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terça-feira, 17 de novembro de 2015

FRAUDE NA PRIVATIZAÇÃO - A VALE DO RIO AMARGO E MORTO

*FEVEREIRO DE 2015 

http://portalmetropole.com/2015/02/justica-reconhece-fraude-na.html





Justiça reconhece fraude na privatização da Vale do Rio Doce



Justiça reconhece fraude na privatização da Vale do Rio Doce



Decisão judicial possibilita reabertura de processo contra a venda da Vale e privatização da maior produtora de minério de ferro do mundo pode ser revertida

Por redação

Em 16 de dezembro do ano passado, a juíza Selene Maria de Almeida, do Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília, anulou a decisão judicial anterior e reabriu o caso, possibilitando a revisão do processo. “A verdade histórica é que as privatizações ocorreram, em regra, a preços baixos e os compradores foram financiados com dinheiro público”, afirma Selene. Sua posição foi referendada pelos juízes Vallisney de Souza Oliveira e Marcelo Albernaz, que compõem com ela a 5ª turma do TRF.
Entre os réus estão a União, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Eles são acusados de subvalorizar a companhia na época de sua venda. Segundo as denúncias, em maio de 1995 a Vale informou à Securities and Exchange Comission, entidade que fiscaliza o mercado acionário dos Estados Unidos, que suas reversas de minério de ferro em Minas Gerais eram de 7.918 bilhões de toneladas. No edital de privatização, apenas dois anos depois, a companhia disse ter somente 1,4 bilhão de toneladas. O mesmo ocorre com as minas de ferro no Pará, que em 1995 somavam 4,97 bilhões de toneladas e foram apresentadas no edital como sendo apenas 1,8 bilhão de toneladas.
Outro ponto polêmico é o envolvimento da corretora Merrill Lynch, contratada para avaliar o patrimônio da empresa e calcular o preço de venda. Acusada de repassar informações estratégicas aos compradores meses antes do leilão, ela também participou indiretamente da concorrência por meio do grupo Anglo American. De acordo com o TRF, isso comprometeu a imparcialidade da venda.
A mesma Merrill Lynch, na privatização da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), da Argentina, reduziu as reservas declaradas de petróleo de 2,2 bilhões de barris para 1,7 bilhão.

Nova perícia
Depois da venda da Vale, muitas ações populares foram abertas para questionar o processo. Reunidas em Belém do Pará, local onde a empresa está situada, as ações foram julgadas por Francisco de Assis Castro Júnior em 2002. “O juiz extinguiu todas as ações sem apreciação do mérito. Sem olhar para tudo aquilo que nós tínhamos dito e alegado. Disse que o fato já estava consumado e que agora analisar todos aqueles argumentos poderiam significar um prejuízo à nação”, afirma a deputada federal doutora Clair da Flora Martins (PT/PR).
O Ministério Público entrou com um recurso junto ao TRF de Brasília, que foi julgado no ano passado. A sentença determinou a realização de uma perícia para reavaliar a venda da Vale. No próximo passo do processo, as ações voltam para o Pará e serão novamente julgadas. Novas provas poderão ser apresentadas e os réus terão que se defender.
Para dar visibilidade à decisão judicial, será criada na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Público. A primeira ação é mobilizar a sociedade para discutir a privatização da Vale. “Já temos comitês populares em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pará, Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso”, relata a deputada, uma das articuladoras da frente.
“Precisamos construir um processo de compreensão em cima da anulação da venda da Vale, conhecer os marcos gerais dessas ideias a partir do que se tem, que é uma ação judicial, e compreendê-la dentro de um aspecto mais geral, que é o tema da soberania nacional”, acredita Charles Trocate, integrante da direção nacional do MST. Ele participa do Comitê Popular do Pará, região que tem forte presença da Vale.
Entre os marcos da privatização, que serão estudados e debatidos nos próximos meses nos comitês, está o Plano Nacional de Desestatização, de julho de 1995. A venda do patrimônio da Vale fez parte de uma estratégia econômica para diminuir o déficit público e ampliar o investimento em saúde, educação e outras áreas sociais. Cerca de 70% do patrimônio estatal foi comercializado por R$60 milhões, segundo o governo. “Vendendo a Vale, nosso povo vai ser mais feliz, vai haver mais comida no prato do trabalhador”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1996. A dívida interna, entretanto, não diminuiu: entre 1995 e 2002 ela cresceu de R$108 bilhões para R$654 bilhões.
Na época, a União declarou que a companhia não custava um centavo ao Tesouro Nacional, mas também não rendia nada. “A empresa é medíocre no contexto internacional. É uma péssima aplicação financeira. Sua privatização é um teste de firmeza e determinação do governo na modernização do Estado”, afirmou o deputado Roberto Campos (PPB/SP) em 1997. No entanto, segundo os dados do processo, o governo investiu R$2,71 bilhões durante toda a história da Vale e retirou R$3,8 bilhões, o que comprova o lucro.
“O governo que concordou com essa iniciativa não tinha compromisso com os interesses nacionais”, diz a deputada doutora Clair.

Poder de Estado
A Vale se tornou uma poderosa força privada. Hoje ela é a companhia que mais contribui para o superávit da balança comercial brasileira, com 54 empresas próprias nas áreas de indústria, transporte e agricultura.
“Aqui na região de Eldorado dos Carajás (PA), a Vale sequestra todo mundo: governos municipais e governo estadual. Como o seu Produto Interno Bruto é quatro vezes o PIB do estado Pará, ela se tornou o estado econômico que colonizou o estado da política. Tudo está em função de seus interesses”, coloca Charles Trocate.
Trocate vivência diariamente as atividades da empresa no Pará e a acusa de gerar bolsões de pobreza, causados pelo desemprego em massa, desrespeitar o meio ambiente e expulsar sem-terra e indígenas de suas áreas originais.
“Antes da privatização, a Vale já construía suas contradições. Nós temos clareza de que a luta agora é muito mais ampla. Nesse processo de reestatização, vamos tentar deixar mais claro quais são as mudanças que a empresa precisa fazer para ter uma convivência mais sadia com a sociedade na região”, diz Trocate. De acordo com um levantamento do Instituto Ipsos Public Affairs, realizado em junho de 2006, a perspectiva é boa: mais de 60% dos brasileiros defendem a nacionalização dos recursos naturais e 74% querem o controle das multinacionais.

Patrimônio da Vale em 1996
● maior produtora de alumínio e ouro da América Latina
● maior frota de navios graneleiros do mundo
● 1.800 quilômetros de ferrovias brasileiras
● 41 bilhões de toneladas de minério de ferro
● 994 milhões de toneladas de minério de cobre
● 678 milhões de toneladas de bauxita
● 67 milhões de toneladas de caulim
● 72 milhões de toneladas de manganês
● 70 milhões de toneladas de níquel
● 122 milhões de toneladas de potássio
● 9 milhões de toneladas de zinco
● 1,8 milhão de toneladas de urânio
● 1 milhão de toneladas de titânio
● 510 mil toneladas de tungstênio
● 60 mil toneladas de nióbio
● 563 toneladas de ouro
● 580 mil hectares de florestas replantadas, com matéria-prima para a produção de 400 mil toneladas/ano de celulose
Fonte: Revista Dossiê Atenção – “Porque a venda da Vale é um mau negócio para o país”, fls. 282/292, da Ação Popular nº 1997.39.00.011542-7/PA.
Quanto vale hoje
● 33 mil empregados próprios
● participação de 11% do mercado transoceânico de manganês e ferro-liga
● suas reservas de minério de ferro são suficientes para manter os níveis atuais de produção pelos próximos 30 anos
● possui 11% das reservas mundiais estimadas de bauxita
● é o mais importante investidor do setor de logística no Brasil, sendo responsável por 16% da movimentação de cargas do Brasil, 65% da movimentação portuária de granéis sólidos e cerca de 39% da movimentação do comércio exterior nacional
● possui a maior malha ferroviária do país
● maior consumidora de energia elétrica do país
● possui atividades na América, Europa, África, Ásia e Oceania
● concessões, por tempo ilimitado, para realizar pesquisas e explorar o subsolo em 23 milhões de hectares do território brasileiro (área correspondente aos territórios dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte)

A VALE DO RIO AMARGO E MORTO

#Valedorioamargoemorto
#SamarcoNãoFoiAcidente









http://aletp.com/2007/11/vale-do-rio-doce-muda-de-logo-e-nome/

http://portalmetropole.com/2015/02/justica-reconhece-fraude-na.html

http://acervo.oglobo.globo.com/fotogalerias/choque-nas-ruas-no-leilao-da-vale-9506139
 https://atingidospelavale.wordpress.com/category/galeria/


http://slideplayer.com.br/slide/1248351/
http://www.passapalavra.info/2011/06/41512


http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2011/junho/comissoes-discutem-denuncias-contra-a-vale-do-rio-doce


http://www.horadopovo.com.br/2011/marco/2942-18-03-2011/P3/pag3e.htm














QUE SUSTENTABILIDADE É ESTA?





sexta-feira, 13 de novembro de 2015

ENORME DESASTRE AMBIENTAL - "ARCA DE NOÉ" NO RIO DOCE - MINAS GERAIS E ESPÍRITO SANTO


http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/11/151109_operacao_arca_noe_samarco_rs?ocid=socialflow_facebook




Pescadores convocam 'Arca de Noé' por WhatsApp para salvar peixes de dilúvio de lama

  • 13 novembro 2015
  • 4 comentários

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O empenho destes pescadores em salvar sua única fonte de sustento é tamanho que eles decidiram convocar mutirões para tentar transferir os peixes do rio contaminado para lagoas de água limpa. Batizada como "Operação Arca de Noé", a força-tarefa voluntária operará em locais que ainda não foram atingidos pelo "tsunami de lama" que desce o rio Doce desde o dia 5.
Dourados, surubins, pacus, tucunarés, pintados e outras espécies afetadas pelos resíduos de mineração da Samarco, empresa controlada pela brasileira Vale e pela anglo-australiana BHP, estão escapando da morte dentro de caixas d'água, caçambas e lonas plásticas; tudo "no improviso", segundo moradores.
Analistas ouvidos pela reportagem da BBC Brasil estimam que a passagem da lama e produtos químicos tenha reduzido o oxigênio do rio Doce a níveis próximos a zero, levando milhares de peixes e outros animais aquáticos à morte por asfixia.
Questionada sobre a situação dos pescadores, a Samarco disse, em nota, que "adotará as ações necessárias para identificação e mitigação dos impactos e reportará aos órgãos ambientais competentes".



Image copyright Divulgacao
Image caption Analistas estimam que a passagem da lama e produtos químicos tenha reduzido o oxigênio do rio Doce a níveis próximos a zero, levando milhares de peixes à morte por asfixia.
A mineradora diz ainda que vai "priorizar a assistência à população afetada pelo acidente" e que "está executando um sistema emergencial de monitoramento da qualidade de água no Rio Doce", com "pareceres técnicos imparciais, de equipe multidisciplinar renomada". A empresa não informou, no entanto, quando o estudo estará pronto, nem quem faz parte desta equipe.Após visitar cidades afetadas pelos rejeitos de mineração, nesta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff comentou pela primeira vez a situação no rio Doce.
"O nosso objetivo maior vai ser recuperar o rio Doce. O rio Doce é o sinônimo de vida da região", afirmou Rousseff, que também anunciou multa de R$ 250 milhões à mineradora responsável pelos vazamentos.
Este valor é criticado pelo Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, que acompanha famílias afetadas por mineradoras desde 2013.
"A multa não chega à metade do valor doado por mineradoras para campanhas eleitorais no ano passado", alega a secretária Katia Visentainer, com base em dados públicos relacionados às eleições de 2014.



Image copyright Apard
Image caption Mortandade tem mobilizado pescadores na tentativa de transferir peixes do rio contaminado para lagoas de água limpa

'Matou tudo'

No fim da tarde desta quinta-feira, os pescadores da Operação Arca de Noé foram surpreendidos pela notícia de que receberiam reforços.
Uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Espírito Santo e pelo Ministério Público Federal ordenou que a mineradora resgate "a maior quantidade possível" de peixes nos municípios de Baixo Guandu, Colatina e Linhares, no Espírito Santo, antes da chegada da lama do rio Doce - o que deve acontecer nos próximos cinco dias.
Durante toda a semana, a BBC Brasil acessou fotos, vídeos e mensagens de áudio compartilhadas por pescadores em grupos no WhatsApp, ferramenta usada pelos ribeirinhos para denúncias e convocações.
As imagens mostram peixes cobertos de barro saltando em busca de oxigênio, grandes cardumes mortos boiando rio de lama abaixo e pilhas de animais em decomposição se acumulando nas margens.
Apesar destes indícios, a Samarco disse à reportagem que a lama é composta por "material inerte e não perigoso" e que "não apresenta riscos à saúde pública e ao meio ambiente".



Image copyright Apard
Image caption Imagens mostram peixes cobertos de barro saltando em busca de oxigênio, cardumes mortos rio de lama abaixo e animais em decomposição nas margens.
Mas um pescador não-identificado diz em uma gravação feita em Colatina, município que decretou estado de calamidade pública: "Quem puder (deve) ir para o rio para pegar a maior quantidade de peixes possível, de rede, de qualquer jeito, e soltar nas lagoas. A informação que tem é que vai morrer tudo".O administrador José Francisco Silva de Abreu, presidente da Apard (Associação dos Pescadores e Amigos do Rio Doce), vive em Governador Valadares (MG), onde a lama, nas palavras dele, "sim, matou tudo".
"Eu apoio o mutirão para transferir os peixes. Fomos pegos de surpresa quando a lama chegou aqui, não deu nem para se preparar", diz. "A gente via a agonia dos peixinhos até a morte. Digo com tranquilidade que hoje não resta um único ser vivo ali dentro."
O professor de recursos hídricos Alexandre Sylvio Vieira da Costa, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, vem acompanhando a evolução da lama em Governador Valadares e atesta a impressão do pescador.
"Todas as plantas aquáticas que dão base ao ciclo biológico do rio morreram com a chegada esse rejeito, composto basicamente de ferro, alumínio e manganês. A água fica mais densa e o oxigênio não consegue se misturar", explica. "Por isso não sobrou nada. Nem caramujo. Toda a vida aquática do rio Doce em Valadares morreu."



Image copyright Apard
Image caption Mineradora Samarco, controlada pela brasileira Vale e pela anglo-australiana BHP, diz que lama "não apresenta riscos à saúde pública e ao meio ambiente"
O especialista diz que é preciso esperar a passagem da lama terminar para fazer estimativas sobre sua recuperação, mas poupa sinais de otimismo. "Eu não daria menos de dez anos para este rio começar a se estabelecer novamente."Costa lembra que ainda há "muita lama" acumulada na região de Mariana. "Se chover muito naquela cabeceira, mais material vai descer, mais material vai ser depositado e mais o rio vai morrer."

Manual de sobrevivência

O volume despejado após o rompimento das barragens do Fundão e de Santarém, em Mariana, equivale a 25 mil piscinas olímpicas.
Após cidades como Colatina e Governador Valadares decretarem estado de calamidade pública, um "Manual de Sobrevivência na Crise" foi criado por movimentos sociais para auxiliar moradores a se adaptarem a restrição hídrica - em Valadares, por exemplo, 100% da água encanada vinha do rio Doce.
A cartilha traz orientações sobre armazenamento de água, reutilização e sugestões para economia de água em tarefas domésticas. "Entendemos que, sem abastecimento na rede, o material será bem útil para as pessoas lidarem com essa nova realidade de utilização da água", diz Katia Visentainer, do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, que também disponibilizou o material para download.



Image copyright Ag. Brasil
Image caption Rompimento de barragens destruiu vila de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), e deve arrastar destruição por 700 km até o oceano Atlântico
Para Abreu, da associação dos pescadores do rio Doce, a única maneira de recuperar o rio é proibir a atividade pesqueira pelos próximos cinco anos. "Só nos restam os afluentes, eles é que poderão recuperar, um dia, a saúde do rio", diz.A reportagem questiona: e o que acontece com as 400 famílias de pescadores que existem na região até lá?
"A nossa perspectiva é de que a pesca extrativista se exauriu", diz Abreu. "A demanda é maior do que o rio pode oferecer e a cidade importa peixes para consumo. Então a melhor alternativa é capacitar os pescadores para que eles se tornem piscicultores e criem seus peixes em quantidade, em vez de depender do rio.
"Já estávamos desenvolvendo este projeto e a tragédia no rio Doce torna tudo ainda mais urgente."
 *charge de Stocker



Deputados da comissão de barragens receberam R$ 587 mil de mineradoras

Deputados da comissão de barragens receberam R$ 587 mil de mineradoras

Juntos, os nove titulares da Comissão Extraordinária de Barragens receberam R$ 587 mil em doações diretas ou indiretas de mineradoras na última campanha eleitoral


http://www.otempo.com.br/cidades/deputados-da-comiss%C3%A3o-de-barragens-receberam-r-587-mil-de-mineradoras-1.1164302



 PUBLICADO EM 12/11/15 - 16h32 

Tâmara Teixeira  

O maior impacto ambiental no Estado, as mortes causadas em função do rompimento das barragens de Bento Rodrigues e o sofrimento das famílias
atingidas em Minas não conseguiram superar o lobby das mineradoras na Assembleia. Os deputados desistiram de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o desastre de Mariana e a situação das demais barragens em operação em Minas. O Colégio de Líderes decidiu criar, no lugar da CPI, a Comissão Extraordinária das Barragens. Juntos, os nove titulares dessa comissão receberam R$ 587 mil em doações diretas ou indiretas de mineradoras na última campanha.
Na prática, a discussão do assunto perde força na Casa. No caso de uma CPI, os deputados teriam poder de investigar, quebrar o sigilo dos investigados e garantir – se preciso com o uso da força policial – que os intimados para depor comparecessem à Assembleia.

Entre os membros da comissão, o que mais recebeu doação de mineradoras foi Gustavo Corrêa (DEM). Ao todo foram R$ 239,9 mil vindos da Anglogold, Empresa de Mineração Esperança, Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), e da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).
Procurado, Corrêa informou que "as doações na campanha de 2014 foram integralmente legais e realizadas de forma transparente, de acordo com a legislação eleitoral. As doações de pessoas físicas e jurídicas feitas a qualquer candidato no Brasil fazem parte de um processo legal, desde que respeitadas as normas vigentes".
Por meio de nota, o deputado ainda afirmou que em relação à Comissão Extraordinária "os trabalhos serão realizados com total isenção e lisura, com o compromisso de apurar as causas do rompimento dessas barragens e cuidar para que novos tragédias não venham a ocorrer".
Thiago Cota (PPS), filho do ex-prefeito de Mariana, Celso Cota, recebeu R$ 111 mil da CBMM, Phoenix Mineração e Comércio, Mineração Corumbaense Reunida e MBR. Gil Pereira (PP) contou com R$ 180 mil da MBR e da Mineração Corumbaense Reunida. João Magalhães (PMDB) recebeu R$ 50 mil da Embu S/A Engenharia e Comércio. A reportagem considerou os parlamentares que receberam acima de R$ 10 mil.
Nos bastidores, nomes da base e da oposição confirmam que a pressão das mineradoras foi maior que a mobilização para colher assinaturas para a CPI. Os deputados chegaram a reunir 40 nomes para protocolar a abertura da CPI. O número foi superior aos 26 necessários para instaurar a investigação.
Oficialmente, a Assembleia informou que a Comissão Extraordinária seria mais eficaz porque “continuará atuando durante o recesso parlamentar” e porque ela apresenta a “possibilidade de centrar seus esforços nas questões que envolvem a atividade minerária como um todo, em vez de focar em um assunto específico”. A intenção da CPI, no entanto, já era apurar possível irregularidades em outras obras de mineração, além da operada pela Samarco, em Mariana.
Atualizada às 23h01

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

7 DIAS DO INÍCIO DA TRAGÉDIA NA REGIÃO DE MARIANA, SOLIDARIEDADE E FORÇA ÀS VÍTIMAS!

Bento Rodrigues, Barra Longa, Camargos, Paracatu, Mariana e muitas outras cidades, prejudicadas. Solidariedade às vítimas!
Força para o povo da região de Mariana!!

 #‎SamarcoNaoFoiAcidente‬



https://www.facebook.com/MAB.Brasil/videos/vb.241651645926250/906848809406527/?type=2&theater

Ato no Rio denuncia responsabilidade da Vale em Mariana (MG)


Em frente ao prédio da mineradora, manifestantes rejeitaram hipótese de apenas acidente

http://www.mabnacional.org.br/noticia/ato-no-rio-denuncia-responsabilidade-da-vale-em-mariana-mg



por Nacho Lemus, do Brasil de Fato

Seis da tarde de terça-feira (10) no centro financeiro do Rio de Janeiro. De todos os prédios sai uma multidão de funcionários que encerram os seus expedientes. Tudo dentro da normalidade, menos em frente ao prédio da transnacional Vale: corpos em lama estavam deitados sobre a calçada. Um grupo de ativistas e artistas em silêncio reclamava #naofoiacidente, em referência ao derrame de lama da mineradora Samarco, que já tem 6 mortos e 22 desaparecidos no distrito de Mariana (MG).
“A marca Samarco, é uma forma jurídica. Porque os donos são a Vale, que é a maior mineradora do Brasil e o outro 50% é da australiana BHP (Billiton), que é a primeira mineradora do mundo. Elas devem ser responsabilizadas pelos crimes”, diz Meli Trentin, da ONG Justiça Global.
Não escaparam ao ato as denúncias de fraude na privatização da Vale, que foi entregue ao capital financeiro internacional por R$96 bilhões a menos do que seu preço real, durante o governo FHC.
“A empresa fala de acidente e nós, como o Ministério Público, falamos de crime ambiental, falamos de pessoas que ficaram sem água, falamos de resíduos tóxicos. Achamos que uma empresa que privatiza seus lucros, não pode socializar seus prejuízos”, explica uma participante do coletivo que prefere não expor seu nome.

Novo ato
Movimentos convocam para um novo ato na porta do prédio da Vale (Av. Graça Aranha, 26), na próxima segunda-feira (16), às 17h. O objetivo é pressionar para que as proprietárias da mineradora Samarco assumam suas responsabilidades.


http://www.mabnacional.org.br/noticia/boletim-mariana-mg


https://www.facebook.com/MAB.Brasil/

Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)


Se a mídia burguesa se omite, a comunicação popular não se furta em dar nome aos culpados pela tragédia anunciada em Mariana (MG): a Samarco é uma empresa da Vale e da BHP Billiton.
Estas duas lucraram 13 bilhões de reais nos últimos cinco anos e repassaram apenas 17 milhões de reais de royalties ao município por ano.
#‎SamarcoNaoFoiAcidente‬



 https://www.facebook.com/MAB.Brasil/posts/906892162735525


10 nov 16h34Atualizado em 11 nov 13h23

João Macêdo afirma que Paracatu está correndo o risco de ser devastada e que mineradora mente em seus comunicados

http://paracatu.net/view/6275-joao-macedo-afirma-que-paracatu-esta-correndo-o-risco-de-ser-devastada-e-afirma-que-mineradora-mente-em-seus-comunicados

  

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/11/09/interna_gerais,705931/idosa-que-vivia-ha-88-anos-em-paracatu-conta-como-escapou-da-morte-apo.shtml



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