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quarta-feira, 22 de abril de 2009

MAIAKOVSKI - POESIA

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

GRITO

Grite o que quiser , qualquer grito, istérico ou mudo, estéreo ou mono ... mas grite, do seu jeito, na frequência que mais lhe satisfaça, que mais agrade sua garganta, e seu paladar !
Grite, como quem descobre os sons e os ecos, como quem grita para espantar o frio e a fome, e como quem nunca gritou, mesmo depois, de ter gritado uma vida inteira ! ... Grite !

Marcelo Roque
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