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quinta-feira, 28 de abril de 2011

OS TEMPOS ESTÃO MUDANDO

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Leio que dezenas de opositores chineses -- advogados, escritores, jornalistas, artistas e blogueiros -- foram detidos, submetidos a prisão domiciliar ou afastados de suas casas nas últimas semanas, em escalada repressiva cujo objetivo óbvio é resguardar mais esta ditadura do  contágio  das revoltas libertárias.

As pedras voltaram a rolar e a única certeza é a de que os verdadeiros revolucionários devem posicionar-se ao lado de todos aqueles que se revoltam contra tiranias.

Não importa que as nações ocidentais façam com a Líbia o que deveriam fazer também com a Síria, mas adotem dois pesos e duas medidas.

Não importa a posição que algumas dessas ditaduras obscurantistas, retrógradas e assassinas assumam no tabuleiro político internacional.

Importa apenas que oprimem seus povos e os seus povos estão se levantando contra elas, pouco a pouco, com o temor da repressão brutal cedendo lugar à esperança.

E o farão cada vez mais, pois o mundo se tornou um péssimo lugar para se viver nestas últimas quatro décadas de refluxo revolucionário. 

É a hora da maré crescente. E a nova onda começa a vir do Oriente, mas -- afirmo sem medo de errar --, acabará se espalhando por todo o planeta.

O mundo está prenhe de revoluções; quem viver, verá.

E quem for revolucionário, lutará.

Estamos exatamente como no final de 1963, quando Bob Dylan compôs The times they're a-changin', antecipando tudo que viria a seguir. O melhor ainda está por acontecer.

Para reacender a chama dos velhos guerreiros e tentar inflamar algum jovens que têm a retórica mas não o instinto dos revolucionários, eis uma bela tradução da canção de Dylan, agora mais atual do que nunca:

OS TEMPOS ESTÃO MUDANDO

Venham, pessoas,
por onde quer que andem
e admitam que as ondas
á sua volta cresceram.
E aceitem que logo
estarão cobertas até os ossos.
Se seu tempo para você
vale a pena ser salvo,
então é melhor começar a nadar
ou vai afundar como uma pedra,
pois os tempos estão mudando!

Venham, escritores e críticos,
aqueles que profetizam com a caneta.
E mantenham seus olhos abertos,
a chance não virá novamente.
E não falem tão cedo,
pois a roda ainda está girando
e não há como prever
quem prevalecerá,
pois o perdedor de agora
mais tarde vencerá,
pois os tempos estão mudando!

Venham, senadores, congressistas,
por favor, escutem o chamado.
Não fiquem parados no vão da porta,
não congestionem o corredor,
pois aquele que pára
será um obstáculo no caminho.
Há uma batalha lá fora,
está rugindo
e logo vai balançar suas janelas
e fazer ruir suas paredes,
pois os tempos estão mudando!

Venham, mães e pais
de toda a Terra
e não critiquem
o que não podem entender.
Seus filhos e filhas
estão além de seu comando.
Sua velha estrada
está rapidamente virando pó.
Por favor, saiam da nova
se não puderem dar uma mãozinha,
Pois os tempos estão mudando!

A linha foi traçada,
a maldição foi lançada
e o lento agora
será o rápido logo mais,
assim como o presente agora
será em breve passado.
A ordem está
rapidamente se esvaindo
e o primeiro agora
será o último depois,
pois os tempos estão mudando!

domingo, 1 de novembro de 2009

PARA (REALMENTE) ENTENDER A QUEDA DO MURO DE BERLIM

A queda do muro de Berlim, há 20 anos, marcou o fim do chamado socialismo real - a tentativa de construção do socialismo com o descarte de algumas das premissas básicas fixadas por Karl Marx e Friedrich Engels em meados do século 19.

No princípio, os profetas apregoavam uma maré revolucionária que uniria e imantaria os proletários de todos os países, varrendo o planeta. É o que lemos no mais inspirado panfleto político que a humanidade já produziu, o Manifesto do Partido Comunista de 1848.

Levando em conta não só que os trabalhadores do mundo inteiro estavam irmanados pela sina de terem uma substancial parcela da riqueza que geravam (a mais-valia) expropriada pelo patronato, como também que a exploração capitalista havia subjugado países e culturas, submetendo proletários de todos os quadrantes a uma mesma lógica de dominação, os papas do marxismo profetizaram que o socialismo seria igualmente implantado em escala global, começando pelas nações de economias mais avançadas e se estendendo a todas as outras.

O movimento revolucionário foi, pouco a pouco, conquistado pela premissa teórica do internacionalismo, ainda mais depois que a heróica Comuna de Paris foi esmagada em 1871 pela ação conjunta de tropas reacionárias francesas com o invasor alemão. Se as nações capitalistas conjugariam suas forças para sufocar qualquer governo operário que fosse instalado, então os movimentos revolucionários precisariam também transpor fronteiras, para terem alguma chance de êxito – foi a conclusão que se impôs.

A Internacional Socialista, que havia sido fundada sete anos antes, soçobrou principalmente devido ao impacto da derrota da Comuna de Paris sobre o conjunto do movimento operário europeu, mas a semente plantada frutificou na poderosa 2ª Internacional, que aglutinou em 1889 os grandes partidos socialistas consolidados nesse ínterim.

A bonança, entretanto, não fez bem a esses partidos. Muitos dirigentes, deslumbrados com os aparelhos conquistados, passaram a querer mantê-los a qualquer preço, lutando por melhoras para a classe operária do seu próprio país, em detrimento da solidariedade internacional. E teorizaram que o socialismo poderia surgir a partir das reformas realizadas pacificamente e do crescimento numérico da classe média, sem necessidade de uma revolução.

A deflagração da 1ª Guerra Mundial cindiu definitivamente o movimento revolucionário: os reformistas acabaram alinhados com os governos de seus respectivos países no esforço guerreiro, enquanto os marxistas conclamaram os proletários a não dispararem contra seus irmãos de outras nações.

Lênin, Trotsky e Rosa Luxemburgo encabeçaram a reação contra os (por eles designados pejorativamente como) sociais-patriotas e os trâmites para a fundação da 3ª Internacional, contraponto àquela que perdera sua razão de ser.

O socialismo num só país – Em 1917, surgiu a primeira oportunidade de tomada de poder pelos revolucionários desde a Comuna de Paris. E os bolcheviques discutiram apaixonadamente se seria válida uma revolução em país tão atrasado como a Rússia – uma verdadeira heresia à luz dos ensinamentos marxistas.

Para Marx, o socialismo viria distribuir de forma equânime as riquezas geradas sob o capitalismo, de forma que beneficiassem o conjunto da população e não apenas uma minoria privilegiada. Então, ele sempre augurara que a revolução mundial começaria nos países capitalistas mais avançados, como a Inglaterra, a França e a Alemanha.

Um governo revolucionário na Rússia seria obrigado a cumprir tarefas características da fase da acumulação primitiva do capital, como a criação de infra-estrutura básica e a industrialização do país. O justificado temor de alguns dirigentes bolcheviques era de que, assumindo tais encargos, a revolução acabasse se desvirtuando irremediavelmente.

Prevaleceu, entretanto, a posição de que a revolução russa seria o estopim da revolução mundial, começando pela tomada de poder na Alemanha. Então, alavancada e apoiada pelos países socialistas mais prósperos, a construção do socialismo na Rússia se tornaria viável.

Os bolcheviques venceram, mas seus congêneres alemães foram derrotados em 1918. A maré revolucionária acabou sendo contida no mundo inteiro e, como se previa, várias nações capitalistas se coligaram para combater pelas armas o nascente governo revolucionário. Mesmo assim, o gênio militar de Trotsky acabou garantindo, apesar da enorme disparidade de forças, a sobrevivência da URSS.

Quando ficou evidente que a revolução mundial não ocorreria tão cedo, a União Soviética tratou de sair sozinha da armadilha em que se colocara. Devastada e isolada, precisou criar uma economia moderna a partir do nada.

Nenhum ardor revolucionário seria capaz de levar as massas a empreenderem esforços titânicos e a suportarem privações dia após dia, indefinidamente. Só mesmo a força bruta garantiria essa mobilização permanente, sobre-humana, de energias para o desenvolvimento econômico. A tirania stalinista cumpriu esse papel.

A revolução nunca mais voltou aos trilhos marxistas. Como único país dito socialista, a URSS passou a projetar mundialmente seu modelo despótico, que encontrou viva rejeição nas nações avançadas. Nestas, as únicas adesões não se deveram à atuação política dos trabalhadores, mas sim às baionetas do Exército Vermelho, quando da vitória sobre o nazismo.

Tomada autêntica de poder houve em outros países pobres e atrasados, como a China, Cuba, Vietnã e Camboja. E todos repetiram a trajetória para o modelo autoritário do socialismo num só país stalinista.

O grande feito da URSS: derrotar Hitler - Este conseguiu, é verdade, fazer com que a economia da URSS avançasse praticamente um século em duas décadas (as de 1920 e 1930), o que foi fundamental para o país conseguir a proeza praticamente impossível de quebrar a espinha do nazismo.

Pois, é preciso que se diga: Hitler foi vencido na União Soviética, quando comprometeu o melhor da sua máquina de guerra numa derrota contundente.

Ao se retirar, já estava irremediavelmente derrotado. As forças aliadas apenas completaram o serviço.

Mas, a arregimentação autoritária da mão-de-obra só funcionou a contento na etapa da industrialização pesada.

Na segunda metade do século 20, a economia capitalista avançou noutra direção, a da sofisticação tecnológica, da miniaturização, da gestação sôfrega de novas manias consumistas. Informática, biotecnologia, novos materiais, novos processos.

O avanço movido a ganância, com base no talento individual, na pesquisa e na tecnologia, derrotou a economia letárgica da URSS, tornada jurássica da noite para o dia, e sua nomenklatura arrogante que se reservava todos os privilégios.

Comprovava-se a máxima marxista segundo a qual são os países com forças produtivas mais desenvolvidas que determinam os rumos da humanidade.

O bloco soviético desabou como uma fruta apodrecida. Seus países voltaram ao capitalismo e à democracia burguesa.

A China conseguiu manter o sistema político autoritário, à custa de mesclar a economia estatizada com a iniciativa privada. Criou o pior dos mundos possíveis: algo assim como o milagre brasileiro, com a falta de liberdade sendo aceita em função das melhoras materiais proporcionadas pelo regime (e do espírito tradicionalmente submisso dos asiáticos).

Sobrou para os idealistas do século 21 a missão de recolocar a revolução nos trilhos, para que ainda seja cumprindo o sonho original de Marx: não apenas regimes híbridos em países isolados, mas sim o planeta inteiro transformado no “reino da liberdade, para além da necessidade”, em que:
  • cada cidadão contribua no limite de suas possibilidades para que todos os cidadãos tenham o suficiente para suprirem as suas necessidades e desenvolverem plenamente as suas potencialidades; e
  • o estado desapareça, com os cidadãos assumindo a administração das coisas como parte de sua rotina e a ninguém ocorra administrar os homens, já que eles serão, para sempre, sujeitos da sua própria História.
Engendrarmos uma onda revolucionária capaz de varrer o planeta é tarefa gigantesca? É.

Mas, em relação ao século 19, há uma mudança importante: ela se tornou muito mais necessária, como alternativa à regressão -- talvez, até, à própria aniquilação -- da humanidade.

Pois, salta aos olhos que, mantida a prioridade dos interesses individuais sobre os coletivos, a exaustão de recursos naturais e as catástrofes ecológicas reduzirão drasticamente os contingentes humanos, ou os exterminarão de vez.

A opção a fazermos, como disse Norman O. Brown, agora é entre a vida numa sociedade solidária e harmoniosa, ou a morte sob o capitalismo excludente e predatório.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

REVOLUCIONÁRIOS NÃO SÃO MAQUIAVÉLICOS NEM MANIQUEÍSTAS



Deu na Folha OnLine: Jornalistas são atacados em protesto contra projeto de educação em Caracas (acessar aqui)

Os defensores de Hugo Chávez poderão, corretamente, argumentar que jornalistas, quando distribuem panfletos numa grande avenida, são manifestantes como quaisquer outros.

Que a notícia foi redigida de forma manipulatória, não há dúvida. Há uma óbvia intenção de jogar a classe média com formação superior contra Chávez.

Isto fica mais claro ainda com o acréscimo de outra informação:
Também nesta quinta-feira, centenas de estudantes e professores foram reprimidos pela polícia, que utilizou bombas de gás lacrimogêneo para impedir sua chegada ao Parlamento, que debate o projeto de lei. Segundo o comissário da Polícia Metropolitana (...), as forças da ordem tiveram que "dissuadir" os manifestantes porque o protesto não era autorizado.
Podemos até supor que jornalistas, estudantes e professores estejam expondo-se a agressões para criar fatos políticos, devidamente trombeteados pela imprensa mundial.

Mas, ainda que tais protestos tragam provocações embutidas, homens de esquerda não podem concordar, em hipótese nenhuma, com a repressão policial contra manifestações pacíficas, nem com a ação impune de turbas.

Se fomos contrários à invasão da USP pelos brutamontes de José Serra e hoje firmamos posição contra a violência da polícia de Yeda Crusius, temos de repudiar com igual veemência a dissuasão sofrida pelos estudantes e professores venezuelanos.

E se, como herdeiros das tradições da esquerda, identificamo-nos com as vítimas da ralé urbana que Hitler e Mussolini utilizaram para intimidar os adversários na sua escalada para o poder, não podemos ficar indiferentes a relatos como estes:
Os militantes [favoráveis a Chávez] chegaram ao local gritando 'revolução' e 'esta rua é o povo', e começaram a bater nos jornalistas, segundo relato de (...) uma das manifestantes.(...) Tinham pedras, objetos contundentes e até bombas de gás lacrimogêneo', contou um jornalista.

"Fomos distribuir panfletos pacificamente e fomos selvagemente espancados" por supostos aliados do governo "que nos acusaram de sermos apoiadores da oligarquia", disse (...) um dos (...) atacados.

[o jornalista] Marcos Ruiz (...) foi atacado por pelo menos quatro pessoas, que o espancaram com bastões e murros, foi transferido emergencialmente para um hospital, disseram testemunhas à agência Efe.
A esquerda só encarnará a esperança num mundo melhor se conseguir viabilizar sua proposta de justiça social sem atentar contra a liberdade, que é direito fundamental do homem. O autoritarismo e o totalitarismo já não têm lugar em nossa época.

Quem não compreender isto, será mais nocivo do que benéfico para a causa revolucionária, já que vai torná-la execrável para os cidadãos dos países mais civilizados e prósperos -- aqueles que, segundo Marx, deveriam ocupar papel de vanguarda na construção da nova sociedade.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Convite - III Seminário Internacional Margem Esqueda - BOITEMPO EDITORIAL (clique na imagem para ler)


Caros,

A Boitempo Editorial tem o prazer de convidar a todos para o III Seminário Internacional Margem Esqueda, que acontecerá de 18 a 28 de agosto. Confira a programação completa. Mais informações pelo email :
seminariomeszaros@boitempoeditorial.com.br
USP
DIA 18, TERÇA
14h
O poder da ideologia: Miguel Vedda, Virginia Fontes, Osvaldo Coggiola e Wolfgang Leo Maar
19h
Trabalho e alienação: Ricardo Antunes, Ruy Braga, Jesus Ranieri e Giovanni Alves

DIA 19, QUARTA
14h
Marx, Lukács e os intelectuais revolucionários: Emir Sader, Antonino Infranca, Carlos Nelson Coutinho e José Paulo Netto
19h
Para além do capital -a crise estrutural do capital: François Chesnais, Jorge Beinstein, Leda Paulani e Edmilson Costa

DIA 20, QUINTA
14h
Para além do capital - lógica destrutiva e questão ambiental: Brett Clark, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Mohamed Habbib e Plínio de Arruda Sampaio
19h
Educação e socialismo: Roberto Leher, Afranio Mendes Catani e Isabel Rauber

DIA 21, SEXTA
14h
Marxismo, lutas sociais e revolução na América Latina: Francisco de Oliveira, Maria Orlanda Pinassi, Gilmar Mauro e Lucio Flávio de Almeida
19h
A necessária reconstituição da dialética histórica: István Mészáros
Encerramento: solo de Bach em viola por Susie Mészáros


UNESP-Araraquara
DIA 24, SEGUNDA
14h
A crise estrutural do capital: Gilmar Mauro, Maria Orlanda Pinassi e Aldo Casas.

UNICAMP
DIA 25, TERÇA
A crise estrutural do capital: Ricardo Antunes, Álvaro Bianchi, Aldo Casas, Caio Toledo e Plínio de Arruda Sampaio Jr.

UERJ
DIA 25, TERÇA
A necessária reconstituição da
dialética histórica: István Mészáros; comentários de Emir Sader e Gaudêncio Frigotto

CUFSA - Fundação Santo André
DIA 26, QUARTA
19h30
Crise do capital e perspectivas do trabalho: Antonio Rago Filho, Livia Cotrim, Miguel Vedda e Everaldo de Oliveira Andrade

UFRJ
DIA 26, QUARTA
17h30
Perspectiva do socialismo hoje: José Paulo Netto, Carlos Nelson Coutinho e Jorge Giordani
19h40
Música: solo de Bach em viola por Susie Mészáros
20h
A necessária reconstituição da dialética histórica: István Mészáros

UFRGS
DIA 27, QUINTA
19h
A necessária reconstituição da dialética histórica: István Mészáros; comentários de Jorge Giordani e Paulo Vizentini
DIA 28, SEXTA
15h
Para além do capital e a crise mundial: Jorge Giordani, Carla Ferreira e André Cunha
19h
Para além do capital, imperialsmo e Estados periféricos: Luiz Dario Ribeiro, Mathias Luce e Cesar Augusto Barcellos.

CEFET-BH
DIA 27, QUINTA
19h
Para além do capital: crise do capital e perspectivas do trabalho: Nicolas Tertulian, Ester Vaissman, Ana Lucia Barbosa Faria e Rodrigo Dantas

Boitempo Editorial
Débora Prado
Assessoria de Imprensa
+ 55 11 2305 1641
+ 55 11 8382 4978
imprensa@boitempoeditorial.com.br
www.boitempoeditorial.com.br


sábado, 11 de julho de 2009

DETALHANDO A GALERIA -(O NOVO TOPO DO BLOG DO LUNGARETTI ) CELSO LUNGARETTI (UMA AULA E TANTO)(clique aqui)


"May You stay forever young", disse Bob Dylan numa de suas belíssimas poesias cantadas. É como tento viver.

Não, claro, à maneira infantilizada de Michael Jackson, que, de tanto buscar refúgio ilusório na Terra do Nunca, acabou indo cedo demais para lá. Mas, nunca deixando definhar o espírito de aventura, a abertura para o lúdico e o coração de estudante. Vivendo sem me limitar.

É surpreendente quantas coisas conseguimos fazer quando não ficamos nos indagando se são ou não apropriadas para nossa idade.

Então, quando a prima Nádia, que é minha fiel cicerone pelos labirintos da tecnologia virtual, propôs-me colocar fotos no cabeçalho do blogue, foi como se eu tivesse recebido um brinquedo novo.

Passei uma hora agradabilíssima ponderando critérios, avaliando nomes e caçando imagens. O resultado está aí.

Não são minhas únicas inspirações, claro, mas boa parte das principais.

Entre outras coisas, servindo para reforçar um conceito que norteia meu trabalho: o de que a política, para um revolucionário, tem significado bem maior do que as ninharias reunidas sob tal retranca nos veículos de comunicação. É proposta de vida, de amor, de comunhão e perfazimento.

Se o verdadeiro fim de nossa existência é a busca da felicidade, cabe à política otimizar as possibilidades de sermos felizes, harmoniosos e plenos - ainda mais agora que a barreira da necessidade foi superada e o reino da liberdade está ao alcance de nossas mãos.

Basta mudarmos as prioridades, reorganizando nossa existência com base em outros fundamentos: a cooperação, em lugar da competição; o bem comum, ao invés do lucro; a solidariedade, substituindo a ganância; as oportunidades iguais para todos e não o privilégio de poucos.

Então, é com desalento que recebo críticas às vezes feitas a meu trabalho, de estar abordando temas que não são políticos em espaços políticos. Como podem pessoas jovens ter uma visão tão restritiva?

Tudo que eu escrevo é político no sentido maior do termo, já que sempre embute o inconformismo com o que é e a esperança de tornarmos o que vai ser bem melhor e mais digno.

Neste sentido maior do termos, todas as 26 figuras que selecionei para a galeria são políticas, embora bibliotecários as dispersassem por estantes diferentes.

Falemos rapidamente sobre elas.

Prometeu, que roubou o fogo dos deuses para dividi-lo com os homens, foi acertadamente adotado pelos revolucionários como seu símbolo.

A luta quase sempre desigual que os justos travam contra os poderosos tem no gladiador Spartacus uma de suas figuras mais emblemáticas.

Thomas Morus foi um gigante: ensinou-nos a crer nas utopias e tentar concretizá-las, além de dar exemplo de dignidade e coragem diante do absolutismo.

Galileu Galilei, como tantos de nós, travou a nobre luta da razão contra a força, pagando o preço por estar certo contra as crenças e valores dominantes.

Zumbi dos Palmares encarna a luta e o orgulho de um povo sofrido e, mais do que isto, de um continente criminosamente saqueado e degradado pelos brancos "civilizados".

Só uma frase bastaria para garantir a imortalidade de Jean-Jacques Rousseau, notável inspirador da Revolução Francesa: "O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe".

A ira sagrada de Henry David Thoreau é um farol para a humanidade. Sua "Desobediência Civil" continua até hoje nos inspirando na resistência às burocracias arrogantes e aos estados tirânicos.

O libertador Simon Bolivar apontou um caminho altaneiro para a América Latina.

Anita Garibaldi, "heroína dos dois mundos", inscreveu seu nome na História como mulher idealista, dedicada e corajosa, ao lado do grande Giuseppe Garibaldi.

O maior dos teóricos revolucionários, Karl Marx foi um verdadeiro divisor de águas na história da Humanidade.

Também marcou profundamente nossa época o principal pensador anarquista, Pierre-Joseph Proudhon. Hoje, só cínicos e obtusos colocam em dúvida a verdade que ele enunciou: "a propriedade é o roubo".

Filósofa e militante, Rosa Luxemburgo era a principal liderança revolucionária alemã em 1919, quando paramilitares a executaram bestialmente, antecipando os horrores do nazismo. Deixou uma frase imortal: "a verdade é revolucionária".

O profeta Léon Trotsky liderou os bolcheviques na conquista do poder em 1917, comandou o Exército Vermelho nas batalhas que asseguraram a sobrevivência da revolução e deu a vida para tentar impedir seu desvirtuamento sob Stalin.

Cientista político e militante cuja saúde definhou nos cárceres fascistas, Antonio Gramsci deu contribuição poderosa para a compreensão dos mecanismos da sociedade contemporânea e das possibilidades de atuação revolucionária.

Sigmund Freud, outro divisor de águas, não só desbravou o território do inconsciente, como foi além da mera adequação dos indivíduos a uma sociedade insana, desenvolvendo esforço titânico para tentar curar as doenças da própria civilização.

O Mahatma Gandhi foi um dos líderes mais singulares e impressionantes da História da humanidade, conseguindo libertar 250 milhões de indianos do jugo colonial à custa do estoicismo e da autoridade moral, sem o recurso à violência.

O poeta e dramaturgo Federico Garcia Lorca, artista superlativo, foi covardamente executado pelas bestas-feras do franquismo.

Principal teatrólogo de esquerda, autor de obra riquíssima, Bertold Brecht será lembrado também por uma das mais emblemáticas poesias do século passado, "Aos que virão depois de nós", sobre os revolucionários que fugiam do nazifascismo, "trocando mais de países que de sapatos, desesperados, quando só havia injustiça e não havia revolta".

Ernesto Che Guevara é fígura mítica do internacionalismo revolucionário no século passado.

Martin Luther King, grande defensor dos direitos civis nos EUA, conseguiu mover a História com seu sonho.

Depois de tantos presidentes se sujeitarem passivamente a ser depostos pelos gorilas latino-americanos, o chileno Salvador Allende deu exemplo de dignidade ímpar: recusou o avião oferecido pelos golpistas, preferindo morrer baleado em pleno Palácio do Governo, à frente dos colaboradores mais dedicados.

Principal influência dos estudantes revolucionários europeus nas jornadas de 1968, o filósofo Herbert Marcuse produziu análises acuradas sobre o papel da indústria cultural na perpetuação do capitalismo em países prósperos e os desafios colocados por essa manipulação cientificamente otimizada das consciências.

Símbolo da luta contra as duas ditaduras brasileiras do século passado, o dirigente revolucionário Carlos Marighella foi abatido pela repressão numa emboscada que fez lembrar os gangstêres estadunidenses.

Maior boxeador de todos os tempos, vencedor da luta do século contra George Foreman, o grande Muhammad Ali também foi campeão de cidadania, ao perder o título e comprometer a carreira em nome do seu repúdio à Guerra do Vietnã, recusando-se a dela participar como relações-públicas do intervencionismo militar.

Como um dos Beatles, John Lennon tem seu nome associado à grande revolução musical e de costumes da década de 1960. Depois, na carreira-solo, compôs uma das canções mais influentes e inspiradoras de todos os tempos, "Imagine".

Enfrentando o odioso regime segregacionista da África do Sul, Nelson Mandela passou boa parte da vida na prisão, mas sua perseverança acabou vitoriosa. Não só presidiu o país reconciliado, como se dedicou depois a inúmeras causas sociais e de direitos humanos.

CELSO LUNGARETTI

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com

Twitter não basta para a revolução (AMIGO WALDER M.DO CARMO ENVIA)

El País
Silvia Blanco

O Twitter se transformou em uma arma explosiva contra a censura. Às vezes, como no Irã, na única arma à disposição da dissidência. E muitos governos, como o chinês, a temem. Por isso na segunda-feira, quando irrompeu a violência étnica em Xinjiang, o Twitter foi bloqueado.

"Fizeram isso porque é uma mídia instantânea, e porque os que têm maiores conhecimentos tecnológicos o utilizam para ensinar outros a enviar mensagens para o exterior", conta da Califórnia Xiao Qiang, fundador do site China Digital Times. Essa página está recebendo e traduzindo do chinês para o inglês os "tweets" [mensagens] sobre a violência em Urumqi que estão conseguindo escapar da censura.

Mas essa ferramenta dos cidadãos ainda não leva pessoas à rua. "Pena que os revolucionários de antigamente não tinham o Twitter", diz Enrique Dans, professor de sistemas de informática na IE Business School e blogueiro (www.enriquedans.com). "Sua capacidade é a de aquecer um protesto, ampliá-lo e acelerá-lo. É muito fácil criar adesões, o difícil é transportá-las para o mundo real. A fagulha que acende um protesto virtual quase sempre vem de um fato. Isso ocorreu com a repressão no Tibete no ano passado, e ocorreu no Irã. As redes sociais amplificam o protesto, mas ainda não o provocam", acrescenta.

Mobilizar a solidariedade e a adesão de centenas de milhares de pessoas no mundo sobre o que aconteceu no Irã já é uma mudança. Ramine Darabiha, um francês de 25 anos, passou a madrugada de 13 de junho grudado no computador. A cerca de 3 mil quilômetros de Teerã, estava tão atônito quanto seus pais em Paris e seus parentes e amigos no Irã pelo fato de que tanto Mousavi quanto Ahmadinejad se atribuíam a vitória nas eleições.(...)

LEIA MAIS EM : http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/07/10/ult581u3355.jhtm

sábado, 13 de junho de 2009

ALDEIA GLOBAL (da Wikipédia)




















O conceito de "aldeia global", criado pelo sociólogo canadense Marshall McLuhan, quer dizer que o progresso tecnológico estava reduzindo todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia. Marshall McLuhan foi o primeiro filósofo das transformações sociais provocadas pela revolução tecnológica do computador e das telecomunicações. Como paradigma da aldeia global, ele elegeu a televisão, um meio de comunicação de massa em nível internacional, que começava a ser integrado via satélite. Esqueceu, no entanto, que as formas de comunicação da aldeia são essencialmente bidirecionais e entre dois indivíduos. Somente agora, com o celular e a internet é que o conceito começa a se concretizar.

O princípio que preside a este conceito é o de um mundo interligado, com estreitas relações econômicas, políticas e sociais, fruto da evolução das Tecnologias da Informação e da Comunicação (vulgo TIC), particularmente da World Wide Web, diminuidoras das distâncias e das incompreensões entre as pessoas e promotor da emergência de uma consciência global interplanetária, pelo menos em teoria.

Essa profunda interligação entre todas as regiões do globo originaria uma poderosa teia de dependências mútuas e, desse modo, promoveria a solidariedade e a luta pelos mesmos ideais, ao nível, por exemplo da ecologia e da economia, em prol do desenvolvimento sustentável da Terra, superfície e habitat desta "aldeia global".

Na verdade, não deixa de ser verdade que, como já evidenciava a teoria do efeito borboleta (teoria do caos), um acontecimento em determinada parte do mundo tem efeitos a uma escala global, como mostra, por exemplo, as flutuações dos mercados financeiros mundiais. Neste sentido, o adjectivo global faria algum sentido, mas, apesar disso, seria restrito.

Na verdade, trata-se mais de um conceito filosófico e utópico do que real. Como afirmam muitos teóricos da globalização e alguns críticos do conceito que aqui discutimos, o mundo está longe de viver numa "aldeia" e muito menos global: o conceito de aproximação das pessoas numa aldeia, em que todos se conhecem e participam na vida e nas decisões comunitárias não se coaduna com a ideia de sociedade contemporânea. Além disso, partindo da ideia que o mundo está, de facto, interconectado, não deixa de ser verdade que, nesta aldeia, de nome tão utópico e optimista, muitos são os excluídos (basta lembrar o número de habitantes ligados à internet em algumas regiões africanas).

Para termos uma ideia deste conceito, é preciso, pois, lembrarmos a sua ambivalência: por um lado, saber que parte do pressuposto de uma maior aproximação entre as pessoas e da consequente necessidade de uma responsabilidade e responsabilização global; por outro, saber que é um conceito exclusivo e, como tal, excludente.

Marshall McLuhan ficou mundialmente famoso ao publicar o livro "O meio é a mensagem" - RJ: Ed. Record,1969.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldeia_global.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

RECADO DE CELSO LUNGARETTI - CHARGES DE CLEUBER E VÍDEO SOBRE A HISTÓRIA DE LUNGARETTI



























Companheiros e amigos,
o bom Cleuber, cartunista de mão cheia, está precisando de uma força de todos nós.
Quem souber de publicações, sites e portais que estejam precisando de ótimas ilustrações (e se disponham a pagar por elas, claro...), por companheirismo ou por favor, recomendem o Cleuber: cleuberhq@gmail.com
Como cartão de visitas, vocês podem indicar os trabalhos que ele fez para meu blogue ( http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/ ) e os que estão expostos no blogue dele ( http://tracodeguerrilha.blogspot.com/ ).
Precisamos de novos talentos como o Cleuber, mas só os teremos se lhes dermos uma little help em sua dura batalha por um lugar ao sol.
Aproveito também para informar que o portal Mhário Lincoln do Brasil passou por uma completa reforma, está impecável e merece ser prestigiado por todos vocês: http://www.mhariolincoln.jor.br/
O único senão é a primeira entrevista que o Mhário está exibindo em sua TV Web: uma minha do final de 2008...
Definitivamente não é minha praia. Prefiro estar na retaguarda, redigindo o que vai ser dito no ar, do que diante das câmeras.
Mas faço o possível para não estragar o trabalho da moçada idealista e talentosa que me procura, como esses brilhantes quartanistas de Jornalismo da Faculdades São Judas.
E foi emocionante dar esse depoimento a estudantes da Mooca, marco inicial da minha trajetória.
Um forte abraço a todos!

CELSO LUNGARETTI

ENTREVISTA CONCEDIDA A TV SÃO JUDAS NO CANAL UNIVERSITÁRIO

terça-feira, 2 de junho de 2009

E OS PROGRAMAS DA TARDE DEDICADOS AS MULHERES BRASILEIRAS.... (RELEMBRO XÊNIA BIER SUMIDA DE NOSSAS EMISSORAS DE TELEVISÃO....E RELEMBRO MINHA MÃE...)






A grande apresentadora de televisão e formadora de opiniao Xênia Bier num quadro que tinha no programa da Yone na TV Gazeta

RELEMBRO MINHA MÃE QUE ERA FÃ DESTA GRANDE TRABALHADORA DA MÍDIA TELEVISIVA.
(+_anos finais dos anos 80...ou 90, Xênia desapareceu da televisão brasileira)
Depois dela os programas televisivos da tarde degringolaram totalmente!

Nadia Stabile - 02/06/09

VEJA MAIS EM :

FONTE: http://www.youtube.com/watch?v=Vr5TRdIMSo4&videos=LPAkQbbamb8&playnext=2&playnext_from=TL

sábado, 30 de maio de 2009

"PÉ NA ESTRADA" (1957)- JACK KEROUAC (manifesto da geração beat)


...falar de Jack Kerouac, para mim um dos maiores e mais sensíveis escritores de seu tempo. Vou falar de revolução cultural. Revolução! Uma revolução cultural que ficou conhecida como a Geração Beat.
Em 1957, Jack Kerouac publicava On The Road e iniciava uma revolução cultural nos Estados Unidos. Este livro tornou-se o manifesto da geração beat, que rompia com o compromisso do american Way of life e pregava a busca de experiências autênticas, um compromisso selvagem e espontâneo com a vida até seus mais perigosos limites. Diante de uma sociedade que aniquilava o indivíduo, os beatniks queriam uma consciência nova, libertada de padrões, escolhiam a marginalidade. (Trecho O Autor e sua Obra)

Não queriam continuar numa sociedade morna, desprovida de vida, de ação e liberdade de pensar e viver.

Apesar das experiências com o êxtase através das drogas, na minha opinião é apenas um detalhe dada a importância desta revolução, a geração beat marcou nova era no mundo cultural. O homem tem direitos de indivíduo e o mais sagrado é, possivelmente o de mudar o Status Quo. Perceber que pode repensar as coisas e, diga-se de passagem, estamos falando de uma revolução artística - Literatura essencialmente…

Por intermédio de Burroughs, Kerouac tomou contato com escritores como Kafka, Céline, Spengler e Wilhelm Reich. Os três amigos passaram a conviver com as barras pesadas do Times Square.

Descendente de uma família de franco-canadenses, Jack Kerouac recebeu uma educação católica e graças às suas aptidões de atleta foi estudar na Universidade de Colúmbia. Lá no Campus, conheceu Allen Ginsberg, também estudante e William Burroughs, formado em Harvard. Os três iriam se tornar os principais representantes da geração beat.

Em 1947 Kerouac resolveu sair viajando pelo mundo e pegou a estrada. Associou-se com vagabundos, caroneiros, e bebeu muito por aí. Terminou o On The Road em 1951. Seu estilo é notável e inconfundível, com suas longas frases, onde descartava o uso da pontuação.

Mas sempre foi um individualista. Terminou dividindo um apartamento com sua mãe, onde pintava quadros com Cristos tristes, ficava horas a fio diante da televisão. Ou seja, era, no fundo um espírito conservador e não entendia como influenciara pessoas como Allen Ginsberg (poeta)!

Considerado um rebelde existencial, quedou-se ao budismo mas foi sempre um inadaptado ao mundo em que vivemos.

Escreveu vários romances, como “O Subterrâneo”, Desolate Angels”, “The town and the city”, entre outros.

Se alguém estiver se perguntando o que a geração beatnik tem a ver com os dias de hoje, eu poderia responder, de pronto, que tudo que somos e fomos depois desta revolução, tem a ver com a abertura literária no campo das experiências, da pós modernidade, da noção de liberdade de pensamento e principalmente, tem a ver com a felicidade de fazermos parte de uma cadeia de pensadores e escritores que nos deixaram um legado inestimável.

Esse texto foi postado por Daisy Carvalho
FONTE : http://www.lendo.org/on-the-road-jack-kerouac-pe-na-estrada/.

domingo, 24 de maio de 2009

RENATO RUSSO - GERAÇÃO COCA-COLA

Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês nos empurraram
Com os enlatados dos USA, de 9 às 6
Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez -
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola

Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser ?
Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola

sábado, 16 de maio de 2009

CONTROLAR NÃO É EDUCAR! CARTA ABERTA BLOGUEIRA!!!

ISTO É UMA CARTA ABERTA BLOGUEIRA AOS CIDADÃOS DESTE PAÍS!! OU AQUELES QUE AINDA NÃO DESISTIRAM DE ENTENDER O QUE É SER CIDADÃO!

CONTROLAR NÃO É EDUCAR!!
É DIREITO DE NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS SEREM BEM EDUCADOS!!!
HÁ MUITO TEMPO NOSSA EDUCAÇÃO FALIU!!
NAS FAMÍLIAS E ESCOLAS AS COISAS EXISTEM SÓ PRA CONSTAR!!!
SERES HUMANOS TORNARAM-SE SIMPLES NÚMEROS A SEREM VIGIADOS POR TODOS OS LADOS!
E AINDA GOVERNADORES E PREFEITOS "CORONÉIS", PRETENDEM ESCAFODER TUDO AINDA MAIS!!!
ONDE ESTÁ A HUMANIDADE DESTES HOMENS!?
ONDE ESTÃO NOSSOS IMPULSOS VITAIS DE PRESERVAÇÃO!?
NOSSOS FILHOS SENDO DEFORMADOS E NEUROTIZADOS A TROCO DO QUE?
TEMOS SAÍDAS PRA TUDO ISSO!! SÓ NÃO VÊ QUEM É CEGO!!
E A CEGUEIRA CAUSADA POR TODO ESTE SISTEMA PODRE AFETOU A TODOS!!
HÁ FATOS QUE ANTES CEDO DO QUE TARDE!
ESCOLAS PARTICULARES QUE UTILIZARAM CÂMERAS EM SUAS ESCOLAS,
JÁ COMPROVARAM QUE É COISA QUE NÃO FUNCIONA!
ENTÃO SERRA ESTARIA BEM MAL INFORMADO ALÉM DE ESTAR SOFRENDO DA MEMÓRIA!????
PLEBISCITOS E MUITAS ASSEMBLEIAS SÃO URGENTES PRA QUE TODOS TOMEMOS CONSCIÊNCIA DE MUITAS COISAS A SEREM RESOLVIDAS!
ACATAR MANDOS E DESMANDOS DE HOMENS DO PODER NÃO É SER CIDADÃO!
PELO CONTRÁRIO!!!!!!
A BUROCRACIA BABACA IMPOSTA AOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO PARA NADA SERVE!!!
PERDE-SE TEMPO PRECIOSO ,QUE PODERIA ESTAR SENDO DEDICADO AOS ESTUDANTES!!
AS ESCOLAS SÃO DO POVO, ASSIM COMO OS HOSPITAIS, AS BIBLIOTECAS, E TODO PATRIMÔNIO CULTURAL, NATURAL E HISTÓRICO DAS CIDADES E ZONAS RURAIS!
E PARA TOMARMOS POSSE DE TUDO ISSO QUE É NOSSO TEMOS DE REINVINDICAR OS DIREITOS DE NOSSOS FILHOS,NETOS E OS NOSSOS TAMBÉM!
JOVENS E CRIANÇAS PRECISAM DE BONS EXEMPLOS!!!
POR ISSO EDUCADORES DE VERDADE ANTES PRECISAM SE AUTO EDUCAREM E TEREM CONDIÇÕES DIGNAS DE SEREM ETERNAMENTE ESTUDIOSOS E PESQUISADORES, PARA PODEREM DAR O EXEMPLO AOS SEUS ALUNOS!
COMO ISSO PODERÁ OCORRER SE OS SALÁRIOS SÃO UM LIXO!?
E SE O GOVERNO NÃO PROMOVE CURSOS ADEQUADOS AOS PROFESSORES!!??
TRANSIÇÕES SÃO COMPLEXAS, MAS UMA HORA OU OUTRA ELA SE INICIARÁ!
É PRECISO A MOBILIZAÇÃO DE TODOS, TANTO DOS PROFISSIONAIS QUANTO DE TODOS OS QUE PRETENDEM TORNAR-SE CIDADÃOS DE VERDADE!

NADIA STABILE - 16/05/09

UM DIA AS CÂMERAS PIFARÃO!!!...... (PINK FLOYD)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

"MARX E A REVOLUÇÃO EUROPEIA DE 1848*

(...)Apesar desta crítica percuciente das fraquezas e insuficiências das lutas que se desenrolavam sob os seus olhos, Marx ateve-se a palavras de ordem que permaneciam no quadro de uma grande revolução democrática, do mesmo tipo da Revolução francesa do século XVIII. Com efeito, ele impôs-se como tarefa opor às acções do movimento existente, que recuava perante os seus objectivos próprios, audaciosas palavras de ordem do passado, tais como as reivindicações da república una e indivisível, do armamento do povo, da ditadura revolucionária e do "Terror". Neste plano ele chocou de imediato com obstáculos insuperáveis. As reivindicações pré-citadas eram retiradas do arsenal da Revolução francesa. Eram os símbolos de um movimento que levou ao estabelecimento da sociedade burguesa. Mas, dado o emburguesamento gradual da sociedade europeia entretanto ocorrido, elas interessavam agora tão pouco a grande burguesia e uma parte da pequena que Marx apenas podia divulgá-las publicamente sob uma forma muito geral ou muito insossa. É assim que a 6 de Junho de 1848 ele iniciava na Nova Gazeta Renana a sua campanha a favor das menos desagradáveis das palavras de ordem jacobinas supracitadas com a declaração seguinte: "Nós não pedimos, o que seria utópico, que seja proclamada a priori uma república alemã una e indivisível." E deslocava a questão do terreno da acção imediata para o do desenvolvimento futuro quando acrescentava: "a unidade da Alemanha, tal como a sua constituição, só podem resultar de um movimento". Mais, o "órgão da democracia" dirigido por Marx, enquanto subia constantemente de tom, não deixava de manejar com extrema circunspecção estas palavras de ordem mais avançadas da luta por objectivos democráticos.(...)

LEIA EM : "MARX E A REVOLUÇÃO EUROPEIA DE 1848*
FONTE: http://www.geocities.com/jneves_2000/marx1848.htm.

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A revolução do Consumo - Banco Palmas - Ceará (NOVAS MOEDAS - ECONOMIA SOLIDÁRIA) (modolinkar com o blog AUTOGESTÃO NA CABEÇA) (clique aqui)



Pequenas Empresas Grandes negócios mostra matéria feita no bairro do Conjunto Palmeiras na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará - Brasil, onde funciona a Associação de Moradores do Conjunto Palmeira (ASMOCONP), mais conhecida como: Banco Palmas. (Portuguese video with subtitles in English)
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