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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PODER DO POVO, PARTICIPAÇÃO CIDADÃ, BRASIL E GIFS ANIMADOS

 http://sarauxyz.blogspot.com.br/2009/05/frases-de-augusto-boal.html#.WFRq51x2Nt9




 *via jornal "O Trambique" - por Otávio Martins Amaral com trecho de Augusto Boal



o povo brasileiro acovardou-se desde a ditadura civil militar, hoje o povo deixa-se manipular pelo quarto poder, pela ideologia globalizante, mas, se muitos cooperarem com a conscientização dos que ainda dormem, quem sabe a coisa possa melhorar e o povo se unir e se tornar cada vez mais forte!



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

QUARTA DE CINZAS - MARCELO ROQUE,Glória Kreinz divulga

http://abradicusp.blogspot.com/



Quarta de Cinzas



"Logo será fevereiro"
É o que mais se ouve nos bares,
gabinetes e esquinas
E tão logo apontar o primeiro trio
as ruas se encherão d'uma gente
que em nada lembrará
aquela gente do Pinheirinho,
da Candelária
ou de Eldorado dos Carajás
Pois logo será fevereiro ...
E se enfeitarão as avenidas
de uma destoante alegria;
a miséria se tornará arte
nas coloridas alegorias
e a melancolia ficará disfarçada
em meio ao colorido dos abadás
Pois logo será fevereiro ...
Mas tão logo a folia passar,
quando finalmente quarta-feira chegar,
não mais haverão confetes, lágrimas,
sangue ou serpentinas
que não tenham se reduzido à cinzas

Marcelo Roque

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

QUARTA DE CINZAS - MARCELO ROQUE

os c



"Logo será fevereiro"
É o que mais se ouve nos bares,
gabinetes e esquinas
E tão logo apontar o primeiro trio
as ruas se encherão d'uma gente
que em nada lembrará
aquela gente do Pinheirinho,
da Candelária
ou de Eldorado dos Carajás
Pois logo será fevereiro ...
E se enfeitarão as avenidas
de uma destoante alegria;
a miséria se tornará arte
nas coloridas alegorias
e a melancolia ficará disfarçada
em meio ao colorido dos abadás
Pois logo será fevereiro ...
Mas tão logo a folia passar,
quando finalmente quarta-feira chegar,
não mais haverão confetes, lágrimas,
sangue ou serpentinas
que não tenham se reduzido à cinzas

Marcelo Roque

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lançada cartilha dos direitos ciganos

Lunes 31 de marzo de 2008
Alana Gandra, ABr

Material contém instruções sobre como reclamar direitos do povo cigano e conquistar cidadania

Rio de Janeiro - A Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República pretende levar a todos os acampamentos de ciganos do país a cartilha Povo Cigano - o Direito em Suas Mãos, lançada na semana passada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da SEDH, Perly Cipriano, é a primeira publicação que trata dos direitos dessa parcela da população no Brasil.

Em entrevista à Agência Brasil, Cipriano disse que a publicação deve ajudar a população cigana a conquistar a cidadania. “Por isso, é importante."

Escrita pela advogada Mirian Stanescon Batuli, cigana do clã Kalderash, a cartilha abrange 29 reivindicações apresentadas nas Conferências de Direitos Humanos e de Promoção da Igualdade Racial, realizadas em 2004 e 2005, respectivamente. “São demandas ciganas”, explicou o subsecretário.

Além de abordar os direitos do povo cigano, a publicação informa como reclamar vários deles direitos, como aposentadoria, saúde, segurança e educação, entre outros. A cartilha também traz orientação sobre como proceder nos casos de discriminação e preconceito contra ciganos.

Outro ponto destacado por Perly Cipriano são as orientações sobre a organização de uma rede de proteção aos ciganos. Constam ainda da publicação informações sobre as atividades comemorativas do Dia Nacional do Cigano (24 de maio). De acordo com Cipriano, o Brasil tem uma das maiores concentrações de ciganos do mundo. “Já tivemos até um presidente da República cigano, que foi Juscelino Kubitschek, e pessoas como [a poetisa] Cecília Meirelles, que era cigana. Então, precisamos trabalhar muito para divulgar a cultura desse povo e quebrar os preconceitos. A cartilha ajuda nisso, na afirmação de sua cultura e seus valores. E que eles conheçam seus direitos, para que possam reivindicá-los. É uma cartilha feita por uma cigana para os ciganos, atendendo às demandas dos ciganos nas conferências."

FONTE: http://www.ciranda.net/spip/article2330.html?lang=es

CirandaCiranda Internacional de Información Independiente
Para que otro mundo sea posible, es necesario reinventar la comunicación

terça-feira, 1 de setembro de 2009

PROJETO X, HACKERS,DIPLOMATAS (AMIGO WALDER MAIA DO CARMO ENVIA)

Projeto X-Gov quer diversificar mídias para dialogar com cidadãos
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 24 de agosto de 2009

Conceito de 'crossmedia' inspira software que ampliará a interação dos gestores públicos com a população, com uso do e-mail, SMS e TV Digital.

Uma equipe de profissionais desenvolve ferramentas para ajudar governos a implementar o conceito de crossmedia (uso cruzado de múltiplos meios de comunicação) em serviços eletrônicos de atendimento ao público, para ampliar e facilitar a interação com os cidadãos.

Coordenado pela professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Projeto X-Gov foi criado em outubro de 2007 no âmbito do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research. A proposta é facilitar o processo de produção de aplicações de mídia cruzada pelo gestor público, para que ele desenvolva serviços mais rapidamente e se beneficie das novas tecnologias.(...)
LEIA MAIS EM:
FONTE:http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/08/24/projeto-x-gov-quer-diversificar-midias-para-atender-cidadaos/


30/08/2009
Os hackers e os diplomatas
Le Monde
Yves Eudes

Na internet, o Twitter surgiu como uma nova rede de dimensão planetária, com um poder inigualável. Na vida real, é uma start-up jovem que ainda não encontrou um modelo de negócios. Ela ocupa meio andar de um depósito organizado em lofts, no coração de São Francisco: ao todo, são cerca de sessenta funcionários, todos jovens e amontoados, que trabalham em grupos, sentados no chão sobre almofadas multicoloridas. O hall central, um espaço luminoso com decoração minimalista, é repleto de bicicletas e consoles de videogame. Tudo parece feito para lembrar o fato de que o Twitter foi pensado e criado, antes de mais nada, para ser um instrumento de diversão leve e fútil.(...)

LEIA MAIS EM :

FONTE : http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2009/08/30/ult580u3891.jhtm

terça-feira, 25 de agosto de 2009

NESTA SEGUNDA-FEIRA FAMÍLIAS SEM -TETO FORAM DESPEJADAS VIOLENTAMENTE NA ZONA SUL DE SÃO PAULO

Viação Campo Limpo e PMSP despejam Ocupação Olga Benário na zona sul de São Paulo

Nesta segunda-feira, dia 24, mais 570 famílias sem-teto foram despejadas violentamente da ocupação Olga Benário, na zona sul de São Paulo. A ocupação, organizada desde 2007 pelo Fórum de Moradia e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, é localizada na rua Ana Aslan, nº 9999, Parque Do Engenho.

O despejo violento começou às 7h: em meio a tiros de balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Os moradores e moradoras indignados/as erguiam barricadas e ateavam fogo em carros e barracos, procurando resistir à desocupação enquanto as casas de alvenaria eram covardemente derrubadas por uma retroescavadeira enviada pela proprietária do terreno.

Duas pessoas foram detidas, acusadas de atirar rojões contra a Tropa de Choque, segundo a PM. No total, cerca de 250 PMs do 37º Batalhão, da tropa de choque, da Força Tática e da Rocam estiveram no local, além do helicóptero da PM.

O terreno de 14 mil metros quadrados pertence à Viação Campo Limpo LTDA, que conseguiu na justiça a ordem para a reintegração de posse. A empresa está envolvida em escandâlos de sonegação de impostos e envio ilegal de dinheiro ao exterior, possui dívidas junto ao INSS e ao Banco América do Sul de mais de R$7 milhões.

De acordo com a coordenadora do movimento, Felícia Mendes, durante os dois anos de trabalho no acampamento a coordenação tentou negociar saídas com a proprietária do terreno e com os poderes públicos municipal, estadual e federal. "Lutamos para que terrenos ociosos de devedores do poder público se transformem em moradia popular", afirma.

LEIA MATÉRIA COMPLETA

Editorial Famílias resistem à decisão da Justiça que determina fim do Olga Benário

http://www.midiaindependente.org/

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AQUI A NOTÍCIA NO SITE DA AGENCIA BRASIL:

Retirada de famílias de sem-teto causa tumulto em São Paulo
24 de Agosto de 2009

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - A retirada de cerca de 800 famílias de sem-teto de uma área invadida há dois anos na região do bairro de Capão Redondo, na zona sul da cidade de São Paulo, resultou em tumulto na manhã de hoje (24). Moradores dos barracos erguidos no local resistiram e acabaram entrando em confronto com homens da Polícia Militar.

Segundo a PM, um soldado foi atropelado por uma moto e foi levado para o hospital, onde permanece com estado de saúde estável. O motociclista que atropelou o policial foi detido.

Ainda era de madrugada quando começou a ser executada a ordem judicial de reintegração de posse com acompanhamento de homens da PM. Na tentativa de impedir a expulsão, alguns moradores amontoaram pedaços de madeiras e outros objetos em um dos pontos de entrada da comunidade e atearam fogo, que se alastrou para alguns barracos.

Para conter os manifestantes coordenados pela Frente de Luta por Moradia (FLM), a ação recebeu reforço de policial da 3ª Companhia do 37º Batalhão de Polícia Militar, com apoio da Tropa de Choque e do Corpo de Bombeiros. Os policiais chegaram a usar gás de pimenta e bombas de efeito moral.

Por volta das 9h30, os móveis e outros pertences dos sem-teto começaram a ser levados para caminhões da prefeitura para serem transportados para abrigos públicos municipais ou casa de parentes. Máquinas retroescavadeiras derrubam os barracos num trabalho que deve se terminar até o final da tarde de hoje, ou amanhã pela manhã.

Em entrevista ao repórter Gustavo Minari, da TV Brasil,o advogado do dono do terreno, Daniel Goes, disse que desde 2007 ele vem lutando na Justiça para receber o imóvel de volta. Nesse período, ele participou de várias reuniões com os líderes dos sem-teto, buscando a desocupação voluntária.
A área de 14 mil metros quadrados pertence à Viação Campo Limpo, empresa de transporte coletivo que atua naquela região. Os moradores, por sua vez, queixam-se de não terem sido avisados da decisão judicial.

FONTE : http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/08/24/materia.2009-08-24.0194622726/view

Beto, Bia e Abelardo - Ciclo 1: O mundo visto pelo olhar de Beto

Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Por Jeosafá Fernandez

Orientações iniciais: desenvolvendo habilidades de leitura e discutindo valores

O projeto Beto, Bia e Abelardo procura vincular a leitura em língua portuguesa à necessária e atual discussão sobre valores. Articula deliberadamente competências e habilidades lingüísticas e literárias à reflexão sobre conteúdos culturais, morais, éticos, científicos, artísticos entre outros. Parte da constatação de que nenhuma eduação é isenta, de que toda verdadeira ação de leitura é um mergulho em profundidade na sociedade, no íntimo do indivíduo e no coração do conhecimento, e de que todos estamos, o tempo todo, constituindo ou rejeitando, assumindo ou criticando valores, consicente ou inconscientemente.

O que é ser "bem-educado"? Aceitar passivamente os berros dos adultos ou dos mais fortes? Devolver com grito o grito e com violência a violência? O que é ler bem? Seria repetir, muitas vezes com as mesmas palavras, o que os superiores exigem, sem nada criar ou contestar? E o que seria "uma pessoa moral"? Aquela que elege valores de sua religião, de seu grupo social, ou unicamente seus, para os impor, a todo custo e meio aos demais?

Viver numa sociedade tão dinâmica, num mundo tão complexo, numa época tão cheia de guerras e violências impõe a quem deseja justiça, respeito aos direitos humanos e ao meio-ambiente atitude positiva: é preciso entender o mundo, é preciso entender o outro, é preciso que cada um entenda a si próprio e lute por mudanças solidárias, em relação ao hoje e em relação às gerações futuras, que têm direito de receber um planeta e um vida decentes. Noutras palavras: é preciso saber para mudar, mas não há saber sem boa leitura e bons leitores, de textos e de mundos.

Traduzo assim as intenções e expectativas de Beto, Bia e Abelardo: ler para gostar, ler para saber, ler para mudar solidariamente o mundo.


Linguagem oral

Explorar possibilidades de leitura oral a partir de dialetos (falares regionais: caipira, do nordeste, gaúcho, entre outros) e socioletos (falares de grupos sociais: jovem urbano, idosos, mulheres, jargões profissionais etc.). Buscar múltiplas e variadas locuções interpretadas, articulando modulação de voz, ritmos, timbres, tonalidades, volume, velocidade (não há uma certa, mas muitas possíveis, desde que atinjam o objetivo de fisgar o leitor). No caso da criança alfabetizada e letrada, dar oportunidade para que ela execute a leitura, de trechos ou de histórias completas, desde que ela assim deseje. Aproveitar interferências durante a leitura para elucidar dúvidas. Interromper a leitura somente se a criança solicitar, e explicar somente o que ela solicitou (nas atividades de pré-leitura e de pós-leitura o professor poderá destacar o que julgar necessário, seja com relação à linguagem, seja com relação a valores em questão). A leitura pode ser feita sem interrupções ou pode sofrer pausas, sempre a depender da solicitação da criança. No primeiro caso, é necessário discutir questões de linguagem e de conteúdo com as crianças ao final. Cada sessão de leitura não deve ultrapassar 50 minutos.
Tanto a pré quanto a pós leitura pode ser realizada imediatamente à leitura ou em momentos outros, mas sempre na mesma semana.


Linguagem escrita

Orientar a criança sobre a organização do livro, os significados e sentidos das imagens e das cores de capa e de início e final de episódio. Não esquecer dados técnicos: título da obra, títulos dos episódios, autor do texto e autores das imagens etc. Explorar com a criança as diferenças entre texto oral e texto escrito. Alertar a criança que o texto tem obstáculos propositais, que elas podem superar com ajuda do professor ou dos pais (questões de vocabulário, de palavras de uso regional, pontuação, acentuação, pronúncia a partir do registro escrito, de recursos poéticos tais como rimas, aliterações e cadências etc.). Há vários jogos de linguagem no livro. Numa das histórias, há a explicitação de que há no livro, além do bem-te-vi, gralhas. Aqui, gralha é o nome que se dá para anomalias do registro escrito no texto impresso. No trabalho com o texto escrito, a criança deve ser estimulada a encontrar as gralhas presentes no texto. Nisso ela pode ser ajudada pelos pais em casa (é conveniente que os pais leiam em casa a história da semana e ajudem a criança a superar as dificuldades textuais e a apontar as gralhas presentes apenas na história da semana). Esse jogo chama-se Caça às gralhas. Mais à frente esse jogo estará amarrado a duas personagens do Ciclo 2 - O mundo visto pelo olhar de Bia. As atividades de pré e de pós-leitura não devem ser amarradas à produção escrita. Algumas vezes isso é desejável, mas não deve predominar. Ciranda de roda, produção de desenhos e pinturas, jogos e brincadeiras podem muito bem ser mobilizados para sensibilizar a criança (pré-leitura) e para concluir significativamente o trabalho com cada episódio (pós-leitura). Em ambos os casos a criação e a produção imaginativa da criança devem ter lugar. Devem ser descartadas todas as práticas de reprodução, bem com aquelas que não possam ser compreendidas claramente e aceitas voluntariamente pelas crianças. Convém discutir as noções de “certo” e “errado”, comparando-se a linguagem oral e a escrita.

Valores éticos, morais, sociais, científicos, afetivos entre outros

O projeto Beto, Bia e Abelardo articula competências e habilidades de leitura com o debate sobre constituição de valores. Que valores a mídia, a família e a escola estão constituindo e transmitindo às nossas crianças? Nós concordamos com tudo que chega a nossos filhos ou não? Pais e educadores podem intervir na formação de valores de seus filhos e alunos?
Estas questões e outras da mesma natureza permeiam cada um dos 10 episódios de Beto, Bia e Abelardo. Há violência contra a mulher no seio da família? Há manifestações de machismo? Há intolerância contra as diferenças? Há respeito ao meio-ambiente? A criança é exposta a risco pelos adultos? O desemprego e as dificuldades econômicas afetam as relações do casal e deste com os filhos? O pano de fundo dessas histórias são quatro importantes documentos contemporâneos, que devem ser explorados nas atividades pré e pós leitura, bem como nos debates e explicações para as crianças: Declaração Universal dos Direitos Humanos, Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso. Nas atividades de pré e de pós-leitura, bem como nos debates e explicações às crianças, devem ser propostos problemas éticos e morais que elas devem responder com auxílio dos colegas e dos pais: Qual o papel dos adultos em relação à proteção à criança? Que relações têm as fábulas infantis com os riscos que as crianças sofrem hoje, em meio a uma sociedade consumista, muito injusta e particularmente violenta contra os mais fracos? Como a criança pode evitar situações de risco? Quais são as situações potencialmente de risco para crianças? Devemos ou não proteger os idosos? Que idéias e valores os desenhos e programas infantis veiculam e estimulam nas crianças? O certo é ser solidário ou levar vantagem em tudo? O certo é passar a rasteira no colega ou se associar a ele para vencer dificuldades. Como posso, enquanto criança, tornar minha família, minha rua, minha escola, meu bairro, o mundo melhores? Quando é que eu, enquanto criança, passo dos limites? O que são limites? Posso ser espancado porque passei dos limites? O que são direitos, o que são deveres? O que é liberdade, o que é abuso?
Essas e outras questões devem ter destaque no trabalho desenvolvido pelo projeto. Disponibilizar para as crianças e para suas famílias os documentos citados é necessário.
As atividades de pré, pós e mesmo as de leitura podem ser realizadas com presença de familiares e membros da comunidade, desde que devidamente planejadas, de modo que o foco seja mantido sempre nas crianças participantes do projeto: pais e comunidade têm lugar importante, auxiliando e co-participando, mas não devem tomar o lugar das crianças.

Orientação geral: Realizar apontamentos durante as atividades.

DO BLOG : Amplexos do JeosaFÁ - Educação, Literatura, Leitura, Cinema, Paz
FONTE: http://amplexosdojeosafa.blogspot.com/2008/03/beto-bia-e-abelardo-ciclo-1-o-mundo.html

domingo, 16 de agosto de 2009

O BOM POLÍTICO

“Quanto mais degradante for a imagem da classe
política de um país, mais reinará a impunidade”




Paradoxalmente, quanto mais associarmos a imagem
dos políticos a corrupção, e a outros tantos tipos de
falcatruas; mais ainda teremos esta perversa sensação,
de que tais condutas, são típicas de suas funções, ou
seja, passaremos a aceita-las assim, como se fossem
apenas mais uma das muitas atribuições normais de todo
e qualquer político
E é por esta razão que, nós brasileiros, de modo geral, devemos
urgentemente, salvaguardar a imagem do verdadeiro político
Que é aquele a quem cabe a digna função de nos representar;
de fazer valer o interesse público, acima de tudo ; acima dos
partidos e interesses pessoais. Enfim, indivíduos comprometidos
com a ética e transparência em suas ações
É claro que eu tenho consciência que este meu discurso pode até
parecer um tanto quanto utópico, afinal, falar em conduta ética e
transparente vindas de um político hoje em dia, infelizmente, chega
a lembrar algum destes contos da "carochinha". Porém, como disse,
o importante é termos uma "referência" do que venha a ser, o bom
procedimento político. Pois,somente assim,podendo comparar ambas
as ações, teremos melhores condições de avaliação da conduta de
cada político, e também, estaremos mantendo acesa, a
imprescindível chama da indignação,que é um dos principais alicerces
de todo estado democrático

domingo, 9 de agosto de 2009

RETRATO DE HELIÓPOLIS (DESCONSIDEREM OS POLÍTICOS AQUI RETRATADOS)

Heliópolis: A Cara do Brasil



A comunidade de Heliópolis se organiza, luta pela maior presença do governo, rejeita o rótulo da violência e elege um sonho comum: transformar-se num bairro educador.

UNAS - COMUNIDADE DE HELIÓPOLIS (clique aqui e conheça o site)

A UNAS União de Núcleos, Associações e Sociedades dos Moradores de Heliópolis e São João Clímaco,desde o início de sua fundação no final da década de 70, trabalha na promoção da organização dos moradores de Heliópolis e também para a melhoria da qualidade de vida local, com uma diretoria eleita pelos próprios moradores, conforme estatuto social,
Objetivando centralizar as forças distribuídas por toda a área da favela de Heliópolis e também organizar de forma expressiva o movimento dos moradores, buscando projetos e melhorias com mais qualidade e quantidade nas ações de representação e pressão popular, influenciando decisivamente nas questões relativas a políticas públicas. Ao longo de sua jornada a UNAS além de focar as suas ações na questão do direito à moradia e à infra-estrutura com qualidade, passou também a atingir outros pontos, acreditando ser essencial para a formação de um cidadão coerente, crítico, participativo e principalmente um cidadão que estará sempre em busca de seus direitos e de melhorias para o local onde vive.
Com este olhar incisivo e crítico para um novo mundo a UNAS hoje atua nas mais diversas áreas como: Educação, Esporte, Saúde, Cultura, Lazer, Tecnologia e Habitação, tentando sempre em conjunto com os moradores locais uma melhor organização para a busca de parcerias e projetos que beneficiem à própria comunidade.
Heliópolis está instalada em uma área de 1 milhão de m2 e tem uma população de aproximadamente 120 mil habitantes e destes 91% são de origem nordestina e 52% estão na faixa etária entre 0 a 25 anos, é a maior favela de São Paulo e a segunda maior do Brasil e da América Latina.
Os projetos e programas desenvolvidos através da UNAS, não atendem nem 1% da população que seria necessário atender quando se diz respeito à criança, adolescente e jovem.
Por estar inserida na maior metrópole do país, a Favela de Heliópolis está submetida às questões ligadas à violência, ao tráfico de drogas, ao crime organizado e às situações mais graves como a desestruturação familiar e ao desemprego em maior proporção. Em decorrência de tantos fatores que influenciam no cotidiano da favela é necessário maciço investimento público, privado e institucional para que possamos gradativamente modificar a realidade desta comunidade.

Prêmios e Ceritificações

Prêmio Betinho de Cidadania da Câmara Municipal de São Paulo em 2002;
Menção Honrosa do Prêmio Itaú Unicef em 2003 pelo Projeto “Se Liga, Galera. Comunidade!”;
Prêmio ADVB – no ano 2002 e 2003, pelo Projeto “Parceiros da Criança”;
Prêmio APCA em 2004, pela Rádio Comunitária;
Utilidade Pública Municipal pelo Decreto de Lei nº 39.350 de 10/04/2000;
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente;
Conselho Municipal de Assistência Social;
Conselho Estadual de Desenvolvimento e Assistência Social.

Missão: " Promover a cidadania, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento integral da comunidade"

Movimento Sem Teto realiza ato pró-moradia

No dia 23 de maio o Movimento Sem Teto UNAS/Heliópolis, realizou manifestação em defesa de moradia. O ato chamou a atenção das autoridades para a necessidade de destinar dois terrenos que estão localizados na Vila Carioca, próximo à Heliópolis, para a construção de moradias populares. Cerca de 700 pessoas, marcharam empunhando bandeiras com frases de luta por moradia e simbolicamente abraçaram um terreno de propriedade do órgão público e colocaram diversas maquetes de casas em protesto pela falta de atenção para os moradores de favelas. O Movimento luta pelo direito à moradia digna em áreas urbanizadas, com infra-estrutura e acesso a equipamentos sociais.

FONTE: http://www.unas.org.br/

sábado, 8 de agosto de 2009

OS MORTOS DE FOME!

MORTOS DE FOME SÃO AQUELES QUE OCUPAM O LOCAL DESTINADO AOS DEFICIENTES FÍSICOS NOS ESTACIONAMENTOS,NOS ACENTOS DE ÔNIBUS E METRÔS, E OS QUE NUNCA PARAM PARA PENSAR COMO A VIDA DE UM PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS É DIFÍCIL!
SÃO TAMBÉM E EM MUITO MAIOR GRAU OS FUMANTES QUE NÃO ESTÃO NEM AÍ EM FUMAR PERTO DE UM ASMÁTICO!
MORTO DE FOME É AQUELE QUE NÃO TE DÁ A CHANCE DE FAZER UMA MANOBRA NO TRÂNSITO!
MORTO DE FOME É AQUELE QUE FUMA COMENDO! E QUE ACHA QUE OS QUE ESTÃO NO MESMO AMBIENTE QUE ELE IRÃO ADORAR O AROMA DO CIGARRO DELE!
MORTO DE FOME PODE SER TAMBÉM TODOS OS HOMENS ASSUMIDAMENTE MACHISTAS QUE CRITICAM AS MULHERES LUTADORAS...
E AQUELES QUE ACHAM HIPER NATURAL EXIGIR QUE SUAS COMPANHEIRAS FAÇAM ABORTOS!
MORTOS DE FOME SÃO OS POBRES DE ESPÍRITO!!! OS EGOÍSTAS E OS ARROGANTES!

(escrevo isto em homenagem a meu pai que era orgulhoso, machista, mas que talvez enxergasse um pouco tudo isto!)

Nadia Stabile - 08/08/09

*a vida inteira meu pai falava muito dos mortos de fome...todos nós somos um pouco mortos de fome,critico aqui não exatamente pessoas, mas atitudes!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A LEI QUE NEM ERA LEI E PEGOU MAIS DO QUE TODAS AS LEIS ,E OS PRIVILÉGIOS NO BRASIL



Video que gerou polemica e consagrou a conhecida "Lei de Gerson", de se querer levar vantagem em tudo.



QUANDO SE TEM MUITOS "PRIVILÉGIOS" FICA MESMO BEM DIFÍCIL LEMBRAR-SE DE NOSSOS DIREITOS E OS DE NOSSOS CONCIDADÃOS! DIREITO NÃO TEM NADA A VER COM PRIVILÉGIO!

Nadia Stabile - 06/08/09

Ivan Illich e o Estado do "Faça-Você-Mesmo" - Por Charles Leadbeater*

Quando se trata de serviços públicos, a sociedade contemporânea nos treina para sermos trabalhadores e consumidores. O Estado moderno e profissional gasta quantias enormes para avaliar necessidades; talvez um terço do orçamento destinado à assistência social seja destinado a trabalhos de avaliação. Profissionais avaliam aquilo que necessitamos, decidem se estamos qualificados para receber apoio governamental e, a seguir, determinam como os serviços serão fornecidos. Depois disso, mais profissionais, os inspetores, surgem em cena para averiguar se tudo foi feito de forma correta.

Em vez da imposição de metas e de gerenciamento de desempenho, precisamos de um quadro diferente no que diz respeito à forma como os serviços públicos poderiam ser organizados. As instituições pós-industriais deveriam nos treinar para que fizéssemos auto-gerenciamento e auto-avaliação. E o fator fundamental para isso é enxergar os usuários dos serviços não como consumidores, mas como participantes.

Por mais estranho que seja, quando se trata de determinar como esses novos serviços públicos poderiam funcionar, o melhor guia é um ex-padre iconoclasta da Igreja Católica e visionário que escreveu a sua melhor obra 30 anos atrás: Ivan Illich. Illich foi um crítico da sociedade ocidental que, em uma série de livros polêmicos escritos na década de 1970, analisou os fracassos das instituições modernas e dos profissionais que as organizam.

Curiosamente, ele estava à frente do seu tempo pelo fato de estar voltado para um período anterior à sua era. A sua crítica à industrialização remetia a formas mais comunais de organização, nas quais a produção local e de baixo índice tecnológico atendia à maior parte da demanda. Muito antes da Internet ele também anteviu um mundo pós-industrial, que utilizaria uma linguagem de redes.

O triunfo do capitalismo moderno de bem-estar social, segundo Illich, foi a criação de instituições de serviços públicos em ampla escala, em um cenário no qual, no passado, tais instituições se limitavam a servir a apenas uns poucos indivíduos. Esses sistemas universais aspiram a proporcionar serviços justos e confiáveis, mas exigem códigos, protocolos e procedimentos que muitas vezes os tornam desumanizantes.

As instituições profissionais podem facilmente se tornar parte do problema que elas foram elaboradas para resolver. Um hospital que fornece a cura para uma enfermidade específica pode rapidamente desorientar os pacientes, à medida que esses passam de médico em médico e de departamento em departamento. De maneira similar, o sistema escolar deveria criar oportunidades e promover o avanço. Mas qualquer sistema fundamentado em notas está fadado a produzir fracassos, assim como sucessos.

Na verdade, longe de encorajar as pessoas a aprender, a escola formal treina muitas pessoas para que estas sintam asco do aprendizado. A educação não é vista como um projeto pessoal de auto-desenvolvimento, mas sim como um processo de certificação para demonstrar que o indivíduo aprendeu aquilo que o sistema espera que ele aprenda.

No seu livro "Deschooling Society" ("Sociedade sem Escolas"), que foi publicado pela primeira vez no Reino Unido em 1971, Illich demonstrou alguns princípios sobre como funcionaria um sistema educacional mais prazeroso. Uma idéia era proporcionar a todos aqueles que desejassem aprender o acesso aos recursos a qualquer momento, nas fábricas, escritórios, museus e bibliotecas, assim como nas escolas. Uma outra idéia era facilitar a conexão entre aqueles que quisessem compartilhar conhecimentos e os que desejassem aprender, por meio de intercâmbios de talentos. Em 1971 tudo isso soava meio absurdo. Mas na era da Wikipedia, da eBay e do MySpace, tais idéias soam como sabedoria convencional das redes sociais online.

Em um mundo de serviços públicos participativos, os profissionais ainda seriam os protagonistas de maior conhecimento em qualquer campo específico, mas eles se veriam atuando ao lado de outras fontes de conhecimento. Graças à Internet, as pessoas encontrarão cada vez mais o seu caminho até as fontes de notícias e as informações nas quais confiam. Os monopólios profissionais sobre o conhecimento, estabelecidos arduamente no século 20, sofrerão erosão acelerada no século 21.

Um sistema participativo de serviços públicos necessitaria especialmente de ênfase em auto-análise e auto-avaliação inteligentes.

Como exemplo, vejamos o caso do serviço de exames de sangue na zona norte de Londres. O serviço conta com 5.000 pacientes que tomam medicamentos para evitar a formação de coágulos. Os pacientes são submetidos a exames de sangue semanais, que são realizados por enfermeiras e clínicos gerais, e depois são enviados para um unidade central a fim de que sejam analisados. A unidade escreve a qualquer paciente que necessite modificar a sua dosagem; se o caso for urgente, os profissionais telefonam para o paciente. O sistema funciona de maneira eficiente: as coletas de material para exame são concluídas até às 11h, e os resultados estão prontos às 13h30. Na Alemanha, no entanto, os pacientes fazem tudo isso eles próprios, com uma pequena máquina que custa cerca de US$ 800.

Illich escreveu especialmente antes do advento do computador pessoal, da Internet e do telefone celular. Mas estes são exemplos dos instrumentos vernaculares celebrados por ele em "Tools for Conviviality" ("A Convivencialidade"), artefatos que permitem que as pessoas colaborem entre si e se comuniquem, em contraste com as ferramentas complexas que só são compreendidas pelos profissionais. E nós apenas começamos a explorar esse potencial. O condado de Kent, na Grã-Bretanha, está dando início a testes de sensores domésticos para possibilitar o monitoramento remoto dos movimentos e da saúde de pessoas idosas, o que deverá permitir que um número maior desses indivíduos permaneça em suas próprias casas. Na Coréia do Sul existe um telefone celular que permite que os diabéticos verifiquem o nível de açúcar no sangue e comuniquem os resultados a um médico.

É implausível esperar que os serviços públicos possam ser reformados, em um único lance, para adotarem tal abordagem. E essas idéias também não são apropriadas para todos os aspectos dos serviços públicos. As pessoas que necessitam de uma cirurgia urgente geralmente não desejam ser participantes no processo: o que elas querem é um bom serviço, efetuado por profissionais. Às vezes a ética da auto-ajuda pode ser mal utilizada a fim de fazer com que nós, os usuários, fiquemos encarregados de mais trabalho.

O fato é que a gama de maneiras que nos possibilitam criar bens públicos está se expandindo. Escolas e hospitais continuarão existindo, mas uma quantidade maior de aprendizado e de tratamento de saúde será criada informalmente em nossas casas. As pessoas desejarão ser algumas vezes consumidoras, e outras participantes.

Um setor público pago com dinheiro dos impostos e construído em volta de consumidores passivos não poderá atender às crescentes expectativas dos indivíduos com relação a serviços específicos. A única maneira de personalizar os serviços de acordo com as diferentes necessidades, em uma grande escala e a um preço acessível, é motivar e equipar o usuário para que este se torne um ator, e não um espectador. Imagine um sistema educacional construído em torno dos princípios participativos da Wikipedia, ou uma estrutura de assistência social na qual a participação do usuário seja tão fácil quanto a sua interação com a eBay. No futuro, necessitaremos de serviços públicos produzidos pelas massas, e não apenas para as massas.


*Charles Leadbeater é o autor do livro "We Think", que deverá ser lançado em breve nos países de língua inglesa

*(matéria escrita em 2007)
FONTE : http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/prospect/2007/01/04/ult2678u63.jhtm

MOSAICO - FERRAMENTA USADA NA ESCOLA FUNDADA POR HELENA SINGER AQUI EM SÃO PAULO

O Mosaico é a tecnologia intelectual que
possibilita a gestão democrática do conhecimento
e a reflexão crítica sobre seus processos de
construção.

O Mosaico é uma tecnologia para a gestão do
conhecimento nos estabelecimentos de ensino, que
pode ser utilizada por coletividades locais e
outras associações. Este instrumento faz
reconhecer a diversidade de saberes, mesmo
aqueles que não são validados por sistemas
acadêmicos. O Mosaico disponibiliza para a
comunidade escolar uma multiplicidade organizada
de saberes, consultável por meio do Banco de
Mestres.

Construindo-se com base nas descrições que os
Mestres - pessoas com particular interesse,
cuidado e paixão por certo estudo, que se dedicam
a um ramo de atividades, que têm habilidade ou
prática especial em determinado assunto - fazem
de suas habilidades e competências, o Mosaico
disponibiliza para a comunidade escolar uma
multiplicidade organizada de saberes. Assim,
ficam disponíveis no Banco de Mestres tanto as
aptidões comportamentais (saber ser) como as
habilidades (savoir-faire, know-how) e os
conhecimentos teóricos.

Caminhar pelo Mosaico significa desenhar um
percurso em uma rede, um percurso único, porque
cada pedra pode conter um Mosaico inteiro. A
interação dos estudantes com as peças do Mosaico
produz uma construção dinâmica de saberes que não
resulta de uma classificação a priori: ela é a
expressão dos percursos de aprendizagem e de
experiência dos membros da coletividade. Cada
estudante constrói o seu Mosaico e o Mosaico da
coletividade escolar cresce e se transforma na
medida da evolução dos saberes de cada estudante
e dos projetos por ele realizados.

Na forma do Mosaico tridimensional, os estudantes
podem passar de uma pedra para a que está a seu
lado, explorando os saberes de base, ou podem ir
de uma pedra para aquela que lhe está
imediatamente abaixo, experimentando saberes mais
especializados. Mas a organização dos saberes
expressa pelo Mosaico não é fixa, ela reflete a
experiência coletiva de um grupo humano e vai,
portanto, evoluir com esta experiência. O
dispositivo de construção dinâmica e de percurso
que ele propõe produz um espaço de saber em
reorganização permanente segundo contextos e
usos.

A representação em Mosaico permite determinar a
posição ocupada por um saber em um dado momento e
os itinerários de aprendizagem possíveis para se
ter acesso a ele. O Mosaico permite ao estudante
perceber sua situação no "espaço do saber" e
elaborar, com conhecimento de causa, suas
estratégias de aprendizagem.

Trata-se, portanto, de um instrumento a serviço
do laço social para troca de saberes e emprego de
competências, que coloca em funcionamento uma
pedagogia cooperativa. O Mosaico oferece
instrumentos de determinação e mobilização das
habilidades.

* RETIRADO DO GRUPO DE ESTUDOS SOBRE EDUCAÇÃO
LIBERTÁRIA OU DEMOCRÁTICA COORDENADO POR CAROL SUMIE


FONTE : http://osdir.com/ml/politics.organizations.metareciclagem/2005-11/msg00063.html

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"GRUPO LATA NA FAVELA DE HELIÓPOLIS" - UNAS HELIÓPOLIS ( FLAVIA COORDENADORA DO GRUPO E LEITORA DESTE BLOG DESTACA)



"LATA NA FAVELA" (do blog COMUNIDADE EM AÇÃO)

http://heliopoliscomunidadeemacao.blogspot.com/2008/04/lata-na-favela.html

O Lata na Favela é um projeto que reúne 50 crianças, jovens e adolescentes na quadra da Unas.

A história do Lata começou quando o arquiteto Ruy Ohtake declarou que a favela mais feia de São Paulo era Heliopolis. Então o presidente da Unas, João Miranda . falou" por que você não nos da uma força?"
Nisso o arquiteto Ruy Ohtake contratou a Suvinil para pintar as casas da comunidade.
Depois que eles terminaram de pintar o pessoal do projeto Se Liga Galera,pensou "o que nos podemos fazer com essas latas de tintas?" Nisso eles pensaram em fazer instrumentos e foi assim que surgiu o Lata na Favela.
O Lata vai para varios pontos de São Paulo,

ALESSANDRA E JÉSSICA PARA O COMUNIDADE EM AÇÃO
(19 de abril de 2008)

sábado, 1 de agosto de 2009

A ASSEMBLÉIA NACIONAL CONSTITUINTE DA DÉCADA DE 80

Constituição de 1988



















(...)Revista: A Constituição Federal de 1988 é considerada como a Constituição Cidadã por diversos juristas autores como Caio Tácito, Hélio Bicudo, Evandro Lins e Silva e atualmente Luis Norberto Barroso, Ives Gandra Martins, José Afonso da Silva, Celso Antonio Bandeira de Melo e Michel Temer além de políticos como Flávio Bierrembach (atual ministro do STM e autor da PEC/26 emenda que culminou na atual Constituição Federal), Pedro Simon, Paulo Paim e Ulysses Guimarães, presidente da Assembléia Nacional Constituinte à época. Essa denominação da Constituição Cidadã é adequada? O Sr. concorda com essa denominação “clássica”? Ela se confirma na realidade social brasileira?

Deputado Aldo Rebelo: O cerne desse epíteto é o Título II, com sua generosa enumeração de direitos individuais e sociais. Era necessária uma Constituição analítica, pormenorizada, em oposição à doutrina da Constituição concisa própria das democracias anglo-saxônicas. É um truísmo, no entanto, observar que se a Constituição é cidadã, os cidadãos ainda não o são integralmente, na plenitude das condições indispensáveis a uma vida digna.


Revista: Não é de hoje que a política brasileira está claramente associada às viciosas deformações, suspeições e traições. Politicagem, nepotismo, clientelismo, paternalismo, fisiologismo, impunidade, corrupção são termos comumente utilizados para pontuar, raras exceções, as práticas do político brasileiro. Diante dos freqüentes escândalos políticos e a consagrada impunidade, a sociedade brasileira tem o que comemorar dos 20 anos da Constituição Federal no que tange ao processo político institucional? Reformas políticas são necessárias e de caráter urgente? Como podemos avançar nesse sentido?

Deputado Aldo Rebelo: A reforma política é necessária como aprofundamento da calha democrática do País. Podemos avançar instituindo o financiamento público das campanhas eleitorais, facilitando e garantindo a fundação de partidos, democratizando a propaganda hoje tão cerceada. Muitas das propostas em curso conduzem, no entanto, a retrocessos de inspiração externa, como o voto distrital e a cláusula de barreira. Seria conveniente associar a reforma política à reforma do Estado, tornando-o mais democrático, de fato isonômico e republicano.

Revista: Qual o balanço que podemos fazer dos 20 anos da Constituição Federal de 1988?

Deputado Aldo Rebelo: A Constituição tem cumprido muito bem seu papel de Carta Magna. Não é, por certo, revolucionária, antes enfeixa um arcabouço normativo de teor liberal-conservador que refletiu a correlação de forças representada no Congresso Constituinte. Cabe aperfeiçoá-la, embora com parcimônia, e deixar que se impregne no espírito dos brasileiros. No célebre discurso de sua promulgação, Ulysses Guimarães foi enfático: “Esta constituição terá cheiro de amanhã, não de mofo.”.

Revista: Dimensione a importância da intelligentzia jurídica na elaboração do texto constitucional e quais foram as principais teorias jurídicas incorporadas à constituição cidadã?

Deputado Aldo Rebelo: Por ser o mais profundo e importante dos pactos sociais, a Constituição naturalmente atrai o interesse e a intervenção de todas a forças políticas organizadas, estejam estas na forma de partidos e entidades de classe, seja na de grupos de pressão específicos que pontilham a sociedade. Cada um leva à mesa de negociações sua visão particular do País e da forma de organizar a Nação.

Revista: A Constituição Federal foi adjetivada de “Constituição Cidadã “, e completará no próximo dia 05 de outubro vinte (20) anos de vigência. Entende o senhor que o cidadão, o ‘homem comum do povo”, nesses quase vinte anos de vigência da CF de 1.988, já demonstra um sentimento de “VONTADE DE CONSTITUIÇÃO”, emprestando a expressão de Konrad Hesse?

Deputado Aldo Rebelo: Pelas peculiaridades de sua formação social complexa, o Brasil ainda viverá por muito tempo as tensões advindas do cotejamento entre a lei e a realidade concreta. Não navegamos nem tão perto da terra nem em alto mar nesse aspecto, pois aqui e em qualquer lugar as questões ditas jurídicas são permeadas de matizes políticos. Neste sentido, sem tirar a dose de razão a ser dada a Hesse em sua controvérsia com Ferdinand Lassale, creio que certos axiomas constitucionais, como o da igualdade dos cidadãos, ainda estão por ser conquistados, e, embora todos devamos respeitar a Constituição, é certo que conquistas essenciais ali elencadas formalmente se darão mais pela luta política que pelo estatuto jurídico.

Revista: A Constituição Federal no art. 6º enumera os chamados “Direitos Sociais” (a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados). Como o senhor se posiciona, no tema desses Direitos Sociais, quanto a intitulada “Politização do Poder Judiciário “, ou o “ ativismo judicial”, cujo exemplo emblemático ocorreu no STF no julgamento para a concessão de medicamentos aos aidéticos ( 2ª T., AgRE 271.286-RS, rel. Min. Celso de Mello, j. 12.09.2000, DJU 24.11.2000, v. 101) ?

Deputado Aldo Rebelo: A chamada “politização do poder Judiciário” não é nova, tampouco fruto da Constituição de 1988. A política, e com ela a administração dos conflitos da sociedade, sempre acompanhou a Justiça. Quanto mais recuamos no tempo mais verdadeira é esta constatação. No caso do Direito Constitucional, as supremas cortes encarregadas de interpretar a Carta Magna são tradicionalmente reconhecidas como tribunais políticos. Como em toda atividade política, suas decisões espelham a correlação de forças em conflito na sociedade. Convém ponderar, no entanto, a especificidade dos poderes da República: quem faz as leis é o Congresso.

LEIA O COMEÇO EM : http://189.7.65.219/juridica/entrevistas.html

quinta-feira, 30 de julho de 2009

COMO SE PROCESSA O ESTADO?

SE O ESTADO NÃO CUMPRE A CONSTITUIÇÃO!!!
SE DIREITOS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FORAM PARA O ESPAÇO!!
COMO TER BOA EDUCAÇÃO PARA TODOS,E "GRATUITA",
COMO PODER VER CRIANÇAS SADIAS,BEM EDUCADAS,COM PROFESSORES BEM
REMUNERADOS,MOTIVADOS,ALÉM DE HOSPITAIS DIGNOS PARA TODOS,
SEM PRECISAR PAGAR PLANOS MÉDICOS.
ENFIM, ONDE ESTÃO NOSSOS DIREITOS?
SE HÁ UMA CONSTITUIÇÃO,(como um contrato com cláusulas,
que o contratante se compromete a cumprir e não cumpre!)
PODEMOS E DEVEMOS, E JÁ PASSOU DA HORA DE MILHÕES DE PROCESSOS
SEREM ABERTOS PARA QUE O ESTADO CUMPRA O CONTRATO)

MAS COMO SE PROCESSA O ESTADO? SE CADA SINDICATO ,
ENTRASSE COM UM PROCESSO,QUEM SABE...
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