há pouco tempo liguei a tv num daqueles canais que ninguém assiste,
estava sendo entrevistado um garoto portador de deficiência física
que tocava teclado com o queixo e com a língua.
sua deficiência havia paralizado seus membros superiores
e inferiores, mas não sua cabeça!
este fato mexeu muito comigo,assim como o fato de conhecer Stephen Hawking,
ou conhecer Cora Coralina, que não tendo deficiência física, tinha limitações
que a vida lhe impôs,mas que ela soube com determinação e dura batalha,
não deixar se perder!...essas batalhas que travamos com a vida, com nossas limitações,
que geralmente nunca são imaginadas pelos outros,talvez sejam o encontro com o nosso elo perdido,mas não impossível de ser encontrado!
a nossa missão de vida depende muito de entendermos a nossa "cosmogenese",
COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI!? POR QUE ESTAMOS ONDE ESTAMOS? AFINAL, O QUE A VIDA QUER DE MIM? pra poder responder estas...responda antes : COMO EU ERA QUANDO CRIANÇA?
EU ERA UM BOM(A) ALUNO? O QUE EU FAZIA FORA DA ESCOLA QUE ERA BEM MAIS INTERESSANTE DO QUE O QUE EU FAZIA DENTRO DA ESCOLA!? QUAIS ERAM MEUS DONS NA INFÂNCIA?
QUAIS ERAM MEUS MAIORES DEFEITOS NA INFÂNCIA? COMO EU ERA DENTRO DA FAMÍLIA? COMO EU AGIA COM MEUS IRMÃOS E PRIMOS? EU BRINQUEI MUITO? O QUE ME DEIXAVA LOUCO DA VIDA!?
E então faça-se muitas perguntas, sobre sua infância, sobre sua adolescência,e sobre agora.Aí quem sabe a gente consiga entender porque estamos errando hoje na educação de filhos e alunos...e aí quem sabe descubramos nossa verdadeira missão aqui neste planeta!
Nadia Stabile - 19/08/09
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
O jovem Kanzi ,com 27 anos,"conversa" usando mais de 360 símbolos e entende milhares de palavras faladas.

O jovem Kanzi começou a desenvolver sua habilidade lingüística por conta própria - enquanto observava os cientistas que treinavam sua mãe. Hoje com 27 anos, o bonobo "conversa" usando mais de 360 símbolos em seu tabuleiro e entende milhares de palavras faladas. Ele forma sentenças e produz ferramentas de pedra - modificando sua técnica de acordo com a dureza da rocha. E toca piano (já fez improvisações com o músico Peter Gabriel). "Se convivermos com os bonobos por 15 gerações", diz William Fields, "os bonobos vão ficar menos bonobos, e os seres humanos, menos seres humanos. No fim das contas, não há tanta diferença assim entre nós." Fields está analisando as vocalizações de Kanzi: "É possível que esteja falando em inglês, só que num ritmo rápido e num tom agudo demais para que possamos entender".
Foto de Vincent J. Musi
http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/papeis-de-parede/edicao-96-marco-2008-451549.shtml?foto=21p
Mais de apenas um elo perdido entre Darwin e Brasil - (Elos perdidos entre Darwin e o Brasil)

Por Klaus Hartfelder
Neste ano do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e os 150 anos da sua primeira obra prima The Origin of Species (continuando com o subtítulo By Means of Natural Selection or the Preservation of Favored Races in the Strugggle for Life), a releitura de Darwin no contexto sociológico é muito bem vinda. Esta releitura, guiada pela visão humanística de Darwin e o seu profundo desprezo por sociedades baseadas em princípios econômico-sociais escravistas, gerou uma bela análise da recepção de idéias chamadas darwinianas no Brasil.
O trabalho dos pesquisadores relatado no texto de autoria de Carlos Haag na edição de maio da revista Pesquisa Fapesp aponta corretamente que essas idéias continham na verdade pouco Darwin e mais "darwinianismo social" de Herbert Spencer e idéias do chamado pai da "lei da biogenética", Ernst Haeckel . Este último um cientista muito influente na Alemanha, grande morfologista, ilustrador e brilhante orador (o que levou o apelido de "pitbull de Darwin") - e ademais, que criou a vertente de uma filosofia religiosa-natural conhecida como monismo.
É interessante notar que tanto Ernst Haeckel quanto também o próprio Charles Darwin foram muito influenciados por um naturalista alemão naturalizado brasileiro, Johann Friedrich Theodor Müller, melhor conhecido como simplesmente Fritz Müller ou Fritz Müller de Desterro (lembrando que o antigo nome de Florianópolis era Nossa Senhora de Desterro).
A meu ver, este é, pelo menos para a Biologia, o mais importante dos elos perdidos.
Quem se atreve a perguntar aos estudantes de cursos de ciências biológicas no Brasil se conhecem Fritz Müller e a sua relação com Charles Darwin, sai frustrado. Mas a culpa é de quem, dos alunos? Veio na hora certa, portanto, o artigo "Parceiro de Charles Darwin" publicado no fascículo de maio de 2009 Scentific American Brasil, da autoria de Margherita Anna Barracco e Cezar Zillig, e que espera-se vá ajudar a restabelecer o lugar desse naturalista no panteão dos grandes cientistas brasileiros.
Provavelmente foi em 1861 que Fritz Müller recebeu uma cópia da primeira edição traduzida para o alemão da Origem das Espécies e imediatamente reconheceu a importância da obra. Notavelmente, manteve uma vívida correspondência com Charles Darwin por 17 anos. Darwin o considerou o "príncipe entre os observadores" e, nas edições seguintes da Origem das Espécies, Fritz Müller se tornou o cientista mais citado.
Duas das suas observações ganharam notoriedade: a primeira é a do mimetismo entre espécies não-palatáveis de borboletas, a seguir chamada de mimetismo Mülleriano, e a segunda é a noção de que relações filogenéticas entre grupos de organismos podem ser reveladas através do estudo das suas fases larvais, sendo esta o resultado da observação de crustáceos do litoral de Santa Catarina. O próprio Darwin incorporou esse conceito na sua monografia sobre cracas, um grupo de crustáceos com plano de corpo na fase adulta bastante alterada, mas com fases larvais típicas das crustáceas.
Ernst Haeckel também se apropriou desta noção, que conheceu através das suas correspondências com Darwin e Müller e, juntando esta a noções previamente formalizadas por Karl Ernst von Baer, o descobridor do óvulo dos mamíferos, a petrificou na "lei da biogenética", ou "a ontogenia recapitula a filogenia". Em sua forma Haeckeliana, a "lei da biogenética" tem justamente recebido muitas críticas, inclusive de Stephen Jay Gould, mas como regra geral continua guiando pesquisas na área de evo-devo (evolução e desenvolvimento) da Biologia moderna.
Portanto, estamos lidando na realidade com dois elos perdidos do darwinismo no Brasil. O primeiro elo, que é principalmente relacionado com a primeira obra prima de Darwin, a Origem das Espécies, é com o verdadeiro darwinista Fritz Müller, que era professor de História Natural no Liceu Provincial de Florianópolis. Já o outro elo é o com as Conferências Populares da Glória, foco das pesquisas da historiadora social Karolina Carula e de outros pesquisadores apresentadas no texto de Carlos Haag.
Esse elo é com o Darwin antiescravista e as tendências republicanas e abolicionistas, e certamente está muito mais ligado ao segundo livro de Darwin The Descent of Man (continuando com o subtítulo And Selection in Relation to Sex). O livro se dividide em três partes, do qual somente a primeira pode ser vista como resultado das posições abolicionistas de Darwin. Já a segunda é de grande interesse para a Biologia Evolutiva, pois desenvolve o conceito da seleção sexual, que complementa a noção do processo evolutivo das espécies através da seleção natural, tema central do primeiro livro de Darwin.
Elos perdidos entre Darwin e o Brasil
Categoria: Divulgação de ciência
Escrito em julho 14, 2009 2:49 PM, por Maria Guimarães
FONTE : http://scienceblogs.com.br/cienciaeideias/2009/07/elos_perdidos_entre_darwin_e_o.php
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