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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

'Estudantes e comunidades nunca mais serão os mesmos'

 *Quem nunca esteve em manifestações como estas na escola ou na faculdade, deixou de viver uma das coisas mais importantes nesta vida!
A força destes momentos nos marcam para sempre! Embora a causa atual seja vergonhosa, a mobilização dos estudantes, dos professores e da comunidade, é admirável e contagiante! Força para todos nós!

Nadia Gal Stabile - 30 11 2015
 

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Educacao/-Estudantes-e-comunidades-nunca-mais-serao-os-mesmos-/13/35065


27/11/2015 - Copyleft

'Estudantes e comunidades nunca mais serão os mesmos' 

Gisele Brito - Rede Brasil Atual

Legado político e pedagógico das ocupações das escolas de São Paulo já podem ser projetados, acreditam educadores

Menos de 20 dias depois do início da primeira ocupação de uma escola estadual, em Diadema, o movimento de estudantes que tentam impedir o fechamento de 94 unidades de ensino segue forte em várias cidades de São Paulo. A ação obrigou o governo do estado a cancelar o Saresp nas escolas tomadas, mudar locais de provas da Fuvest e enfrentar uma contundente derrota no Judiciário, que entendeu que, de fato, faltou diálogo com estudantes e professores que sofreriam os impactos da medida e, por isso, as reintegrações de posse não seriam adequadas.

https://www.youtube.com/watch?v=4arifFloX7c




O governo ainda resiste em dar aos estudantes o que eles querem e insiste na "reorganização", inclusive gastando R$ 9 milhões para tentar encucá-la na população por meio de publicidade.

Dado o histórico pouco afeito ao diálogo do governador Geraldo Alckmin (PSDB), talvez, as escolas realmente sejam fechadas. Mas para educadores ouvidos pelo Observatório, as lições que ficam do movimento já são perenes.

Nas escolas ocupadas, os estudantes têm manifestado satisfação em aprender novos conteúdos a partir da experiência política, cultural e colaborativa. Eles assumem várias facetas do protagonismo. Além de terem de cuidar da rotina, o que inclui se reunir, deliberar e cuidar da segurança, alimentação, limpeza, programação, comunicação e solução de conflitos internos, ainda assumiram papel político de peso na atual conjuntura.

"É uma mobilização ímpar. Ultrapassa tudo que poderíamos pensar em planos de ensino", avalia a pedagoga e doutoranda em educação Crislei de Oliveira Custódio. "Mais que qualquer proposta construtivista, é uma experiência política de fato. Nas escolas construtivistas, há toda uma programação para o protagonismo, mas que acaba sendo um simulacro do que seria uma experiência democrática em um espaço público. Nesse caso, é mais interessante porque partiu dos alunos, eles estão se organizando nessas coisas cotidianas. Nas escolas construtivistas, ainda é preciso uma permissão do adulto, que decide o que será democratizado", pondera.

Para o educador Ruivo Lopes, da Ação Educativa, o movimento deixa claro que não se deve subestimar nenhuma criança ou adolescente ao se pensar em políticas públicas, especialmente na educação. "A mensagem que fica é que esses estudantes têm projeção de vida, desejos próprios e condições de intervir na sua própria realidade. Eles já venceram todo o aparato de subestimação", argumenta.

Os dois educadores ainda ressaltam como a iniciativa dos secundaristas é carregada de valorização das escolas, em um momento em que há um discurso deliberado contra as coisas públicas. A explicitação de um senso de pertencimento fortalece as unidades mobilizadas como equipamento público, fincado no coração das comunidades, que vão além da sala de aula. São locais de encontro, de troca, de lazer. Educativas em sentido muito mais amplo.

Além disso, o movimento conseguiu realizar um dos grandes objetivos de currículos escolares: trazer a comunidade para dentro da escola. Isso fica explícito na mobilização de pessoas para colaborar com aulas e oficinas, que têm mantido efervescente o ambiente das escolas ocupadas, mesmo nos finais de semana.

"Tanto já se falou em trazer as pessoas para a escola, usando festas, criação de conselhos e outros mecanismos. Sempre foi muito difícil, porque em geral a gente identifica como instituição do Estado e não como coisa pública, nossa. Um milhão de pessoas já escreveram sobre isso. E aí, numa coisa super de uma hora para outra, que não era um projeto do governo, se consegue", ressalta Crislei. "Fico pensando como serão essas escolas depois da ocupação. Certamente é um divisor de águas", aponta a pedagoga.

"Eles não voltam a ser os mesmos. E se as escolas derem espaço, elas serão transformadas para aquilo que sempre desejamos nos processos educativos", acredita Ruivo.
Créditos da foto: DANILO RAMOS / RBA

segunda-feira, 23 de março de 2015

BRASIL - O DNA DA HIPOCRISIA E NOSSAS FRUTAS EXÓTICAS

Mais de 125 sabores de sorvetes com frutas do norte e nordeste do Brasil,
e quem é dono deste saber? indígenas e o povo simples que conhecem nossa flora e fauna como mais ninguém.
O DNA da hipocrisia do povo brasileiro originou-se com a invasão de Cabral nesta terra brasilis, a escravidão de africanos e indígenas e o massacre destes povos pelos europeus, é tema de nossos grandes estudiosos como Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro, Sergio Buarque de Holanda, Florestan Fernandes e outros.
A incrível diversidade de nossa fauna e flora pode ser comparada a incrível diversidade de etnias indígenas e da incrível diversidade dos povos que pra cá vieram!

O início de nossa história é cruel, é injusto, perverso e cheio de hipocrisia.
A casa grande nunca aceitou de verdade a senzala, e a senzala sempre teve revolta em relação a casa grande e com toda razão, um povo massacrado, escravizado, tendo de conviver e servir seus algozes, terrível! Os índios foram dizimados por esta invasão portuguesa e a revolta deles talvez até tenha sido muito pequena, e daí podemos ver a grande alma destes povos tão diversos e que vivem tão bem e em harmonia com a natureza, profundos conhecedores dos detalhes de plantas e animais, grandes sábios que talvez nunca serão compreendidos pela maioria do povo urbano deste país. Este DNA da hipocrisia mostra-se dia a dia quando uma grande parcela da população  fecha os olhos para manifestações de professores, por exemplo, pois para a maior parte dos brasileiros e dos políticos brasileiros, professores fazem parte da senzala, assim como os estudantes de classes mais pobres.

A senzala ainda existe neste país e a maior parte dela é composta por mulheres professoras ou com outras profissões  subestimadas pela maioria. O Brasil tem sérios problemas sociais, raciais e outros por conta desta origem perversa com DNA da hipocrisia, é bem desanimador ver estes efeitos que vem de longe desta colonização maldita, aliás, nenhuma colonização é boa, invade tudo, toma conta das riquezas e ainda escraviza o povo.

Difícil, depois de mais de 500 anos ainda temos tantos problemas sociais para resolvermos, e talvez demoremos mais um milênio por conta do carater deste povo, que como definiu Mário de Andrade, é um povo sem nenhum carater, que aceita tudo, até seus invasores.



Nadia Gal Stabile - 23 de março de 2015










 http://www.usp.br/cje/anexos/pierre/ribeiro_darcy_povo_brasileiro_formacao_e_o_sentido_do_brasil.pdf



http://www.viaki.net/alimentos-dos-indigenas-ate-hoje/
https://lasa.international.pitt.edu/LARR/prot/fulltext/vol49no3/49-3_3-22_CastrodaSilva.pdf


quinta-feira, 15 de maio de 2014

BRASIL, 15 DE MAIO DE 2014 - POVO NAS RUAS CONTRA A COPA E CONTRA INJUSTIÇAS

A revolta do povo deveria ser muito maior. Em Abreu e Lima, na Grande Recife, com a greve da PM, o povo saqueou, se revoltou, com toda razão. O que a grande mídia golpista noticia para deturpar tudo é que é triste, não a revolta do povo! A mobilização do povo, mesmo que caótica, é sempre algo bom, pior seria a apatia, a alienação e a falsa cegueira cômoda, tão característica da nossa classe média. O povo se revolta contra o fascismo, contra a desumanização do capitalismo, contra as inúmeras injustiças que todos nós já estamos carecas de saber que elas abundam! Outra coisa triste, catastrófica mesmo, é ver políticos que deveriam estar atrás das grades,  fazendo campanha na tv, tipo aquele que estraçalhou o transporte coletivo em São Paulo desde a década de 70, superfaturando contratos e desviando verbas do Metrô.

Nadia Gal Stabile - 15 de maio de 2014






quinta-feira, 8 de maio de 2014

Urbanização - Opressão e repressão

Se na zona rural as pessoas sofrem no transporte, precisando ser transportadas como gado em carrocerias de caminhões, na zona urbana a coisa também não é nada boa. O sufoco nos ônibus, nos vagões de trens e metrô cheios poderia ser encarado como um perverso instrumento de opressão. Foucault analisou a opressão e repressão dos corpos desde que a criança nasce, passando pela disciplina absurda nas escolas e em várias outras fases pela vida. Tudo começa nos corpos, a repressão sexual, a falta de liberdade das crianças nas escolas (veja o vídeo abaixo de Pink Floyd) podem ser vistas como opressão, controle e desumanização.
 FOUCAULT E A OPRESSÃO DOS CORPOS
 As análises genealógicas de Foucault descrevem o funcionamento de uma série de mecanismos disciplinares nas sociedades modernas. Esses mecanismos se caracterizam por tornar os gestos dos indivíduos cada vez mais eficientes através de um controle permanente e calculado. A Disciplina “adestra” os corpos no intuito de tanto multiplicar suas forças, para que possam produzir riquezas, quanto diminuir sua capacidade de resistência política. É nesse sentido que a função da disciplina não pode ser confundida com a da opressão. Enquanto esta pode mesmo chegar a destruir o corpo; a disciplina, por sua vez, pretende aproveitá-lo ao máximo, como se ele fosse uma máquina. Este trabalho pretende abordar os procedimentos que caracterizam aquilo que Foucault denominou de Poder Disciplinar.(...)
http://www.efdeportes.com/efd139/a-nocao-de-disciplina-de-michel-foucault.htm




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