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terça-feira, 10 de janeiro de 2017
visitei minha mãe e a vi como nunca antes
visitei minha mãe e a vi como nunca antes
mais envelhecida e fazendo algo que nunca fez em vida,
cuidando de passarinhos em gaiolas, em sua lavanderia
a mesma do apartamento onde viveu por mais de 20 anos
meu pai feliz e mais vivo do que nunca, recebia de mim,
sem hesitar, calorosos abraços e beijos na face.
outras coisas ocorriam como antigamente
eu ajudando na arrumação da casa
minha mãe cuidando do almoço
mas tudo com aspecto muito mais diáfano e real!
muitos outros detalhes me fugiram da consciência
assim como tantos outros detalhes que nossa memória apaga
ao acordar neste dia iluminado e quente
eu só queria uma coisa
mas, a vida queria outra.
nadia gal stabile - 10 01 2017
INÍCIO
quinta-feira, 18 de junho de 2015
16 de junho de 1920
Trás-os- Montes, 1895, aproximadamente, nasceu minha avó materna.
Em 2010, graças a um amigo galego do Facebook, descobri que minha avó
era galega e não portuguesa.
Depois fui lembrar -me que meu pai chamava minha mãe de galeguinha.
Fiquei muito feliz por isto, nas minha ideias, ser galega é bem melhor do que ser portuguesa! (risos)
Sempre é bom conhecer nossas origens, mesmo que elas tenham algumas coisas
meio chatas.
Minha avó morreu cedo,aos 35, 28 anos antes de eu nascer, era 1930, morreu grávida de 9 meses a caminho do hospital por ter se esforçado muito cuidando do jardim da casa dela, morreu junto com seu sexto filho, seria o terceiro homem.
Minha mãe ficou órfã de mãe aos 10 anos de idade, tinha uma irmã de 4, outra de 6 anos e 2 irmãos mais velhos.
Meu avô vêneto então, resolveu casar-se novamente com a que seria mais tarde a avó de meu primo jornalista Celso Lungaretti.
Somos primos "postiços" (risos), a mãe do Celso, casada com o irmão postiço de minha mãe, o pai de Celso, foi tia muito chegada a minha mãe e a mim, também já faleceu, como minha mãe.
Minha mãe nasceu em 16 de junho de 1920, faria 95 anos anteontem.
Fico pensando como deve ter sido difícil ter ficado órfã com 10 anos de idade,
e como ela batalhou nesta vida para cuidar da família.
A vida é mesmo algo doido, cheia de surpresas, de riscos, de encrencas, e sobreviver, conseguir manter-se vivo é coisa que parece milagre.
É como dizem, viver é que é a verdadeira arte. Quem somos nós para culparmos, julgarmos nossos próprios pais a respeito de várias coisas? Somos todos humanos passíveis de erros, cheios de defeitos de personalidade e também não damos conta de muitas coisas em relação aos nossos filhos.
Ninguém é perfeito, a vida é desafiante demais, sempre, a maioria se equilibra na vida como equilibrista aprendiz, com perna quebrada e vive levando tombos.
Esta é a vida, como um caleidoscópio, nos atordoa com tantos pontos de vista, com tantos caminhos, com tantos labirintos de ideias, entretanto, a visão de nossas mães, de nossos pais, parecem ser o norte de nossas bússolas sempre, por mais que tenham sido ou sejam imperfeitos.
Nadia Gal Stabile - 18 de junho de 2015
sábado, 21 de junho de 2014
O que ficou - banha de côco Brasil
o *livro não ficou
a mãe se foi
faria mais de 90 anos nesta semana
roubaram-lhe ou ela doou
o *livro de receitas que a acompanhou
por mais de 60 anos
procuramos o *livro em vão
lá estava a receita da torta de palmitos,
sua obra prima
a rara massa cheia de segredinhos
levava banha de côco Brasil derretida
(esta que sumiu dos mercados)
a lata verde e grande
era guardada como um tesouro.
tempos atrás minha mãe já tinha
revelado sua receita ...
só que a arte não se transfere.
o livro se foi
minha mãe se foi.
a lembrança da torta rara
ficou pra sempre
assim como a visão
da alegria de minha mãe
ao ver que todos apreciavam sua torta.
*livro - caderno brochura com capa dura de receitas culinárias preferidas
da dona da casa.
nadia gal stabile - 21 de junho de 2014
a mãe se foi
faria mais de 90 anos nesta semana
roubaram-lhe ou ela doou
o *livro de receitas que a acompanhou
por mais de 60 anos
procuramos o *livro em vão
lá estava a receita da torta de palmitos,
sua obra prima
a rara massa cheia de segredinhos
levava banha de côco Brasil derretida
(esta que sumiu dos mercados)
a lata verde e grande
era guardada como um tesouro.
tempos atrás minha mãe já tinha
revelado sua receita ...
só que a arte não se transfere.
o livro se foi
minha mãe se foi.
a lembrança da torta rara
ficou pra sempre
assim como a visão
da alegria de minha mãe
ao ver que todos apreciavam sua torta.
*livro - caderno brochura com capa dura de receitas culinárias preferidas
da dona da casa.
nadia gal stabile - 21 de junho de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
Michelangelo, Primavera Árabe, Bellini, El Greco, Portinari,V.R.Monteiro, Idade Média, Paula Rego, Kim Ki Duk
http://arteseanp.blogspot.com.br/2010/04/pieta-idade-media.html
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Michelangelo,
Paula Rego,
Pietá,
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Portinari,
Primavera Árabe,
V.R.Monteiro
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
DONA ROSÁLIA - MARCELO ROQUE; Glória K divulga
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=13358263

Retratos da vida, parceira ... enquanto muitos que se acham senhores da razão,
se prendem à Idade Média, outras pessoas simples dão exemplo de como o mundo
pode ser melhor ... rsrs
Beijos e beijos ...
Dona Rosália
Dona Rosália não faltava à missa. Rigorosamente, todos os domingos,
lá estava aquela simples senhora sentada diante do altar, olhos fechados,
mãos postas, concentrada em suas orações
Habito também era assistir ao telejornal das oito, e ao ouvir o discurso
do Papa, onde este afirmava que a homossexualidade poderia condenar
a humanidade a extinção, ela, movida por um profundo respeito pela
figura daquele santo homem, balançou a cabeça em concordância
Cinco eram seus filhos - Egídio, o mais velho, Josias, Marieta, Eucádia
e Antônia
Com a morte do pai, Egídio passou a ser, ainda na adolescência, o
responsável por parte do sustento da família, pois a pensão de sua mãe
apenas, não era suficiente
Trabalhava em um pequeno mercadinho da cidade, era bem quisto por
todos, e não dispensava as horas extras para ter um dinheiro a mais
no fim do mês
Egídio, era o orgulho de dona Rosália, filho educado, trabalhador, e que
a ajudava na tarefa de cuidar dos irmãos mais novos
Ao terminar os estudos, como muitos outros jovens, queria ampliar
seus horizontes
Foi então que resolveu partir para a cidade grande.
Prestou vestibular e entrou, com mérito, no curso de Pedagogia -
tinha o sonho de ser professor
Entristecida ficou dona Rosália, mas sabia que seu filho partia em
busca de uma vida melhor - e qual mãe não deseja o melhor para
seu filho ?
Tão logo se estabeleceu na nova cidade e conseguiu emprego, Egídio
começou a enviar dinheiro para a mãe. Era pouco, mas absolutamente
necessário
Com o passar do tempo, a saudade aumentava, e só não era maior,
por conta dos telefonemas dos fins de semana, e as visitas de final
de ano
Alguns anos mais tarde, Egídio, já formado, liga para dona Rosália pra
lhe falar sobre a boa nova - finalmente conseguira o sonhado emprego
de professor
Porém, apesar da alegria, percebeu na voz da mãe, um tom diferente.
Pergunta então se aconteceu algo - já imaginando que pudesse ser
com um de seus irmãos
Dona Rosália disse que precisavam conversar, pois ficou sabendo
de algumas coisas que andavam acontecendo com ele
Egídio, imediatamente, se lembrou da visita surpresa que lhe havia
feito um primo, e na hora matou a charada - tal primo contou para
sua tia que, por sua vez, contou para dona Rosália que, ele, Egídio,
estava namorando com um rapaz
E agora, como encarar a mãe, esta senhora tão alicerçada em rígidos
valores morais, tão religiosa - e tão orgulhosa do filho ?
Seria esta uma revelação que poderia causar enorme sofrimento à
ambos
Certo do teor do assunto, disse a mãe que seria melhor conversarem
pessoalmente, já que no próximo mês, lhe faria mais uma de suas visitas
Mas Egídio não apareceu, alegando falta de tempo, evitou ficar frente
a frente com dona Rosália. Precisava de mais tempo, mais coragem ...
E quem sabe com o passar do tempo, a mãe não ia se acostumando mais com a idéia
E assim, foram os dias, as semanas, os meses ...
Os telefonemas não eram mais como antes, evitavam tocar no assunto,
porém, algo sempre ficava no ar - um certo nó na garganta
Egídio sentia falta das conversas que tinha com a mãe, da cumplicidade que
existia entre dois, e isto lhe causara enorme angústia
Então, eis que decidiu ir ao seu encontro ... queria de uma vez por
todas resolver aquela situação, mesmo que ouvisse de dona Rosália
o quão decepcionada estaria com ele
De malas prontas, lá foi ele ... e durante as horas de viagem, ficava
imaginando as reações de sua mãe quando o visse
Ficava buscando palavras que fossem as mais amenas e conciliadoras
possíveis
E quanto mais próxima a chegada, maior era a ansiedade
Conseguiria, afinal, olhar nos olhos de sua mãe ?
Pois, bem, diante da porta, depois de um vacilo inicial, tocou a campainha,
e ali ficou, parado, durante uma eternidade de segundos ...
Finalmente, a maçaneta começa a girar, e quando a porta se abre,
aparece a figura daquela mulher - frágil, um metro e quarenta e cinco
de altura, lenço amarrado na cabeça - tão magra, tão pequena - tão mãe
Olharam-se por alguns instantes, como se procurassem palavras ...
Foi quando dona Rosália, com aqueles olhos imensos e castanhos,
cheios d'água, deu-lhe um apertado e demorado abraço, dizendo-lhe
baixinho ao pé do ouvido;
- Seja feliz, meu filho ...
E que Deus o abençoe
"Bom seria se o Papa e sua Santa Igreja, aprendessem mais sobre
tolerância, respeito e, principalmente, amor, com a dona Rosália
Marcelo Roque

Retratos da vida, parceira ... enquanto muitos que se acham senhores da razão,
se prendem à Idade Média, outras pessoas simples dão exemplo de como o mundo
pode ser melhor ... rsrs
Beijos e beijos ...
Dona Rosália
Dona Rosália não faltava à missa. Rigorosamente, todos os domingos,
lá estava aquela simples senhora sentada diante do altar, olhos fechados,
mãos postas, concentrada em suas orações
Habito também era assistir ao telejornal das oito, e ao ouvir o discurso
do Papa, onde este afirmava que a homossexualidade poderia condenar
a humanidade a extinção, ela, movida por um profundo respeito pela
figura daquele santo homem, balançou a cabeça em concordância
Cinco eram seus filhos - Egídio, o mais velho, Josias, Marieta, Eucádia
e Antônia
Com a morte do pai, Egídio passou a ser, ainda na adolescência, o
responsável por parte do sustento da família, pois a pensão de sua mãe
apenas, não era suficiente
Trabalhava em um pequeno mercadinho da cidade, era bem quisto por
todos, e não dispensava as horas extras para ter um dinheiro a mais
no fim do mês
Egídio, era o orgulho de dona Rosália, filho educado, trabalhador, e que
a ajudava na tarefa de cuidar dos irmãos mais novos
Ao terminar os estudos, como muitos outros jovens, queria ampliar
seus horizontes
Foi então que resolveu partir para a cidade grande.
Prestou vestibular e entrou, com mérito, no curso de Pedagogia -
tinha o sonho de ser professor
Entristecida ficou dona Rosália, mas sabia que seu filho partia em
busca de uma vida melhor - e qual mãe não deseja o melhor para
seu filho ?
Tão logo se estabeleceu na nova cidade e conseguiu emprego, Egídio
começou a enviar dinheiro para a mãe. Era pouco, mas absolutamente
necessário
Com o passar do tempo, a saudade aumentava, e só não era maior,
por conta dos telefonemas dos fins de semana, e as visitas de final
de ano
Alguns anos mais tarde, Egídio, já formado, liga para dona Rosália pra
lhe falar sobre a boa nova - finalmente conseguira o sonhado emprego
de professor
Porém, apesar da alegria, percebeu na voz da mãe, um tom diferente.
Pergunta então se aconteceu algo - já imaginando que pudesse ser
com um de seus irmãos
Dona Rosália disse que precisavam conversar, pois ficou sabendo
de algumas coisas que andavam acontecendo com ele
Egídio, imediatamente, se lembrou da visita surpresa que lhe havia
feito um primo, e na hora matou a charada - tal primo contou para
sua tia que, por sua vez, contou para dona Rosália que, ele, Egídio,
estava namorando com um rapaz
E agora, como encarar a mãe, esta senhora tão alicerçada em rígidos
valores morais, tão religiosa - e tão orgulhosa do filho ?
Seria esta uma revelação que poderia causar enorme sofrimento à
ambos
Certo do teor do assunto, disse a mãe que seria melhor conversarem
pessoalmente, já que no próximo mês, lhe faria mais uma de suas visitas
Mas Egídio não apareceu, alegando falta de tempo, evitou ficar frente
a frente com dona Rosália. Precisava de mais tempo, mais coragem ...
E quem sabe com o passar do tempo, a mãe não ia se acostumando mais com a idéia
E assim, foram os dias, as semanas, os meses ...
Os telefonemas não eram mais como antes, evitavam tocar no assunto,
porém, algo sempre ficava no ar - um certo nó na garganta
Egídio sentia falta das conversas que tinha com a mãe, da cumplicidade que
existia entre dois, e isto lhe causara enorme angústia
Então, eis que decidiu ir ao seu encontro ... queria de uma vez por
todas resolver aquela situação, mesmo que ouvisse de dona Rosália
o quão decepcionada estaria com ele
De malas prontas, lá foi ele ... e durante as horas de viagem, ficava
imaginando as reações de sua mãe quando o visse
Ficava buscando palavras que fossem as mais amenas e conciliadoras
possíveis
E quanto mais próxima a chegada, maior era a ansiedade
Conseguiria, afinal, olhar nos olhos de sua mãe ?
Pois, bem, diante da porta, depois de um vacilo inicial, tocou a campainha,
e ali ficou, parado, durante uma eternidade de segundos ...
Finalmente, a maçaneta começa a girar, e quando a porta se abre,
aparece a figura daquela mulher - frágil, um metro e quarenta e cinco
de altura, lenço amarrado na cabeça - tão magra, tão pequena - tão mãe
Olharam-se por alguns instantes, como se procurassem palavras ...
Foi quando dona Rosália, com aqueles olhos imensos e castanhos,
cheios d'água, deu-lhe um apertado e demorado abraço, dizendo-lhe
baixinho ao pé do ouvido;
- Seja feliz, meu filho ...
E que Deus o abençoe
"Bom seria se o Papa e sua Santa Igreja, aprendessem mais sobre
tolerância, respeito e, principalmente, amor, com a dona Rosália
Marcelo Roque
quinta-feira, 5 de maio de 2011
MÃE - MARCELO ROQUE

Mãe ...
Foi por volta de umas sete horas da manhã,
quando vi aquela mãe subindo no ônibus lotado
Em um dos braços, o filho - uma criança de uns
dois anos aproximadamente
Na outra mão, uma destas sacolas de supermercado,
porém, bem grande, e que me pareceu também,
bem pesada
Pendurada em seu ombro, a alça de uma bolsa, onde
certamente, ela carregava as coisas da criança -
fraldas, mamadeira, chupeta, etc ...
E assim, aquela mãe, equilibrando todas estas coisas,
e ainda segurando firmemente seu filho, seguiu viagem,
espremida entre os demais passageiros
Pode até parecer loucura o que vou dizer mas, diante
daquela cena, lembrei-me de uma reportagem que eu
havia assistido no dia anterior. Onde falavam sobre uma
imensa usina hidrelétrica que estava sendo construida;
uma das maiores do mundo
Diziam sobre a colossal quantidade de concreto e aço
(o mais resistente aço que possa existir) que seriam
utilizados para dar conta da brutal força que a água
exerceria sobre as barragens
Sabe, como eu disse, pode até parecer loucura mas,
nem todo o concreto, nem todo o aço, ou nenhum outro
material, por mais resistente que possa ser, me pareceu
tão forte, resistente e seguro, quanto os braços daquela
franzina mãe a segurar seu filho
Marcelo Roque
Http://recantodasletras.uol.com.br/autores/marceloroque
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USINA HIDRELÉTRICA
segunda-feira, 8 de março de 2010
MÃE - CORA CORALINA
Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.
Cora Coralina
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.
Cora Coralina
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
LAS MANOS DE MI MADRE .... DE MERCEDES SOSA MÚSICA QUE MARCELO USOU NO VÍDEO "POEMA PARA MINHA MÃE" - "COMO PAJAROS EN EL AIRE"
Como Pajaros En El Aire
Mercedes Sosa
Las manos de mi madre
Son como pájaros en el aire
Historias de cocina
Entre sus alas heridas
De hambre.
Las manos de mi madre
Saben que ocurre
Por las mañanas
Cuando amasa la vida
Hornos de barro
Pan de esperanza.
Las manos de mi madre
Llegan al patio desde temprano
Todo se vuelve fiesta
Cuando ellas vuelan
Junto a otros pájaros
Junto a los pájaros
Que aman la vida
Y la construyen con el trabajo
Arde la leña, harina y barro
Lo cotidiano
Se vuelve mágico.
Las manos de mi madre
Me representan un cielo abierto
Y un recuerdo añorado
Trapos calientes en los inviernos.
Ellas se brindan cálidas
Nobles, sinceras, limpias de todo
¿cómo serán las manos
Del que las mueve
Gracias al odio?
Mercedes Sosa
Las manos de mi madre
Son como pájaros en el aire
Historias de cocina
Entre sus alas heridas
De hambre.
Las manos de mi madre
Saben que ocurre
Por las mañanas
Cuando amasa la vida
Hornos de barro
Pan de esperanza.
Las manos de mi madre
Llegan al patio desde temprano
Todo se vuelve fiesta
Cuando ellas vuelan
Junto a otros pájaros
Junto a los pájaros
Que aman la vida
Y la construyen con el trabajo
Arde la leña, harina y barro
Lo cotidiano
Se vuelve mágico.
Las manos de mi madre
Me representan un cielo abierto
Y un recuerdo añorado
Trapos calientes en los inviernos.
Ellas se brindan cálidas
Nobles, sinceras, limpias de todo
¿cómo serán las manos
Del que las mueve
Gracias al odio?
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
POEMA PARA A MINHA MÃE
Não há cheiro melhor neste mundo, que o cheiro de minha mãe
Este cheiro de afeto fresco
que se espalha por todos os cômodos,
frestas,
portas e janelas
E demais cantos de minha vida
E não há olhar mais triste
e nem mais feliz, que o olhar de minha mãe
Um olhar,
que ao mesmo tempo que me implora pra ficar,
se encanta,
com o mais ousado dos meus vôos
Quem dera se todos os filhos
aprendessem sobre o amor com suas mães
Assim, como a semente aprende com a terra
sobre os segredos da vida,
ainda que sem saber
Quem dera se todos os filhos
embalassem nos braços suas mães,
e também lhes cantassem para dormir,
soprando aos seus ouvidos
os mais belos sonhos da infância
E quem me dera poder roubar do tempo
sua flor da eternidade
Somente para planta-la em seu jardim, minha mãe ...
Quem me dera,
quem me dera,
quem me dera ...
Marcelo Roque
Este cheiro de afeto fresco
que se espalha por todos os cômodos,
frestas,
portas e janelas
E demais cantos de minha vida
E não há olhar mais triste
e nem mais feliz, que o olhar de minha mãe
Um olhar,
que ao mesmo tempo que me implora pra ficar,
se encanta,
com o mais ousado dos meus vôos
Quem dera se todos os filhos
aprendessem sobre o amor com suas mães
Assim, como a semente aprende com a terra
sobre os segredos da vida,
ainda que sem saber
Quem dera se todos os filhos
embalassem nos braços suas mães,
e também lhes cantassem para dormir,
soprando aos seus ouvidos
os mais belos sonhos da infância
E quem me dera poder roubar do tempo
sua flor da eternidade
Somente para planta-la em seu jardim, minha mãe ...
Quem me dera,
quem me dera,
quem me dera ...
Marcelo Roque
domingo, 10 de janeiro de 2010
PALAVRA É AÇÃO?
libertei e liberei minhas palavras,
queria sair voando com elas.
Manoel de Barros diz que "o poder está na palavra",
elas ficam por aí e a gente vai.
por ser mulher minhas palavras sempre valeram menos,
sempre tiveram bem menos poder.
mulheres traduzem palavras em ações,
os filhos precisam das ações mais do que das palavras.
ações de mães ,fazem a humanidade!
...e as de pais também...!?
...é belíssimo ver mulheres,amigas deste blog, fazendo poesia!
todo ser verdadeiro faz poesia.
frases,poetas são experts nisso !
um dia escrevi isto numa rede social e enviei por email:
Simples - 22/11/2006
"uma caneta,
uma mão
e a vontade de dançar
com as palavras"
...uma pessoa querida leu e disse que tinha gostado,
aí comecei a achar que poderia trilhar os duros caminhos
dos artistas deste país.
libertamos nossas palavras e os amigos nos libertam!
Nadia Stabile - 10/01/10
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