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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Mesa 11 - Alex Ross e o dissonante século XX - FLIP 2009
Alex Ross explica por que deixou de fora de seu livro compositores brasileiros, como Villa-Lobos.
Alex Ross: O resto é ruído.(livro lançado na FLIP 2009)
Alex Ross nasceu na cidade de Washington em 1968. Aos dez anos, começou a tocar piano e a compor. Depois, estudou música e chegou a tocar oboé em orquestras escolares. Na faculdade, porém, além de apresentar programas de rádio dedicados à música erudita contemporânea, iniciou-se na crítica musical. Em 1992, depois de se mudar para Nova York, atuou como crítico do New York Times, até ser contratado pela revista New Yorker, da qual é crítico de música.
“Em uma narrativa envolvente, de interesse tanto para o especialista como para o leigo, O resto é ruído conduz o leitor por esse labirinto da música contemporânea, buscando elucidar os contextos social e político que lhe deram origem. Crítico brilhante, Alex Ross nos leva da Viena do início do século até a Paris dos anos 1920; da Alemanha de Hitler e da Rússia de Stálin à Nova York dos anos 60 e 70, mesclando o erudito e o popular, a música e a política de um século tão fecundo quanto conturbado. O resultado, mais do que uma história da música, é uma leitura da história do século XX por intermédio da música que ele produziu.”
Fonte: Companhia das Letras
Leia aqui um trecho de O Resto é Ruído: escutando o século XX.
O resto é ruído: escutando o século XX
Autor: Alex Ross
Editora: Cia. das Letras
Tradução: Claudio Carina, Ivan Weisz Kuck
Capa: Retina _ 78
Páginas: 688
Formato: 16,00 x 23,00 cm
Peso: 0,922 kg
Acabamento: Brochura
ISBN: 9788535913934
Preço: R$ 64,00
Livraria da Travessa: por R$ 50,90 (s/ frete para R. de Janeiro)
Livraria Submarino: por R$ 50,90 (livre de frete)
Livraria Cultura: R$ 64,00
http://recorte.org/flip2009/2009/05/19/alex-ross-o-resto-e-ruido/
CONTRA :"a força da grana que ergue e destrói coisas belas". Comunidades Tradicionais Protestando na FLIP 2009
Não era escpecificamente contra a FLIP. Era contra "a força da grana que ergue e destrói coisas belas". Era contra a especulação imobiliária que o turismo acabou trazendo para a região e que os desaloja, excluí... enfim, acaba com sua cultura.
É provável que os participantes da FLIP tenham prestado atenção e/ou entendido após Chico Buarque explicar um pouco do movimento no final de sua mesa.
Mais sobre o movimento em: http://forumtradicionais.blogspot.com
Publicado em:http://veredaestreita.org/2009/07/04/quem-sao-os-forasteiros/
ADRIANA CALCANHOTO RASGA MANUEL BANDEIRA NA FLIP - 2009
(...)Centro para e ouve Calcanhotto
Pouco depois, Romulo Fróes e banda subiram ao palco da Tenda do Telão, ao lado da Praça da Matriz, para o primeiro show da noite, enquanto funcionárias da Flip distribuíam champagne a quem entrava. O compositor paulistano pagou o preço de ser a atração de abertura e sofreu com a indiferença do público, que perdeu a excelente performance do grupo, em especial pelas atuações de Fábio Sá no baixo e Curumin na bateria.
Adriana Calcanhotto apareceu em seguida, entrando em cena enquanto declamava "Poética", um poema de Manoel Bandeira. “Estou farto do lirismo comedido, do lirismo bem comportado, do lirismo funcionário público”, diziam os versos, que a cantora interpretava com vigor, para ao final rasgar o papel e jogar os pedaços ao alto. Lotado, o centro histórico da cidade parou para assistir: a tenda aberta nas laterais e telões estratégicos permitiam que o povo sem ingresso também pudesse se divertir.(...)
*ler mais em: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/inspiracao-e-quotquothumildadequotquot-de-bandeira-dominam-conferencia-de-abertura-da-flip/n1237627810820.html
Inspiração e humildade de Bandeira dominam conferência de abertura da Flip
PARATY ¿ A formação e a inspiração do poeta Manuel Bandeira foram a tônica da conferência de abertura da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, na noite desta quarta-feira (01). O crítico Davi Arrigucci Jr., considerado um dos grandes intérpretes da obra de Bandeira, não poupou superlativos para se referir a ele: o grande poeta moderno e um dos maiores da nossa língua são apenas uma amostra do ufanismo extremo que deu ainda deu origem à frase um país que produziu alguém com essa poesia e fibra moral tem que dar certo. Felizmente, o foco da palestra foi outro, voltado para o amadurecimento do poeta do cotidiano.
Poeta celebrado e professor, Manuel Bandeira (1886-1968) foi um dos expoentes do movimento modernista, apesar de não ter participado pessoalmente da Semana de Arte Moderna. Também produziu farto material crítico de arte, crônicas esclarecedoras e trabalhos disputados de tradução. Boa parte desse legado está voltando às prateleiras em reedições caprichadas nesta Flip, como "Poesia Completa e Prosa", com mais de 1,7 mil páginas, e "Crônicas Inéditas 2", volume de uma coleção que está reunindo em livro os textos pulverizados de Bandeira na imprensa. Uma curiosidade é que a nova edição de "Estrela da Vida Inteira", outra compilação do autor, traz em CD o próprio declamando amostras de seu trabalho.
A figura de Bandeira ainda vai inspirar diversas atividades na programação principal e na Casa de Cultura, cujo ponto alto deve ser a conferência, no domingo, de Edson Nery da Fonseca, pesquisador, professor emérito da UnB e amigo pessoal do poeta, saudado com palmas ao adentrar a Tenda dos Autores. Os passos do homenageado também são lembrados na exposição fotográfica Os lugares de Bandeira, organizada em parceria com o Instituto Moreira Salles. Recife, Ouro Preto e Rio de Janeiro servem de cenário para imagens que recontam a trajetória de Bandeira.
Centro para e ouve Calcanhotto
Pouco depois, Romulo Fróes e banda subiram ao palco da Tenda do Telão, ao lado da Praça da Matriz, para o primeiro show da noite, enquanto funcionárias da Flip distribuíam champagne a quem entrava. O compositor paulistano pagou o preço de ser a atração de abertura e sofreu com a indiferença do público, que perdeu a excelente performance do grupo, em especial pelas atuações de Fábio Sá no baixo e Curumin na bateria.
Adriana Calcanhotto apareceu em seguida, entrando em cena enquanto declamava "Poética", um poema de Manoel Bandeira. Estou farto do lirismo comedido, do lirismo bem comportado, do lirismo funcionário público, diziam os versos, que a cantora interpretava com vigor, para ao final rasgar o papel e jogar os pedaços ao alto. Lotado, o centro histórico da cidade parou para assistir: a tenda aberta nas laterais e telões estratégicos permitiam que o povo sem ingresso também pudesse se divertir.
O repertório do álbum Maré não encantou muito a plateia, tanto que Adriana chegou a reclamar no microfone que todos estavam muito comportados. Mas foi só ela tocar Esquadros para todo mundo cantar junto e aplaudir forte. A gaúcha ainda lembrou da primeira vez em que se apresentou na Flip, quando o homenageado era Vinícius de Morais. Por isso, tratou de tirar da cartola uma redentora versão de Eu Sei Que Vou Te Amar, acompanhada por um coro de vozes do início ao fim. Sucessos como Devolva-me, Assim Sem Você e Mentiras ainda vieram para não deixar ninguém arrependido de sair de casa, mesmo com a chuva que passou rápida, mas molhou os desavisados.
A maratona da Flip começa nesta quinta-feira com a mesa Novos Traços, que reúne representantes da nova safra dos quadrinhos nacionais ¿ Rafael Grampá e os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, premiados no exterior, e o artista Rafael Coutinho. O cineasta Domingos de Oliveira vem na sequência em uma programação que ainda terá debates sobre ficção e realidade, literatura chinesa e fecha o dia com o discurso ateu do britânico Richard Dawkins, autor de Deus, um Delírio.
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira
*postagem atualizada em 19 03 2016
http://ultimosegundo.ig.com.br/flip/2009/07/01/inspiracao+e+humildade+de+bandeira+dominam+conferencia+de+abertura+da+flip+7062916.html
O Livreiro na FLIP 2009 - Família Bandeira - Manuel Bandeira e sua família.
http://www.conhecaolivreiro.com.br/home/
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