Depois do sucesso espetacular de “A Elite do Atraso”, Jessé Souza lança “A Classe Média no Espelho”.
Ele critica a divisão clássica de classes A, B e C, porque a renda não explica o principal: como se chega até a classe.
“Classe” para Jessé significa reprodução de privilégios e o conhecimento é o principal privilégio.
Ele define as classes em:
- 18% são a massa da classe média;
- 2% são a classe média alta, o que ele chama de “Bélgica do Congo”;
- a verdadeira elite de proprietários não deve ser mais do que 800 pessoas, sendo 600 em São Paulo, segundo um banqueiro entrevistado no livro;
- e 80% são os excluídos que já chegam à escola como perdedores.
Há excluídos trabalhadores e aqueles que vivem de trabalho precário.
1/3 é de marginalizados.
A prova de que a Escravidão continua.
Somos filhos da Escravidão.
Uma das entrevistadas de Jessé diz frase inesquecível: todo racismo é uma coisa só.