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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Por que os 'rios voadores' da Amazônia não chegaram a São Paulo este ano?



por Mário Ferreira Neto


 "Por que os 'rios voadores' da Amazônia não chegaram a São Paulo este ano?

Ironicamente desde o início do ano a grande mídia nos inunda com uma enxurrada de manchetes sobre a seca paulista em abordagens superficiais explicando para a população apenas como "falta de chuvas", mas a queda nas precipitações do último verão está longe de ser a regra para o clima desta região. O que pode ter 'quebrado' o grande corredor de rios voadores em formato de bumerangue que costuma existir nos verões da América do Sul? 

A expressão 'rios voadores' foi criada pelo pesquisador José Marengo (Inpe) ao se referir à grande quantidade de água na forma de vapor carregada ao centro-sul do Brasil com uma massa de ar quente (Massa Equatorial Continental - mEc) proveniente da floresta amazônica. Neste começo de ano, a umidade que se desloca com a mEc não chegou a São Paulo e as chuvas ficaram bem abaixo das médias mensais esperadas para o período. Imagens de satélite do Cptec/Inpe das precipitações mensais (figura em anexo) mostram claramente que o bimestre janeiro/fevereiro de 2014 os habituais rios voadores não conseguiram chegar se comparados aos cinco anos anteriores. 

As explicações para anormalidades climáticas como essa são diversas, enquanto para alguns se trata apenas de eventos cíclicos dentro de grandes intervalos de tempo, para outros as razões parecem convergir para possíveis desdobramentos do aquecimento global e da perda de cobertura florestal. O aumento das temperaturas médias da superfície do planeta poderia alterar a dinâmica das correntes marítimas e das massas de ar, já o desmatamento reduz a umidade no ar devido ao fato de que, ao transpirarem, as florestas funcionam como verdadeiras 'bombas d´água' que liberam na atmosfera bilhões de litros na forma de vapor. Sendo assim, ambos os fenômenos parecem influenciar nos padrões climáticos. 

Segue um pequeno esboço com algumas hipóteses para este caso da seca paulista: 

1- O aquecimento global; nos últimos 15 anos foram batidos quase todos os recordes históricos de maiores médias de temperaturas anuais medidos desde 1850; a amazônica enfrentou nos últimos anos a maior seca (2010) e as duas maiores cheias (2009 e 2012) desde o início das medições nos rios em 1902; estaria provocando alterações na dinâmica das massas de ar que atuam na América do Sul; neste contexto de temperaturas médias mais altas, a zona de influência da Massa Tropical Continental - mTc vinda do Paraguai pode ter se redimensionado estacionando o ar quente/seco e impedindo a chegada da umidade da Amazônia, bem como aumentado as temperaturas médias nesta região provocando maior evaporação dos rios/reservatórios e aprofundando lençóis freáticos; 

2- O desmatamento de 22% da floresta Amazônica brasileira (IBGE/Prodes), 47% do Cerrado (MMA) e 91,5% da Mata Atlântica (SOS Mata Atlântica) fez com que essas coberturas vegetais deixassem de prestar importantes serviços ambientais como a regulação das temperaturas médias e o 'bombeamento' de imensa quantidade de vapor d´água para atmosfera resultando nos rios voadores e nas chuvas em São Paulo durante o verão. 

3- O aumento da urbanização do Centro-Sul brasileiro provocaria uma somatória de ilhas de calor aumentando as temperaturas médias e a taxa de evaporação dos rios e reservatórios. 

4. O aumento da população e do consumo de água - a população do estado de São Paulo cresceu 4,2 milhões de 2000 a 2010 (IBGE); 

"5. Outros eventos não elencados (o professor Lucivânio Jatobá de Oliveira, do departamento de Ciências Geográficas da UFPE, sinalizou que houve um avanço mais intenso do anticiclone do atlântico sul que teria influenciado para a estiagem: "Ele ficou mais enérgico e agiu intensamente sobre o Centro-Oeste e partes do Sudeste. Isso gerou bloqueios de frentes e inibição da convecção. Some-se a isso, mesmo que discretamente, a subsidência do ar decorrente do El Niño , que já dava marcas de seu início em março e abril") ou desconhecidos;"

6- Somatória dos fatores citados. 

Em janeiro de 2008 houve um padrão de distribuição de chuvas um pouco semelhante ao que ocorreu este ano, os rios voadores não chegaram a São Paulo, no entanto nos verões seguintes (2009-2013) a umidade vinda da Amazônia se restabeleceu. Nos últimos anos, os pesquisadores Philip Fearnside (Inpa) e Antonio Nobre (Inpe) vêm atentando para evidências de relações bilaterais entre a floresta amazônica e as mudanças climáticas, porém sem grande atenção da mídia. A estiagem virou até motivo de disputa política, mas com um reducionismo da questão. O fato é que os meios de comunicação não se preocuparam em iniciar uma reflexão e discussão com a população sobre as possíveis causas, a maior parte da informação é passada de maneira reduzida e incompleta, o que compromete a conscientização para mudanças nas matrizes energéticas dos países, nas estratégias de conservação/valorização dos serviços ambientais de grandes biomas e na atitude de cada pessoa diante do novo panorama socioambiental."

terça-feira, 9 de outubro de 2012

DEBATE NA USP;PARTICIPE-Glória Kreinz divulga



Manifesto Incêndio nas favelas: o urbanismo da destruição

Publicação corrigida em 9/10 às 10h50, com alteração da data do evento

A cidade de São Paulo vive uma situação de repressão crescente e constante nos últimos anos. O símbolo menos visível dessa repressão, talvez, é o capital especulativo, reproduzido por bancos, empreiteiras e grandes corporações.

Entendemos aqui repressão como qualquer ação que vise a destruição da dignidade, dos direitos civis básicos e do direito a livre organização, conforme ensina nossa própria Constituição. Repressão também é expropriar, direta ou indiretamente, destruir casas, proibir comercio ambulante, higienizar, através da expulsão da população pobre, as áreas centrais da cidade, reintegrar a posse de prédios vazios com donos devedores, privar o acesso à equipamentos públicos, obrar por transporte publico e sem qualidade, oferecer uma educação sucateada às classes sociais mais pobres, entre tantos outros inerentes a uma urbanização pautada não nos interesses sociais, mas nos interesses econômicos de uma parcela da população que já detém a maior parte da renda – ou seja, uma urbanização que mantém as coisas como estão.

Repressão

As polícias, cumpridoras sanguinárias da lei e da ordem, seguem executando covardemente algumas formas de repressão acima citadas (vide caso da comunidade Pinheirinho em São José dos Campos). Os governantes são diretamente responsáveis, inclusive pelos incêndios criminosos que ultimamente tem acometido as comunidades de trabalhadores pobres, as favelas, que, de tão marginalizadas historicamente, hoje são entendidas no senso comum como sinônimo de todas as coisas ruins que existem na metrópole.

Em São Paulo, existem 1.600 favelas onde vivem milhares de famílias. Histórias de vida são reduzidas a pó a cada incêndio. Passam-se os anos, dezenas de favelas pegam fogo por causas acidentais ou não, e o que se percebe algum tempo depois (num espaço de dias, meses ou anos) é que essas áreas são destinadas ao jogo sujo do capital especulativo, daqueles que não tem coragem de se expor, mas que constroem condomínios de luxo ou equipamentos públicos que priorizam a exclusão. Tais áreas nunca são destinadas à construção de moradia digna que possibilite a manutenção da população no local.

Mazelas

Essa, por sua vez, é enviada às periferias da grande metrópole para que a sociedade não veja a degradação do ser humano, uma vez que São Paulo, a locomotiva do Brasil, não pode demonstrar suas mazelas às pessoas de bens que por ela transitam (vide a cracolândia, que há alguns meses foi limpa com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral e que, pela falta de qualquer projeto social, está de volta ao mesmo lugar e a todo vapor).

Estatisticamente, os incêndios nem aumentaram, nem diminuíram: estão iguais, mantendo um ritmo sinistro de exterminação de vidas. Favela do Pau Queimado, Favela do Canão, Favela do Jaguaré, Favela do Piolho, Favela do Moinho e tantas outras mais incendiadas por capatazes a mando dos grandes empresários da construção civil, que põem fogo numa favela com a mesma tranquilidade com que acendem seus charutos.

Doadoras de Campanhas

A imprensa noticiou que as empreiteras e incorporadoras estão entre as maiores doadoras para as campanhas eleitorais, tanto municipais, quanto estaduais e federais. Entretanto, esta frase está incorreta. Estes grupos não doam, investem. E, como todo investimento, querem retorno, mesmo que seja às custas da vida humana: reintegrações de posse, remoções, parques lineares (com o discurso ambiental por trás), enchentes e, o elemento que tem se notado com mais frequência , os incêndios em favelas. O poder público é o sócio majoritário da perversidade da lógica do mercado, num jogo em que se aproveitam da ocupação de espaços ao longo de décadas e da construção de infraestrutura mínima de vida, para depois agir com formas diretas e indiretas de despejos (pelo aumento do custo de vida nessas regiões), atendendo as necessidades insaciáveis da iniciativa privada. São nesses momentos que as mãos invisíveis do mercado têm cores bem definidas.

Valorização Imobiliária

A crueldade dessa prática se revela ao notarmos que as favelas incendiadas localizam-se, em sua imensa maioria, em áreas de valorização imobiliária, em nítido contraste com a ausência de incêndios em favelas que se encontram em regiões onde a especulação ainda não chegou - nas periferias da cidade, que é onde o poder público quer esconder aqueles que teimam em morar em lugar que não foi “feito para pobre”. O cinismo e o escárnio tomam conta da explicação oficial: o tempo seco. Seriam as periferias de São Paulo mais úmidas que as áreas centrais? Sem dúvida, haverá aqueles que buscarão modelos científicos que legitimem mais uma faceta da violência cotidiana contra a pobreza.

Incêndios Criminosos

Não é segredo que tais incêndios são criminosos. Contudo, ainda assim, o poder público insiste em não investigar seriamente as causa que transformam uma imensidão de histórias de vida em pó. Tudo ocorre com muita naturalidade: o Corpo de Bombeiros, parte constituinte da Polícia Militar, chega nas ocorrências de incêndio em favela quase sempre com muito atraso, usa seus equipamentos para conter o fogo e, sem que isso seja de sua competência, avalia a possível causa do incêndio. Ao passo que, quando a Defesa Civil chega, não há que fazer nenhum trabalho, afinal, a causa já foi apurada.

A fiação elétrica, o famoso gato, entra como principal vilão de uma cidade com combustão espontânea, seguido por descuidos e conflitos domésticos, afinal, só mesmo em casa de pobre panela de pressão pode virar bomba nuclear e um casal-bomba quer destruir a própria residência construída com tanto esforço.

Causas

Assim, se o Estado, por tudo que já foi colocado neste manifesto, não tem nenhum interesse em buscar as raízes destes incêndios, a sociedade civil está fazendo o papel de denunciá-los e exige explicações.

Com esse manifesto queremos convidar a todos, professores (universitários, da rede publica, da rede particular), estudantes (idem), moradores de comunidades que sofrem a repressão do capital selvagem e cidadãos para pensar em modelos de urbanização que confrontem essa fome insaciável da especulação imobiliária e financeira; pensar em propostas - e não somente fazer denuncias - que respeitem a autonomia e a historia de vida de milhares de pessoas que, desamparadas pelo poder público e impelidas pela necessidade, em um enorme exemplo de auto-organização e de coletividade, constroem comunidades complexas, com relações de convivência respeitosa e que nada mais querem do que viver na própria moradia, ter acesso à cidade e serem tratadas com dignidade e respeito pela mesma sociedade que as criou e da qual fazem parte. Reconhecer o direito de permanência dessas comunidades é reconhecer o direito à sua própria história.

Ato-Debate na USP

Por fim, Convidamos a todos a endossar esse manifesto e a participar do ato-debate contra os incêndios na cidade de São Paulo, que será realizado no dia 9 de outubro na USP, no prédio da História e Geografia, com a participação de professores, trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e moradores das comunidades atingidas pelos incêndios

Informações

Ato-debate contra os incêndios criminosos em São Paulo

Data e hora: 10 de Outubro, às 18h30
Local: Prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP
Debatedores: Raquel Rolnik, José Arbex, Jorge Grespan, Rui Braga

Informações: lutadasfavelas@riseup.net

domingo, 22 de agosto de 2010

Dança da Chuva - Marcelo Roque

Dança da Chuva

Todo homem nasce índio,
com os pés descalços,
sedentos por terra vermelha
Mas, quase todo índio,
morre ainda menino,
quando sequer sabe que é índio
Morre junto com cada árvore tombada,
cada rio que perde seu curso,
cada fuligem lançada aos céus
Morre, quando lhe calçam
os sapatos apertados
dum apressado progresso,
quando o ensinam a rezar
para deus e o diabo;
morre, quando lhe acertam o centro do peito
com a temível flecha da vaidade

E pensar que um dia
eu também já fui índio, assim,
como também o foi,
o mais branco dos burgueses
E pensar que um dia,
esta terra toda já me pertenceu
e eu nem sabia,
e pensar que eu já fui desta terra ... um dia

Hoje, perdido de minha tribo,
refugiado em minha fria oca de concreto,
da janela, apenas espero,
espero e vejo a chuva cair, inerte,
e com um olhar
de quem não sabe mais dançar

Marcelo Roque

quarta-feira, 10 de março de 2010

Anvisa interdita 800 mil litros de agrotóxicos da Basf em SP (AMIGA REGINA ENVIA)

Milhares de litros de agrotóxicos fabricados pela Basf, a terceira maior do setor no mundo, foram interditados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na última sexta-feira. A agência afirma que são mais de 800 mil litros e que o número foi calculado de acordo com os dados retirados da própria empresa. Já a Basf diz que são 200 mil litros. A medida da Anvisa abrange produtos usados em mais de 15 culturas, como as de milho, arroz, feijão e café. Ela foi tomada após inspeção realizada na semana passada na fábrica da empresa em Guaratinguetá (SP). A agência diz ter encontrado substâncias não identificadas, componentes de agrotóxicos com validade vencida ou sem essa informação - FSP, 9/3, Dinheiro, p.B4.

Leila Maria Monteiro da Silva

LEIA MAIS :

http://www.socioambiental.org/inst/brsa/index.html

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Entrelinhas(tv Cultura) - Marcelo Ariel



O Entrelinhas entrevistou um escritor que transforma a paisagem apocalíptica de Cubatão em cenário de uma poesia visionária. Fomos até o centro siderúrgico do litoral paulista símbolo da catástrofe ambiental brasileira e pós-moderna para uma conversa com o autor de Tratado dos Anjos Afogados, uma das mais surpreendentes revelações de nossa literatura. Marcelo Ariel faz uma poesia singular, que extrai do colapso social (como o trágico incêndio provocado por um oleoduto na favela de Vila Socó, em 1984) uma poesia repleta de referências eruditas e visões infernais.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O QUE RESTA EM VOCÊ E EM MIM ?

Engenheiro que virou suco
Professora que vira blogueira
Lixo que vira alimento
Ser humano que vira abutre
abutres humanos que consomem gente...
Criança que cheira cola pra espantar a fome
Vidência que vira vontade de morrer
...ir embora deste planeta
Onde só umbigos...se enxergam
Dois pesos, duas medidas...
Para os pobres nada!
E para gatos pingados, tudo!
a depressão cresce mais que lixo tecnológico
Ou mais que o lixo “comida”nas grandes metrópoles!
Restos....o que resta em você e em mim?
Esses restos...servem pra se comer?


Nadia Stabile – 09/06/09

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Boca de Lixo" Parte 1 - Eduardo Coutinho



NOTAS SOBRE "BOCA DE LIXO"
por Cláudio Oliveira

Um pouco para lá da metade do documentário Boca de Lixo, de Eduardo Coutinho, um dos personagens, seu Enock, dirá: "O lixo faz parte da vida. O final do serviço é o lixo. E é dali que começa…

O final do serviço diz que é a limpeza da casa, ir jogando fora o que se desprezou, o que se reciclou, o que findou ali. Mas ele (o lixo) continua ali e dali ele continua pra mais longe ainda…" Aquilo que não serve mais, que foi rejeitado pela cidade, que perdeu a utilidade para nós, o "final do serviço", enfim, nas palavras de Seu Enock, é também o início do documentário.

A câmara passeia pelo lixo e vai encontrar urubus e outros animais alimentado-se dele. E é através do lixo, ainda, que seremos introduzidos às histórias e visões de mundo das pessoas que - surpreendentemente para nós, habitantes privilegiados das cidades - o converte em material de consumo e sustento.(...)LEIA MAIS EM:
FONTE: http://www.mnemocine.com.br/aruanda/lixo_oliveira.htm.

*EDUARDO COUTINHO,(autor de "Cabra Marcado para Morrer" - 1984
filme é uma narrativa semidocumental da vida de João Pedro Teixeira,
um líder camponês da Paraíba, assassinado em 1962.)

sábado, 6 de junho de 2009

Vida nos Recifes (parte 1) - Documentário. Projeto Coral Vivo.



AMEAÇA AOS RECIFES DE CORAIS E A VIDA MARINHA (DA WIKIPÉDIA)

Os seres humanos continuam a representar a maior ameaça aos recifes de coral vivem nos oceanos da Terra. Em especial, em terra a poluição e o excesso de pesca são as mais graves ameaças para estes ecossistemas. A destruição física de recifes, devido ao tráfego marítimo de barcos é também um problema. O comércio de peixe vivo tem sido implicado como um condutor de declínio, devido à utilização de cianeto e outros produtos químicos na captura de pequenos peixes. Por último, as temperaturas da água acima do normal, devido a fenômenos climáticos como El Niño e o aquecimento global, pode causar descoramento do coral. De acordo com The Nature Conservancy, se a destruição continuar no ritmo atual, 70% dos recifes do mundo terão desaparecido dentro de 50 anos. Esta perda seria uma catástrofe econômica para os povos que vivem nos trópicos. Hughes, et al, (2003), escreve que "com o aumento da população humana e a melhora dos sistemas de transporte e armazenamento, a escala dos impactos humanos sobre recifes tem crescido exponencialmente. Por exemplo, mercados de peixes e outros recursos naturais tornaram-se globais, fornecendo procura por recifes recursos longe das suas fontes tropicais".

Atualmente os pesquisadores estão trabalhando para determinar o grau de impácto de vários fatores do sistema de recife. A lista de fatores é longa, mas inclui os oceanos agindo como um dióxido de carbono afunde, as alterações na atmosfera da Terra, luz ultravioleta, acidificação do oceano, biológicas vírus , impactos de poeira tempestades transportando agentes para longe naquilo recife sistemas, vários poluentes e outros... Os recifes são ameaçados para além das zonas costeiras e, portanto, o problema é mais amplo do que fatores de urbanização e da poluição que esses são demasiado causar danos consideráveis.(...)

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Recife_de_coral#Amea.C3.A7as_aos_recifes

Cientistas brasileiros desenvolvem o papel sintético

04 de fevereiro de 2009

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos conseguiram criar o papel sintético, que usa o plástico como matéria prima em vez da celulose. O produto é resistente à água e poderia aumentar a vida útil de livros e cadernos. A informação foi divulgada pela Globo News.

O papel sintético também pode ser usado em outdoors, manuais, cartilhas, fotos e etiquetas. Outra vantagem é que a fabricação consome menos água e energia do que o tradicional.

Para produzir 1 t do papel sintético são necessários 850 kg de plástico reciclado. Com essa quantidade, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.

A idéia já foi testada em larga escala e patentiada. Os pesquisadores agora aguardam o interesse da indústria para que a novidade chegue ao consumidor.

Redação Terra

FONTE: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3491757-EI8147,00.html

Ponto de Mutação - Fritjof Capra



Vídeo baseado na obra O Ponto de Mutação de Fritjof Capra, em que é proposta um visão sistêmica, múltipla e relacional da vida

Vídeo disponibilizado por Laercio Antonio Pilz

LEONARDO BOFF - O NOSSO FUTURO E O DO PLANETA TERRA - PARTE 4/6



VEJA MAIS AQUI : http://www.youtube.com/results?search_type=&search_query=leonardo+boff&aq=f

ILHA DAS FLORES (1989)- JORGE FURTADO (LOCUÇÃO DE PAULO JOSÉ)



Esse curta metragem dirigido por Jorge Furtado é de extrema relevância. Costumo descrever seu impacto como o de um soco. Divertido feito um tapa, e ao mesmo tempo ácido e corrosivo como a própria vergonha humana diante da façanha nossa.

Os simples dez minutos de filme contêm informações até demais, e os minutos gastos para a compreensão do vídeo, com certeza ultrapassam seu tempo de exibição.

CORPO A CORPO - indíos Yanomamis e garimpeiros



Documentário realizado em 1996, com fragmentos poéticos de Reinaldo Jardim, que retrata a delicada relação entre indíos Yanomami e garimpeiros, na floresta amazônica.
Locução do ator Paulo Goulart

sexta-feira, 5 de junho de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

VOCÊ LIGA PARA O PANDA? (05 DE JUNHO - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE)


05 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente

Desde finais do século passado a questão do meio ambiente tem monopolizado as atenções de amplos segmentos sociais e não sem motivo. A escassez crescente de recursos, a poluição em larga escala do solo, do ar e das águas e os deletérios efeitos do aquecimento global são problemas que podem efetivamente comprometer o futuro da espécie humana.

Por isso mesmo, o equilíbrio ambiental tornou-se um paradigma central em muitas políticas públicas e igualmente, uma temática indispensável no cotidiano escolar. A educação ambiental tem, neste sentido, uma importância estratégica. Ninguém pode contestar, a mudança das atitudes diante da natureza tem obrigatoriamente na sala de aula um espaço fundamental na promoção de novos procedimentos e consolidação da consciência ambiental.

Nesta perspectiva, a percepção que tem sido construída a respeito da defesa da natureza interessa a todos os educadores. Afinal, as pessoas se mobilizam a partir do que é conceituado como conservação da natureza, isto é, tendo por marco uma esfera imaginária do natural. Decididamente, integrariam esta iconografia paisagens como a Mata Atlântica, o Pantanal e a Amazônia, assim como as baleias, os golfinhos, a ararinha azul, o mico-leão dourado e certamente, o simpático urso panda. Transformados em verdadeiros ícones da questão ambiental, estas representações são presença marcante nos trabalhos escolares apresentados no transcorrer de comemorações como a Semana do Meio Ambiente e em outros eventos com perfil ecológico.

Assim tem sido durante muitos anos e do ponto de vista da construção do conhecimento, a repetição destas imagens reforça sua influência de um modo incontestável. Contudo, na opinião do autor deste texto, esta postura poderia no mínimo ser questionada. Algumas indagações pertinentes: Trabalhando esta reserva imaginária do natural estaríamos de fato defendendo o meio ambiente? Centrar a atenção nas espécies da vida selvagem consolidaria a defesa dos seus habitat, poupando-as da extinção? Por fim, sendo mais incisivo: este modelo contribui para que as pessoas alterem seu relacionamento com o meio natural?(...)

LEIA NA ÍNTEGRA EM : http://www.cortezeditora.com.br/vc_liga_pro_panda.php

* Maurício Waldman tem formação na USP em sociologia, antropologia e geografia e atua na questão ambiental desde meados dos anos setenta. Foi elencado em enquete do CEBRAP em 2003 como um dos trinta ambientalistas históricos do Estado de São Paulo. Waldman colaborou com Chico Mendes, participou de movimentos em defesa da Represa Billings e foi um dos veteranos da Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDEMA, SP). Foi secretário do meio ambiente de São Bernardo do Campo e Chefe da Coleta Seletiva de Lixo de São Paulo. Tem muitos artigos e livros publicados na área ambiental, trabalha como consultor ambiental e é professor de Pós-Graduação em Gestão Ambiental na PUC-MG. Home-page: www.mw.pro.br; E-mail: mw@mw.pro.br


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