Mostrando postagens com marcador ANTIMATÉRIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ANTIMATÉRIA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O QUE É ANTIMATÉRIA?

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Março de 2008)
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

Na Física de partículas e na Química quântica, a antimatéria é a extensão do conceito de antipartícula da matéria, por meio de que a antimatéria é composta de antipartículas da mesma maneira que matéria normal está composta das partículas.

Por exemplo, um anti-elétron (um pósitron, elétron com carga positiva) e um antipróton (um próton com carga negativa) poderiam dar forma a um átomo de anti-hidrogênio da mesma maneira que um elétron e um próton dão forma a um átomo normal do hidrogênio da matéria.

Além disso, a mistura da matéria e da antimatéria conduziria ao aniquilamento de ambos, da mesma maneira que a mistura das antipartículas e das partículas, criando assim fotões de grande energia (raios gamma) e outros pares de partículas e antipartículas. As partículas que resultam do aniquilamento matéria-antimatéria são dotadas de energia igual à diferença entre a massa do descanso dos produtos do aniquilamento e a massa do descanso do par original da matéria-antimatéria, que é sempre grande.

Há uma especulação considerável na ciência e na ficção científica a respeito de por que o universo observado parece ser constituído inteiramente de matéria. Especula-se a respeito de outros lugares possivelmente constituídos apenas por antimatéria. Atualmente, a assimetria aparente entre matéria e antimatéria é um dos maiores problemas sem solução da física. Os possíveis processos pelo que ocorreu são explorados mais detalhadamente no bariogênese.

Em 1995, foram produzidos antiátomos de hidrogênio, assim como núcleos de antideutério, criados a partir de um antiprotão e um antineutrão. Porém, não houve sucesso na obtenção de antimatéria de maior complexidade.

A antimatéria cria-se no universo como resultado da colisão entre partículas de alta energia, como ocorre no centro das galáxias, entretanto, não se tem detectado nenhum tipo de antimatéria como resíduo do Big Bang, coisa que ocorre com a matéria normal. A desigual distribuição entre a matéria e a antimatéria no universo tem sido, durante muito tempo, um mistério. A solução mais provável reside em certa assimetria nas propriedades dos mesões-B e suas antipartículas, os antimesões-B [1].

Os positrões e os antiprotões podem ser armazenados num dispositivo denominado "armadilha" (Penning trap, em inglês), que usa uma combinação de campos magnéticos e elétricos. Para a criação de armadilhas que retenham átomos completos de anti-hidrogênio foram empregados campos magnéticos muito intensos, assim como temperaturas muito baixas. As primeiras destas armadilhas foram desenvolvidas pelos projetos ATRAP e ATHENA. O símbolo que se usa para descrever uma antipartícula é o mesmo símbolo da partícula normal, porém com um traço sobre o símbolo. Por exemplo, o antiprotão é simbolizado como: (\bar{\mbox{p}}).

As reações entre matéria e antimatéria tem aplicações práticas na medicina como, por exemplo, na tomografia por emissão de positrões (PET).
Índice


* 1 A antimatéria como combustível
* 2 A teoria
* 3 Ver também
* 4 Ligações externas

A antimatéria como combustível

As colisões entre matéria e antimatéria convertem toda a massa possível das partículas em energia. Esta quantidade é muito maior que a energia química ou mesmo a energia nuclear que se podem obter atualmente através de reações químicas ou fissão nuclear. A reação de 1 Kg de antimatéria com 1 Kg de matéria produziria 1.8×1017 J de energia ( segundo a equação E=mc² ). Em contraste, queimar 1 Kg de petróleo produziria 4.2×107 J, e a fusão nuclear de 1 Kg de hidrogênio produziria 2.6×1015 J.

A escassez de antimatéria significa que não existe uma disponibilidade imediata para ser usada como combustível. Gerar somente um antiprotão é imensamente difícil e requer aceleradores de partículas, assim como imensas quantidades de energia (muito maior do que a obtida pelo aniquilamento do antipróton), devido a ineficiência do processo. Os métodos conhecidos para produzir antimatéria também produzem uma quantidade igual de matéria normal, de forma que o limite teórico do processo é a metade da energia administrada se converter em antimatéria. Inversamente, quando a antimatéria é aniquilada com a matéria ordinária, a energia emitida é o dobro da massa de antimatéria, de forma que o armazenamento de energia na forma de antimatéria poderia apresentar (em teoria) uma eficiência de 100%.

Na atualidade, a produção de antimatéria é muito limitada, porém tem aumentado em progressão geométrica desde o descobrimento do primeiro antipróton em 1995. A taxa atual de produção de antimatéria é entre 1 e 10 nanogramas por ano, esperando-se um incremento substancial com as novas instalações do CERN e da Fermilab.

Considerando as partículas mais elementares que se conhecem atualmente: Lépton (Elétron, Elétron-neutrino, Múon, múon-neutrino, Tau e Tau-neutrino), Quarks (Up, Down, Charm, Strange, Top e Bottom) e Bósons (Fótons, Glúons, Bósons vetoriais mediadores e grávitons), podemos dizer que para cada uma delas, existe uma antipartícula, com massa igual porém com carga elétrica e momento magnético inverso. Elas dão origem ao antielétron (chamado também de pósitron), ao antipróton e ao antinêutron - a antimatéria, portanto.
Portal A Wikipédia possui o(s) portal(is):
Portal de Física
{{{Portal2}}}
{{{Portal3}}}
{{{Portal4}}}
{{{Portal5}}}


[editar] A teoria

A teoria mais aceita para a criação do universo é a do Big Bang que diz que tudo se iniciou em uma grande explosão. Nos primeiros instantes o universo não era constituído por matéria mas sim por energia sob forma de radiação. O universo então passou a se expandir e, conseqüentemente, a se resfriar. Pares de partícula-antipartícula eram criados e aniquilados em grande quantidade. Com a queda de temperatura a matéria pôde começar a formar hádrons, assim como a antimatéria a formar antihádrons, pois matéria e antimatéria foram criadas em quantidades iguais. Atualmente, no entanto, parece que vivemos em um universo onde só há matéria. O que aconteceu, então, à antimatéria que foi criada em associação a esta matéria?

Na realidade, já é estranho que o universo exista, pois, quando a matéria e a antimatéria se encontram, o processo inverso da criação ocorre, ou seja, elas se aniquilam gerando apenas energia nesse processo. Seria altamente provável, portanto, que logo após terem sido criadas, partículas e antipartículas se aniquilassem, impedindo que corpos mais complexos como hádrons, átomos, moléculas, minerais e seres vivos pudessem se formar. Acredita-se que esse processo de criação e aniquilação realmente ocorreu para quase toda a matéria criada durante o início da expansão do universo, mas o simples fato de existirmos indica que ao menos uma pequena fração de matéria escapou a esse extermínio precoce.

É possível que algum processo, de origem desconhecida, tenha provocado uma separação entre a matéria e a antimatéria. Neste caso existiriam regiões do universo em que a antimatéria e não a matéria seria mais abundante. Planejam-se alguns experimentos no espaço para procurar essas regiões. No entanto, como até hoje não se conhece um processo capaz de gerar tal separação, a maioria dos cientistas não acredita nessa hipótese.

Por outro lado, existe a possibilidade de que a natureza trate de forma ligeiramente diferente a matéria e a antimatéria. Se isto for verdade, seria possível que uma pequena fração da matéria inicialmente criada tenha sobrevivido e formado o universo conhecido hoje. Há resultados experimentais e teóricos que apontam nesta direção.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antimat%C3%A9ria

CIÊNCIA,RELIGIÃO E POESIA

O ACELERADOR DE PARTÍCULAS E A PARTÍCULA DE DEUS, AGORA NA POESIA DE MARCELO ROQUE

www.eca.usp.br/nucleos/njr/abradic/

BUSCANDO MEU "BÓSON DE HIGGS"

Acelero versos
como quem acelera partículas
Recrio silêncios e explosões
preencho com formas, supostos vazios
para que então,
nas entrelinhas das descobertas,
na ante-sala do Éden,
eu possa por fim ...
redescobrir a mim mesmo ...

Marcelo Roque

quinta-feira, 28 de maio de 2009

CIÊNCIA E IGREJA

Anjos e acelerador de partículas
http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/catedra
Glória Kreinz
O ano da França no Brasil promete ser uma mostra de novidades e de interação. Há espaço nesta mostra para os Audiovisuais científicos, o que satisfaz bastante. De qualquer forma, com o filme Anjos e Demônios em cartaz, a língua francesa recebe um destaque especial. O filme é baseado no livro de Dan Brown, e para nós interessa o fato do acelerador de partículas estar em destaque. O filme começa com ele.Há descrição de seus interiores.
Segundo o crítico Ronaldo D’Arcadia o filme mostra a coragem do diretor Ron Howard ao adaptar este sucesso de literatura pop. “Depois do polêmico ‘O Código Da Vinci’, obras anteriores de Brown vieram à tona, entre elas ‘Anjos e Demônios’. Com uma turma de seguidores jovens - que tiveram o escritor como o primeiro autor lido na vida -, ele alcançou um sucesso febril e a adaptação de sua obra para os cinemas era inevitável. E foi o que aconteceu em 2006 com o já citado “O Código Da Vinci”, mas o resultado decepcionou. Porém, Ron Howard, que dirigiu este primeiro longa, não desanimou e retomou as aventuras de Robert Langdon, dessa vez com um pulso mais firme na direção.
“A trama é muito interessante e aborda de forma bastante didática – como é costume de Brown - todo o ritual da Igreja Católica mediante a morte do Santo Papa e esmiúça o conclave, reunião realizada para decidir quem será o substituto do chefe maior da igreja. Paralelamente, cientistas concretizam algo espetacular e criam a antimatéria. Em outras palavras, se tornam criadores da vida, algo que bate de frente com todos os princípios da religião católica. O problema começa quando esta antimatéria é roubada e os “preferetti” (os preferidos para o cargo de Papa) são sequestrados.”
Há toda uma seqüência de fatos até o final, mas como dissemos o fenômeno de o acelerador de partículas estar em destaque é o que mais nos interessa. De certa forma o acelerador e a antimatéria produzida por ele é o centro da ação. E como fazemos dele um símbolo da ciência no século XXI, e da pretensão dos homens o filme vale por isto.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...