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sexta-feira, 19 de junho de 2015

(REPRISE) REICH - A FOME, O SEXO, O CORPO E A ALMA

http://sarauxyz.blogspot.com.br/2014/04/wilhelm-reich-frases.html

O homem precisa,primeiro e acima de tudo,matar sua fome e satisfazer seus desejos sexuais.A sociedade moderna torna difícil a primeira e frustra a segunda.
 

Wilhelm Reich


 Você conhece Hitler melhor do que Nietzsche, Napoleão melhor do que Pestalozzi. Um rei significa mais para você do que Sigmund Freud.
Wilhelm Reich


 O Homem é a única espécie biológica que destruiu a sua própria função sexual natural,e está doente em função disso.
Wilhelm Reich

Não são os maus conselhos os responsáveis pela sua desgraça persistente, mas sua própria pequenez.
Wilhelm Reich


 A perda da auto-percepção natural divide nitidamente a pessoa em duas entidades opostas e contraditórias; O corpo "aqui" é incompatível com a alma ou o espírito "lá"
Wilhelm Reich

  
Somos responsáveis pelo o quê fazemos e recebemos. Mas não somos responsáveis pelo que sentimos.
Wilhelm Reich

http://pensador.uol.com.br/frases_reich/
 

http://revistacult.uol.com.br/home/2012/01/invencao-sexo/
 

http://reichnauff.wordpress.com/2011/03/11/a-psicologia-do-fascismo-segundo-reich/

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Goethe: Eu sou Mephistópheles por Abujamra



Abujamra vende a alma ao diabo 
1º de maio de 2003

 DA REPORTAGEM LOCAL

"Eu sou Mephistópheles desde sempre", anuncia o homem de corpo arqueado, bastas sobrancelhas, sorriso colérico, a convencer o interlocutor de que, "como todo mundo", ele também gostaria de vender sua alma ao diabo.
A partir de hoje, Antônio Abujamra, 71, veste a capa do personagem que travou aposta com Deus para tentar Fausto na retidão científica, racional, e conduzi-lo às vias do prazer.
Também um personagem de si, sobretudo no período de "tensão pré-estréia", como diz, Abujamra tinha o romance de Goethe esperando há anos na lista de projetos teatrais. Ele o faz agora, na nova produção do Teatro Popular do Sesi (orçado em R$ 450 mil, segundo a Folha apurou), em São Paulo, adaptando o texto, dirigindo a encenação e interpretando o papel que emana ocultismos e bufonarias que já serviram de metáforas ao cinema e à literatura.
"Quero mostrar que Mephistópheles tem uma alegria, e que provavelmente todos venderiam sua alma a ele", discursa Abujamra.
Além de Fernando Pessoa e Paul Valéry, poetas com os quais alinha o clássico de Goethe, à sua moda, o ator realiza algumas provocações: faz o místico Fausto envenenar-se literalmente pela sedução de Margarida. Ou leva o mesmo personagem a noitadas de orgia para desfrutar erotismo.
"A cabeça não é nada, vá às sensações", aconselha-o Mephistópheles. Segundo Abujamra, "Goethe continuará sendo melhor do que os diretores que o encenam". O alemão Peter Stein montou o texto há cerca de três anos. A francesa Ariane Mnouchkine, do Théâtre du Soleil, adaptou o livro do alemão Klaus Mann, "Mephisto", cuja versão cinematográfica, nos anos 80, foi feita pelo húngaro István Szabó.
Na raiz de tudo, está a obra de Johann Wolfgang von Goethe. (1749-1832), inspirada na lenda alemã dos séculos 15 e 16. A obra-prima teve versões, como "Fausto Zero" e "UrFaust", o Fausto Um, antes do formato derradeiro.
As atrizes Selma Egrei (Fausto) e Mariana Muniz (Margarida) contracenam com Abujamra em "Mephistópheles". Imagens projetadas em vídeo, a música de André Abujamra, filho, e a parceria com o diretor Hugo Rodas, de Brasília, ajudam Abujamra, pai, a traduzir em cena a sua concepção para o romance de Goethe.
"No final do espetáculo, eu, Mephistópheles, digo que a razão é muito menor que a imaginação; a razão não quer nada, a imaginação quer tudo", diz o ator. (VS)


MEPHISTÓPHELES - de: Johann Wolfgang Goethe. Tradução, adaptação e direção: Antônio Abujamra. Com: Abujamra, Selma Egrei e Mariana Muniz. Onde: Teatro Popular do Sesi (av. Paulista, 1.313, SP, tel. 0/xx/11/3146-7406). Quando: estréia hoje; de sex. a dom., às 20h. Quanto: entrada franca (retirar ingressos com uma hora de antecedência).

fonte : 
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0105200327.htm#_=_

Johann Wolfgang von Goethe: Eu sou Mephistópheles. Mephistópheles,...

Eu sou Mephistópheles. Mephistópheles, é o diabo. E todos vocês são Faustos. Faustos, os que vendem a alma ao diabo.
Tudo é vaidade neste mundo vão, tudo é tristeza, é pop, é nada. Quem acredita em sonhos é porque já tem a alma morta. O mal da vida cabe entre nossos braços e abraços.

Mas eu não sou o que vocês pensam. Eu não sou exatamente o que as Igrejas pensam. As Igrejas abominam-me. Deus me criou para que eu o imitasse de noite. Ele é o Sol, eu sou a Lua.

A minha luz paira sobre tudo que é fútil: margens de rios, pântanos, sombras.

Quantas vezes vocês viram passar uma figura velada, rápida, figura que lhe darei toda felicidade. Figura que te beijaria indefinidamente. Era eu. Sou eu.

Eu sou aquele que sempre procuraste e nunca poderá achar. Os problemas que atormentam os Deuses. Quantas vezes Deus me disse citando João Cabral de Melo Neto: Ai de mim, ai de mim. Quem sou eu?

Quantas vezes Deus me disse: Meu irmão, eu não sei quem eu sou.

Senhores, venham até mim, venham até mim, venham. Eu os deixarei em rodopios fascinantes, vivos nos castelos e nas trevas, e nas trevas vocês verão todo o esplendor.

De que adianta vocês viverem em casa como vocês vivem? De que adianta pagar as contas no fim do mês religiosamente, as contas de luz, gás, telefone, condomínio, IPTU?

Todos vocês são Faustos. Venham, eu os arrastarei por uma vida bem selvagem através de uma rasa e vã mediocridade, que é o que vocês merecem.
As suas bem humanas insaciabilidade, terão lábios, manjares, bebidas.

É difícil encontrar quem não queira vender sua alma ao diabo.

As últimas palavras de Goethe ao morrer foram: Luz, luz, mais luz!!
 
Johann Wolfgang von Goethe

http://pensador.uol.com.br/frase/NTI3MTg2/

https://www.youtube.com/watch?v=Wtmn4GdSc44


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

FAZER AMOR - MARCELO ROQUE

Fazer Amor

Fazer amor, definitivamente,
é algo que independe de uma cama
ou mesmo estar ou não
com a pessoa amada
Pois como bem sabem os amantes,
mero detalhe torna-se
a nudez do corpo
quando desnuda encontra-se a própria alma

Marcelo Roque

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

SURICATES DE PLANTÃO !!! ( ..E GERAÇÕES DE BRASILEIROS TORTURADOS >>>CORPOS E MENTES )



















 ...tudo começa no corpo...disse Foucault e ...

Torturas começam nos corpos e se estabelecem pra sempre nas mentes...também!

...a ditadura militar brasileira,a repressão sexual,as culpas do cristianismo,vivem ainda em mim,são como parasitas a sugar-me o sangue...

Nadia Stabile - 30/12/09

Nietzsche e o Corpo


O que fizeram do corpo na tradição metafísica?

Nilo César - Mestrado de Filosofia - UFRN (2003)

“Eu sou corpo, por inteiro corpo e nada mais”
(Dos Desprezadores do corpo)

Alguém aqui ousaria a dizer que me ouve com o corpo? Que me entende ou tenta faze-lo por meio da extensão de sua epiderme como uma simples sensação? Ora, isso não parece demasiadamente jocoso? Pois é exatamente daquilo que se tornou zombaria aos homens da razão, e aos espirituais também, que vai se consagrar uma das notas mais elevadas da partitura filosófica de Nietzsche, no que a filosofia não privilegiou, está, agora, no sentido de ser para o filósofo. O corpo está ai para isso. Com efeito, alguns filósofos de sensibilidade aguçada, a saber – Bachelard, Merleau-Ponty [1] pensaram o corpo como uma orquestra, um organismo que tem sua melodia e sua textura musical, “o organismo é uma melodia que se canta.” Assim diz Merleau-Ponty.

Não obstante, Nietzsche é quem propõe um desconcerto ou quem sabe um concerto (com c), exercitado com tamanha maestria para a filosofia, quando eleva o corpo a condição de grande razão, Por isso, que já não nos soa mais, com seu eco límpido, os acordes da razão soberana em seus tribunais. Talvez não sejamos “espíritos livres” para sintonizar com brevidade as vibrações desta grande razão tocada por uma melodia de imagens poéticas[2]. Mas por que associar o corpo ao canto, a dança e a poesia? A dança, o canto, a poesia nos transporta para um estado pueril de imaginação, e assim traz o corpo á superfície à leveza, às sensações. Nietzsche é quem diz: eu só acreditaria no Deus que soubesse dançar; quando vi o meu demônio achei-o, sério, metódico, profundo, solene, era o espírito de gravidade – a causa pela qual todas as coisas caem. (ZA do ler escrever, 1844) Portanto, o filósofo nos convoca assumi o corpo e suas vibrações para que diante da gravidade possamos fazer o corpo dançar. O que fizeram do corpo? Enxertaram-no de uma moral decadente e entorpeceram-no, tornando seus órgãos indolentes, “impotentes”, amputaram-no de suas possibilidades criadoras, em detrimento de uma educação que privilegia o espírito, tendo como fins o esmero da cultura.

O corpo tem sua linguagem própria, que fogem as regras dos argumentos, da evidencia, das provas dos métodos, cujos procedimentos são puramente racionais. Mas, Nietzsche sabia que argumentos e razões não convencem, por isso ele obedece ao corpo, aquilo que o corpo dizia ele escrevia, muitas vezes sem explicações e fundamentos, mas era a razão do corpo. Meu caro amigo, diz Nietzsche: “há mais razão no teu corpo do que na tua melhor sabedoria”. Só sei que muitas vezes nos damos maus quando não obedecemos aos argumentos do corpo/razão.(...)

LEIA MAIS EM : http://www.cafefilosofico.ufrn.br/nilo.htm

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

INCÊNDIOS E CORES FRIAS

incêndios deveriam ascender e acender algo quente
e forte dentro dos corações congelados
mas não...o fogo assusta, faz correr
faz com que os animais de todas as espécies fujam,se encolham...

as imagens produzidas pelo telescópio Hubble
não possuem cores tão quentes assim
é a tecnologia que as faz ficarem mais
sedutoras aos olhos humanos

quem dera as imagens de um verdadeiro caos em chamas
fossem tão sedutoras, tão "remexedoras"
das emoções e consciências humanas!
Van Gogh pintou a noite estrelada com cores frias
e só a lua e as estrelas amarelas fortes!
(e esta ilustra o topo deste blog hoje)
a lua e as estrelas quase incêndios no céu azul frio...
e o céu que mais  parece ser  um furacão do que outra coisa!
o céu em chamas,o céu caótico ...

talvez Van Gogh quisesse dizer que o céu
por vezes não é só dos amantes pacíficos
ou ardentes de paixão
mas pode ser o céu doido e revoltoso
que cegam os olhos e a alma
de um coração desiludido
por um amor frustrado...
...ou de uma humanidade baixa
e que não se toca com as cores mais do que quentes
de um incêndio colossal de mais de um quarteirão
ou de vários quarteirões
de uma favela de uma das maiores megalópoles
cheia de corações congelados
com cores muito frias e escuras...
pobres corações abandonados!

Nadia Stabile - 12/10/09

*o locutor da tal rede que televisionou o incêndio na favela do Jaguaré,ontem, dia 11/10/09,
sem saber o que dizer,posto que sua especialidade não é a de ser repórter de catástrofes, mas de jogos de futebol,só sabia repetir que o incêndio poderia a qualquer momento invadir conjuntos habitacionais de alvenaria, vizinhos a favela! Repetia isso como se repetisse que o atacante de um time estivesse a ponto de invadir a área do time adversário...enfim, o pobre locutor não pode ter neste momento nenhuma atitude solidária a desgraça que naquele momento abatia milhares de moradores daquela favela!
Estaria ele querendo não parecer piégas!?

domingo, 20 de setembro de 2009

nossas almas precisam brincar de roda!

Ainda somos tribais
Ainda podemos brincar de roda
Ainda há tempo para pintarmos o sete
...e o mecanismo deste programa de emails quis dizer :
....há muitos sete... setembros ...
O blog do SARAU nasceu em setembro!
No mesmo mês que meu pai nasceu!
SARAUS, LUAUS...em volta de fogueiras...
Luares  a embalar as almas e os corações....
Nossas almas precisam brincar de roda!
Precisam voltar a aquecer-se...
Ainda há muito tempo...
Ainda há tempo!...

Nadia Stabile – 17/05/09
 *(enviado por email para amigos)

sábado, 12 de setembro de 2009

SOBRE CUS E ALMAS

"quem tem cu tem medo" como diria Plínio Marcos"
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena." Fernando Pessoa


Cu e alma,todos temos.
muitos também já se sentiram,
num beco sem saída.
porém se a alma for grande
tudo poderá valer a pena,
como pensou Pessoa.
se lembrarmos que os direitos humanos
de muitos brasileiros já foram para o espaço faz tempo,
e se constatarmos que rotineiramente somos roubados e desrespeitados
pelos "governos" e pelos diversos serviços de primeira necessidade,
pelos de segunda e terceiras necessidades...
serviço telefônico, bancos e o diabo a quatro...
o que nos restará fazer? votar corretamente?
ir às urnas e achar que só isso irá resolver nossos problemas
e todas as injustiças que a maioria tem passado!?...
o filósofo disse que o mundo se divide entre vencedores e vencidos,
acho que ele não estava se referindo só aos vencedores "capitalistas",
que sabem explorar seus concidadãos...por certo que não...
pois se estava...o outro que filosofou sobre a "servidão voluntária"...
estaria a considerar estes voluntários como vencidos?...

e a Wikipédia diz sobre ideias de Nietzsche,que:
"A vida só se pode conservar e manter-se através de imbricações incessantes entre os seres vivos, através da luta entre vencidos que gostariam de sair vencedores e vencedores que podem a cada instante ser vencidos e por vezes já se consideram como tais. Neste sentido a vida é vontade de poder ou de domínio ou de potência."(...)

ser um vencedor metaforicamente...
nem mereceria esta palavra exatamente!
o signo está gasto,
preferiria outra palavra,
uma palavra que incluisse outros significados,
como o filósofo citado aqui era alemão...
...é...uma outra palavra seria interessante!
mas qual?..................................................

aporias...becos sem saídas...
...mas, o que podemos fazer para que milhões de brasileiros deixem de ser desrespeitados e mortos indiscriminadamente todos os dias nas favelas, nas ruas, nos campos....!?
e como podemos resolver nossos próprios problemas!?

Nadia Stabile - 12/09/09

domingo, 16 de agosto de 2009

...crime de lesa - alma

«A censura, seja ela qual for, parece-me uma monstruosidade, uma coisa pior do que o homicídio: o atentado contra o pensamento é um crime de lesa-alma».

Gustave Flaubert

CIBER-PICHO TODOS OS HOMENS PORCOS DESTE MUNDO

domingo, 19 de julho de 2009

*...a flor ...antes do olhar e do amor (aos amigos artistas)

hiper...mega surpreendente é sentir
a arte brotar em amigos meio próximos!
parece ser uma das melhores descobertas...
compreender que mesmo tudo estando um caos,
seu amigo consegue ver coisas tão nítidas
que você nunca veria.
funciona como um banho de vida...
artistas são pássaros livres...
são "crianças" a nos cutucar
e a distribuir tapas certeiros
vitais,pra que acordemos
de um bobo pesadelo.

Nadia Stabile - 19/07/09


*(título desta postagem é parte da frase de Marcelo Roque aqui no Sarau)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Andar de novo (Walder Maia do Carmo)

Andar de novo
é tudo
é técnico
na fisiologia estética
é mágico
Poder retomar
a caminhada por esta estrada
onde a felicidade ficou
Andar de novo
é descobrir na noite
o prazer inacreditável
do gozar das musas
Andar de novo
é correr, sem os limites
físicos, da alma...
é saber que é possível.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Bastar-se!

Poetas, intelectuais,
Grandes gênios
e mestres das artes
nunca bastaram-se,
quase sempre
preferiram viver,conviver,
com outras pessoas
mesmo as grandes almas,
sempre estiveram
rodeadas de muitas pessoas
ou...por serem grandes almas
só poderiam atrair
muitas pessoas...!
Portanto,bastar-se, satisfazer-se,
Dar por acabada uma vida,
Ou por satisfeita...
Vida satisfeita...!!??
Nenhum ser humano
Atinge isso porque sempre
estão a querer mais e mais.
Mas ser aceito, ser respeitado,
Sentir-se incluído num contexto
Talvez seja uma das maiores
Satisfações da vida!
E até os grandes gênios
Tiveram de dar um jeito,
Arrumar um tempinho
Para sentirem-se
Amados,aceitos...
E aí vemos como é genial
Perceber que sozinho
Não se faz praticamente nada!
E o que estes tempos trarão
De transformação humana
Tem tudo a ver com
Compartilhar,conviver bem,
E inclusive abrir mão de “privilégios”
Para cooperar com os outros!

Nadia Stabile – 25/06/09

domingo, 21 de junho de 2009

Higiene e alimentação do pensamento

Está claro que um corpo higienizado e bem alimentado estará apto a melhor executar as tarefas apresentadas, sejam elas quais forem.

Como nada se faz que não comece com o pensamento, é fácil concluir que para produzir boas idéias é necessário que, como o corpo, ele esteja bem alimentado e higienizado.

O corpo transformando o alimento em energia exige que esses alimentos tenham a dosagem e qualidade adequadas, para que se crie boa disposição física.

Também o pensamento precisa de "alimento" adequado para produzir vibrações positivas e de grande potencialidade. Nesta situação, a percepção aumenta, as idéias surgem precisas e os problemas são, com mais facilidade, resolvidos e ultrapassados.

Infelizmente é comum as pessoas se descuidarem do suprimento saudável para o pensamento.

É necessário a triagem e avaliação do que se precisa e deseja armazenar em nosso pensamento. A boa música, o bom relacionamento com as pessoas, a boa leitura, o contato com a natureza, a discussão altruística dos problemas diuturnos, procurando soluções lógicas, ajudando o semelhante a compreender e resolver problemas, estes são alimentos do espírito e, em conseqüência, a força que impulsionará pensamentos de valor.

Na medida em que for aumentada a capacidade de substituir as idéias preconcebidas, gravadas no subconsciente por uma nova concepção de vida, conquistada através de leituras e pesquisas, automaticamente o pensamento vai se "higienizando".

A "higienização" do pensamento só se faz paulatinamente. Através da meditação, do recolhimento para análise das tarefas executadas, ou a executar, visando a identificação de possíveis erros, buscando a devida e imediata correção.

Estas práticas estão ao alcance de qualquer um e em qualquer situação. Tal modo de proceder não é tabelável, nem pode sofrer cobrança de ágio, depende apenas da vontade orientada para o bem e da convicção de que "Conforme pensares assim serás".(...)


*Realizadores:
Nilton Figueiredo de Almeida
Célia Caccavo F. de Almeida
José Carlos Pinheiro Alves
1993
FONTE : http://www.racionalismo-cristao.org.br/bu/ultimo-minuto.doc.

ROGER BACON E A ÓTICA GEOMÉTRICA (fragmento)



https://pt.wikipedia.org/wiki/Roger_Bacon

(...)No próprio Opus maius, ele afirma que existem dois tipos de experiência: a externa e a interna. O que chama de “experiência externa” é algo bastante próximo do moderno experimento científico. A “experiência interna”, no entanto, é um processo muito mais profundo, de natureza psicológica e espiritual. Bacon descreve sete etapas desse processo, a mais alta das quais se confunde com o êxtase místico. Essa visão espiritualizada fez com que a busca do conhecimento estivesse associada, para ele, aos mais elevados critérios éticos. A moderna figura do cientista despreocupado com os aspectos morais de suas pesquisas é algo impensável no quadro mental baconiano. Citando o sábio sufi Al-Ghazali, ele escreveu que “a alma desfigurada por pecados é como um espelho enferrujado, no qual as imagens das coisas não podem aparecer bem”.

A LUZ FORNECE-LHE UMA CHAVE PARA ENTENDER A NATUREZA
A figura do espelho é, aqui, mais do que uma simples metáfora. Pois toda a filosofia da natureza de Bacon apóia-se na idéia de que as causas produzem os efeitos por um processo de irradiação, cujo exemplo mais visível é a propagação da luz. A investigação dos fenômenos luminosos forneceria então uma chave para a compreensão de todos os processos naturais. Daí a importância fundamental que ele atribuiu ao estudo da ótica geométrica. Essa idéia, que o próprio Bacon chamou de “ciência da luz”, parece derivar de uma sabedoria antiqüíssima e foi intensamente trabalhada pelos filósofos neoplatônicos, que concebiam a realidade inteira como uma emanação ou irradiação de Deus. Bacon referiu-se aos aspectos místicos de sua ciência da luz, dizendo que, através dela, era possível alcançar um estado espiritual que as pessoas nem imaginavam existir. Mas não se limitou a essa “experiência interior”. Realizou também experimentos científicos, baseados em grande parte no célebre tratado de ótica do físico islâmico Ibn al Haytham. Fez observações com lentes e espelhos e procurou formular os princípios da refração e da reflexão luminosas. Utilizou a câmara escura para observar eclipses do Sol e empreendeu um estudo sistemático do arco-íris. Distinguiu a impressão psicológica da visão do processo físico que a provoca e explicou o funcionamento do olho a partir dos conhecimentos disponíveis acerca das lentes. Estava consciente, porém, de que o processo não se encerrava aí, mas exigia a participação do nervo ótico, cuja anatomia investigou.

PARA REFORMAR O MUNDO, ENTRA NA ORDEM FRANCISCANA
Todas essas questões foram postas por escrito em meados da década de 1260. Antes disso, no entanto, a vida de Bacon passou por outra reviravolta. Foi no ano de 1257, quando, já em idade madura, decidiu ordenar-se frade, ingressando na Ordem Franciscana.(...)

FONTE: http://www.docstoc.com/docs/4284503/Roger-Bacon




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