Qua, 03 Fev
Por Robert Evans
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GENEBRA (Reuters) - Cientistas que operam o acelerador de partículas da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) podem resolver o mistério sobre o que dá massa à matéria, durante uma atividade de quase dois anos ininterruptos que irá até o fim de 2011, disse um porta-voz nesta quarta-feira.
James Gillies informou à Reuters que a partícula chamada bóson de Higgs pode aparecer durante a experiência na chamada "máquina do Big Bang", maior e mais caro equipamento científico do mundo, que será religado neste mês.
"Se ele estiver lá, teremos uma chance razoável de vê-lo", disse Gillies, referindo-se à partícula subatômica que o físico escocês Peter Higgs previu há três décadas que poderia explicar como a matéria se juntou para criar o universo e tudo que o compõe.
Gillies disse que a operação do Grande Colisor de Hádrons (LHC), que pertence à Cern e está instalada sob a fronteira franco-suíça, perto de Genebra, irá produzir uma enorme quantidade de informações.
Se o bóson de Higgs não aparecer, não quer dizer que ele não exista. Após a primeira fase de operação estendida e um ano de paralisação para preparativos, o LHC voltará a ser ligado novamente com sua energia máxima.
"Pode ser que precisemos dessa intensidade para capturá-lo", acrescentou Gillies.
O LHC foi ligado inicialmente em setembro de 2008, mas teve de parar por causa de uma violenta explosão dentro do túnel circular subterrâneo de 27 quilômetros. O foco do equipamento é a colisão de partículas que se deslocam em sentidos contrários com grande energia.
Bilhões de colisões, cada uma criando as condições que existiam numa fração de segundo depois do "Big Bang", quando o universo começou, há 13,7 bilhões de anos, irão produzir dados que cerca de 10 mil cientistas na Cern e em todo o mundo irão registrar e analisar.
A matéria emitida pela explosão primordial do universo acabou dando origem aos planetas, às estrelas e à vida na Terra -- mas a teoria de Higgs diz que isso só seria possível se algo como o bóson reunisse a matéria, dando-lhe massa.
O LHC funcionou por cerca de dois meses no fim do ano passado, realizando colisões de feixes de partículas com uma energia de até 2,36 tera-elétron volts (TeV), a maior já alcançada.
A próxima atividade prolongada, sem uma pausa no inverno, foi decidida em uma reunião de físicos, engenheiros e administradores do Cern em Chamonix, na França, na semana passada. Gillies disse que a energia da colisão será elevada gradualmente até 7 TeV.
No fim do ano que vem, o colisor deve ser novamente desativado por até 12 meses para que engenheiros preparem o túnel e a enorme quantidade de equipamentos do local para colisões de até 14 TeV na próxima atividade, provavelmente a partir de 2013.
http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/100203/tecnologia/internet_ciencia_cern_particula
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O QUE É O LARGE HADRON COLLIDER,OU O "GRANDE COLISOR DE HÁDRONS"?
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Large Hadron Collider - LHC (em português: Grande Colisor de Hádrons (português brasileiro) ou Grande Colisionador de Hadrões (português europeu)) é o maior acelerador de partículas do mundo, localizado no CERN
HISTÓRIA
O LHC entrou em funcionamento em 10 de Setembro de 2008[1].
CARACTERÍSTICAS
Sua forma é circular, com um perímetro de 27 quilômetros. Ao contrário dos demais aceleradores de partículas, a colisão será entre prótons (português brasileiro) ou protões (português europeu), e não entre pósitrons e elétrons (como no LEP), entre prótons e antiprótons (como no Tevatron) ou entre elétrons (português brasileiro) ou electrões (português europeu) e prótons (como em HERA). O LHC irá acelerar os feixes de prótons até atingirem sete TeV (assim, a energia total de colisão entre dois prótons será de 14 TeV) e depois fá-los-á colidir em quatro pontos distintos. A luminosidade nominal instantânea é 1034 cm-2s-1, a que corresponde uma luminosidade integrada igual a 100 fb-1 por ano. Com esta energia e luminosidade espera-se observar o bóson de Higgs e assim confirmar o modelo padrão das partículas elementares.
Sua construção e entrada em funcionamento foi alvo de um filme da BBC sobre um possível fim do mundo, e tem gerado uma enorme polêmica na Europa[2].
OBJETIVOS
Um dos principais objetivos do LHC é tentar explicar a origem da massa das partículas elementares e encontrar outras dimensões do espaço, entre outras coisas. Uma dessas experiências envolve a partícula bóson de Higgs. Caso a teoria dos campos de Higgs estiver correta, ela será descoberta pelo LHC. Procura-se também a existência da supersimetria. Experiências que investigam a massa e a fraqueza da gravidade serão um equipamento toroidal do LHC e CMS ("Solenóide de Múon Compacto"). Elas irão envolver aproximadamente 2 mil físicos de 35 países e dois laboratórios autónomos — o JINR (Joint Institute for Nuclear Research) e o CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire).
VEJA MAIS
Índice
*3 Constituição do “Grande Colisor de Hádrons”
* 5 Críticas e Riscos
* 6 Interrupção no funcionamento
* 7 Referências
* 8 Ligações externas
FONTE : http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Colisor_de_H%C3%A1drons
quinta-feira, 30 de julho de 2009
"Big Bang a 10 de Setembro de 2008" (BIG BANG E INTERNET)
A maior máquina jamais construída pelo homem vai começar a funcionar
De que são feitas as coisas? De onde vem e para onde vai o Universo? Está previsto para breve - mais concretamente para o próximo dia 10 de Setembro - um regresso ao Big Bang, que ajudará a responder a estas magnas questões. O acontecimento vai ter lugar no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), perto de Zurique, na fronteira entre a Suíça e a França. A maior máquina jamais construída pelo homem vai, ao fim de mais de uma década de trabalho e de um avultado investimento, começar a funcionar, produzindo colisões de partículas a enormes velocidades, o que, de certa forma, vai recriar, só naquele sítio e só por breves instantes, o ambiente que o Cosmos viveu na sua infância.
Os jornais, as rádios e as televisões de todo o mundo vão estar presentes, até porque foram dezenas os países, entre os quais Portugal, que contribuíram para o gigantesco empreendimento científico e tecnológico. Vai aparecer nos ecrãs o Large Hadron Rap, que já está, aliás, disponível no YouTube: "Vinte e sete quilómetros de túnel subterrâneo,/ onde os protões têm um choque instantâneo./ Um grande círculo entre a Suíça e a França,/ onde, com sessenta nações, a ciência avança" (tradução livre para rimar em português).
Chama-se Large Hadron Rap porque a máquina que acelera as partículas é o Large Hadron Collider, LHC, em português Grande Colisionador de Hadrões. O que são hadrões? Partículas nucleares, que incluem os protões e os neutrões, ambos formados por três quarks, partículas que, tanto quanto sabemos, são blocos básicos que constituem a matéria. Toda a matéria é feita de quarks, electrões e neutrinos, os quarks no núcleo atómico, os electrões em volta e os neutrinos vadios por todo o lado. Os protões, ao baterem uns contra os outros no LHC, depois de andarem à roda no túnel, libertarão uma prodigiosa energia, que, em obediência à mais conhecida fórmula de Einstein, se transformará em matéria e antimatéria. Haverá um fogo-de-artifício das mais variadas partículas que poderosos detectores irão identificar.
A ideia inicial era apenas encontrar a partícula de Higgs, uma partícula que a teoria prevê, mas que a experiência ainda não revelou (a designação vem do nome do físico britânico que a profetizou), e cuja importância deriva do facto de ser responsável pela massa de outras partículas. Mas do LHC espera-se agora mais do que isso, muito mais. Entretanto adensou-se o mistério da "matéria negra", matéria que preenche as galáxias exercendo força gravítica, mas sem emitir luz. Talvez as partículas que a formam venham a ser descobertas no LHC. E surgiu um outro enigma, o da "energia escura", uma forma de energia responsável pela expansão acelerada do Universo, medida nos tempos mais recentes. É uma espécie de antigravidade, para a qual não há ainda uma explicação razoável.
O modelo hoje aceite em Física de Partículas, mesmo aparecendo o tal Higgs, parece insatisfatório. É bonito, mas, para muitos, não é suficientemente bonito. É simples, mas não é suficientemente simples. Os físicos sabem que só o belo e o simples podem ser verdadeiros. Várias teorias, algumas das quais supõem outras dimensões para o Universo além das quatro que conhecemos, competem umas com as outras e o LHC pode decidir quem ganha (o Rap explica isto tudo!). Ou pode vir a ganhar uma outra que esteja para vir. Poderá haver um Big Bang na Física. Um físico resumiu a situação dizendo: "Estamos à espera do inesperado."
Trata-se de ciência pura e dura. Mas as aplicações costumam vir de onde menos se espera. Há bons exemplos disso no próprio CERN, pois foi aí que, no início da década de 90, foi inventada a World Wide Web. Os físicos, que só queriam partilhar entre si os dados das suas experiências, acabaram por dar ao mundo uma ferramenta nova (que é também um brinquedo). Agora, para tratar os dados do LHC, vão utilizar a Grid, uma rede mundial de computadores em paralelo que aumenta muito o poder de cálculo. Talvez um dia não possamos viver sem a Grid tal como hoje já não podemos passar sem a Web... Professor universitário
FONTE: PÚBLICO
Esta experiência poderá causar buracos negros e alterar o clima ou tornar o magnetismo da terra inconstante... originando a queda da vida no planeta... no entanto os cientistas proferem que será seguro.
FONTE: Nova Gente
FONTE: http://www.eurogamer.pt/forum_thread_posts.php?thread_id=122691
Large Hadron Rap
De que são feitas as coisas? De onde vem e para onde vai o Universo? Está previsto para breve - mais concretamente para o próximo dia 10 de Setembro - um regresso ao Big Bang, que ajudará a responder a estas magnas questões. O acontecimento vai ter lugar no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), perto de Zurique, na fronteira entre a Suíça e a França. A maior máquina jamais construída pelo homem vai, ao fim de mais de uma década de trabalho e de um avultado investimento, começar a funcionar, produzindo colisões de partículas a enormes velocidades, o que, de certa forma, vai recriar, só naquele sítio e só por breves instantes, o ambiente que o Cosmos viveu na sua infância.
Os jornais, as rádios e as televisões de todo o mundo vão estar presentes, até porque foram dezenas os países, entre os quais Portugal, que contribuíram para o gigantesco empreendimento científico e tecnológico. Vai aparecer nos ecrãs o Large Hadron Rap, que já está, aliás, disponível no YouTube: "Vinte e sete quilómetros de túnel subterrâneo,/ onde os protões têm um choque instantâneo./ Um grande círculo entre a Suíça e a França,/ onde, com sessenta nações, a ciência avança" (tradução livre para rimar em português).
Chama-se Large Hadron Rap porque a máquina que acelera as partículas é o Large Hadron Collider, LHC, em português Grande Colisionador de Hadrões. O que são hadrões? Partículas nucleares, que incluem os protões e os neutrões, ambos formados por três quarks, partículas que, tanto quanto sabemos, são blocos básicos que constituem a matéria. Toda a matéria é feita de quarks, electrões e neutrinos, os quarks no núcleo atómico, os electrões em volta e os neutrinos vadios por todo o lado. Os protões, ao baterem uns contra os outros no LHC, depois de andarem à roda no túnel, libertarão uma prodigiosa energia, que, em obediência à mais conhecida fórmula de Einstein, se transformará em matéria e antimatéria. Haverá um fogo-de-artifício das mais variadas partículas que poderosos detectores irão identificar.
A ideia inicial era apenas encontrar a partícula de Higgs, uma partícula que a teoria prevê, mas que a experiência ainda não revelou (a designação vem do nome do físico britânico que a profetizou), e cuja importância deriva do facto de ser responsável pela massa de outras partículas. Mas do LHC espera-se agora mais do que isso, muito mais. Entretanto adensou-se o mistério da "matéria negra", matéria que preenche as galáxias exercendo força gravítica, mas sem emitir luz. Talvez as partículas que a formam venham a ser descobertas no LHC. E surgiu um outro enigma, o da "energia escura", uma forma de energia responsável pela expansão acelerada do Universo, medida nos tempos mais recentes. É uma espécie de antigravidade, para a qual não há ainda uma explicação razoável.
O modelo hoje aceite em Física de Partículas, mesmo aparecendo o tal Higgs, parece insatisfatório. É bonito, mas, para muitos, não é suficientemente bonito. É simples, mas não é suficientemente simples. Os físicos sabem que só o belo e o simples podem ser verdadeiros. Várias teorias, algumas das quais supõem outras dimensões para o Universo além das quatro que conhecemos, competem umas com as outras e o LHC pode decidir quem ganha (o Rap explica isto tudo!). Ou pode vir a ganhar uma outra que esteja para vir. Poderá haver um Big Bang na Física. Um físico resumiu a situação dizendo: "Estamos à espera do inesperado."
Trata-se de ciência pura e dura. Mas as aplicações costumam vir de onde menos se espera. Há bons exemplos disso no próprio CERN, pois foi aí que, no início da década de 90, foi inventada a World Wide Web. Os físicos, que só queriam partilhar entre si os dados das suas experiências, acabaram por dar ao mundo uma ferramenta nova (que é também um brinquedo). Agora, para tratar os dados do LHC, vão utilizar a Grid, uma rede mundial de computadores em paralelo que aumenta muito o poder de cálculo. Talvez um dia não possamos viver sem a Grid tal como hoje já não podemos passar sem a Web... Professor universitário
FONTE: PÚBLICO
Esta experiência poderá causar buracos negros e alterar o clima ou tornar o magnetismo da terra inconstante... originando a queda da vida no planeta... no entanto os cientistas proferem que será seguro.
FONTE: Nova Gente
FONTE: http://www.eurogamer.pt/forum_thread_posts.php?thread_id=122691
Large Hadron Rap
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
O ANTES DE TUDO
Antes do Big Bang,
perdidos em tempo algum,
estamos nós,
pacientemente à espera,
de nós mesmos ...
Marcelo Roque
Uma das questões mais intrigantes, se não a maior delas,
que tanto mobiliza o meio científico, é a que esta relacionada
a tentativa de compreensão daquilo que muitos cientistas
costumam chamar de "O Nada"
"Nada" este, que precedeu e originou o Big Bang, e onde
o tempo e o espaço, como conhecemos hoje, não existiam
perdidos em tempo algum,
estamos nós,
pacientemente à espera,
de nós mesmos ...
Marcelo Roque
Uma das questões mais intrigantes, se não a maior delas,
que tanto mobiliza o meio científico, é a que esta relacionada
a tentativa de compreensão daquilo que muitos cientistas
costumam chamar de "O Nada"
"Nada" este, que precedeu e originou o Big Bang, e onde
o tempo e o espaço, como conhecemos hoje, não existiam
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