Mostrando postagens com marcador 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2014. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

NÁUFRAGO DA UTOPIA - CELSO LUNGARETTI

Blog Náufrago da Utopia - Celso Lungaretti 

 http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/




PARA LER CLIQUE NOS LINKS:
2014 (335)

domingo, 28 de setembro de 2014

"TODO BANQUEIRO É LADRÃO" - OTÁVIO MARTINS AMARAL (JORNAL PÉ NO SACO)




 

“TODO BANQUEIRO É LADRÃO”
 
Por Otávio Martins Amaral.


A frase não á minha. Caminhando pelas ruas de Porto Alegre. Se não
me falha a memória, no ano de 2001, dou
de cara com um out dor do tamanho dum
bonde e dizia, com todas as letras “Todo
banqueiro é ladrão”. Caminhei mais uns
duzentos metros, outro. E outro. Nossa,
eram quatrocentos, me disseram. Uai!
Admirei-me. O que é isso. Fazia parte da
campanha do Sindicato dos Bancários de
Porto Alegre, ou do Rio Grande do Sul,
não sei direito.
Voltei o filme e lembrei, quando estava
em Fortaleza, trabalhando na TV Ceará, da extinta TV Tupi, em 1970,
fui assistir a uma peça de teatro, no José de Alencar, chamada “O
Assalto”, direção do Roberto Lessa, gaúcho. O autor, se não me
engano, era Antonio Gil, ou Antonio Vicente. Um monte de texto,
somente dois atores. Nem lembro mais o quanto disseram, mas, uma
frase, que o personagem que trabalhava na área de administração do
banco diz para o faxineiro, ficou na minha cabeça: “O que é um
assalto, diante de um banco?”.
Os caras vão dizendo e eu vou anotando, para poder contar, depois.
Não parei para pensar, mas, quanta coincidência! Épocas diferentes,
gentes diferentes, a mesma coisa: “Todo banqueiro é ladrão”, diziam.
O tio do Olavo Setúbal, Alfredo Egydio de Souza Aranha, convidou-o
para assumir o Banco Federal de Crédito, donde surgiu o Banco Itau.
Ainda, por cima, o governador, reaça pra caralho, Paulo Egydio
Martins, nomeia o Olavo, em 1975 – em plena ditadura militar,
constituída da pior qualidade de gente – prefeito de São Paulo. Consta
na biografia do banqueiro. Daí, o Itau e o Olavo Setúbal, como todo o
banqueiro, segundo o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre
estampou pelas ruas de Porto Alegre, é ladrão, foi bater pro gol e
correr para o abraço. Agora, o banco está bancando a candidata à
presidência, a mulher borracha, a seringueira Marina Silva. Eta,
mundinho pequeno, sô! A Neca não quer nada, só a presidência do
BACEN. Filha de peixe, peixinho é, diz o ditado.

Mas não eram só os bancos (principalmente o
Bradesco) que mantinha a TFP, do Plínio católico.
As empresas de comunicação (Globo, Folha de São
Paulo e outros órgãos do PIG – Partido da
Imprensa Golpista) não só colaboravam com a TFP,
como, também, com o golpe civil/militar, de 1964.
Parece mentira, mas, participavam ativamente de
tudo. Até (como era o caso da Folha de São Paulo) emprestavam
viaturas (caminhões e outras) para o transporte de mutilados pela
tortura do hediondo golpe. Isso, eu vi, com esses olhos que a terra há
de comer.
Falar em TFP, lembrei de um samba-enredo do Língua de Trapo:
 

TRP pede passagem, pra mostrar sua bateria
E seu passado de coragem, defendendo a Monarquia
Salve Pinus Zorreira Zorrileira, precursor da linha-dura
Grande baluarte da ditadura
Legislador da Inquisição, implacável justiceiro
Homem de grande erudição, lia Mein Kampf no banheiro
No tribunal de Nuremberg, defendeu o Mussolini
Sob os auspícios do Lindenberg
E hoje ele se preocupa com a infiltração comunista
No clero progressista (e o Lefebvre)
Lefebvre, fiel companheiro incomparável amigo,
Irrepreensível mentor
Exerce completo fascínio e vai incutindo em Plinus
O gênio conservador
Digno de um poema do Ezra Pound, quer que o
Brasil se transforme num imenso Play Ground
No carnaval a escola comemora nascimento de Nossa Senhora
E a defesa da tradição, cantando esse refrão:
Anauê, Anauê, Anauá, TRP acabou de chegar (repete)
E hoje sou fascista na avenida, minha escola é a mais querida
Dos reaça nacional (repete)
Plim, plim, plim, plim, plim, plim, plim, plim, plim,
Era assim que a vovó seu Plinus chamava

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Engendrar-se

Engendrar-se

num belo dia de uma dura crise a gente percebe
que chegou a hora de terminar a obra
a obra de nós mesmos,
criar-se, recriar-se,
achar-se no imenso emaranhado de rabiscos
de papéis amassados, engavetados...
que foram deixados pra trás, ou que perderam-se,
na correria da vida.
como ligar as coisas todas, as partes de nós?
a vida acaba por nos fragmentar
as ligações que temos com as pessoas e com as coisas
podem ir juntando as peças
o projeto talvez nunca fique pronto,
as tentativas é que valem.

Nadia Gal Stabile - 09 05 2014

 Fonte da imagem:
http://www.4wallpapers.com/view/3164/

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A 5ª sinfonia de Beethoven - Otávio Martins Amaral

   Quanto vale a 5ª Sinfonia de Beethoven?
Foi o que me perguntei numa madrugada dessas. Não saberia responder, mesmo. Existem coisas, concluí, não adianta, não têm como mensurá-las. Aí, dei de pensar, ou matutar, como falava o meu amigo Théo, caipira, do interior de São Paulo. Fui atrás do prejuízo, como dizem outros. Afinal, eu formulara a pergunta. Então, a responsabilidade recaíra sobre mim mesmo.
Pirâmide Social. Vou começar por aí, pensei. Vasculhei algumas páginas lá na Internet e, até, livros, pra entender melhor essa tal tão propalada e considerada, Pirâmide Social. Nossa! Fiquei assustado com tal estrutura. Fui tentando entender, recuei, desde lá das pirâmides do Egito que, não são e não será fácil desfazê-las, tampouco cairão de uma hora para outra. Napoleão, que não era nenhum louco, quando exclamou, ao deparar-se com elas: “Quarenta séculos vos contemplam!”. Quatro mil anos, ou mais; É mole? Acho que não caem nem com reza brava. Mas, alguns esperançosos, acham que, um dia, a tal Pirâmide Social, supondo que é mais frágil que as do Egito, cairão por terra. Duvi-d+o=dó. Ou, pelo menos, não estarei por aqui. Quem viver, talvez, verá. Também, pensei no tripé Estado, Igreja e a “Comunidade” do Sistemão. Nem me aprofundei, precisaria de mais uma vida inteira.
Certa vez perguntei para um mestre de obras, meu conhecido, por que as estruturas usadas, tanto para ficarem fixadas (tesouras, cumeeiras e outros bichos), quanto aos meios de se ir levantando uma construção, são na forma triangular. Ele disse que o triângulo era o melhor suporte para segurar qualquer coisinha, mesmo que seja, ainda, uma coisona. Numa obra, revelou o mestre, é só pegar três pedacinhos de madeira e três preguinhos, desses manjados 12 x 12, e estará construída a fortaleza. Nossa! Juntando as informações do meu amigo mestre de obras e alguns dados da minha investigação, me assustei. Ele também dissera que o triângulo por ter três ângulos, interligados, tinha essa propriedade. Mas, se a tal de pirâmide tem quatro triângulos, postados sobre um quadrado, cujos lados, são, também, os lados, ou bases, de cada um desses triângulos e, ainda, lá em ciminha tem um vértice pra ninguém botar defeito... Parei. Desisti. Vai ser forte, assim, nas profundezas do inferno. Esses egípcios... Nem tentei fazer os cálculos.
Por saberem, os analistas políticos e econômicos - expertinhos como eles só - que a pirâmide é um “achado”, passam, e passarão, a vida inteira tomando-a como o seu cavalo-de-batalha. Pano pra mais de metro. Vichi! A vida inteira, dela sobreviverão. Quatro milênios, não são apenas uma vida. Bota um monte de gerações nisso. Bem, até aí morreu Neves. E a tal de Pirâmide Social, propriamente dita? Tive que percorrer algumas etapas da evolução do homem, até chegar aonde cheguei. Quando atingi o cume, maneira de falar, não sei se é assim que se diz, foi que comecei a entender melhor. Ora, além de formar esses quatro triângulos, na subida, existe, ainda, na base, o quadrado, mais quatro lados, formado, ao mesmo tempo, pelos próprios lados dos tais triângulos, para sustentá-los. Parece coisa de louco, mas não é. Tirando essa rigidez toda fora, o que será, no frigir dos ovos, que sustenta aquela pontinha, lá de cima? Uma das explicações achei numa frase corriqueira: “Você ainda chega lá”. Ou, “Eu ainda chego lá.”. Uma espécie de incentivo mal intencionado do sistemão que fez água, novamente, em 2008. Saindo daqui debaixo, considerando a tal de Pirâmide Social, pra se chegar lá, me pareceu lógico, o sujeito terá que se valer de vários degraus, humanos. Por vezes, mais exatamente pela maioria das vezes, fica-se pelo caminho. Aí, não tem cristão que dê jeito. É uma longa estrada, Pior, na subida. Ainda, pra se chegar lá, é preciso ser bom de capoeira, rasteira, cotovelada, puxação de tapete e, claro, bom de corrupção, roubo e de hipocrisia, também. E, disso tudo saber se defender. Os que estão, ou pensam que estão no meio do caminho (aí, precisa imaginar outra pirâmide, cujas bases, mantendo a mesma estrutura, vão-se estabelecendo ao longo da subida). Se for na descida, vertiginosa, certamente será. Triângulos abaixo e, sabe-se lá, quantos quadrados durante a queda, assim, no rapidão, se apresentarão?
Isso tudo começou por que eu estava assistindo a um vídeo da Orquestra Filarmônica de Viena, no Youtube, sob a batuta do maestro Leonard Bernstein. A orquestra e o maestro, todos tomados, me pareciam, por um transe, levados por essa tal de 5ª Sinfonia, de Beethoven. O maestro se contorcia todo, suava, regia, fazia caretas, se escabelava todo sem ficar bravo com ninguém. Por vezes, fazia até cara de satisfeito. Acho até, que era ele quem estava provocando aquele “tumulto” musical, deliberadamente. Um monte de músicos, ainda, uma diversidade bárbara de instrumentos. Pensei: Mas o que está acontecendo? Parece que estão loucos? Uma hora, tudo pianinho, pianinho, daí a pouco, nossa, um deus nos acuda. Porém percebi que eles estavam bem era gostando da coisa.
Como não entendo de sinfonias, fiquei ali, por quase quarenta minutos, tentando saber o que, realmente, poderia estar acontecendo. Sujeitando-me a várias repetições do tal vídeo. Ainda li que o tal de Beethoven tinha problemas auditivos. Eu, hein? Informaçãozinha aqui, outra ali, fui juntando os pauzinhos e, ao final, aliás, depois do final, já nem sei em que replay, eu já me considerava um entendido em sinfonias e em Beethoven. Ainda assim, não me contive, voltei a perguntar a mim mesmo:
Quanto vale a 5ª Sinfonia de Beethoven?
Parei por aí. Foi o meu melhor presente de Páscoa. Dei-o a mim mesmo.
R - A Quinta Sinfonia de Beethoven não tem preço.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Dra. Vera da Silva Telles - Espaços,mercados, controles ...criminalização e militarização

Publicado em 29/04/2014
Palestra - "Espacos, mercados, controles: campos de tensão e cartografias politicas da cidade" - Dra. Vera da Silva Telles, USP Quinta-Feira: 24/04, às 14:00hs Local: Auditório do CRH São Lázaro - UFBA
https://www.youtube.com/watch?v=Q4MtmKMcopc&feature=youtu.be
via canal : Som do Roque


via Som Do Roque


Gravei somente o áudio da palestra da professora Vera Telles (Livre-Docente da USP). A palestra aconteceu no Auditório do CRH, no Campus de São Lázaro da UFBA, na tarde do dia 24/04/14. O título dado pela professora foi "Espacos, mercados, controles: campos de tensão e cartografias politicas da cidade". Ela falou sobre um novo regime discursivo que tem se configurado nos últimos anos (não só no Brasil), dentro de uma realidade urbana "disparatada", "constrastada" onde existe, de um lado, a pobreza celebrada/disputada/festejada (favela tour, grupos de dança, empreendedorismo, ongs) e, do outro lado, a pobreza morta, violência letal, remoções violentas, truculência. Toda uma lógica de guerra passa a existir e é agenciada com a utilização de uma constelação de práticas de controle, brutalidade, dispositivos de guerra (aos suspeitos, às drogas, aos pobres, ao crime). Segundo ela tudo isso tem relação com a governamentabilidade dos espaços e a gestão de fluxos, gestão de espaços, gestão de circulações. Os dispositivos tentam transformar espaços e sujeitos "suspeitos", "perigosos", em espaços e sujeitos governáveis... Isso não acontece em todos os espaços nem com todos os sujeitos, pois alguns são mais valiosos que outros e estão mais próximos/vizinhos/limítrofes à linhas da cidade legal, e dos espaços da cidade global. Mas para a professora, o que se chama hoje de "pacificação", é um elemento importante (crucial) para a produção de (novos) Mercados. Pacificar -> produzir Mercado. Pacificar: - Controle, - Gestão, - Dispositivos de controle. Mercado: - produzido, - fabricado, - gerido, - agenciado.
(Para) CONDUZIR A CONDUTA dos indesejados e dos insurgentes é necessário utilizar dispositivos de/da Guerra. A questão é produzir Mercado, novos Mercados...
"COMO É QUE SE PRODUZ MERCADO?"

MANIFESTAÇÃO DE 1º DE MAIO EM VIGO - GALIZA - - Cig Comarca de Vigo

 https://www.facebook.com/events/861726133840735/


Este 1 de maio celebramos como cada ano o Día Internacional da Clase Traballadora. Desta volta a Confederación Intersindical Galega convocamos manifestacións en todo o país, baixo o lema "Contra a explotación e a pobreza, fagámoslle fronte á Unión Europea", e co obxectivo de denunciarmos a grave situación social e laboral que padecemos a consecuencia tanto das políticas de dereita impostas polo Partido Popular desde a Xunta e Madrid, como dos recortes e as políticas que limitan o noso dereito a producir impostas pola Unión Europea. Ao tempo afirmamos con clareza a nosa aposta por unha mudanza radical, que é indispensábel para facermos realidade unha saída á vixente crise capitalista que sexa favorábel aos intereses da clase traballadora e do conxunto do pobo. Unha alternativa que desde a CIG acreditamos pasa pola organización, a loita e a conquista da plena soberanía nacional e popular para Galiza.

Para divulgar e promover esta convocatoria a CIG realizou un breve spot en vídeo, que che convidamos a partillar cos teus contactos e nas redes sociais: http://www.youtube.com/watch?v=Rt1HAOLF-Fg
Axuntamos tamén a esta mensaxe a voandeira que se editou.(...) leia mais em :

https://www.facebook.com/events/861726133840735/


Fotos da publicação de Cig Comarca de Vigo em... - Cig Comarca de Vigo

CRYPTO PARTY BRASIL

Já ocorreu, mas vale a pena se informar sobre criptografia!
https://cryptoparty.inf.br/

“O mundo não está se deslocando gradualmente, está galopando em direção a uma nova distopia transnacional. E esse movimento não é percebido de maneira adequada fora dos círculos envolvidos com segurança nacional. É encoberto pelo segredo, por sua complexidade e por sua escala. A internet, nossa maior ferramente de emancipação, se transformou no maior e jamais visto instrumento de totalitarismo. A internet é uma ameaça à civilização humana. Essas mudanças aconteceram em silêncio porque aqueles que sabem o que está ocorrendo trabalham na indústria global de vigilância e não têm incentivo para falar. Se correr solta, essa trajetória levará a civilização global a se transformar, em alguns anos, em uma distopia pós-moderna da qual será impossível para todos, menos alguns indivíduos muito especializados, escapar. Na real, talvez já estejamos neste ponto.”

 Julian Assange, Cybherpunks: Freedom and the Future of the Internet

“As pessoas precisam se dar conta de uma coisa relacionada à criptografia: nenhum grau de violência dá conta de resolver um problema matemático.”

 Jacob Appelbaum, Cybherpunks: Freedom and the Future of the Internet
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...