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domingo, 31 de maio de 2015

Ocupação Jardim União: Na zona sul, uma pequena cidade autônoma








Por Henrique Santana
Fotos: André Zuccolo


O Jardim da União está há um ano e meio no distrito do Grajaú, zona sul de São Paulo. Com 820 famílias distribuídas em quatro quadras, a ocupação se tornou uma pequena cidade autônoma. Com a falta de políticas do Estado, o número de famílias dobrou no decorrer do último ano. Hoje, conta com educação própria, reciclagem e agricultura.
A caminhada das famílias passou por uma violenta reintegração de posse em uma ocupação localizada no Itajaí, também no Grajaú, em setembro de 2013. Sem teto e sem terra, as cerca de 200 famílias que perderam os barracos – destruídos pela Tropa de Choque – passaram a ocupar o terreno do Varginha e fizeram o batismo: Jardim da União.
Mesmo com a função social que exerce, o Jardim da União pode sofrer reintegração de posse a qualquer momento. O terreno, ironicamente, pertence ao CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), empresa do governo estadual responsável pelo desenvolvimento urbano e de habitações populares para pessoas de baixa renda. As autoridades alegam que a ocupação se localiza em área de manancial e, por isso, deve ser desocupada.

Leia também: Em pé de guerra, Jardim União resiste à reintegração de posse

Educação é nóis que faz
A creche “Filhos da Luta” foi a mais recente construção dos moradores, realizada em outubro (12) do ano passado e inaugurada no dia das crianças. A tarefa de cuidar dos mais novos é divida entre quatro mulheres, duas fazem o trabalho no turno da manhã e as outras duas à tarde.(...)

leia na íntegra em :  http://revistavaidape.com.br/blog/2015/04/ocupacao-jardim-uniao-na-zona-sul-uma-pequena-cidade-autonoma/







Por Thiago Borges (texto e fotos)

O dia virou noite no Extremo Sul de São Paulo. A chuva ameaça cair após intenso calor, mas as gêmeas Raíssa e Rayane, de três anos, não se importam com os trovões e brincam na terra sob o olhar do pai Genildo Tavares dos Santos, 57. Ele apressa as pequenas para ir embora, afinal ventos e raios podem destelhar o barraco e queimar os poucos eletrodomésticos.
As incertezas trazidas pelo clima não são as únicas que angustiam Genildo. Como ele, desde dezembro mais de 800 famílias sem teto aguardam decisão judicial sobre o futuro do Jardim da União, uma ocupação por moradia localizada no distrito do Grajaú.
Até oito meses atrás, Genildo morava com a mulher, as gêmeas e outros dois filhos no Jardim Iporã, bairro vizinho à ocupação, onde teve “sorte” de alugar um quarto-e-cozinha por R$ 250. Em geral, o aluguel de dois cômodos não fica por menos de R$ 400 na região, que está entre as campeãs da especulação imobiliária.
Entre janeiro e novembro de 2013, o valor do metro quadrado subiu 4,95% em 112 bairros da cidade de São Paulo, segundo o ZAP Imóveis. As maiores altas foram registradas em bairros periféricos. Com aumento de 20,86% no período, o Grajaú ficou em terceiro lugar nesse ranking, atrás apenas de Sapopemba (22,40%) e Jaraguá (23,82%).
O aperto no orçamento e a derrubada da tarifa do transporte nas manifestações de junho de 2013 motivaram milhares de moradores a ocupar mais de 20 terrenos ociosos, segundo movimentos da região. Poucas ocupações resistiram às reintegrações de posse, entre elas o Jardim da União, que sofreu cinco despejos violentos.
Após diversos protestos da periferia ao centro, o povo dessa ocupação conseguiu suspender novas desocupações durante 2014. A área pertence à Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) e já seria destinada à construção de moradias populares.(...)
leia na íntegra em : 
https://periferiaemmovimento.wordpress.com/2015/01/21/reportagem-ocupacao-no-grajau-tem-creche-biblioteca-e-cooperativa-mas-corre-risco-de-despejo/



















http://revistavaidape.com.br/blog/2015/04/ocupacao-jardim-uniao-na-zona-sul-uma-pequena-cidade-autonoma/

https://periferiaemmovimento.wordpress.com/2015/01/21/reportagem-ocupacao-no-grajau-tem-creche-biblioteca-e-cooperativa-mas-corre-risco-de-despejo/

*enviado por Homero Mattos Jr do blog Passalidades Atuais  
 https://www.facebook.com/PassalidadesAtuais

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ACONTECEU NESTA MANHÃ EM FRENTE O HOTEL GLÓRIA



Vitória na Justiça, luta na rua!

A Ocupação Luísa Mahin, da Ladeira do Russel, 51, na Glória, festeja hoje a sua vitória na Justiça. No último momento, o Desembargador Cláudio Tavares de Oliveira Júnior, interpôs um agravo interno, que, em linguagem jurídica, impede que haja o despejo das famílias de sem teto que ocupam o casarão.
O Desembargador agiu a favor dos ocupantes, por considerar que “o cumprimento do mandado de reintegração de posse importará no desalijo de várias famílias humildes, causando-lhes danos irreparáveis.”
Assim, as famílias ficam na Ocupação, que, em assembleia, decidiram homenagear a líder da Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia, a guerreira Luísa Mahin, para ser o nome que irá protege-los e guia-los nessas batalhas.
Portanto, nesta luta infatigável pela causa dos descapitalizados, todos foram imprescindíveis para essa vitória. Os ocupantes são vitoriosos porque decidiram resistir por sua casa e dignidade, negando sair de um imóvel que já lhes pertence moralmente. O Ocupa Rio também é vitorioso por ter tido a sensibilidade de acolher e lutar ao lado dos ocupantes – sensibilidade essa que todo revolucionário deve ter por quem precisa de ajuda. A Frente Internacionalista dos Sem Teto também é vitoriosa, pela incansável luta de seu advogado André de Paula e do fundador da FIST, Antônio Louro (que não desiste de lutar pelos pobres, mesmo com 87 anos), e pelos seus militantes, que apoiaram e acreditaram na Ocupação. E, por fim, agradecemos também a Defensoria Pública e ao Desembargador, que agiram em prol dos corajosos sem teto.
Mas, como os malês da Luísa Mahin, não iremos desistir de lutar na rua. É na rua onde está a nossa luta e é na rua que conseguiremos a vitória definitiva. Nesta próxima segunda-feira, às 6h da manhã, estamos marcando uma manifestação na frente do Hotel Glória, para mostrarmos para o capitalista Eike Batista que os VERDADEIROS donos do Rio de Janeiro são os desterrados, os sem teto, os indígenas, os negros e todo o povo trabalhador.
Convidamos vocês, então, para essa batalha nas ruas! Ganhamos a vitória na Justiça, mas ainda falta a das ruas! Convocamos vocês para estar nesta segunda-feira, às 6h da manhã, na frente do Hotel Glória para dizermos para o patrão Eike Batista que quem paga o lucro dele SOMOS NÓS! E não iremos aceitar que haja despejos de famílias humildes para em seu lugar ficar a especulação imobiliária para a Copa do Mundo e Olimpíadas!

via Acampamento indigena revolucionário
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