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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O Rio
Assim, como o frágil fio d'água
que flui por entre as rochas,
vencendo pedras
e trilhas improváveis
e segue seu curso,
esverdeando vales e montes,
enchendo as florestas de cores,
movimentos e pássaros ...
deixe fluir a poesia ...
Marcelo Roque
quarta-feira, 22 de junho de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
O POETA E EU - Marcelo Roque
O Poeta e Eu
Há um poeta
que se passa por mim
Que escreve por minhas mãos,
chora pelos meus olhos
e sorri pelo meu riso
Há um poeta
que se passa por mim
Que come a minha comida,
descansa no meu sono
e se diverte com meus amigos
Há um poeta
que brinca com meu cachorro,
conta estórias para dormir meu filho
e sonha, cada um dos meus sonhos
Há um poeta
que se passa por mim,
e assim se passa,
tão completamente que,
onde quer que vá, eu vou,
e com quem quer que esteja,
eu sou
Marcelo Roque
Há um poeta
que se passa por mim
Que escreve por minhas mãos,
chora pelos meus olhos
e sorri pelo meu riso
Há um poeta
que se passa por mim
Que come a minha comida,
descansa no meu sono
e se diverte com meus amigos
Há um poeta
que brinca com meu cachorro,
conta estórias para dormir meu filho
e sonha, cada um dos meus sonhos
Há um poeta
que se passa por mim,
e assim se passa,
tão completamente que,
onde quer que vá, eu vou,
e com quem quer que esteja,
eu sou
Marcelo Roque
domingo, 19 de setembro de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
AFINIDADE - Marcelo Roque
Com a palavra me deito,
me levanto;
com ela faço amor
Em sua companhia me sento à mesa,
e nos fartamos,
de tudo aquilo que nos sobra
e nos é escasso
Juntos, conhecemos outros mundos,
outras línguas,
outros tempos
Conheço mais a mim mesmo,
e mais ainda, me desconheço
Somos assim, tão íntimos,
a ponto de misturar nossas roupas nas gavetas,
de calçar um, o sapato do outro,
e de tomarmos o mesmo banho
E tamanha é a nossa afinidade,
que somos até mesmo capazes de chegar ao extremo
de amar a mesma pessoa
Marcelo Roque
me levanto;
com ela faço amor
Em sua companhia me sento à mesa,
e nos fartamos,
de tudo aquilo que nos sobra
e nos é escasso
Juntos, conhecemos outros mundos,
outras línguas,
outros tempos
Conheço mais a mim mesmo,
e mais ainda, me desconheço
Somos assim, tão íntimos,
a ponto de misturar nossas roupas nas gavetas,
de calçar um, o sapato do outro,
e de tomarmos o mesmo banho
E tamanha é a nossa afinidade,
que somos até mesmo capazes de chegar ao extremo
de amar a mesma pessoa
Marcelo Roque
domingo, 2 de maio de 2010
ESPELHO - Poesia de Marcelo Roque
Tolo é o poeta que acredita
com os seus poemas
poder mudar o mundo
O que não percebe,
é que é o mundo quem dita os seus versos
Marcelo Roque
com os seus poemas
poder mudar o mundo
O que não percebe,
é que é o mundo quem dita os seus versos
Marcelo Roque
quinta-feira, 8 de abril de 2010
LIBERTA
Que seja livre minha poesia
Liberta das sombras do mundo
e fiel mensageira das coisas não ditas
Que despreze a tênue linha entre o bem e o mal,
e que não respeite nada,
nem mesmo as vontades do poeta
E que não sejam apaziguadores os seus versos,
posto que é a provocação quem alimenta a alma
E que finalmente por ser assim, livre,
venha a ser bela,
simplesmente bela;
voando acima da cabeça dos homens
e ao lado do coração das crianças
Marcelo Roque
Marcelo Roque
Liberta das sombras do mundo
e fiel mensageira das coisas não ditas
Que despreze a tênue linha entre o bem e o mal,
e que não respeite nada,
nem mesmo as vontades do poeta
E que não sejam apaziguadores os seus versos,
posto que é a provocação quem alimenta a alma
E que finalmente por ser assim, livre,
venha a ser bela,
simplesmente bela;
voando acima da cabeça dos homens
e ao lado do coração das crianças
Marcelo Roque
Marcelo Roque
quinta-feira, 25 de março de 2010
ADMIRÁVEL MUNDO NOVO - Poesia de Marcelo Roque
Sejam as máquinas visíveis ou invisíveis
é o meu sangue quente
que corre entre suas juntas frias
Alimentando-as com a vida, até então,
restrita as fibras de minha carne
Reinventando assim o meu corpo
e expandindo minh'alma,
para além das fronteiras do meu peito
Marcelo Roque
é o meu sangue quente
que corre entre suas juntas frias
Alimentando-as com a vida, até então,
restrita as fibras de minha carne
Reinventando assim o meu corpo
e expandindo minh'alma,
para além das fronteiras do meu peito
Marcelo Roque
segunda-feira, 22 de março de 2010
TEMPOS MODERNOS - Marcelo Roque
Sou apenas mais um neste mundo
Tão igual a todos os outros,
e tão diferente,
de mim mesmo
Marcelo Roque
Tão igual a todos os outros,
e tão diferente,
de mim mesmo
Marcelo Roque
sábado, 13 de março de 2010
ECOS - Poesia de Marcelo Roque
Pode o tempo ruir meu castelo,
dispersar meus sonhos,
secar minha carne
Pode o tempo queimar os meus ossos,
enterrar minha estória
e apagar o meu nome
Pode o tempo, tudo ...
Menos calar os meus versos
Ontem, hoje e sempre,
ecos de minha existência
Marcelo Roque
dispersar meus sonhos,
secar minha carne
Pode o tempo queimar os meus ossos,
enterrar minha estória
e apagar o meu nome
Pode o tempo, tudo ...
Menos calar os meus versos
Ontem, hoje e sempre,
ecos de minha existência
Marcelo Roque
segunda-feira, 8 de março de 2010
PLACA DE PETRI - Poesia Marcelo Roque
Sob o ágar dos teus olhos
desdobro-me infinitamente
Ora deixando-me revelar n'alguma lágrima,
ora ocultando-me,
na sombra d'algum sorriso
E quando tudo parece claro,
demasiadamente exato;
eis então que tal claridade ofusca-te os olhos,
escondendo-me ainda mais
sob o clarão de tuas certezas
Uma placa de Petri, ou caixa de Petri é um recipiente cilíndrico,
achatado, de vidro ou plástico que os biólogos utilizam para
a cultura de micróbios.
O nome foi dado a este instrumento de laboratório em honra
do bacteriologista alemão Julius Richard Petri (1852-1921) que
a inventou em 1877 quando trabalhava como assistente de
Robert Koch. É constituído por duas partes: uma base e uma tampa.
Normalmente, para se usar em microbiologia, a placa é parcialmente
cheia com um caldo líquido de ágar onde estão misturados alguns
nutrientes, sais e aminoácidos, de acordo com as necessidades
específicas do metabolismo do micróbio a estudar.
Depois de o ágar solidificar, é aí colocada uma amostra contaminada
pelo micróbio (alguns micróbios têm de ser colocados enquanto o ágar se encontra quente).
Marcelo Roque
desdobro-me infinitamente
Ora deixando-me revelar n'alguma lágrima,
ora ocultando-me,
na sombra d'algum sorriso
E quando tudo parece claro,
demasiadamente exato;
eis então que tal claridade ofusca-te os olhos,
escondendo-me ainda mais
sob o clarão de tuas certezas
Uma placa de Petri, ou caixa de Petri é um recipiente cilíndrico,
achatado, de vidro ou plástico que os biólogos utilizam para
a cultura de micróbios.
O nome foi dado a este instrumento de laboratório em honra
do bacteriologista alemão Julius Richard Petri (1852-1921) que
a inventou em 1877 quando trabalhava como assistente de
Robert Koch. É constituído por duas partes: uma base e uma tampa.
Normalmente, para se usar em microbiologia, a placa é parcialmente
cheia com um caldo líquido de ágar onde estão misturados alguns
nutrientes, sais e aminoácidos, de acordo com as necessidades
específicas do metabolismo do micróbio a estudar.
Depois de o ágar solidificar, é aí colocada uma amostra contaminada
pelo micróbio (alguns micróbios têm de ser colocados enquanto o ágar se encontra quente).
Marcelo Roque
domingo, 21 de fevereiro de 2010
PERFUME DE FELICIDADE!!
Quem cultiva flores,tem mais chances de ser cheiroso!!
perfumado como as rosas ou as madressilvas!
Da mesma forma quem cultiva a felicidade,
tem mais chances de ser feliz!
pessoas são rosas e jasmins,
se lhes damos amor, atenção e carinho,
ambas se tornarão muito mais perfumadas...
perfume de felicidade!
Nadia Stabile - 21/02/10
perfumado como as rosas ou as madressilvas!
Da mesma forma quem cultiva a felicidade,
tem mais chances de ser feliz!
pessoas são rosas e jasmins,
se lhes damos amor, atenção e carinho,
ambas se tornarão muito mais perfumadas...
perfume de felicidade!
Nadia Stabile - 21/02/10
domingo, 7 de fevereiro de 2010
PRESENÇA - Marcelo Roque
Saibas que onde quer que eu esteja, amor meu,
não mais saberei o que é ser sozinho
Por mais que eu atravesse ruas desertas ou,
sinta no rosto,
o gélido vento das desesperanças
E ainda que perdido,
nesta vida não mais me perderei, pois,
serás tu,
sempre tu, amada minha,
a minha partida,
a minha viagem,
e o meu destino ...
Marcelo Roque
não mais saberei o que é ser sozinho
Por mais que eu atravesse ruas desertas ou,
sinta no rosto,
o gélido vento das desesperanças
E ainda que perdido,
nesta vida não mais me perderei, pois,
serás tu,
sempre tu, amada minha,
a minha partida,
a minha viagem,
e o meu destino ...
Marcelo Roque
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A BUSCA
Vivia eu a procurar por ti
e no então silêncio de meu amor,
imaginar as distâncias que nos separavam
E foram muitas as casas que conheci,
e por onde dias, talvez anos, vaguei,
simplesmente,
em busca de algo que me lembrasse teus olhos
Fortalezas construi
onde protegia com minha própria vida
quaisquer vestígios que entendia como teus
E quando perdido em ruas estranhas, ou,
consumido pelo cansaço dos desencontros,
eis que n'algum horizonte, levantava-se tua voz,
recitando-me versos,
que eu haveria de te escrever um dia
E assim, muitos séculos atravessei,
cavando esperanças em cada tempo,
repetindo teu nome sem ao menos sabê-lo,
e buscando-te ainda mais,
quando menos te buscava
E quando teu corpo, em carne,
finalmente postou-se a minha frente,
decretando o que seria o fim, de tão incansável procura;
foi então que pude olhar em teus olhos, e perceber,
que em meio a tantos mares,
montanhas e terras distantes;
era em meu peito que moravas, todo o tempo;
adormecida,
vivendo, pacientemente à espera,
do próprio beijo teu ...
Marcelo Roque
e no então silêncio de meu amor,
imaginar as distâncias que nos separavam
E foram muitas as casas que conheci,
e por onde dias, talvez anos, vaguei,
simplesmente,
em busca de algo que me lembrasse teus olhos
Fortalezas construi
onde protegia com minha própria vida
quaisquer vestígios que entendia como teus
E quando perdido em ruas estranhas, ou,
consumido pelo cansaço dos desencontros,
eis que n'algum horizonte, levantava-se tua voz,
recitando-me versos,
que eu haveria de te escrever um dia
E assim, muitos séculos atravessei,
cavando esperanças em cada tempo,
repetindo teu nome sem ao menos sabê-lo,
e buscando-te ainda mais,
quando menos te buscava
E quando teu corpo, em carne,
finalmente postou-se a minha frente,
decretando o que seria o fim, de tão incansável procura;
foi então que pude olhar em teus olhos, e perceber,
que em meio a tantos mares,
montanhas e terras distantes;
era em meu peito que moravas, todo o tempo;
adormecida,
vivendo, pacientemente à espera,
do próprio beijo teu ...
Marcelo Roque
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
EM BUSCA DO VERSO PERFEITO
Sei que existe um verso perfeito
escondido num canto qualquer de minh'alma
Que sabe os segredos de todas as coisas,
e os meandros, sagrados do amor
E sei que este verso viaja em meu sangue,
entre as margens do meu saber,
iluminando sonhos em minhas retinas
e infinitos amores em meu coração
Marcelo Roque
escondido num canto qualquer de minh'alma
Que sabe os segredos de todas as coisas,
e os meandros, sagrados do amor
E sei que este verso viaja em meu sangue,
entre as margens do meu saber,
iluminando sonhos em minhas retinas
e infinitos amores em meu coração
Marcelo Roque
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