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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

George Orwell,jornalismo e liberdade de expressão

qual liberdade de imprensa temos?
que imprensa temos?
qual liberdade de expressão temos na Internet ou nas ruas?
de quem é a imprensa?
quem recebe concessões públicas de emissoras de rádio e tv, e das mídias impressas?
quantos corajosos jornalistas temos do lado do povo?
quem são estes Dom Quixotes do jornalismo? eles existem mesmo?
só na Internet é que o povo pode se expressar? e será que tem alguma liberdade mesmo por aqui?
porque será que o povo e os jornalistas se acomodam tanto, se alienam tanto em relação a verdadeira informação? somos todos uns covardes? ou todos temos rabos presos?
como e quando esta cultura da mentira irá terminar?

nadia gal stabile - 27 08 2014































sábado, 21 de abril de 2012

Pequena Imprensa Burguesa




É realmente entristecedor assistirmos ao noticiário nacional
e vermos a nossa "Grande" Imprensa ( cada vez mais "pequena"),
descaradamente tomando partido do grande capital

No caso mais recente, onde o governo argentino rompeu o contrato
com a multinacional espanhola YPF, por entendê-lo de teor abusivo,
causando assim, prejuízos monetários e de ordem estratégica à
Argentina, nossos principais jornais, telejornais e revistas, fizeram o
possível para desinformar a população, dando ao entender que a empresa
em questão, foi arbitrariamente desapropriada pelas autoridades argentinas
- o que não corresponde a realidade

E também não ressaltaram o fato da Justiça daquele país estar
trabalhando no intuito de chegar a um valor indenizatório que será
repassado a esta multinacional

É vergonhoso e criminoso o comportamento desta imprensa entreguista
que age de maneira sensacionalista com a intenção de proteger os
interesses daqueles que a sustentam - as grandes corporações
capitalistas

E para tanto, vivem articulando a desagregação e o revanchismo
entre os países da América latina, o que facilitaria a ação das aves
de rapina do capitalismo sobre uma presa desorientada e dispersa

Marcelo Roque

domingo, 18 de março de 2012

Todos pela Educação




Toda greve de professores é a mesma coisa, a grande imprensa
toma o cuidado de falar muito superficialmente sobre as
reivindicações da categoria

Mas isto já é esperado, pois todos nós sabemos de sua parcialidade
em relação aos temas de cunho social
Preocupante mesmo é saber que a esmagadora maioria dos pais
de alunos, entendem estas greves como sendo prejudiciais aos
seus filhos

Ora, greve de professores não prejudicam em nada os alunos, muito
pelo contrário, o que à décadas vem aleijando o futuro de nossas
crianças é o total descaso de nossos governantes com a Educação

Definitivamente, as coisas só mudarão quando as passeatas de
professores não forem compostas apenas por professores

Marcelo Roque

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Império Contra Ataca




Com esta profunda crise financeira internacional que evidencia ainda mais 
o quão nocivo é o regime Capitalista, e as crescentes manifestações por 
todo o globo, onde milhões de pessoas saem às ruas demonstrando todo 
o seu descontentamento com tal regime, é mais do que natural que a 
Grande Imprensa , porta-voz e comparsa do capital, venha atacar mais 
ferozmente o Socialismo através de matérias que, orquestradamente, são
repetidas em seus telejornais, jornais, rádios, revistas e internet
Tendo, é claro, Cuba como alvo principal

Não há um único dia onde não ouvimos ou lemos na mídia o nome
da blogueira cubana Yoani Sánchez. Como se fosse ela, a única pessoa
na face da Terra que sofra algum tipo de cerceamento de liberdade

Curioso que, enquanto todos os holofotes estão voltados em sua
direção, em Cuba mesmo, temos um dos maiores exemplos de
autoritarismo, perseguição e arbitrariedade do Planeta - a prisão
de Guantánamo, ou melhor, o campo de concentração de Guantánamo
Onde lá sim, a tortura é institucionalizada, seguindo cartilhas e tudo
mais
Onde muitos prisioneiros sequer são formalmente acusados pela
prática de algum crime; basta ser minimamente suspeito de qualquer
envolvimento em atos ou planos, considerados terroristas pelo
governo dos Estados Unidos, para ser encarcerado e sofrer todos
os tipos de agressões e humilhações físicas e psicológicas
Guantánamo é um absurdo insulto à dignidade humana, tão execrável
quanto os campos de concentração nazistas da Segunda Guerra
ou o campo de concentração à céu aberto mantido pelo governo
de Israel em Gaza

Mas, a imprensa golpista prefere colocar como sendo a maior das
vítimas, alguém que, para denunciar os abusos sofridos, recebe
os jornalistas dentro das confortáveis instalações dos melhores
hotéis cubanos

E além da denúncia de censura, a mídia também, não se cansa de
falar da insatisfação de parte da população cubana em relação
ao cenário político e econômico do país
Denunciam a prostituição, o mercado negro, o contrabando e outras
atividades, cujas práticas se justificariam, pela necessidade de um
"reforço orçamentário"  de seus praticantes

Convenhamos que, em todos os países, encontraremos cidadãos
insatisfeitos com os seus governos e que, a prostituição, mercados
negros, contrabandos e demais atividades similares, não são uma
exclusividade cubana, nos Estados Unidos, por exemplo, estas são
práticas comuns de milhões de pessoas

Resumindo, vivemos em um mundo onde, infelizmente, em praticamente
todos os países, encontramos abusos cometidos contra os seus cidadãos, 
mas por questões puramente políticas ou econômicas
(e nada humanitárias), alguns países ou governos em especial, são
massacrados como sendo os piores e únicos malfeitores do planeta

Mas como disse no início, o Capitalismo vem sendo, mundialmente, 
duramente criticado, como até então, nunca havia sido
Muitos já estão mais do que saturados dos mandos e desmandos
dos senhores do capital, e de todo o sofrimento imposto a maioria
da população, ainda mais em tempos de crise, com aumento de
impostos, diminuição de salários e desemprego
Para buscar equilibrar as contas, que foi comprometida por culpa
de 0,1% da população, os outros 99,9% é que pagam o pato

E diante de um clamor por um regime voltado mais para as causas
da maioria, a elite capitalista então, orquestra seus ataques contra
o sistema  que mais se aproxima dos anseios de muitos - o Socialismo

Portanto, todo esta artilharia anti-cubana que estamos acompanhando 
diariamente nos noticiários, pode ser definida com a seguinte frase :
"O Império Contra Ataca"



"Quero deixar bem claro que não apoio o governo cubano quanto
a censura que impõe a seus cidadãos, incluindo a proibição de viagens
para fora do país. Mas não podemos permitir que, por meio de
manipulação midiática, percamos a sensibilidade de perceber outros 
abusos que acontecem por este mundo afora. Sendo que, muitos
deles, no quintal de nossas casas"


Marcelo Roque

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DEMOCRACIA, A FARSA - MARCELO ROQUE; Glória Kreinz divulga


Democracia, a farsa

A democracia no Brasil é uma mentira !
A ditadura, "oficialmente", saiu de cena , mas tiveram o cuidado
de entregarem às mãos de seus aliados, postos estratégicos
que asseguram a manutenção de tal regime
Hoje, seus tentáculos, vão do Judiciário ao Congresso, passando,
principalmente, pela Imprensa - este, o mais estratégico dos postos
Grande Imprensa esta que é gerenciada por um seleto grupo de famílias,
e que têm como finalidade, não a divulgação, mas sim, o controle sobre
a informação; omitindo-as, distorcendo-as, e direcionando-as, de modo
a favorecer os grupos aos quais ela pertence
Não por acaso todos os movimentos genuinamente populares, são
perseguidos e marginalizados por ela

Abaixo Marinhos, Civitas, Frias, Saads, Mesquitas e outros "ditadores"
de nossa Imprensa !

Marcelo Roque

sexta-feira, 8 de abril de 2011

OS FRUSTRADOS ANÔNIMOS E O MAFUÁ DA MÍDIA

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O circo da mídia vira mafuá de grotão quando ocorre um episódio como o do bobalhão que resolveu se matar da forma mais espalhafatosa possível, levando um monte de jovens com ele.

Era zero e  queria  ser um número. Como não o conseguiria por mérito ou talento, apelou para o método de Charles Manson -- provavelmente a primeira insignificância a se tornar  celebridade  por promover uma matança sem pé nem cabeça.

A versão carioca também ansiava -- ainda que inconscientemente -- por visibilidade, pois a sociedade do espetáculo planta esta compulsão na cabeça dos videotas.

E seu drama era mais patético ainda, por decorrer, em boa parte, de uma óbvia homossexualidade não assumida. Se o debilóide não reprimisse seus instintos (ou se tivesse consultado um analista), é possível que as coisas não chegassem a esse ponto.
Manson e seu olhar insano

Choca constatarmos que, meio século depois da liberação sexual, ainda haja quem se refugie dos seus desejos em delírios religiosos mortíferos!

Parece uma variação do Repulsa ao Sexo, de Roman Polanski, que em 1965 já parecia enfocar um drama anacrônico...

Menos datado é Na Mira da Morte (1968), de Peter Bogdanovich, o filme que mais fielmente expôs a pequenez e banalidade dos assassinos seriais. Nenhum deles é Hannibal. Todos são míseros Wellingtons.

De resto, ao dar tamanho destaque aos chiliques de um assassino repulsivo, a mídia de mafuá incentivou outros frustrados anônimos a seguirem seu bestial exemplo.

Melhor seria se nem houvessem publicado seu nome.

Melhor seria  se as autoridades tivessem queimado de imediato a ridícula carta de suicídio.

Caso haja nova matança, todos já sabem de quem é a culpa: da imprensa vampiresca que se alimenta do sangue de vítimas como as desta 5ª feira negra.

sexta-feira, 11 de março de 2011

MST, PCC E COMANDO VERMELHO - O Papel da Mídia

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MST, PCC, COMANDO VERMELHO - O Papel da Mídia



Quero entender, por favor, alguém me explique;

por que nossa grande imprensa concede espaço

para que integrantes de facções, notoriamente

criminosas, envolvidas com o narcotráfico, sequestro,

latrocínio, dentro outros crimes não menos graves,

possam expressar suas idéias, anseios e "razões de ser",

ao mesmo tempo que, integrantes de movimentos genuinamente

populares, como por exemplo, o MST, não recebem sequer um

décimo deste mesmo espaço (pra não dizer que não recebem

espaço algum) ?

Ora, o MST, assim, como outros movimentos sociais, representam

uma ameaça enorme aos interesses de uma elite brasileira que,

desde quando o Brasil é Brasil, vive às custas da exploração da

miséria de parte da população

Uma gente que, ao longo de nossa história, foi impedida através

mandos e desmandos de governos e "coronéis", de poder usufluir

de um pedaço de chão para seu digno sustento



Hoje, vergonhosamente, uma absurda quantidade de terra, esta nas

mãos de pouquíssima gente. Privilegiados que, por conta da força

política e economica que têm, ajudam a financiar através mídia

(grande imprensa), sórdidas campanhas contra os movimentos sociais,

marginalizando-os, o máximo possível



Particularmente, posso dizer que, não me lembro de ter presenciado

nenhuma campanha da mídia, de tal nível, direcionada à nenhuma facção criminosa,

muito pelo contrário, o que pude sentir muitas vezes foi até mesmo uma certa apologia a tais facções

Até porque, os prejuizos desta elite seriam infinitamente menores, caso meninos e meninas,

ao invés de serem recrutados por MSTs, fossem por PCCs e Comandos Vermelhos da vida



Marcelo Roque

sábado, 10 de julho de 2010

MAIS UMA DO BERLUSCONI. ATÉ QUANDO?

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escrevi sobre como os anos Berlusconi deixaram em cacos a imagem que eu tinha da Itália: a de um país amadurecido, pleno de humanidade, compaixão e sabedoria.

Cinéfilo inveterado, queria crer que cada italiano tivesse um pouco de Marcello Mastroianni; e cada italiana, de Sofia Loren.

De repente, fiquei sabendo que a figura realmente emblemática da pátria do meu avô é outra, uma versão piorada de Benito Mussolini (a História se repetindo como farsa grotesca, buffonata de mafuá...).

E cada vez mais escândalos e delinquências foram vindo à tona: ligações perigosas com a Máfia, antecedentes neofascistas, fraudes, subornos, arbitrariedades, deboches.

Um rosário de ilegalidades, irregularidades e impropriedades, mais do que suficientes para derrubar o premiê de qualquer nação que se respeitasse.

A Itália, infelizmente, não se respeita.

Então, nela nada mais me surpreende.

Nem mesmo que esteja em gestação uma lei com o objetivo gritante de manietar a Justiça e censurar a imprensa, apenas para que não seja mostrada ao povo a nudez do rei.

É o que informa a notícia Itália para contra a "lei da mordaça", publicada neste sábado (10) pela Folha de S. Paulo, cujos principais trechos reproduzo em seguida:
"Os principais jornais italianos decidiram não circular ontem nem atualizar seus sites na internet. A maioria dos canais não exibiu telejornais, e foram poucas as notícias nas rádios. Também houve greve de transportes em cidades como Roma e Milão.

"Foi um protesto contra a 'lei da mordaça', como é conhecido o projeto que o premiê Silvio Berlusconi tenta aprovar no Congresso.

"O projeto já passou no Senado e deve ir à votação na Câmara no dia 29. Se virar lei, irá restringir o uso de grampos telefônicos em investigações e punir com multa os meios de comunicação que publicarem as transcrições.

"Aos jornalistas, estão previstas penas de prisão de até dois meses.

"Há também grande descontentamento entre juízes. A associação dos magistrados afirmou em nota que a nova lei irá tornar muito mais difícil o trabalho investigativo de policiais e juízes.

"...os críticos afirmam que ele [Berlusconi] tenta se proteger, evitando investigações sobre sua vida e sobre membros do governo. Em 2009, o vazamento de partes de investigações sobre corrupção atingiram o premiê.

"Foram divulgados pelos meios de comunicação fotos e detalhes de festas que o premiê dava em sua casa, para as quais eram contratadas garotas de programa.

"Há dois meses, Berlusconi foi obrigado a aceitar a renúncia de Claudio Scajola, seu então ministro da Indústria, após a mídia divulgar operações fraudulentas na compra de um apartamento".
O primeiro-ministro reagiu pedindo a ajuda de seus simpatizantes para dar fim à "mordaça imposta à verdade", por parte de uma mídia que "pisoteia sistematicamente no sagrado direito à privacidade dos cidadãos invocando a liberdade de imprensa como se fosse um direito absoluto".

Segundo o herdeiro espiritual do Duce, "na democracia não existem direitos absolutos".

Parece um papa discorrendo sobre sexo: fala sobre o que desconhece e nunca praticou. Não passa de figura tosca de um autoritarismo rançoso e odioso.

Enfim, serve como consolo a constatação de que, com enorme atraso, os italianos finalmente começam a despertar de sua letargia cúmplice.

Talvez nem tudo esteja perdido; aguardemos os próximos e emocionantes capítulos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

DANDO NOME AOS BOIS: O QUE HOUVE FOI 'PIRATARIA' E 'SEQUESTRO'

O número de visitantes do meu blogue deu um salto desde o ataque israelense à flotilha de ajuda humanitária a Gaza.

Sinal de que há uma demanda por jornalismo de verdade, que a grande imprensa não atende.

É simplesmente repulsiva a forma como está sendo noticiado o episódio.


Quase ninguém diz que se tratou de um ato de PIRATARIA. E foi. Não há outro nome para a agressão de um bando armado a embarcações civis em alto mar.

E o que aconteceu com os ativistas que não foram mortos nem feridos pelo bando armado? Terão sido detidos, como se lê e ouve na mídia?

Não, porque o bando armado não tinha autoridade para deter ninguém, muito menos em águas internacionais.

O que houve não passou de um SEQUESTRO. Nem mais, nem menos. Então, nunca existiram 700 pessoas detidas, o que há são 700 pessoas sequestradas.

Se quem as tivesse sequestrado fosse o governo de Chávez, Castro ou Ahmadinejad, a terminologia da mídia, com certeza, seria rigorosamente exata.

Também é um embuste dá-los, agora, como
deportados, já que não entraram em Israel por vontade própria, mas sim arrastados por sequestradores. Estão sofrendo mais uma violação dos seus direitos, ao não serem simplesmente soltos para ir onde quisessem, mas sim despachados na marra para um país que não escolheram.


Em se tratando de Israel, os jornalistas pisam em ovos e são obrigados a utilizar os mais evasivos eufemismos.


Depois, existe quem esteja perdendo tempo e desperdiçando espaço com análises sobre a ridícula alegação israelense de que seus assassinos teriam exercido o direito de autodefesa. O que não é sério, não devemos levar a sério, caso contrário nos acumpliciaremos com a desinformação.

Se qualquer barco é atacado por piratas no meio do oceano, a tripulação, sim, reage em legítima defesa.

Os piratas, não. Eles estão simplesmente tentando neutralizar as vítimas, para concretizarem seu intento ilegal.

Se, para tanto, as matam, o que fizeram foi cometer homicídio, por motivos vis. Ou seja, um crime dos mais crapulosos.

Não são questões semânticas: a linguagem também pode servir para atenuar o impacto de episódios escabrosos, facilitando sua absorção e progressivo esquecimento.

Os jornalistas que se mancomunam com esses contorcionismos retóricos, entretanto, não estão sendo imparciais, mas sim amorais. Ao contribuírem para a aceitação do inaceitável, fazem uma opção pela carreira, em detrimento da missão.

Lembremos Brecht: "em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar".

Nove seres humanos valorosos deram a vida para que nada parecesse impossível de mudar. O mínimo que podemos fazer é honrar seu sacrifício.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

ANDRÉ RISTUM DEVERIA TER ÉTICA E CORRIGIR SEU ERRO HISTÓRICO!!! Tempo de Resistencia de André Ristum - Trailer


A HISTÓRIA, COMO SABEMOS,NUNCA TEM UM LADO SÓ! E DIZER UMA MENTIRA, OU RELATAR UM FATO DE FORMA ERRADA,PODE CAUSAR DRÁSTICAS CONSEQUÊNCIAS!
GOSTARIA DE SABER COMO ANDRÉ RISTUM SE SENTIRIA SE UM RELATO EQUIVOCADO FOSSE FEITO SOBRE SUA PESSOA!
EU COMO PRIMA DE CELSO LUNGARETTI,SEI QUE MEU PRIMO SOFRE POR TODOS ESSES EQUÍVOCOS HISTÓRICOS!! E COMO SER HUMANO DESTE PAÍS AGUARDO QUE TUDO ISSO SEJA PROPAGADO EXAUSTIVAMENTE PELA GRANDE MÍDIA E PELA INTERNET!!
DIFAMAR ALGUÉM É FÁCIL, MAS CONSERTAR UMA INJUSTIÇA É SEMPRE MUITO MAIS COMPLEXO!!
DOU GRAÇAS QUE MEU PRIMO LUNGARETTI ESTEJA VIVO E FORTE PARA SEMPRE DEFENDER-SE!
É PRECISO UNIÃO COMO DISSE GLÓRIA KREINZ PARA JUNTOS TENTARMOS DE UMA VEZ POR TODAS CONSERTAR TODOS ESTES EQUÍVOCOS (erro histórico mesmo)
ME SOLIDARIZO COM MEU PRIMO,E ESTA MINHA ATITUDE SERÁ SEMPRE INCONDICIONAL E INFINITA!

CELSO, VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO NESTA LUTA ÉTICA E DE JUSTIÇA PRA LÁ DE VITAL!!! A VERDADE DEVE SEMPRE  SER PROPAGADA EM QUALQUER SITUAÇÃO!!!
A HISTÓRIA PODE TER VÁRIOS LADOS, MAS O RESGATE DA VERDADE É FUNDAMENTAL! SÓ A VERDADE ALICERÇA EFETIVAMENTE A IDENTIDADE DE UM POVO!

NADIA STABILE - 06/02/10

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A SOLIDÃO ESSENCIAL - POR IVAN MARTINS (AMIGA REGINA ENVIA)

O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

IVAN MARTINS

Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.
Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro) jamais seremos felizes.
Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.
Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.
Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?
Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).
Saiba mais
Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.
Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?
É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.
Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.
Lembro de ter tido, anos atrás, uma conversa muito interessante com um amigo nissei que havia morado no Japão. Éramos os dois casados e eu me queixava das dificuldades do casamento. O amigo, mais velho, respirou fundo e me disse que, no Japão, eles achavam que casamento era uma coisa muito séria para ser decidida por paixão. Se você ia passar a vida com alguém, as compatibilidades eram mais importantes que o desejo.
Na hora achei aquilo esquisito, mas hoje percebo que ele estava sugerindo apenas outra forma de olhar para a mesma situação: diante da escolha do casamento, que tipos de sentimentos são mais importantes?
Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto.
Talvez seja verdade que as pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade.
A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não?
Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.
Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.
É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.
Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.
Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI114484-15230,00-A+SOLIDAO+ESSENCIAL.html

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Para especialistas, PNDH -3 não limita a liberdade de expressão

Alvo de críticas por parte de entidades patronais de comunicação, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) é apoiado por especialistas na área. Para eles, o plano será um marco regulatório para o País e conterá os excessos contra a dignidade humana. O PNDH foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e seguirá para avaliação do Congresso.
Um dos objetivos do plano é regular os meios de comunicação para que mantenham uma linha editorial de acordo com os Direitos Humanos, com punições para os que desrespeitarem as normas. A proposta foi contestada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) que afirmam que o plano é uma tentativa de limitar a liberdade de expressão.
Regulação e censura
“No Brasil há uma prática dos empresários atribuírem como censura qualquer possibilidade de ampliar a discussão sobre conteúdo veiculado pela mídia. A proposta nada mais é do que a vontade da sociedade no sentido de exigir que os meios respeitem a dignidade humana”, defende Laurindo Leal Filho, jornalista, professor da ECA/USP e ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação.
Laurindo também ressalta que a mesma proposta já estava presente no 1º PNDH na gestão de Fernando Henrique Cardoso e que não há motivos para polêmicas. “Isso é uma prática consagrada no mundo. Eu não sei por que no Brasil se faz tamanho escarcéu sobre algo que deveria ser corriqueiro”, emenda.
Carlos Chaparro, doutor em Ciências da Comunicação e professor de jornalismo da USP, também acredita que o plano não interfere na liberdade de expressão. “Isso não altera muito o que está na Constituição, não mexe com a liberdade de expressão, isso faz parte da democracia e reproduz o que está na Constituição”.
Apesar de concordar que o programa não afeta a liberdade de imprensa, Chaparro reprova a forma como o PNDH foi encaminhado. “Não penso que seja papel do governo produzir documentos desse tipo, mas sim do Congresso, que representaria a sociedade. O governo deveria apenas cumprir a Constituição, porque é só olhar ao redor e ver que ele não cumpre”, critica.
Para Edson Spenthof, presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), as críticas das empresas apenas reproduzem o mesmo que aconteceu na elaboração de outras propostas de comunicação para o País. “O que eu vejo é a ladainha de sempre das empresas de comunicação. Tudo o que é regulação e democratização eles veem como censura, o que não é. É o mesmo que aconteceu na Confecom, com a Lei de Imprensa, o diploma de jornalismo, o Conselho Federal de Jornalistas, entre tantos outros”.
Lula defende legalidade da proposta
O presidente Lula, que assinou o programa alterando apenas um ponto referente à repressão militar, respondeu as críticas contra o plano. "Não brinco com esse assunto. Para mim, não existe democracia sem liberdade de imprensa. O decreto não propõe controle sobre nenhuma mídia. Se propõe que sejam apurados os abusos contra os direitos humanos, caberá aos órgãos responsáveis verificar o que está ocorrendo, como é hoje”, declarou.
Leia mais:
Fenaj declara apoio ao Programa Nacional de Direitos Humanos

Controle da mídia também consta em plano de direitos humanos de FHC


Programa Nacional de Direitos Humanos prevê lei para a comunicação no País

Entidades reprovam decreto do Programa Nacional de Direitos Humanos

http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D54740%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%2
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"FOLHA" FAZ NOVA PROVOCAÇÃO - POR CELSO LUNGARETTI


Celso Lungaretti (*)
























Ives Gandra Martins é um advogado tributarista que ensina a grandes clientes como pagarem menos, ou nenhum, imposto de renda.

Ou seja, presta relevantes serviços à causa da desigualdade social, já que alivia os ricos das mordidas do leão, enquanto os pobres, não contando com assessoria jurídica da mesma qualidade, acabam se sujeitando a tributos injustos e até ilegais.

Houve tempo em que ele era atração exclusiva do jornal O Estado de S. Paulo, eternamente alinhado com os interesses empresariais.

Agora, a Folha de S. Paulo também lhe concede espaço de articulista. E não na sua área específica, mas para falar sobre o que desconhece e não tem isenção para abordar: ditadura militar x resistência.

Seu artigo de hoje, Guerrilha e redemocratização, não passa de uma síntese da propaganda enganosa que os sites fascistas trombeteiam sobre o período de 1964/85 e, mais especificamente, sobre a terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos.

Parece que, ao lecionar Direito na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e na Escola Superior de Guerra, foi ele quem recebeu lições dos alunos... as piores possíveis.

Diz que, ao resistir ao terrorismo de estado implantado pelos golpistas de 1964, "a guerrilha apenas atrasou o processo de retorno à democracia".

Justifica as atrocidades ditatoriais com a falácia de que os verdadeiros responsáveis foram os que não se submeteram a viver debaixo das botas, pois "ódio gera ódio, e a luta armada acaba por provocar excessos de ambos os lados". É a velha piada do brutamontes se queixando de haver machucado a mão ao esmurrar a cara de um fracote...

Minimiza a contribuição dos movimentos de resistência à democratização, que, segundo ele, se deveu principalmente à atuação da OAB e de alguns parlamentares.

Aponta Hugo Chávez como eminência parda do PNDH-3 ("o programa é uma reprodução dos modelos constitucionais venezuelano, equatoriano e boliviano"), o qual estaria sendo "organizado por inspiração dos guerrilheiros pretéritos" (leia-se Paulo Vannuchi).

E insinua que a presidenciável do PT tem esqueletos no armário, pois, se forem apurados também os excessos porventura cometidos pelos resistentes, "isso não será bom para a candidata Dilma Rousseff". Se tivesse algo consistente para dizer, faria acusações concretas, ao invés de lançar indiretas para causar suspeitas, sem que fique exposto a uma ação por calúnia e difamação.

Se essa visão distorcida e tendenciosa da extrema-direita, expressa pelo Gandra Martins, tivesse a mínima relevância à luz dos valores civilizados, seria fácil refutar seu artigo de amador que invade destrambelhadamente a seara dos profissionais.

Mas, nem ele é importante como analista político, nem os artigos de Opinião da Folha são referencial para coisíssima nenhuma atualmente.

O jornal da ditabranda está sempre laçando fascistas acidentais que escrevam textos provocativos, capazes de motivar uma enxurrada de refutações. Quer dar a impressão de que ainda é um veículo polêmico, trepidante.

Não farei o seu jogo, pois tanto a Folha de S. Paulo quanto o ideário que norteou o artigo de Gandra Martins só merecem de mim o mais absoluto desprezo.


*  Jornalista e escritor, mantém os blogues

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Crodowaldo Pavan, no fascículo 3 de Grandes Cientistas - Glória Kreinz

ESTA  ADMIRÁVEL ATITUDE DA REVISTA "CAROS AMIGOS",PUBLICAR EM SEU  TERCEIRO NÚMERO DA COLEÇÃO "GRANDES CIENTISTAS BRASILEIROS",CRODOWALDO PAVAN E MILTON SANTOS!!!
ESTES DOIS NOMES REPRESENTAM MUITO BEM O BRASIL E NOS DEIXAM ENVAIDECIDOS PELAS SUAS PERSONALIDADES GENIAIS, VIRTUOSAS E VITAIS PRA NOSSO PAÍS!
FICO FELIZ POR GLÓRIA KREINZ SER OUTRA PERSONALIDADE LIGADA A PAVAN E ESTAR AQUI ENTRE NÓS NESTE SIMPLES BLOG QUE AINDA INICIA CAMINHOS...QUE QUEM SABE PODERÃO SER COERENTES EM ALGO COM OS DESAFIANTES CAMINHOS QUE PAVAN TRILHOU NA ÁREA CIENTÍFICA E EM SUA DIVULGAÇÃO!!! ALGO IMPRESCINDÍVEL PARA UM PAIS COMO O NOSSO TÃO CARENTE DESTE TIPO DE DIVULGAÇÃO!!! PARABENIZO A "CAROS AMIGOS",A GLÓRIA KREINZ E AO NÚCLEO JOSÉ REIS DA ECA -USP,QUE SEMPRE FEZ O MÁXIMO COM O MÍNIMO!!! E ESPERO QUE OUTRAS INSTITUIÇÕES DA ÁREA SIGAM OS CAMINHOS INICIADOS TÃO BRILHANTEMENTE POR PAVAN E JOSÉ REIS!!! PARABÉNS,FELICIDADES A TODOS E AGRADEÇO!!! NADIA STABILE - 25/12/09

Glória Kreinz


Com o título de Crodowaldo Pavan, A Arte de Democratizar a Ciência, a Revista CarosAmigos publicou no número 3 de Grandes Cientistas Brasileiros, Milton Santos e Crodowaldo Pavan. Sensibilizados com a justa homenagem que a editora prestou ao nosso parceiro de 12 livros, mencionamos a hora oportuna da publicação. Assim, este Natal ainda tem Pavan entre nós...

Já enfatizei a correção com que o jornalista Flavio Dieguez tratou a entrevista que fez comigo e outros entrevistados sobre Crodowaldo Pavan. Revelou que trabalha bem a divulgação cientifica e precisamos de mais profissionais como Dieguez atuando em nossa área de conhecimento. Acredito que Pavan diria o mesmo . Salientei ainda que a poesia Navegadores, de Marcelo Roque, que Pavan tanto gostava, foi citada na página 91 da matéria, assim como a Academia Paulista de Letras, onde ele ia todas as tardes de quinta-feira.



Divulgação Científica

Explicamos que a  Caros Amigos, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, está editando uma coleção de fascículos, os “Grandes Cientistas Brasileiros”. Cada número traz dois nomes com um artigo principal e uma entrevista com um nome significativo, vinculado a cada cientista comentado. Até agora foram editados três números, o primeiro veio com Carlos Chagas e Joahana Dobheimer, o segundo traz Florestan Fernandes e César Lattes e este terceiro apresenta Milton Santos e Crodowaldo Pavan.

A editora vai editar mais 9 fascículos totalizando 24 nomes de diversas áreas da ciência nacional, a publicação é quinzenal e tem 32 páginas coloridas a cada edição.

Além da biografia desses importantes nomes brasileiros, os fascículos contextualizam a história dos homenageados com fatos do mundo, trazem quadros explicativos, curiosidades e uma entrevista com um especialista da área.

Mais uma vez agradeço a Caros Amigos ter nos trazido Crodowaldo Pavan e Milton Santos no Natal.


http://stoa.usp.br/gkdivulga/weblog/

FONTE : http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/abradic/

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A IMPRENSA GOLPISTA MORRE, VIVA A BLOGOSFERA!

Tenho saudado em palestras e entrevistas o papel que a blogosfera vem assumindo, de alternativa à desinformação programada da indústria cultural.
Se a Folha de S. Paulo, a Veja e a Rede Globo ainda fazem a cabeça dos contingentes mais amplos, que têm interesse apenas superficial nos acontecimentos enfocados e acabam engolindo irrefletidamente o prato feito que lhes é servido pelos especialistas em manipulação, os cidadãos que buscam noticiário isento, interpretações consistentes e opiniões civilizadas cada vez mais vão buscá-los na Web.

Graças a isto, o pequeno grupo de abnegados que começou a luta em defesa da liberdade do escritor Cesare Battisti conseguiu, aos poucos, convencer os melhores seres humanos de que a verdade estava ao seu lado.

Contra o enorme poder de fogo, as pressões e os subornos da Itália; contra a subserviência canina da mídia brasileira aos interesses de outras nações e aos das oligarquias nativas; contra a inacreditável tendenciosidade do presidente do Supremo Tribunal Federal e do ministro que relatou o processo; e contra a campanha aqui orquestrada pelos ultradireitistas em geral e pelas viúvas da ditadura em particular, movidos pelo ódio genérico aos idealistas e pela obsessão em atingir os veteranos da luta armada que hoje ocupam posições destacadas no PT, contra tudo isso Fred Vargas, Eduardo Suplicy, Rui Martins e algumas dezenas de anônimos mas imprescindíveis voluntários conseguiram sustentar a bandeira da resistência em 2007 e 2008.

Até que, em função das evoluções do caso ocorridas ao longo de 2009 e também do incansável trabalho de esclarecimento desenvolvido pelo Comitê de Solidariedade a Cesare Battisti e por simpatizantes da causa, a correlação de forças foi ao poucos se invertendo na internet, até ficar francamente favorável aos solidários, contra os linchadores.

A formidável corrente de opinião que se formou na web, atingindo os circulos do poder, acabou frustrando os planos maquiavélicos da dupla Gilmar Mendes/Cezar Peluso.

Ao invés de vitória esmagadora almejada, a sua cruzada para estuprar a Lei do Refúgio e a jurisprudência obteve míseros 5x4 nas duas primeiras votações, quando o STF resolveu apreciar um caso já decidido por quem tinha autoridade para fazê-lo e quando o STF autorizou a extradição de um perseguido por razões flagrantemente políticas e condenado num processo flagrantemente contaminado por um sem-número de distorções e aberrações.

Depois, o impacto e a repercussão do demolidor voto do ministro Marco Aurélio de Mello, que reduziu a pó de traque o relatório de Cezar Peluso, acabaram determinando a inversão do placar na terceira votação.

Ficou faltando a última e decisiva peça do quebra-cabeças de Mendes: tornar obrigatório o acatamento da decisão do Supremo por parte do presidente Lula, o que faria o Brasil retroceder a um patamar de civilização inferior ao da Idade Média, quando os condenados podiam ao menos pedir clemência aos soberanos.

Prevaleceu o entendimento tradicional e correto de que ao STF cabe apenas autorizar a extradição, mas sua concretização ou não deve ser decidida pelo Poder Executivo, que é quem conduz a política externa do País.

Agora, Lula tem o caminho desimpedido para confirmar a decisão que seu governo tomou em janeiro/2009, a única admissível em termos jurídicos.

"ESSA DO MINO QUEBROU AS MINHAS PERNAS"

Mas, não é só nos grandes acontecimentos (e este foi o maior deles até hoje!) que se percebe o robustecimento de uma nova consciência na internet, com as fileiras dos cidadãos esclarecidos expandindo-se cada vez mais e conquistando influência cada vez maior.

Também o repúdio às falácias da grande imprensa cresce a olhos vistos. Não só o Movimento dos Sem-Mídia consegue colocar muitos manifestantes na rua contra a Folha de S. Paulo, como os próprios leitores rechaçam veementemente as imposturas dos veículos golpistas, seja nas seções a eles destinadas, seja no espaço de comentários.

Das mensagens recebidas pela Folha de S. Paulo a respeito da acusação sem provas nem testemunhas que César Benjamin fez ao presidente Lula, 210 reprovaram a postura do jornal, contra apenas 9 concordantes. Isto deu respaldo ao ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva para proferir a mais enfática acusação que já fez à sistemática fabricação de factóides por parte do jornal:
"Só quem crê dispor de certezas prévias inabaláveis, como os fanáticos religiosos ou políticos (muitas vezes são a mesma coisa), pode se achar capaz de distinguir verdade e mentira com base só em palavras".
E uma avalanche de críticas dos leitores da CartaCapital desabou sobre Mino Carta, nos comentários a respeito do editorial em que rasgou seda para Gilmar Mendes, por sua posição contrária a Cesare Battisti. A condenação foi praticamente unânime. Eis um desabafo bem humorado:
“É impossível ser capaz de julgar toda matéria que leio, se é parcial ou não. Preciso de um mínimo de confiança pra me informar. Mas essa do Mino quebrou as minhas pernas. Inacreditável! A fixação pelo Batistti fez ele elogiar o Gilmar Mendes? Vou dormir e de manhã eu volto aqui pra ver se eu não estava sonhando....”
Muitos leitores extraíram a conclusão óbvia:
“Depois dessa da CartaCapital e do cair de máscaras do Mino, só resta-me uma postura a adotar. Desistir do meu intento de renovar a CartaCapital e viver da blogosfera”.
Quanto mais a grande imprensa violentar as boas práticas e os princípios éticos do jornalismo, maior será o número de leitores migrando definitivamente para a web. Os mais dotados de espírito crítico à frente.

Só que, não se iludam os senhores da mídia, quem perde os formadores de opinião, mais dia, menos dia, perde todo o resto.

Daí a decadência já visível da Veja e da CartaCapital. E o desempenho cada vez pior da Folha de S. Paulo nas bancas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

CONTRA O IMPERIALISMO DA INFORMAÇÃO

Eu, como cidadão, quero aqui manifestar todo o meu repúdio, por esta
atitude deplorável da grande imprensa de meu país que, através de informações
escancaradamente tendenciosas, elitistas e imperialistas, vem colocando o MST
como sendo uma organização criminosa.
Ora, criminoso é este comportamento de tais meios de comunicação que, como bem sabemos,
estão sob o comando dos mesmíssimos grupos que, até pouco tempo atrás, andavam
de mãos dadas com a ditadura
Portanto, não estou aqui defendendo cegamente toda e qualquer ação do MST no que diz
respeito a ocupação de terras para fins agrários, até porque, excessos podem acontecer em
qualquer tipo de organização, seja ela de cunho popular ou não, e o MST, não está livre disto.
O que defendo, é uma cobertura imparcial dos acontecimentos, coisa que infelizmente, não
podemos esperar desta imprensa
Então, que nós cidadãos, não nos tornemos meros fantoches nas mãos destes grupos inescrupulosos.
Que possamos avaliar quais os verdadeiros interesses por de trás de tais ações nefastas; quais grupos
estão sendo beneficiados ... enfim, que prevaleça o senso crítico de cada um de nós, independente
de todo este lixo jornalistico que nos vem sendo empurrado goela abaixo

Marcelo Roque

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

INVESTIGAÇÃO SOBRE UMA IMPRENSA ABAIXO DE QUALQUER SUSPEITA

Ponha o dedo sobre cada item
Pergunte: o que é isso?

Você tem de assumir o comando"
(Brecht, "Elogio do Aprendizado")

Um ótimo exemplo da leviandade com que a imprensa nacional e internacional está cobrindo o Caso Battisti nos foi dado nas duas últimas semanas.

A Folha OnLine, o UOL Notícias e o portal da Band, entre outros, publicaram, no dia 07/10, uma notícia que a primeira creditou à "Ansa, em Milão" e as demais, simplesmente, à Ansa, mas não está disponibilizada nos portais dessa agência (nem no latinoamericano, nem mesmo no italiano):
"O italiano Alberto Torregiani, uma das vítimas de um dos crimes pelos quais o ex-ativista de esquerda Cesare Battisti é condenado na Itália, pediu nesta quarta-feira para ser ouvido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que analisa o pedido de extradição feito pela Justiça italiana.

"Alberto é filho de Pierluigi Torregiani, que foi morto em frente à joalheria da família, em Milão, e também foi vítima da mesma ação, cometida em 1979. Ele foi atingido por um tiro e ficou hemiplégico.

"'Se os juízes não conseguem decidir porque falta alguma informação, eu os aconselho a escutarem também as vítimas. Eles conhecem a história apenas das cartas processuais', disse Torregiani, retomando um pedido que já havia feito.

"Em março passado, ele solicitou ser ouvido pelo Supremo, o que foi rejeitado, já que o STF não prevê depoimentos..."
Supõe-se que tenha sido uma besteirinha enviada pela Ansa a seus assinantes brasileiros, como um calhau para dar mais volume ao pacote diário desta agência -- ela mesmo consciente de que se tratava de uma total irrelevância.

Jornalisticamente, a pergunta que se impõe é: para que serve uma notícia destas, se não há hipótese nenhuma de Alberto Torregiani vir a depor na conclusão do julgamento do pedido de extradição italiano?

Obviamente, uma de suas serventias é criar prevenção contra Battisti, tentando tanger o STF para o desfecho que a Itália tanto quer enfiar-nos goela abaixo; outra, mais prosaica, é o que os antigos chamavam de "encher linguiça".

A Folha de S. Paulo percebeu que este mal dissimulado exercício de lobby era matéria de segunda linha, não lhe dando espaço na edição impressa.

ESTADÃO EMBARCA
NA CANOA FURADA


Surpreendentemente, O Estado de S. Paulo embarcou, atrasadíssimo, nessa canoa furada. O vetusto jornalão conservador publicou idêntica ladainha no dia 10/10, com a assinatura de Davide Sarsini e sem dar crédito à Ansa, óbvia fonte da notícia inicial.

Afora a repetição do mesmíssimo blablablá, a notícia Vítima de grupo de Battisti quer depor acrescentou duas informações reveladoras.

A primeira é que Torregiani não tem absolutamente nada a testemunhar no Supremo:
"É difícil traçar um quadro do que está ocorrendo, mas os acontecimentos nos levam a pensar que está sendo procurada uma maneira de adiar a extradição", avalia Torregiani. Battisti sempre afirmou sua inocência e sustenta que o disparo que deixou Torregiani numa cadeira de rodas partiu da arma de seu próprio pai.

"E o que isso tem a ver?", replica Torregiani. "Battisti não fazia parte do comando, mas é uma questão de responsabilidade. Ele foi condenado por ter participado da tomada de decisão, por ter sido o mandante do crime, e o que importa são as intenções. O crime foi premeditado e agora ele deve assumir a responsabilidade por seus atos."
Isto veio ao encontro do que ele mesmo havia declarado à Ansa, que publicou em 30/01 a notícia Filho de vítima diz que Battisti não estava presente em assassinato do pai:
"O italiano Alberto Torregiani, filho do joalheiro Pierluigi Torregiani, supostamente assassinado por Cesare Battisti, disse que não ficou surpreso com as declarações do ex-militante divulgadas pela imprensa brasileira, nas quais ele alega inocência.

"'Ele não disse nada de novo', considerou ele, que ficou paraplégico após ser atingido no mesmo tiroteio em que seu pai foi morto.

"Torregiani revelou que Battisti não participou da ação que culminou no assassinato de seu pai porque havia ido à localidade de Mestre, onde teria matado o açougueiro Lino Sabbadin. 'Está tudo nos autos do processo', explicou.

"Para ele, no entanto, 'o problema é que existe uma sentença de condenação definitiva e testemunhos que indicam ele e seus cúmplices como responsáveis pelo homicídio de meu pai'".
TORREGIANI E SUA
MEMÓRIA SELETIVA

Aqui também houve duas omissões significativas. Torregiani esqueceu de dizer:
  • que, segundo "os autos do processo", os dois assassinatos foram planejados na casa do dirigente máximo do grupo Proletários Armados para o Comunismo, Pietro Mutti, em reunião na qual é atribuída a Battisti (que, na verdade, não estava presente) apenas a omissão, ou seja, não teria objetado; e
  • que depois Mutti, como delator premiado, imputou mentirosamente a Battisti a autoria direta dos dois assassinatos, tendo a acusação engolido suas lorotas interesseiras como se fossem a tábua dos 10 mandamentos.
Aí a defesa levantou um pequeno e singelo detalhe: a distância entre as duas localidades (500 quilômetros) não podia ser transposta no intervalo de tempo transcorrido entre as ações (duas horas).

A derrubada de uma das mentiras de Mutti foi um embaraço? Longe disso. Os procuradores apenas remendaram a peça acusatória, colocando Battisti como assassino de Lino Sabbadin e autor intelectual da morte do joalheiro Pierluigi Torregiani...

Quanto a Mutti, a própria Corte de Milão assim se pronunciaria sobre sua teia de falsidades, em 31/03/1993:
"Este arrependido é afeito a jogos de prestidigitação entre os seus diferentes cúmplices, como quando implica Battisti no assalto de Viale Fulvio Testi para salvar Falcone, ou Battisti e Sebastiano Masala em lugar de Bitti e Marco Masala no assalto à loja de armas 'Tuttosport', ou ainda Lavazza ou Bergamin em lugar de Marco Masala em dois assaltos em Verona".
E o que pretenderia, afinal, Alberto Torregiani fazer no Brasil, se admite que não viu Battisti entre os assassinos do seu pai?

Ora ele afirma que "está tudo nos autos do processo", ora ele diz que os ministros do STF "conhecem a história apenas das cartas processuais".

Pretenderá dizer-nos aquilo que nem mesmo acusadores tão tendenciosos ousaram sustentar no julgamento de cartas marcadas a que Battisti foi submetido em 1987?

E é aqui que entra a segunda informação reveladora da matéria do Estadão:
"Autor do livro Já Estava na Guerra, Mas Não Sabia, em que contou sua experiência, Torregiani entrou há pouco tempo na política. É responsável pelo Departamento de Justiça do Movimento pela Itália, liderado por Daniela Santanchè...".
Para quem não sabe, trata-se de um agrupamento reacionário cuja líder é coproprietária de um night-club para ricaços da Sardenha, uma senhora assumidamente neofascista e que rompeu com Berlusconi por considerá-lo demasiado tímido na defesa dos ideais direitistas...

Então, a motivação de Alberto Torregiani se evidencia desde a cadeira de rodas que ocupa espaço tão destacado na capa do seu livro: é uma vítima profissional querendo aparecer no noticiário, já que engata uma carreira política e literária nas fileiras da extrema-direita italiana.

Que a Folha OnLine, o UOL Notícias e O Estado de S. Paulo, dentre outros veículos, tenham aproveitado esta não-notícia é patético... ou suspeito.

O único sítio apropriado para ela são os sites e blogues da extrema-direita, dedicados a martelar incessantemente propaganda enganosa, como Goebbels recomendava.

Para estes, aliás, acabou servindo como munição. Vários, começando pelo do Reinaldo Azevedo, a reproduziram.

SUPLICY REIVINDICA
OUTRA IMPOSSIBILIDADE

Em seguida, foi a vez do senador Eduardo Suplicy dar sua contribuição a esta comédia de erros, enviando aos ministros do STF um pedido de que, no caso de decidirem ouvir Torregiani, ouvissem também Battisti!

Evidentemente, nem uma coisa nem outra ocorrerá. Mas, foi o bastante para, no dia 14/10, a Ansa Brasil prosseguir com sua "história contada por um tolo, cheia de som e fúria, significando nada" (nunca a citação de Shakespeare foi tão apropriada!): aproveitou a vacilada de Suplicy para continuar dando quilometragem a uma impossibilidade.

A Folha OnLine novamente foi a reboque do incrível exército brancaleone.

Enviei à Folha OnLine e à Ansa pedidos de espaço para apresentar o outro lado da questão, da mesma forma como o expus aqui.

Ambas o ignoraram olimpicamente, o que, aliás, era previsível: não há mesmo justificativa possível ou imaginável para exercício tão medíocre do jornalismo.

Melhor enfiarem a cabeça na areia, como avestruzes.
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