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segunda-feira, 12 de abril de 2010

"RIZOMA" RESSUSCITADO - DO BLOG VÍRGULA - IMAGEM (MODOLINKAR)

11.01.10

www.rizoma.net

por Marcelo Terça-Nada!

O Rizoma.net foi um importante site que abrigou rico acervo de artigos sobre ativismo, cibercultura e intervenção urbana. O site saiu do ar em 2009, mas o pessoal do CCR está organizando todos os textos do site em e-books disponibilizados para download gratuito.
Faça download dos PDFs, leia e divulgue:

RIZOMA.NET- Afrofuturismo

RIZOMA.NET – Anarquitextura


download (186 páginas
)
visualizar on-line:
Camaléo | Issuu

RIZOMA.NET- Recombinação


download (153 páginas
)
visualizar on-line:
Camaléo | Issuu

RIZOMA.NET- Gibi


download (76 páginas
)
visualizar on-line:
Camaléo | Issuu

RIZOMA.NET- E-spaço

RIZOMA.NET- Câmera Olho

RIZOMA.NET- Desbunde

RIZOMA.NET- Hierografia


download (97 páginas
)
visualizar on-line:
Camaléo | Issuu

RIZOMA.NET- Potlach

>> Mais cinco e-books estão disponíveis para download neste link
Outros lugares e formas para vc acessar os textos do Rizoma:

domingo, 21 de junho de 2009

NOVELAS, TELERROMANCES, TELENOVELAS ....CONTAMINARAM O BRASIL!!

Novela em português é uma narração em prosa de menor extensão do que o romance. Em comparação ao romance, pode-se dizer que a novela apresenta uma maior economia de recursos narrativos; em comparação ao conto, um maior desenvolvimento de enredo e personagens. A novela seria, então uma forma intermediária entre o conto e o romance, caracterizada, em geral, por uma narrativa de extensão média na qual toda a ação acompanha a trajetória de um único personagem (o romance, em geral, apresenta diversas tramas e linhas narrativas).

Etimologicamente, folhetins televisivos de longa duração deveriam ser chamados em português de telerromances, mas o termo de origem espanhola já está consagrado: telenovelas.(...)
CONTINUE LENDO EM : http://pt.wikipedia.org/wiki/Novela

**************************************************
NOVELAS

neste país tudo vira novela
a imprensa faz questão de fazer chorar a vítima
seja ela adulto ou criança
a política é então
a maior novela de terror
ou de humor negro
e o povo tão acostumado
a sofrer diariamente com as novelas
alimenta mais ainda seu masoquismo
vendo seus direitos irem pela descarga abaixo!
tudo se resume numa boa bisbilhotice
coletiva!
este coletivo que adora novelas
é o mesmo que adora consumir
tudo o que os comerciais
nos intervalos das novelas
anunciam!
e assim o círculo nada virtuoso
alimenta-se
as novelas são mesmo
um negócio da China
para engambelar a todos
os doidos e masoquistas
que a televisão
criou!
....perdi o emprego...
...mas o que será que
a
Carolina Dieckmann
fará no capítulo de hoje
junto com o Gilmar Mendes!?

Nadia Stabile - 21/06/09

sábado, 13 de junho de 2009

dentes demais... a culpa é do fogo!

















você já se fez esta pergunta : o que houve com a cabeça da raça humana na fase de transição da era do fogo!? talvez tivessem ainda muitos dentes! o uso e o desuso,neste caso o desuso dos dentes de maneira brutal como acontecia antes da dominação do fogo pelo ser humano,transformou a função dos dentes! com isso não seriam necessários tantos dentes,e nem que fossem tão robustos como antes! o alimento cozido necessita de menos força mecânica para ser triturado! então,as mudanças do contexto talvez se anteciparam à mudança de mentalidade da raça humana! e assim talvez a quantidade exagerada e inútil de dentes,tenha até atrapalhado!
Mas coloco isto para equiparar a outras questões atuais! por exemplo,não é porque foram inventados os métodos contraceptivos , que as mulheres deixaram de ser férteis! e deixaram de ter instinto maternal! o que quero dizer é que a "cultura humana"! antecipa mudanças biológicas,morfológicas,(a lei da herança dos caracteres adquiridos),pelo uso e desuso,pela tecnologia que nos faz deixar de usar certas coisas!...
bom,deve estar muito confuso! pra mim e pra vocês!
quero chegar no assunto TPM,sou mulher e sei bem sobre o que falarei agora,li certa vez que as mulheres modernas sofrem muito mais com a TPM,(síndrome pré menstrual,ou tensão),
a explicação "científica" é que as mulheres antigas engravidavam muito mais vezes e quase nem chegavam a ter muitas menstruações,com as mudanças de contexto as mulheres quase nem chegam a casar-se ou chegam a ser mães mais tarde! (lógico que há as adolescentes que engravidam antes da hora!) mas,por causa da anticoncepção,as mulheres menstruam muito mais! isso gera no inconsciente das mulheres o seguinte: "estou menstruando,mais uma vez que não poderei ser mãe!" (talvez o sangue também por ser um arquétipo relacionado a morte,cause isto,como se a menstruação fosse um aborto!) .
Tentando resumir, o contexto mudou,mas as mentalidades não! o homem pré histórico talvez se sentisse infeliz na transição da era do fogo,por perceber que seus dentes já não possuiam mais a mesma forte e vital função de antes! e assim também a mulher que sente-se meio inútil por não mais procriar como antigamente! (tudo isto inconscientemente!) e como dizia Jung,nosso consciente é uma ilha no oceano do inconsciente!
A lei da herança dos caracteres adquiridos na raça humana é bem distinta da de outros animais,
porque o ser humano é um ser cultural,nossa razão altera nosso habitat e nosso "modus vivendi".
Portanto,a questão do uso e desuso,leva-nos a pensar que talvez tenhamos que usar mais nossa consciência,nosso pensamento para tentar superar e compreender tantas mudanças sociais,
tantas mudanças tecnológicas,assim como o ser humano custou a entender e a dominar o fogo,
talvez tenhamos que entender e dominar melhor as novas tecnologias...

Nadia Stabile - 19/02/08

quarta-feira, 27 de maio de 2009

FALTA TEMPO

"time is money"
falta tempo
falta money
falta paciência
falta vontade
sobra preguiça
falta carinho
faltam horas de sono
o $$$$ faz não dormir
e faz dormir...
falta respeito
sobra desânimo
falta de vergonha
falta de hospitalidade
de humanidade
de compreensão
cada $egundo vale muito!
vale $$$$$$$$$$$
mas falta $$$$$$$
porque falta tempo!!!!
dizem que tempo e $$$ são a saída pra tudo!
mas
falta tempo!
falta tempo pra ganhar $$$$$$$$$
falta $$$$$$$$$ pra ganhar tempo!
só quem tem tempo e $$$$
ganha mais $$$$$$$$$$

Nadia Stabile - 27/05/09

sexta-feira, 22 de maio de 2009

o garoto do outro lado da estrada














a imagem criada por mim,
por minha alma... de um garotinho
que por muitas vezes escondia-se de sua mãe do outro lado da estrada...
é sublime....é a imagem que gostaria nunca este garoto tivesse perdido.
busquei nas imagens do Google um garotinho com suspensórios,
e só encontrei essa aí de cima!
desisti de procurar...esta imagem só existe dentro de mim!
esta imagem está perdida em algum universo paralelo,
onde este ser seria eternamente um garoto do outro lado da estrada.

Nadia Stabile - 22/05/09

intimismo - (SEM CORTES, SEM COIRREEÇÕES e com título besta)

hoje o mundo, a vida ...
mudaram
antes eu escrevia em cadernos...
hoje estou por aqui.
num texto que dizem não ser de Clarice Lispector,
MUDE...diz, mude tudo, troque até a marca de pasta de dentes!
troque tudo,troque de papel, de persona, de blog,
de história!!??...no Google diz que ontem 140 pessoas acessaram este blog.
o extreme diz que só foram 82!!
pra quem quer escrever o que isto importa!
abaixo as estatíscas,abaixo as opiniões alheias!
e viva as opiniões alheias!
sem elas não podemos MUDAR...como no poema que não é de Lispector!
o anarquista Ivan Illich me surpreende,
tenho raizes anarquistas...meio camulfaladas de outra coisa...
mas queria mesmo escrever como o autor da Vila Socó!
sem lembrar-me de meu eu, preciso mudar, este eu já me enjoou!
enjoo fácil das coisas...enjoo de cheiros...sim cheiros ruins
são bem ruíns, certa vez fui num sítio onde muitas cabras viviam!
cheiro ruim, mas talvez pior seja o cheiro do Biosteel!
pra que que misturar aranha com cabra!?
dará uma cabranha ou uma aracabra!?
sim, tecidos indestrutíveis!...cordas mais fortes do que aço!
ligamentos resistentes...
o caos...a teoria do caos nos envolve...e ainda queremos colocar florzinhas...!!??
teorias da conspiração chegam por emails,
e meu pai dizia!!... pra que estudar filosofia!?
e eu aqui parada esperando a morte chegar,
ou ver meu cérebro servido em bandeija de prata!
cadê meus antepassados anarquistas!?
cadê as poesias que não são de Lispector dizendo pra que eu mude?
cadê os estudantes com placas em punho!?
cadê os autores que se assemelham a Lispector ou os que vão além dela?
por que você só fica aí parado ao invés de mudar o que Lispector fez?
por que a maioria dos homens fazem-se de míopes em relação às mulheres?
...se você enxergar mulheres,talvez você vire uma corda de Biosteel!!!

Nadia Stabile - 22/05/09

*sobre Vila Socó :  http://sarauxyz.blogspot.com/2009/05/vila-soco-tragedia-programada-livro-de.html#.W1uXILgnaUk

sábado, 18 de abril de 2009

GRITOS NO UNIVERSO PARALELO - Nadia Stabile

Eis que entrei no universo paralelo!
então era daqui que vinham as vozes!?

sai da barriga de minha mãe!
fui atacada! tapas,muitas mãos a tocar-me!
gritei! lógico!
a primeira coisa que fiz neste
universo paralelo foi gritar!
berrar a plenos pulmões!

hoje dizem que isso era preciso!
Reich disse que a primeira coisa
que fazemos por aqui é berrar! RESPIRAR!!
e o Freud equivocado dizia que a primeira coisa é MAMAR!
grande erro de Freud!
para respirar e berrar não dependemos de ninguém!

outro dia escrevi aqui!
as mães é que deveriam gritar muito quando dessem a luz!
gritar para acordar os doidos homens,
que custam a tocar-se da missão de serem pais!

quem sabe se as mães gritassem,até os bebes
ficariam mais alertas para a vida...
a vida deste universo!!
que nunca foi brincadeira!

Nadia Stabile - 18/04/09

quinta-feira, 16 de abril de 2009

CIBER PICHO - Nadia Stabile (modolinkar com o blog Pichações Ciberespaciais) clique aqui

ciber picho os muros das almas
e as almas dos muros
ciber picho o individualismo
que divide nosso país
ciber picho quem não enxerga os vários "BRASIS"
quem nivela tudo pelo meio
ciber picho os muros que cairam
e que ainda existem
ciber picho os que não conseguem pichar
ciber picho os que continuam dando murros em ponta de faca
que assistem novelas e torcem pros "Ronaldinhos"
e que deixam-se aprisionar pelo quarto poder
ciber picho um povo sonâmbulo
um povo que se rende a mediocridade rotineira
da mídia televisiva
ciber picho os anestesiados pelo consumo
ciber picho porque correr da polícia desnorteada
nunca seria minha praça
ciber picho os que nunca ciber picharam
ciber picho pra unir o útil ao agradável
pra unir o que nunca foi unido
pra navegar ao invés de viver
ciber picho porque sou doida
ciber picho porque não tenho medo do ridículo
este ridículo é menos ridículo do que ser cego
ciber picho senão morreria
ciber picho porque sei que há muito o que descobrir
ciber picho pra recuperar o tempo perdido
o tempo em que assistia novelas
o tempo em que não percebia quais eram as repressões
e porque eu era oprimida
ciber picho pra não vomitar
e pra vomitar fósseis
fósseis emparedados,
fósseis cochichados
fósseis proibidos que por um tempo me enterraram viva
ciber picho pra acordar os mortos
ciber picho pra denunciar os mortos sem sepultura
ciber picho pra continuar viva
ciber picho pra aprender a navegar


ciber picho os muros das almas
e as almas dos muros

nadia stabile
20/07/08

sábado, 11 de abril de 2009

...e os bois já estão sendo renomeados!

"botão mãe! não ícone!
desde os três anos de idade mexo em computador!
é botão...o botão ATUALIZAR!"

a meta-discussão...a luta para dar nome aos bois!
sem nem querer saber o que era semiótica...signos...ícones...
para ele botão ATUALIZAR...para mim ícone ATUALIZAR...
terminologias...ainda desconhecidas de muitos!
os mais velhos...da época em que
nem se falava em ícones...mouses,links...
e os botões eram reais!

a Torre de Babel... o se entender ou não,
a significação das palavras,das coisas...!
para ele o verde é demais,
e para mim o azul!
para o outro,o branco e preto...

dar nome aos bois sempre foi polêmico!
e hoje os bois que já estão sendo desinventados, renomeados...
...mas o que valeu a pena mesmo,foi ver meu filho
adolescente brigar pelos nomes dos bois!...


Nadia Stabile - 11/04/09

sexta-feira, 10 de abril de 2009

QUANTO MAIS, MAIS...

quanto MAIS você,eu e ele consumimos,
MAIS o planeta se acaba!

MAIS geleiras se derretem,
MAIS o nosso fim se aproxima!

cibercultura, sustentabilidade,informação,
e eu aqui escrevendo isso...
não estou me propondo a fazer
um seminário para empresários! rsrsss...
estou aqui a dizer que podemos utilizar
a blogosfera para alertar os caras altamente consumidores!
dizer a eles que consumismo não tem nada a ver com cidadania!
dizer que precisamos de pessoas sérias!
para lidar com esta poderosa e promissora ferramenta!

Tente consumir menos...de tudo!
tente não atrapalhar a vida de seu vizinho ,
e nem de outros seres que nada te fizeram de ruim!
esta época do ano,Páscoa, é ótima para fazermos algo novo!
tentar mudar a nós mesmos é hiper legal nesta época!

Nadia Stabile - 10/04/09

DESÍGNIOS DOS CORPOS

Vilanova Artigas,arquiteto brasileiro,
propunha que a palavra de origem inglesa,
design, fosse traduzida
para a nossa língua como desígnio.

desígnio é mesmo uma palavra extraordinária!
mais do que a palavra desenho,
nos passa a ideia de algo que tem objetivos,
que estão além da forma,do projeto...além do concreto!

faz um tempo...lá em meu outro blog,
prometi que iria tentar escrever
sobre os desígnios de nossos corpos,
de nossos sexos!
esta ideia volta-me agora ,
motivada pelos desígnios
das poesias de Marcelo Roque.
e a conversa "poética" que já faz parte deste SARAU!
continua!

digo aqui que os desígnios (design)de nossos sexos,
projetado pelo maior dos desenhadores,
possui funções...físicas,
mas outras que estão além do físico!
o clique foi o seguinte:
porque o desenho do sexo das mulheres
é tão diferente e oposto ao dos homens!?
o que pretenderia o maior
dos desenhadores...com isto?

o coração, a alma das mulheres
está localizada muito mais perto
do órgão que abriga a vida por 9 meses!
o homem ao contrário possui um membro
capaz de alcançar este ponto
próximo a alma da mulher,
próximo ao órgão onde outra alma será gerada!

almas se tocam...através de um grande design,
de um grande DESÍGNIO!

Nadia Stabile - 10/04/09

domingo, 29 de março de 2009

A OBEDIÊNCIA- FOUCAULT

“O treinamento dos escolares deve ser feito da mesma maneira; poucas palavras, nenhuma explicação, no máximo um silêncio total que só seria interrompido por sinais; sinos, palmas, gestos, simples olhar do mestre, ou ainda aquele pequeno aparelho de madeira que os Irmãos das Escolas Cristãs usavam; era chamado por excelência “Sinal” e devia significar em sua brevidade maquinal ao mesmo tempo a técnica do comando e a moral da obediência” (Foucault, Vigiar e punir, p. 140).

FONTE: http://www.museudainfancia.unesc.net/memoria/expo_escolares/imagensescola.htm

(...)Mas, enquanto a crítica ao poder dominante chamava os Governos à razão, agora são estes que pretendem fazer a crítica aos utentes do espaço público, ou calá-los, com o consentimento destes. O retrato desta figuração encontra-se bem delineado por Foucault que apontou a culpa dos totalitarismos do século XX, não aos governantes, mas aos governados, tese abordada por La Boétie, no século XVI, no seu “Discours de la servitude volontaire”, onde retratava, não o abuso do poder, mas o abuso da obediência. Dizia La Boétie: “ São sempre quatro ou cinco que mantém o tirano; quatro ou cinco que lhe conservam o país inteiro em servidão. Sempre foi assim: cinco ou seis obtiveram o ouvido do tirano e por si mesmos deles se aproximaram; ou então por ele foram chamados para serem os cúmplices de suas crueldades, os companheiros de seus prazeres. Esses seis têm seiscentos que crescem debaixo deles e fazem de seu seiscentos o que os seis fazem do tirano. Esses seiscentos conservam debaixo deles seis mil e esses têm milhões” (“Discurso da Servidão Voluntária” , Ed Brasiliense, SP , 1982: 31-32). Está montado o palco para a tirania, para a ditadura, que só subsiste se houver o abuso do consentimento, o abuso da obediência de todos.. Falar disto é falar do direito desportivo, é falar de como se fazem leis à feição da ditadura de Salazar que seguia o raciocínio de Montesquieu, para quem as leis “sont faites pour des gents de médiocre entendement” (“De l’esprit des lois”, ed. Flammarion, Paris,1979: II, 304). Por isso ninguém foi ouvido, nem convidado a participar na Lei de Bases do Desporto. O Governo fê-la como fazem ao meu cão que aceita tudo o que lhe dão... por submissão, servidão, consentimento e abuso de obediência.(...)

FONTE: http://oldblogs.sapo.pt/comentar?entry_id=324701

Texto de Enrico Malatesta - (AMIGO CRISTÓVÃO ENVIA)

Em França existem leis severas contra os que usam ou vendem cocaína. E, como é habitual, o vício expande-se e intensifica-se, apesar das leis. O mesmo se passa no resto da Europa e na América. O dr. Courtois, da Academia de Medicina Francesa, que já no ano passado havia lançado um grito de alarme contra o perigo da cocaína, ao comprovar-se o fracasso da legislação penal reclama agora novas e mais severas leis. É o velho erro dos legisladores, apesar da experiência sempre ter demonstrado, invariavelmente , que nunca a lei, por mais bárbara que seja, serviu para suprimir um vício ou para impedir o delito.
Quanto mais severas forem as penas impostas aos consumidores e aos "negociantes" de cocaína, mais aumentará nos consumidores a atração pelo fruto proibido e o fascínio pelo perigo afrontado, e nos especuladores a avidez do lucro, que já é enorme e aumentará paralelamente à ameaça da lei. É inútil esperar pela lei. Nós propomos um outro remédio. Declarar livre o uso e comércio da cocaína e abrir lojas onde ela seja vendida a baixo preço. E depois lançar uma campanha para explicar ao público, de forma clara, os danos causados por essa droga; ninguém faria propaganda contrária, porque ninguém poderia ganhar com o mal dos cocainômanos.
Certamente com isso não desapareceria por completo o uso prejudicial da cocaína, porque persistiriam as causas sociais que criam os desgraçados e os empurram para a utilização de estupefacientes. Mas mesma assim o mal diminuiria, porque ninguém poderia ganhar com a venda da droga e ninguém poderia lucrar com a perseguição aos traficantes. Por isso a nossa proposta não será levada em consideração, ou será apelidada de quimérica e louca. E no entanto as pessoas inteligentes poderiam dizer: "Já que as leis penais se mostram impotentes, não estaria certo, ao menos como experiência, pôr à prova o método anarquista?"

*Este artigo, de autoria de Enrico Malatesta, foi publicado em 30 de agosto de 1922,no jornal Umanità Nova, deixa claro que nossa única evolução neste século foi tecnológica. É muito pouco para o ser Humano.

quarta-feira, 25 de março de 2009

PARA VARIAR A MÍDIA OFUSCOU OS VERDADEIROS DESÍGNIOS DE UM ARTISTA!

Clodovil Hernandes,falecido no dia 17 de março deste ano,foi mesmo uma figura polêmica e contraditória! Talvez tenha feito a todos de otários,e com seu epílogo mais do que catastrófico,ficará no capítulo da história absurda deste país!
Mas fazendo justiça à memória deste artista, sim, Clodovil foi um grande artista!
Relembro uma das melhores frases que ouvi na mídia televisiva, há muitos anos atrás,pela boca de Clodovil : "Pessoas dignas quando sobem na vida, esperam e cooperam,fazendo com que os outros ao seu redor subam junto"

Se minha memória falhou em escrever esta frase como ele dizia, não sei, só sei que somos filtros, filtramos as coisas de acordo com a qualidade de nosso interior!
E fico mesmo hiper decepcionada de ter pesquisado na web para encontrar esta frase dele e só achei aquelas que a mídia fazia questão de veicular!! as de baixo calão e que serviam para desrespeitar este cidadão que chegou ao congresso para cumprir desígnios que talvez nunca ficaremos sabendo quais eram! pois denegrir a
imagem de quem quer que seja, e ainda se o cidadão for de orientação sexual
fora do comum, aí então a mídia mostra-se hiper eficiente!! Infelizmente nossa mídia tem ainda um longo caminho a percorrer até que consiga entender a fundo as verdadeiras ideias de cidadãos como Clodovil!

Nadia Stabile - 25/03/09

Clodovil foi um grande estilista que nasceu na época e no país errado!
Para variar grandes artistas neste país quase sempre sofrem muitas injustiças!

segunda-feira, 23 de março de 2009

MADRE TERESA DE CALCUTÁ - (AMIGA ROSANE CHONCHOL ENVIA)

Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-as assim mesmo! Se você é gentil, podem acusá-lo de egoísta, interesseiro. Seja gentil assim mesmo! Se você é um vencedor terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo! Se você é bondoso e franco poderão enganá-lo. Seja bondoso e franco assim mesmo! O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para a outra. Construa assim mesmo! Se você tem paz e é feliz, poderão sentir inveja. Seja feliz assim mesmo! O bem que você faz hoje, poderão esquecê-lo amanhã. Faça o bem assim mesmo! Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo! Veja você que, no final das contas é entre você e Deus. Nunca foi entre você e os outros!

Madre Teresa de Calcutá

quarta-feira, 18 de março de 2009

WESTERN ITALIANO: ERA UMA VEZ A REVOLUÇÃO

Celso Lungaretti (*)
O CINEMA COMERCIAL JÁ ADMITIU ABORDAGENS REVOLUCIONÁRIAS

Muitos dos que hoje se deslumbram com as estilizações de duelos e a extraordinária trilha musical de Kill Bill (1), ignoram que as primeiras inspiraram-se diretamente nas coreografias dos filmes do diretor Sergio Leone, enquanto várias músicas foram compostas há quatro décadas atrás, por Ennio Morricone, para os bangue-bangues italianos.

É que Quentin Tarantino estava prestando um comovido tributo a esses dois mestres, que devem ter-lhe inspirado sonhos e brincadeiras nos seus tempos de menino.

Nascido em meados da década de 1960, o spaghetti-western lavou a alma de todos nós que gostávamos dos bangue-bangues, mas não da caretice dos estadunidenses.

Teve surpreendente sucesso nas bilheterias: O Dólar Furado (2), p. ex., chegou a ficar em cartaz por cerca de um ano num cinema de São Paulo. Isto se deveu não só a ter ocupado um espaço vazio, já que os norte-americanos haviam deixado de fazer westerns, como também a haver trazido um novo enfoque e uma nova moldura para o gênero.

Tirando obras de exceção como Matar ou Morrer (3), Sem Lei e Sem Alma (4), O Matador (5), Estigma da Crueldade (6) e Rastros do Ódio (7), os faroestes made in USA de até então tinham o insuportável defeito de tentarem nos impingir aquela ladainha da luta eterna do Bem contra o Mal -- um tédio!

O mocinho não fumava, não bebia, não praguejava e nem trepava. A mocinha era recatada donzela. O xerife, pachorrento mas digno. Os índios, selvagens bestiais que tinham de ser tirados do caminho para não atrapalharem o progresso. Os mexicanos, beberrões subumanos.

Mesmo no mato, conduzindo boiada, o mocinho tinha a decência de manter-se sempre limpo e escanhoado. Bah!

O western italiano surgiu meio por acaso. A indústria cinematográfica italiana conseguira nos anos anteriores faturar uma boa grana com filmes épicos e mitológicos. Hércules, Maciste, Ursus, Golias, fundação de Roma, guerra de Tróia, etc. O filão, entretanto, estava esgotando-se e a Cinecittà saiu à cata de um novo produto.

Sergio Leone, então com 34 anos, tinha começado a carreira no neo-realismo italiano (como assistente de direção e diretor de segunda unidade), mas não conseguira alçar-se à direção. Era difícil abrir um espaço entre mestres como Vittorio De Sica, Lucchino Visconti, Pier Paolo Pasolini, Federico Fellini, Michelangelo Antonioni, etc.

Então, entre atuar eternamente à sombra dos medalhões do cinema de arte e mostrar seu trabalho no cinema dito comercial, escolheu a segunda opção. Depois de dirigir os épicos Os Últimos Dias de Pompéia (8) e O Colosso de Rodes (9), teve a sorte de estar no lugar certo, no momento exato, para dar o pontapé de partida num novo ciclo.

Adaptou para o Oeste a história de Yojimbo (10), um filme de Akira Kurosawa sobre samurai que açula a discórdia entre dois senhores feudais para prestar-lhes serviço alternadamente, sem que percebam seu jogo duplo. O que Leone fez em Por Um Punhado de Dólares (11), basicamente, foi mudar a ambientação e colocar um pistoleiro caça-prêmios no lugar do samurai.

O protagonista também teve aí seu grande golpe de sorte. Clint Eastwood não emplacara em Hollywood como mocinho, ficando relegado a papéis secundários em séries de TV e a filminhos classe “B” e “C”.

Leone percebeu nele um bom anti-herói. Compôs seu personagem (o Estranho Sem Nome) com barba rala, chapéu sobre os olhos, charuto na boca, fala arrastada e um poncho. Com isto, acabou alçando-o ao estrelato e fazendo jus à homenagem que depois Eastwood lhe prestaria, ao dedicar-lhe sua obra-prima Os Imperdoáveis (12).

O que diferenciou o western italiano foi exatamente ter sido feito por cineastas bem diferentes dos tarefeiros hollywoodescos (os ditos artesãos, que se limitavam ao feijão-com-arroz artístico que lhes garantisse o dito cujo gastronômico).

Damiano Damiani, Carlo Lizzani e Sergio Corbucci eram outros talentos com a cabeça feita pelo cinema de arte, assim como o superlativo roteirista Sergio Donatti (aliás, até os grandes diretores Bernardo Bertolucci e Dario Argento chegaram a escrever uma história para western).

Então, não se limitaram a realizar filmes com muita ação e nenhuma vida inteligente; fizeram questão de deixar sua marca, passando mensagens cifradas, dando toques, propondo outra abordagem para o gênero.

Em vez de um palco em que o Bem vence sempre o Mal, o bangue-bangue italiano mostrou o velho Oeste como uma terra de ninguém, primitiva e selvagem, em que todos perseguem seus objetivos como podem.

Evidentemente, há muito mais verossimilhança nesse enfoque do que no norte-americano. O Oeste do século 19 seria algo como o garimpo de Serra Pelada no seu apogeu. Um grotão selvagem e sem lei.

Em vez do herói, o western italiano consagrou o anti-herói: barbudo, desgrenhado, com roupas sinistras, muitas vezes um caça-prêmios, quase sempre um mau-caráter. No fundo, só se diferenciando dos bandidos por agir sozinho enquanto os outros atuam em bando.

Lembrem-se: era a década de 1960, quando havia um imenso desencanto com a ordem estabelecida. Rebeldes eram tudo que queríamos ver. Não suportávamos mais os heroizinhos c.d.f. de Hollywood, daí termos sido imediatamente cativados pela alternativa européia, os Djangos, Sabatas e Sartanas (os únicos mocinhos nos moldes estadunidenses eram os protagonizados por Giuliano Gemma).

E, enquanto os poderosos viraram vilãos, os índios e os peões mexicanos passaram a ser mostrados como vítimas e heróis. Afinal, vários cineastas italianos tinham inclinações revolucionárias, mas não havia nada revolucionário para destacar nos EUA do século 19.

A solução foi transferir a ação para o efervescente México, como em Quando Explode a Vingança (13), Gringo (14), Reze a Deus e Cave Sua Sepultura (15), Réquiem Para Matar (16), Companheiros (17) e O Dia da Desforra (18).

Toques esquerdistas, sim, eles podiam inserir em filmes ambientados nos EUA:
o próprio Django (19), no qual os vilãos são flagrantemente inspirados na Ku-Klux-Khan;
Quando os Brutos Se Defrontam (20), reflexão sobre a gênese de líderes oportunistas;
O Especialista (21), que coloca jovens rebeldes (referência às barricadas francesas de 1968) em ação no Oeste;
O Vingador Silencioso (22), denunciando o massacre de Johnson Country, quando centenas de imigrantes eslavos foram dizimados pelos barões de gado do Wyoming – o mesmo episódio histórico que seria depois retratado na superprodução O Portal do Paraíso (23);
e o extraordinário Três Homens em Conflito (24), com algumas das mais marcantes seqüências antibelicistas do cinema em todos os tempos.
Uma última característica notável foi libertar a trilha musical da tirania do country. Não mais o que realmente existia nos EUA do século retrasado, como violões, violinos, banjos, gaitas e sanfonas, mas também flauta, saxofone, órgão, sintetizadores, castanholas -- tudo que se harmonizasse com o clima daquela seqüência, pouco importando se tais instrumentos eram encontrados ou não no velho Oeste.

Para completar, o uso criativo de sinos, caixas de música, assobios e outros achados. Morricone é, com certeza, o melhor criador de trilhas musicais de todos os tempos.

FILMES INESQUECÍVEIS



Quando Explode a Vingança está entre os melhores filmes do Leone. É, na verdade, o segundo da trilogia era uma vez, que inclui Era Uma Vez No Oeste (25) e Era Uma Vez Na América (26). Deveria ter-se chamado Era Uma Vez A Revolução, mas acabou com um título que em italiano significa "abaixe a cabeça" e, nos EUA, "agache-se, otário!".

Na visão do Leone, os verdadeiros heróis da revolução são os anônimos homens do povo, enquanto os líderes acabam sempre traindo a causa -- seja no México (o médico interpretado por Romolo Valli) ou na Irlanda (o dirigente do IRA que é amigo do John/James Coburn).

Foi feito em 1971, quando os movimentos revolucionários pipocavam na Itália, radicalizando-se progressivamente. Parece expressar o desencanto do Leone com o Partido Comunista Italiano e ser um alerta de que as Brigadas Vermelhas e congêneres teriam destino trágico.

Um lance interessante é mostrar de forma totalmente desumanizada o comandante das forças contra-revolucionárias: ele é visto escovando repulsivamente os dentes, chupando um ovo, olhando pelo binóculo. Leone não lhe concede sequer a dignidade da fala. De sua forma sutil, expressa o desprezo absoluto que tinha pela direita troglodita.

Outra grande sacada do Leone é ressaltar que a História nunca fixa a versão correta dos fatos. A frase que o Irlandês sempre repete, sobre "os grandes e gloriosos heróis da revolução", é um primor de sarcasmo.

* * *

Três Homens em Conflito foi, claramente, o divisor de águas na carreira de Sergio Leone, o momento em que ele mostrou ser muito mais do que um (brilhante) artesão.

Até então, em Por um Punhado de Dólares introduzira a figura do anti-herói no centro da trama; a amoralidade básica dos tipos e das situações; a apresentação criativa dos letreiros iniciais, valorizada com vários recursos, inclusive o uso de animação; a nova concepção musical que Morricone trouxe para os westerns; e um dos personagens mais emblemáticos do bangue-bangue à italiana, o pistoleiro oportunista interpretado por Clint Eastwood.

Depois, em Por Uns Dólares a Mais (27), todas essas características foram desenvolvidas e aprimoradas. É um filme muito melhor do que o anterior, mas, paradoxalmente, não apresentou novidades significativas.

A única que vale a pena citar é a colocação de dois personagens em destaque, em vez de um. A partir daí, os filmes de Leone trariam sempre essa dupla de anti-heróis ocupando o espaço dos antigos mocinhos. Depois dos personagens interpretados por Clint Eastwood/Lee Van Cleef em Por Uns Dólares a Mais, tivemos Charles Bronson/Jason Robards (Era Uma Vez no Oeste), Rod Steiger/James Coburn (Quando Explode a Vingança) e Robert De Niro/James Woods (Era Uma Vez na América).

Aí, finalmente, estava pronto para seu tour-de-force: Três Homens em Conflito foi a obra em que Leone definiu e afirmou seu estilo, embutindo no cinema de ação discussões mais profundas, sem prejuízo do entretenimento propriamente dito. É um tipo de obra em camadas. De acordo com sua sensibilidade, o espectador pode se divertir apenas com o básico ou captar os muitos toques subjacentes.

E é grandiosa a crítica que Leone fez ao belicismo, com algumas das seqüências mais comoventes que o cinema já apresentou: o oficial bêbado sem coragem para destruir a ponte, a orquestra do campo de prisioneiros tocando para abafar os ruídos da tortura, o jovem soldado agonizante a quem o Estranho Sem Nome dá seu charuto.

Nos três filmes seguintes ele dissecaria a lenda (vinganças) e a realidade (construção da ferrovia) no Velho Oeste, as verdades e mentiras de uma revolução; e a transição da época glamourosa do aventureirismo para a hegemonia insípida das grandes organizações.

Foi o cineasta que conseguiu ir mais longe na proposta de mesclar entretenimento e reflexão, saindo-se tão bem nas bilheterias quanto em termos de qualidade cinematográfica.

* * *


Keoma (28) foi o canto do cisne do western italiano. E encerrou o ciclo com extrema dignidade. Trata-se daquela única obra-prima que, às vezes, um diretor convencional faz na vida, como que para provar que tinha talento para vôos maiores.

O subtexto é riquíssimo:
a briga entre os quatro irmãos remete, evidentemente, a Freud e suas teorias sobre a horda primitiva;
o nascimento da criança num estábulo é um paralelo bíblico, assim como a crucificação do herói;
a presença da velha índia nos momentos culminantes do filme vem da mitologia grega, ela é um tipo de deusa do destino;
o herói errante em busca de um desígnio que justifique sua vida também tem inspiração mitológica;
a peste se constituiu num elemento bíblico e mitológico ao mesmo tempo, além de estabelecer uma ponte com o escritor Albert Camus (A Peste, O Estrangeiro), cujas obras são uma óbvia referência no delineamento do personagem principal;
finalmente, Castellari reverencia seus mitos cinematográficos -- Keoma é filho de Shane, o herói protagonizado por Alan Ladd em Os Brutos Também Amam (29), enquanto a presença de Woody Strode no elenco constitui uma homenagem a John Ford, de quem era um dos atores prediletos.
E não foi só Castellari quem se superou, atingindo uma qualidade de que ninguém o suporia capaz. A dupla de compositores Guido e Maurizio de Angelis fez uma trilha musical extraordinária, capaz de rivalizar com as melhores de Morricone. O contraste do baixo com a soprano chega a nos arrepiar, as letras se casam maravilhosamente com o filme.

Em suma: trata-se de um clássico ainda não reconhecido.

Kill Bill: Vol. 1, 2003, e Kill Bill: Vol. 2, 2004, d. Quentin Tarantino
Un Dollaro Bucato, 1965, d. Giorgio Ferroni
High Noon, 1952, d. Fred Zinneman
Gunfight at O.K. Corral, 1957, d. John Sturges
The Gunfighter, 1950, d. Henry King
The Bravados, 1958, d. Henry King
The Searchers, 1956, d. John Ford
Gli Ultimi Giorni di Pompei, 1959, creditado, entretanto, a Mario Bonnard
Il Colosso di Rodi, 1961, d. Sergio Leone
Yojimbo, 1961, d. Akira Kurosawa
Per un Pugno di Dollari, 1964
Unforgiven, 1992, d. Clint Eastwood
Giù la Testa, 1971, d. Sergio Leone
El Chuncho, Quién Sabe?, 1967, d. Damiano Damiani
Prega Dio... e scavati la fossa, 1968, d. Edoardo Mulagia
Requiescant, 1967, d. Carlo Lizzani
Vamos a Matar, Compañeros, 1970, d. Sergio Corbucci
La Resa dei Conti, 1966, d. Sergio Sollima
Django, 1966, d. Sergio Corbucci
Faccia a Faccia, 1967, d. Sergio Sollima
Gli Specialisti, 1969, d. Sergio Corbucci
Il Grande Silenzio, 1968, d. Sergio Corbucci
Heaven’s Gate, 1980, d. Michael Cimino
Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo, 1966, d. Sergio Leone
C’Era Uma Volta il West, 1968, d. Sergio Leone
Once Upon a Time in América, 1984, d. Sergio Leone
Per Qualche Dollaro in Più, 1965, d. Sergio Leone
Keoma, 1976, d. Enzo G. Castellari
Shane, 1953, d. George Stevens

* Jornalista e escritor, mantém os blogs
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

terça-feira, 17 de março de 2009

natureza, indígenas,invasões - "Nadia Stabile"

jogaram uma tartaruga de orelha vermelha
no lago de um parque paulistano,
esta tartaruga é do sul dos EUA,
outro habitat...depois acharam outras
da mesma espécie por lá...
é carnívora,adivinhem o que aconteceu
com os peixinhos do lago!?

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índios brasileiros cultivam inúmeras espécies de amendoim.
eles acreditam que o ouro que os garimpeiros tiram
da terra,faz falta para a terra!
convivem muito bem com a natureza,
assim como os animais fazem.
será que um dia os ditos homens civilizados,
entenderão que para se viver bem neste planeta
é preciso entender como os povos indígenas vivem?
voltar à vida primitiva parece absurdo para nós,civilizados,
mas quem sabe se isto não será mesmo preciso num futuro próximo!?

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muitos dirão,os índios já não são mais o que eram!
a natureza nunca é a mesma,se a natureza muda,
os índios e os animais transformam-se junto com a natureza!
se imaginarmos que no solo da floresta Amazônica,
acha-se sais minerais das areias do deserto do Saára!!...
veremos que o amálgama é geral! os índios já misturaram-se
com as coisas da vida civilizada,enfim,nosso planeta
cada vez mais é uma enorme sopa,ou sempre foi!
mas é curioso pensar no equilíbrio que os índios
deveriam possuir,por exemplo,
antes dos portugueses invadirem o Brasil!
talvez eles até tivessem doenças,
mas não essas que os portugueses trouxeram!
pode ser que tivessem alguma doença referente a falta
de algum alimento que pudesse,talvez,ter sido
extinto com o passar dos tempos!
ou talvez,alguma doença por se alimentar demais com algum
tipo de alimento forte,ou com exagero,como fazem
quase sempre as crianças, exageram em querer comer
só uma determinada coisa e acabam com dor de barriga!
os pajés deviam dar conta de fazer as curas!
ou pelo fato de algumas tribos serem nômades,
pudesse também causar desequilíbrios,
com a diversidade do meio... resumindo,
antigamente sem a invasão do homem branco civilizado,
suponho que os indígenas viviam bem melhor!
quase sempre invasões, interferências feitas pela mão humana,
causam bruscas transformações!
e se forem arbitrárias,na certa causarão transtornos monumentais!

Nadia Stabile - 17/03/09

sábado, 14 de março de 2009

gritos mudos e também os embolorados - Nadia Stabile

bolores antigos
não se extinguem
com gritos mudos

gritos embolorados
precisam de muita exposição
à luz do sol
à luz de blogs
à luz de muitos
outros gritos
mudos ou não...

gritos que esperaram
por muito tempo
pra serem emitidos
e agora saem com força...
ou com a força meio difusa
meio confusa,meio tonta!

gritos que não sabem bem o que gritar
mas gritam....gritam como o grito primal
o grito que nunca pode ser calado
que não precisa de pontos ou vírgulas
que grita porque tem a missão de gritar
para um dia quem sabe...
ser outra coisa inimaginável!

Nadia Stabile - 14/03/09

talentos sobreviventes - "Nadia Stabile"

dizem muitos atores e artistas da música,
que o sucesso de um espetáculo,
deve-se em grande parte,ao talento do público!

o mesmo se pode dizer do sucesso de uma escola!
se os estudantes não possuem talento!...

apesar de todo o caos escolar,
apesar de todo o caos no mundo,
sempre há muitos talentos que sobrevivem!

Nadia Stabile - 14/03/09

aaaaa!!! os jovens!!! - "Nadia Stabile"

a música antiga diz que se os jovens soubessem o que eu sei,
não amavam, não passavam...tudo o que eu já passei!

os jovens podem ser perversos para alguns,
reacionários para outros, porque quase sempre
vão nas novas ondas que alimentam os já muito alimentados...
os jovens deixam as bibliotecas aos ratos!
como ouvi hoje mesmo um mais velho dizer!
e ainda empilham-se nas lanhouses...

os jovens querem coisas novas,querem ir além dos mais velhos!
tem uns que não acreditam em nada que não seja palpável...
cospem nas utopias, nas deles e nas alheias!
estes jovens que estou a citar não são os de dezoito ou de vinte e dois anos,
são os de qualquer idade...citados por aqueles bem "velhinhos",
que esqueceram-se de colocar os óculos...
que esqueceram-se de tentar compreender certas coisas difíceis de explicar agora!

Nadia Stabile - 14/03/09
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