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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

'FAKE NEWS' a palavra do ano! e os equívocos na comunicação via sistema móvel

'Fake News' é eleita a palavra do ano, mesmo que não seja uma palavra




 
https://www.tecmundo.com.br/internet/123772-fake-news-eleita-palavra-ano-mesmo-nao-seja-palavra.htm


Fake News" foi escolhida como a palavra do ano pelo dicionário inglês da editora Collins — mesmo que não seja uma palavra e, sim, uma expressão. O termo "Fake News" ("Notícias falsas") nasceu com Donald Trump, presidente dos EUA, usado para caracterizar veículos de mídia que "atacavam" o candidato na época — obviamente, atacavam na suposição de Trump.

Além de Fake News, outras palavras entraram no dicionário e foram finalistas na escolha da palavra do ano:
  • Echo-chamber (Câmara de eco): "é uma descrição metafórica de uma situação em que informações, ideias ou crenças são amplificadas ou reforçadas pela comunicação e repetição dentro de um sistema definido"
  • Antifa: "movimento contra qualquer forma de autoritarismo, fascismo e nazismo".
Ano passado, a palavra do ano foi "Brexit", que definiu a saída do Reino Unido da União Europeia.

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https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/11/1932402-fake-news-e-eleita-palavra-do-ano-e-vai-ganhar-mencao-em-dicionario-britanico.shtml

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os equívocos na comunicação via sistema móvel

Com o intenso uso da telefonia móvel, muitas coisas mudaram para pior.
Se antes os usuários de Internet já demonstravam muita falta de informação e conhecimento para usar de forma eficiente a Internet, agora piorou bem!
Compartilham via Whatsapp e Messenger, vídeos sem links, ou geralmente o vídeo é de um ano atrás e nem se dão ao trabalho de clicar no link e checar em qual data foi postado no Facebook, ou no Youtube. A confusão é geral, é desanimador presenciar tanta falta de atenção e vontade de aprender a usar melhor esta incrível tecnologia que poderá um dia, por certo, cooperar muito com os direitos de todos! Por enquanto continuam compartilhando Fake news, e se for do partido ou da posição política contrária, melhor, ai se esbaldam espalhando mentiras!
Isto é o que resultou de um povo  que tem mania de dizer que detesta manuais ou tecnologia, e que prefere ir na orelhada ou dando o tal do jeitinho, característico do brasileiro! A Internet é algo incrível pois se pode aprender tudo sobre ela, nela mesma, é só querer! Se antigamente se dizia que um bom design é aquele que já trás a "receita" ou o "manual" nele mesmo...a Internet vai muito além disto, e pode surpreender qualquer um.
Certa vez uma garota queria ter aulas particulares sobre Excel, mas quando lhe disseram que ela encontraria inúmeros tutoriais no Youtube sobre isto, ela se assustou e ficou muito feliz!! Esta predisposição de muitos se proporem a compartilhar conhecimento em vídeos,
é ótima! E prova aos individualistas, que sua falta de generosidade é ridícula e inapropriada para esta nossa época de produção cooperativa do conhecimento!
Dia chegará em que a totalidade das pessoas compreenderá a importância da boa comunicação e a nossa evolução mais rapidamente se concretizará!

Nadia Gal Stabile - SP, 10 11 2017

*ver também: 
http://sarauxyz.blogspot.com.br/2017/11/mst-vitima-de-fake-news.html#.WgZYHGhSxHY


INÍCIO 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MAL MAIOR- MARCELO ROQUE





Protesto nunca acaba, parceira ... É preciso tomar sempre muito cuidado
com aquilo que nos passam ... Lutando contra a alienação e desinformação
a que esta exposta nossa sociedade ...

Beijos e beijos ...


Mal Maior

"Personificar" o mal é uma tática
muito usada pelos "donos do poder"
Pois, assim, visam nos passar
a falsa sensação que,
eliminando-o, estaríamos resolvendo
grande parte de nossos problemas

Marcelo Roque

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pattie Maes apresenta o "Sexto Sentido", uma tecnologia de vestuário que muda tudo (TIO TONINHO ENVIA)




PARA ASSISTIR COM LEGENDAS EM PORTUGUÊS OU OUTRA LÍNGUA CLIQUE NESTE LINK E ESCOLHA O IDIOMA LÁ NO SITE:
http://www.ted.com/talks/pattie_maes_demos_the_sixth_sense.html

Esta demonstração -- do laboratório da Pattie Maes no MIT, coordenado por Pranav Mistry -- foi um destaque no TED.... É um dispositivo que se veste, com um projetor que abre caminho para uma profunda interação com o meio a sua volta. Imaginem "Minority Report", e então algo mais...

domingo, 20 de setembro de 2009

Orgânicos - DESOBEDIÊNCIA CIVIL. PRATIQUE!! (AMIGA VALENTINA ENVIA)

A multinacional de sementes transgênicas Monsanto obteve uma liminar de mandado de segurança para impedir a distribuição da cartilha "O Olho do Consumidor", produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica), que pretendia padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor na sua escolha de alimentos realmente orgânicos.

O link do Ministério está "vazio", tendo sido retirado o arquivo do site. Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força legal, estamos distribuindo eletronicamente a cartilha.

Se você concorda com a distribuição envie para os amigos e conhecidos.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

PROJETO X, HACKERS,DIPLOMATAS (AMIGO WALDER MAIA DO CARMO ENVIA)

Projeto X-Gov quer diversificar mídias para dialogar com cidadãos
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 24 de agosto de 2009

Conceito de 'crossmedia' inspira software que ampliará a interação dos gestores públicos com a população, com uso do e-mail, SMS e TV Digital.

Uma equipe de profissionais desenvolve ferramentas para ajudar governos a implementar o conceito de crossmedia (uso cruzado de múltiplos meios de comunicação) em serviços eletrônicos de atendimento ao público, para ampliar e facilitar a interação com os cidadãos.

Coordenado pela professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Projeto X-Gov foi criado em outubro de 2007 no âmbito do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research. A proposta é facilitar o processo de produção de aplicações de mídia cruzada pelo gestor público, para que ele desenvolva serviços mais rapidamente e se beneficie das novas tecnologias.(...)
LEIA MAIS EM:
FONTE:http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/08/24/projeto-x-gov-quer-diversificar-midias-para-atender-cidadaos/


30/08/2009
Os hackers e os diplomatas
Le Monde
Yves Eudes

Na internet, o Twitter surgiu como uma nova rede de dimensão planetária, com um poder inigualável. Na vida real, é uma start-up jovem que ainda não encontrou um modelo de negócios. Ela ocupa meio andar de um depósito organizado em lofts, no coração de São Francisco: ao todo, são cerca de sessenta funcionários, todos jovens e amontoados, que trabalham em grupos, sentados no chão sobre almofadas multicoloridas. O hall central, um espaço luminoso com decoração minimalista, é repleto de bicicletas e consoles de videogame. Tudo parece feito para lembrar o fato de que o Twitter foi pensado e criado, antes de mais nada, para ser um instrumento de diversão leve e fútil.(...)

LEIA MAIS EM :

FONTE : http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2009/08/30/ult580u3891.jhtm

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Reflexões sobre a produção de novas narrativas reais (jornalismo literário)

Por Rodolfo Tiengo Fernandes em 4/12/2007

O Conselheiro continuou sem tropeços na missão pervertedora, avultando na imaginação popular. Apareciam as primeiras lendas. Não as arquivaremos todas. Fundou o arraial do Bom Jesus; e contam as gentes assombradas que em certa ocasião, quando se construía a belíssima igreja que lá está, esforçando-se debalde dez operários por erguerem pesado baldrame, o predestinado trepou sobre o madeiro e ordenou, em seguida, que dous homens apenas o levantem; e o que não haviam conseguido tantos, realizaram os dous, rapidamente, sem esforço algum... [CUNHA, Euclides da. Os Sertões: Campanha de Canudos. 30.ed. Rio de Janeiro: F. Alves, 1981, p.118-119]

A nova conjuntura estabelecida no início do século 21, em que a profusão de mídias eletrônicas facilita a propagação dos fatos quase que instantaneamente, pede um renovado direcionamento para o jornalismo, especialmente os veículos impressos. Tomando por base Euclides da Cunha e sua obra, faz-se neste trabalho uma breve discussão sobre as novas narrativas de não-ficção, enquadradas no Jornalismo Literário.

Hoje se vive um momento em que as pessoas, de um modo geral, têm a impressão de estarem bem informadas. Somos atingidos diariamente por uma centena de notícias. A televisão e a internet cumprem agora o papel que um dia foi dos jornais, no passado – o de contar as novidades. Atualmente, o fato em si é noticiado tão logo aconteça; basta que se acesse um site ou que se assista a um boletim televisivo. Entretanto, vê-se que todo esse arsenal midiático é um verdadeiro mosaico de dados que, a priori, não são interligados; a agenda noticiosa cotidiana não enseja as reflexões maiores da humanidade, apesar de tê-las sempre em mãos, a todo o momento no próprio noticiário (meio ambiente, intolerância religiosa, miséria etc.).

Atemporalidade e relevância

Por meio das agências informativas espalhadas pelo mundo, fica-se sabendo diariamente de atrocidades, atentados terroristas e todo tipo de crime contra a condição humana – de um modo frio e assustadoramente natural. Os consumidores desta produção se acostumaram a isso, o impacto inexiste, já que o próprio produto jornalístico provocou esse processo de anestesia. Enquanto isso, o jornalismo impresso convencional, enfraquecido ante a modernidade tecnológica, tenta se adaptar à nova condição. Muitos ainda não se deram conta de que é preciso romper as barreiras do lead – as seis perguntas clássicas do jornalismo – para assegurar a verdadeira função da mídia de papel, que é inserir novas possibilidades narrativas, relatos de histórias de vida inusitadas, contextualizando e sensibilizando os leitores.

Nesse cenário, em que as notícias (pseudo) informam – e o senso comum profissional comumente acha isso o suficiente – em meio à busca por um padrão jornalístico que enfatiza a objetividade, urge a contextualização dos acontecimentos e a busca por novas vozes, perante as versões oficiais que somente retratam visões limitadas das problemáticas sociais. "O jornalista pós-moderno precisa pensar em sua função de instrumento-leitor da realidade em bases amplificadas, sintonizadas no ser humano. Para isso, é necessário embasamento social e estético" (VICCHIATTI, Carlos Alberto. Jornalismo: comunicação, literatura e compromisso social. São Paulo: Paulus, 2005, p.12).

O Jornalismo Literário aparece como uma alternativa conceitual e prática a tudo isso. Com diversos representantes ao longo dos últimos duzentos anos, sua principal experiência aconteceu nos EUA, entre as décadas de 1940 e 1960, com John Hersey, Ernest Hemingway, Gay Talese e Truman Capote, entre tantos outros adeptos do então denominado New Journalism. Surge como uma proposta que procura solucionar o esgotamento das matérias de profundidade e almeja conferir atemporalidade e relevância perene às grandes reportagens.

Correspondente de guerra

Há ainda outras conceituações sobre o tema. Muitos consideram o JL uma tarefa editorial do periodismo que consiste em publicar resenhas de livros, contos de ficção e críticas literárias. No entanto, a definição aqui abordada refere-se à aplicação de recursos da literatura nos próprios textos jornalísticos, tendo ainda o compromisso com a verdade dos fatos. Também chamado de literatura de realidade, pode ser considerado, portanto, uma:

"Modalidade de prática da reportagem de profundidade e do ensaio jornalístico utilizando recursos de observação e redação originários da (ou inspirados pela) literatura. Traços básicos: imersão do repórter na realidade, voz autoral, estilo, precisão de dados e informações, uso de símbolos (inclusive metáforas), digressão e humanização. Modalidade conhecida também como Jornalismo Narrativo." [Disponível em http://www.textovivo.com.br. Acesso em 4 de agosto de 2007]

Euclides da Cunha é citado por muitos como o precursor do Jornalismo Literário no Brasil. O professor Edvaldo Pereira Lima, um dos principais estudiosos sobre o assunto, afirma:

"Primeiro, é importante frisar que, historicamente, o Jornalismo Literário começou realmente a crescer a partir de narrativas de guerras. Pelo menos no mundo europeu, ou anglo-saxão, as primeiras matérias que apareceram com características próximas ao que se entende hoje como Jornalismo Literário foram de correspondentes de guerra.

(...)

No caso brasileiro, temos Os Sertões, de Euclides da Cunha, sobre a Guerra de Canudos, que nasce de reportagens que ele envia para o Estadão como correspondente de guerra. É considerado algo assim como o avô do Jornalismo Literário no Brasil." [KUNSCH, Dimas A. Jornalismo transformativo (um diálogo com Edvaldo Pereira Lima). Disponível em http://www.textovivo.com.br. Acesso em 4 de agosto de 2007]

A natureza e o homem

A obra mais conhecida de Euclides, Os Sertões, reconhecida pelo primor literário e científico, foi concebida para cumprir um papel noticioso e testemunhal único. O engenheiro, que foi a Canudos (Bahia) como correspondente do jornal O Estado de S.Paulo, tinha um compromisso maior com a verdade que iria verificar. Tal posicionamento é ratificado em carta que ele enviou a respeitado crítico literário, o paranaense José Veríssimo.

"Repito: não me preocupo com o destino literário daquele livro que é, afinal, um desgarrão na rota da minha engenharia rude; ele tem o mérito único da sinceridade; é o depoimento de uma testemunha e terá extraordinário valor se conseguir fornecer a futuros historiadores uma página única – mas verídica e clara." (CUNHA, 24. dez. 1901) [Carta de Euclides da Cunha a José Veríssimo. 1º de dezembro de 2002. "Caderno Mais!", Folha de S.Paulo, 24 páginas]

O engenheiro, natural de Cantagalo (RJ), que por três anos viveu em São José do Rio Pardo, período em que finalizou sua obra-prima, conseguiu converter em um ensaio de natureza multifacetada todo seu potencial de pesquisa e apuração, direcionado às tarefas jornalísticas a que se propusera antes de viajar para o sertão. As grandes reportagens de Euclides sobre a Guerra de Canudos, em 1897 – coligidas e readaptadas para seu livro publicado no final de 1902 – tornaram-se referência para as ciências, como a antropologia social, a geografia e a geologia, e para a literatura. Um dos primeiros comentários, quando da publicação d´Os Sertões, foi de José Veríssimo.

"O livro, por tantos títulos notável, do sr. Euclides da Cunha, é ao mesmo tempo o livro de um homem de ciência, um geógrafo, um geólogo, um etnógrafo; de um homem de pensamento, um filósofo, um sociólogo, um historiador; e de um homem de sentimento, um poeta, um romancista, um artista, que sabe ver e descrever, que vibra e sente tanto aos aspectos da natureza como ao contato do homem (...)." [VERÍSSIMO, José. Uma história dos sertões e da Campanha de Canudos. apud MILWARD, Vivianne Milward Azevedo. A viagem narrativa de Os Sertões: o desgastar de um corpo. p.12. Disponível em http://www.catjorgedesena.hpg.ig.com.br/html/textos/vivianne_azevedo.pdf. Acesso em 19 de março de 2007]

Realidade caótica

Há os que acreditam, entretanto, que a linguagem euclidiana é incompatível com o jornalismo atual, o qual precisaria ser mais objetivo e simples para atender maior público. O jornalista Paulo Francis critica a aplicação do estilo de Euclides da Cunha.

"Infelizmente, também, um dos nossos dois grandes escritores, Euclydes da Cunha, é empolado, o que de certa forma ratifica o culto da obscuridade na nossa linguagem, porque pessoas sem o gênio de Euclydes, único na nossa história, tentam copiar-lhe a má forma, porque imaginam assim estar avançando para profundezas do pensamento, quando na verdade escrevem apenas mal. Tem de haver uma linguagem comum." [SILVA, Carlos Eduardo Lins da. O adiantado da hora: a influência americana sobre o jornalismo brasileiro. São Paulo: Summus, 1991, p.109]

Todavia, como já foi comentado no início do texto, o nosso tempo exige que o jornalismo impresso remodele suas formas cristalizadas, que sejam repensados seus procedimentos de apuração e redação, para que não seja jugulado pelas novas mídias audiovisuais. Não basta mais ser simplesmente objetivo. É preciso saber incorporar a subjetividade humana, o imaginário coletivo, o poder de percepção de outras pessoas. A realidade é demasiado complexa para ser retratada por aquilo que somente o lead responde – "quê, "como", "quando", "onde", "por quê" e "quem". É inerentemente caótica, o que impede que apenas sejam validadas as afirmações de autoridades e representantes das elites, enquanto pessoas de outros círculos sociais são excluídas do espaço dialógico.

Falas, gestos e hábitos

Deixar de lado a obra de Euclides da Cunha, como fonte de influência para as novas narrativas, é o mesmo que jogar fora valiosa herança. O livro Os Sertões representa a confluência dos mais importantes procedimentos jornalísticos com a primazia literária. O jornalista construiu sua narrativa e suas aprofundadas descrições tendo a realidade como seu objeto de análise, sem malversar.

"Deve levar-se em consideração que em Euclides, como nos grandes autores, o aspecto final da forma é antes orgânico do que mecânico. Ou, em outras palavras: o aspecto mecânico da forma nada mais seria do que o uso dos recursos expressivos preexistentes ao escritor, com os quais ele manifestaria suas intuições, como se fosse um molde em que depositasse o conteúdo de sua imaginação. Diferentemente, a forma orgânica seria aquela que emergisse do próprio conteúdo, inerente à matéria que se quisesse exprimir. Na primeira hipótese, a forma pode não se adequar perfeitamente ao significado que nela se inscreve; na segunda, opera-se a perfeita interação da forma e das intuições que reveste, gerando uma harmonia plena de modo que nada pudesse ser mudado na forma sem alterar a substância que nela se corporificaria." [LAURIA, Márcio José. Ensaios Euclidianos. Rio de Janeiro: Presença, 1987, p.26]

Dentro dessa possibilidade de aliar a estética com a informação, o poético com o referencial, está o novo caminho do Jornalismo Literário. A combinação entre a literatura (com figuras de linguagem, adjetivação, transmutação do tempo narrativo e valorização das personagens) e jornalismo (compromissado com a verdade dos fatos que apura, exatidão e ética) cria um espaço dentro da grande reportagem apto a abrigar um entendimento mais aprofundado do real, através do ser humano colocado no centro das atenções; os fatos não devem, pois, serem mais importantes que seus atores; falas espontâneas, gestos e hábitos muitas vezes dizem por si só o inexplicável – o que jamais uma notícia convencional irá fazer.

Mitos messiânicos

É preciso reconhecer que, quando uma pessoa está ocasionalmente diante de um espaço aberto à sua opinião, não se vale somente do conjunto de idéias consideradas reais pela sociedade. Ela se inspira na sua própria visão a respeito das coisas e transforma sua fala em representação oral de sua subjetividade. "O homem comum, diante da instabilidade da vida, vale-se de sua capacidade de imaginar outra história e, por isso, sonha, fabula, cria metáforas em lugar de descrever, com rigor e precisão, os fenômenos conhecidos". [MEDINA, Cremilda. A arte de tecer o presente: narrativa e cotidiano. São Paulo: Summus, 2003, p.58]

Em Os Sertões, por exemplo, para dar consistência à reportagem de imersão, o narrador Euclides vai aos poucos perdendo seus preconceitos. Ele foi a Canudos com idéias equivocadas acerca de sua pauta. Considerava, do âmbito positivista, a população nordestina despreparada para a civilização, e, do ponto de vista republicano, Canudos como um foco de resistência monarquista — como chegou a comparar à Vendéia, na França. Euclides imerge então diretamente na cultura de um povo que desconhece; entra em contato com suas tradições e contradições locais; e com seu ideário simbólico mais representativo, na figura de Antônio Conselheiro.

Segundo Roberto Ventura, Euclides da Cunha "construiu com base nas profecias e nos poemas recolhidos em Canudos um modelo interpretativo para dar conta das relações e conflitos entre a sua cultura, letrada e urbana, e a cultura oral sertaneja, marcada por mitos messiânicos e pela tradição católica". [VENTURA, Roberto (1º dez. 2002). Euclides Conselheiro da Cunha. "Caderno Mais!", Folha de S.Paulo, 24 páginas]

Qualidades e idiossincrasias

Uma nova filosofia do Jornalismo, em construção, deve incorporar os métodos de apuração de Euclides da Cunha, seu olhar atento aos detalhes e às cenas transcorridas. São necessários escritores com a mesma disposição nos dias atuais para denunciar a opressão humana, com dramaticidade e mergulho estilístico na medida certa; para contextualizar, desmentir preconceitos — inclusive quando estes são dos próprios jornalistas —, levar o leitor ao estado de espírito em que se sensibilize com a dor humana, de modo que não fique mais reticente ao tomar conhecimento das coisas.

Euclides fez isso com propriedade um século antes. Fazendo jornalismo, ao seu modo ensaístico, desvelou dos pontos de vista geográfico, étnico, antropológico e literário o crime no sertão da Bahia, no fim do século 19, quando o Estado, em nome de interesses e míopes ideais políticos, provocou um dos piores massacres da história e causou um estigma à dignidade de gente sofrida.

Diante da publicação d’Os Sertões, parte da sociedade escandalizou. Um grande alerta ao menos foi dado para que o erro não se repetisse. A permanência do livro foi garantida por qualidades e idiossincrasias, as quais foram — e são — incansavelmente discutidas por uma sorte sem fim de pesquisadores das mais diversas formas do entendimento científico e artístico, além de ter sido traduzida para dezenas de idiomas. Perenidade maior que essa, objetivada pela utopia da nova narrativa de não-ficção, somente se vê em grandes obras como Os Lusíadas e Ilíada.

FONTE : http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=462AZL002

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Atualizações do Portal Geledés nº 24 - GELEDÉS INSTITUTO DA MULHER NEGRA

Seção Blog Geledés


No artigo As cotas para negros: por que mudei de opinião - William Douglas Juiz Federal, Titular da 4ª Vara Federal de Niterói - Rio de Janeiro ensina um dos princípios reguladores da solidariedade humana: colocar-se no lugar do Outro.

Da encarnação do verme à partida do verme encarnado - Fátima Oliveira, maranhense da gema, discorre sobre o ocaso do patriarca que perdeu "a chance de morrer velho e honrado."

MV BiIl responde ás acusações de Diogo Mainardi com o artigo Hip hop é compromisso.

O antropólogo e cientista político Luis Eduardo Soares, no artigo Respeite o hip hop revela que a empresa com a qual MV Bill fechou contrato e que foi colocada sob suspeita por Diogo Mainardi é a mesma que tem contratos com a editora Abril, que publica a revista Veja onde ele escreve.

A matéria Um pedaço do Congo no Rio mostra a dura realidade dos refugiados da guerra do Congo nas favelas do Rio de Janeiro.

Na seção O Atlântico Negro


Em Afrolatinoamericanos & Caribenhos conheça o líder Gaspar Yanga e a saga dos afromexicanos.


Em Ciências apresentamos o engenheiro André Rebouças que foi também abolicionista e membro ativo do Instituto Politécnico e redator geral de sua Revista. Este instituto durou mais de sessenta anos e foi uma espécie de predecessor da Academia Brasileira de Ciências.

Nessa mesma seção conheça também a vasta produção do historiador, professor e escritor Joel Rufino dos Santos.

Em Artes desfrute a beleza da pintura do paraibano Tomás Santa Rosa

E conheça também a obra do escultor carioca Chico Tabibuia.

Em afrobrasileiros e suas lutas saiba mais sobre a Revolta dos Búzios, ocorrida na Bahia no século XVIII, movimento emancipatório que pregava a libertação dos escravos e implantação de um governo igualitário.

Na seção SOS Racismo


Veja o artigo: O racismo que ninguém vê, matéria sobre situações de racismo em Cuiabá.

Na seção Esquecer? Jamais!


Leia documentos divulgados por Ricardo Mealha Lisboa, sobre a aliança entre Portugal e a Igreja Católica para legitimar a escravização de africanos.

Lei ainda sobre esse tema o artigo O comércio de escravos um novo negócio (1444)

Em Notícias/Acontecendo saiba:


O documentário, Good Hair (Cabelo Bom), do astro afroamericano Chris Rock recebeu o prêmio de melhor documentário no Festival de Sundance. Veja matéria e vídeo.

Lula sanciona nova lei de adoção.

A indústria de cosméticos da Bahia conseguiu superar a fase mais aguda da crise financeira internacional graças ao foco da produção voltado para o público afrodescendente.

O senador Cristovam Buarque propõe bolsa de estudos para filhos de descendentes de escravos. Leia

Em Destaque

O Manual da Fuvest já esta disponível na internet.

FONTE : http://www.geledes.org.br/

O QUE É TELEMÁTICA? DA WIKIPÉDIA

Telemática é a comunicação a distância de um conjunto de serviços informáticos fornecidos através de uma rede de telecomunicações.

Telemática é o conjunto de tecnologias de transmissão de dados resultante da junção entre os recursos das telecomunicações (telefonia, satélite, cabo, fibras ópticas etc.) e da informática (computadores, periféricos, softwares e sistemas de redes), que possibilitou o processamento, a compressão, o armazenamento e a comunicação de grandes quantidades de dados (nos formatos texto, imagem e som), em curto prazo de tempo, entre usuários localizados em qualquer ponto do Planeta

A telemática pode ser definida como a área do conhecimento humano que reúne um conjunto e o produto da adequada combinação das tecnologias associadas à eletrônica, informática e telecomunicações, aplicados aos sistemas de comunicação e sistemas embarcados e que se caracteriza pelo estudo das técnicas para geração, tratamento e transmissão da informação, na qual estão preservadas as características de ambas, porém apresentando novos produtos derivados destas.

Veja os principais cursos no Brasil

http://pt.wikipedia.org/wiki/Telem%C3%A1tica


Ver também FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Telem%C3%A1tica

sábado, 18 de julho de 2009

Lunáticos negam que o homem tenha pisado na Lua - Cláudio Tsuyoshi Suenaga

(...)Já em 1995, logo no início, portanto, da popularização da Internet, Kaysing saiu do ostracismo afirmando que todas as idas à Lua, começando pela histórica façanha transmitida ao mundo em 20 de julho de 1969, assistida por 600 milhões de terráqueos embevecidos, não passaram de uma enorme fraude da NASA. A gloriosa foto da pegada em solo lunar seria meramente uma mentira desenhada no deserto. Em vez da Lua, os astronautas teriam pisado nas areias de Nevada, não por acaso na mesma área apontada pelos ufólogos como sede de uma base governamental subterrânea ultra-secreta (Área 51) para esconder e testar naves extraterrestres acidentadas. Alguma novidade nisso?

Não. Desde o final da década de 1970 a NASA tem sido obrigada a conviver com a desconfiança e rechaçar seus detratores, despendendo um tempo precioso com explicações elementares. E quem mais contribuiu para isso, involuntariamente ou não, foi a própria indústria cinematográfica de Hollywood – que paradoxalmente tanto alimentou o imaginário e estimulou a ida do homem ao espaço nas décadas anteriores – ao lançar em 1978 o filme Capricorn One (Capricórnio Um), do diretor Peter Hyams. Apesar do roteiro e da produção fracos e dos personagens não muito bem caracterizados, os efeitos visuais e os argumentos soaram convincentes pelo menos para uma parcela do público que ficou encafifada com a história da missão tripulada a Marte que, naquela fase já não tão quente da Guerra Fria, é encenada em um estúdio pela NASA para enganar a opinião pública. Depois que a missão real falha, saindo fora do previsto, agentes de setores obscuros do governo – antecipando o clima de Arquivo X, série que, aliás, muito contribuiu para semear a paranóia e conferir “credibilidade” e “seriedade” a todo tipo de “conspirações” – entram em cena para caçar e assassinar implacavelmente os astronautas e impedirem que revelem a verdade ao povo.

Os convictos defensores da teoria da farsa, em suma, alegam que na época a NASA não tinha capacidade técnica (!) para alcançar a Lua; em contrapartida, os EUA, em desvantagem na corrida espacial – desde que os soviéticos colocaram o primeiro satélite artificial em órbita em 1957 e o primeiro homem no espaço em 1961 –, às voltas com a Guerra Fria – e amargando fracassos políticos como a desastrosa invasão da Baía dos Porcos em Cuba e a prolongada guerra no Vietnã, tinham razões políticas de sobra para ratificar sua supremacia tecnológica e precisavam desesperadamente de um feito heróico marcante como alcançar a Lua para vencer mais uma batalha contra a ex-União Soviética e por extensão o comunismo. Colocar um homem na Lua era menos um feito histórico do que propriamente uma forma de ratificar a supremacia norte-americana para o resto do mundo, deixando patente que não existia país mais poderoso na face da Terra. Estrategicamente, era por demais importante que as palavras de Kennedy se tornassem reais.
Entre a leva de suspeitas, as que se referem à atmosfera lunar são as mais intrigantes. Se há vácuo, por que a bandeira norte-americana aparece tremulado nas fotos? Se não há atmosfera e o céu é preto, por que as fotos não mostram um horizonte de estrelas? Se as imagens foram feitas em pontos separados por quilômetros de distância, por que sempre mostram o mesmo lugar? Além disso, correm rumores de que o incêndio na nave Apollo 1, que matou três astronautas, foi uma ação criminosa para calar Gus Grissom (morto junto dos colegas Roger Chaffee e Ed White), que ameaçava contar toda a verdade sobre a farsa do projeto espacial.

Ditas e colocadas dessa forma, para um leigo tais questões soam de fato bastante convincentes. Muitas outras dúvidas lançadas na Internet soam mais convincentes ainda. Não somos os mais habilitados a respondê-las, ainda mais uma por uma, o que ocuparia dezenas de páginas de cansativas e áridas explicações técnicas de físicos, químicos, engenheiros, especialistas em óptica, fotografia etc. e demandaria uma inútil perda de tempo, já que provavelmente nem assim os negadores da Lua e seus acólitos, dispostos a teimarem renitentemente em suas posições, ficariam inteiramente satisfeitos, imbuídos que estão das imagens e dos símbolos do pensamento ingênuo e das aparências sensíveis fornecidas pela experiência espontânea que constituem intransponíveis “obstáculos epistemológicos”, termo cunhado pelo filósofo francês Gaston Bachelard (1884-1962) na década de 1930, que faz referências àquelas certezas (deduzidas tanto do saber comum como também do saber científico) tão arraigadas que tendem a impedir toda ruptura ou descontinuidade no crescimento do saber científico e, por conseguinte, constituem obstáculos poderosíssimos para a afirmação de novas verdades. Eis porque Bachelard preconiza uma estratégia do corte epistemológico, sendo o filósofo o que trabalha na retificação do saber.(...)

*Cláudio Tsuyoshi Suenaga
Mestre em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Assis

LEIA MAIS EM : http://74.125.47.132/search?q=cache:8Hs39vGU6xoJ:www.ceticismoaberto.com/ceticismo/suenaga_lunaticos.htm+lun%C3%A1ticos+ceticismo+aberto&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Projeto Acessa São Paulo




Projeto Acessa São Paulo
Usuário aprende a usar a internet e a se beneficiar da rede para melhorar a sua realidade
FONTE: http://www.iptvcultura.com.br/sections/ondemand/?id=436

sábado, 4 de julho de 2009

Sítio arqueológico é descoberto durante construção de escola

A chegada de um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá, em Laranjal do Jari, no oeste do estado, já era uma novidade. A escola é a primeira da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica a chegar ao Amapá. Mas as obras de construção do campus trouxeram surpresas ainda maiores. Durante a terraplanagem do local, foi descoberto o maior sítio arqueológico do Amapá, segundo dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A primeira fase da escavação revelou um cemitério indígena com 50 urnas funerárias, formada por vários vasos que, segundo os pesquisadores, podem datar de 1.200 anos atrás. Foram encontradas cerca de cem peças inteiras de cerâmica com desenhos de formas humanas e de animais, o que pode indicar que o local já abrigou uma grande aldeia.
Durante 30 dias, as obras foram suspensas. Parte do material encontrado foi resgatado pelo Iphan, que delimitou uma área de reserva arqueológica na região. O campus do instituto federal cedeu parte de sua área inicial e a descoberta motivou outras mudanças. “Inicialmente, vamos oferecer cursos de secretariado, meio ambiente e informática, mas já existe uma demanda por cursos de arqueologia”, diz o reitor do Instituto, Emanuel Alves de Moura. A demanda partiu do próprio Iphan, segundo o reitor, e deve ser atendida nos próximos anos.
As peças que estavam sob a área da construção já foram resgatadas e o restante do sítio arqueológico, fora da área do campus, ainda deve ser explorado. A intenção, agora, é montar um museu em Laranjal do Jari, proposta que ainda precisa ser estudada pelos órgãos competentes.

Rede Federal - O campus de Laranjal do Jari deve estar pronto e em funcionamento até o final de 2010. Ao todo, serão investidos R$ 5 milhões de recursos federais para a construção da unidade, que atenderá a 1,2 mil alunos quando estiver em pleno funcionamento. A construção faz parte do plano de expansão da rede federal que elevará as vagas em cursos técnicos e tecnológicos das atuais 215 mil para 500 mil até o final de 2010.

Outros sítios – Além da mais recente descoberta, em Laranjal do Jari, o Amapá possui outros sítios arqueológicos. No município de Mazargão, no Sul do estado, foram encontradas, na região do Maracá, urnas funerárias com esqueletos e inscrições nas cabeceiras de um igarapé. Na vila de Cunani, em Calçoene, no Nordeste do Amapá, as descobertas foram de túmulos com vasos funerários. Inscrições em rochas foram encontradas na região de Tracatajuba, no município de Ferreira Gomes, na região central. Outros sítios estão localizados no Rio Preto e na capital, Macapá. Alguns dos achados podem ser vistos no museu Emílio Goeldi, em Belém, no Pará.

FONTE: http://www.brasil.gov.br/noticias/em_questao/.questao/eq838a/

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Folha de São Paulo ( 29/06/2009 )Masp prorroga exposição "Vik Muniz" para 19 de julho

Endereço: av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central, São Paulo, SP. Classificação etária: livre. Leia mais no roteiro
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações.

Divulgação

Imagem "Soldadinho de Brinquedo", criada pelo artista em 2003, faz parte da série "Mônadas"

A mostra com obras do artista brasileiro Vik Muniz, em cartaz em São Paulo no Masp (Museu de Arte de São Paulo), foi prorrogada até 19 de julho. Até 21 de junho, 136.449 pessoas já tinham visitado a exposição.

A entrada é gratuita às terças-feiras, das 11h às 18h. Nos demais dias da semana a entrada custa R$ 15 (com desconto de 50% para estudantes).

Com 131 trabalhos realizados entre 1988 e 2008, a exposição traça um amplo panorama da produção do artista plástico e fotógrafo paulistano no período em que já residia em Nova York. Na época, chamava a atenção da crítica internacional com fotografias de obras feitas com materiais pouco utilizados nas artes, inclusive comida.

O Frankenstein feito de caviar, a Medusa desenhada com macarrão e molho vermelho e seu autorretrato feito de confete, entre outros trabalhos, notabilizaram sua obra ao redor do mundo.

Informações sobre eventos gratuitos e populares podem ser consultadas no site Catraca Livre.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

UOL-Notícia Internacional

26/06/2009
Pesquisador revela crueldade de algo menos conhecido do terror nazista: os bordéis de prisioneiras

Mareike Fallet e Simone Kaiser
Der Spiegel

Os prostíbulos dos campos de concentração continuam sendo um capítulo resguardado dos horrores da era nazista. Agora, um pesquisador alemão estudou o assunto sombrio e revelou a crueldade meticulosa dos assim chamados "alojamentos especiais".

Chutando-as de botas, o soldado da SS tirou Margarete W. e outras prisioneiras do trem e levou-as para um caminhão. "Levantem a lona. Todo mundo para dentro", gritou. Pela janela de plástico da lateral da lona ela observou quando entraram em um campo masculino e pararam na frente de um dormitório com uma cerca de madeira.

As mulheres foram levadas para uma sala mobiliada. O alojamento era diferente daqueles que Margarete W., então com 25 anos, conhecia de seu tempo no campo de concentração feminino de Ravensbrück. Havia mesas, cadeiras, bancos, janelas e até cortinas. A supervisora informou às recém-chegadas que agora estavam em um "bordel de prisioneiros". Elas viveriam bem ali, disse a mulher, com boa comida e bebida e, se fossem obedientes, nada aconteceria elas. Então, cada mulher foi enviada a um quarto. Margaret mudou-se para o número 13.

O bordel de prisioneiras do campo de concentração de Buchenwald começou a operar no dia 11 de junho de 1943. Foi o quarto de um total de 10, chamados "alojamentos especiais" erguidos em campos de concentração entre 1942 e 1945, a partir de instruções de Heinrich Himmler, diretor da SS. Ele implementou um esquema de recompensas nos campos, pelo qual as "realizações particulares" dos prisioneiros lhes garantiam menor carga de trabalho, alimento extra ou bônus financeiros.

Himmler também considerou benéfico "fornecer aos prisioneiros trabalhadores mulheres em prostíbulos", como escreveu no dia 23 de março de 1942 para Oswald Pohl, oficial da SS encarregado dos campos de concentração. A visão cínica de Himmler era que as visitas aos bordéis aumentariam a produtividade dos trabalhadores forçados nas fábricas de munição e pedreiras.

"Especialmente pérfido"

Ainda é um aspecto menos conhecido do terror nazista que Sachsenhausen, Dachau e até Auschwitz incluíam bordéis e que prisioneiras de campo de concentração foram forçadas à prostituição. O acadêmico de Berlim Robert Sommer, 34, estudou arquivos e memoriais de campos de concentração no mundo todo e fez diversas entrevistas com testemunhas históricas nos últimos nove anos. Seu estudo, que será publicado neste mês, fornece a primeira pesquisa ampla e científica desta "forma especialmente pérfida de violência nos campos de concentração". Sua pesquisa serviu de base para a mostra viajante "Bordéis de campos - o sexo forçado nos campos de concentração nazistas", que viajará por diversos memoriais no ano que vem.

Sommer fornece inúmeras evidências para combater a lenda que os nazistas proibiam resolutamente e lutaram contra a prostituição. De fato, o regime tinha uma fiscalização total da prostituição, tanto na Alemanha quanto nos territórios ocupados -especialmente depois do início da guerra. A rede ampla de bordéis controlados pelo Estado cobriu metade da Europa, e consistia de "bordéis civis e militares assim como os de trabalhadores forçados e ao mesmo tempo eram parte dos campos de concentração", segundo Sommer.

A combatente da resistência austríaca Antônia Bruha, que sobreviveu ao campo de Ravensbrück, informou anos atrás que: "As mais bonitas iam para o bordel da SS, as menos bonitas para o dos soldados".

O resto terminava no bordel do campo de concentração. No campo de Mauthausen, na Áustria, nos dez pequenos quartos do "Alojamento 1", o primeiro bordel de campo começou suas operações com janelas fechadas em junho de 1942. Naquela altura, havia cerca de 5.500 prisioneiros do campo de trabalho forçado de Mauthausen, quebrando granito para as construções nazistas. No final de 1944, mais de 70.000 trabalhadores forçados moravam no complexo do campo.

A SS tinha recrutado dez mulheres para Mauthausen, seguindo as instruções da agência de segurança do governo para erguer bordéis nos campos de trabalho forçado. Isso significava entre 300 a 500 homens por prostituta.

Cerca de 200 mulheres compartilharam o destino dos prisioneiros de Mauthausen nos bordéis do campo. Prisioneiras saudáveis e de boa aparência de 17 e 35 atraíam atenção dos recrutadores da SS. Mais de 60% delas eram alemãs, mas polonesas, soviéticas e uma holandesa foram transferidas para "a força-tarefa especial". Os nazistas não permitiam mulheres judias por razões de "higiene racial". Primeiro, as mulheres eram enviadas para o hospital do campo, onde recebiam injeções de cálcio, banhos desinfetantes, alimentos e um banho de luz.

De 300 a 500 homens por prostituta

Perto de 70% das trabalhadoras forçadas à prostituição tinham sido presas originalmente por serem "antissociais". Nos campos, as mulheres eram marcadas com um triângulo preto. Dentre elas, havia ex-prostitutas, cuja presença supostamente garantia a administração "profissional" dos bordéis dos campos, especialmente no início. Era muito fácil para uma mulher ser considerada "antissocial", bastava, por exemplo, não cumprir as instruções de trabalho.

Até que ponto as mulheres se voluntariaram para essas "forças-tarefas especiais" não se sabe. Robert Sommer cita a combatente da resistência espanhola Lola Casadell, que foi levada a Ravensbrück em 1944. Ela disse que a diretora do seu alojamento ameaçou: "Quem quiser ir para um prostíbulo deve ir para o meu quarto. Advirto, se não houver voluntárias, vamos pegar vocês à força."

O testemunho de Antonia Bruha, forçada a trabalhar na área do hospital do campo de concentração, lembra de mulheres "que vieram voluntariamente, porque foram informadas que depois seriam liberadas". Essa promessa foi rejeitada por Himmler, que reclamou que "alguns lunáticos no campo de concentração feminino, ao selecionarem as prostitutas para os bordéis, disseram às prisioneiras que aquelas que se voluntariassem seriam liberadas depois de seis meses."

A última esperança de sobrevivência

Para muitas das mulheres vivendo sob ameaça de morte, contudo, servir em um bordel era a última esperança de sobrevivência. "A principal coisa era escapar do inferno de Bergen-Belsen e Ravensbrüc", disse Lieselotte B., prisioneira do campo de Mittlebau-Dora. "A principal coisa era sobreviver". A sugestão de que faziam isso "voluntariamente" é uma das razões "pelas quais as mulheres dos bordéis são estigmatizadas até hoje", explicou Insa Eschebach, diretora do memorial de Ravensbrück.

Mantendo a hierarquia nazista racista nos campos, a princípio, apenas alemães podiam visitar o bordel, depois os estrangeiros também foram incluídos. Os judeus eram estritamente proibidos. Recebiam esses bônus os capatazes, diretores de alojamento e outros ocupantes proeminentes do campo. Primeiro, eles tinham que ter o dinheiro para adquirir um bilhete, que custava 2 marcos. Vinte cigarros na cantina, enquanto isso, custavam 3 marcos.

As visitas aos bordéis eram reguladas pela SS, assim como as horas de funcionamento. Em Buchenwald, por exemplo, o serviço ficava aberto de 7 às 22h. Ele permanecia fechado na falta de água ou luz, em ataques aéreos ou durante a transmissão dos discursos de Hitler. Edgar Kupfer-Koberwitz, prisioneiro em Dachau, descreveu o sistema em um diário do campo de concentração: "Você espera no salão. Um soldado registra o nome e o número do prisioneiro. Depois, chamam o um número e o nome do prisioneiro em questão. Aí você corre até o quarto com aquele número. Cada visita é um número diferente. Você tem 15 minutos, exatamente quinze minutos."

A privacidade era um conceito estranho aos campos de concentração, inclusive nos bordéis. As portas tinham janelas, e um soldado da SS patrulhava o salão. Os prisioneiros tinham que tirar os sapatos e não podiam falar além do necessário. A única posição sexual permitida era a de missionário.

Freqüentemente, o encontro nem chegava à penetração. Alguns homens não tinham mais força física para isso e, de acordo com Sommer, "alguns tinham mais necessidade de conversar com uma mulher novamente ou sentir a sua presença".

A SS tinha muito medo de espalhar doenças sexualmente transmissíveis. Os homens recebiam unguentos desinfetantes nos hospitais antes de cada visita ao bordel, e os médicos tiravam amostras das mulheres para testar gonorréia e sífilis.

A contracepção, por outro lado, era um aspecto que a SS deixava para as mulheres. Entretanto, raramente engravidavam, já que muitas mulheres tinham sido esterilizadas à força antes de serem presas e outras tinham se tornado inférteis com o sofrimento nos campos. No evento de um "acidente ocupacional", a SS simplesmente substituía mulher e a enviava para um aborto.

Aquelas que aguentavam a dureza da vida num bordel tinham mais chances de escapar da morte e, de acordo com a pesquisa de Sommer, quase todas as mulheres na prostituição forçada sobreviveram ao regime de terror nazista. Pouco se sabe o que aconteceu com elas ou se jamais conseguiram se recuperar da experiência traumática. A maior parte delas manteve silêncio sobre seu fardo pelo resto de suas vidas.

O livro de Robert Sommer, "The concentration camp Bordello: Sexual Forced Labor in National Socialistic concentration camps" (o bordel do campo de concentração: o trabalho forçado sexual em campos de concentração), será publicado em alemão pela Schöningh Verlag, Paderborn.

Tradução: Deborah Weinberg

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Contra o silêncio e o marasmo da imprensa - ENTREVISTA COM ALBERTO DINES

Alberto Dines - Por Cristina Charão –
Observatório do Direito à Comunicação

29.01.2009


Ele se define como sendo um “do contra” e talvez não exista melhor definição para Alberto Dines. No cenário de marasmo e silêncio da mídia brasileira, Dines é um dos poucos a falar – e bastante – sobre o trabalho da imprensa, em sua avaliação, limitado e ainda repleto de aberrações. E também dos poucos dispostos a abrir espaço, no Observatório da Imprensa criado e dirigido por ele, para que outras críticas circulem.

Nesta entrevista a este outro observatório, Dines reafirma a vocação expressa de nadar contracorrente. Assume, em tempos de empolgados discursos sobre as novas tecnologias da informação, que sua análise está focada na imprensa tradicional, nos grandes jornais impressos. O que não o impede de exercer o seu sarcasmo (eventualmente confundível com mau humor) em temas mais amplos.

Por exemplo, é direto ao chamar de “bando de canalhas” o grupo de políticos e empresários que, segundo ele, articularam-se para fechar o Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Senado previsto na Constituição Federal. E indignado ao comentar a concentração da propriedade no setor midiático, para ele o pior dos problemas da imprensa brasileira.

Mesmo ao falar sobre um problema que considera como não-problema, empolga-se. Para Dines, a questão da exigência do diploma universitário para o exercício do jornalismo não existe. O que existe é uma grave crise na formação que deprime a qualidade da mão-de-obra que chega às redações. Este problema – o da formação e o papel da universidade nisso – é que deveria estar no centro das atenções, em especial a iniciativa do Ministério da Educação de rever a estrutura dos cursos de jornalismo.

Talvez sejam dois os resquícios de 2008 que persigam a imprensa brasileira em 2009: a discussão sobre o diploma de ensino superior específico para o exercício do jornalismo, com a possibilidade de que seja concluído o julgamento do mérito da questão pelo STF, e a crise econômica, com suas conseqüências sobre as empresas de comunicação. Ao combinarmos esta entrevista, você dizia que a questão do diploma já seria “águas passadas”. É isso mesmo?

Não existe o problema do diploma... existe o problema da qualidade da mão-de-obra nova que chega às redações. A renovação dos recursos humanos, para usar a expressão mais técnica, é extremamente preocupante, porque ela não é qualificada. Ela ajuda a jogar pra baixo o nível do jornalismo. Isso é um processo, um esmagamento dos dois lados: eles [os novos jornalistas] vêm desqualificados pelo ensino superior, sobretudo o privado, e por outro lado, aqueles que conseguem sobreviver, são esmagados pela máquina do pensamento mercadológico, das grandes empresas, o jornalismo de resultados. Então, você não tem aí aquela ebulição normal que existiria se você tivesse, realmente, um ensino superior produzindo naturalmente mão-de-obra qualificada.

Então, mesmo que o STF resolva alguma coisa em relação ao diploma, o problema persiste?
Quem pode dar um grande empurrão nisso é o Ministério da Educação, o ministro [Fernando] Haddad. Pela primeira vez eu vejo – aliás, eu não conheço o ministro – um ministro sensível à idéia de que o exercício do jornalismo tem de ser feito por pessoas com um grau de formação superior à simples graduação, uma pós-graduação, um mestrado profissionalizante. A Folha de S. Paulo publicou, e nós [Observatório da Imprensa] reproduzimos, um artigo na página 3, há um mês atrás, do reitor da Universidade [Federal] da Bahia excelente, de altíssimo nível, nesta linha. Evidente que ele não falava do jornalismo, da formação do jornalista, mas falava em geral. Nós temos que dar ao nosso formando a possibilidade dele rapidamente se preparar para uma pós-graduação profissionalizante, não-acadêmica. Isso é vital. É assim nos Estados Unidos. Eu passei o ano acadêmico em Columbia [a universidade] há 30 anos... o jornalismo é um mestrado, mas profissionalizante. Eu acompanhei. Eu vi o primeiro dia: eles [os estudantes] chegam de diversas áreas - em geral das ciências sociais, raramente da medicina, das ciências exatas – e imediatamente, no primeiro dia, eles vão fazer matéria. E saem, dois semestres depois, jornalistas realmente profissionalizados. Tudo bem, no Brasil, dois semestres podem ser insuficientes... fazemos três semestres. Mas esta graduação, no Brasil, é insuficiente. Ela é precária, é insuficiente, ela não forma, não informa, não dá base, não dá consistência cultural. Inclusive era preciso rever este currículo. A história da imprensa não é ensinada. Por isso, as empresas decidiram não comemorar este ano, simplesmente decretaram que não vai se lembrar os 200 anos da imprensa. Agora, se você tivesse jovens jornalistas que conhecessem esta história, eles teriam comemorado do seu jeito.

Teriam pressionado pra que isso fosse uma pauta...
Nós, Observatório, na televisão, fizemos uma série de três programas – que estão sendo reprisados agora – e tem causado grande espanto... as pessoas não sabiam que o Brasil foi um dos últimos países a ter tipografia, que nós estamos atrasados em relação ao México ou mesmo ao Peru em mais de 200 anos. Agora, isso é o currículo. Eu acho que nós temos que dar mais ao formando de jornalismo e simplesmente a graduação não basta. Acho que teria de ser uma pós-graduação. E com isso, você poderia resolver, selecionar um pouco este material humano, fornecendo para a mídia grandes profissionais, mais qualificados. O que está acontecendo é que os sindicatos e as entidades profissionais não estão preocupados... elas querem mais profissionais diplomados para se ter mais assessor de imprensa. Hoje, a Federação Nacional de Jornalistas tem mais assessor de imprensa do que jornalista.

Mas o perfil da categoria é este.
Se você faz uma pós-graduação profissionalizante, você tem pós-graduação de assessoria, tudo bem. Eles vão estudar psicologia de massas, as coisas que interessam à assessoria, mas você vai ter uma pós-graduação de jornalista, de gente de redação, que vai fazer matéria, que vai pra rua... Esse é um problema que transcende ao STF. Tem que mudar o enfoque...

Então, na sua opinião, se fôssemos colocar em perspectiva o ano de 2009, todo jornalista, ou melhor, todo cidadão brasileiro preocupado com a qualidade do jornalismo deveria estar mais interessado nesta oportunidade que se abriu no MEC, de discutir a estrutura escolar para a formação dos jornalistas, do que na decisão do STF?

Eu não sou um jurisdicista. Neste ponto, eu sou pouco latino-americano. Nós vivemos muito amarradinhos à lei, mas nós não respeitamos a lei. A grande verdade é esta. Esta coisa de lei, STF... o STF tem tentado preencher algumas lacunas de desmandos que há no Brasil, mas o negócio é criar uma consciência: quando a gente discute diploma, o que é que a gente tá querendo? A gente tá querendo qualificação profissional. Então vamos discutir qualificação profissional. É uma outra visão... mas como eu sou minoria, estas coisas não colam. Porque eu não estou preocupado com este formalismo jurídico, nem estou preocupado com que a Fenaj tenha mais associados. Estou preocupado é que o que está chegando aí de novos quadros para as redações, em geral, é muito fraco. Não há uma renovação. No passado, era o contrário: chegavam os chamados “focas” e eles vinham com aportes muito interessantes. Por isso eles eram recebidos. Eles encontravam o seu lugar porque tinham alguma coisa a dizer.

Mudando o nosso foco: viemos de dois anos muito bons para as empresas jornalísticas, em termos de faturamento. Foram feitos alguns investimentos, redações parando de demitir e começando a contratar. Em teoria, estamos diante de um ano que tende a não ser tão bom... que problemas a crise econômica, que é tão alardeada pela própria mídia, pode criar?

Eu sou sempre do contra. Estou na contracorrente... Eu não acho que foram bons anos. Contabilmente, podem ter sido razoáveis. Contabilmente. Eu não sou auditor, não sou contador. O produto não melhorou tanto assim. Você continua tendo aberrações. A chamada indústria jornalística – eu detesto este nome, mas eles gostam de se chamar assim -, esta indústria está botando aí na rua modelos muito ruins. Está disponibilizando produtos que estão muito longe do que se podia produzir. Por outro lado, eles não estão investindo, não estão abrindo novas frentes. Está tudo muito concentrado... Você tem três grandes jornais de referência nacional e você tem aí uns oito jornais regionais, de diferentes portes, com alguma qualidade. Mas esta qualidade é muito díspar. Alguns são melhores e outros são muito ruins, embora sejam donos dos respectivos mercados. Você tem aí um processo de concentração de mercado que é terrível! Agora, isso só pode ser resolvido se houver uma discussão honesta, franca em algum organismo. Não pode ser no governo, mas num ambiente legislativo. E aqui eu quero dizer que uma das grandes brasileiras da imprensa brasileira ou da comunicação brasileira foi o que ocorreu há três anos - acho que é três... - quando o Conselho de Comunicação Social foi fechado.

A quê você atribui o fechamento do Conselho de Comunicação Social no Senado?

Não foi uma decisão: foi um trambique dos políticos, do governo e das grandes empresas de mídia pra acabar com esta possibilidade, esta tênue possibilidade de você ter um fórum pra discutir as coisas. Hoje, não tem mais isso e não vai ter nunca mais. E tá na Constituição que tem que ter. Foi um bando de canalhas – a palavra é esta – que simplesmente se juntou pra acabar com uma conquista. Tudo bem, o conselho não tinha força, tinha mil defeitos, mas ele tinha uma certa representação. E ele tinha, digamos, uma certa vocação pra ser um fórum, sem poder, mas um fórum dentro de uma casa legislativa como é o Senado, a câmara alta. De repente, acaba-se com isso de uma forma ignominiosa. Põe-se um presidente que foi lá com a tarefa de fechar o conselho. Este homem se chama Arnaldo Niskier. Este homem assumiu com esta tarefa. Acadêmico, amigo do Sarney, há mais de trinta anos que não faz jornalismo... puseram ele na presidência do Conselho de Comunicação Social e ele foi lá pra acabar com o conselho e este nunca mais voltou a existir. Você não tem mais um fórum pra discutir isso que estamos discutindo aqui...

Um fórum público...

Um fórum público... mesmo que ele [o CCS] seja claudicante, mas é um fórum. Durante dois anos, a gente se reuniu uma vez por mês, no Senado, com toda a solenidade, numa sala de sessão especial, com transmissão pela TV Senado... e pela primeira vez se discutiu a concentração da imprensa. Eu tive a honra de ser o primeiro a levantar isso e dizer que isso tem de entrar na pauta permanente. Mesmo que a gente não tenha como resolver, nós temos que manter este assunto em discussão.(...)

LEIA NA ÍNTEGRA EM :
http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/content.php?option=com_content&task=view&id=4635

domingo, 21 de junho de 2009

INTEGRAÇÃO CÓSMICA (ORIENTE) QUE BOM SERIA SE TODOS OS SERES HUMANOS PUDESSEM PRATICAR ESTE TIPO DE MEDITAÇÂO! MAS ...




INTEGRAÇÃO CÓSMICA (ORIENTE) QUE BOM SERIA SE TODOS OS SERES HUMANOS PUDESSEM PRATICAR ESTE TIPO DE MEDITAÇÂO! MAS A MAIORIA TEM QUE PENSAR SÓ NA SOBREVIVÊNCIA! (a visão oriental que une corpo, alma, mente e cosmo, é mesmo muito interessante!) Nadia Stabile - 21/06/09

Curió revela que Exército executou 41 no Araguaia (AMIGO JOSÉ LUCAS ENVIA)

Dom, 21 Jun, 09h06

Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o major Curió, o oficial vivo mais conhecido do regime militar (1964-1985), abriu ao jornal O Estado de S. Paulo o seu lendário arquivo sobre a Guerrilha do Araguaia (1972-1975). Os documentos, guardados numa mala de couro vermelho há 34 anos, detalham e confirmam a execução de adversários da ditadura nas bases das Forças Armadas na Amazônia. Dos 67 integrantes do movimento de resistência mortos durante o conflito com militares, 41 foram presos, amarrados e executados, quando não ofereciam risco às tropas. Até a abertura do arquivo de Curió, eram conhecidos 25 casos de execução.

Uma série de documentos, muitos manuscritos do próprio punho de Curió, feitos durante e depois da guerrilha, contraria a versão militar de que os mortos estavam de armas na mão na hora em que tombaram. Muitos se entregaram nas casas de moradores da região ou foram rendidos em situações em que não ocorreram disparos. Os papéis esclarecem passo a passo a terceira e decisiva campanha militar contra os comunistas do PC do B - a Operação Marajoara, vencida pelas Forças Armadas, de outubro de 1973 a janeiro de 1975.

O guerrilheiro paulista Antônio Guilherme Ribas, o Zé Ferreira, por exemplo, teve um final trágico, descrito assim no arquivo de Curió: "Morto em 12/1973. Sua cabeça foi levada para Xambioá". O piauiense Antonio de Pádua Costa morreu diante de um pelotão de fuzilamento em 5 de março de 1974, às margens da antiga PA-70. Só adolescentes que integravam a guerrilha foram poupados.

O arquivo dá indicações sobre a política de extermínio comandada durante os governos de Emílio Garrastazu Medici e Ernesto Geisel por um triunvirato de peso. Os mandantes eram os generais Orlando Geisel (ministro do Exército de Medici), Milton Tavares (chefe do Centro de Inteligência do Exército) e Antonio Bandeira (chefe das operações no Araguaia).

Curió lembra que a ordem dos escalões superiores era tirar de combate todos os guerrilheiros. "A ordem de cima era que só sairíamos quando pegássemos o último." Segundo ele, até o meio da terceira campanha houve combates. "Mas, a partir do meio da terceira campanha para frente, houve uma perseguição atrás de rastros. Seguíamos esse rastro duas, três semanas", relata. Apesar disso, completa ele, "se tivesse de combater novamente a guerrilha, eu combateria." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/06/21/curio+abre+arquivo+e+revela+que+exercito+executou+41+no+araguaia+6854943.html

sábado, 13 de junho de 2009

ALDEIA GLOBAL (da Wikipédia)




















O conceito de "aldeia global", criado pelo sociólogo canadense Marshall McLuhan, quer dizer que o progresso tecnológico estava reduzindo todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia. Marshall McLuhan foi o primeiro filósofo das transformações sociais provocadas pela revolução tecnológica do computador e das telecomunicações. Como paradigma da aldeia global, ele elegeu a televisão, um meio de comunicação de massa em nível internacional, que começava a ser integrado via satélite. Esqueceu, no entanto, que as formas de comunicação da aldeia são essencialmente bidirecionais e entre dois indivíduos. Somente agora, com o celular e a internet é que o conceito começa a se concretizar.

O princípio que preside a este conceito é o de um mundo interligado, com estreitas relações econômicas, políticas e sociais, fruto da evolução das Tecnologias da Informação e da Comunicação (vulgo TIC), particularmente da World Wide Web, diminuidoras das distâncias e das incompreensões entre as pessoas e promotor da emergência de uma consciência global interplanetária, pelo menos em teoria.

Essa profunda interligação entre todas as regiões do globo originaria uma poderosa teia de dependências mútuas e, desse modo, promoveria a solidariedade e a luta pelos mesmos ideais, ao nível, por exemplo da ecologia e da economia, em prol do desenvolvimento sustentável da Terra, superfície e habitat desta "aldeia global".

Na verdade, não deixa de ser verdade que, como já evidenciava a teoria do efeito borboleta (teoria do caos), um acontecimento em determinada parte do mundo tem efeitos a uma escala global, como mostra, por exemplo, as flutuações dos mercados financeiros mundiais. Neste sentido, o adjectivo global faria algum sentido, mas, apesar disso, seria restrito.

Na verdade, trata-se mais de um conceito filosófico e utópico do que real. Como afirmam muitos teóricos da globalização e alguns críticos do conceito que aqui discutimos, o mundo está longe de viver numa "aldeia" e muito menos global: o conceito de aproximação das pessoas numa aldeia, em que todos se conhecem e participam na vida e nas decisões comunitárias não se coaduna com a ideia de sociedade contemporânea. Além disso, partindo da ideia que o mundo está, de facto, interconectado, não deixa de ser verdade que, nesta aldeia, de nome tão utópico e optimista, muitos são os excluídos (basta lembrar o número de habitantes ligados à internet em algumas regiões africanas).

Para termos uma ideia deste conceito, é preciso, pois, lembrarmos a sua ambivalência: por um lado, saber que parte do pressuposto de uma maior aproximação entre as pessoas e da consequente necessidade de uma responsabilidade e responsabilização global; por outro, saber que é um conceito exclusivo e, como tal, excludente.

Marshall McLuhan ficou mundialmente famoso ao publicar o livro "O meio é a mensagem" - RJ: Ed. Record,1969.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldeia_global.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Grafismo Indígena: Asurini do Xingu - PUC - RIO



Animação desenvolvida como projeto de conclusão do curso de Desenho Industrial/ Comunicação Visual, pela PUC-Rio.
A animação trata da interpretação dos padrões da pintura corporal Asurini, registrados e descritos pela antropóloga Regina Pollo Miller, em sua relação formal com os objetos representados.
O vídeo apresenta os motivos geométricos "Onça" e "Jabuti" e busca relacionar as formas dos grafismos àquelas dos animais representados.
Para o trabalho foram levantados os grafismos registrados no livro "Grafismo Indígena", somada às observações dos animais realizadas nos setores de Mastologia e Herpetologia do Museu Nacional (UFRJ).

Concepção e realização: Ricardo Artur Pereira de Carvalho

Orientador: Luiz Antonio Coelho
Professora Tutora: Rita Maria de Souza Couto
Co-orientador: José Francisco Sarmento
Co-orientador: Roberto Verschleisser

Música : Shindo (Cid e Carlos Manga)
Interpretação: Pé do Lixo

Apoio:
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Museu Nacional (UFRJ)

Referência:
VIDAL, Lux, (organizadora). Grafismo Indígena: estudos de antropologia estética 2a ed., São Paulo: Studio Nobel: FAPESP, 2000

Endereços:
PUC-RIO
Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea - Rio de Janeiro, RJ - Brasil - 22453-900
Cx. Postal: 38097 - Telefone: (55...

Museu Nacional/UFRJ
Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ

FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=onah4R4uhUE

quinta-feira, 4 de junho de 2009

RENATA PERON - PALESTRA E "NÃO DEIXE O SAMBA MORRER" Composição: Edson Gomes da Conceição e Aloísio Silva


Olá meus queridos! Quero convidá-los para a palestra sobre diversidade LGBT no sesc consolação Rua Dr Vila Nova 245 telefone 11 3234-3000 próximo a Mackenzie, onde logo após terá meu show "PERON É FESTA!"

dia 08 /06 segunda feira as 19;30 entrada franca

Espero vc lá beijos...
http://renataperon2.blogspot.com/


terça-feira, 2 de junho de 2009

BOLETIM AGÊNCIA FAPESP -02/06/09

2 de junho de 2009 Assine | Atualize seu cadastro | Quem somos | Fale conosco
Especiais
Educação para a biodiversidade
Além de inventários da fauna, da flora e dos microrganismos de biomas paulistas e de mapas para a orientação das políticas públicas, o programa Biota-FAPESP – que comemora dez anos com evento que terá início na quarta-feira (3/6) – gera diferentes projetos voltados à educação ambiental

Especiais
Etanol em pauta
Representantes do governo e especialistas apresentam, no Ethanol Summit, em São Paulo, números sobre a produção e a redução das emissões de gases do efeito estufa ocasionadas pela utilização do biocombustível


Divulgação Científica
Matemática também é feminina
Estudo aponta que os homens têm se saído melhor no estudo da matemática não por diferenças biológicas, mas socioculturais. Em muitos países, é cada vez maior o interesse pela área entre mulheres


Notícias
Proteção aumentada
Instituto Butantan produzirá vacina com a cepa do vírus da gripe no hemisfério Norte para as regiões Norte e Nordeste do Brasil. Objetivo é aumentar cobertura vacinal

Notícias
FMUSP busca professores
Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo está com concursos abertos até o dia 10 para as áreas de epidemiologia e ciências humanas e sociais em saúde


Reportagens anteriores:
Agenda
Seminário de Lançamento do Edital PPSUS 2009 do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde
8 de junho
FAPESP, Decit, CNPq e Instituto de Saúde realizarão evento para lançamento do edital na sede da Fundação
Simpósio de Silvicultura Tropical e 5º Dia de Campo do Eucalipto
15 a 17 de junho
Eventos serão realizados na Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, em Botucatu

Mais lidas do mês
Nanotecnologia para agronegócio
Dengue ou não
Bolsas para Projeto Aeronave Silenciosa
Vinho de abacaxi
Reprodução assistida tem aumento
1º Simpósio de Silvicultura Tropical
Workshop e Escola Avançada em NanoPlasmônica
Educação para a biodiversidade
Etanol em pauta
Matemática também é feminina

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