto de reflexão artística e
política a exercitar a mente de sua elite
intelectual por mais de meio século.”
As sucessivas investigações dos
fenômenos característicos do
movimento indianista continuam pelo
século XX afora, com as abordagens
estruturalistas dos anos 1970 seguidas
por análises cada vez mais abrangentes,
tanto por parte de pesquisadores
brasileiros quanto americanos ou
europeus.
Quanto ao objetivo declarado do estudo,
é tratar o fenômeno indianista “como
um movimento cultural e intelectual em
diálogo consigo mesmo e com as
correntes políticas e ideológicas mais
amplas de seu tempo, e rehistoricizá-lo,
reconhecer nele as múltiplas e
frequentemente contraditórias vozes de
um discurso coletivo como também de
autores individuais a intervirem
conscientemente no processo social.”
A segunda e última parte da Introdução,
“Imagens do Império”, apresenta o
indianismo como uma sequência de
imagens que “serviram para
conceitualizar as formas reais e
possíveis do Estado-nação brasileiro.”
Isso leva à confrontação obrigatória
com o não reconhecimento de que a
condição do índio “era uma questão
política em todo o período, envolvendo
historiadores, estadistas e escritores, em
debate prolongado e, com frequência,
apaixonado”, política e movimento
literário mostrados em permanente
interação.
O capítulo I examina sobretudo os
textos produzidos pelos jesuítas sobre o
índio durante os dois primeiros séculos
de colonização, enquanto fonte
principal da literatura indianista
subsequente: “Os mitos e estereótipos
dos épicos indianistas do século dezoito
e da literatura romântica indianista,
embora revestidos da ideologia
iluminista e liberal, foram, em grande
medida, herdados dessa tradição
jesuítica primeva.”
O capítulo 2 acrescenta uma
interrogação capital já no título:
“Extermínio ou integração?
Independência, conflito civil e política
indigenista depois de Pombal”, para
chegar até a consolidação da
independência durante a primeira
metade do século XIX, examinando a
onda liberal da Regência, com todas as
suas contradições, bem como a primeira
geração de escritores indianistas que,
como já mencionado, tendo-se apoiado
sobretudo nos relatos quinhentistas e
seiscentistas, deixa para escritores como
Bernardo Guimarães a tarefa de retratar
as consequências trágicas da
destribalização tal como se verifica
então. A notável oposição à política de
extermínio determinada por D. João VI
em 1798, levantada por José Bonifácio
logo após a Independência, bem como
sua ação como deputado, é
detalhadamente exposta e analisada,
arrematada por conclusões inhabituais:
primeiro, uma associação entre “a
condição do indígena e a do escravo
negro e suas respectivas relações com o
Estado e a sociedade.” Estabelece-se
uma filiação direta de José Bonifácio a
“seus sucessores mais proeminentes,
como Gonçalves Dias, Joaquim Manuel
de Macedo e José de Alencar”, levando
ao questionamento do “problema” da
escravidão, que viria assim a constituir
“uma questão de ordem implícita do
indianismo oitocentista” Os dois ciclos
de agitações e revoltas populares que
respondem à total ausência de reformas
das estruturas coloniais, são
introduzidos pela pergunta de um
deputado em 1831: “Como há de
marchar o regime novo com as mesmas
molas do regime velho?” E a
constatação: “O caráter dos primeiros
vinte anos de literatura romântica
indianista, de 1835 em diante, encontrase
inequivocamente moldado por esse
clima de conflito, instabilidade e
desintegração federal.”
Uma contribuição que nos parece
importante assinalar é a abrangência da
pesquisa, que traz textos raramente
abordados nas histórias literárias, com
algumas contribuições inéditas de
pesquisadores brasileiros. Mesmo a
análise de escritores relativamente
conhecidos, como Teixeira e Sousa,
nessa perspectiva interdisciplinar, traz
novas e instigantes abordagens, como “a
possibilidade de formular uma série de
comentários que ficariam entre as mais
acerbas denúncias da marginalização
social e racial sob o Império, que a
literatura desse período produziu.” Vida
e obra de Gonçalves Dias, em seguida,
são também revisitadas à luz das
contribuições mais significativas da
bibliografia sobre o autor, em torno da
qual gira a parte mais importante das
reflexões desenvolvidas nesse capítulo.
A política da conciliação é discutida no
capítulo 3, paralelamente à política
indigenista, bem como a ausência da
questão fundamental da escravidão na
literatura desse período, enquanto o
índio é idealizado sob os traços do
“guerreiro tribal como o escravo
voluntário da representante feminina da
ordem colonial”, encarnado no índio
Peri. Essa década, iniciada com a
publicação dos “Últimos cantos” por
Gonçalves Dias, seguida pelo “O
Guarani” de José de Alencar, é vista
também sob o ângulo da aprovação da
Lei de Terras e da lei Eusébio de
Queiroz e suas consequências sobre a
política indigenista. No ano de 1851,
um marco nem sempre lembrado é a
publicação insólita pela liberal revista
Guanabara do “Memorial orgânico” de
Varnhagen, e a polêmica então aberta
pela defesa que faz este de um
implacável uso da força e da retomada
das “bandeiras” coloniais com seus
propósitos de escravização dos índios e
liberação das terras para colonização
por brasileiros e imigrantes.
No capítulo 4 tratar-se-á do período de
1870 a 1888, com a intervenção de
abolicionistas como Joaquim Nabuco,
cuja polêmica com José de Alencar é
examinada de modo a mostrar as
contradições presentes em ambas as
posições em confronto. Os escritores
analisados nesta última fase do império
representam correntes que já se afastam
do idealismo romântico, trazendo à cena
literária o caboclo e uma nova rebeldia
contra uma ordem social ainda uma vez
em crise. Particularmente interessante é
o exame da evolução das posições de
José de Alencar, desiludido das
“conciliações” da década de 1850, como
da nobreza cavalheiresca dos
donatários, que cedem a vez ao
“autoritarismo cru dos barões
latifundiários do nordeste” no “O
sertanejo”, ou de outros barões ou
fazendeiros nos outros romances da
última fase do escritor.
Na conclusão, é globalmente examinado
“O legado indianista”, bem como o
desejo expresso de se acabar com o
indianismo romântico culminando com
a rejeição desse movimento pelos
Modernistas de 1922, paralelamente à
evolução das políticas indianistas
durante o século XX. No último
parágrafo são abordadas as constatações
que se impõem ao final deste século,
com as terríveis consequência dos
sucessivos projetos de integração ainda
e sempre assolando as populações
indígenas do país. O texto se fecha por
uma recapitulação da radical alteridade
das culturas indígenas, com seu
canibalismo visto e revisto pelo
romântico Gonçalves Dias, o único que,
“em seu poema “I-Juca-Pirama”,
compreendeu algo de seu poder como
expressão de uma visão alternativa e
utópica de integração social e autorealização.”
***
DAVID TREECE é Professor do
Departamento de Estudos portugueses e
brasileiros no King’s College de Londres.
Autor de documentários sobre a Amazonia
(anos 80); na Inglaterra. Em 1996, criou o
Centre for the Study of Brazilian Culture
and Society, que se tornou o maior produtor
de trabalhos acadêmicos em Estudos
culturais brasileiros, literatura e história.
Sua atividade acadêmica continua
dinamizando o interesse por assuntos
ligados ao Brasil.
* Regina Maria Abu-Jamra Machado é Doutora pela universidade Paris 3/La Sorbonne Nouvelle -
2007 - literatura brasileira - titulo: Ficção e café no vale do Pariba - Três romances da fazenda
escravagista. Tradutora e pesquisadora em literatura e historia - romantismo, 2° reinado, José de Alencar,
fazendas de café, vale do Paraiba.
FONTE : http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/9589/5487
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A PROFESSORA Juscelana Maria Dias ESCREVE COMENTÁRIO SOBRE O ENSINO RELIGIOSO AQUI NO BLOG
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "POLÊMICA : RELIGIÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS":
Em nome da educação um cuidado se faz urgente: a Formação Humana Integral nas escolas públicas. Quanto ao Ensino Religioso, os aspectos informativos da cultura geral religiosa já são contemplados na disciplina “História”. E quanto ao aprofundamento prático, o lugar mais indicado são as várias igrejas que recebem as pessoas com prazer.
As crianças e os adolescentes clamam uma ajuda na formação da personalidade. Faz-se necessário na escola uma disciplina com a mesma seriedade da matemática e da língua portuguesa que tenha o foco na formação humana. Não dá para ser um conteúdo apenas transversal. Ele deve ser transversal, mas com uma disciplina daquele conteúdo. Como o aluno vai entender que os princípios (ético/moral; físico/corporal; mental/psicológico; espiritual/transcendental; mundial/cosmológico; etc.) fundamentais para a vida equilibrada e saudável são importantes, se não fazem parte do currículo escolar como fazem as outras disciplinas? E ainda mais se se tratar de uma disciplina de “matrícula facultativa”?
Faz-se urgente um curso de graduação e pós-graduação específico para a formação de profissionais em vista da formação humana nas escolas. Conteúdo não falta para tal. Já o Ensino Religioso cada Igreja tem os seus princípios e até mesmo os seus cursos para quem deseja aprofundar.
Não dá mais para fingir que não estamos vivenciando um desnorteamento e uma superficialidade na escolas quanto à seriedade que o futuro exige do ser humano. Aumenta cada vez mais o despreparo dos alunos para a vida que em grande parte provém do desequilíbrio social/familiar cujo peso recai sobre as escolas. Há de se ter uma formação que conte com todas as áreas para que o mínimo indispensável para uma vida integrada saudável seja repassado aos alunos ( a área da saúde, do jurídico, da segurança, os valores universais, etc.); o que uma Formação Humana deve abraçar considerando o conjunto destes princípios na vida. A salvação não se dá sem a humanização.
Vamos lutar em favor de um futuro melhor para as crianças e os adolescentes! Para mim a Formação Humana nas Escolas com profissionais especificamente da área é uma porta favorável e eficaz para uma grande mudança nos procedimentos didático pedagógico nas Escolas. Porém um curso especificamente com este foco parece que ainda não existe. Não é a filosofia e nem a teologia. É mesmo a formação integral para a vida.
Professora
Juscelana Maria Dias
LINK DA POSTAGEM : http://sarauxyz.blogspot.com/2009/09/polemica-religiao-nas-escolas-publicas.html
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Respondo a este comentário que este curso que a professora propõe com foco na formação humana ,não deveria existir isoladamente,deveria sim haver uma mudança radical na universidade e em todos os níveis da educação,desde a pré-escola!!
Como isso poderia demorar muito, proponho que o governo conheça a ASSOCIAÇÂO POLITEIA,e isto não é propaganda comercial, isto é total convicção por experiência própria de que esta associação formada por sociólogos ,pedagogos e etc da USP, GENIAIS!! onde uma grande mulher : HELENA SINGER, encabeça esta associação e tem total competência para colocar nossa educação nas alturas! Neste curso que fiz em 2005 falou-se sim sobre religião através da obra de Tolstói.
Este grande pensador que fez crítica vital ao cristianismo e aos que se consideram cristãos e que nunca foram de verdade! Outra grande referência ao humanismo ali tratada foi Janusz Korczak ,que foi um médico educador judeu e que por conta de seu humanismo e amor a suas crianças, preferiu morrer nas câmaras de gás do Nazismo (junto com as crianças), a ter de negociar a própria vida com Hitler!
Enfim, alguns autores esquecidos pela história foram relembrados neste curso hiper humanizante e hiper realista, nos colocando com os dois pés e a alma neste mundo doido de hoje onde as tecnologias precisam urgentemente serem reconhecidas e absorvidas por todos nós antes que elas nos engulam! Por tanto professora Juscelana, pode acreditar que um curso já existe para humanizar de verdade os trabalhadores da educação!! e este curso qualquer pessoa pode fazer, não precisa ser graduado, pós graduado, mestrando ou nada disso!! é preciso ter tido a vontade e a consciência de que se tem uma missão na vida! a de ser ser humano e cooperar com este mundo!!
*livros de JANUSZ KORCZAK : "COMO AMAR UMA CRIANÇA" e
"QUANDO EU VOLTAR A SER CRIANÇA"
LIVRO DE TOLSTÓI : "O REINO DE DEUS ESTÁ EM VÓS"
LIVRO DE ROUSSEAU : "EMÍLIO"
LIVRO DE HELENA SINGER : "REPÚBLICA DE CRIANÇAS"
LIVRO DE IVAN ILLICH : "SOCIEDADE SEM ESCOLAS"
LIVRO DE PAULO FREIRE : "PEDAGOGIA DA AUTONOMIA"
**lógico que há muitos outros livros
SITE DA ASSOCIAÇÃO POLITEIA : http://www.politeia.org.br/tiki-index.php
Nadia Stabile - 10/09/09
Em nome da educação um cuidado se faz urgente: a Formação Humana Integral nas escolas públicas. Quanto ao Ensino Religioso, os aspectos informativos da cultura geral religiosa já são contemplados na disciplina “História”. E quanto ao aprofundamento prático, o lugar mais indicado são as várias igrejas que recebem as pessoas com prazer.
As crianças e os adolescentes clamam uma ajuda na formação da personalidade. Faz-se necessário na escola uma disciplina com a mesma seriedade da matemática e da língua portuguesa que tenha o foco na formação humana. Não dá para ser um conteúdo apenas transversal. Ele deve ser transversal, mas com uma disciplina daquele conteúdo. Como o aluno vai entender que os princípios (ético/moral; físico/corporal; mental/psicológico; espiritual/transcendental; mundial/cosmológico; etc.) fundamentais para a vida equilibrada e saudável são importantes, se não fazem parte do currículo escolar como fazem as outras disciplinas? E ainda mais se se tratar de uma disciplina de “matrícula facultativa”?
Faz-se urgente um curso de graduação e pós-graduação específico para a formação de profissionais em vista da formação humana nas escolas. Conteúdo não falta para tal. Já o Ensino Religioso cada Igreja tem os seus princípios e até mesmo os seus cursos para quem deseja aprofundar.
Não dá mais para fingir que não estamos vivenciando um desnorteamento e uma superficialidade na escolas quanto à seriedade que o futuro exige do ser humano. Aumenta cada vez mais o despreparo dos alunos para a vida que em grande parte provém do desequilíbrio social/familiar cujo peso recai sobre as escolas. Há de se ter uma formação que conte com todas as áreas para que o mínimo indispensável para uma vida integrada saudável seja repassado aos alunos ( a área da saúde, do jurídico, da segurança, os valores universais, etc.); o que uma Formação Humana deve abraçar considerando o conjunto destes princípios na vida. A salvação não se dá sem a humanização.
Vamos lutar em favor de um futuro melhor para as crianças e os adolescentes! Para mim a Formação Humana nas Escolas com profissionais especificamente da área é uma porta favorável e eficaz para uma grande mudança nos procedimentos didático pedagógico nas Escolas. Porém um curso especificamente com este foco parece que ainda não existe. Não é a filosofia e nem a teologia. É mesmo a formação integral para a vida.
Professora
Juscelana Maria Dias
LINK DA POSTAGEM : http://sarauxyz.blogspot.com/2009/09/polemica-religiao-nas-escolas-publicas.html
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Respondo a este comentário que este curso que a professora propõe com foco na formação humana ,não deveria existir isoladamente,deveria sim haver uma mudança radical na universidade e em todos os níveis da educação,desde a pré-escola!!
Como isso poderia demorar muito, proponho que o governo conheça a ASSOCIAÇÂO POLITEIA,e isto não é propaganda comercial, isto é total convicção por experiência própria de que esta associação formada por sociólogos ,pedagogos e etc da USP, GENIAIS!! onde uma grande mulher : HELENA SINGER, encabeça esta associação e tem total competência para colocar nossa educação nas alturas! Neste curso que fiz em 2005 falou-se sim sobre religião através da obra de Tolstói.
Este grande pensador que fez crítica vital ao cristianismo e aos que se consideram cristãos e que nunca foram de verdade! Outra grande referência ao humanismo ali tratada foi Janusz Korczak ,que foi um médico educador judeu e que por conta de seu humanismo e amor a suas crianças, preferiu morrer nas câmaras de gás do Nazismo (junto com as crianças), a ter de negociar a própria vida com Hitler!
Enfim, alguns autores esquecidos pela história foram relembrados neste curso hiper humanizante e hiper realista, nos colocando com os dois pés e a alma neste mundo doido de hoje onde as tecnologias precisam urgentemente serem reconhecidas e absorvidas por todos nós antes que elas nos engulam! Por tanto professora Juscelana, pode acreditar que um curso já existe para humanizar de verdade os trabalhadores da educação!! e este curso qualquer pessoa pode fazer, não precisa ser graduado, pós graduado, mestrando ou nada disso!! é preciso ter tido a vontade e a consciência de que se tem uma missão na vida! a de ser ser humano e cooperar com este mundo!!
*livros de JANUSZ KORCZAK : "COMO AMAR UMA CRIANÇA" e
"QUANDO EU VOLTAR A SER CRIANÇA"
LIVRO DE TOLSTÓI : "O REINO DE DEUS ESTÁ EM VÓS"
LIVRO DE ROUSSEAU : "EMÍLIO"
LIVRO DE HELENA SINGER : "REPÚBLICA DE CRIANÇAS"
LIVRO DE IVAN ILLICH : "SOCIEDADE SEM ESCOLAS"
LIVRO DE PAULO FREIRE : "PEDAGOGIA DA AUTONOMIA"
**lógico que há muitos outros livros
SITE DA ASSOCIAÇÃO POLITEIA : http://www.politeia.org.br/tiki-index.php
Nadia Stabile - 10/09/09
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domingo, 6 de setembro de 2009
Células-tronco - eis a questão!!
(DESCARTAR OS EMBRIÕES PODE!!!! MAS UTILIZÁ-LOS PARA A TERAPIA DE CÉLULA TRONCO EMBRIONÁRIAS, NÃO!!QUAL A LÓGICA AQUI!?)
Ou a republiqueta se afirma como um Estado laico que não se submete a dogmas religiosos ou, em nome do Pai, seus cidadãos portadores de deficiências físicas ou neurológicas comerão o pão que o tinhoso amassou, quando os ministros apreciarão a argüição de inconstitucionalidade do artigo 5ª. da Lei de Biossegurança que autoriza o estudo de células-tronco através de embriões congelados que ajudarão a recuperação da saúde física e mental ou serão descartados, ou seja, jogados no lixo em nome do atraso da Santa Madre Igreja.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Beto, Bia e Abelardo - Ciclo 1: O mundo visto pelo olhar de Beto
Quinta-feira, 20 de Março de 2008
Por Jeosafá Fernandez
Orientações iniciais: desenvolvendo habilidades de leitura e discutindo valores
O projeto Beto, Bia e Abelardo procura vincular a leitura em língua portuguesa à necessária e atual discussão sobre valores. Articula deliberadamente competências e habilidades lingüísticas e literárias à reflexão sobre conteúdos culturais, morais, éticos, científicos, artísticos entre outros. Parte da constatação de que nenhuma eduação é isenta, de que toda verdadeira ação de leitura é um mergulho em profundidade na sociedade, no íntimo do indivíduo e no coração do conhecimento, e de que todos estamos, o tempo todo, constituindo ou rejeitando, assumindo ou criticando valores, consicente ou inconscientemente.
O que é ser "bem-educado"? Aceitar passivamente os berros dos adultos ou dos mais fortes? Devolver com grito o grito e com violência a violência? O que é ler bem? Seria repetir, muitas vezes com as mesmas palavras, o que os superiores exigem, sem nada criar ou contestar? E o que seria "uma pessoa moral"? Aquela que elege valores de sua religião, de seu grupo social, ou unicamente seus, para os impor, a todo custo e meio aos demais?
Viver numa sociedade tão dinâmica, num mundo tão complexo, numa época tão cheia de guerras e violências impõe a quem deseja justiça, respeito aos direitos humanos e ao meio-ambiente atitude positiva: é preciso entender o mundo, é preciso entender o outro, é preciso que cada um entenda a si próprio e lute por mudanças solidárias, em relação ao hoje e em relação às gerações futuras, que têm direito de receber um planeta e um vida decentes. Noutras palavras: é preciso saber para mudar, mas não há saber sem boa leitura e bons leitores, de textos e de mundos.
Traduzo assim as intenções e expectativas de Beto, Bia e Abelardo: ler para gostar, ler para saber, ler para mudar solidariamente o mundo.
Linguagem oral
Explorar possibilidades de leitura oral a partir de dialetos (falares regionais: caipira, do nordeste, gaúcho, entre outros) e socioletos (falares de grupos sociais: jovem urbano, idosos, mulheres, jargões profissionais etc.). Buscar múltiplas e variadas locuções interpretadas, articulando modulação de voz, ritmos, timbres, tonalidades, volume, velocidade (não há uma certa, mas muitas possíveis, desde que atinjam o objetivo de fisgar o leitor). No caso da criança alfabetizada e letrada, dar oportunidade para que ela execute a leitura, de trechos ou de histórias completas, desde que ela assim deseje. Aproveitar interferências durante a leitura para elucidar dúvidas. Interromper a leitura somente se a criança solicitar, e explicar somente o que ela solicitou (nas atividades de pré-leitura e de pós-leitura o professor poderá destacar o que julgar necessário, seja com relação à linguagem, seja com relação a valores em questão). A leitura pode ser feita sem interrupções ou pode sofrer pausas, sempre a depender da solicitação da criança. No primeiro caso, é necessário discutir questões de linguagem e de conteúdo com as crianças ao final. Cada sessão de leitura não deve ultrapassar 50 minutos.
Tanto a pré quanto a pós leitura pode ser realizada imediatamente à leitura ou em momentos outros, mas sempre na mesma semana.
Linguagem escrita
Orientar a criança sobre a organização do livro, os significados e sentidos das imagens e das cores de capa e de início e final de episódio. Não esquecer dados técnicos: título da obra, títulos dos episódios, autor do texto e autores das imagens etc. Explorar com a criança as diferenças entre texto oral e texto escrito. Alertar a criança que o texto tem obstáculos propositais, que elas podem superar com ajuda do professor ou dos pais (questões de vocabulário, de palavras de uso regional, pontuação, acentuação, pronúncia a partir do registro escrito, de recursos poéticos tais como rimas, aliterações e cadências etc.). Há vários jogos de linguagem no livro. Numa das histórias, há a explicitação de que há no livro, além do bem-te-vi, gralhas. Aqui, gralha é o nome que se dá para anomalias do registro escrito no texto impresso. No trabalho com o texto escrito, a criança deve ser estimulada a encontrar as gralhas presentes no texto. Nisso ela pode ser ajudada pelos pais em casa (é conveniente que os pais leiam em casa a história da semana e ajudem a criança a superar as dificuldades textuais e a apontar as gralhas presentes apenas na história da semana). Esse jogo chama-se Caça às gralhas. Mais à frente esse jogo estará amarrado a duas personagens do Ciclo 2 - O mundo visto pelo olhar de Bia. As atividades de pré e de pós-leitura não devem ser amarradas à produção escrita. Algumas vezes isso é desejável, mas não deve predominar. Ciranda de roda, produção de desenhos e pinturas, jogos e brincadeiras podem muito bem ser mobilizados para sensibilizar a criança (pré-leitura) e para concluir significativamente o trabalho com cada episódio (pós-leitura). Em ambos os casos a criação e a produção imaginativa da criança devem ter lugar. Devem ser descartadas todas as práticas de reprodução, bem com aquelas que não possam ser compreendidas claramente e aceitas voluntariamente pelas crianças. Convém discutir as noções de “certo” e “errado”, comparando-se a linguagem oral e a escrita.
Valores éticos, morais, sociais, científicos, afetivos entre outros
O projeto Beto, Bia e Abelardo articula competências e habilidades de leitura com o debate sobre constituição de valores. Que valores a mídia, a família e a escola estão constituindo e transmitindo às nossas crianças? Nós concordamos com tudo que chega a nossos filhos ou não? Pais e educadores podem intervir na formação de valores de seus filhos e alunos?
Estas questões e outras da mesma natureza permeiam cada um dos 10 episódios de Beto, Bia e Abelardo. Há violência contra a mulher no seio da família? Há manifestações de machismo? Há intolerância contra as diferenças? Há respeito ao meio-ambiente? A criança é exposta a risco pelos adultos? O desemprego e as dificuldades econômicas afetam as relações do casal e deste com os filhos? O pano de fundo dessas histórias são quatro importantes documentos contemporâneos, que devem ser explorados nas atividades pré e pós leitura, bem como nos debates e explicações para as crianças: Declaração Universal dos Direitos Humanos, Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso. Nas atividades de pré e de pós-leitura, bem como nos debates e explicações às crianças, devem ser propostos problemas éticos e morais que elas devem responder com auxílio dos colegas e dos pais: Qual o papel dos adultos em relação à proteção à criança? Que relações têm as fábulas infantis com os riscos que as crianças sofrem hoje, em meio a uma sociedade consumista, muito injusta e particularmente violenta contra os mais fracos? Como a criança pode evitar situações de risco? Quais são as situações potencialmente de risco para crianças? Devemos ou não proteger os idosos? Que idéias e valores os desenhos e programas infantis veiculam e estimulam nas crianças? O certo é ser solidário ou levar vantagem em tudo? O certo é passar a rasteira no colega ou se associar a ele para vencer dificuldades. Como posso, enquanto criança, tornar minha família, minha rua, minha escola, meu bairro, o mundo melhores? Quando é que eu, enquanto criança, passo dos limites? O que são limites? Posso ser espancado porque passei dos limites? O que são direitos, o que são deveres? O que é liberdade, o que é abuso?
Essas e outras questões devem ter destaque no trabalho desenvolvido pelo projeto. Disponibilizar para as crianças e para suas famílias os documentos citados é necessário.
As atividades de pré, pós e mesmo as de leitura podem ser realizadas com presença de familiares e membros da comunidade, desde que devidamente planejadas, de modo que o foco seja mantido sempre nas crianças participantes do projeto: pais e comunidade têm lugar importante, auxiliando e co-participando, mas não devem tomar o lugar das crianças.
Orientação geral: Realizar apontamentos durante as atividades.
DO BLOG : Amplexos do JeosaFÁ - Educação, Literatura, Leitura, Cinema, Paz
FONTE: http://amplexosdojeosafa.blogspot.com/2008/03/beto-bia-e-abelardo-ciclo-1-o-mundo.html
Por Jeosafá Fernandez
Orientações iniciais: desenvolvendo habilidades de leitura e discutindo valores
O projeto Beto, Bia e Abelardo procura vincular a leitura em língua portuguesa à necessária e atual discussão sobre valores. Articula deliberadamente competências e habilidades lingüísticas e literárias à reflexão sobre conteúdos culturais, morais, éticos, científicos, artísticos entre outros. Parte da constatação de que nenhuma eduação é isenta, de que toda verdadeira ação de leitura é um mergulho em profundidade na sociedade, no íntimo do indivíduo e no coração do conhecimento, e de que todos estamos, o tempo todo, constituindo ou rejeitando, assumindo ou criticando valores, consicente ou inconscientemente.
O que é ser "bem-educado"? Aceitar passivamente os berros dos adultos ou dos mais fortes? Devolver com grito o grito e com violência a violência? O que é ler bem? Seria repetir, muitas vezes com as mesmas palavras, o que os superiores exigem, sem nada criar ou contestar? E o que seria "uma pessoa moral"? Aquela que elege valores de sua religião, de seu grupo social, ou unicamente seus, para os impor, a todo custo e meio aos demais?
Viver numa sociedade tão dinâmica, num mundo tão complexo, numa época tão cheia de guerras e violências impõe a quem deseja justiça, respeito aos direitos humanos e ao meio-ambiente atitude positiva: é preciso entender o mundo, é preciso entender o outro, é preciso que cada um entenda a si próprio e lute por mudanças solidárias, em relação ao hoje e em relação às gerações futuras, que têm direito de receber um planeta e um vida decentes. Noutras palavras: é preciso saber para mudar, mas não há saber sem boa leitura e bons leitores, de textos e de mundos.
Traduzo assim as intenções e expectativas de Beto, Bia e Abelardo: ler para gostar, ler para saber, ler para mudar solidariamente o mundo.
Linguagem oral
Explorar possibilidades de leitura oral a partir de dialetos (falares regionais: caipira, do nordeste, gaúcho, entre outros) e socioletos (falares de grupos sociais: jovem urbano, idosos, mulheres, jargões profissionais etc.). Buscar múltiplas e variadas locuções interpretadas, articulando modulação de voz, ritmos, timbres, tonalidades, volume, velocidade (não há uma certa, mas muitas possíveis, desde que atinjam o objetivo de fisgar o leitor). No caso da criança alfabetizada e letrada, dar oportunidade para que ela execute a leitura, de trechos ou de histórias completas, desde que ela assim deseje. Aproveitar interferências durante a leitura para elucidar dúvidas. Interromper a leitura somente se a criança solicitar, e explicar somente o que ela solicitou (nas atividades de pré-leitura e de pós-leitura o professor poderá destacar o que julgar necessário, seja com relação à linguagem, seja com relação a valores em questão). A leitura pode ser feita sem interrupções ou pode sofrer pausas, sempre a depender da solicitação da criança. No primeiro caso, é necessário discutir questões de linguagem e de conteúdo com as crianças ao final. Cada sessão de leitura não deve ultrapassar 50 minutos.
Tanto a pré quanto a pós leitura pode ser realizada imediatamente à leitura ou em momentos outros, mas sempre na mesma semana.
Linguagem escrita
Orientar a criança sobre a organização do livro, os significados e sentidos das imagens e das cores de capa e de início e final de episódio. Não esquecer dados técnicos: título da obra, títulos dos episódios, autor do texto e autores das imagens etc. Explorar com a criança as diferenças entre texto oral e texto escrito. Alertar a criança que o texto tem obstáculos propositais, que elas podem superar com ajuda do professor ou dos pais (questões de vocabulário, de palavras de uso regional, pontuação, acentuação, pronúncia a partir do registro escrito, de recursos poéticos tais como rimas, aliterações e cadências etc.). Há vários jogos de linguagem no livro. Numa das histórias, há a explicitação de que há no livro, além do bem-te-vi, gralhas. Aqui, gralha é o nome que se dá para anomalias do registro escrito no texto impresso. No trabalho com o texto escrito, a criança deve ser estimulada a encontrar as gralhas presentes no texto. Nisso ela pode ser ajudada pelos pais em casa (é conveniente que os pais leiam em casa a história da semana e ajudem a criança a superar as dificuldades textuais e a apontar as gralhas presentes apenas na história da semana). Esse jogo chama-se Caça às gralhas. Mais à frente esse jogo estará amarrado a duas personagens do Ciclo 2 - O mundo visto pelo olhar de Bia. As atividades de pré e de pós-leitura não devem ser amarradas à produção escrita. Algumas vezes isso é desejável, mas não deve predominar. Ciranda de roda, produção de desenhos e pinturas, jogos e brincadeiras podem muito bem ser mobilizados para sensibilizar a criança (pré-leitura) e para concluir significativamente o trabalho com cada episódio (pós-leitura). Em ambos os casos a criação e a produção imaginativa da criança devem ter lugar. Devem ser descartadas todas as práticas de reprodução, bem com aquelas que não possam ser compreendidas claramente e aceitas voluntariamente pelas crianças. Convém discutir as noções de “certo” e “errado”, comparando-se a linguagem oral e a escrita.
Valores éticos, morais, sociais, científicos, afetivos entre outros
O projeto Beto, Bia e Abelardo articula competências e habilidades de leitura com o debate sobre constituição de valores. Que valores a mídia, a família e a escola estão constituindo e transmitindo às nossas crianças? Nós concordamos com tudo que chega a nossos filhos ou não? Pais e educadores podem intervir na formação de valores de seus filhos e alunos?
Estas questões e outras da mesma natureza permeiam cada um dos 10 episódios de Beto, Bia e Abelardo. Há violência contra a mulher no seio da família? Há manifestações de machismo? Há intolerância contra as diferenças? Há respeito ao meio-ambiente? A criança é exposta a risco pelos adultos? O desemprego e as dificuldades econômicas afetam as relações do casal e deste com os filhos? O pano de fundo dessas histórias são quatro importantes documentos contemporâneos, que devem ser explorados nas atividades pré e pós leitura, bem como nos debates e explicações para as crianças: Declaração Universal dos Direitos Humanos, Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso. Nas atividades de pré e de pós-leitura, bem como nos debates e explicações às crianças, devem ser propostos problemas éticos e morais que elas devem responder com auxílio dos colegas e dos pais: Qual o papel dos adultos em relação à proteção à criança? Que relações têm as fábulas infantis com os riscos que as crianças sofrem hoje, em meio a uma sociedade consumista, muito injusta e particularmente violenta contra os mais fracos? Como a criança pode evitar situações de risco? Quais são as situações potencialmente de risco para crianças? Devemos ou não proteger os idosos? Que idéias e valores os desenhos e programas infantis veiculam e estimulam nas crianças? O certo é ser solidário ou levar vantagem em tudo? O certo é passar a rasteira no colega ou se associar a ele para vencer dificuldades. Como posso, enquanto criança, tornar minha família, minha rua, minha escola, meu bairro, o mundo melhores? Quando é que eu, enquanto criança, passo dos limites? O que são limites? Posso ser espancado porque passei dos limites? O que são direitos, o que são deveres? O que é liberdade, o que é abuso?
Essas e outras questões devem ter destaque no trabalho desenvolvido pelo projeto. Disponibilizar para as crianças e para suas famílias os documentos citados é necessário.
As atividades de pré, pós e mesmo as de leitura podem ser realizadas com presença de familiares e membros da comunidade, desde que devidamente planejadas, de modo que o foco seja mantido sempre nas crianças participantes do projeto: pais e comunidade têm lugar importante, auxiliando e co-participando, mas não devem tomar o lugar das crianças.
Orientação geral: Realizar apontamentos durante as atividades.
DO BLOG : Amplexos do JeosaFÁ - Educação, Literatura, Leitura, Cinema, Paz
FONTE: http://amplexosdojeosafa.blogspot.com/2008/03/beto-bia-e-abelardo-ciclo-1-o-mundo.html
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
REGINA MACHADO ,A CONTADORA DE HISTÓRIAS (PROFESSORA DA ECA USP,ARTE EDUCAÇÃO)
DO BLOG EMPÓRIO DA PALAVRA DE SILVIA CÂNDIDO
Estou lendo o livro "Acordais", de Regina Machado e me divertindo bastante com esta leitura. O livro traz a receita certa para ser um contator de histórias. Ela detalha cada passo, contando também sua experiência ao longo dos anos que desenvolveu esta linda profissão. Inclusive, se vocês prestarem atenção nas agendas culturais de hoje, sempre há um espaço para os contadores. A Regina foi uma das responsáveis por isso.
Há algumas semanas fui assistir uma contação de história dela e apesar de atrasada, consegui ouvir três histórias. Uma delas chama-se A aventura de Chu, que está no livro Acordais, e ela reconta. A forma, a expressão e a suavidade com que ela conta é fascinante, me transportou para o universo do conto e de forma semelhante que o personagem entra no quadro que vê, eu também me transportei para lá.
A história quando é contada e bem contada, jamais sai da nossa memória e esta história da Regina não saiu da minha cabeça, tanto que ela me inspirou fazer um desenho sobre ela. Assim eu também coloco em prática esta tradição oral tão bela... Quem sabe, meus filhos e netos também irão ouvir e transmitir para tantas outras pessoas estas lindas fantasias que deixa a vida com sabores mais adocicados.
A aventura de Chu
Era uma vez dois amigos que viajavam pelo mundo. Heng e Chu passaram por países desconhecidos, rios, vales e montanhas.
Um dia, quando atravessavam uma floresta, viram que logo ia desabar uma tempestade. Procuraram um abrigo e viram ao longe um velho templo em ruínas. Correram para lá e foram recebidos por um velho monge muito sorridente. O monge lhes disse:
_ Amigos, quero que vocês me acompanhem até a sala dos fundos do templo. Lá está representada uma obra de arte como não existe igual. Venham ver o bosque de pinheiros que está pintado na parede do fundo do templo.
Ele se virou e foi devagar, arrastando os chinelos. Os dois amigos o seguiram. Quando chegaram à última sala, ficaram maravilhados. De fato, era uma magnífica obra de arte. Começaram a andar desde o começo da pintura, observando as árvores de todos os tamanhos e tons de verde. Perceberam que além dos pinheiros havia outras figuras, montanhas ao fundo, um sol dourado iluminando o céu, jovens em grupo, em pares, conversando, colhendo flores.
Chu ia na frente e, quando chegou bem no meio da parede, parou. Ali estava uma jovem tão linda que o deixou boquiaberto. Era alta, elegante, os olhos negros pareciam duas jabuticabas, a boca era como um morango maduro; tinha um cesto no braço, colhia flores e seus cabelos eram longos e negros, penteados em duas grossas tranças até a cintura. Chu apaixonou-se imediatamente por ela e ficou ali parado, contemplando cada detalhe daquela jovem tão bela.
Chu não sabe quanto tempo ficou ali, até que de repente sentiu como se estivesse flutuando, seus pés não tocavam o chão. Olhou à sua volta e viu um sol dourado iluminando o céu, ouviu vozes e percebeu que eram das jovens que ele tinha visto pintadas na parede. Foi então que se deu conta de que estava dentro do quadro.
Quando se refazia do susto, viu a jovem de quem tinha gostado, um pouco mais adiante. Ela olhou para ele, sorriu, jogou as tranças para trás e saiu correndo. Ele a seguiu até que ela chegou a um jardim cheio de pequenas flores coloridas, que ficava em volta de uma casa toda branca. Ela atravessou o jardim e parou diante da porta. Quando Chu se aproximou, eles entraram e ficaram parados em pé, um diante do outro, bem no meio daquele aposento silencioso.
Eles se abraçaram, e Chu sentiu que amava aquela jovem como se fosse desde sempre. Então, eles foram para a cama e na manhã seguinte eram marido e mulher. A jovem se levantou e foi pentear seus longos cabelos, mas agora não fez as duas tranças, e sim um coque na nuca, como era costume das mulheres casadas.
nquanto conversavam, ouviram barulhos estranhos lá fora, passos pesados, som de correntes. A jovem ficou pálida, fez um sinal para Chu não dizer nenhuma palavra. Foram até uma fresta da porta e espiaram para fora.
Viram um ser descomunal, inteiramente vestido com uma armadura de ferro. Com olhos ameaçadores, ele carregava na mão um chicote, grilhões e uma corrente. Ele disse para as jovens do quadro que estavam à sua volta, apavoradas:
_ Afastem-se. Sei que há um ser humano entre nós, não adianta esconder. Agora vou vasculhar dentro da casa, tenho certeza de que ele está lá.
A jovem ficou mais pálida ainda e disse:
_ Chu, depressa, esconda-se embaixo da cama, não dá tempo de mais nada
Chu mal teve tempo de correr para debaixo da cama quando viu a porta se abrir. Duas botas de ferro entraram para dentro do quadro. Enquanto isso, Heng olhava o quadro, e deu por falta do amigo. Perguntou ao velho monge onde ele estava e o velho monge respondeu:
_ Não se preocupe, ele não foi muito longe, não.
Batendo com os dedos na parede, chamou com voz tranquila:
_ Volte, senhor Chu. Já é tempo de encontrar seu amigo outra vez!
Nesse momento, Chu foi saindo de dentro da parede.
_ Onde você esteve? _ perguntou Heng.
_ Eu não sei _ disse ele. _ Estava embaixo da cama, ouvi um barulho terrível, saí para ver o que era e sem saber como, cheguei de novo nessa sala.
Os dois amigos voltaram a olhar o quadro desde o começo para se despedirem dele. Chu ia na frente; quando chegou no meio da parede, aquela jovem estava lá. Alta, elegante, os olhos como duas jabuticabas, a boca lembrava um morango maduro e ela colhia flores. Mas seus cabelos não estavam mais penteados em tranças, agora eles formavam um coque na nuca, como era o costume das mulheres casadas, naquele lugar.
Os dois amigos desceram as escadarias do templo em silêncio. A chuva já tinha parado e eles se foram sem dizer palavra. A viagem continuava.”
In Regina Machado. Acordais: fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias. São Paulo: DCL, 2004, p.39-41. História traduzida e recontada por Regina Machado a partir de: Gougaud, Henri. “L’ aventure de Chu”, in L’Arbre à soleils. Paris, Éditions Du Seuil, 1979. P. 109.
Silvia Cândido
http://emporiodapalavra.blogspot.com/2009/05/regina-machado.html
Estou lendo o livro "Acordais", de Regina Machado e me divertindo bastante com esta leitura. O livro traz a receita certa para ser um contator de histórias. Ela detalha cada passo, contando também sua experiência ao longo dos anos que desenvolveu esta linda profissão. Inclusive, se vocês prestarem atenção nas agendas culturais de hoje, sempre há um espaço para os contadores. A Regina foi uma das responsáveis por isso.
Há algumas semanas fui assistir uma contação de história dela e apesar de atrasada, consegui ouvir três histórias. Uma delas chama-se A aventura de Chu, que está no livro Acordais, e ela reconta. A forma, a expressão e a suavidade com que ela conta é fascinante, me transportou para o universo do conto e de forma semelhante que o personagem entra no quadro que vê, eu também me transportei para lá.
A história quando é contada e bem contada, jamais sai da nossa memória e esta história da Regina não saiu da minha cabeça, tanto que ela me inspirou fazer um desenho sobre ela. Assim eu também coloco em prática esta tradição oral tão bela... Quem sabe, meus filhos e netos também irão ouvir e transmitir para tantas outras pessoas estas lindas fantasias que deixa a vida com sabores mais adocicados.
A aventura de Chu
Era uma vez dois amigos que viajavam pelo mundo. Heng e Chu passaram por países desconhecidos, rios, vales e montanhas.
Um dia, quando atravessavam uma floresta, viram que logo ia desabar uma tempestade. Procuraram um abrigo e viram ao longe um velho templo em ruínas. Correram para lá e foram recebidos por um velho monge muito sorridente. O monge lhes disse:
_ Amigos, quero que vocês me acompanhem até a sala dos fundos do templo. Lá está representada uma obra de arte como não existe igual. Venham ver o bosque de pinheiros que está pintado na parede do fundo do templo.
Ele se virou e foi devagar, arrastando os chinelos. Os dois amigos o seguiram. Quando chegaram à última sala, ficaram maravilhados. De fato, era uma magnífica obra de arte. Começaram a andar desde o começo da pintura, observando as árvores de todos os tamanhos e tons de verde. Perceberam que além dos pinheiros havia outras figuras, montanhas ao fundo, um sol dourado iluminando o céu, jovens em grupo, em pares, conversando, colhendo flores.
Chu ia na frente e, quando chegou bem no meio da parede, parou. Ali estava uma jovem tão linda que o deixou boquiaberto. Era alta, elegante, os olhos negros pareciam duas jabuticabas, a boca era como um morango maduro; tinha um cesto no braço, colhia flores e seus cabelos eram longos e negros, penteados em duas grossas tranças até a cintura. Chu apaixonou-se imediatamente por ela e ficou ali parado, contemplando cada detalhe daquela jovem tão bela.
Chu não sabe quanto tempo ficou ali, até que de repente sentiu como se estivesse flutuando, seus pés não tocavam o chão. Olhou à sua volta e viu um sol dourado iluminando o céu, ouviu vozes e percebeu que eram das jovens que ele tinha visto pintadas na parede. Foi então que se deu conta de que estava dentro do quadro.
Quando se refazia do susto, viu a jovem de quem tinha gostado, um pouco mais adiante. Ela olhou para ele, sorriu, jogou as tranças para trás e saiu correndo. Ele a seguiu até que ela chegou a um jardim cheio de pequenas flores coloridas, que ficava em volta de uma casa toda branca. Ela atravessou o jardim e parou diante da porta. Quando Chu se aproximou, eles entraram e ficaram parados em pé, um diante do outro, bem no meio daquele aposento silencioso.
Eles se abraçaram, e Chu sentiu que amava aquela jovem como se fosse desde sempre. Então, eles foram para a cama e na manhã seguinte eram marido e mulher. A jovem se levantou e foi pentear seus longos cabelos, mas agora não fez as duas tranças, e sim um coque na nuca, como era costume das mulheres casadas.
nquanto conversavam, ouviram barulhos estranhos lá fora, passos pesados, som de correntes. A jovem ficou pálida, fez um sinal para Chu não dizer nenhuma palavra. Foram até uma fresta da porta e espiaram para fora.
Viram um ser descomunal, inteiramente vestido com uma armadura de ferro. Com olhos ameaçadores, ele carregava na mão um chicote, grilhões e uma corrente. Ele disse para as jovens do quadro que estavam à sua volta, apavoradas:
_ Afastem-se. Sei que há um ser humano entre nós, não adianta esconder. Agora vou vasculhar dentro da casa, tenho certeza de que ele está lá.
A jovem ficou mais pálida ainda e disse:
_ Chu, depressa, esconda-se embaixo da cama, não dá tempo de mais nada
Chu mal teve tempo de correr para debaixo da cama quando viu a porta se abrir. Duas botas de ferro entraram para dentro do quadro. Enquanto isso, Heng olhava o quadro, e deu por falta do amigo. Perguntou ao velho monge onde ele estava e o velho monge respondeu:
_ Não se preocupe, ele não foi muito longe, não.
Batendo com os dedos na parede, chamou com voz tranquila:
_ Volte, senhor Chu. Já é tempo de encontrar seu amigo outra vez!
Nesse momento, Chu foi saindo de dentro da parede.
_ Onde você esteve? _ perguntou Heng.
_ Eu não sei _ disse ele. _ Estava embaixo da cama, ouvi um barulho terrível, saí para ver o que era e sem saber como, cheguei de novo nessa sala.
Os dois amigos voltaram a olhar o quadro desde o começo para se despedirem dele. Chu ia na frente; quando chegou no meio da parede, aquela jovem estava lá. Alta, elegante, os olhos como duas jabuticabas, a boca lembrava um morango maduro e ela colhia flores. Mas seus cabelos não estavam mais penteados em tranças, agora eles formavam um coque na nuca, como era o costume das mulheres casadas, naquele lugar.
Os dois amigos desceram as escadarias do templo em silêncio. A chuva já tinha parado e eles se foram sem dizer palavra. A viagem continuava.”
In Regina Machado. Acordais: fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias. São Paulo: DCL, 2004, p.39-41. História traduzida e recontada por Regina Machado a partir de: Gougaud, Henri. “L’ aventure de Chu”, in L’Arbre à soleils. Paris, Éditions Du Seuil, 1979. P. 109.
Silvia Cândido
http://emporiodapalavra.blogspot.com/2009/05/regina-machado.html
terça-feira, 18 de agosto de 2009
BRUNO LATOUR ,CIÊNCIA EM AÇÃO,ANTROPOLOGIA SIMÉTRICA (PROCESSOS DA PESQUISA CIENTIFICA É QUE INTERESSAM!)
[...] Não tentaremos analisar os produtos finais, um computador, uma usina
nuclear, uma teoria cosmológica, a forma de uma dupla hélice, uma caixa de
pílulas anticoncepcionais, um modelo econômico; em vez disso, seguiremos
os passos de cientistas e engenheiros nos momentos e nos lugares nos quais
planejam uma usina nuclear, desfazem uma teoria cosmológica, modificam a
estrutura de um hormônio para a contracepção ou desagregam os números
usados num novo modelo econômico [...] (LATOUR, 2000, p. 39)
O tipo de palavra que os autores usam não é o único modo de determinar o
leitor ideal a que estão visando. Outro método é prever as objeções dos
leitores. Esse é um truque comum a toda retórica, seja ela científica ou não
[...] Graças a esse procedimento, o texto tem alvo bem definido; esgota todas
as possíveis objeções de antemão e pode perfeitamente deixar o leitor sem
fala, pois nada lhe resta senão aceitar as afirmações como verdades.
(LATOUR, 2000, p. 89)
(..)Mas o empilhamento não deve ser feito de qualquer forma, Latour estabelece três regras: “[...] Primeira regra: nunca empilhar duas camadas exatamente uma sobre a outra; desse modo não há ganho, não há incremento e o texto fica o tempo todo repetindo. Segunda regra: nunca ir diretamente da primeira à última camada (a menos que não haja ninguém mais no campo para desmascará-lo). Terceira regra (e a mais importante): prove o máximo possível com o mínimo possível, considerando as circunstâncias. Se você for tímido demais, seu texto estará perdido; o mesmo ocorrerá se você for audacioso demais [...]”
(LATOUR, Bruno. Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo:Editora UNESP, 2000. p. 87)
CONSTRUINDO AS CIÊNCIAS: BRUNO LATOUR E AS ESTRATÉGIAS DA
LITERATURA CIENTÍFICA
Roger Domenech Colacios
Resumo: Este texto tem como objetivo apresentar a análise de Bruno Latour sobre a
literatura científica, mais especificamente, as estratégias utilizadas pelos cientistas, em
seus textos para, a “construir os fatos científicos”. São táticas de retórica que
fortaleceriam o argumento dos cientistas frente a uma nova proposição cientifica, e que
teriam o papel de convencer, tanto a outros cientistas quanto a sociedade em geral da
validade de suas afirmações. Para Latour, quando um fato está socialmente aceito, a
lógica acaba por limitar o campo de atuação daqueles que pretendem desmembrar sua
produção, tudo se torna “natural”, “evidente”, “óbvio”, e quem tem a intenção de
contestar o fato, provavelmente se verá sozinho em seu trabalho. Segundo Latour,
somente no momento de construção dos fatos seria possível a sua desconstrução e
análise pela História Social das Ciências.(...)
LEIA NA ÍNTEGRA EM:
A
FONTE : http://cj.uenp.edu.br/ch/anpuh/textos/024.pdf
nuclear, uma teoria cosmológica, a forma de uma dupla hélice, uma caixa de
pílulas anticoncepcionais, um modelo econômico; em vez disso, seguiremos
os passos de cientistas e engenheiros nos momentos e nos lugares nos quais
planejam uma usina nuclear, desfazem uma teoria cosmológica, modificam a
estrutura de um hormônio para a contracepção ou desagregam os números
usados num novo modelo econômico [...] (LATOUR, 2000, p. 39)
O tipo de palavra que os autores usam não é o único modo de determinar o
leitor ideal a que estão visando. Outro método é prever as objeções dos
leitores. Esse é um truque comum a toda retórica, seja ela científica ou não
[...] Graças a esse procedimento, o texto tem alvo bem definido; esgota todas
as possíveis objeções de antemão e pode perfeitamente deixar o leitor sem
fala, pois nada lhe resta senão aceitar as afirmações como verdades.
(LATOUR, 2000, p. 89)
(..)Mas o empilhamento não deve ser feito de qualquer forma, Latour estabelece três regras: “[...] Primeira regra: nunca empilhar duas camadas exatamente uma sobre a outra; desse modo não há ganho, não há incremento e o texto fica o tempo todo repetindo. Segunda regra: nunca ir diretamente da primeira à última camada (a menos que não haja ninguém mais no campo para desmascará-lo). Terceira regra (e a mais importante): prove o máximo possível com o mínimo possível, considerando as circunstâncias. Se você for tímido demais, seu texto estará perdido; o mesmo ocorrerá se você for audacioso demais [...]”
(LATOUR, Bruno. Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo:Editora UNESP, 2000. p. 87)
CONSTRUINDO AS CIÊNCIAS: BRUNO LATOUR E AS ESTRATÉGIAS DA
LITERATURA CIENTÍFICA
Roger Domenech Colacios
Resumo: Este texto tem como objetivo apresentar a análise de Bruno Latour sobre a
literatura científica, mais especificamente, as estratégias utilizadas pelos cientistas, em
seus textos para, a “construir os fatos científicos”. São táticas de retórica que
fortaleceriam o argumento dos cientistas frente a uma nova proposição cientifica, e que
teriam o papel de convencer, tanto a outros cientistas quanto a sociedade em geral da
validade de suas afirmações. Para Latour, quando um fato está socialmente aceito, a
lógica acaba por limitar o campo de atuação daqueles que pretendem desmembrar sua
produção, tudo se torna “natural”, “evidente”, “óbvio”, e quem tem a intenção de
contestar o fato, provavelmente se verá sozinho em seu trabalho. Segundo Latour,
somente no momento de construção dos fatos seria possível a sua desconstrução e
análise pela História Social das Ciências.(...)
LEIA NA ÍNTEGRA EM:
FONTE : http://cj.uenp.edu.br/ch/anpuh/textos/024.pdf
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