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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
João Nogueira - Seu Dono da Gente
https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=3SbO3vI7UPE
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Nogueira
INÍCIO
terça-feira, 10 de outubro de 2017
A arte de Cidinha Feitosa - escultura de "Tia Ciata"
Cidinha Feitosa comenta: A bisneta dela, a Gracy participou de todo o processo. Temos também uma escultura de 5 metros de metal que foi elaborada e feita pelo artista plástico Sandro com seus alunos e colaboradores e que todos os anos sai em cortejo pela Av. Presidente Vargas no dia 20/11 e eu tenho o orgulho de ter participado desse projeto. As duas esculturas estão em exposição no Centro de Artes Calouste Gulbenkian no Rio de Janeiro.
https://www.facebook.com/groups/artesvisuais2011/permalink/1880786191936200/?hc_location=ufi
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
NARCISO ÀS AVESSAS - MAESTRO SOARES BRANDÃO E IBIS SOARES BRANDÃO
O emblemático empresário e inventor Steven Paul Jobs afirmava: “A invenção é o que distingue um líder de um seguidor”. É a capacidade de fomentar e produzir a invenção que distingue os países e Estados protagonistas dos figurantes e periféricos. Nós, como modestos representantes da cultura protagonista da chamada musica “erudita”, afirmamos: ser protagonista nas terras do Pindorama é tentativa de suicídio. As politicas públicas não fomentam o protagonismo, criam todos os empecilhos possíveis para desestimulá-lo. Os objetivos são claros: fomentar e estimular a cultura dos figurantes e recitadores. São os narcisos às avessas, são aculturados com um profundo sentimento de inferioridade, que fundamenta as politicas culturais publicas em nosso Pais.
Nosso saudoso Nelson Rodrigues afirmava: “O brasileiro é um narciso às avessas, cospe na própria imagem”. Evidentemente a prudência nos aconselha a não ter julgamentos generalizantes, porque sempre existe as exceções. A mais emblemática, sem duvida, é aquela do governo Vargas em relação a Villa Lobos.
Devido a este apoio e fomento decisivo tornou possível o reconhecimento internacional do nosso Villa. Não estava instituído na época aquilo que Manuels Castells denominou de sociedade em rede, e que possibilitou a difusão de um produto cultural sem passar pelo crivo das politicas publicas. Na recente campanha eleitoral o atual Governador de Goiás -Marconi Ferreira Perillo– assumiu como compromisso de governo fomentar o protagonismo. Temos demonstrado nossas experiência junto à nossa atual secretária– Raquel Teixeira.
O êxito deste protagonismo não se efetivará somente como uma intenção de administradores, tem que corresponder a um desejo da sociedade. No presente caso, um anseio dos músicos e do publico da chamada musica “erudita”. Este grupo deve se distanciar do secular complexo de inferioridade no que tange à sua relação com a Europa. Não aceitar a posição de satélite, classificando o chamado primeiro mundo de “mestre”. Heitor Villa-Lobos já forneceu a pista, mostrando que temos um entendimento do musical diferente do europeu. A atual Antropologia corrobora esta tese de que toda cultura é contextualizada, não é universal. A música como fenômeno cultural não escapa desta regra. Os exemplos de diversidade musical entre o Brasil e Europa se multiplicam.
Citaremos apenas três exemplos :
1– O compasso binário na Europa resulta em marcha. No Brasil produz samba.
Trata-se de dois entendimentos totalmente diversos do que seja o compasso binário. Na Europa predomina o tempo linear, conta-se 1,2. No Brasil é um tempo não linear, qualquer pessoa que tenha assistido um ensaio numa escola de samba pode verificar que o mestre de bateria inicia com 1,2,1,2,3 .
2– A Europa por tradição cultural produz sons harmônicos. O Brasil ama construir os sons percutidos que possibilitam grandes criações rítmicas. Egberto Gismonti, citando Radamés Gnattali, afirma: “os músicos de orquestras no Brasil tocam música brasileira como russos e tocam as músicas russas como os próprios russos”
3– A Europa, como muito bem demonstrou Max Weber em sua obra “Fundamentos racionais e sociológicos da música ”, tem como caracteristica o intenso racionalismo cartesiano. Segundo Weber é este racionalismo que distingue a música europeia (erudita) das demais praticas musicais humanas. A sociedade civil brasileira, como demonstra o sociólogo Michel Mafessoli, não funciona dentro do paradigma cartesiano. O entendimento de nossa música social não é cartesiano .
Pierre Schaeffer, que na visão do compositor francês Henri Dutilleux , instituiu uma nova maneira de escutar todas as música. Ele afirmava : “ É característica do humano não esquecer sua língua materna”. Mesmo quando se fala um língua estrangeira o sotaque nos denuncia.
Precisamos fomentar a nossa língua e entendimento do musical e produzir a linguagem musical do outro com nosso sotaque para construirmos uma arte protagonista e de referência. Nosso Beethoven deve ser mulato, mestiço e não metido a branco. A politica cultural de desestimular a criação protagonista e estimular a produção dos Beethovens “brancos” é que nos condenou e nos condenará a um eterno papel de figurantes.
(Otavio Henrique Soares Brandão, criador do novo piano Prix Qwartz d´Honneur Pierre Schaeffer/2007., Membro do Conselho de Honra dos Qwartz Award, Pianista/compositor.)
(Ibis Ferreira Soares Brandão, doutora em Sociologia, sob orientação de Alain Touraine, obtendo menção “Très bien” na defesa de teses sobre “Formação socioeconômica de Goiás durante o desenvolvimento do capitalismo dependente brasileiro”, produtora cultural.)
sábado, 20 de junho de 2015
Toninho Ramos & Jo Vurchio "Samba-vure"
Otávio Martins escreve e envia:
Mando um amigo, o Toninho Ramos, que está morando em Paris desde 1974. A última vez que nos vimos, 1980, em Sampa.
Otávio, boa noite.
Toninho Ramos & Jo Vurchio "Samba-vure"
https://www.youtube.com/watch?v=VDoZN5a4qYQEnviado em 11 de jun de 2009
Toninho Ramos & Jo Vurchio - Extrait filmé dans le cadre du Festival "UNIVERS GUITARES" 2009 à Saint Germain lès Corbeil (France) Réalisation vidéo Bernard Pavelek / Son Fred Pierre
quarta-feira, 10 de junho de 2015
BADEN POWELL POR OTÁVIO MARTINS AMARAL - MÚSICA: TRISTEZA
BADEN POWELL
POR OTÁVIO MARTINS AMARAL
Baden Powell disse num desses programas de entrevistas que sua formação ele devia, de toda maneira, ao Meira. Quem já não ouviu falar em DINO E MEIRA, um, de sete e, o outro, de seis cordas; os dois, grandes músicos.
Bem, o Baden foi muito bem iniciado, com o Meira, um dos maiores e melhores violões que o Brasil já conheceu.
Falou, de passagem, que estudou muito as partituras de músicas escritas por Johann Sebastian Bach. Bem, até aí tudo bem. Mas, o que ele sabia de samba e choro, nossa, de onde veio? Gênio é gênio, pensei.
Não se pode pensar em violão, ou melhor, violonistas, do mundo inteiro, sem se falar em Baden Powell. Sugou do violão, tudo o que ele poderia lhe dar. Deu no que deu.
Otávio Martins Amaral - 10 06 2015
Baden Powell - Tristeza
Autoria da música:Niltinho Tristeza
e Haroldo Lobo (pai do Edu Lobo)
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