Mostrando postagens com marcador SIMULAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SIMULAÇÃO. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

BAUDRILLARD:TROCA SIMBÓLICA E A MORTE - PAIXÃO CONTRA SIMULAÇÃO, HOMENS E NÃO CLONES APÁTICOS; GLÓRIA KREINZ DIVULGA



Jean Baudrillard e Glória Kreinz -PRIMEIRO CONGRESSO INTERNACIONAL DE COMUNICAÇÃO NA ECA/USP-FILÓSOFO COMENDO...RSRS...E RINDO COMIGO...SAUDADES...

Glória Kreinz

A "Troca Simbólica e a Morte" analisa diversos temas como o trabalho, a moda, o corpo, a própria morte, e a linguagem poética. Todos esses assuntos podem ser analisados como modelos de simulação, e é o que Jean Baudrillard faz.

A crítica marxista sustenta o autor francês que alerta que o fator econômico e a dominação estão no centro do jogo de poder e das trocas simbólicas. Até o amor pode ser reversível neste jogo.

Há então reversibilidade da dádiva no seu contrário, da troca no sacrifício, do tempo no ciclo, da produção na destruição, da vida na morte, reversibilidade de cada termo e valor de língua em outro. Estas são as trocas simbólicas...Troca-se o verdadeiro pela sua simulação...É o reinado do simulacro...

Há uma forma, a mesma em todos esses campos, a que leva ao fim a linearidade do tempo, da linguagem, das trocas econômicas, da acumulação do poder. Ela toma para nós a forma de extermínio e da morte de forma simbólica.Todos tornam-se aparentemente iguais, subjugados pelo poder.É o reinado do mesmo, da repetição...

Única forma de luta contra este império de simulações e jogos de poder é a Paixão do Homem. Destaco este aspecto porque em poucas críticas que li ao livro não vi enfatizado o papel primitivo e passional do homem, contra a pasteurização do próprio homem.

E na parte final do livro é disto que Baudrillard fala. Paixão contra simulação, e como o conheci pessoalmente, posso dizer que assim ele se apresentava como ser humano. Inteiro, sem pudor de ser humano, e esperando o melhor das práticas humanas. O homem em primeiro lugar, e aquilo que fosse melhor para ele. Nunca o império do econômico e do falso como valor,mas sim seu desmascaramento. Ética e verdade, não clones mentirosos a serviço do poder, usando outros homens...Estes clones, sim, simulacros e morte...

Troca Simbólica e a Morte de Jean Baudrillard, São Paulo, Loyola, 1986

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Contexto do pouso do homem na lua, sua divulgação e Jacques Derrida

http://www.eca.usp.br/nucleos/njr/abradic/

Glória Kreinz


Dia 20 de julho acompanhamos pela Internet a simulação da chegada do homem na lua. Mas na própria rede da Internet o fato foi questionado. Questionar é um dos objetivos da divulgação científica enquanto ato de comunicação. Toda comunicação democrática sai vencedora quando conseguimos sobreviver em uma sociedade como esta em que vivemos.Este blog, Sarau para Todos é exemplo disso.

É difícil lutar por qualidade de vida melhor e direitos humanos quando jogos de poder e terrorismo cultural, tão falados e temidos pelo filósofo da desconstrução Jacques Derrida, entram em cena em nossa sociedade de forma acintosa, usando de pretensa lógica, usando um destinatário fixo como valor. Mas vamos divulgar segundo a Wikipédia dados sobre o autor que citamos, para depois usar seu pensamento para avaliar o fato divulgado.

“ Jacques Derrida ( 15 de julho de 1930 — Paris, 8 de outubro de 2004) foi um importante filósofo francês de origem argelina, conhecido principalmente como criador da desconstrução. Seu trabalho (freqüentemente associado com o pós-estruturalismo e o pós-modernismo), teve um profundo impacto sobre a teoria da literatura e a filosofia continental.” È importante também para a divulgação científica pois discute, como dissemos no início deste artigo, o problema da comunicação/divulgação , e um destinatário fixo, contextualizado.

Isto é o que Jacques Derrida chama de morte do destinatário, acrescentando que o que vale para o destinatário vale também, “pelas mesmas razões, para o emissor, ou produtor”. O que Derrida coloca em questão é a autoridade do código e o poder da escritura, entendendo esta autoridade como “exercício da violência”, mas que nem sempre alcança os efeitos esperados. É o caso desta simulação de pouso na lua.

A comunicação/divulgação por exemplo, um dos elementos mais discutidos nos termos da globalização da cultura ocidental, é analisada criticamente, quando Derrida observa a relação comunicação/contexto, e mostra o perigo de cristalização do universo movente, se os fenômenos comunicacionais não forem considerados em suas constantes descontextualizações. Um exemplo foi a simulação da chegada do homem à lua, on-line pela Biblioteca JFK, como dissemos, que usa da reconstrução de arquivos para mostrar o evento em termos atuais.

A intenção da simulação desta chegada era mostrar o contexto do acontecimento. Esta preocupação com o contexto permanece estável na discussão de Jacques Derrida, ou seja, a referência à cultura ocidental em relação a outras formas culturais, base de sua crítica desconstrutivista. O lugar do contexto se identifica com o lugar do logos, e este com a violência da palavra entendida como lei. Então a homenagem do homem chegando a lua foi contextualizada.

Os jogos de linguagem são entendidos como instrumentos de dominação no universo midiático. Resta então lutar, com todas nossas armas, contra os instrumentos de dominação, questionando sobre eles. E isto fazemos, enquanto existimos e resistimos atuando em conjunto e indagando o que divulgamos e é divulgado pelos veículos de comunicação de massa.

http://stoa.usp.br/gkdivulga/weblog/

http://www.blogdonjr.wordpress.com/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...