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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

BIOÉTICA - FERTILIZAÇÃO IN VITRO E PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO




BIOÉTICA - FERTILIZAÇÃO IN VITRO E PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS


Numa sociedade hipócrita e desumana, que vira a cara para a situação indigna de vida de milhões de pessoas, preocupar-se com o destino de embriões congelados nos bancos de fertilização in vitro, é no mínimo absurda.

No processo de tal técnica científica, sobram embriões congelados e então, a Igreja  mete-se sobre o que se fazer com tais embriões, preferem que sejam jogados fora a serem utilizados na pesquisa e terapia de células-tronco embrionárias. 
A situação da ciência é sempre esquista por ficar sujeita as ideias da Igreja, as leis do Estado e ao poder econômico, permanecendo invisível, quase sempre, a maior parcela da  sociedade que deveria ser a parte mais interessada nos progressos científicos ou nas ousadias científicas subordinadas a tecnologia do grande capital, tipo o uso indiscriminado de transgênicos na produção de alimentos pelo agronegócio que geralmente necessita de muitos agrotóxicos que só prejudicam a saúde das pessoas. 
No caso das pesquisas com células-tronco embrionárias, a Igreja e o Estado com toda sua hipocroisia e demagogia costumeira resolvem meter-se e atrasar a ciência. A ciência sempre representou perigo para os poderosos, principalmente aquele tipo de ciência que pode cooperar muito com o ser humano, do contrário, fazem vistas grossas e deixam que a ciência e tecnologia envenenem o mundo todo! 
As incoerências da Igreja e do Estado em relação à fertilização in vitro, ao aborto, e as pesquisas e terapias com células-tronco embrionárias são absurdas.
A Bioética é outra coisa hiper complexa...

Coloco a seguir links para que se possa conhecer mais sobre estes assuntos.

Nadia Gal Stabile - 07 09 2015

Sobre Bioética


* Segundo o art. 5º da Lei de Biossegurança:
Art. 5o É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições:
I – sejam embriões inviáveis; ou
II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da publicação desta Lei, ou que, já congelados na data da publicação desta Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data de congelamento.
§ 1o Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos genitores.
§ 2o Instituições de pesquisa e serviços de saúde que realizem pesquisa ou terapia com células-tronco embrionárias humanas deverão submeter seus projetos à apreciação e aprovação dos respectivos comitês de ética em pesquisa.
§ 3o É vedada a comercialização do material biológico a que se refere este artigo e sua prática implica o crime tipificado no art. 15 da Lei no 9.434, de 4 de fevereiro de 1997.
Segundo afirma Juliana Frozel de Camargo, a fecundação in vitro consiste basicamente em reproduzir, com técnicas de laboratório, o processo de fecundação do óvulo que normalmente ocorre na parte superior das Trompas de Falópio, quando obstáculos insuperáveis impedem que este fenômeno se realize intra corpore.[4]
A outra forma para a obtenção das células-tronco seria o procedimento denominado clonagem. A clonagem consiste em transferir núcleo de uma célula para um óvulo sem núcleo.
O formato do núcleo celular está algumas vezes relacionado ao da célula, no entanto, pode ocorrer de seu formato ser totalmente irregular.[5]
Células-tronco
Células-tronco são células mestras que possuem a capacidade de se transformar em outros tipos de células, incluindo as do cérebro, coração, ossos, músculos e pele, dentre outros.
A diferenciação celular[6] trata-se do processo através do qual surgem diferenças estáveis entre as células. Todos os organismos superiores desenvolvem-se a partir de uma única célula, o óvulo fertilizado, que dá origem aos diversos tecidos e órgãos. A questão, de como um ovo aparentemente sem estrutura converte-se num embrião complexo e altamente organizado, interessou os cientistas desde a época de Aristóteles, há 2.000 anos, e ainda permanece como uma das principais perguntas não respondidas da biologia, afirma Robertis.[7](...) 
http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=6612






https://scholar.google.com.br/scholar?q=lei+biosseguran%C3%A7a+c%C3%A9lulas+tronco+embrion%C3%A1rias&hl=pt-BR&as_sdt=0&as_vis=1&oi=scholart&sa=X&ved=0CBoQgQMwAGoVChMIpfjixf7lxwIViQqQCh1-BAeu

 http://slideplayer.com.br/slide/286872/



http://slideplayer.com.br/slide/286551/



 http://pt.slideshare.net/guestee6d9a/reproduo-assistida


Posição do Papa sobre aborto reconcilia Igreja com realidade

http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/195308/Posi%C3%A7%C3%A3o-do-Papa-sobre-aborto-reconcilia-Igreja-com-realidade.htm

 http://www.planetauniversitario.com/index.php/cursos-e-palestras-mainmenu-63/conferencias-mainmenu-66/35161-bioetica-vida-e-morte-no-mundo-atual-sao-assunto-de-palestra-na-ucpel

sexta-feira, 6 de março de 2015

FILAS

uma das ovelhinhas doentes
esboçou um certo "Q" de revolta
mas logo dissimulou
outras ovelhinhas bem vestidas e idosas
se fizeram de Mané
outras ainda mais absortas
até conseguiam rir da falta do ar condicionado,
do ventilador, e das intermináveis horas
que teriam de aguardar só para
marcar uma outra fila daqui 
uns 3 meses no mínimo. 
o guardador do rebanho 
mostrava-se enérgico 
com seu chicotinho em mãos.
mas...como todo bom rebanho
aquele não era diferente,
haviam sim ovelhinhas negras por lá
a mais rebelde desgarrou-se
e nunca mais foi 
vista por aquelas bandas.

passados alguns dias ela
refletiu sobre ser mais calma
mais resignada com todas 
aquelas injustiças
imitar as outras ovelhinhas
afinal haviam até cadeiras
para se aguardar na fila.
não, não, resolveu
continuar sem tingir sua
pelagem negra.

nadia gal stabile - 06 03 2015



































terça-feira, 1 de maio de 2012

Tchu, Tchu, Tchá

E pensar que um dia caminhei e cantei e segui a canção
E como muitos dei vivas a uma sociedade alternativa
Pensar que quando vi a morte na contramão
entristeceu-me ver atrapalhado o sábado
E que para plantar meus amigos
também quis uma casa no campo
Pensar que em versos cantei à amada
o quanto a amaria a cada despedida
e que quando pensei em alguém
fechei meus olhos de saudade ...
E finalmente pensar que hoje
depois de tudo isto
eu só quero tchu,
eu só quero tcha,
eu quero tchu, tchá,tchá, tchu,tchu, tchá
tchu, tchá, tchá, tchu, tchu, tchá

 Marcelo Roque

domingo, 18 de março de 2012

Todos pela Educação




Toda greve de professores é a mesma coisa, a grande imprensa
toma o cuidado de falar muito superficialmente sobre as
reivindicações da categoria

Mas isto já é esperado, pois todos nós sabemos de sua parcialidade
em relação aos temas de cunho social
Preocupante mesmo é saber que a esmagadora maioria dos pais
de alunos, entendem estas greves como sendo prejudiciais aos
seus filhos

Ora, greve de professores não prejudicam em nada os alunos, muito
pelo contrário, o que à décadas vem aleijando o futuro de nossas
crianças é o total descaso de nossos governantes com a Educação

Definitivamente, as coisas só mudarão quando as passeatas de
professores não forem compostas apenas por professores

Marcelo Roque

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Pé Esquerdo




Se você desce da cama com o pé esquerdo
quando os demais com o direito
Se prefere doar
quando os demais vender
Se toma suco de açai
quando os demais Coca Cola
Se gosta das montanhas
quando os demais da praia
Se se veste de Sol
quando os demais de cinza
Se fala com as estrelas
quando os demais com os botões
Se lê Garcia Lorca
quando os demais manuais
Ou se morre de amor
quando os demais apenas vegetam,
não se aflija por sentir-se
diferente dos outros
eles é que são todos iguais

Marcelo Roque

sábado, 29 de janeiro de 2011

DESEDUCAR PARA DOMINAR

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"Mais importante que ensinar


é despertar o interesse pelo saber"



E as nossas escolas nem ensinam

e muito menos despertam tal interesse







Eu, como cidadão brasileiro, me sinto profundamente indignado

com o tamanho descaso com o qual é tratada a educação em

meu país

É explícita a vontade dos governos de provocarem cada vez mais

uma deteriorização do ensino, tornando-nos assim, indivíduos cada

vez mais alienados e ainda menos participativos (se é que participamos

de alguma coisa)nas questões de interesse coletivo

Nas salas de aula, os professores fingem que ensinam, enquanto os

alunos fingem que aprendem

E para piorar aquilo que já estava péssimo, ainda foi inventada a tal

"aprovação automática", ou seja, os alunos já começam o ano letivo

sabendo que, a aprovação, é praticamente certa. Um verdadeiro

desestímulo ao já mínimo interesse dos estudantes pelo aprendizado



E enquanto isso, continuamos sendo constantemente bombardeados,

por uma sub cultura estadunidense, que tem como único objetivo,

a destruição de nossa cultura e identidade nacional

E, como representantes máximos do capitalismo, visam, é claro,

a transformação de nosso país em uma sociedade cujos sonhos e

anseios, estejam intimamente ligados a conquistas materiais



Por fim, somando uma péssima educação, consequentemente, uma

quase inexistente consciência cidadã, com uma maciça campanha midiática(braço forte das elites), em prol de conceitos e valores exclusivamente materialistas, poderemos estar condenados,

definitivamente, a nos tornarmos indivíduos "terceiro mundistas".

Mesmo que, economicamente, algum dia, nos tornemos uma nação de primeiro mundo



Marcelo Roque

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Todos deveriam ter acesso a tudo que se faz em toda parte”, afirmou José Mindlin

O bibliófilo concedeu entrevista exclusiva (e inédita) a Galileu em setembro passado

por Eduardo Zanelato// foto: Maurilo Clareto
A morte do bibliófilo José Mindlin, no domingo (28), não significou o fim de seu legado pelo desenvolvimento do País. Ele foi responsável pela doação do acervo que formará uma das mais importantes bibliotecas brasileiras sobre temas nacionais, a Brasiliana, sediada na Universidade de São Paulo (USP). Galileu procurou Mindlin em setembro passado para discutir a importância da democratização do conhecimento. A entrevista, inédita e exclusiva, pode ser lida abaixo.

Editora Globo
Em linhas gerais, ele defende a educação como um dos pilares do desenvolvimento do Brasil. E que, apesar disso, o tema permanece na obscuridade. Além de contar como formou o rico acervo doado à USP, ele fala também da importância da tecnologia para disseminar esse conhecimento armazenado em papel. Mesmo debilitado, recuperando-se de uma pneumonia, ele nos recebeu na sala de sua casa, em meio a quadros de artistas como Tarsila do Amaral. Confira, abaixo, os principais trechos da conversa com Mindlin.

Qual a responsabilidade da sociedade em relação à democratização do conhecimento?
É uma obrigação indeclinável. É preciso que todos estejam conscientes de que o tema da educação é fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade solidária e esclarecida. Acho que num país como o Brasil, onde praticamente tudo é prioritário, o tema da educação é superprioritário. Sem uma educação adequada é ilusão pensar que o País pode se desenvolver. A História mostra isso. Uma coisa é conhecer história ou geografia. A educação está acima disso. Isso já tem que ser assimilado para que a educação possa produzir os efeitos que dela se espera.
Quão longe nós estamos disso?
O Brasil é um País onde é difícil generalizar os conceitos. Nós temos uma sociedade bastante grande, mas a cota dos que sabem avaliar a importância da educação é minoritária. A conscientização ainda é minoritária. Só nos grandes centros está se desenvolvendo de forma favorável. Mas no Norte e no Nordeste, por exemplo, o analfabetismo ainda existe. Não é preciso muita argúcia para ver que tem que ser feito um esforço considerável.
Como o senhor começou a montar o acervo que tem hoje e que foi doado para a USP?
A parte brasileira foi doada. Tudo que se refere a assuntos de História, literatura, ciência, viajantes, enfim, qualquer assunto brasileiro de interesse entra na biblioteca, que tem esse nome de Brasiliana. Ela corresponde exatamente ao que venho fazendo desde o final dos anos 1920. Vou fazer 95 anos, de modo que a Biblioteca tem 80 e poucos anos. É uma coisa que foi sendo feita com critério de qualidade, de aplicação dos conhecimentos e também com muita ginástica.
Quando comecei, nem queria pedir dinheiro a meus pais para comprar livros que não fossem os de estudo. Mas eu já via nesses livros o caminho para entender os outros. Sempre digo que a biblioteca foi montada com muita ginástica, abrindo mão muitas vezes de outros prazeres. Tive a sorte de ter sido casado com uma moça que foi minha caloura na faculdade de direito. A sorte foi tal que ela compartilhava muito dos meus interesses e das minhas ideias, a biblioteca foi feita por nós dois. Muitas vezes, com o sacrifício do fim do mês. Às vezes eram oportunidades que não podíamos perder, encontrávamos obras fundamentais e raras. Foi um esforço conjunto. Na parte de Brasil formou-se um acervo que não seria fácil refazer hoje. Obras que já eram raras nos anos 1930, hoje são raríssimas.
Por que o senhor decidiu doar o acervo?
É uma biblioteca boa. A sensação que tanto eu quanto minha mulher tivemos é que ela deveria deixar de ser particular. Deveria ser um instrumento de conhecimento de ordem geral. Ou seja, uma parcela do que representa a educação sobre a qual você acabou de falar. Nós temos quatro filhos que gostam de ler, cada um tem sua biblioteca. Esse conjunto de que falei, é mais ou menos indivisível. Se você fosse dividir em quatro partes, cada uma delas seria mais fraca do que a soma delas no conjunto. Então ela teria que deixar de ser um bem particular para se transformar em bem público. Minha mulher, eu, nossos filhos e netos somos todos uspianos (alunos e ex-alunos da USP), a conclusão óbvia é de que a biblioteca devia ir para a USP.
Como foi o processo de doação?
Havia problemas nisso: a questão de conservação, influências de políticas internas ou externas. A doação, então, foi feita sob algumas condições. Uma delas é a construção de um prédio para a biblioteca, para que não se misturasse com outras bibliotecas da USP, que são boas são boas para os assuntos de outros temas. A Brasiliana se aproxima mais do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Mas, em matéria de livros, uma biblioteca nunca é completa, sempre faltam coisas. Muitas obras importantes do IEB faltam na nossa. E, em compensação, muitas obras importantes da nossa também faltam no IEB ou em outras bibliotecas do País.
Qual a importância dessa doação?
Indo para a USP, ela se transforma automaticamente num instrumento de educação, preenchendo esse tema de ordem geral e essencial do processo de formação de gerações preparadas para entender o País, absorver os conhecimentos dos problemas que estamos enfrentando ou que ainda viremos a enfrentar e procurar o remédio para resolver esses problemas. A biblioteca tem uma parte de obras correntes e outra parte significativa de obras raras, desde os principais viajantes do século XVI, [tosse] - Estou com com tosse, a rigor eu não deveria falar, mas não quis adiar nosso encontro, então acho que estou dando a ideia do que... de como eu penso isso. A educação é essencial para o eficiente desenvolvimento Brasil e de qualquer outra parte do mundo.
É um fenômeno que faz parte do crescimento e do desenvolvimento da população mundial. Vai bem além do estudo de disciplinas determinadas. Ela tem que ser o coroamento desses estudos segmentados que vão se prolongando pela vida afora. A educação é um conceito global que assegura a absorção do que foi aprendido no estudo, primário, secundário e superior. É um conceito, a aplicação filosófica de apreciação da sociedade, das necessidades de cada sociedade específica. A solução desses problemas é uma coisa que eu considero de obrigação essencial e generalizada de todas as pessoas que tenham condição de transmitir a outros alguma coisa útil.
Qual a importância da tecnologia (o acervo da Brasiliana está sendo digitalizado e estará disponível on-line) nesse processo de democratização do conhecimento?
Tecnologia é uma parte essencial do desenvolvimento de uma sociedade. Há mais de um século é reconhecida a essencialidade da pesquisa, do que está sendo feito, do que poderia ser feito, uma vez verificadas as necessidades. E isso implica numa especialização que se chama de desenvolvimento tecnológico. E no qual o mundo inteiro está empenhado. Infelizmente, estamos menos empenhados do que o primeiro mundo. Todos deveriam ter acesso a tudo que se faz em toda parte. Sem desenvolvimento tecnológico, é uma ilusão pensar que estamos caminhando para o desenvolvimento da educação, porque a tecnologia faz parte desse desenvolvimento.


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domingo, 13 de dezembro de 2009

CELSO LUNGARETTI PREOCUPADO COM EXPATRIAÇÃO DE COMPETÊNCIAS, ZARATUSTRA COM A INCLUSÃO DE DEFICIENTES E TODOS NÓS COM OS DESNÍVEIS DE NOSSA SOCIEDADE.


DOMINGO, NO SARAU PARA TODOS, ESPAÇO DE REFLEXÃO...
CONHEÇA A BLOGOSFERA DO PORTAL NJR/ECA/USP-
BLOGS DE MÃOS DADAS
www.eca.usp.br/njr

Mãos Dadas
Carlos Drummond de Andrade
Composição: Carlos Drummond de Andrade

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

MENINOS DE PEDRA

Pobre menino de pedra,
de olhos de brita,
e hálito de asfalto
Que mata sua fome
e seus sonhos,
no fundo do mesmo cachimbo
Pobre menino duro,
duro de frio,
duro de pedra
De todos os filhos que tivemos,
aquele,
que nunca nasceu
Pobre pedra,
pobre menino,
que da infância,
ainda guarda um dente de leite
num canto esquecido da boca ...

Marcelo Roque





"Não há maior violência que o abandono
E por causa dele, cada vez mais crianças e adolescentes,
estão tendo suas vidas destruidas, por esta terrível droga,
que é o crack
E a responsabilidade é toda nossa, afinal, estes jovens são
frutos, da sociedade em que vivem"
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