Mostrando postagens com marcador AMAZÔNIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AMAZÔNIA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Rios Voadores clip Antonio Nobre - Pesquisa FAPESP



https://www.youtube.com/watch?v=34Y93Ar4tCA




Publicado em 22 de abr de 2016

Antonio Donato Nobre explica como e porque os Rios Voadores são ligados à florestas nativas, e qual as consequências benéficas para o ciclo hidrológico da América do Sul desse funcionamento magnifico da Natureza.




INÍCIO 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Documentário: Crianças da Amazônia (Promo)



https://www.youtube.com/watch?v=yxVFfkqckSQ



Publicado em 27 de jul de 2015
Crianças da Amazônia acompanha a cineasta brasileira Denise Zmekhol em sua
viagem, pela estrada BR 364 até o coração da Amazônia, à procura das
crianças Suruí e Negarotê que ela havia fotografado 15 anos antes. É um
filme sobre uma viagem, em parte uma viagem no tempo - uma jornada que
conta a história do que aconteceu na vida da maior floresta do planeta
quando a estrada cortou suas terras.
 

Curta! Arte, Cultura, Pensamento e Sociedade com consistência na sua TV. Na NET 56, GVT 83, Claro TV 69, OiTV 76, VivoTV 103.

Acesse o Facebook e fique por dentro das últimas novidades do canal: https://www.facebook.com/CanalCurta


INÍCIO 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

12 DE FEVEREIRO DE 2016, 11 ANOS DO ASSASSINATO DA FREIRA DOROTHY STANG

Assassinato de freira defensora da Amazônia Dorothy Stang completa 11 anos(*2016)

http://infoamazonia.blogosfera.uol.com.br/2015/02/13/assassinato-de-freira-defensora-da-amazonia-dorothy-stang-completa-10-anos/





por Stefano Wrobleski
Dorothy-Stang1 

O assassinato de Dorothy Mae Stang completou dez anos. Irmã Dorothy, como era conhecida, morreu em 12 de fevereiro de 2005 aos 73 anos depois de ser atingida por seis tiros dentro de Esperança, uma reserva do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ativista dos direitos socioambientais, Dorothy pressionou por anos pela criação da área – um modelo de desenvolvimento sustentável da Amazônia. “Ela começou a irritar muita gente com isso”, lembra o Padre José Amaro Lopes de Souza, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que trabalhou com Dorothy por 15 anos.
Os 26 mil hectares que hoje perfazem o local ficam no município paraense de Anapu, a cerca de 600 quilômetros de Belém. Ali, 261 famílias extraem da floresta o que precisam e plantam em até 20% da área, mantendo um compromisso de manter os demais 80%. “A exploração é feita com a preservação da mata. O corte da madeira é feito só em um lugar e não é raso. Quando o agricultor volta para o segundo corte, a mata já está regenerada”, conta Gercino José da Silva Filho, ouvidor nacional agrário desde 1999.
O assentamento das famílias provocou um acirramento dos conflitos fundiários na região, que já eram intensos. Segundo estudo de 1999 do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Pará é um dos estados com o maior número de terras griladas no país, com cerca de 30 milhões de hectares em situação irregular – o que equivale a cerca de um quarto de toda a área do estado, de 124 milhões de hectares.
É o caso do lote 55 do PDS Esperança, uma área de três mil hectares que fica bem no centro do assentamento. Disputada por Regivaldo Pereira Galvão, o “Taradão”, como é conhecido, que alegava ter a posse do terreno. Foi lá que Irmã Dorothy foi assassinada pelos tiros disparados por Rayfran das Neves Sales (conhecido como “Fogaió”).
Mas Fogaió não estava sozinho. As investigações policiais concluíram que ele teve companhia de Clodoaldo Batista (apelidado de “Eduardo”) no momento do crime. Na Justiça, o Ministério Público Federal (MPF) defendeu que o assassinato havia sido encomendado. O pedido partira de Regivaldo e de Vitalmiro Bastos de Moura, o “Bida”, que também era fazendeiro da região. Eles usaram Amair Feijoli da Cunha, o “Tato”, para intermediar a ordem de assassinato.
“A gente já tinha sido avisado. Um homem havia nos ligado e contado que recebera a proposta de matar a Dorothy por R$ 50 mil e a mim por R$ 25 mil”, conta Padre Amaro. “Mas algo tocou o coração dele. Ele desistiu e nos contou”, emenda.
Na Justiça, todos os réus foram condenados, em um processo que ainda só não foi finalizado para Taradão, que tenta recorrer da sentença de 30 anos de reclusão decidida em 2010 por um júri popular. Ele ainda não foi preso. Ao longo de dez anos, três dos cinco acusados pelo assassinato de Irmã Dorothy passaram por dois ou mais julgamentos até as decisões finais, que condenaram todos a penas entre 17 e 30 anos de prisão.

Veja abaixo linha do tempo detalhada com as movimentações judiciais do caso


O assassinato de Dorothy é emblemático. Mesmo com a repercussão internacional que o caso teve, 167 pessoas foram assassinadas em zonas rurais no Pará, de acordo com dados da Ouvidoria Agrária Nacional. Ao menos 40 das mortes foram decorrentes de conflitos agrários. Outras 48 ainda estão sendo investigadas. Para Amaro, o governo precisa “arregaçar as mangas, fazer o assentamento, colocar a política voltada para o trabalhador”. “Aí o pessoal não fica à mercê desses grandes que ficam grilando”, conclui.
Além da grilagem de terras, outro elemento que torna o caso significativo e que também está ligado à violência no campo é a conexão entre Bida, acusado de ser um dos mandantes, e o trabalho em condições análogas às de escravos. Em 2004, oito meses antes do assassinato de Dorothy, Bida foi flagrado por equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério Público do Trabalho superexplorando 20 pessoas na Fazenda Rio Verde, de sua propriedade e também em Anapu.
Pelo caso, o fazendeiro foi incluído em 2006 na “lista suja” do trabalho escravo – um dos principais mecanismos de combate a este tipo de exploração, mantido pelo MTE e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e usado por empresas de diversos setores preocupadas com os impactos socioambientais dos produtos que produzem. Na esfera criminal, o Ministério Público Federal entrou com uma ação em 2007 para responsabilizar Bida pelo caso. Ainda não houve qualquer decisão. Se for considerado culpado, o fazendeiro pode pegar uma pena de dois a oito anos de detenção, além de multa.
O Pará é a unidade da federação com o maior número de trabalhadores resgatados de trabalho em condições análogas às de escravos, com 12,6 mil vítimas libertadas entre 1995 – quando o governo reconheceu a existência de escravidão contemporânea no Brasil – e 2013, segundo dados organizados pela ONG Repórter Brasil.
Bida ainda acumula multas por infrações ambientais. De acordo com matéria de 2005 do jornal Folha de S. Paulo, o fazendeiro foi multado em duas ocasiões pela destruição de mata nativa do lote 55 do PDS Esperança. Além disso, 33 motosserras suas, estimadas em R$ 55,8 mil, foram apreendidas. 


Quantos foram os homícidios no campo no Pará? (*ACESSAR O LINK ACIMA) 


Passe o mouse sobre as barras para ver a quantidade de assassinatos na zona rural do estado, organizados por tipo, nos dez últimos anos
 

O assassinato de Dorothy Stang trouxe visibilidade à região. Dez anos depois, com pressão dos assentados e de missionários que atuam na região, o Incra construiu casas e estradas para os trabalhadores: “Antes nem casa pra morar o pessoal tinha. Agora tem, com energia elétrica. Aconteceu alguma coisa de lá pra cá, mas [o Incra] é muito na base da enrolação”, diz o Padre Amaro. O órgão também instalou duas guaritas nas entradas da reserva para controlar a retirada ilegal de madeira: “Houve uma inibição aos madeireiros, mas os fundos ainda estão desassistidos”. O padre conta também que, nos últimos anos, os agricultores conseguiram a formação de técnicos para auxiliar com a roça.

O desmatamento em Anapu já chegou a níveis alarmantes. Em 2012, foi incluído em uma lista do Ministério do Meio Ambiente dos campeões de desmatamento. Entre 2009 e 2011, o município acumulou 6,1 mil quilômetros quadrados desmatados – mais da metade da área total de Anapu, que tem 11,8 mil quilômetros quadrados.


Confira abaixo o desmatamento na região. Ative a camada de dados do governo para ver também informações de 1971 a 1991 (IBGE) e de 2004 a 2014 (INPE – Prodes)







INÍCIO 


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 30 de setembro de 2014

HOLOCAUSTO FLORESTAL - "A NATUREZA GRITA..." - POETA DEL CHAVES

 HOLOCAUSTO FLORESTAL
 por Del Chaves

"...desmatamento zero..."
"...a arrogância pra política demente..."
"...devastação bestial..."
"...holocausto florestal..."
"...cachoeira de asneiras que é a tv brasileira..."


VEJA O POETA GRITANDO POR GAIA: https://www.youtube.com/watch?v=sel-eCom5qU&feature=youtu.be 








quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Seringueiro diz que Marina ajudou a privatizar a Amazônia

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/seringueiro-que-trabalhou-com-marina-diz-que-ela-privatizou-amazonia.html




Caros assinantes seguem links de uma entrevista completa com o seringueiro Osmarino Amâncio, feita em Brasileia, no Acre. Companheiro de Chico Mendes, ele avalia os quase dez anos da lei de manejo das florestas públicas aprovada pela então ministra Marina Silva, no governo Lula. 

Consideramos o material relevante para discutir um tema que tem estado quase ausente da mídia corporativa, por motivos econômicos e ideológicos.


A entrevista completa é exclusiva dos assinantes que ajudam a sustentar nossas viagens.


Os vídeos estão nos links abaixo:










A senha para aqueles vídeos restritos aos assinantes é seringueiro2014.


Mais uma vez, obrigado pelo apoio de todos.


Luiz Carlos Azenha, Viomundo


(...)
osmarino_site
segunda-feira, 25 de Agosto de 2014
Seringueiro denuncia Marina Silva e declara apoio a Zé Maria
Osmarino Amâncio é uma liderança histórica dos seringueiros. De sua modesta casa na reserva extrativista Chico Mendes, em Brasileia (AC), ele conversou com a redação do Portal do PSTU
por Jeferson Choma, sugerido pelo leitor Snowden nos comentários, do site do PSTU
Como você conheceu a Marina Silva?
Conheci a Marina nas Comunidades Eclesiásticas de Base. Ela trabalhou como catequista, eu também comecei como catequista e nós trabalhamos juntos. As comunidades eram ligadas à Teologia da Libertação. Depois, ela se candidatou, foi eleita deputada eu fiquei de suplente. Mas aí, em 1993, eu saí do PT por divergir do programa do partido, porque estava vendendo todos os seus princípios. Na época, o PT expulsou algumas tendências como a Convergência Socialista. Eu saí do PT em solidariedade à expulsão destes companheiros.
A Marina fez parte dos empates [mobilizações de seringueiros contra o desmatamento da floresta]. No começo teve uma trajetória boa, mas depois se adaptou à legalidade burguesa, indo ocupar uma cadeira de deputada e, depois, de senadora e ministra. Então, fez a grande traição do movimento dos seringueiros.
O que você pensa sobre a candidatura de Marina Silva à presidência da República?
Eu acho que é um retrocesso total tanto pra questão campesina como pra questão da Amazônia. Ela nunca teve uma preocupação com a questão da educação. Ela foi senadora e nunca teve essa preocupação de fortalecer esse setor.
Na Amazônia, ela fez toda a logística para que o agronegócio e para que as multinacionais pudessem dizimar com todo esse potencial aqui da região.
Acho que estamos numa situação em que os candidatos que tão na frente [das pesquisas] não se diferenciam muito. A Dilma não propõe a reforma agrária, o PSDB e a Marina também não. Na questão ambiental, os três têm a mesma agenda que é a economia verde. Como eles vão sustentar isso? Propondo uma esmola pra classe trabalhadora. Vão propor o Bolsa Família. Aqui na Amazônia vão propor a Bolsa Verde, o Bolsa Floresta. Então, vão distribuir esmola e os bancos vão ser os grandes beneficiários pela política propostas por esses candidatos.
Esse pessoal não governa o Brasil. Eles obedecem a uma política econômica do grande empresariado deste país. A Marina sequer tem uma ideologia. A Marina se apresenta como sendo alguém que não é nem de esquerda, nem de direita. Ela não cumpriu com o seu compromisso quando foi ministra. Ela privatizou a Amazônia com a Lei de Concessão de Florestas Públicas, garantiu que o agronegócio se fortalecesse com a liberação dos transgênicos, não teve uma política dura contra a importação dos pneus usados da Europa e da China.
O que você acha da proposta de Marina a respeito do desenvolvimento sustentável pra Amazônia?
Isso aí é a mercantilização total dos recursos naturais que ela quer implementar aqui. Hoje aqui tudo virou mercado. Hoje se propõe vender toda a madeira como matéria-prima. Tem a proposta do mercado de carbono, que garante aos empresários de Las Vegas poluir lá e “compensar” aqui na Amazônia. Isso é a proposta da economia verde. Sustentável para as multinacionais e para o grande capital.
Isso afeta os seringueiros e os indígenas aqui. A proposta dessa economia verde vai querer expulsar essas populações de suas áreas. Eles não vão poder nem colocar o seu roçado. A Lei de Florestas Públicas vai entregar pra iniciativa privada a sua área de floresta.(...)
LEIA MAIS EM :  http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/seringueiro-que-trabalhou-com-marina-diz-que-ela-privatizou-amazonia.html

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Por que os 'rios voadores' da Amazônia não chegaram a São Paulo este ano?



por Mário Ferreira Neto


 "Por que os 'rios voadores' da Amazônia não chegaram a São Paulo este ano?

Ironicamente desde o início do ano a grande mídia nos inunda com uma enxurrada de manchetes sobre a seca paulista em abordagens superficiais explicando para a população apenas como "falta de chuvas", mas a queda nas precipitações do último verão está longe de ser a regra para o clima desta região. O que pode ter 'quebrado' o grande corredor de rios voadores em formato de bumerangue que costuma existir nos verões da América do Sul? 

A expressão 'rios voadores' foi criada pelo pesquisador José Marengo (Inpe) ao se referir à grande quantidade de água na forma de vapor carregada ao centro-sul do Brasil com uma massa de ar quente (Massa Equatorial Continental - mEc) proveniente da floresta amazônica. Neste começo de ano, a umidade que se desloca com a mEc não chegou a São Paulo e as chuvas ficaram bem abaixo das médias mensais esperadas para o período. Imagens de satélite do Cptec/Inpe das precipitações mensais (figura em anexo) mostram claramente que o bimestre janeiro/fevereiro de 2014 os habituais rios voadores não conseguiram chegar se comparados aos cinco anos anteriores. 

As explicações para anormalidades climáticas como essa são diversas, enquanto para alguns se trata apenas de eventos cíclicos dentro de grandes intervalos de tempo, para outros as razões parecem convergir para possíveis desdobramentos do aquecimento global e da perda de cobertura florestal. O aumento das temperaturas médias da superfície do planeta poderia alterar a dinâmica das correntes marítimas e das massas de ar, já o desmatamento reduz a umidade no ar devido ao fato de que, ao transpirarem, as florestas funcionam como verdadeiras 'bombas d´água' que liberam na atmosfera bilhões de litros na forma de vapor. Sendo assim, ambos os fenômenos parecem influenciar nos padrões climáticos. 

Segue um pequeno esboço com algumas hipóteses para este caso da seca paulista: 

1- O aquecimento global; nos últimos 15 anos foram batidos quase todos os recordes históricos de maiores médias de temperaturas anuais medidos desde 1850; a amazônica enfrentou nos últimos anos a maior seca (2010) e as duas maiores cheias (2009 e 2012) desde o início das medições nos rios em 1902; estaria provocando alterações na dinâmica das massas de ar que atuam na América do Sul; neste contexto de temperaturas médias mais altas, a zona de influência da Massa Tropical Continental - mTc vinda do Paraguai pode ter se redimensionado estacionando o ar quente/seco e impedindo a chegada da umidade da Amazônia, bem como aumentado as temperaturas médias nesta região provocando maior evaporação dos rios/reservatórios e aprofundando lençóis freáticos; 

2- O desmatamento de 22% da floresta Amazônica brasileira (IBGE/Prodes), 47% do Cerrado (MMA) e 91,5% da Mata Atlântica (SOS Mata Atlântica) fez com que essas coberturas vegetais deixassem de prestar importantes serviços ambientais como a regulação das temperaturas médias e o 'bombeamento' de imensa quantidade de vapor d´água para atmosfera resultando nos rios voadores e nas chuvas em São Paulo durante o verão. 

3- O aumento da urbanização do Centro-Sul brasileiro provocaria uma somatória de ilhas de calor aumentando as temperaturas médias e a taxa de evaporação dos rios e reservatórios. 

4. O aumento da população e do consumo de água - a população do estado de São Paulo cresceu 4,2 milhões de 2000 a 2010 (IBGE); 

"5. Outros eventos não elencados (o professor Lucivânio Jatobá de Oliveira, do departamento de Ciências Geográficas da UFPE, sinalizou que houve um avanço mais intenso do anticiclone do atlântico sul que teria influenciado para a estiagem: "Ele ficou mais enérgico e agiu intensamente sobre o Centro-Oeste e partes do Sudeste. Isso gerou bloqueios de frentes e inibição da convecção. Some-se a isso, mesmo que discretamente, a subsidência do ar decorrente do El Niño , que já dava marcas de seu início em março e abril") ou desconhecidos;"

6- Somatória dos fatores citados. 

Em janeiro de 2008 houve um padrão de distribuição de chuvas um pouco semelhante ao que ocorreu este ano, os rios voadores não chegaram a São Paulo, no entanto nos verões seguintes (2009-2013) a umidade vinda da Amazônia se restabeleceu. Nos últimos anos, os pesquisadores Philip Fearnside (Inpa) e Antonio Nobre (Inpe) vêm atentando para evidências de relações bilaterais entre a floresta amazônica e as mudanças climáticas, porém sem grande atenção da mídia. A estiagem virou até motivo de disputa política, mas com um reducionismo da questão. O fato é que os meios de comunicação não se preocuparam em iniciar uma reflexão e discussão com a população sobre as possíveis causas, a maior parte da informação é passada de maneira reduzida e incompleta, o que compromete a conscientização para mudanças nas matrizes energéticas dos países, nas estratégias de conservação/valorização dos serviços ambientais de grandes biomas e na atitude de cada pessoa diante do novo panorama socioambiental."

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Estado de exceção, uma pessoa com quase 100 anos e a Amazônia.



aos seres deste planeta

por quantas privações ?
por quantos *guais ?
por quantas faltas de direitos ?
passa uma pessoa que viveu quase 80 anos ?
e que depois de morrer ainda tem descendentes
por aqui a passar por agruras.
minha mãe faria mais de 90 anos nesta semana
teve uma vida tão complexa quanto a maioria das pessoas
e quanto a maioria dos seres que lutam para sobreviver na floresta Amazônica.


quantos dias tenebrosos um pássaro poderá aguentar até morrer?
quantas horas desoladas um habitante urbano poderá ultrapassar
a tormenta da vida artificial, insalubre e sem direitos ?

quantos filhos e netos ainda terão de ter uma vida desumana por falta
de emprego, ou por total irresponsabilidade de um Estado nojento ?

estes quase 80 anos em que minha mãe esteve neste planeta,
foi o século que houve maior desmatamento de florestas.
nestes últimos 100 anos a natureza sucumbiu graças a ...

pássaros, campos, abelhas, rios, índios, toda flora e fauna,
todos os mares, não podem se extinguir por nossa causa.

pássaros vivem muito menos do que nós, e mesmo assim fazem muito mais pelo
planeta!

caramba, somos grandiosos tanto quanto os pássaros,
temos a razão para poder melhorar as coisas,
mas tá dificil a gente poder afastar os homens
que acabam com tudo e com a gente!

*guais - minha mãe usava muito esta palavra que quer dizer sofrimentos, privações.

Nadia Gal Stabile - 18 de julho de 2014










domingo, 21 de fevereiro de 2010

Planetário em Manaus mostra céu segundo visão dos índios da Amazônia

Ricardo Oliveira/Agência Fapeam
O 
planetário indígena, que tem 8 metros de diâmetro e capacidade para 45 
pessoas deitadas, abre em março
O planetário indígena, que tem 8 metros de diâmetro e capacidade para 45 pessoas deitadas, abre em março

 KÁTIA BRASIL

20/02/10
da Agência Folha, em Manaus

Um planetário cilíndrico para ensinar a astronomia indígena da Amazônia será aberto ao público em Manaus, em março.
Os índios observam as constelações para seus rituais e atividades como o plantio. Mas as figuras formadas pelas estrelas têm nomes e significados diferentes dos da astronomia ocidental.
A instalação, climatizada, fica dentro de um pavilhão do Jardim Botânico Adolpho Ducke, zona leste da cidade.

Ricardo Oliveira/Agência Fapeam
O planetário indígena, que tem 8 metros de diâmetro e capacidade para 45 pessoas deitadas, abre em março
"A Amazônia é cortada pela linha do equador. Como está no meio, o melhor sistema de projeção de uma esfera, que seria a abóbada celeste, é um cilindro", diz Germano Afonso, consultor do Musa (Museu da Amazônia), responsável pelo projeto.
Para desenhar o céu amazônico do planetário, os pesquisadores desenvolveram softwares a partir da astronomia greco-romana e tupi-guarani. Fotos da Via Láctea são a base das projeções.
Consultora do grupo de etnoastronomia do Musa, a índia torá Luciana da Cunha Ferreira, 27, retornou à aldeia em que nasceu para pesquisar o significado das estrelas.
"Minha avó de 93 anos até hoje não precisa de relógio nem de calendário para identificar em que época tem de plantar a mandioca", diz ela.
Ferreira descobriu que no céu dos torás a constelação de Escorpião é uma ave, o mutum. "Quando o pássaro aparece entre os meses de agosto e setembro, é sinal de que a seca será muito forte", diz.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

UM LIVRO SOBRE A AMAZÔNIA REAL - FOTÓGRAFO PEDRO MARTINELLI

 Gente x Mato
O desmatamento da Amazônia ocupou quase semanalmente as páginas de jornais e revistas neste ano de 2008. Ainda assim, apesar de estar no centro da discussão global sobre o meio ambiente, e de representar cerca de 60% do território nacional, a Amazônia ainda parece estar fora do mapa do Brasil.
A maioria dos brasileiros jamais a visitou. Ou, quando o fez, limitou-se à área restrita de um hotel de selva ou ao bumbódromo de Parintins.
No imaginário brasileiro, a Amazônia ainda é uma mistura complexa e confusa de lendas e clichês exóticos, crimes e polêmicas ambientais.
O livro GENTE X MATO, do fotógrafo Pedro Martinelli, é um convite para conhecer a Amazônia real.
Seu ponto de partida é 1970, ano em que teve início o grande projeto de ocupação da floresta, sob o comando dos militares no poder.
Foi nesse ano também que Martinelli conheceu a região, como integrante de uma expedição para contatar os índios Panará.
Desde então, o fotógrafo não parou de percorrer e documentar a vida da maior floresta do mundo, cujas bordas vamos roendo pouco a pouco.
Com 168 imagens, em cor e preto-e-branco, registradas entre 1970 e 2008, GENTE X MATO quer mostrar que a difícil e frequentemente devastadora ocupação da Amazônia é resultado das políticas equivocadas que tiveram início há quase quarenta anos. E que infelizmente continuam em vigor.
Concebido e editado pelo fotógrafo, pelo jornalista/roteirista Marcelo Macca e pelo designer Ciro Girard, GENTE X MATO coloca uma lente de aumento sobre aspectos da vida amazônica que o resto do Brasil ainda insiste em ignorar.
Em formato tablóide, que faz lembrar as antigas revistas que marcaram época na imprensa nacional, como Realidade e O Cruzeiro, GENTE X MATO lança uma pergunta a todos os brasileiros:
“Na Amazônia, o mito, ainda cabem vários sonhos e projetos de futuro. Mas e na Amazônia real? Ainda cabe o quê?”

CLIQUE NAS FOTOS


011
021 051 061 071 081 091 101 111 141 151 0411

CONHEÇA MAIS LIVROS DE PEDRO MARTINELLI ,CLICANDO NESTE LINK:
FONTE : http://www.pedromartinelli.com.br/1/?page_id=33

HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE - LEITORA REGINA ESCREVE SUA OPINIÃO SOBRE AS USINAS

Usina de Belo Monte é opção mais barata e menos poluente

A Região Amazônica é fundamental para garantir o abastecimento futuro do país, com energia mais limpa e barata. E um dos projetos considerados fundamentais e estratégicos pelo presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, é a polêmica hidrelétrica de Belo Monte. Na avaliação de Muniz, as alternativas para o país são: ou Belo Monte ou térmicas a óleo. A construção de Belo Monte sofre forte pressão de ambientalistas e algumas comunidades indígenas, por ser encravada em plena floresta amazônica e provocar alterações na vazão em alguns locais e afluentes do Xingu. Mas Muniz alerta que, sem a usina, o Brasil vai consumir cada vez mais energia de térmicas a óleo, mais caras e grandes emissoras de gases poluentes - O Globo, 14/2, Economia, p.25.
ISA       www.socioambiental.org


 **********************************************
Esse senhor presidente da Eletrobrás, talvez pudesse se informar sobre a existência cada vez mais ativa em todo o mundo civilizado de painéis de energia solar, de espelhos captadores de luz solar (na Espanha), de tentativas enfim, mesmo nos países escandinavos, onde o sol é bem menos brilhante do que na Região Amazônica, de se investir nessa forma de produção de energia.

 abraço,
Regina

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Quadros de uma natureza morta - MILTON HATOUM (AMIGA REGINA ENVIA)

08/01/2010
MILTON HATOUM
Fonte: OESP, Caderno 2, p. D10

O rio é a estrada para toda a vida, escreveu Euclides da Cunha, resumindo a importância da imensa rede fluvial para os habitantes da Amazônia. A outra estrada - de barro, cascalho ou asfalto - poderia ser uma via de circulação de pessoas e mercadorias, mas ela não é só isso.

Na Amazônia, a colonização "à gandaia" (a expressão é também de Euclides) passa, hoje, pelas estradas da Transamazônica, pela Cuiabá-Porto Velho e por outras que ligam o centro do Brasil a Santarém e várias cidades do Norte.

Onde há estrada, há progresso? Não na Amazônia, onde uma estrada é o acesso mais fácil para o desmatamento, exploração predatória de madeira, plantação de soja, colocação de pasto. Isso porque a ausência do poder público ou de uma fiscalização eficiente permite a grilagem de áreas imensas e a consequente colonização e exploração à gandaia da floresta.

Pensei nessas estradas e na outra, fluvial e euclidiana, quando vi as fotos do amazonense Lula Sampaio. Na primeira semana de dezembro do ano passado, Lula visitou o município de Manaquiri, à margem do rio com o mesmo nome, a uns 80 quilômetros de Manaus. As imagens captadas pelo olhar do fotógrafo impressionam. O reflexo de escamas de milhares de peixes boiando no rio produz um belo efeito visual: uma extensa superfície prateada e encrespada, como se fosse uma faixa iridescente e ondulante, sem o reflexo de nuvens densas e enormes, as nuvens esculturais do céu do Amazonas. Mas essa beleza é apenas aparente. Quando se observa detidamente as fotos, a beleza revela violência e morte. Peixes asfixiados no rio raso ou na lama. Peixes sem água, uma ironia trágica no Amazonas. As fotografias lembram quadros de uma natureza morta.

A seca recente na Amazônia matou toneladas de peixes no Manaquiri e em tantos outros rios e lagos da região. Lagos que antes não "despraiavam" tornaram-se imensas calotas de lama cobertas por uma colina de peixes mortos. Fazendeiros, pescadores e ribeirinhos não entendem por que a prefeitura desses municípios não resgata milhares de peixes que sobrevivem por alguns dias. Moradores de Manaquiri olhavam perplexos para o rio transformado em cemitério de peixes. Algo semelhante aconteceu nas comunidades do município de Barreirinha. Nos lagos vizinhos à Terra Preta do Limão, cinco toneladas de peixes apodreceram.

Fala-se muito de crescimento sustentável numa região onde a pobreza e a miséria são insustentáveis. Para os moradores de Manaquiri e Terra Preta do Limão, qual terá sido o significado da conferência sobre o clima realizada recentemente em Copenhague? Ou do fiasco da COP-15?

O aquecimento do planeta não é uma ficção, mas o fato é que as grandes secas e enchentes na Amazônia tampouco são novidades. A grande enchente de 1953 inundou vilas, povoados e cidades, inclusive Manaus. Há registros de secas devastadoras na década de 1930. Mas nos últimos anos a variação incomum do nível das águas do Amazonas e de seus afluentes tem sido frequente, com consequências danosas à população ribeirinha.

É importante que os governantes do mundo discutam formas de evitar catástrofes climáticas. Mas COP-15 é apenas uma sigla abstrata e inútil para milhares de habitantes da Amazônia.

Na mesma semana em que Lula Sampaio fotografava cemitérios de peixes em Manaquiri, a chuva inundava várias cidades do sul e do sudeste, causando sofrimento e dezenas de mortes. Em Manaus, a fumaça proveniente de queimadas da floresta transformou o céu da cidade num cenário estranho, sombrio, meio apocalíptico.

Será esse o cenário do planeta num futuro próximo?

OESP, 08/01/2010, Caderno 2, p. D10

FONTE: http://pib.socioambiental.org/en/noticias?id=77343
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...