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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

PERFIL - O NOVÍSSIMO EDGAR


https://www.youtube.com/watch?v=qy_xZW43_ec


Publicado em 23 de mai de 2018



Entrevista concedida em 15/05/2018, pelo gênio Edgar, para construção de seu perfil para a Revista Lado BR; um projeto acadêmico, realizado sob orientação da Profª Me. Carla Tôzo, para o curso de Jornalismo da FIAM FAAM.

Nesta entrevista Edgar falou sobre sua infância e família, orientação religiosa, drogas e alcoolismo, suas performances, sobre ser vegetariano, sobre o lançamento de seu novo álbum, o "Ultrassom"; e sobre se apresentar pela primeira vez na Virada Cultural - SP deste ano, após ter tido sua carteira roubada na do ano passado, enquanto apenas fazia parte da plateia do show da Daniela Mercury.

Ele já esteve algumas vezes no programa Manos e Minas da TV Cultura e não contou na entrevista que recentemente fez participação na música "Exu nas Escolas", uma das faixas do novo álbum da renomada e ilustre Elza Soares. Edgar tem outros quatro discos, mas somente o mais novo irá para o Spotify, porque dessa vez a masterização tornou isso possível, rs.

Acredito que num futuro breve, ele estará indo muito mais longe, apesar e por causa da sua modéstia.

INÍCIO 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

BOCAGE, SEU EPITÁFIO E OS NÔMADES DIGITAIS


Quem sabe se Bocage vivesse nos dias de hoje, seria um nômade digital viajando pelo mundo...
Parece que os nômades digitais tem muito o que aprender com Bocage, demorariam muito para chegarem ao nível dele!...
*veja as páginas 13, 14 e 15 deste PDF a seguir:

http://nomadesdigitais.com/grupofechado/11-coisas-que-voce-precisa-saber-para-ganhar-dinheiro-e-viajar-o-mundo-ao-mesmo-tempo.pdf


*via matéria :  http://nomadesdigitais.com/10-cidades-incriveis-pelo-mundo-para-quem-quer-ser-um-nomade-digital/?origem=hypeness
 
Bocage



Lá quando em mim perder a humanidade

Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade,
Que engrole sub-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou a vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu, sem ter dinheiro."


http://www.jornaldepoesia.jor.br/@boca13.html


Bocage - poeta português - Biografia
http://www.e-biografias.net/bocage/

Bocage (1765-1805) foi poeta português. O mais importante poeta português do século XVIII. O grande poeta do Arcadismo de Portugal. Sua poesia individualista e pessoal já era uma antecipação do que seria a poesia romântica do século XIX.
Bocage (1765-1805) nasceu em Setúbal, Portugal, no dia 15 de setembro de 1765. Filho de José Luís Soares de Barbosa, juiz de fora e ouvidor, e de Mariana Joaquina Xavier l'Hedois Lustoff du Bocage, descendente de família da Normandia, região histórica do noroeste da frança.
Com 14 anos de idade, assentou praça na Marinha. Em 1786 esteve no Brasil. Nesse mesmo ano viajou para o Oriente, permanecendo na Índia como guarda-marinha. Desertou da Marinha e passou a viver uma vida errante e boêmia.

Em 1790, voltou à Lisboa. Iniciou sua atividade literária, seguindo a moda do Arcadismo, escrevendo poesias que falam de pastores, pastoras e ovelhas, observa-se também a utilização da mitologia clássica. O próprio nome do movimento, foi tirado de Arcádia, região da Grécia onde, segundo a mitologia, pastores e pastoras levavam uma vida inocente e feliz, em contato com a natureza.
Bocage chegou a participar de uma espécie de associação de poetas chamada Nova Arcádia, com o pseudônimo de Elmano Sadino. Com o tempo abandonou a poesia artificial e começou a falar do seu mundo interior, de seus dramas amorosos e existenciais, numa linguagem que encontrou grande receptividade entre os leitores daquela época e dos séculos seguintes, sendo o poeta mais lido em Portugal.
Sua obra é muitas vezes classificada de transitória. Surgiu no momento marcado por grandes transformações na Europa, decorrente da Revolução Francesa e do florescimento do Romantismo. Sua poesia individualista pessoal já era uma antecipação do que seria a poesia romântica do século XIX. Bocage é um dos maiores sonetistas líricos da literatura portuguesa, junto com Camões e Antero de Quental. Escreveu todos os gêneros literários de seu tempo: idílios, odes, canções, epístolas e fábulas.
Acusado de satirizar o clero e a nobreza, foi processado e preso pela inquisição.  Deixou fama de poeta satírico e, com o tempo, seu nome tornou-se sinônimo de contador de histórias picantes e obscenas. Durante o período que esteve preso, passou traduzindo autores franceses e latinos.Manuel Maria Barbosa du Bocage faleceu em Lisboa, Portugal, no dia 21 de dezembro de 1805.

Obras de Bocage

Cantiga à Morte de D. Inêz de Castro
O Triunfo da Religião
A Virtude Laureada
A Pavorosa Ilusão
Elegia
Mágoas Amorosas de Elmano
Improvisos de Bocage
Convite à Marília
À Puríssima Conceição de Nossa Senhora
À Morte de Leandro e Hero
Queixumes do Pastor Elmano Contra a Falsidade da Pastora Urselina


Informações biográficas de Bocage:
Data do Nascimento: 15/09/1765
Data da Morte: 21/12/1805
Morreu aos: 40 anos

domingo, 28 de junho de 2015

DO RUGGERO, PAULISTA COM AUGUSTA, AO GLAUBER ROCHA, NA BOCA DO LIXO - OTÁVIO MARTINS


             


DO RUGGERO, PAULISTA COM AUGUSTA,     
AO GLAUBER ROCHA, NA BOCA DO LIXO.
                                   
ALGUMAS LEMBRANÇAS

                                                                               Otávio Martins

Glauber Rocha já detectava o PELEGO, no seu “TERRA EM TRANSE”. Lula surgiria, somente, pra valer, com a fundação do PT, em 1980, no meu bairro, o Bexiga, centro de São Paulo, próximo à minha casa. Eu morava no Jardim Francisco Marcos. A sede do PT ficava na Travessa Brigadeiro Luiz Antonio, parece. Eu morava no Jardim Francisco Marcos, que começava e terminava na Rua da Abolição, onde ficava o portão dos fundos do Teatro Brasileiro de Comédia, na Major Diogo (a gente dizia a Rua de cima).


Center 3 –Paulista c/Augusta – Ruggero’s Bar – Na Galeria Center 3, ao lado do Restaurante do Antonio, “Queijo e vinho”, amigo do Ruggero, mais adiante, um supermercado, acho que era um Pão de Açúcar – do outro lado, quem saía para a Avenida Paulista, antes de atingir a escadaria, o restaurante do chinês. O LP do Rui Guerra e músicas do Chico Buarque de Holanda, “Calabar”. Teria a peça, também, Acho que não vingou. Não deu tempo nem de comprar o disco pra mim (tempo e dinheiro).

Ruggero Fanelli, italiano (dos bons) havia fugido do regime do Mussolini, durante a segunda guerra mundial, trauma antigo, montou o Ruggero’s Bar, onde eu trabalhava de caixa – no almoço - e de seu ajudante, pelas madrugas do bar. Preparávamos alguma comida para o dia seguinte, o pessoal da CESP, do prédio ao lado, pela Paulista, vinha tudo de uma só vez, loucos de fome. As panquecas, ótimas, são desse tempo. O nosso trauma, contemporâneo. Instalado com o regime militar, com o golpe de 1964. Desde o primeiro, Castelo Branco, até o último João Figueiredo (ditador cavalar), todos, sem exceção, uns verdadeiros gorilas. Claro, o pior, o meu conterrâneo, sou de Bagé - RS – Emílio Garrastazu Médici, El Carnicero – que mandou bala, mesmo, “mas o Chico cantou a pedra: Um dia ele vai embora, Maninha, pra nunca mais voltar...” Dito e feito, Parece, morreu lá pelo Rio de Janeiro. Um verdadeiro troglodita, qualidade rasteira de ser “humano”, melhor dizendo, da pior qualidade. Quem não concordar, levante o dedo.

Levei o meu amigo, Toninho Ramos para acompanhar a cantora Flora Vidal, minha amiga íntima, depois o Toninho Ramos foi, acompanhando, com o seu violão de sete cordas, o Martinho da Vila, lá pela Europa, chegou a Paris, ficou. Tomara que não volte mais. 1974. No seu lugar, ficou o seu irmão mais novo, o Luizinho, que, também era tecladista. O Paulinho, violão e percussão se mandou pro Canadá. Não soube mais dele.
Teatro TAIB – Velho Ateu, com o MPB4 – peça do Millôr Fernandes... Musical, parece que chamava “Bons tempos, hein?”. QUATRO PERSONAGENS, MPB-4 E UM BONECO VESTIDO DE MILICO. DAVA A IMPRESSÃO QUE ERAM CINCO, NO ELENCO. FUI COM O RIBERTI, LÁ NO BOM RETIRO. NEM SEI SE AINDA
EXISTE O TEATRO. 1978, parece.

GOTA D’ÁGUA”, no Teatro Aquários, Medéia de Eurípedes, vista pelos autores Francisco Buarque de Holanda e Paulo Pontes. Idealizada e iniciada por Oduvaldo Viana Filho. Era mais ou menos 1975, num Teatro na Rui Barbosa, no Bexiga. Milani era o Jasão, a Bibi, a Medeia e o Renato Consorte, o Creonte. O Martinez e o Reis diziam, sempre, que eu tivesse cuidado na hora do clic, ainda mais sem flash, não tremer. O problema não era a máquina, era o elenco. Depois, firmei, mas, no começo, tremi. Graciano Dantas, namorado da Elô, era o editor de reportagens, mandou eu fotografar a peça para o Correio do Povo de Porto Alegre. A sucursal ficava na Praça da República, num predinho antigo. Quem me conseguia os frilas, era a Elô, secretária do Audálio Dantas, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, ali na Rego Freitas, 550, logo que descia da Igreja da Consolação. Apesar dos dois serem Dantas, não eram parentes.

Do Correio do Povo – ainda era aquele jornalão em preto e branco – acabávamos os últimos dias da semana no Bar do Batista, garçom que nos atendia, devidamente paramentado, ali na Rua Antonio Machado, antes de chegar a Galeria Metrópole. Entre nós e a Galeria, tinha um bom restaurante, ficávamos só com o cheiro das carnes na chapa.

Em compensação a freguesia dele não comeu e deixou de provar as delícias do Batista: bolinho de bacalhau e bolinho de batata. Tinha também a dona Odete, tia do Mário Covas, que morava no Copan; só bebia conhaque. Até eu já tinha morado no Copan, 29º andar – no meu tempo chamavam de Trepan. Fazia jus. O manda-chuva, mesmo, lá no Correio, era o Anísio Barreto (parceiro do Riberti), padrinho de casamento de um Caldas Júnior, em Porto Alegre. Viajou para o casamento e nunca mais o vi, talvez nunca mais tivesse voltado de Porto Alegre. O Graciano, ainda o encontrei lá em Vitória, capital do Espírito Santo, acho que em 2001, nos meus tempos de rábula, num escritório de advocacia, do meu primo, Zé, em Sampa.



JANAÍNA – FILHA DE LEILA DINIZ, TRISTE – NO CORREDOR MEIO ESCURO, NO FUNDO DO APARTAMENTO DO RUY GUERRA – EU NUNCA A TINHA VISTO, MAS, JÁ CONHECIA AQUELE OLHAR. PERDER UMA LEILA DINIZ, TÃO JOVEM... AINDA BEM QUE FICOU COM O PAI, O RUY GUERRA.

O RUY GUERRA E O GUDIN, SENTADOS, MEXENDO NO GRAVADOR. UMA FITA COM A MELODIA PARA O RUY COLOCAR A LETRA EM “OLHOS FRIOS”. NO RIO DE JANEIRO, em 1979. DEPOIS, FOMOS PARA O HOTEL, NA MARIA QUITÉRIA, ENCONTREI COM O BENITO  DI PAULA E O LUIZ CARLOS.



OS DOIS, RUY GUERRA (Os fuzis) E GLAUBER ROCHA (Um monte) FORAM CINEASTAS ATIVOS e MUITO IMPORTANTES DO CINEMA NOVO, QUASE TODO PRODUZIDO ALI PELA BOCA DO LIXO, ONDE EU JÁ HAVIA MORADO, RUA AURORA. POR ISSO ME LEMBREI DOS DOIS, LÁ NO CENTER 3. NO EXATO MOMENTO EM QUE OS MILICOS VIERAM, NA MÃO GRANDE, PEGAR OS DISCOS.

NO LP “CORAÇÃO MARGINAL”, DE 1979, PELA GRAVADORA CONTINENTAL, O MESMO QUE TINHA “MARIA FERNANDA DE SÁ”, COM O PAULO CESAR PINHEIRO. FIZ UMA FOTO, EM BRANCO E PRETO, DO GUDIN. O PRODUTOR, OU DIRETOR, SEI LÁ, ANTONIO CARLOS CARVALHO, PREFERIU A OUTRA, A CORES. NEM SEI SE TEM CRÉDITO AO FOTÓGRAFO DA FOTO INTERNA. FIZ DE PRIMA, NO APARTAMENTO DELE, EM PINHEIROS, NA CÔNEGO EUGÊNIO LEITE. UMA SÓ CHAPA.



ESTÚDIO DO MARTINEZ, Rua Augusta, 1118 e 1124 (uma galeria), sobreloja, onde moravam a Irene Ravache e o Edson Paes de Mello, editor do Caderno Divirta-se, alguns chamavam o roteiro de frescura, do Estadão. Muitas vezes, 1979, por aí, talvez por ter-me visto por ali, colocava, com fotos e tudo, os shows que eu produzia com o Gudin e Riberti. Por vezes, com a Márcia, também, além do Paulinho Nogueira. Até apresentações em Faculdades. Saudades dos dois, da Irene e do Edson. Foi no Estúdio do Martinez e do Reis que eu trabalhei e aprendi com esses dois ótimos fotógrafos, tudo o que sei de fotografia. Isso foi antes de ir trabalhar no Bar do Ruggero. Durante o curso de fotografia, eu trabalhava na Rua Gravataí, numa sucursal de uma fábrica de enceradeiras – LUSTRENE - travessa da Praça Roosevelt. Fazia as apostilas do curso, - lá tinha um mimeógrafo - em troca da mensalidade. A fábrica de enceradeiras ficava no Rio de Janeiro, o nosso manda-chuva se chamava Vinícius.

Um dia, havia passado pela Praça Roosevelt, numa agência do Correio, num corredor, comprido, uma exposição de fotos, branco e preto. Perguntei pro Martinez e pro Reis se eles conheciam aquele fotógrafo: Sebastião Salgado. Depois ele ficaria conhecido pelo mundo inteiro. Grande Sebastião Salgado.










VELHO ATEU


http://www.kboing.com.br/beth-carvalho/1-49708/

 


Compositor: Eduardo Gudin E Roberto Riberti


Um Velho ateu
Um bêbado cantor poeta
Na madrugada
Cantava essa canção-seresta
Se eu fosse Deus
 
A vida bem que melhorava
Se eu fosse Deus
Daria aos que não tem nada.
E toda janela fechava
 
Pros versos que aquele poeta cantava
Talvez por medo das palavras
De um velho de mãos desarmadas.
Se eu fosse Deus...





*Trecho do livro e-book "Algumas Lembranças" de Otávio Martins Amaral - Editora Novos Rumores 
*Escreva para: contatonovosrumores@gmail.com e compre o e-book por R$30,00


domingo, 10 de janeiro de 2010

RELAÇÃO COM SIMONE ROMPEU BARREIRAS - MARIA RITA KEHL

12.06.2005
publicado originalmente na Folha de S. Paulo, Mais! |
extraído de Bresser-Pereira Website

Eles formaram o casal símbolo das esperanças libertárias dos tempos modernos. O amor e a paixão da amizade, que os uniram por mais de 50 anos, até a morte de Sartre, consolidaram-se em torno de um objeto comum: a verdade. Mas como é impossível viver na verdade, o encontro entre Sartre e Simone inaugurou-se com uma mentira. Em 1929, quando se licenciou em filosofia na Sorbonne, Beauvoir estava envolvida em uma relação platônica com René Maheu (André Herbaud), amigo de Sartre.

O que mais sabia

Quando Jean-Paul propôs-lhe um encontro, Simone inventou uma desculpa e pediu a sua irmã que a substituísse. Esta, ao voltar do passeio, disse que Sartre engoliu a mentira "cortesmente".
Poucas semanas depois, Castor (forma como Simone era chamada por Sartre) entraria com Maheu e Nizan no quarto de Sartre para estudar Leibniz. Já no primeiro encontro percebeu que Sartre era o que mais sabia no grupo. Ganhava todas as discussões, mas mostrava uma genuína alegria em compartilhar seu saber. "Era um maravilhoso treinador intelectual", escreveu Simone em seu diário. Sartre estava com 23 anos, Simone, com 21. Depois desse primeiro contato, seguiu-se um período de alegre camaradagem entre Simone e os três rapazes, que a consideravam como uma igual: a moça de família burguesa e formação católica não se chocava com a liberdade da conversa masculina.
Em pouco tempo, a amizade de Sartre prevaleceu sobre a dos outros dois: "Todo tempo que não passava com ele era tempo perdido".
Para Beauvoir, Sartre foi o companheiro que não exigiu que ela renunciasse a si mesma. Para ele, Castor foi a cúmplice em um projeto que raras mulheres de sua geração aceitariam: uma parceria amorosa radicalmente antiburguesa, que excluía casamento, filhos, formação de patrimônio.
Uma união em que o pensamento e a escrita sempre estiveram em primeiro lugar, seguidos do companheirismo, do prazer da conversa, da paixão pela política. "Bruscamente, não me achava mais só", escreveu Simone, surpresa por ter encontrado um homem que a dominava intelectualmente, mas que a estimulava para que se tornasse sua igual. "Com ele, poderia sempre tudo partilhar."
Não foi um arroubo de juventude. Sartre e Simone bancaram, durante 51 anos, a ousada proposta do que Benjamin Péret chamou de "amor sublime", entre homem e mulher capazes de fazer, do encontro amoroso, condição de sublimação. Sartre não tinha interesse em dominar Simone. Sua liberdade o interessava, assim como seu talento e sua produção escrita. Foram sempre os primeiros leitores dos livros que um e outro escreviam.
Nunca moraram na mesma casa. Mesmo durante a doença de Sartre, os hábitos do agradável cotidiano compartilhado respeitavam os limites da autonomia de cada um. Passavam, juntos, uma parte das férias; depois, cada um viajava para o seu lado. "Mas a separação de Sartre sempre era um pequeno choque para mim", escreveu Beauvoir.
A longa lista de casos amorosos de Sartre, todos do conhecimento de Simone, tinha relação com o prazer que ele sentia em ocupar, diante de outras mulheres, a posição masculina tradicional, de domínio e poder.

Certa deserotização

É possível que o racionalismo que marcou a parceria entre Sartre e Simone, condição para que o casal sobrevivesse à arriscada proposta da liberdade sexual de ambos, tenha lhes custado o preço de uma certa deserotização. Na longa entrevista que Sartre concedeu à sua companheira em 1974, o interesse dele por outras mulheres foi discutido abertamente; àquela altura, o triunfo de Beauvoir sobre todas as outras estava consolidado. Com outras mulheres, Sartre experimentava o mundo singular de cada uma. Porém "o mundo, eu o vivia com você". Parecia um amor esfriado; talvez não fosse. "Amo muito você, minha querida Castor", teria lhe dito Sartre no hospital, dois dias antes de morrer.
A morte de Sartre deixou Simone em estado de choque. Tentou deitar-se junto do corpo dele no leito do hospital, debaixo dos lençóis. Ficou seriamente doente e esgotada nas semanas que se seguiram. Foi uma despedida dolorosa. "Sua morte nos separa. Minha morte não nos reunirá. Assim é: já é belo que nossas vidas tenham podido harmonizar-se por tanto tempo."

FONTE : http://www.simonebeauvoir.kit.net/artigos_p06.htm

CUMPLICIDADE ENTRE SIMONE BEAUVOIR E SARTE

ENTREVISTA COM HAZEL ROWLEY | autora de Tête-à-Tête
Ela contou a história de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir
Paulo Lima | julho 2006
extraído de Caros Amigos

"(...)A notável cumplicidade do casal permitia que dividissem não somente interesses e preocupações, mas também amantes. E essa liberdade era exercida mediante um pacto incomum: eles contavam tudo um para o outro. Bonita, ícone do feminismo, Beauvoir era igualmente uma sedutora e teve muitos amantes homens, mas também se envolveu com mulheres, fato que ela sempre negou e que só se tornou público após a sua morte, com a divulgação de suas cartas.

Hazel Rowley lecionou na Universidade de Iowa, Estados Unidos, e na Deakin University, Austrália, e é autora dos livros Richard Wright: The Life and Times e Christina Stead: A Biography. Para escrever o duplo retrato de Sartre e Beauvoir, ela realizou entrevistas originais e pesquisou centenas de cartas inéditas. “Jamais gostei tanto de ter escrito um livro“, disse nesta entrevista concedida por e-mail de Nova York, onde mora.(...)"

"(...)Relações abertas não eram incomuns. O que fez com que a de Sartre e Beauvoir fosse tão diferente e famosa?
É verdade, relações abertas não eram particularmente incomuns naquele tempo. Muitos amigos do casal levavam o mesmo tipo de vida. Hoje é algo incomum. O mundo se tornou mais conservador, em parte por causa da Aids. Porém, a maioria das pessoas que vivem relacionamentos abertos não conta tudo um para o outro, e com detalhes em technicolor! Mas Sartre e Beauvoir contavam tudo um para o outro. Isso lhes dava um sentimento de cumplicidade. Para escritores, isso era maravilhoso. Era quase como se cada um deles vivesse duas vidas. O que os tornou também famosos foram as memórias de Beauvoir. Ela despertou ainda mais o interesse sobre a vida dos dois escrevendo memórias sem fim sobre a vida do casal.(...)"

LEIA NA ÍNTEGRA EM :
FONTE : http://www.simonebeauvoir.kit.net/artigos_p08.htm

sábado, 1 de agosto de 2009

CONFESSO QUE VIVI - PABLO NERUDA


“Talvez não tenha vivido em mim mesmo, talvez tenha vivido a vida dos outros.
Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre – como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado.
Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.”
Pablo Neruda


Biografias são sempre interessantes, ainda mais quando o escritor é um grande poeta que consegue transmitir suas vivências com as metáforas do mundo e os versos reticentes que contagiam o leitor e o impulsionam a completar a oração com atitudes estimuladas.
As primeiras e grandes impressões do mundo: a morte da mãe, esgotada pela tuberculose um mês após dar à luz; o pai operário e maquinista – José Del Carmem; a madrasta que o autor intitula o anjo tutelar de minha infância... A chuva é a presença mais constante na infância do jovem provinciano no cenário do bosque chileno. “Daquelas terras, daquele barro, daquele silêncio, eu saí a andar, a cantar pelo mundo.”(...) leia mais em :
http://recantodasletras.uol.com.br/resenhas/20849

sábado, 18 de julho de 2009

e não consigo emprego, que país é este?

Rosane Chonchol
Especialista em Psicologia Hospitalar
Nasc.14/07/1950


Formação Acadêmica
Associação Universitária Santa Úrsula/RJ
Bacharelado - 1974
Formação em Psicologia - 1975

Estágio antes de Formada: Instituto Santa Úrsula de Psicologia Aplicada - ISUPA/RJ - Serviço de Seleção de Pessoal e Orientação Profissional.

Membro da APPIA/RJ - Associação de Psiquiatria e Psicologia da Infância e Adolescência - 1976

Pós - Graduação Latu Sensu na PUC/RJ
Especialização em Psicologia Clínica - 1978/1979

Formação em Psicanálise no Colégio Freudiano do Rio de Janeiro - 1979/1982

Análise Didática - 1979/1982
Análise Pessoal - 1975/1982

Seminários,Cursos e Sessões de Estudos Clínicos com o Prof. Dr. Juan Carlos Kusnetzoff - Psicanalista Didata da Sociedade Psicanalítica da Argentina - 1976/1978

Formação em Coordenação de Laboratório com Martha e Emílio Rodrigué - 1978/1980

Passei uma estadia no Esalem Institute - Big Sur - Califórnia, onde participei de inúmeros Workshops em 1981.

Fui Psicóloga Credenciada da Cassi (Banco do Brasil) de 1984 a 1994 , tenho mais de três décadas de experiência clínica em consultório particular, trabalhando como Psicóloga, Psicanalista e posteriormente utilizando tanbémTécnicas Holísticas.

Trabalhei como Supervisora em Psicologia Clínica no NAC - Núcleo de Atividades Comunitárias da Cruzada de São Sebastião, tendo sido convidada a assumir a direção.

Apresentei trabalhos em inúmeros Seminários Nacionais e Internacionais.

Administrei vários Grupos de Estudos de Freud e Lacan.Orientei teses, inclusive de Mestrado, sobre Psicanálise Lacaniana.

Especializei-me em Psicologia Hospitalar no Hospital Municipal Jesus,onde criei o primeiro ‘‘ Centro de Atendimento Neuropsicológico” desta Instituição.

Na URPE - Serviço de Urgências Pediátricas, introduzi o primeiro “Centro de Atendimento Neonatal” do Brasil, dando assistência e orientação psicológica à família e equipe que cuida de bebes prematuros internados na UTI desta instituição - Unidade de Tratamento Intensivo de Prematuros. Sobre este tema publiquei uma monografia no Jornal de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria: A Inter - Relação Mãe e Filho e os Efeitos da Separação Pós- Natal - Uma Revisão - Vol.46 - Fasc.6 - Junho de 1979.

Escrevi vários artigos sobre Psicologia e Psicanálise em Jornais e Revistas, por exemplo: na Pais e Filhos da Editora Bloch, na Revista Rádice Teoria e Crítica, na Revista Psicologia Atual, no Jornal do Brasil e O Globo.

Em 1984 publiquei um livro, O Rabino e o Psicanalista, pela Ed.Taurus, com prefácio (orelha) de Jorge Amado.

Trabalhei também dentro da ABBR, dando apoio terapêutico a pacientes internados.

Tendo domínio total de Inglês, Francês, Italiano e Espanhol, atendo também pacientes estrangeiros no meu consultório.

Credenciada Supervisora na Área de Psicologia Clínica a Nível de Graduação e Pós Graduação Latu Sensu pelo Conselho Regional de Psicologia.
RosaneChonchol/ Julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

LUIZ VIEIRA



Luiz Vieira:

Quem tem menos de 50 anos provavelmente não ouviu falar de Luiz Vieira. Nascido em Caruaru (PE), em 1928. Foi criado pelo avô em Alcântara, distrito de São Gonçalo, Rio de Janeiro. Desde cedo buscou um espaço nas emissoras, grande celeiro de artistas nas décadas de 40 e 50. Uma greve de cantores num programa foi a oportunidade para ele entrar no mundo do rádio. De reserva a titular, também na noite carioca: no Cabaré Novo México, na Lapa, faltou o cantor principal; Luiz, na hora e lugar certos, assumiu o posto. Lá pelos anos 40/50 circulou pelas casas de espetáculo e participou de produções nas estações radiofônicas e na recém inaugurada televisão. Seu primeiro sucesso foi I Menino de Braçanã, de 1953, em parceria com Arnaldo Passos. Algumas outras canções: Estrada de Columbandê, Prelúdio para ninar gente grande (sucesso de 1963), Guarânia da lua nova, etc. Em muitas de suas composições, um traço de regionalismo, com destaque para a incorporação da fala do povo. Um exemplo é Na asa do vent o em parceia com João do Vale . “Na época não fazíamos música para ganhar dinheiro apenas; fazíamos com o prazer de ouvi-las no rádio. Hoje, os compositores são fabricados para fazer circular muita grana. Com cinco anos de sucesso, o cara já compra três BMWs! Nenhum dos compositores de minha época ganhava tanto como hoje. Mas os frutos que os jovens colhem hoje foram plantados por antigos como Pixinguinha, Ataulfo Alves ”, analisa Vieira.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sina Do Caboclo - João do Vale /J.B.de Aquino/Zélia Barbosa

Mas plantar prá dividir
Não faço mais isso, não.
Eu sou um pobre caboclo,
Ganho a vida na enxada.
O que eu colho é dividido
Com quem não planta nada.
Se assim continuar
vou deixar o meu sertão,
mesmos os olhos cheios d'água
e com dor no coração.
Vou pró Rio carregar massas
prós pedreiros em construção.
Deus até está ajudando :
está chovendo no sertão !
Mas plantar ...
Quer ver eu bater enxada no chão,
com força, coragem , com satisfação ?
e só me dar terra prá ver como é :
eu planto feijão, arroz e café ;
vai ser bom prá mim e bom pró doutor.
eu mando feijão, ele manda tractor .
vocês vai ver o que é produção !
modéstia á parte, eu bato no peito :
eu sou bom lavrador !
Mas plantar ...



Trechos extraídos do documentário João do Vale - Muita Gente Desconhece, resultado de mais de 10 anos de pesquisa feita pelo diretor Werinton Kermes.
Este trecho tem o depoimento de Rita Ribeiro (cantora) e participações de Miúcha (cantora) e Chico Anysio (humorista, ator, escritor e pintor).

Lançamento - 2005

Produção - MWM

sábado, 4 de julho de 2009

PORTINARI - CENAS DE TRABALHO (os pés nas obras de Portinari são marcantes) (clique aqui)













































































































































Candido Portinari - Importante pintor brasileiro, cuja temática expressa o papel que os artistas da época propunham: denunciar as desigualdades da sociedade brasileira e as consequências desse desequilíbrio. Seu trabalho ficou conhecido internacionalmente através dos corpos humanos sugerindo volume e pés enormes que fazem com que as figuras pareçam relacionar-se intimamente com a terra, esta sempre pintada em tons muito vermelhos. Portinari pintou painéis para o pavilhão brasileiro da Feira Mundial de Nova York, Via Crucis - para a igreja de São Francisco, na Pampulha, Belo Horizonte (MG) e murais da sala da Fundação Hispânica na Biblioteca do Congresso, em Washington. Sua pintura retratou os retirantes nordestinos, a infância em Brodósqui, os cangaceiros e temas de conteúdo histórico como Tiradentes, atualmente no Memorial da América Latina, em São Paulo, e o painel A Guerra e a Paz, pintado em 1957 para a sede da ONU.

FONTE : http://www.historiadaarte.com.br/expressionismonobrasil.html.
http://www.portinari.org.br/ppsite/ppacervo/temas.asp?tema1=00&tema2=0002

LASAR SEGALL




LASAR SEGALL (Vilna, 1891-São Paulo, 1957)
Imigrante russo de formação expressionista que se tornou, bem antes da Semana de arte moderna de 22, um dos pioneiros da arte moderna no Brasil e formou diversas gerações de artistas brasileiros. Nasce no dia 21 de julho de 1891 em Vilna, Lituânia Abandonou a terra natal ainda jovem, chegando em Berlim em 1906, onde cursou a Academia de Belas Artes de 1907 a 1909.. Realizou no ano de 1909 sua primeira individual, sua pintura impressionista passa paulatinamente a ser expressionista. Em 1912 vem ao Brasil e no ano seguinte expôs suas pinturas com conotação tipicamente moderna, em São Paulo e Campinas, porém foi friamente recebido pelos críticos. Logo em seguida Lasar vai à Alemanha por motivos de saúde e por ser cidadão russo fica num campo de concentração e dois anos depois consegue autorização para voltar a Dresde onde publica três álbuns de gravuras. Realiza exposições individuais em Hagem (1920), Frankfurt (1921) e Leipzig (1923).Fez diversas apresentações na Europa antes de sua vinda definitiva, em 1923 para o Brasil. No Brasil descobre a luz, a cor, as palmeiras, a terra-roxa e o povo. Fez, também, esculturas. Aos 32 anos já tem um estilo pessoal, expressa-se com o auxílio de um desenho anguloso e de um colorido cru e forte, deformando o corpo humano para melhor externar as paixões e sentimentos. A partir de 1923 volta ao Brasil, especificamente para São Paulo, concretiza uma individual paulistana e realiza imensos murais para a decoração do Pavilhão de Arte Moderna. No ano de 1927 Segall naturaliza-se brasileiro e começa a esculpir, passa a adquirir extrema mestria como escultor. Depois de uma exposição de sucesso em 1931, em Paris, passa a residir em São Paulo, onde morre no dia 2 de agosto de 1957. É um dos fundadores da Sociedade Pró-Arte Moderna - SPAM, em 1932, da qual se torna diretor até 1935. Dez anos após sua morte, a casa onde morava, na Vila Mariana, São Paulo, é transformada no Museu Lasar Segall.CRONOLOGIA1906/1910 - Vive em Berlim (Alemanha) 1910 - Alemanha - Executa as primeiras gravuras. Utiliza todas as técnicas (metal, pedra e madeira)1917/1918 - Viaja para Vilna (Lituânia) 1918 - Dresden (Alemanha) - Publica o álbum Uma Doce Criatura, com cinco litografias, prefaciado por Will Grohmann1919 - Dresden (Alemanha) - Funda com Otto Dix, Conrad Felixmüller, Otto Lange, Will Heckrott, Constantin von Mitschke-Collande, Peter August Böckstiegel, Otto Schubert, Gela Foster e o arquiteto e escritor Hugo Zehder o Dresdner Sezession Gruppe 1919 (Secessão de Dresden, Grupo 1919)1921 - Dresden (Alemanha) - Publica o álbum Bübü, com oito litografias1923 - São Paulo SP - Integra o grupo modernista1923 - São Paulo SP - Realiza decoração com pinturas murais no Pavilhão Modernista de Olívia Guedes Penteado1924 - São Paulo SP - Faz conferência sobre arte na Vila Kyrial e decorações para o Baile Futurista do Automóvel Clube 1909 - Dresden (Alemanha) - Exposição na Freie Sezession, na Galerie Emil Richter - Prêmio Max Liebermann
1910 - Dresden (Alemanha) - Primeira individual, na Galeria Gurlitt
1913 - São Paulo SP - Lasar Segall: pinturas, na Rua São Bento 85
1913 - Campinas SP - Lasar Segall: pinturas, no Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas 1916 - Dresden (Alemanha) - Coletiva, na Sociedade Artística de Dresden (Kunstlervereinigugn Dresden)
1919 - Dresden (Alemanha) - Dresden Secession Gruppe, na Galeria Emil Richter
1920 - Dresden (Alemanha) - Jahresbericht der Stadtischen Sammlungen zu Dresden
1920 - Hagen (Alemanha) - Individual, no Folkwang Museum
1920 - Frankfurt (Alemanha) - Individual, no Kunstsalon Ludwig Shames
1922 - Dresden (Alemanha) - Individual, na Galeria Erfurt
1923 - Frankfurt (Alemanha) - Individual, na Galeria Fisher
1923 - Leipzig (Alemanha) - Individual, no Gabinete de Estampas do Museu de Leipzig
1924 - São Paulo SP - Lasar Segall: retrospectiva
1908-19231925 - Viaja para a Alemanha
1928/1932 - Paris (França) - Vive neste período na ciadade e realiza seus primeiros trabalhos escultóricos em argila, madeira e pedra
1931 - Paris (França) - Waldemar George publica a monografia Lasar Segall
1932/1935 - São Paulo SP - Diretor-fundador da SPAM
1935 - Campos do Jordão SP - Início da série Retratos de Lucy, inspirada na pintora Lucy Citti Ferreira
1938 - Paris (França) - É publicado o livro Lasar Segall, por Paul Fierens
1938 - Paris (França) - Representa oficialmente o Brasil no Congresso Internacional de Artistas Independentes
1943 - Brasil - Publica o álbum Mangue, composto de 43 reproduções em zincografia, três xilogravuras originais e uma litografia, com textos de Jorge de Lima, Mário de Andrade e Manuel Bandeira
1948 - Washington (Estados Unidos) - Paintings by Lasar Segall, na Pan American Union1951 - São Paulo SP - Lasar Segall: retrospectiva
1908-1951, no Masp 1951/1957 - Europa e Israel - Individuais, em museus da Europa e de Israel
1953 - São Paulo SP - Curta-metragem A Esperança É Eterna, direção de Marcos Margulies
1954 - Rio de Janeiro RJ e São Paulo SP - Realiza cenários e figurinos para o balé O Mandarim Maravilhoso, encenado pela Cia. Ballet 4º Centenário na Rua Álvares Penteado 24
Dados coletados de pintura.com

quarta-feira, 24 de junho de 2009

CARYBÉ

Biografia de Carybé

Carybé (1911-1997), nome artístico de Hector Julio Paride Bernabó, pintor figurativo brasileiro de origem argentina, cuja estilização gráfica aproximou-se da abstração. Nasceu na cidade de Lanús e, após ter vivido na Itália dos 6 meses aos 8 anos de idade, radicou-se no Brasil, inicialmente no Rio de Janeiro, onde estudou na Escola Nacional de Belas Artes.
Em 1938, foi para Salvador, fixando-se definitivamente na Bahia a partir de 1950. Sete anos mais tarde, naturalizou-se brasileiro. Recebeu o apelido de Carybé (nome de um peixe de água doce pelo qual é internacionalmente conhecido) na época em que era escoteiro, porque esse era o nome de sua barraca de acampamento. Suas obras, tanto pinturas como desenhos, esculturas e talhas, refletem a chamada baianidade, através da representação do cotidiano, do folclore e de suas cenas populares. Em 1955, foi escolhido como o melhor desenhista nacional na III Bienal de São Paulo. Inspirado pela cultura afro-brasileira, no início da década de 1970 dedicou-se a fazer talhas que focalizavam seus rituais e orixás, em obras como Festa de Nanã, Alá de Oxalá, Ajerê e Pilão de Oxalá. Em seus desenhos e aquarelas, predominam a cor sépia, como no álbum Sete portas da Bahia. Além desses trabalhos, destacou-se pela criação de murais, hoje expostos em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Montreal, Buenos Aires e Nova York.
Artista multifacetado
Também fez ilustrações de obras literárias, como Macunaíma, de Mário de Andrade, O sumiço da santa, de Jorge Amado. Exibiu seus trabalhos em mostras coletivas e individuais desde 1940. Entre elas, destacam-se as realizadas no Museu Municipal de Buenos Aires e nas galerias Nordiska, Amalta e Viau, na Argentina; na Galeria Oxumaré, em Salvador; no Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio; e na I Bienal Nacional de Artes Plásticas da Bahia.Freqüentador assíduo dos terreiros de candomblé baianos, embora dissesse não acreditar na vida após a morte, faleceu, no dia 1º de outubro de 1997, no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, depois de sofrer um enfarte.
Biografia extraída de pinturabrasileira.com

domingo, 21 de junho de 2009

GALILEU GALILEI



Mini-biografia animada de Galileu Galilei



A História de Galileu Galilei de uma forma que você jamais viu! (Se é que você viu alguma vez a História de Galileu Galilei, neah... -__-")

Uma animação feita por Thaillon JAFF de Souza para a Mostra de Ciências 2006 do Colégio Municipal Rui Barbosa (Cabo Frio-RJ), como parte do Audiovisual da turma 2002.

*ERRATA* - Quero esclarecer que ao contrário do que aparece no vídeo, Galileu Galilei descobriu satélites em JÚPITER, e não em Saturno.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

BIOGRAFIA DE CORA CORALINA

Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II , e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho , em casa comprada por sua família no século XIX , quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII , sendo uma das primeiras construções da antiga Vila Boa de Goiás.

Começou a escrever os seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça .

Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo . Nesse Estado passou quarenta e cinco anos, vivendo inicialmente no interior, nas cidades de Avaré e Jaboticabal , e depois na capital, onde chegou em 1924 . Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz , uma vez que os revolucionários de 1924 pararam a cidade. Em 1930 presenciou Getúlio Vargas chegando à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932 .

Com a morte do marido, Cora ficou ainda com três filhos para acabar de criar. Sem se deixar abater, vendeu livros em São Paulo, mudou-se para Penápolis , no interior do Estado, onde passou a vender lingüiça caseira e banha de porco que ela mesma preparava. Mudou-se em seguida para Andradina , até que, em 1956 , retornou para Goiás.

Ao completar cinqüenta anos de idade, a poetisa sofreu uma profunda transformação em seu interior, que definiria mais tarde como a perda do medo . Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.

Durante esses anos, Cora não deixou de escrever, produzindo poemas ligados à sua história, à ligação com a cidade em que nascera e ao ambiente em que fora criada.

Cora Carolina morreu em Goiânia, em sua casa, que foi transformada em um museu e que foi deixada exatamente como Cora Carolina.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

"COMO AMAR UMA CRIANÇA" JANUSZ KORCZAK (livro e um pouco da história deste extraordinário homem)




















Janusz Korczak: Como amar uma criança...


Rafael F. Scharf
Vice-Presidente da Associação Internacional Janusz Korczak da Inglaterra

A vida de Janusz Korczak é tão tocante que, ao contá-la, é necessário evitar a ênfase patética que se impõe, a fim de permanecer-se fiel àquele sobre o qual falamos.

Ele era, na mais profunda acepção do termo, um homem simples, toda afetação lhe era estranha. É certo que ele não imaginava que seu nome seria célebre, e é por isto que cada vez que o glorificamos publicamente, inaugurando um monumento em sua homenagem, eu me pergunto qual seria o seu comentário se sua boca de pedra pudesse falar.

Sua história foi recontada inúmeras vezes e continuará sendo, porque ela mostra melhor, sem dúvida, não importando o caso particular, o horror inexprimível da última guerra e a exterminação dos judeus poloneses.

Em 5 de agosto de 1942, durante a liquidação do gueto de Varsóvia, os hitleristas ordenaram o agrupamento das crianças do orfanato de Korczak e o envio das mesmas ao campo de morte de Treblinka. O ‘Velho Doutor’ reuniu duzentos pupilos, os fez colocar-se sabiamente em fileiras e, à sua frente, partiu com eles para o ‘Umschlagplatz’, no cruzamento das ruas Stawki e Dzika, onde todos foram colocados em vagões de carga e enviados para os fornos crematórios.(...)

LEIA MAIS EM : http://www.rubemalves.com.br/comoamarumacrianca.htm.

terça-feira, 9 de junho de 2009

BENEDITO CALIXTO DE JESUS- Biografia e obra

Benedito Calixto de Jesus nasceu a 14 de outubro de 1853 na Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaem, e adolescente transferiu-se para Brotas, onde pintou seus quadros iniciais. Realizou em 1881 sua primeira exposição, na sede do Correio Paulistano, em São Paulo. O insucesso da mostra fê-lo abandonar para sempre a capital e buscar refúgio em São Vicente, onde construiria boa parte de sua obra.
Dois anos depois da má estréia paulistana, surgiu a Calixto a oportunidade de estudar em Paris, a convite e a expensas do Visconde de Vergueiro. O pintor, embora casado desde 1877, parte sozinho para a França, freqüenta sem maiores motivações o ateliê de Raffaelli, cuja arte não aprecia, e pouco depois transfere-se à Academia Julian, como aluno de Boulanger, Lefebvre e Tony-Robert Fleury. De Paris segue até Lisboa, onde por muito pouco tempo recebe aulas de Silva Porto, tendo ainda freqüentado o ateliê de
Retornando ao Brasil em 1885, imune a influências, impermeável ao fascínio cultural da capital francesa, Calixto é rigorosamente o mesmo de quando embarcou:permanece até o fim um isolado, praticando um tipo de pintura do qual não se arredaria um milímetro, alheio a qualquer inovação ou renovação.
Quando descansa da pintura, é no passado histórico de São Paulo que se refugia, ou então se volta para as estrelas, em sua paixão de astrônomo amador.
Esse amor excessivo à História seria aliás nocivo ao artista, que com escrúpulos de documentarista chegará a povoar de indígenas o quintal de sua casa, a fim de mais fielmente pintar A Fundação de São Vicente, e que fincaria no mesmo local gigantesco mastro, para ter uma idéia mais real de como seriam as naus de Martim Afonso de Sousa, quando aportou em 1532 a São Vicente.
A arte industrializada
Outro fator negativo a conspirar contra a arte de Calixto foi o elevado número de encomendas a que teve sempre de atender. Já Vítor Meireles, em fins do século passado, referira-se ao "afogadilho com que pensa e à rapidez com que executa o que pensa", acrescentando que, vivesse acaso Calixto no Rio, tentaria corrigi-lo, "obrigando-o a pintar um trabalho grande, durante dois ou três anos".Para os últimos anos de vida, sobretudo, transformara-se Calixto numa autêntica máquina de fazer quadros,
Pintura multifacetada
Calixto foi pintor de marinhas, paisagens, costumes populares, cenas históricas e religiosas. Se durante a sua vida a tendência era considerá-lo acima de tudo como pintor de história e religioso (gêneros esses nos quais deixou abundante produção, inclusive na Catedral e na Bolsa de Santos, no Palácio Cardinalício do Rio de Janeiro, na Igreja de Santa Cecília em São Paulo e na Matriz de São João Batista em Bocaina), hoje costuma-se conceder bem maior importância às cenas portuárias e litorâneas, nas quais extravasa um caráter talvez rude, mas pessoal e profundamente sincero na abordagem dos diversos aspectos da natureza. Os quadros em que fixou o desembarque do café, no primitivo porto de Santos, ao lado do seu aspecto puramente documental, revestem-se de força expressiva, apesar da aparência algo dura das embarcações; por outro lado, convém destacar certas cenas litorâneas ou ribeirinhas, em que a um desenho algo ingênuo e a um colorido preciso aliam-se uma nítida preocupação atmosférica e um grande respeito ao meio ambiente.
O artista faleceu a 31 de maio de 1927, em São Paulo, tendo sido porém enterrado no Cemitério de Paquetá, em São Vicente. Três anos antes, recebera do Papa Pio IX a comenda e a cruz de São Silvestre Papa, em recompensa aos serviços prestados à Igreja com sua arte.
Fonte: CD Rom «500 Anos da Pintura Brasileira»

quinta-feira, 4 de junho de 2009

RECADO DE CELSO LUNGARETTI - CHARGES DE CLEUBER E VÍDEO SOBRE A HISTÓRIA DE LUNGARETTI



























Companheiros e amigos,
o bom Cleuber, cartunista de mão cheia, está precisando de uma força de todos nós.
Quem souber de publicações, sites e portais que estejam precisando de ótimas ilustrações (e se disponham a pagar por elas, claro...), por companheirismo ou por favor, recomendem o Cleuber: cleuberhq@gmail.com
Como cartão de visitas, vocês podem indicar os trabalhos que ele fez para meu blogue ( http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/ ) e os que estão expostos no blogue dele ( http://tracodeguerrilha.blogspot.com/ ).
Precisamos de novos talentos como o Cleuber, mas só os teremos se lhes dermos uma little help em sua dura batalha por um lugar ao sol.
Aproveito também para informar que o portal Mhário Lincoln do Brasil passou por uma completa reforma, está impecável e merece ser prestigiado por todos vocês: http://www.mhariolincoln.jor.br/
O único senão é a primeira entrevista que o Mhário está exibindo em sua TV Web: uma minha do final de 2008...
Definitivamente não é minha praia. Prefiro estar na retaguarda, redigindo o que vai ser dito no ar, do que diante das câmeras.
Mas faço o possível para não estragar o trabalho da moçada idealista e talentosa que me procura, como esses brilhantes quartanistas de Jornalismo da Faculdades São Judas.
E foi emocionante dar esse depoimento a estudantes da Mooca, marco inicial da minha trajetória.
Um forte abraço a todos!

CELSO LUNGARETTI

ENTREVISTA CONCEDIDA A TV SÃO JUDAS NO CANAL UNIVERSITÁRIO

terça-feira, 26 de maio de 2009

HENFIL - CARTAS DA MÃE - TRÊS PARTES







Cartas da mãe é uma crônica sobre o Brasil dos últimos 30 anos contada através das cartas que o cartunista Henfil (1944/1988) escreveu para sua mãe, Dona Maria. Estas cartas, publicadas em livros e jornais, são lidas pelo ator e diretor Antônio Abujamra enquanto desfilam imagens do Brasil contemporâneo. Política, cultura, amigos e amor são alguns dos temas que elas evocam, criando um diálogo entre o passado recente do Brasil e nossa situação atual. Artistas, políticos e amigos de Henfil, entre eles o atual Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o escritor Luis Fernando Veríssimo, os cartunistas Angeli e Laerte e o jornalista Zuenir Ventura, falam sobre a trajetória do cartunista dos anos da ditadura militar até sua morte. Animações inéditas de seus cartuns complementam o documentário dirigido por Fernando Kinas e Marina Willer em 2003.
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