Repressão Sexual E Trabalho em Herbert Marcuse Eros e Civilização Em Eros e Civilização, Marcuse se utiliza de conceitos psicanalíticos para uma melhor compreensão da Repressão Sexual, utilizada por nossa sociedade para sua auto-conservação. Ele nomeia essa sociedade unidimensional ou seja, sem dimensões e/ou diferenciações de valores. Tudo equivale a tudo, todos a todos (como se, basicamente, tudo fosse mercadoria), numa condição de objetos de consumo. Também a nomeia sociedade administrada isto é, não há real (pura) liberdade de expressão. Tudo o que dizemos, fazemos, pensamos, gostamos e não.tudo é controlado por uma força maior, inapontável e incombatível. Marcuse fala também de Super-Repressão, que é um conjunto de restrições e imposições que auxiliam a domesticação do Homem para o convívio em sociedade, indo além do Recalque e da Contenção do Princípio de Prazer por exigências do Princípio de Realidade de Freud, nos quais há simplesmente uma demanda de sobrevivência do indivíduo já na Super-Repressão, a finalidade não é simplesmente a conservação da integridade e existência do indivíduo, mas da sociedade em primeiro lugar. Quando Freud expõe a Contenção do Princípio de Prazer, ele explica como: O Homem vive em constantes angústia e penúria, assim devendo trabalhar para sobreviver a esse desgosto .Com isso, não só a Libido é sublimada e convertida num melhor rendimento, mas também o prazer é ensinado a se protelar para suportar frustrações e angústias longas (às vezes definitivas). No entanto, indo mais além, Marcuse aponta que Freud não considerou um aspecto essencial desse contexto: a desigualdade. Ele pontua que se deve considerar que somos indivíduos diferentes, com diferentes necessidades e capacidades e, além disso, há aqueles cuja penúria e angústia são resolvidas com a condenação permanente de outros, de diferentes classes sociais e econômicas. E a Super-Repressão, assim como fragmenta as condições existenciais desses indivíduos sociais quase que absolutamente, fragmenta também a sexualidade. Para que o trabalho seja aceito como valor e virtude central, ocorre a dessexualização e deserotização do indivíduo destruindo as
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Repressão Sexual E Trabalho em Herbert Marcuse Eros e Civilização Em Eros e Civilização, Marcuse se utiliza de conceitos psicanalíticos para uma melhor compreensão da Repressão Sexual, utilizada por nossa sociedade para sua auto-conservação. Ele nomeia essa sociedade unidimensional ou seja, sem dimensões e/ou diferenciações de valores. Tudo equivale a tudo, todos a todos (como se, basicamente, tudo fosse mercadoria), numa condição de objetos de consumo. Também a nomeia sociedade administrada isto é, não há real (pura) liberdade de expressão. Tudo o que dizemos, fazemos, pensamos, gostamos e não.tudo é controlado por uma força maior, inapontável e incombatível. Marcuse fala também de Super-Repressão, que é um conjunto de restrições e imposições que auxiliam a domesticação do Homem para o convívio em sociedade, indo além do Recalque e da Contenção do Princípio de Prazer por exigências do Princípio de Realidade de Freud, nos quais há simplesmente uma demanda de sobrevivência do indivíduo já na Super-Repressão, a finalidade não é simplesmente a conservação da integridade e existência do indivíduo, mas da sociedade em primeiro lugar. Quando Freud expõe a Contenção do Princípio de Prazer, ele explica como: O Homem vive em constantes angústia e penúria, assim devendo trabalhar para sobreviver a esse desgosto .Com isso, não só a Libido é sublimada e convertida num melhor rendimento, mas também o prazer é ensinado a se protelar para suportar frustrações e angústias longas (às vezes definitivas). No entanto, indo mais além, Marcuse aponta que Freud não considerou um aspecto essencial desse contexto: a desigualdade. Ele pontua que se deve considerar que somos indivíduos diferentes, com diferentes necessidades e capacidades e, além disso, há aqueles cuja penúria e angústia são resolvidas com a condenação permanente de outros, de diferentes classes sociais e econômicas. E a Super-Repressão, assim como fragmenta as condições existenciais desses indivíduos sociais quase que absolutamente, fragmenta também a sexualidade. Para que o trabalho seja aceito como valor e virtude central, ocorre a dessexualização e deserotização do indivíduo destruindo as múltiplas zonas erógenas que possui afirmando que qualquer estímulo a elas é imoral, perverso e criminoso ,reduzindo a sexualidade então a mera cópula com fins reprodutivos, limitando-a à genitalidade (ainda assim controlada e contida). Porém, a Super-Repressão não visa à dominação por si só, mas sim à funcionalização do Homem transforma o trabalho que era virtude em trabalho alienado, privador de satisfação, prazer, alegria e compensações (sendo essas últimas adiadas, mas nunca alcançadas), assim destornando-o fonte de criação e sublimação. Acaba por matar o prazer. Para que a Super-Repressão ocorra devidamente é necessário, contudo, que ela esteja internalizada; e, para que possa ser internalizada, recorre à divisão do tempo e espaço, limitando-os e suas possibilidades de propiciarem um momento para a sexualidade. E, para piorar, essa limitação de tempo-espaço não ocorre só com o sexo, mas também com o lazer. Essa problemática implica num terrível dilema: o tempo possível de ser dedicado ao lazer é o mesmo da sexualidade. A solução mais exercida para a solução desse dilema que não é a melhor, mas a menos pior é a fusão de ambos pelo consumo de pornografia, motel, sauna, casa de massagem ,trazendo uma ilusão de liberdade sexual. E é por esse caminho que a Super-Repressão se articula com o Princípio de Rendimento. Marcuse o determina como forma contemporânea do princípio de realidade: consumir para produzir e produzir para consumir. Com isso, o indivíduo sente-se humilhado se não atinge às demandas de consumo e produção impostas pela sociedade. Com isso, a identidade do indivíduo não depende mais da relação [corpo-psique-ics-consciência Natureza-cultura], mas dos critérios de avaliação social. Deixamos de ser autônomos quanto à sexualidade e nossas próprias vidas para sermos heterônomos ou seja, deixamos de seguir nossas próprias leis e passamos a ser determinados por leis alheias. Super-Repressão e Princípio de Rendimento, dessa forma, reduzem o Eros a quase zero e alimentam Thanatos em seu cruel e perverso desejo de morte, vazio e fim. Acontece que, assim como o recalcado retorna, retorna a Libido reprimida igualmente, que assume três modalidades de manifestação: Princípio de destruição, agressividade realizando o prazer (nazismo, fascismo, massacres, destruição da Natureza.). Infantilização e conformismo, dessublimação repressiva (exibição do nu em propagandas visto como profanação). Revolta de Eros e negação do existente em vez de sua afirmação ( perversões sexuais como fontes de vida e saúde).
FONTE : http://www.ebah.com.br/resumo-eros-e-civilizacao-doc-a20813.html
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segunda-feira, 8 de março de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
PODER,CORPO,MEDICINA - FOUCAULT (RESUMO DE CAPÍTULO DE "MICROFÍSICA DO PODER")
X – Poder – Corpo. In: MICROFÍSICA DO PODER – Michel Foucault
Publicado em: novembro 30, 2007
http://pt.shvoong.com/law-and-politics/1715408-ix-poder-corpo-microf%C3%ADsica-poder/.
por : filosofolionessantos
Segundo Foucault, até o século XVII, protegia-se o corpo do rei. Agora, protege-se o corpo social. Para Foucault é o poder que gera o corpo social e não o consenso como se acredita. O domínio e a consciência do corpo só foi possível com um investimento sobre o próprio corpo através de exercícios disciplinares. Diz o filósofo que “o poder penetrou no corpo, encontra-se exposto no próprio corpo”. O poder não se vacila. Investe em lugares estratégicos e de forma sutil, continua a sua batalha. A partir do século XVII lançou-se um poder de controle sobre o corpo e uma vigilância sobre a sexualidade. Dessa forma, “o corpo se tornou aquilo que está em jogo numa luta entre os filhos e os pais”. Para manutenção de suas estratégias, em vez do controle-repressão, o poder passa a agir por meio de controle-estimulação. “Fique nu...mas seja magro, bonito, bronzeado!” Segundo Foucault a idéia da negligência do corpo em favor da alma pela sociedade burguesa é falsa. Pelo contrário, diz o filósofo que; nada é mais material, mais físico e mais corporal que o exercício do poder. Foucault afirma que não tenta delimitar o poder ao nível da ideologia. Segundo Foucault, o poder não exerce somente efeitos negativos na sociedade. Ele produz também efeitos positivos. Diz o autor que: se o poder é forte é devido ao fato de produzir efeitos positivos, como por exemplo a nível do saber. “O poder, longe de impedir o saber, o produz”. Somente foi possível um saber sobre o corpo através de um conjunto de disciplinas militares e escolares. Foucault conclui que o poder não está localizado no aparelho de Estado. Os mecanismos de poder funcionam de forma disseminada e a nível elementar e, nada mudará na sociedade sem que mude os mecanismos cotidianos das relações de poderes. Para Foucault, o intelectual deve fazer um inventário topográfico e geológico dos condições de batalha mas de forma alguma dizer o que deve ser feito. Foucault finaliza o diálogo lembrando ainda que; a medicina ocupou um lugar central nas relações de poderes. “Era em nome da medicina que se vinha ver como se instalavam as casas, mas era também em seu nome que se catalogava um louco, um criminoso, um doente...”Publicado em: novembro 30, 2007
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