Mostrando postagens com marcador RIOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RIOS. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 19 de junho de 2015
amônia e perfumarias
a pobre atendente da perfumaria ficou atônita
a freguesa lhe disse : "você sabia que tintas de cabelo poluem os rios?"
ela nem sabia o que responder
amônia, amônia, e tantos outros produtos químicos
que parecem te fazer mais atraente
mas que acabam com os peixes, caso o rio de sua cidade
ainda tenha peixes e o tratamento de águas e esgoto
seja ruim ou inexistente.
quem sabe a jovem atendente um dia se tornasse
uma ativista ambiental e em sua lembrança
nunca mais morresse a pergunta da tal freguesa?
quem sabe...
quantos tubos de tintas pra cabelos
são vendidos por dia no mundo?
quanto somos capazes de incomodar
os outros e a natureza
com a nossa vaidade?
nadia gal stabile - 19 06 2015
domingo, 3 de abril de 2011
ENCONTRO DAS ÁGUAS - MARCELO ROQUE

Encontro das Águas
Até então, eram dois Rios ... distintos
Porém, pelo acaso dos cursos,
desaguaram no mesmo leito
Misturando não apenas suas águas,
como também,
toda a memória das passadas margens
Tornando-se assim, mais densos e profundos
Para então, juntos,
seguirem um só curso
Dividindo o mesmo sonho de Mar
Até então, éramos dois seres ... distintos ...
Marcelo Roque
sábado, 23 de janeiro de 2010
A meditação sobre o Tietê - MÁRIO DE ANDRADE
Água do meu Tietê,
Onde me queres levar?
- Rio que entras pela terra
E que me afastas do mar...
É noite. E tudo é noite. Debaixo do arco admirável
Da Ponte das Bandeiras o rio
Murmura num banzeiro de água pesada e oliosa.
É noite e tudo é noite. Uma ronda de sombras,
Soturnas sombras, enchem de noite de tão vasta
O peito do rio, que é como si a noite fosse água,
Água noturna, noite líquida, afogando de apreensões
As altas torres do meu coração exausto. De repente
O ólio das águas recolhe em cheio luzes trêmulas,
É um susto. E num momento o rio
Esplende em luzes inumeráveis, lares, palácios e ruas,
Ruas, ruas, por onde os dinossauros caxingam
Agora, arranha-céus valentes donde saltam
Os bichos blau e os punidores gatos verdes,
Em cânticos, em prazeres, em trabalhos e fábricas,
Luzes e glória. É a cidade... É a emaranhada forma
Humana corrupta da vida que muge e se aplaude.
E se aclama e se falsifica e se esconde. E deslumbra.
Mas é um momento só. Logo o rio escurece de novo,
Está negro. As águas oliosas e pesadas se aplacam
Num gemido. Flor. Tristeza que timbra um caminho de morte.
É noite. E tudo é noite. E o meu coração devastado
É um rumor de germes insalubres pela noite insone e humana.
Meu rio, meu Tietê, onde me levas?
Sarcástico rio que contradizes o curso das águas
E te afastas do mar e te adentras na terra dos homens,
Onde me queres levar?...
Por que me proíbes assim praias e mar, por que
Me impedes a fama das tempestades do Atlântico
E os lindos versos que falam em partir e nunca mais voltar?
Rio que fazes terra, húmus da terra, bicho da terra,
Me induzindo com a tua insistência turrona paulista
Para as tempestades humanas da vida, rio, meu rio!...(...)
LEIA NA ÍNTEGRA EM : http://www.revista.agulha.nom.br/and.html#meditacao
quarta-feira, 13 de maio de 2009
CURVAS
Nada é mais triste para um rio
do que perder suas curvas
seu traçado natural,
suas referências
Um rio sem curvas, perde sua auto-estima
e vive em permanente disritmia
Eu, infelizmente, vivo em uma cidade
onde não apenas os rios,
como também,
todo o seu povo,
perderam suas curvas
Marcelo Roque
do que perder suas curvas
seu traçado natural,
suas referências
Um rio sem curvas, perde sua auto-estima
e vive em permanente disritmia
Eu, infelizmente, vivo em uma cidade
onde não apenas os rios,
como também,
todo o seu povo,
perderam suas curvas
Marcelo Roque
Assinar:
Postagens (Atom)
