https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=133400187353437&id=100020503691401
O MONITOR DA REPRESSÃO
por *Líbia Luiza
Num esquema geral de enquadramento de ideologias e partidos surgido nas Assembleias Francesas do século XVIII, durante a Revolução Francesa, foram definidos como ''esquerda'' e ''direita'' posições políticas características e por vezes polarizadas.
Para Bobbio (1909, p. 33), ''esquerda'' e ''direita'' não indicam apenas ideologias, mas também posições opostas em relação a diversos problemas cuja solução remete à ação política. Esses contrastes não são só de ideias, mas também de interesses e de valorações a respeito da direção a ser seguida pela sociedade, eles existem em toda sociedade e para o autor, não há possibilidade deles simplesmente desaparecerem.
Não obstante estas definições, alguém pode eventualmente assumir uma posição mais à esquerda numa matéria e uma postura de direita noutra, ou até de extremo sentido em qualquer delas. Além do mais, ainda há outros esquemas de enquadramento que tendem a delimitar entre os conceitos de pensamento ''conservador'' e ''revolucionário''.
Dada tal complexidade, como seria possível, portanto, apontar um pensamento como doutrinador?.
Primeiramente, vejamos a etimologia da palavra: ‘‘Doutrinar 1. (regência múltipla): formular, transmitir, pregar doutrina ou nela instruir alguém; ensinar. "doutrinou a criança (nos princípios da fé)". 2. (transitivo direto): incutir em (alguém) opinião, ponto de vista ou princípio sectário; inculcar em alguém uma crença ou atitude particular, com o objetivo de que não aceite qualquer outra.’’
Partindo de tais definições, é possível verificar que doutrinar está ligado ao sentido de persuadir, estabelecer um ponto de vista como o verdadeiro (sem talvez, mostrar os demais). Parece também se relacionar um pouco com o sentido de ‘‘dogma’’: algo imposto e incontestável. Isto é, verdade absoluta, que deve ser aceita através da autoridade e que não é passível de questionamentos.
Faremos então um recorte simplificado do que é o ensino público brasileiro tradicional e também do que a sociedade em geral pensa sobre ele: numa sala de aula brasileira tradicional, um professor (tradicional) assume uma posição de autoridade: teoricamente, ele é o mais preparado para transmitir informações em alguma matéria específica. Ele posiciona-se de pé, enquanto os alunos estão sentados. Ele fala, os alunos ouvem. Ele também gerencia o comportamento dos alunos, e pune quando achar conveniente. Ademais, os alunos são submissos às ordens deste professor. Podendo ser, inclusive, advertidos ou ainda, expostos à chacota perante os demais por atitudes guiadas pelo próprio professor.
Mostrando postagens com marcador Líbia Luiza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Líbia Luiza. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
O CONSERVADORISMO TRAVESTIDO DE PIADAS
O CONSERVADORISMO TRAVESTIDO DE PIADAS
por Líbia Luíza
15 de novembro às 14:04
Frequente um ambiente tóxico, e com o tempo, o tóxico será normalizado na sua mente.
Isso me faz lembrar daquela frase de Nietzsche, dita em seu livro "Além do bem e do mal": "Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.".
É possível fazer um paralelo da frase com os ambientes tóxicos, nos quais nesses locais os sentidos são afetados ao ponto de chegar a uma ausência de referenciais, a uma ausência de limites...
Imagine um ambiente assim, no qual qualquer um pode livremente expressar seu ódio, desejos mais ocultos e reprimidos, frustrações, e ser... encorajado a fazer isso!.
No submundo da internet existem esses locais, onde pensamentos progressistas, ponderados e razoáveis são rechaçados, e discursos de ódio são levados a sério. A questão é que eles não estão ficando mais só no submundo... Estão vindo à tona, e pior, estão sendo levados a sério por pessoas desavisadas, ignorantes, e também por jovens que caem na tríade: zoeira sem limites/liberdade de expressão (e opressão)/ e no discurso do "é só uma piada".
Não acredito em piadas neutras e despolitizadas, e muito menos em discurso neutro. E sabe quem também não acredita em piadas neutras? Os recrutadores.
Eles usam de todas as armas possíveis na internet para cooptar: piadas, ironias, memes, fake news, factóides, big data, desinformação, discursos de ódio, etc... Uma estratégia que fisga fácil, por exemplo, é a de difundir a mensagem de ódio de uma forma mais suave para que ela fique mais fácil de ser absorvida pelo cidadão médio, como conta esse ex-recrutador no link:
https://www.google.com.br/…/port…/amp/internacional-39161320
Os recrutadores sabem disso, e do poder que isso tem de angariar mais adeptos ao seu grupo e à sua ideologia. Mas os recrutados sabem disso? - é a questão.
O alienado seria capaz de perceber que caiu nesses discursos?. Aí entra outro problema, é que vivemos na era da pós-verdade, na qual uma pessoa acredita mais facilmente naquilo que gostaria que fosse verdade... É aí que as táticas dos recrutadores se encaixam, é algo como: "explore o ódio e garanta a confirmação dele", assim, as ideologias começam a fazer todo o sentido para os recrutados, que de recrutados, se tornam novos recrutadores, mas sem a malícia dos fundadores da ideologia, é claro. Isto é, passam a ser marionetes propagadoras de ideologias, enquanto os fundadores são os titeriteiros que estão no comando em prol de seus interesses.
Parte do recrutamento do ódio também fica a cargo dos think tanks, difusores de pensamentos e interesses dos mais diversos, enquanto outra parte é direcionado aos fóruns, redes sociais, etc, todos interligados.
Isso é um retrato do momento atual, no qual há uma verdadeira guerra online pelo monopólio da verdade, e eu, sigo pensando cada vez mais que o exercício do questionamento, o uso do ceticismo, da lógica, da pesquisa mais a fundo das informações, da filosofia e da ciência, são os caminhos que evitam cair nessas armadilhas, e devem nos conduzir à verdade, ou senão, ao menos numa "quase verdade", como definem alguns lógicos.
É possível fazer um paralelo da frase com os ambientes tóxicos, nos quais nesses locais os sentidos são afetados ao ponto de chegar a uma ausência de referenciais, a uma ausência de limites...
Imagine um ambiente assim, no qual qualquer um pode livremente expressar seu ódio, desejos mais ocultos e reprimidos, frustrações, e ser... encorajado a fazer isso!.
No submundo da internet existem esses locais, onde pensamentos progressistas, ponderados e razoáveis são rechaçados, e discursos de ódio são levados a sério. A questão é que eles não estão ficando mais só no submundo... Estão vindo à tona, e pior, estão sendo levados a sério por pessoas desavisadas, ignorantes, e também por jovens que caem na tríade: zoeira sem limites/liberdade de expressão (e opressão)/ e no discurso do "é só uma piada".
Não acredito em piadas neutras e despolitizadas, e muito menos em discurso neutro. E sabe quem também não acredita em piadas neutras? Os recrutadores.
Eles usam de todas as armas possíveis na internet para cooptar: piadas, ironias, memes, fake news, factóides, big data, desinformação, discursos de ódio, etc... Uma estratégia que fisga fácil, por exemplo, é a de difundir a mensagem de ódio de uma forma mais suave para que ela fique mais fácil de ser absorvida pelo cidadão médio, como conta esse ex-recrutador no link:
Os recrutadores sabem disso, e do poder que isso tem de angariar mais adeptos ao seu grupo e à sua ideologia. Mas os recrutados sabem disso? - é a questão.
O alienado seria capaz de perceber que caiu nesses discursos?. Aí entra outro problema, é que vivemos na era da pós-verdade, na qual uma pessoa acredita mais facilmente naquilo que gostaria que fosse verdade... É aí que as táticas dos recrutadores se encaixam, é algo como: "explore o ódio e garanta a confirmação dele", assim, as ideologias começam a fazer todo o sentido para os recrutados, que de recrutados, se tornam novos recrutadores, mas sem a malícia dos fundadores da ideologia, é claro. Isto é, passam a ser marionetes propagadoras de ideologias, enquanto os fundadores são os titeriteiros que estão no comando em prol de seus interesses.
Parte do recrutamento do ódio também fica a cargo dos think tanks, difusores de pensamentos e interesses dos mais diversos, enquanto outra parte é direcionado aos fóruns, redes sociais, etc, todos interligados.
Isso é um retrato do momento atual, no qual há uma verdadeira guerra online pelo monopólio da verdade, e eu, sigo pensando cada vez mais que o exercício do questionamento, o uso do ceticismo, da lógica, da pesquisa mais a fundo das informações, da filosofia e da ciência, são os caminhos que evitam cair nessas armadilhas, e devem nos conduzir à verdade, ou senão, ao menos numa "quase verdade", como definem alguns lógicos.
*Leia o texto desse link, e saberá do que eu estou falando: http://carloscabanita.blogspot.com.br/2017/03/alt-right-o-fascismo-que-renasce.html?m=1
INÍCIO
Assinar:
Postagens (Atom)
