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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

NÁUFRAGO DA UTOPIA - CELSO LUNGARETTI

Blog Náufrago da Utopia - Celso Lungaretti 

 http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/




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2014 (335)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Seringueiro diz que Marina ajudou a privatizar a Amazônia

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/seringueiro-que-trabalhou-com-marina-diz-que-ela-privatizou-amazonia.html




Caros assinantes seguem links de uma entrevista completa com o seringueiro Osmarino Amâncio, feita em Brasileia, no Acre. Companheiro de Chico Mendes, ele avalia os quase dez anos da lei de manejo das florestas públicas aprovada pela então ministra Marina Silva, no governo Lula. 

Consideramos o material relevante para discutir um tema que tem estado quase ausente da mídia corporativa, por motivos econômicos e ideológicos.


A entrevista completa é exclusiva dos assinantes que ajudam a sustentar nossas viagens.


Os vídeos estão nos links abaixo:










A senha para aqueles vídeos restritos aos assinantes é seringueiro2014.


Mais uma vez, obrigado pelo apoio de todos.


Luiz Carlos Azenha, Viomundo


(...)
osmarino_site
segunda-feira, 25 de Agosto de 2014
Seringueiro denuncia Marina Silva e declara apoio a Zé Maria
Osmarino Amâncio é uma liderança histórica dos seringueiros. De sua modesta casa na reserva extrativista Chico Mendes, em Brasileia (AC), ele conversou com a redação do Portal do PSTU
por Jeferson Choma, sugerido pelo leitor Snowden nos comentários, do site do PSTU
Como você conheceu a Marina Silva?
Conheci a Marina nas Comunidades Eclesiásticas de Base. Ela trabalhou como catequista, eu também comecei como catequista e nós trabalhamos juntos. As comunidades eram ligadas à Teologia da Libertação. Depois, ela se candidatou, foi eleita deputada eu fiquei de suplente. Mas aí, em 1993, eu saí do PT por divergir do programa do partido, porque estava vendendo todos os seus princípios. Na época, o PT expulsou algumas tendências como a Convergência Socialista. Eu saí do PT em solidariedade à expulsão destes companheiros.
A Marina fez parte dos empates [mobilizações de seringueiros contra o desmatamento da floresta]. No começo teve uma trajetória boa, mas depois se adaptou à legalidade burguesa, indo ocupar uma cadeira de deputada e, depois, de senadora e ministra. Então, fez a grande traição do movimento dos seringueiros.
O que você pensa sobre a candidatura de Marina Silva à presidência da República?
Eu acho que é um retrocesso total tanto pra questão campesina como pra questão da Amazônia. Ela nunca teve uma preocupação com a questão da educação. Ela foi senadora e nunca teve essa preocupação de fortalecer esse setor.
Na Amazônia, ela fez toda a logística para que o agronegócio e para que as multinacionais pudessem dizimar com todo esse potencial aqui da região.
Acho que estamos numa situação em que os candidatos que tão na frente [das pesquisas] não se diferenciam muito. A Dilma não propõe a reforma agrária, o PSDB e a Marina também não. Na questão ambiental, os três têm a mesma agenda que é a economia verde. Como eles vão sustentar isso? Propondo uma esmola pra classe trabalhadora. Vão propor o Bolsa Família. Aqui na Amazônia vão propor a Bolsa Verde, o Bolsa Floresta. Então, vão distribuir esmola e os bancos vão ser os grandes beneficiários pela política propostas por esses candidatos.
Esse pessoal não governa o Brasil. Eles obedecem a uma política econômica do grande empresariado deste país. A Marina sequer tem uma ideologia. A Marina se apresenta como sendo alguém que não é nem de esquerda, nem de direita. Ela não cumpriu com o seu compromisso quando foi ministra. Ela privatizou a Amazônia com a Lei de Concessão de Florestas Públicas, garantiu que o agronegócio se fortalecesse com a liberação dos transgênicos, não teve uma política dura contra a importação dos pneus usados da Europa e da China.
O que você acha da proposta de Marina a respeito do desenvolvimento sustentável pra Amazônia?
Isso aí é a mercantilização total dos recursos naturais que ela quer implementar aqui. Hoje aqui tudo virou mercado. Hoje se propõe vender toda a madeira como matéria-prima. Tem a proposta do mercado de carbono, que garante aos empresários de Las Vegas poluir lá e “compensar” aqui na Amazônia. Isso é a proposta da economia verde. Sustentável para as multinacionais e para o grande capital.
Isso afeta os seringueiros e os indígenas aqui. A proposta dessa economia verde vai querer expulsar essas populações de suas áreas. Eles não vão poder nem colocar o seu roçado. A Lei de Florestas Públicas vai entregar pra iniciativa privada a sua área de floresta.(...)
LEIA MAIS EM :  http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/seringueiro-que-trabalhou-com-marina-diz-que-ela-privatizou-amazonia.html

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Hoje têm palhaçada ? ... Têm sim senhor !



Novamente o circo esta sendo montado,
de um lado, Obama, do outro, um Republicano
- talvez Romney

Mas bem poderiam ser ;

Mickey x Pato Donald;
Ronald Mc Donald x Tio Sam;
ou Capitão América x Super Mouse ...

Tanto faz ...
Pois apenas mudam as peças do tabuleiro
e não as regras do jogo

Esteja na Casa Branca Obama, Bush
ou Pinóquio, servirão apenas de marionetes
nas mãos da elite dominante,
encabeçada, é claro, pelos famigerados
banqueiros internacionais

Mas como a chamada "democracia" exige governantes
"eleitos" pelo povo, toda esta encenação eleitoreira
se faz necessária

Marcelo Roque

sábado, 20 de novembro de 2010

Explicando a voz da ciência que calou e a espiral que desenrolou.




Osmir Nunes, pela equipe NJR/USP

Publicado em 11 de novembro 2010 por Tecelã ,do Tecela's Blog, encontramos em nosso perfil no Google os seguintes fatos:
“A Universidade de São Paulo é uma das maiores universidades do Brasil e a sexta maior em numero de alunos, sendo a maior entre as publicas. Em 2009 foi eleita como a 53 melhor universidade do mundo, segundo o Conselho Superior de Investigações Cientificas da Espanha. Mas a população sabe o que acontece dentro dos portões da universidade? sabem que existem professores pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação que ajudam a desvendar vários quebra-cabeças científicos e ajudam a construir o conhecimento? Como isso é feito? O que eles fazem dentro das salas e dos laboratórios que podem ajudar a comunidade?
Como as pessoas vêm o que acontece dentro dos portões da Universidade se não através da divulgação cientifica. O papel da divulgação científica e do divulgador vem tomando grande importância dentro da sociedade. Levar a população questões simples, mas importantes como o que são os transgênicos e as células tronco faz com que as pessoas possam construir suas próprias opiniões.
A Universidade de São Paulo além das Comissões de Cultura e Extensão Universitária presentes nas faculdades e Institutos tinha grande contribuição do Núcleo José Reis de Divulgação Científica (NJR) que antes se localizava nos barracões próximos a ECA e o seu site, assim como as revistas ligadas ao NJR, Vox Scientiae e Espiral, ficavam ancorados no site da ECA-USP. Hoje o local está interditado e o site fora do ar.
Faz algumas semanas que li no Jornal do Campus (USP) uma luz a respeito do que estava acontecendo:”
Núcleo José Reis é acusado de irregularidades”
OMITIMOS OS FATOS SEGUINTES, POIS NADA AJUDAM A ESCLARECER O MOMENTO QUE VIVEMOS. ESTES FATOS SE ENCONTRAM NAS MÃOS DO JURISTA DALMO DE ABREU DALLARI, QUE NOS REPRESENTA, E PROMETE REABERTURA DAS SALAS DO NJR E A VOLTA DA NORMALIDADE. NÃO PODEMOS ACEITAR UMA ATITUDE FASCISTA NA UNIVERSIDADE.
Voltando a articulista a quem cumprimentamos, e gostaríamos que houvesse mais como ela, eis suas palavras: “ O que a mim pesa e acredito deveria preocupar a USP e o seu reitor são os inúmeros artigos ligados a divulgação científica com o papel de esclarecer que também foram interditados, e dessa maneira negado o acesso a população, além do acervo lacrado junto a sala em que ficava o NJR.
Procurando pelo google vi algumas coisas relacionadas a esse assunto, como o estatuto do NJR:
http://www.usp.br/leginf/resol/r5834m.htm
Minha esperança é de que as coisas sejam rapidamente resolvidas para que o prejuízo que vem sendo causado por essa interdição de conhecimento pare de calar a voz da ciência. Esperemos o desenrolar dessa história”. Nós também esperamos, inclusive com direito de eleições democráticas e a volta da liberdade de expressão.

O prof. Osmir Nunes é Mestre pela ECA/USP, doutorando Em História da Ciência, USP_

domingo, 10 de janeiro de 2010

GUERRA DA SUCESSÃO FAZ DO PROGRAMA DE DIREITOS HUMANOS UM ALVO

Dica de filme para o presidente Lula...

Mal entrou 2010, a campanha presidencial foi deflagrada para valer.

Não se iludam: é isto que está por trás do bombardeio contra a 3ª versão do Programa Nacional dos Direitos Humanos.

E os litigantes também acabam de ficar totalmente definidos. A verdadeira disputa não se vai travar entre Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva ou quem quer que seja.

Será entre o campo da direita, que detém o poder real -- o econômico --, traduzido na absoluta tendenciosidade com que a indústria cultural hoje aborda os tatos políticos, expressando sempre os interesses dominantes e invariavelmente mandando às favas a apuração e a disponibilização da verdade; e o campo da esquerda, que tenta contrabalançar a inferioridade de forças magnificando seus trunfos, quais sejam o fato de geralmente estar defendendo o bem comum contra a ganância predatória e a desumanidade capitalistas, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as ações do Governo Federal e a capacidade de mobilização dos movimentos sociais.

As escaramuças dos dois últimos anos já prenunciavam uma guerra cruenta. Duas delas, principalmente: o Caso Cesare Battisti e a polêmica sobre a punição dos torturadores do regime militar.

Em ambas, o fato gerador foi deturpado e superdimensionado ao extremo, em função do propósito obsessivo da direita de impor derrota contundente ao que há de mais representativo da esquerda no Governo Lula.

Daí o tratamento editorial de parcialidade absoluta, grita histérica e rolo compressor goebbeliano que a grande imprensa adotou, revelando, ademais, indisfarçado empenho em direcionar os acontecimentos, tangendo-os na direção contrária dos direitos humanos e das práticas civilizadas.

Agora, é para valer: a preliminar acabou e já estamos na partida principal.

Os primeiros a contestar o PNDH-3 foram os que estão na linha de frente do esquema direitista: comandantes militares que até hoje defendem a barbárie protagonizada por seus colegas de farda durante a ditadura de 1964/85.

UMA VELA PARA DEUS, OUTRA PARA O DIABO

Como no passado, os representantes dos interesses mais espúrios e retrógrados continuam acendendo uma vela para Deus e outra para o diabo: sonham com o êxito eleitoral, mas não descartam uma virada de mesa se vierem a sofrer a terceira derrota consecutiva.

Daí a insistência com que tentam atrelar a caserna aos seus propósitos de conquista do poder, exatamente como faziam durante os governos de Getúlio Vargas, Jânio Quadros e João Goulart.

As forças democráticas, entretanto, rechaçaram firmemente a pressão descabida que eles tentaram exercer sobre o comandante supremo das Forças Armadas -- o que, aliás, deveria ter-lhes valido (e também ao seu ancião de recados) a imediata destituição, como insubmissos que atropelaram a hierarquia e se manifestaram sobre o que está fora de sua alçada nas democracias.

Lula perdeu uma boa oportunidade para esmagar o ovo da serpente, mas não deu mostras de que se vergaria ao blefe militar: simplesmente postergou qualquer decisão por prazo indefinido (alguns disseram que se posicionaria quando voltasse de suas férias, outros em abril, mas poderia também ser nunca...).

Quando sua blitzkrieg atolou na indiferença presidencial, o Estado-Maior direitista lançou uma segunda ofensiva, no último dia 7, mobilizando uma constelação de efetivos secundários, mas fortes ao serem utilizados em conjunto.

O toque de clarim para o ataque, como sempre, foi dado pelo Jornal Nacional; as evidências de ação orquestrada saltaram aos olhos.

Enquanto os eternos golpistas nem sequer enrubeceram ao tentarem vender como uma tentativa de golpe o que não passou de ingenuidade canhestra do secretário especial de Direitos Humanos Paulo Vannuchi, coube ao comentarista político Fernando de Barros e Silva dissipar a cortina de fumaça:
"...o documento (...) prevê iniciativas em praticamente todas as esferas de governo.

"Da taxação de grandes fortunas à descriminalização do aborto, do enquadramento dos planos de saúde ao financiamento público de campanha (...) tem-se a impressão de que nesse programa tudo pode porque, no fundo, nada é para valer...

"Abrindo tantas frentes sem que de fato se comprometa com nenhuma, o ministro Paulo Vannuchi passa por promotor de eventos. O decreto que Lula assinou é um documento oficial, mas, sem efeito prático, confunde-se com uma carta de intenções."
Ao incluir nessa colcha de retalhos problemas que não são cacterísticos ou exclusivos da área de direitos humanos, Vannuchi parece não ter levado em conta o magnífico trunfo que concedia, de mão beijada, ao inimigo, na batalha para formar opinião.

Multiplicou e imantou os adversários, colocando a todos sob o comando dos inimigos ideológicos.

Ou seja, propiciou a formação de uma coalisão contrária praticamente invencível.

LUTA EM VÁRIAS FRENTES: PÉSSIMA ESTRATÉGIA

O quadro se delineava tão desastroso que nem me animei a fazer comentário para público mais amplo. Restringi a avaliação ao meu blogue:
"Lutarmos em todas essas frentes ao mesmo tempo é péssima estratégia. Não sabemos nem por onde começar.

"O que essa gente quer é o aval do Lula para retalhar e desfigurar todo o PNDH, inclusive a importantíssima instituição da Comissão Nacional da Verdade.

"Se eu estivesse no lugar do Paulo Vanucchi, nem tentaria resistir a esse rolo compressor. Abriria mão de algumas medidas, para retirar do campo de batalha parte dessas forças (algumas não passam de adversárias circunstanciais, as outras são inimigas figadais).

E fincaria pé na manutenção das que realmente importam..."
Talvez seja presunção acreditar que Vannuchi esteja seguindo o meu conselho, mas foi exatamente a linha de defesa que ele escolheu, ao condicionar sua permanência no governo ao não desvirtuamento da proposta realmente importante do PNDH-3, a instituição da Comissão Nacional da Verdade.

Sua tomada de posição é manchete (principal chamada de capa) da Folha de S. Paulo deste domingo (10): Vannuchi ameaça demissão se plano punir torturados. Eis os principais trechos:
"...Paulo Vannuchi, disse ontem à Folha que (...) pedirá demissão caso o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos seja alterado para permitir a investigação de militantes da esquerda armada durante a ditadura militar (1964-1985), como exigem o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e as Forças Armadas.

"...'o que não posso admitir é transformarem o plano num monstrengo político único no planeta, sem respaldo da ONU nem da OEA', disse.

"Ele condena a tentativa de colocarem no mesmo nível torturadores e torturados. Uns agiram ilegalmente, com respaldo do Estado, os outros já foram julgados, presos, desaparecidos e mortos, comparou o secretário, citando o próprio presidente Lula, que foi julgado e condenado a três anos (pena depois revista) por liderar greves no ABC."
CAPITULAÇÃO ENSEJARIA DERROTAS AINDA PIORES

Foi o que eu afirmei no meu artigo de domingo passado:
"...o imperativo é que não se desvirtue a nova versão do PNDH.

"Que haja mesmo uma Comissão da Verdade, incumbida de levantar o véu que ainda encobre muitas práticas hediondas da ditadura.

"E que nem sequer se cogite a concessão da contrapartida que os militares estariam exigindo: a apuração simultânea dos excessos eventualmente cometidos pelos resistentes.

"Pois há uma diferença fundamental entre o que fizeram agentes do Estado por determinação de um governo golpista e o que fizeram cidadãos no curso de uma luta de resistência à tirania, travada em condições dramáticas e de extrema desigualdade de forças.

"O certo é que essa pretensa isonomia vem sendo há muito reivindicada nos sites de extrema-direita como o Ternuma, A Verdade Sufocada e Mídia Sem Máscara; nas tribunas virtuais dos militares, tipo Coturno Noturno; pelos eternos conspiradores do Grupo Guararapes; pelos remanescentes da ditadura (Jarbas Passarinho), da repressão (Brilhante Ustra), etc.

"No fundo, o que os comandantes militares estão querendo é munição propagandística para, contando com a conivência de setores da imprensa, tentarem diminuir o impacto das atrocidades da ditadura que deverão vir à tona.

"Daí ser fundamental que o Governo rejeite cabalmente tal pretensão."
Colocada a questão como Vannuchi acaba de colocar, temos de lhe dar total apoio e respaldo. O PNDH pode ser alterado em outros pontos, há penduricalhos passíveis de serem removidos, mas do que ele tem de essencial não devemos abrir mão, em nenhuma hipótese!

Mais: mesmo Vannuchi sendo, como admitiu, "um fusível removível", jamais deverá deixar o Ministério antes daqueles que estão no governo para melhor fazerem oposição ao governo, como os ministros da Defesa e da Agricultura.

Capitular ante um desafio tão frontal como o que a direita lhe lançou é pavimentar o terreno para muitas outras derrotas, até a derrocada final -- que o presidente Lula tenha isto bem claro na sua mente.
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