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domingo, 5 de julho de 2009

Às cinco da tarde a Capela Sistina...

na minha janela avistei a imitação
da Capela Sistina,

eram as nuvens querendo
dar uma de Michelangelo!

fracassaram.


Nadia Stabile - 05/07/09

terça-feira, 23 de junho de 2009

CITAÇÕES SOBRE MICROCONTO - DO BLOG DE CARLOS SEABRA

Carlos Drummond de Andrade
Escrever é cortar palavra

São Gregório de Nazianzo

Ser breve não é, como julgas,
escrever poucas sílabas,
mas dizer muito com poucas.

João Cabral
Enxugar até a morte

Ernest Hemingway
Corte todo o resto
e fique no essencial

Thomas Jefferson
O mais valioso de todos
os talentos é aquele
de nunca usar duas palavras
quando uma basta

Isabel Allende
Usar o substantivo certo para
evitar dois ou três adjetivos

Blaise Pascal

Se escrevi esta carta tão longa,
foi por não ter tido tempo
para fazê-la mais curta

Jarbas Novelino Barato
O microconto é um
item da cultura blogueira,
uma história contada ou sugerida
com economia de palavras


O precursor e mais famoso
dos microcontos:


Augusto Monterroso
Cuando despertó,
el dinosaurio
todavía estaba allí


*Microcontos
com um máximo de 150 caracteres (contando espaços, letras e pontuação)

FONTE : http://cseabra.utopia.org.br/microcontos/index.php

MICROCONTOS DE CARLOS SEABRA (clique aqui e leia mais)

363 - lolita
Lolita era tão terrível na arte da sedução que seu ursinho de pelúcia vivia morto de tesão.

364 - maestrina
Na cozinha as panelas cantam, na sala os estômagos roncam. A maestrina dá os últimos toques nessa sinfonia com o tilintar dos talheres ao pôr a mesa.

365 - hitchcock
Olga gostava tanto de viver com segurança momentos de pavor, que sempre colocava fundos musicais de filmes de Hitchcock ao tomar banho no chuveiro.

FONTE: http://cseabra.utopia.org.br/microcontos/2005/10/361-365-gude-hitchcock.php

quarta-feira, 17 de junho de 2009

microcontos de carlos seabra (clique aqui para ler mais)

Naquela biblioteca, um único livro jamais havia sido retirado. No dia que aquela criança o pegou, o bibliotecário dormiu seu último sono sorrindo.

FONTE : http://seabra.com/microcontos/

RONALDO - MICROCONTO (140 caracteres é a média pra um microconto) (clique aqui e leia mais)

3 de Abril de 2009 (DO BLOG TWITTERATURA)


O dentista pediu: "Abra a boca".
Ele viu na ordem a chance de
se livrar do segredo que tanto
o atormentava. Saiu dali
com um novo sorriso.


Publicada por prolixa

FONTE : http://www.twitteratura.blogspot.com/

Dicas para escrever um microconto

Você pode pensar em escrever uma média de dez a quinze linhas. Há quem estenda os minicontos até uma página, porém. Os de uma linha também são chamados de microcontos, só para se ter uma idéia de que essa nomenclatura tem mesmo a ver com sua dimensão.

Os teóricos do miniconto costumam, em nome de uma “estética da brevidade”, dizer que se trata de um gênero que vem ao encontro de nossa vida loca: de nosso culto da velocidade e de nossa cultura do impacto. Esta, porque um dos segredos e uma das recorrências do miniconto, é a surpresa do fim do texto. Com a vantagem de não se precisar ler 345 páginas até chegar a ela.

Dá para comparar um miniconto a uma boa piada. Esta não pode ser comprida demais senão a atenção de quem a ouve vai para o espaço. Há uma história, na anedota, que pega o ouvinte de cara, desenvolve-se e fecha com uma frase surpreendente ou por uma situação inesperada dos personagens, provocando o riso pela surpresa. O miniconto, como qualquer ficção curta, tem de pegar o leitor de cara, com recursos expressivos capazes de interessá-lo a seguir o desenvolvimento da história até chegar a uma reviravolta que provocará a surpresa e que geralmente é o objetivo do escritor.

A fração de uma idéia

Quais são os truques para escrever o miniconto? Algo como um de Juan José Arreola: “A mulher que amei, se transforma em fantasma. Eu sou o lugar das aparições”? Comece, antes de mais nada, por uma idéia pequena. Tome alguma idéia grande e procure pelas menores que existem dentro dela. Por exemplo, para discutir a inter-relação de pais e filhos, você não precisa escrever um complexo romance de muitas páginas.

Pegue as idéias menores que há nesse grande tema. Assim, como as crianças se sentem quando ficam à margem de uma conversa entre adultos? Ou o que elas fazem quando estão chateadas no banco traseiro de um automóvel? Se aparece um mau boletim. Os sentimentos de um filho do meio, e um grande etc.

De cara, você tem de se concentrar no fato de que não tem duas páginas para explicar todo o começo de uma história. Descubra um jeito de colocar tudo em um parágrafo. Daí, conte o resto.

O começo sem preâmbulos

Uma boa maneira é começar a história no meio da ação. Nada de preâmbulos: mostre um homem que está correndo, uma bomba está explodindo, um monstro está surgindo. Só descreva o que for necessário, pois o leitor irá preencher as lacunas. Bom recurso para isso é recorrer a um cenário que o leitor conheça e você não precise descrever, como por exemplo um jogo no Maracanã, um acontecimento num teatro, por aí. Da mesma forma, uma imagem poderosa ajuda, para focalizar a história, como uma rua arrasada pela guerra.

A reviravolta final

O xis da questão com o miniconto são dois: o começo e o final. A não ser que você tenha facilidade para o conto equivalente ao disparar de um flash, como o célebre de Ernest Hemingway: “Vende-se: sapatos de bebê, sem uso.” Para o final, é recomendável a tal da reviravolta, como no conto convencional ou na crônica. A reviravolta surge, geralmente, porque o miniconto não tem tempo nem espaço para mostrar como a trama afetou os personagens. Uma boa frase pode resolver sua história e carregar sua mensagem.

O absurdo com humor

Pense no miniconto como um corte de uma história maior, uma fatia de bolo que tem os ingredientes para dar uma boa idéia do sabor do bolo todo. De certa forma, uma fatia de vida. Nele, você dá ao leitor uma leitura rápida com todo o prazer da ficção. É um gênero perfeito para você explorar sua criatividade e contar histórias de um ponto de vista extremamente diferente, até mesmo absurdo.

O absurdo, como o humor, é difícil de praticar em textos mais longos e cabe como uma luva no miniconto. Ele serve ainda como um ótimo exercício de criação: obriga a usar poucos advérbios e poucos adjetivos e a empregar verbos de ação. Confira, por exemplo, este de Cíntia Moscovich: “Uma vida inteira pela frente. O tiro veio por trás.”

Escrever é cortar

O primeiro-ministro inglês Winston Churchill deu certa vez um sábio conselho: “Das palavras, as mais simples. Das simples, a menor.” O que é absolutamente perfeito para quem escreve minicontos. Afinal, o gênero não serve para mostrar um extenso vocabulário ou virtuosismos. No miniconto contam mais a criatividade e a possibilidade de narrar uma história em espaço limitado. O que não quer dizer pobreza de recursos expressivos, mas, sim, a aplicação de uma regra que serve para todos os gêneros: escrever é selecionar.

Créditos: http://subrosa3.wordpress.com/2007/07/22/historias-em-apenas-uma-linha/

FONTE: http://recantodasletras.uol.com.br/forum/index.php?topic=3087.0

Oficina ensina a criar microcontos através de Microblogs

O Sesc Pinheiros oferece a oficina “Microconto pelo Microblog”. A proposta é produzir microcontos, explorando as possibilidades criativas e literárias de microblogs como o Twitter.

Ferramenta com inúmeros usos, o Twitter é uma espécie de mini blog (microblogging). Atualmente é um novo espaço para os poetas e escritores.

Ao todo são 20 vagas e a oficina será ministrada pela Andréa Delfuego.

Os interessados devem se inscrever no “Internet Livre” que fica no 2º andar.

*EVENTO QUE JÁ ACONTECEU - SESC PINHEIROS - SP

FONTE : http://catracalivre.folha.uol.com.br/2009/05/microconto-pelo-microblog/
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