Engendrar-se
num belo dia de uma dura crise a gente percebe
que chegou a hora de terminar a obra
a obra de nós mesmos,
criar-se, recriar-se,
achar-se no imenso emaranhado de rabiscos
de papéis amassados, engavetados...
que foram deixados pra trás, ou que perderam-se,
na correria da vida.
como ligar as coisas todas, as partes de nós?
a vida acaba por nos fragmentar
as ligações que temos com as pessoas e com as coisas
podem ir juntando as peças
o projeto talvez nunca fique pronto,
as tentativas é que valem.
Nadia Gal Stabile - 09 05 2014
Fonte da imagem:
http://www.4wallpapers.com/view/3164/
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Enforcar-se na corda da liberdade e o Sistema Cantareira
Quando tentei estudar filosofia, havia um professor que citava muito Claude Lévi Strauss e sua obra Pensamento Selvagem, dizia ele que amontoar coisas ou ideias
sem conseguir engendrá-las, é como fazer bricolagem ou criar um monstro qualquer.
Quem resolve ser blogueira, como eu, passa por coisas hiper doidas, porque na maioria das vezes não se teve formação jornalistica, ou pior ainda, não se teve boas aulas de redação, então é como se atirar de um penhasco sem rede de proteção, e fazemos isto porque cada um nasceu pra uma coisa, e mesmo que não se saiba voar a gente insiste, porque precisamos fazer as coisas que temos de fazer e nos enforcarmos nas muitas cordas da liberdade, como ouço Antonio Abujamra dizer no programa dele.
Hoje preciso dizer algumas coisas sobre a total falta de direitos da população de São Paulo. Ontem vi um trecho do jornal da manhã na tv e fiquei atordoada ao ver os moradores da região do Sistema Cantareira sem água, ainda recebendo contas com valores errados e mesmo reclamando via fone, não obtiveram respostas às suas reclamações. A população mais pobre sem condições de resolver uma calamidade destas, parte a gastar o que não tem para comprar água mineral em galões e copos, pratos descartáveis para não ter de lavar, pois água não há.
Enfim, o que fazer numa situação destas, onde prova-se que a incompetência do governo produziu esta calamidade, deixando o povo ao Deus dará e pior, sem saber como sair desta, sem condições de poder fazer algo efetivo. Se pensarmos de outra forma até poderemos dizer que o povo tem responsabilidade também, porque precisa aprender a economizar água e com mais educação ambiental e informação várias saídas poderiam cooperar para a racionalização deste bem tão vital pra todos nós. Toda crise pode ter seu lado positivo, e espero que esta abra os olhos do povo que poderia daqui pra frente tomar mais consciência sobre o que o "governo" anda fazendo ou não fazendo. E a educação ambiental é urgente, assim como a educação para a cidadania, senão este povo ficará cada vez mais sem direitos, pagam tantos impostos e os direitos...
Nadia Gal Stabile - 08 05 14
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
"NADIA STABILE" - este texto surgiu no Orkut,escrevendo para comunicar-me com os amigos da comunidade Poesia Pinga e com outros! e o blog surgiu...
PICHAÇÕES CIBERESPACIAIS
DA SÉRIE ESCRITOS GESTUAIS
A VIDA,O TEMPO,O RIO,O TREM"
A vida,o tempo
Ambos não esperam
Correm como um trem
Ou como as águas de um rio
Há os que conseguem navegá-las
Outros se afogam
Ou quase são salvos
Uns naufragam e ficam à margem
Outros constroem casas navegantes
Mas ninguém escapa do rio,
Do trem que corre
Parando em estações
Onde podemos nos perder
Ou entrar num ritmo novo
Do chacoalhar da viagem
Sempre chacoalha
Sempre há o enjôo
Uns sentem menos,outros mais
há os que resolvem desistir...
há os que ajudam o maquinista
melhorando o trem a vida,
o tempo,o rio,o trem...
engendrados...buscam o quê?
Nadia Stabile -28/06/07
DA SÉRIE ESCRITOS GESTUAIS
A VIDA,O TEMPO,O RIO,O TREM"
A vida,o tempo
Ambos não esperam
Correm como um trem
Ou como as águas de um rio
Há os que conseguem navegá-las
Outros se afogam
Ou quase são salvos
Uns naufragam e ficam à margem
Outros constroem casas navegantes
Mas ninguém escapa do rio,
Do trem que corre
Parando em estações
Onde podemos nos perder
Ou entrar num ritmo novo
Do chacoalhar da viagem
Sempre chacoalha
Sempre há o enjôo
Uns sentem menos,outros mais
há os que resolvem desistir...
há os que ajudam o maquinista
melhorando o trem a vida,
o tempo,o rio,o trem...
engendrados...buscam o quê?
Nadia Stabile -28/06/07
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