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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

COMO TRANSFORMAR AS COISAS? Economia Solidária, Soberania Alimentar e Agroenergia no PR

Conhecimento prático aliado
ao conhecimento científico e técnico,
podem transformar muitas coisas!
com a união das pessoas,
que enxergam problemas e que estão dispostas
a encontrar soluções,tudo é passível de melhora!
é só querer!
e já dizia minha avó : QUERER É PODER!

Nadia Gal Stabile - 26/11/10



Seminário sobre Economia Solidária, Soberania Alimentar e Agroenergia, realizado em Maringá (PR) com a presença de Paul Singer e João Pedro Stédile. Encontro foi parceria entre a Unitrabalho, a Universidade Estadual de Maringá e o Sindicato dos Engenheiros do Paraná.

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terça-feira, 23 de junho de 2009

SOL - OZÔNIO

Todos nós amamos o sol, porem o aquecimento global aliado à baixa de ozônio fez com que o câncer de pele se tornasse epidêmico, estamos como a Austrália ( no mapa mundi quem quiser verá que a linha que passa pelo Brasil é a mesma que vai até a Austrália) porem o governo esconde o fato e prefere receber a alta renda dos impostos da venda de protetores à preços exorbitantes.
Os tecidos nanotecnológicos com filtro solar são impossíveis de serem encontrados à preços acessíveis.
Imaginem o que sofrem os camponeses e os pescadores, que se expõem ao sol não para se divertir e embelezar e sim para sobreviver! É uma tristeza ver que até os animais estão com grande incidência de câncer de pele, isso é fato e qualquer veterinário te confirmará.
Todo tipo de pele está sujeito à esta doença, negros e indígenas não são imunes.
Atualmente a incidência desta doença devastadora no Brasil é maior que a de câncer de mama e de próstata.

sábado, 2 de maio de 2009

A ECONOMIA SOLIDÁRIA NO GOVERNO FEDERAL

Paul Singer

Origem da Secretaria Nacional de Economia Solidária

Em junho de 2003, o Congresso Nacional aprovou projeto de lei do Presidente Lula,

criando no Ministério de Trabalho e Emprego a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES). Reconheceu desta forma o Estado brasileiro um processo de transformação social em curso, provocado pela ampla crise do trabalho que vem assolando o país desde os anos 1980. A desindustrialização suscitando a perda de milhões de postos de trabalho, a abertura do mercado acirrando a competição global e o desassalariamento em massa, o desemprego maciço e de longa duração causando a precarização das relações de trabalho – tudo isso vem afetando grande número de países.

Como defesa contra a exclusão social e a queda na indigência, as vítimas da crise buscam sua inserção na produção social através de variadas formas de trabalho autônomo, individuais e coletivas. Quando coletivas, elas optam, quase sempre, pela autogestão, ou seja, pela administração participativa, democrática dos empreendimentos. São estes os que constituem a economia solidária.

Mudanças como estas se registram em muitos países. No Brasil assumiram proporções notáveis, a ponto de tornar a economia solidária uma opção adotada por movimentos sociais e importantes entidades da sociedade civil, como Igreja, sindicatos, universidades e partidos políticos. Na passagem do século, políticas públicas de fomento e apoio à economia solidária foram adotadas por muitas municipalidades e alguns governos estaduais.

Com a eleição de Lula à presidência, entidades e empreendimentos do campo da economia solidária resolveram solicitar ao futuro mandatário a criação duma secretaria nacional de economia solidária no Ministério do Trabalho. Explica-se a opção pelo MTE pelos estreitos laços políticos e ideológicos, que ligam a economia solidária ao movimento operário. A demanda dos movimentos foi bem acolhida pelo então ministro Jacques Wagner, que muito contribuiu para que a SENAES pudesse se instalar e entrosar com as outras secretarias, que compõem o MTE.

Convém lembrar que o Ministério do Trabalho, desde sua criação tem tido por missão proteger os direitos dos assalariados. Os interesses dos trabalhadores não formalmente assalariados não figuravam com destaque na agenda do ministério. Por isso, o surgimento da SENAES representou uma ampliação significativa do âmbito de responsabilidades do MTE, que passa a incluir o cooperativismo e associativismo urbano (já que pelo rural continua responsável o Ministério da Agricultura.)

Construindo uma política participativa

A SENAES entende que sua missão é difundir e fomentar a economia solidária em todo Brasil, dando apoio político e material às iniciativas do Forum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). Este Fórum inclui as principais agências de fomento da economia solidária, a rede de gestores municipais e estaduais de economia solidária, a Associação Brasileira de Gestores de Entidades de Micro-Crédito (ABCRED) e as principais associações e redes de empreendimentos solidários de todo o país.

O Fórum Brasileiro descentralizou sua atividade, organizando fóruns estaduais de economia solidária na maioria das unidades da federação. A SENAES organizou visitas a todos os estados, para levar seu programa “Economia Solidária em Desenvolvimento” tanto às Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) como aos fóruns estaduais. Desta forma, fóruns e DRTs começaram a combinar esforços no fomento e divulgação da economia solidária nos estados. Mais recentemente, cada DRT designou uma funcionária ou funcionário para responder pelas atividades em prol da economia solidária. Estes servidores estão recebendo formação em economia solidária, de forma sistemática, pela SENAES.

A Secretaria só passou a ter dotação orçamentária a partir deste ano, pois começou a funcionar apenas em meados do ano passado. Decidimos empregar os recursos em diferentes projetos: várias prefeituras pediram recursos para construir Centros de Referência de Economia Solidária, para a comercialização de produtos de empreendimentos solidários e para a realização de encontros, seminários, cursos etc.; numerosos pedidos de apoio a feiras e à construção de centros de comercialização vieram de agência de fomento, fóruns estaduais e redes de empreendimentos; pedidos de apoio ao mapeamento da economia solidária em estados e em regiões de estados, a seminários e encontros e à criação de cooperativas também chegaram à SENAES.

Com a exceção de uns poucos pedidos que claramente excediam a disponibilidade de fundos da SENAES, todos os outros projetos foram apoiados em alguma medida. Como não havia precedentes, o exame de quase 200 projetos foi utilizado para firmar critérios básicos de avaliação, com toda equipe participando em sua formulação. Nas decisões políticas que definem as linhas de atuação da Secretaria, todos os membros da equipe participam. Esta norma aproxima a gestão da SENAES do modelo autogestionário, além de dar oportunidade aos integrantes de se informar sobre as atividades da secretária e de opinar sobre as opções em debate. As contribuições dos membros da SENAES têm sido vitais para a adoção de políticas coerentes com os princípios da economia solidária e adequadas à realidade sócio-econômica em que pretendem incidir.

A economia solidária no combate à precarização das condições de trabalho

A resposta mais freqüente à crise do trabalho, por parte das pessoas atingidas, tem sido a formação de cooperativas de trabalho, para, mediante ajuda mútua, gerar trabalho e renda para cada membro. Ao mesmo tempo, empregadores pouco escrupulosos utilizam falsas cooperativas de trabalho para deixar de pagar os encargos trabalhistas, aproveitando-se do fato de que estes encargos não são cobrados de quem contrata trabalho autônomo (a lei considera o cooperador trabalhador autônomo). Além disso, cooperativas autênticas, na ânsia de conseguir contratos, rebaixam seus preços a ponto de abrir mão de muitos dos direitos sociais de seus associados.

A precarização das relações de trabalho não é culpa das cooperativas mas do desemprego em massa, que leva suas vítimas ao desespero, deixando-as dispostas a aceitar trabalho em quase quaisquer condições de remuneração direta e indireta. A degradação do trabalho não cessa de se agravar e no extremo toma a forma de trabalho infantil e trabalho escravo. A economia solidária, aliada aos sindicatos e aos fiscais do MTE, luta pela preservação dos direitos sociais e sua ampliação. Diversos países já adotaram legislação que obriga as cooperativas de trabalho e de produção a garantir aos membros o gozo de todos seus direitos legais, tendo em vista precisamente evitar que as formas cooperativas sejam usadas para agravar a espoliação de trabalhadores.

A SENAES luta para que o Brasil adote a mesma legislação, inclusive para que cooperativas autênticas de trabalho não sejam confundidas com as falsas pela fiscalização e pelo ministério público do trabalho. Representantes da SENAES no Fórum Nacional do Trabalho tem sustentado a proposta, que está sendo também debatida com os fiscais do trabalho nas DRTs. Ganha apoio na magistratura do trabalho, no ministério público do trabalho e também nas federações de cooperativas de trabalho a idéia de que precisamos de leis que garantam o direito de auto-organização dos trabalhadores em cooperativas e associações, desde que não possam ser usadas para privar os mesmos trabalhadores de seus direitos legais.

O desenvolvimento solidário como forma de combate à pobreza

A pobreza na maior parte das vezes é condição social. A falta de dinheiro obriga as pessoas a morar juntas onde o custo de morar é baixo, ou seja, em favelas, cortiços ou ... na rua. A necessidade em que se encontram as famílias nestas comunidades tornam a prática da ajuda mútua indispensável à sobrevivência. Assim sendo, combater a pobreza requer o desenvolvimento da economia das comunidades pobres em seu conjunto, de modo a beneficiar todos os integrantes. Este desenvolvimento pode ser induzido por agentes externos – ONGs, igrejas, governos etc. – que mobilizam a comunidade, provocam a formulação de projetos de novas atividades econômicas e/ou melhora das existentes e ajudam em sua implementação.

Como seria de se esperar, os projetos organizados por comunidades pobres assumem quase sempre a forma da economia solidária. A alternativa seria alguns membros da comunidade assumirem o papel de capitalista e assalariar os demais. Como ninguém tem dinheiro, esta hipótese é improvável. Além disso, a ajuda mútua é essencial ao esforço de gente desprovida de capital para melhorar sua situação social e econômica. O desenvolvimento que combate a pobreza é solidário e isso já vem sendo comprovado na prática em diversos lugares.

A SENAES está empenhada em promover o combate à pobreza mediante as oportunidades que o programa Fome Zero, a reforma agrária e outras polítcas sociais do governo oferecem. Para tanto, diversos ministérios e secretarias do governo federal estão juntando forças. Um ponto crucial é o financiamento destas iniciativas. O governo brasileiro está empenhado em reformas do sistema financeiro que o abram às camadas de baixa renda, que hoje estão excluídas dele. Outra alternativa é a criação dum outro sistema financeiro – solidário, popular, comunitário – que diferentes empreendimentos da economia solidária já estão desenvolvendo em diferentes partes do Brasil.

FONTE : http://www.itcp.usp.br/drupal/files/itcp.usp.br/A%20ECONOMIA%20SOLID

quarta-feira, 22 de abril de 2009

200 anos de Proudhon (Economia Solidária RS/Post 256) (modolinkar com OUTRA ECONOMIA ACONTECE) (clique aqui)

Proudhon

Em janeiro de 2009 comemorou-se os 200 anos do nascimento do anarquista Pierre-Joseph Proudhon, um dos primeiros pensadores a cunhar o conceito e importância da “autogestão”. Intelectual de ação, radical, Proudhon nunca caiu nas amarras do politicamente correto tão em voga ainda hoje. Era forte e preciso em suas avaliações na época. Abaixo transcrevo um trecho, limpido e direto para a época.

9 de dezembro de 1851: “Eu tive uma péssima noite. O desgosto me persegue. Estou sendo assediado por temores de toda natureza: o progresso das ciências e da filosofia desenvolveu em um nível extraordinário a elite das mentes na Europa. As massas, por sua vez, estão pouco diferentes do que eram na Idade Média. Nós chegamos a acreditar que, lançando mão da razão, poderíamos convencê-las da importância dos interesses da nação, da dignidade nacional, do amor pela liberdade. De nada adiantou. Os dois terços dos camponeses acreditam mais no padre da sua paróquia do que no seu advogado. A fascinação pelo imperador Napoleão segue mantendo a mesma intensidade, de tal forma que nenhuma ponderação é capaz de dissipá-la. O povo é um monstro que devora todos os seus benfeitores e libertadores. Ao contrário do que acreditávamos, não existe nenhum povo revolucionário. O que nós temos é apenas uma elite de homens que acreditaram ser possível, seduzindo o povo, impor suas idéias de bem público e fazer com que elas fossem aplicadas. Tudo comprova que daqui para frente, incentivar o povo a ter o arbítrio do seu próprio destino equivale a agir, a um só tempo, como otário e charlatão.”


FONTE:http://outraeconomiacontece.wordpress.com/2009/02/15/200-anos-de-proudhon/

Últimas notícias do Fórum Brasileiro de Economia Solidária -(modolinkar)(clique aqui)

http://www.fbes.org.br/

A revolução do Consumo - Banco Palmas - Ceará (NOVAS MOEDAS - ECONOMIA SOLIDÁRIA) (modolinkar com o blog AUTOGESTÃO NA CABEÇA) (clique aqui)



Pequenas Empresas Grandes negócios mostra matéria feita no bairro do Conjunto Palmeiras na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará - Brasil, onde funciona a Associação de Moradores do Conjunto Palmeira (ASMOCONP), mais conhecida como: Banco Palmas. (Portuguese video with subtitles in English)
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