"os artistas são as antenas da raça" Ezra Pound.
Uma conhecida blogueira cita esta frase e diz que triste é o artista que sabe explicar sua arte! http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=1255
mas, queria escrever outra coisa.
escrever que os artistas e todas as pessoas que comunicam-se,
ou que produzem coisas, artesãos, músicos, arquitetos,
escultores, fotógrafos...
lidam com linguagens.
quem escreve ou se comunica numa emissora de rádio,
ou na praça pública lida com a linguagem verbal!
outros lidam com a linguagem visual,as artes plásticas,
o cinema, a fotografia... mas há os que lidam com a linguagem musical!
cada uma dessas linguagens possui seus signos, suas técnicas!
seus meios de comunicação, seus veículos!
por exemplo ficaria difícil escutar uma música no veículo revista!
mas fica fácil ler uma crônica! rsrsssss...
e o mais importante!! cada artista ou comunicador,
é produto de seu contexto!
conhecer o contexto de quem se expressa é fundamental,
para entendermos com eficiência a mensagem transmitida!
por isso eu acho bem legal conhecer a obra de artistas como Bukowski,
que tinha uma obra essencialmente auto-biográfica!
é como se a vida do artista fosse o conteúdo de sua obra a ser comunicado!
...aí fico pensando sempre na polêmica que existe entre a obra e o autor da obra!
(do criador com a criatura,como já escrevi algo hoje aqui....mas)
há artistas que não gostam de colocar suas próprias vidas na obra!
e há outros, como Toulouse-Lautrec que retratava em suas telas sua vida boêmia!
bom, paro por aqui... assunto longo esse!!...
Nadia Stabile - 07/02/09
Mostrando postagens com marcador METAWEB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador METAWEB. Mostrar todas as postagens
sábado, 7 de fevereiro de 2009
SIGNIFICAR,SIGNIFICANTES....palavras, imagens...

SIGNIFICAR,SIGNIFICANTES....palavras, imagens...
SIGNIFICADOS...SIGNOS...
criar nomes,dar nomes aos bois,
distinguir a coisa,da representação da coisa!
...descobre-se (ou inventa-se este nome...) a semiótica.
e a cultura dobra mais uma esquina...
** IMAGEM : "isto não é um cachimbo"
(obra de Magritte)
Nadia Stabile - 07/02/09
"A semiótica é um saber muito antigo, que estuda os modos como o homem significa o que o rodeia."
**Origens (DA WIKIPÉDIA)http://pt.wikipedia.org/wiki/Semi%C3%B3tica
É importante dizer que o saber é constituído por uma dupla face. A face semiológica ou semiótica (relativa ao significante) e a epistemológica (referente ao significado das palavras).
A semiótica tem, assim, a sua origem na mesma época que a filosofia e disciplinas afectas. Da Grécia até os nossos dias tem vindo a desenvolver-se continuamente. Porém, posteriormente, há cerca de dois ou três séculos, é que se começaram a manifestar aqueles que seriam apelidados pais da semiótica (ou semiologia).
Os problemas concernentes à semiótica podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho, por exemplo. Entretanto, somente no início do século XX com os trabalhos paralelos de Ferdinand de Saussure e C. S. Peirce, a semiótica começa a adquirir autonomia e o status de ciência.(...)
Marcadores:
ANTROPOLOGIA,
CIÊNCIA,
de minha autoria,
FILOSOFIA,
HISTÓRIA,
LINGUAGEM,
LITERATURA,
METAWEB,
OUTRAS ARTES,
TECNOLOGIA,
WIKIPÉDIA
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Guerra do Paraguai
Brasil Imperio
A Guerra do Paraguai: Os Protagonistas
INTRODUÇÃO
Apesar de a grande maioria das pessoas já perceber que a Guerra do Paraguai não foi uma disputa de mocinhos e bandidos, pouca coisa foi escrita sobre esse importante acontecimento, que normalmente é estudado de forma superficial. Para compreendermos esse conflito, é necessário entender o conjunto de interesses envolvidos, superando o maniqueísmo que envolve a relação de Brasil e Paraguai e aprofundar o entendimento sobre o papel do imperialismo inglês.
"abordagem do encouraçado Barroso pelos paraguaios" de Edoardo De Martinho (Museu Histórico Nacional RJ)
O PARAGUAI tornou-se independente em 1811, no quadro de crise do Antigo Sistema Colonial espanhol, quando da dominação napoleônica na Península Ibérica. Assim como em outras regiões da América, a elite criolla liderou o movimento, porém permaneceu vinculada à antiga ordem, mantendo seus tradicionais privilégios. A necessidade de desvincular-se das pretensões de Buenos Aires contribuiu para o inicio da formação do Estado Nacional, que tornou-se mais efetiva a partir de 1814, com a ascensão de José Rodrigues de Francia.Iniciava um governo centralizado, ditatorial. O poder concentrou-se nas mãos de El Supremo, ditador perpétuo do país. Francia iniciou uma transformação radical no país, uma vez que sua ditadura passou a apoiar-se nas camadas populares, com a eliminação da escravidão, a redução drástica do poder da Igreja Católica e com a criação das "Estâncias da Pátria", fazendas estatais, onde o trabalho era comunitário, sendo que a metade da produção ficava com o Estado; deu início ainda a organização do ensino, que em poucos anos acabaria com o nalfabetismo.Apesar da precariedade da economia do novo país, há um processo de crescimento e lentamente Francia busca a modernização: a produção agrícola aumenta e forma-se uma base de sustentação interna fora do modelo britânico, já dominante na maioria da América.Ao mesmo tempo formou-se uma grande oposição a seu governo fora do Paraguai: a antiga elite desterrada e as camadas dirigentes das nações vizinhas, particularmente a Argentina e o Brasil. O Paraguai tem, desde o início, grande dificuldade de exportar sua produção - os principais produtos eram o fumo e o erva mate - uma vez que depende do Rio da Prata, dominado pelos mercadores de Buenos Aires.Em 1840 com a morte de Francia, assume o poder Carlos Antonio Lopez, apoiado em um discurso de "modernização" e "progresso", Lopez manteve a centralização política e aprofundou o isolamento do país frente ao capital internacional. Ferrovias e pequenas industrias foram criadas com a contratação de especialistas estrangeiros e a educação continuou a ser estimulada pelo governo. "Tudo o que o Paraguai consome, ele mesmo produz".Porém essa autonomia é precária, apesar do desenvolvimento interno do país, a pobreza ainda é muito grande ( menor do que no período colonial) porém todos tinham trabalho e a alimentação básica. O enfraquecimento da Igreja em oposição ao fortalecimento do Estado; a organização de uma estrutura militar e a elevação do nível de vida, garantiam o apoio popular à ditadura. É importante lembrar ainda que a criminalidade havia praticamente desaparecido.Nessa sociedade, 80% da população era "ïndia", que passava a desfrutar dos mesmos direitos civis que possuía a população branca.
Em 1862 Francisco Solano Lopez assume o lugar do pai e preserva a poítica ditatorial. Solano pretendia construir o "Grande Paraguai", porém a situação interna e externa se modificavam rapidamente e levariam o país à guerra.
O BRASIL, única monarquia na América e região que preservou a unidade territorial após a independência, vivenciou duas décadas de intensas lutas regionais ao mesmo tempo em que preservou as estruturas coloniais. O Primeiro Reinado e o Período Regencial foram marcados por grave crise, que começou a ser superada com o governo de D Pedro II, com o aumento das exportações e com a consolidação do Estado Nacional.Apesar de adotar um modelo político monárquico centralizado, o Brasil era governado pelas elites agrário exportadoras, influenciada por uma pequena elite urbana vinculada a importação e exportação e associada ao capital inglês. A maior estabilidade política verificada após 1850, deveu-se ao maior equilíbrio entre as elites regionais, que por sua vez foi possível com o aumento das exportações, principalmente de café. No entanto, se as exportações aumentavam, o mesmo acontecia com as importações, determinando um crescente déficit nas finanças do Estado. A crise econômica aprofundava-se, em grande parte devido à submissão do país ao capitalismo inglês. A Maior parte da produção agrícola era exportada para a Inglaterra, assim como a maior parte de nossas importações provinha desse país. Os investimentos em infra estrutura eram feitos por banqueiros ingleses, que ao mesmo tempo controlavam bancos e as casas de importação e exportação e emprestavam dinheiro diretamente ao Estado. Mesmo durante a ruptura de relações diplomáticas entre os dois países, as relações comerciais foram mantidas.
A ARGENTINA foi um dos primeiros "países" a proclamar sua independência, em 1810, com a formação do cabildo de Buenos Aires; no entanto, desde esse período, as lutas internas foram intensas devido aos vários interesses regionais, destacando-se principalmente a disputa entre unitaristas e federalistas, possibilitando o desenvolvimento do caudilhismo. Mesmo a existência de uma Constituição e de governos centralizadores, como a ditadura de Rosas, não conseguiram, na [prática, forjar a unidade nacional, pois os interesses regionais chocavam-se entre si e principalmente com os interesses de Buenos Aires.Essas divisões internas acabaram por facilitar a dominação econômica da inglesa. A Argentina possuia uma economia exportadora, tanto de produtos derivados da pecuária, como de generos agrícolas, e a elite da capital, ligada ao comércio, aumentou seus vínculos com o capital britânico. A visào em relação ao Paraguai era um dos poucos motivos que poderia unir os distintos interesses argentinos: Nos anos posteriores a independência, a Argentina pretendera a anexação do Paraguai, uma vez que faziam parte do mesmo território colonial - o Vice-Reino do Prata. Um raciocínio semelhante pode ser usado em relação ao Uruguai, pretendido pelos argentinos, que assim dominariam a Bacia do Prata.O URUGUAI é normalmente tratado como um país que desenvolveu-se a partir de interesses externos. Sua localização geográfica tornava-o peça fundamental para todos que possuíam interesses no comércio platino.Depois de anos sob domínio do Brasil, o Uruguai conquistou sua independência definitiva em 1828, com o apoio da Inglaterra, com o discurso de "preservar a liberdade de navegação na bacia do Prata" procurou não só a libertação frente ao domínio brasileiro, como preserva-lo face aos interesses argentinos. Desta forma o Uruguai passou a ser visto como um "Estado tampão", separando Brasil e Argentina e garantindo a livre navegação.Apesar da independência, o território uruguaio continuou a ser cobiçado pelas "potências sul americanas": foi comum a invasão e ocupação de terras por pecuaristas gaúchos. Grande parte das atividades internas, rurais ou urbanas, desenvolveram-se a partir de empreendimentos do Barão de Mauá, se bem que, muito mais representando os interesses ingleses do que brasileiros.
A INGLATERRA é vista tradicionalmente como a grande responsável pela guerra entre o Brasil e o Paraguai. Uma das dificuldades da História é definir o peso que cabe a cada um dos interesses envolvidos, uma vez que a Inglaterra é a grande potência imperialista da época.O século XIX foi caracterizado pela Segunda Revolução Industrial, pela expansão imperialista sobre a África e Ásia e pela "divisão internacional do trabalho", fruto do imperialismo de poucas nações. A Inglaterra continuou a ser a maior potência industrial, porém passou a ter concorrentes em relação ao desenvolvimento tecnológico, necessitando garantir cada vez mais o controle sobre suas colônias e áreas de influência.Na América, os países recém independentes tinham um papel fundamental dentro dessa nova ordem capitalista, e nesse sentido, a economia paraguaia destacava-se, fugindo da órbita do imperialismo inglês.Para a Inglaterra, a preservação de suas áreas de influência era vital para a preservação de sua posição hegemônica, e para isso, os mecanismos usados foram variados, porém sempre com caráter imperialista ( Guerra do Ópio, Guerra dos Cipaios...) quando a diplomacia e o poder econômico não funcionavam, a intervenção militar direta ou indireta era o caminho usado, justificada tanto pelos interesses econômicos como pelo discurso racista, de superioridade em relação a outros povos, como por exemplo os "índios" paraguaios.
FONTE : http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=12
A Guerra do Paraguai: Os Protagonistas
INTRODUÇÃO
Apesar de a grande maioria das pessoas já perceber que a Guerra do Paraguai não foi uma disputa de mocinhos e bandidos, pouca coisa foi escrita sobre esse importante acontecimento, que normalmente é estudado de forma superficial. Para compreendermos esse conflito, é necessário entender o conjunto de interesses envolvidos, superando o maniqueísmo que envolve a relação de Brasil e Paraguai e aprofundar o entendimento sobre o papel do imperialismo inglês.
"abordagem do encouraçado Barroso pelos paraguaios" de Edoardo De Martinho (Museu Histórico Nacional RJ)
O PARAGUAI tornou-se independente em 1811, no quadro de crise do Antigo Sistema Colonial espanhol, quando da dominação napoleônica na Península Ibérica. Assim como em outras regiões da América, a elite criolla liderou o movimento, porém permaneceu vinculada à antiga ordem, mantendo seus tradicionais privilégios. A necessidade de desvincular-se das pretensões de Buenos Aires contribuiu para o inicio da formação do Estado Nacional, que tornou-se mais efetiva a partir de 1814, com a ascensão de José Rodrigues de Francia.Iniciava um governo centralizado, ditatorial. O poder concentrou-se nas mãos de El Supremo, ditador perpétuo do país. Francia iniciou uma transformação radical no país, uma vez que sua ditadura passou a apoiar-se nas camadas populares, com a eliminação da escravidão, a redução drástica do poder da Igreja Católica e com a criação das "Estâncias da Pátria", fazendas estatais, onde o trabalho era comunitário, sendo que a metade da produção ficava com o Estado; deu início ainda a organização do ensino, que em poucos anos acabaria com o nalfabetismo.Apesar da precariedade da economia do novo país, há um processo de crescimento e lentamente Francia busca a modernização: a produção agrícola aumenta e forma-se uma base de sustentação interna fora do modelo britânico, já dominante na maioria da América.Ao mesmo tempo formou-se uma grande oposição a seu governo fora do Paraguai: a antiga elite desterrada e as camadas dirigentes das nações vizinhas, particularmente a Argentina e o Brasil. O Paraguai tem, desde o início, grande dificuldade de exportar sua produção - os principais produtos eram o fumo e o erva mate - uma vez que depende do Rio da Prata, dominado pelos mercadores de Buenos Aires.Em 1840 com a morte de Francia, assume o poder Carlos Antonio Lopez, apoiado em um discurso de "modernização" e "progresso", Lopez manteve a centralização política e aprofundou o isolamento do país frente ao capital internacional. Ferrovias e pequenas industrias foram criadas com a contratação de especialistas estrangeiros e a educação continuou a ser estimulada pelo governo. "Tudo o que o Paraguai consome, ele mesmo produz".Porém essa autonomia é precária, apesar do desenvolvimento interno do país, a pobreza ainda é muito grande ( menor do que no período colonial) porém todos tinham trabalho e a alimentação básica. O enfraquecimento da Igreja em oposição ao fortalecimento do Estado; a organização de uma estrutura militar e a elevação do nível de vida, garantiam o apoio popular à ditadura. É importante lembrar ainda que a criminalidade havia praticamente desaparecido.Nessa sociedade, 80% da população era "ïndia", que passava a desfrutar dos mesmos direitos civis que possuía a população branca.
Em 1862 Francisco Solano Lopez assume o lugar do pai e preserva a poítica ditatorial. Solano pretendia construir o "Grande Paraguai", porém a situação interna e externa se modificavam rapidamente e levariam o país à guerra.
O BRASIL, única monarquia na América e região que preservou a unidade territorial após a independência, vivenciou duas décadas de intensas lutas regionais ao mesmo tempo em que preservou as estruturas coloniais. O Primeiro Reinado e o Período Regencial foram marcados por grave crise, que começou a ser superada com o governo de D Pedro II, com o aumento das exportações e com a consolidação do Estado Nacional.Apesar de adotar um modelo político monárquico centralizado, o Brasil era governado pelas elites agrário exportadoras, influenciada por uma pequena elite urbana vinculada a importação e exportação e associada ao capital inglês. A maior estabilidade política verificada após 1850, deveu-se ao maior equilíbrio entre as elites regionais, que por sua vez foi possível com o aumento das exportações, principalmente de café. No entanto, se as exportações aumentavam, o mesmo acontecia com as importações, determinando um crescente déficit nas finanças do Estado. A crise econômica aprofundava-se, em grande parte devido à submissão do país ao capitalismo inglês. A Maior parte da produção agrícola era exportada para a Inglaterra, assim como a maior parte de nossas importações provinha desse país. Os investimentos em infra estrutura eram feitos por banqueiros ingleses, que ao mesmo tempo controlavam bancos e as casas de importação e exportação e emprestavam dinheiro diretamente ao Estado. Mesmo durante a ruptura de relações diplomáticas entre os dois países, as relações comerciais foram mantidas.
A ARGENTINA foi um dos primeiros "países" a proclamar sua independência, em 1810, com a formação do cabildo de Buenos Aires; no entanto, desde esse período, as lutas internas foram intensas devido aos vários interesses regionais, destacando-se principalmente a disputa entre unitaristas e federalistas, possibilitando o desenvolvimento do caudilhismo. Mesmo a existência de uma Constituição e de governos centralizadores, como a ditadura de Rosas, não conseguiram, na [prática, forjar a unidade nacional, pois os interesses regionais chocavam-se entre si e principalmente com os interesses de Buenos Aires.Essas divisões internas acabaram por facilitar a dominação econômica da inglesa. A Argentina possuia uma economia exportadora, tanto de produtos derivados da pecuária, como de generos agrícolas, e a elite da capital, ligada ao comércio, aumentou seus vínculos com o capital britânico. A visào em relação ao Paraguai era um dos poucos motivos que poderia unir os distintos interesses argentinos: Nos anos posteriores a independência, a Argentina pretendera a anexação do Paraguai, uma vez que faziam parte do mesmo território colonial - o Vice-Reino do Prata. Um raciocínio semelhante pode ser usado em relação ao Uruguai, pretendido pelos argentinos, que assim dominariam a Bacia do Prata.O URUGUAI é normalmente tratado como um país que desenvolveu-se a partir de interesses externos. Sua localização geográfica tornava-o peça fundamental para todos que possuíam interesses no comércio platino.Depois de anos sob domínio do Brasil, o Uruguai conquistou sua independência definitiva em 1828, com o apoio da Inglaterra, com o discurso de "preservar a liberdade de navegação na bacia do Prata" procurou não só a libertação frente ao domínio brasileiro, como preserva-lo face aos interesses argentinos. Desta forma o Uruguai passou a ser visto como um "Estado tampão", separando Brasil e Argentina e garantindo a livre navegação.Apesar da independência, o território uruguaio continuou a ser cobiçado pelas "potências sul americanas": foi comum a invasão e ocupação de terras por pecuaristas gaúchos. Grande parte das atividades internas, rurais ou urbanas, desenvolveram-se a partir de empreendimentos do Barão de Mauá, se bem que, muito mais representando os interesses ingleses do que brasileiros.
A INGLATERRA é vista tradicionalmente como a grande responsável pela guerra entre o Brasil e o Paraguai. Uma das dificuldades da História é definir o peso que cabe a cada um dos interesses envolvidos, uma vez que a Inglaterra é a grande potência imperialista da época.O século XIX foi caracterizado pela Segunda Revolução Industrial, pela expansão imperialista sobre a África e Ásia e pela "divisão internacional do trabalho", fruto do imperialismo de poucas nações. A Inglaterra continuou a ser a maior potência industrial, porém passou a ter concorrentes em relação ao desenvolvimento tecnológico, necessitando garantir cada vez mais o controle sobre suas colônias e áreas de influência.Na América, os países recém independentes tinham um papel fundamental dentro dessa nova ordem capitalista, e nesse sentido, a economia paraguaia destacava-se, fugindo da órbita do imperialismo inglês.Para a Inglaterra, a preservação de suas áreas de influência era vital para a preservação de sua posição hegemônica, e para isso, os mecanismos usados foram variados, porém sempre com caráter imperialista ( Guerra do Ópio, Guerra dos Cipaios...) quando a diplomacia e o poder econômico não funcionavam, a intervenção militar direta ou indireta era o caminho usado, justificada tanto pelos interesses econômicos como pelo discurso racista, de superioridade em relação a outros povos, como por exemplo os "índios" paraguaios.
FONTE : http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=12
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
KAZUO OHNO ESTÁ COM 102 ANOS !! E DIZ QUE SUA VIDA MUDOU QUANDO VIU UMA BAILARINA DE DANÇA FLAMENCA DANÇANDO (clique aqui)
Marcadores:
BIOGRAFIA,
DANÇA,
FILOSOFIA,
HISTÓRIA,
IDOSOS,
IMAGEM,
METAWEB,
MODOLINKAR,
OCIDENTE,
ORIENTE,
OUTRAS ARTES,
RAIZES CULTURAIS
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
FOGO SOBRE GAZA - UOL EM PÉ DE GUERRA - POR ALBERTO DINES
Por Alberto Dines em 12/1/2009
Comentário para o programa radiofônico do OI, 12/1/2009
No domingo (11/1), no portal UOL de notícias travou-se um debate virtual sobre a Batalha de Gaza. Sob o ponto de vista tecnológico é um avanço. O acessador escolhe um dos temas oferecidos, depois escolhe um dos dois participantes e então vê e ouve em português as respectivas opiniões. Pode ficar apenas com um lado e, se quiser, pode comparar as argumentações.
Combinação de TV com internet e uma fascinante amostra das imensas possibilidades que se abrem no mundo digital. Mas sob o ponto de vista político e do interesse público, a iniciativa é lamentável.
Quem estava ali para defender os pontos de vista das partes em conflito não eram um israelense e um palestino. Era um judeu, Ricardo Birkiensztat, representante da Federação Israelita de São Paulo e Jamile Latif, apresentada como representante da Federação das Entidades Palestinas. Ambos brasileiros.
Papel da mídia
Acontece que o conflito no Oriente Médio é um conflito entre o Estado de Israel e os palestinos ou uma parte dos palestinos que defende o Hamas. Há judeus que não apóiam a violenta retaliação israelense e há palestinos que não concordam com os métodos do Hamas.
As comunidades árabes e judaicas sempre viveram em paz mesmo quando solidárias com seus correligionários de além-mar. Trazer o conflito para o Brasil é um desserviço à sociedade brasileira, aos valores brasileiros, aos interesses brasileiros. Quem deveria representar as duas facções são seus representantes diplomáticos.
Os meios de comunicação podem desempenhar um papel crucial em conflitos internacionais, a mídia pode aumentar ressentimentos e pode atenuá-los. A virtualidade oferecida pelo UOL nos arrasta para dentro de uma guerra real.
FONTE: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=519JDB015
Comentário para o programa radiofônico do OI, 12/1/2009
No domingo (11/1), no portal UOL de notícias travou-se um debate virtual sobre a Batalha de Gaza. Sob o ponto de vista tecnológico é um avanço. O acessador escolhe um dos temas oferecidos, depois escolhe um dos dois participantes e então vê e ouve em português as respectivas opiniões. Pode ficar apenas com um lado e, se quiser, pode comparar as argumentações.
Combinação de TV com internet e uma fascinante amostra das imensas possibilidades que se abrem no mundo digital. Mas sob o ponto de vista político e do interesse público, a iniciativa é lamentável.
Quem estava ali para defender os pontos de vista das partes em conflito não eram um israelense e um palestino. Era um judeu, Ricardo Birkiensztat, representante da Federação Israelita de São Paulo e Jamile Latif, apresentada como representante da Federação das Entidades Palestinas. Ambos brasileiros.
Papel da mídia
Acontece que o conflito no Oriente Médio é um conflito entre o Estado de Israel e os palestinos ou uma parte dos palestinos que defende o Hamas. Há judeus que não apóiam a violenta retaliação israelense e há palestinos que não concordam com os métodos do Hamas.
As comunidades árabes e judaicas sempre viveram em paz mesmo quando solidárias com seus correligionários de além-mar. Trazer o conflito para o Brasil é um desserviço à sociedade brasileira, aos valores brasileiros, aos interesses brasileiros. Quem deveria representar as duas facções são seus representantes diplomáticos.
Os meios de comunicação podem desempenhar um papel crucial em conflitos internacionais, a mídia pode aumentar ressentimentos e pode atenuá-los. A virtualidade oferecida pelo UOL nos arrasta para dentro de uma guerra real.
FONTE: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=519JDB015
Marcadores:
BRASIL,
CATÁSTROFE,
COOPERAÇÃO,
CRIANÇA,
CULTURA JUDÁICA,
DIREITOS HUMANOS,
DIVERSIDADE CULTURAL,
GAZA,
HISTÓRIA,
METAWEB,
MÍDIA,
ORIENTE,
PAZ,
TECNOLOGIA
DO BLOG GRITO MUDO - "CRISTÓVÃO"- MODOLINKAR (clique aqui)
Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
viva o espontaneismo...vontades de momento...paixões de um dia...poesias caçadas de momentos inoportunos...crianças correndo...elétricas...mães separadas com namorados mais novos...velhos...rindo...encontro de olhares..sorrisos...que brotam de bocas...sem motivos aparentes...poetas...de internet...blogs...que ninguém visita...pessoas que estão jubilando na faculdade...sem saber o que fazer da vida...e que lêem horóscopo...vacas...pastores...anti-sociais...observadores de pessoas...etc...etc etc...viva os pichadores...desenhistas de caderno...que não usam pra escrever matérias...professores..que trabalham na biblioteca de escola pública...gordos rejeitados...lixeiros...catadores de latinha...guardadores de carro...música...feita com a alma...professores da vida...senhoras e senhores...cães da rua...etc...etc
Postado por Cristóvão às 21:28
FONTE : http://criscro.blogspot.com/
viva o espontaneismo...vontades de momento...paixões de um dia...poesias caçadas de momentos inoportunos...crianças correndo...elétricas...mães separadas com namorados mais novos...velhos...rindo...encontro de olhares..sorrisos...que brotam de bocas...sem motivos aparentes...poetas...de internet...blogs...que ninguém visita...pessoas que estão jubilando na faculdade...sem saber o que fazer da vida...e que lêem horóscopo...vacas...pastores...anti-sociais...observadores de pessoas...etc...etc etc...viva os pichadores...desenhistas de caderno...que não usam pra escrever matérias...professores..que trabalham na biblioteca de escola pública...gordos rejeitados...lixeiros...catadores de latinha...guardadores de carro...música...feita com a alma...professores da vida...senhoras e senhores...cães da rua...etc...etc
Postado por Cristóvão às 21:28
FONTE : http://criscro.blogspot.com/
A conquista de Caiboaté - REFORMA AGRÁRIA
Sábado, 20 de Dezembro de 2008
Reforma Agrária no RS: A conquista de Caiboaté
Quinta-feira, 18 de dezembro de 2008. Cedo, mas não tão cedo.
Partimos da cidade de São Gabriel em direção à Southall. Para lá rumavam centenas de pessoas para enfim terminar uma marcha interrompida em 2005 pela Ministra e então presidente do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie. Desde domingo esse grupo veio caminhando até São Gabriel desde o ponto do interrupto jurídico, o município de Santa Margarida do Sul. Hoje, completariam a jornada, descerrariam os cadeados da porteira da Southall e tomariam aquilo que sempre lhes foi de direito: a terra - a NOSSA terra!
Pronto, chegamos.
FONTE : http://coletivocatarse.blogspot.com/
Marcadores:
AMOR,
ANTROPOLOGIA,
BLOGS,
BRASIL,
DIREITOS HUMANOS,
HISTÓRIA,
INFORMAÇÃO,
MANIFESTAÇÃO,
METAWEB,
MODOLINKAR,
NATUREZA,
OUTRAS ARTES,
PAZ,
PODER,
VÍDEO
LATUFF FALA SOBRE DIREITOS AUTORAIS NA INTERNET NO PROGRAMA DE TV "OUTRO OLHAR" ,DA TV BRASIL
O quadro "Outro Olhar" do noticiário noturno da TV Brasil, apresentou ontem, dia 19 de março, uma matéria sobre cultura livre, apresentando o trabalho do jornalista Tiago Juca e do cartunista Carlos Latuff. Meus sinceros agradecimentos ao Coletivo Catarse http://coletivocatarse.blogspot.com/ na pessoa de André de Oliveira e Jefferson Pinheiro, bem como o esforço de Janaina Rocha, da Agência Brasil.
O conteúdo deste vídeo é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.
Marcadores:
BLOGS,
BRASIL,
COMPARTILHAR,
COOPERAÇÃO,
HUMOR,
METAWEB,
MODOLINKAR,
OUTRAS ARTES,
RAIZES CULTURAIS,
TECNOLOGIA,
VÍDEO
PERFIL DO DIREITISTA BRASILEIRO - MODOLINKAR COM O BLOG DO MÁRIO, "OUSAR LUTAR!!! OUSAR VENCER!!! " (clique aqui)
Como a direita conservadora e caricata está novamente na moda - e nós que achávamos que ela havia morrido com a abertura política, hein?! - achei conveniente publicar o texto que recebi de um leitor. É tudo verdade, mas rende boas risadas. No boteco também se fala de política, por que não? Aliás, quer lugar mais apropriado para quebrar o pau do que o botequim? Mas no balcão - que é igual para todos os cotovelos - todo mundo manda um pouco; quem quiser discordar, que fique à vontade!
**ESTE TRECHO É DO BLOG: http://www.cosmo.com.br/blog/blog_post.php?blog_id=12&post_id=823
1. Ao contrário dos direitistas europeus e norte-americanos – patrióticos ao ponto da xenofobia – o direitista brasileiro odeia o Brasil. É curioso, porque nenhuma direita traz tantas marcas do seu lugar de origem como a brasileira.
2. O direitista brazuca sofre de profunda nostalgia. Entende-se: ele um dia teve Paulo Francis. Hoje deve contentar-se com Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo. Ou seja, já completa uma geração em total orfandade de gurus. Anda tão carente que seu mais novo mestre é um auto-intitulado "filósofo" de cujo trabalho nenhum profissional de filosofia jamais ouviu falar.
3. Os direitistas tupiniquins em geral se dividem em dois grupos: os raivosos e os blasé. Os primeiros vociferam em blogs, lançam insultos, ordenam que os adversários se calem ou se mudem para Cuba. Reagem histericamente à própria infelicidade. Os segundos, em busca de uma elegância copiada de algum filme gringo, intercalam em suas frases expressões inglesas já completamente fora de uso. Reagem esquizofrenicamente à sua infelicidade, à sua incapacidade de reconciliarem-se com o que são.
4. O direitismo brasileiro costuma ser um grande clube do Bolinha. Tem verdadeiro pânico das mulheres, especialmente das mulheres fortes, seguras, profissionalmente bem-sucedidas. Estas últimas costumam ter o poder de fazer até mesmo do blasé um raivoso.
5. O direitista tupiniquim adora lamber as botas de Bush. Numa época em que até vozes do conservadorismo tradicional norte-americano reconhecem o caráter da mentirada sobre a qual se sustenta Bush, o direitista daqui ainda defende o genocídio praticado pelos EUA no Iraque.
6. O direitista tupiniquim tem pânico de discutir questões relacionadas a raça e etnia. Quando aflora qualquer conversa sobre a discriminação racial ou sobre o lugar subordinado do negro na sociedade, ele raivosamente acusa os interlocutores de estarem acusando-o de racista. Para essa “vestida de carapuça” Freud inventou um nome: denegação. É a atitude preferida do direitista quando o tema é relações raciais.
7. O direitista brasileiro louva e idolatra o mercado, mas curiosamente pouquíssimos espécimens dessa turma se estabeleceram no mercado com o próprio trabalho. É mais comum que herdem um negócio do pai, recebam via jabaculê o emprego que terão pelo resto da vida ou, mais comum ainda, que concluam a quarta década de vida morando com a mãe e tomando toddyinho.
8. O direitista brasileiro ainda acha que todo esquerdista é aquele tipo folclórico que não toma coca-cola, usa camiseta do Che Guevara e defende ditaduras comunistas, com uma bolsa de lona à tiracolo.
9. O direitista brasileiro tem certeza de que a ameaça comunista ainda é uma realidade a ser considerada no mundo e, portanto, deve ser combatida. Ele acha que existe um plano para implantar uma ditadura de esquerda em escala planetária envolvendo Lula, Hugo Chavez, Evo Morales, Fidel Castro, as FARC e o MST.
10. Na visão do direitista brasileiro, qualquer grevista não passa de baderneiro. Para a direita, a ordem se sobrepõe à Justiça, os interesses individuais são mais importantes que os interesses coletivos. Os movimentos sociais devem ser criminalizados. Os índios não merecem a demarcação de suas terras porque são vagabundos. Os negros têm de saber qual é o seu lugar. Os pobres são pobres porque não têm capacidade para enriquecer.
FONTE: http://ousarlutar.blogspot.com/
**ESTE TRECHO É DO BLOG: http://www.cosmo.com.br/blog/blog_post.php?blog_id=12&post_id=823
1. Ao contrário dos direitistas europeus e norte-americanos – patrióticos ao ponto da xenofobia – o direitista brasileiro odeia o Brasil. É curioso, porque nenhuma direita traz tantas marcas do seu lugar de origem como a brasileira.
2. O direitista brazuca sofre de profunda nostalgia. Entende-se: ele um dia teve Paulo Francis. Hoje deve contentar-se com Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo. Ou seja, já completa uma geração em total orfandade de gurus. Anda tão carente que seu mais novo mestre é um auto-intitulado "filósofo" de cujo trabalho nenhum profissional de filosofia jamais ouviu falar.
3. Os direitistas tupiniquins em geral se dividem em dois grupos: os raivosos e os blasé. Os primeiros vociferam em blogs, lançam insultos, ordenam que os adversários se calem ou se mudem para Cuba. Reagem histericamente à própria infelicidade. Os segundos, em busca de uma elegância copiada de algum filme gringo, intercalam em suas frases expressões inglesas já completamente fora de uso. Reagem esquizofrenicamente à sua infelicidade, à sua incapacidade de reconciliarem-se com o que são.
4. O direitismo brasileiro costuma ser um grande clube do Bolinha. Tem verdadeiro pânico das mulheres, especialmente das mulheres fortes, seguras, profissionalmente bem-sucedidas. Estas últimas costumam ter o poder de fazer até mesmo do blasé um raivoso.
5. O direitista tupiniquim adora lamber as botas de Bush. Numa época em que até vozes do conservadorismo tradicional norte-americano reconhecem o caráter da mentirada sobre a qual se sustenta Bush, o direitista daqui ainda defende o genocídio praticado pelos EUA no Iraque.
6. O direitista tupiniquim tem pânico de discutir questões relacionadas a raça e etnia. Quando aflora qualquer conversa sobre a discriminação racial ou sobre o lugar subordinado do negro na sociedade, ele raivosamente acusa os interlocutores de estarem acusando-o de racista. Para essa “vestida de carapuça” Freud inventou um nome: denegação. É a atitude preferida do direitista quando o tema é relações raciais.
7. O direitista brasileiro louva e idolatra o mercado, mas curiosamente pouquíssimos espécimens dessa turma se estabeleceram no mercado com o próprio trabalho. É mais comum que herdem um negócio do pai, recebam via jabaculê o emprego que terão pelo resto da vida ou, mais comum ainda, que concluam a quarta década de vida morando com a mãe e tomando toddyinho.
8. O direitista brasileiro ainda acha que todo esquerdista é aquele tipo folclórico que não toma coca-cola, usa camiseta do Che Guevara e defende ditaduras comunistas, com uma bolsa de lona à tiracolo.
9. O direitista brasileiro tem certeza de que a ameaça comunista ainda é uma realidade a ser considerada no mundo e, portanto, deve ser combatida. Ele acha que existe um plano para implantar uma ditadura de esquerda em escala planetária envolvendo Lula, Hugo Chavez, Evo Morales, Fidel Castro, as FARC e o MST.
10. Na visão do direitista brasileiro, qualquer grevista não passa de baderneiro. Para a direita, a ordem se sobrepõe à Justiça, os interesses individuais são mais importantes que os interesses coletivos. Os movimentos sociais devem ser criminalizados. Os índios não merecem a demarcação de suas terras porque são vagabundos. Os negros têm de saber qual é o seu lugar. Os pobres são pobres porque não têm capacidade para enriquecer.
FONTE: http://ousarlutar.blogspot.com/
Marcadores:
AMIGOS,
BLOGS,
BRASIL,
CLASSE MÉDIA,
COMPARTILHAR,
DIREITOS HUMANOS,
ESTE BLOG,
FILOSOFIA,
HISTÓRIA,
METAWEB,
MÍDIA,
MITOLOGIA,
MODOLINKAR,
PODER,
POLÍTICA PARTIDÁRIA,
TEXTOS,
TRISTEZA
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
EDIÇÃO EXTRA- BRASILEIROS FAZEM MANIFESTAÇÃO DIANTE DA EMBAIXADA DO BRASIL EM ISRAEL

EDIÇÃO EXTRA- BRASILEIROS FAZEM MANIFESTAÇÃO DIANTE DA EMBAIXADA DO BRASIL EM ISRAEL
Sob o frio cortante do inverno israelense, reuniram-se hoje, 12 de janeiro às 18:00 h, cerca de 100 brasileiros/israelenses, em frente à Embaixada do Brasil, no coração de Tel-Aviv-Israel, para manifestar seu protesto contra a publicação injuriosa contra Israel, feita pela Presidência do Partido Trabalhista Brasileiro ( PT).
A manifestação coincidiu com a curta visita do Chanceler Celso Amorim a Israel.
Vieram brasileiros de todas as idades, desde jovens do Bnei Akiva até veteranos beirando a quarta idade, dos mais diversos cantos do país: Jerusalem, Ashkelon, Hertzlia, Karkur, Rehovot, Tel Aviv e arredores. Em Israel vivem cerca de 10.000 brasileiros.
Durante mais de uma hora os manifestantes desfraldaram bandeiras de Israel e do Brasil e acenaram aos passantes com cartazes de protesto.
(Shmuel Yerushalmi-direto de Israel- Exclusivo para Notícias da Rua Judaica)
"COMUNIDADE NA TV" DE 11/01/09 APRESENTOU IMPORTANTES DEPOIMENTOS SOBRE O GUERRA EM GAZA
Pronunciamento de Tzipi Livni - Min Rel Exteriores de Israel:http://br.youtube.com/watch?v=Xz4DM8VzuqM
Comentário de Osias Wurman - Jornalista:http://br.youtube.com/watch?v=mtWxlwjj9y8
Comentário de Léa Pustilnic Losinsky - Presidente FIERJ:http://br.youtube.com/watch?v=386NaQyHTl4
Marcadores:
BRASIL,
CATÁSTROFE,
DIREITOS HUMANOS,
DIVERSIDADE CULTURAL,
GAZA,
IMAGEM,
INFORMAÇÃO,
MANIFESTAÇÃO,
METAWEB,
MÍDIA,
OCIDENTE,
ORIENTE
sábado, 10 de janeiro de 2009
A BATALHA DE GAZA - POR ALBERTO DINES
Trunfos do jornalismo humanista
Por Alberto Dines em 6/1/2009
Como cobrir guerras sem provocar outras? Como descrever os resultados do ódio sem aumentá-lo? O grande desafio do jornalista em zonas de conflito é pormenorizar o horror para acabar com o horror. Tarefa sobre-humana: impossível ignorar sentimentos, preferências, preconceitos ou fingir objetividade diante da dor.
Jornalistas não são máquinas de escrever. As guerras contemporâneas são conjunto de batalhas, geralmente curtas, grande é a rotatividade dos enviados às frentes de combate. Todos mais ou menos novatos, veteranos tentariam ser mais frios, o público quer sentir as emoções do terreno.
O fator de equilíbrio é o veículo. Cabe ao jornal, revista, rádiojornal, telejornal ou portal de internet abrigar e comparar divergências, somar pontos de vista, exibir o amplo espectro da controvérsia. Juntar interpretações – geralmente encontradas a boa distância das ocorrências – com as vivências in loco. Veicular opiniões e colocá-las a serviço da racionalidade.
Se as partes não oferecerem um mínimo de credibilidade, o conjunto ficará claudicante. O jornalismo é um processo orgânico e não uma colcha de retalhos, desigual.
Sessenta anos
As edições dos jornalões de referência nacional da segunda-feira (5/1) ofereceram um mostruário deste jornalismo múltiplo, pós-individual. Com o feriadão do fim de ano e a invasão da Faixa de Gaza pelo exército israelense, foi o primeiro dia da guerra plena.
Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e Globo buscaram o equilíbrio – mostrar os dois lados felizmente virou rotina. Despachar repórteres para a região do conflito também (o Globo serviu-se da correspondente).
A Folha saiu-se melhor, a partir da primeira página. Arrasadora, aquela imensa imagem negra, enlutada, e, no canto, as lágrimas correndo no rosto da menina palestina (foto de Ismayil Zaydah/Reuters). A longa chamada dividida em tópicos oferece ao leitor (provavelmente recém-chegado das férias/festas) uma visão ampla desta nova batalha da Guerra da Palestina, a mais longa dos séculos 20 e 21 (desde 1948, 60 anos).
Os três diários oferecem praticamente o mesmo espaço (quatro páginas), mas a Folha acrescentou a primeira página quase inteira e a oportuníssima análise de Igor Gielow, de Brasília, na Página 2 mostrando o nonsense da nossa diplomacia.
Além da farta produção dos enviados e correspondentes, os três selecionaram excelentes textos de grandes jornais internacionais (a Folha serviu-se do Financial Times, o Globo usou Washington Post e Independent, o Estado preferiu as agências de notícias).
Partido da racionalidade
A diferença, a grande diferença a favor da Folha foram as entrevistas da última página do primeiro caderno (A-10) com dois lúcidos especialistas: o palestino Bashir Bashir, que leciona na Universidade Hebraica de Jerusalém, e o israelense Eyal Zisser, da Universidade de Tel-Aviv.
Aqui fica visível o que acima foi designado como "fator de equilíbrio", o trabalho de edição, a orquestração. De nada adiantariam entrevistas com delirantes adversários. O leitor ficaria mais confuso, mais vulnerável às simplificações e, sobretudo, ao ódio.
A maestria – a função social do jornalismo – exibiu-se na escolha de dois expoentes da cultura regional. Teoricamente em guerra, divergentes, o palestino e o israelense mostraram como é possível produzir aproximações. Mostraram também o quilate das respectivas elites, o potencial de bom senso e sofisticação cultural ao lado daquele enorme barril de pólvora.
Cobrir uma guerra mostrando como a guerra é insensata, absurda; cobrir uma guerra tomando o partido da racionalidade é um dos trunfos – triunfo – do jornalismo verdadeiramente humanista, tão fácil de entender, tão difícil de praticar.
FONTE: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=519JDB001
LEIA TAMBÉM : "A COBERTURA QUE FALTOU" http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=519JDB011
Por Alberto Dines em 6/1/2009
Como cobrir guerras sem provocar outras? Como descrever os resultados do ódio sem aumentá-lo? O grande desafio do jornalista em zonas de conflito é pormenorizar o horror para acabar com o horror. Tarefa sobre-humana: impossível ignorar sentimentos, preferências, preconceitos ou fingir objetividade diante da dor.
Jornalistas não são máquinas de escrever. As guerras contemporâneas são conjunto de batalhas, geralmente curtas, grande é a rotatividade dos enviados às frentes de combate. Todos mais ou menos novatos, veteranos tentariam ser mais frios, o público quer sentir as emoções do terreno.
O fator de equilíbrio é o veículo. Cabe ao jornal, revista, rádiojornal, telejornal ou portal de internet abrigar e comparar divergências, somar pontos de vista, exibir o amplo espectro da controvérsia. Juntar interpretações – geralmente encontradas a boa distância das ocorrências – com as vivências in loco. Veicular opiniões e colocá-las a serviço da racionalidade.
Se as partes não oferecerem um mínimo de credibilidade, o conjunto ficará claudicante. O jornalismo é um processo orgânico e não uma colcha de retalhos, desigual.
Sessenta anos
As edições dos jornalões de referência nacional da segunda-feira (5/1) ofereceram um mostruário deste jornalismo múltiplo, pós-individual. Com o feriadão do fim de ano e a invasão da Faixa de Gaza pelo exército israelense, foi o primeiro dia da guerra plena.
Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e Globo buscaram o equilíbrio – mostrar os dois lados felizmente virou rotina. Despachar repórteres para a região do conflito também (o Globo serviu-se da correspondente).
A Folha saiu-se melhor, a partir da primeira página. Arrasadora, aquela imensa imagem negra, enlutada, e, no canto, as lágrimas correndo no rosto da menina palestina (foto de Ismayil Zaydah/Reuters). A longa chamada dividida em tópicos oferece ao leitor (provavelmente recém-chegado das férias/festas) uma visão ampla desta nova batalha da Guerra da Palestina, a mais longa dos séculos 20 e 21 (desde 1948, 60 anos).
Os três diários oferecem praticamente o mesmo espaço (quatro páginas), mas a Folha acrescentou a primeira página quase inteira e a oportuníssima análise de Igor Gielow, de Brasília, na Página 2 mostrando o nonsense da nossa diplomacia.
Além da farta produção dos enviados e correspondentes, os três selecionaram excelentes textos de grandes jornais internacionais (a Folha serviu-se do Financial Times, o Globo usou Washington Post e Independent, o Estado preferiu as agências de notícias).
Partido da racionalidade
A diferença, a grande diferença a favor da Folha foram as entrevistas da última página do primeiro caderno (A-10) com dois lúcidos especialistas: o palestino Bashir Bashir, que leciona na Universidade Hebraica de Jerusalém, e o israelense Eyal Zisser, da Universidade de Tel-Aviv.
Aqui fica visível o que acima foi designado como "fator de equilíbrio", o trabalho de edição, a orquestração. De nada adiantariam entrevistas com delirantes adversários. O leitor ficaria mais confuso, mais vulnerável às simplificações e, sobretudo, ao ódio.
A maestria – a função social do jornalismo – exibiu-se na escolha de dois expoentes da cultura regional. Teoricamente em guerra, divergentes, o palestino e o israelense mostraram como é possível produzir aproximações. Mostraram também o quilate das respectivas elites, o potencial de bom senso e sofisticação cultural ao lado daquele enorme barril de pólvora.
Cobrir uma guerra mostrando como a guerra é insensata, absurda; cobrir uma guerra tomando o partido da racionalidade é um dos trunfos – triunfo – do jornalismo verdadeiramente humanista, tão fácil de entender, tão difícil de praticar.
FONTE: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=519JDB001
LEIA TAMBÉM : "A COBERTURA QUE FALTOU" http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=519JDB011
Marcadores:
BRASIL,
CATÁSTROFE,
CRIANÇA,
DEUS EXISTE?,
DIREITOS HUMANOS,
ESTE BLOG,
GAZA,
HISTÓRIA,
INFORMAÇÃO,
METAWEB,
MÍDIA,
PODER,
POLÊMICA,
RAIZES CULTURAIS,
TRISTEZA
Guerra da opinião
Enviado por Míriam Leitão e Leonardo Zanelli - 10.1.2009| 15h00m
A ministra das relações exteriores de Israel, Tzipi Livni, é líder do partido do governo, e candidata a premier. Uma bomba matou um líder do Hamas e suas quatro mulheres. Com qual lado o Ocidente tem mais chance de se identificar? Naturalmente, com o israelense. Mas o que a imprensa mundial tem trazido diariamente são reportagens em tom cada vez mais forte de condenação a Israel.
Uma atitude contemporânea em relação à mulher é apenas um dos vários trunfos de Israel na guerra da comunicação. A distância entre o respeito conquistado há anos pelas mulheres israelenses e uma cultura que ainda permite a poligamia é gigantesca. Livni não é um caso isolado num país que já teve Golda Meir no comando do governo nos anos 70, tem mulheres nas Forças Armadas e em qualquer espaço da vida política e econômica do país. As quatro mulheres do líder morto também não são um caso isolado do lado árabe, cujas leis ainda aceitam esse sistema medieval. A poligamia é uma forma radical de submissão da mulher, completamente fora do tempo, seja qual for a religião ou a cultura onde ocorra.
Israel vem dilapidando o patrimônio dos valores comuns. Tem explodido dia após dia todos os seus trunfos na guerra pela opinião pública: quando cerceia a imprensa, quando faz uma exibição arrogante e desproporcional de poder bélico, quando encurrala os palestinos, quando usa armas proibidas pela Convenção de Genebra, quando mata integrantes de um comboio humanitário, quando bombardeia escolas da ONU.
O ataque de Israel ocorre em momento estratégico: o governo Bush está no fim, o presidente eleito Barack Obama está de mãos atadas e Israel está às vésperas das eleições. Obama já assume diante do fato consumado e tendo que fazer melindrosos movimentos para tentar se diferenciar do governo anterior, sem revogar o que há de permanente na diplomacia americana. Assumirá numa saia justa: prometeu mudanças; que mudanças poderá fazer?
Já Israel vive mais uma antecipação das eleições, que deveriam ser só em 2010. E a disputa de novo é entre a direita do Likud, de Benjamin Netanyahu, e o Kadima, de centro. A guerra ajudaria o Kadima a superar denúncias de corrupção e ainda convencer eleitores atraídos pelo radicalismo do Likud. Mas quem tem crescido é o Partido Trabalhista, de Ehud Barack, ministro da Defesa, que dobrou o número de cadeiras que pode conquistar, reforçando seu papel de pivô em qualquer coalizão.
Seja pelo xadrez político israelense, seja pelo vácuo de poder nos Estados Unidos, o momento é estratégico para Israel, mas na economia é péssima hora. O país cresceu, durante cinco anos, a uma taxa de 5% ao ano. Estava num bom momento em 2006, no conflito com o Hezbollah, no Líbano. Agora, o Banco Central reduziu os juros e as previsões de crescimento de 2009 caíram de 4% para 1%, mas há previsões de recessão no país. O desemprego aumentou e pode aumentar ainda mais, porque fábricas, perto da fronteira, de produtos químicos, máquinas agrícolas e informática tiveram que obedecer às ordens governamentais de suspender o funcionamento. O déficit público é de 5% do PIB, a dívida pública de 64% do PIB e o governo gasta de US$ 25 milhões a US$ 50 milhões diariamente com a guerra. A crise financeira mundial pode minguar as remessas da comunidade judaica para o país, porque as empresas estão descapitalizadas, e os ganhos de capital, reduzidos.
O conflito Israel-Árabes é uma tragédia tão velha que se banalizou. Só atrai mais atenção quando há eventos extremos. No Oriente Médio ocorre o que as ciências sociais chamam de “conflito intratável”, uma polarização radicalizada, na qual há setores extremistas não dispostos à negociação, e quem se beneficie com o impasse, nos dois campos em conflito. Por isso o mundo vê, há décadas, acordos de paz desrespeitados, ondas de intensificação das hostilidades, vítimas inocentes de lado a lado, e a pulverização de grupos rivais entre os árabes. Parece óbvio que tanto Israel quanto um estado palestino têm o direito de existir, e ambos têm que se limitar às suas fronteiras. Mas a lógica e a sensatez não parecem frequentar aquela região do planeta.
O jogo diplomático é desequilibrado pelo peso do apoio incondicional dos EUA a Israel. Nada é aprovado no Conselho de Segurança da ONU que contrarie os interesses israelenses. Sem equilíbrio, não há uma força neutra capaz de constranger os dois lados.
Esse ataque teve o poder de capturar a atenção mundial pelas cenas diárias de barbárie que vão deixando Israel isolado. Mesmo a imprensa americana, que sempre foi pró-Israel, mostra irritação com a limitação do trabalho dos jornalistas e indignação diante de fatos como o quadro flagrado pela Cruz Vermelha: crianças definhando junto aos corpos de suas mães e soldados israelenses, a 100 metros, negando socorro a elas.
Israel tem inegável poder de fogo, mas está correndo muitos riscos. A crise econômica global pode piorar a conjuntura interna; a violência do ataque pode costurar alianças entre grupos árabes; as cenas diárias das crianças palestinas mortas são dolorosas demais e vão erodindo o apoio que Israel sempre teve.
FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/post.asp?t=guerra-da-opiniao&cod_Post=152501&a=496
A ministra das relações exteriores de Israel, Tzipi Livni, é líder do partido do governo, e candidata a premier. Uma bomba matou um líder do Hamas e suas quatro mulheres. Com qual lado o Ocidente tem mais chance de se identificar? Naturalmente, com o israelense. Mas o que a imprensa mundial tem trazido diariamente são reportagens em tom cada vez mais forte de condenação a Israel.
Uma atitude contemporânea em relação à mulher é apenas um dos vários trunfos de Israel na guerra da comunicação. A distância entre o respeito conquistado há anos pelas mulheres israelenses e uma cultura que ainda permite a poligamia é gigantesca. Livni não é um caso isolado num país que já teve Golda Meir no comando do governo nos anos 70, tem mulheres nas Forças Armadas e em qualquer espaço da vida política e econômica do país. As quatro mulheres do líder morto também não são um caso isolado do lado árabe, cujas leis ainda aceitam esse sistema medieval. A poligamia é uma forma radical de submissão da mulher, completamente fora do tempo, seja qual for a religião ou a cultura onde ocorra.
Israel vem dilapidando o patrimônio dos valores comuns. Tem explodido dia após dia todos os seus trunfos na guerra pela opinião pública: quando cerceia a imprensa, quando faz uma exibição arrogante e desproporcional de poder bélico, quando encurrala os palestinos, quando usa armas proibidas pela Convenção de Genebra, quando mata integrantes de um comboio humanitário, quando bombardeia escolas da ONU.
O ataque de Israel ocorre em momento estratégico: o governo Bush está no fim, o presidente eleito Barack Obama está de mãos atadas e Israel está às vésperas das eleições. Obama já assume diante do fato consumado e tendo que fazer melindrosos movimentos para tentar se diferenciar do governo anterior, sem revogar o que há de permanente na diplomacia americana. Assumirá numa saia justa: prometeu mudanças; que mudanças poderá fazer?
Já Israel vive mais uma antecipação das eleições, que deveriam ser só em 2010. E a disputa de novo é entre a direita do Likud, de Benjamin Netanyahu, e o Kadima, de centro. A guerra ajudaria o Kadima a superar denúncias de corrupção e ainda convencer eleitores atraídos pelo radicalismo do Likud. Mas quem tem crescido é o Partido Trabalhista, de Ehud Barack, ministro da Defesa, que dobrou o número de cadeiras que pode conquistar, reforçando seu papel de pivô em qualquer coalizão.
Seja pelo xadrez político israelense, seja pelo vácuo de poder nos Estados Unidos, o momento é estratégico para Israel, mas na economia é péssima hora. O país cresceu, durante cinco anos, a uma taxa de 5% ao ano. Estava num bom momento em 2006, no conflito com o Hezbollah, no Líbano. Agora, o Banco Central reduziu os juros e as previsões de crescimento de 2009 caíram de 4% para 1%, mas há previsões de recessão no país. O desemprego aumentou e pode aumentar ainda mais, porque fábricas, perto da fronteira, de produtos químicos, máquinas agrícolas e informática tiveram que obedecer às ordens governamentais de suspender o funcionamento. O déficit público é de 5% do PIB, a dívida pública de 64% do PIB e o governo gasta de US$ 25 milhões a US$ 50 milhões diariamente com a guerra. A crise financeira mundial pode minguar as remessas da comunidade judaica para o país, porque as empresas estão descapitalizadas, e os ganhos de capital, reduzidos.
O conflito Israel-Árabes é uma tragédia tão velha que se banalizou. Só atrai mais atenção quando há eventos extremos. No Oriente Médio ocorre o que as ciências sociais chamam de “conflito intratável”, uma polarização radicalizada, na qual há setores extremistas não dispostos à negociação, e quem se beneficie com o impasse, nos dois campos em conflito. Por isso o mundo vê, há décadas, acordos de paz desrespeitados, ondas de intensificação das hostilidades, vítimas inocentes de lado a lado, e a pulverização de grupos rivais entre os árabes. Parece óbvio que tanto Israel quanto um estado palestino têm o direito de existir, e ambos têm que se limitar às suas fronteiras. Mas a lógica e a sensatez não parecem frequentar aquela região do planeta.
O jogo diplomático é desequilibrado pelo peso do apoio incondicional dos EUA a Israel. Nada é aprovado no Conselho de Segurança da ONU que contrarie os interesses israelenses. Sem equilíbrio, não há uma força neutra capaz de constranger os dois lados.
Esse ataque teve o poder de capturar a atenção mundial pelas cenas diárias de barbárie que vão deixando Israel isolado. Mesmo a imprensa americana, que sempre foi pró-Israel, mostra irritação com a limitação do trabalho dos jornalistas e indignação diante de fatos como o quadro flagrado pela Cruz Vermelha: crianças definhando junto aos corpos de suas mães e soldados israelenses, a 100 metros, negando socorro a elas.
Israel tem inegável poder de fogo, mas está correndo muitos riscos. A crise econômica global pode piorar a conjuntura interna; a violência do ataque pode costurar alianças entre grupos árabes; as cenas diárias das crianças palestinas mortas são dolorosas demais e vão erodindo o apoio que Israel sempre teve.
FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/post.asp?t=guerra-da-opiniao&cod_Post=152501&a=496
Marcadores:
CATÁSTROFE,
CRIANÇA,
DEUS EXISTE?,
DIREITOS HUMANOS,
GAZA,
INFORMAÇÃO,
METAWEB,
MÍDIA,
MULHER,
PODER,
POLÊMICA,
RAIZES CULTURAIS,
RELIGIÃO,
TRISTEZA
"SPINOZA" A GUERRA E A PAZ
(...)Spinoza tem algo a nos dizer também sobre política e principalmente sobre a exacerbação da política: as guerras. Ele trata dos conflitos bélicos no Tratado Teológico-Político e mais especificamente no Tratado Político:
"Para fazer a guerra basta ter a vontade de fazê-la. Mas a paz necessita da concordância e a vontade de uma outra sociedade. De onde se segue que o direito à guerra é próprio de todas as nações enquanto que o direito à paz não é próprio de uma sociedade mas de, pelo menos, duas..." SPINOZA (...)
LEIA MAIS EM : http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=391JDB021
POR ALBERTO DINES
"Para fazer a guerra basta ter a vontade de fazê-la. Mas a paz necessita da concordância e a vontade de uma outra sociedade. De onde se segue que o direito à guerra é próprio de todas as nações enquanto que o direito à paz não é próprio de uma sociedade mas de, pelo menos, duas..." SPINOZA (...)
LEIA MAIS EM : http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=391JDB021
POR ALBERTO DINES
"A GUERRA" - "A POLÍTICA É UMA EXTENSÃO DA GUERRA" FOUCAULT
"A política é uma extensão da guerra" [Foucault]. Os períodos de paz são intervalos entre guerras e assim nasce a política. Um trabalho no plano abstrato, que une uma população em torno de algo em comum e permite a negociação entre-nações. Conquistado um território e isso significa ocupação humana, ele deve ser defendido e quem o faz são os homens que compartilham regulamentações, investindo suas vidas para garantir a soberania territorial e o desenvolvimento de um ideário cultural.
Os períodos de paz estão repletos de exercícios preparatórios. Todos os jogos e esportes são de batalha. Ao mesmo tempo é a preparação física e o fortalecimento dos laços de irmandande. Mas a união só é possível num plano combinatório. As crenças fundamentais que sustentam a realidade devem ser compartilhadas e as diferenças nunca podem ser estabelecidas nesse plano, senão, não existe possibilidade de conversa. Daí provém o politicamente correto (como repetir o senso comum, as diretrizes ideárias de comportamento coletivo).
Nenhum período é tão rico em desenvolvimento tecnológico quanto o estado de guerra. Claro que não pela destruição que produzem, mas pelos grandes avanços necessários que se envolvem numa disputa acirrada, contra um inimigo à altura. Além de seu caráter afirmativo de dominação, de criação de tecnologia, de detenção de novos recursos naturais, a guerra induz ao chacoalhar de um povo que reafirma suas crenças e elimina as discórdias, ao mesmo tempo em que alimenta a economia na produção durante e pós-guerra.(...)
LEIA NA ÍNTEGRA EM: http://dezmilplatos.blogspot.com/2007/09/guerra.html
Os períodos de paz estão repletos de exercícios preparatórios. Todos os jogos e esportes são de batalha. Ao mesmo tempo é a preparação física e o fortalecimento dos laços de irmandande. Mas a união só é possível num plano combinatório. As crenças fundamentais que sustentam a realidade devem ser compartilhadas e as diferenças nunca podem ser estabelecidas nesse plano, senão, não existe possibilidade de conversa. Daí provém o politicamente correto (como repetir o senso comum, as diretrizes ideárias de comportamento coletivo).
Nenhum período é tão rico em desenvolvimento tecnológico quanto o estado de guerra. Claro que não pela destruição que produzem, mas pelos grandes avanços necessários que se envolvem numa disputa acirrada, contra um inimigo à altura. Além de seu caráter afirmativo de dominação, de criação de tecnologia, de detenção de novos recursos naturais, a guerra induz ao chacoalhar de um povo que reafirma suas crenças e elimina as discórdias, ao mesmo tempo em que alimenta a economia na produção durante e pós-guerra.(...)
LEIA NA ÍNTEGRA EM: http://dezmilplatos.blogspot.com/2007/09/guerra.html
"Spinoza e Nietzsche" - sobre paixões e poder...
Por: Neiva da Silva Martinelli
Depois de ler alguns trechos da Ética de Spinoza, e constatar a concordância em alguns pontos dos escritos desse autor com os escritos de Nietzsche, busquei realizar uma rápida comparação, e notadamente por interpretação, muito do pensamento do segundo, é anunciado na obra do primeiro.
Detive-me especificamente na quarta parte da Ética de Spinoza, que trata “Da Servidão Humana ou da Força das Paixões”. Segundo seu pensamento, as paixões humanas não são boas nem más, mas naturais. O vício está em submeter-se às paixões, quando nos deixamos dominar por causas exteriores a nós. Temos no nosso interior, a força impulsiva que se manifesta no exterior. Quando o homem deixa agir sua natureza interior, é Deus agindo nele, por ele e para ele. É a expressão da verdadeira liberdade.
(...) este Ser eterno e infinito que chamamos Deus ou Natureza, age com a mesma necessidade com que existe. (...) Portanto a razão ou causa por que Deus ou Natureza age ou existe, é uma e sempre a mesma. Não existindo para nenhum fim, ele não age, pois, também por nenhum; e como sua existência e ação, também não tem princípio nem fim. O que se chama uma causa final, aliás, não é senão o desejo humano, na medida em que é considerado como princípio ou causa primeira de uma coisa (Spinoza, 1965, p.222/223).
Assim, para Spinoza as concepções de bem e mal são relativas, pois que ele vincula o bem à utilidade (o que é útil para um, pode não ser para outro), àquilo que não é prejudicial ao homem. Aquilo que é mau, é o que vai contra a sua natureza, o que lhe traz prejuízo, e não é útil à sua conservação. Do mesmo modo, os conceitos de perfeição e imperfeição se vinculam a essa adequação da utilidade.
Ou seja, a nossa razão se fundamenta naquilo que nos é útil, que aumente nosso poder de ação, aí está a perfeição, por outro lado a imperfeição é o que diminui esse mesmo poder, tornando a razão escrava das paixões, e impedindo a sua livre atividade. E para ele, o homem só é livre quando conduzido pela razão. Nessa perspectiva, tanto a perfeição e a imperfeição, quanto o bom e o mau, não indicam eles nada de positivo nas coisas, consideradas em si mesmas, e não são senão modos de pensar ou noções que formamos porque comparamos as coisas entre si (Spinoza, 1965, p.224).
Quando Spinoza se refere que as paixões humanas podem impedir o alcance à felicidade, se refere a falta de reconhecimento, na afirmação daquilo que lhe é natural. Pois, quando o homem compreende e reconhece que tudo está ordenado de acordo com as Leis da Natureza (Deus), conseguirá afirmar tudo o que lhe acontece, pois que a razão o direciona a amar a si mesmo, com aceitação incondicional, valorando a sua vida nessa afirmação.
Como a Razão nada reclama que seja contra à Natureza, pede, pois, que cada um ame a si mesmo, procure o que lhe é realmente útil, deseje tudo o que realmente conduz o homem a uma maior perfeição e, falando absolutamente, que cada qual se esforce por perseverar no seu ser tanto quanto possa. (...) senão segundo as leis da sua própria natureza. (...) Há, pois, fora de nós, muitas coisas que nos são úteis e que, por isso mesmo, devemos desejar. Entre estas, o pensamento não pode inventar senão aquelas que convêm inteiramente com a nossa natureza (Spinoza, 1965, p. 240, 241).
Nietzsche (2004, p. 78,) conforme seu enunciado, vai ao encontro de Spinoza, na referência ao homem pela busca da felicidade, no uso de suas próprias leis que lhe são inerentes: ao indivíduo, enquanto busca sua felicidade, não deve dar prescrições sobre o caminho para a felicidade: pois a felicidade individual brota de leis próprias, desconhecidas de todos, e preceitos externos podem apenas inibi-la, impedi-la.
A liberdade do homem está no desenvolvimento de todas as suas possibilidades, ou seja, as possibilidades ditadas pelo nosso interior, pelo nosso querer, pela nossa vontade de potência, como diria Nietzsche, as circunstâncias externas é que podem nos impedir, nos limitar e condicionar.
A virtude está na ação da nossa causa interna, nos nossos sentimentos, atos e pensamentos. É a passagem da paixão (estado passivo) à ação (estado ativo), dando vazão a nossa interioridade que é o que faz a nossa existência. Dessa forma, o vício submeter-se às paixões, não é um mal, mas uma fraqueza, que acaba por minar as energias internas, que trazem em si a potencialidade de realização do homem, no sentido de existir, de pensar e de agir, Do que segue, que a virtude não é um bem, mas uma força potente, que dá autonomia para a existência. E é na atividade dessa força que está a liberdade do indivíduo.
Por virtude e potência entendo a mesma coisa, (...) a virtude, na medida em que se refere ao homem, é a essência mesma ou a natureza do homem na medida em que este tem o poder de fazer certas coisas que se podem conhecer unicamente pelas leis da sua natureza (Spinoza, 1965, p.226).
Do mesmo modo, Nietzsche nos coloca que as paixões, os desejos e a vontade, se referem à vida, à nossa força vital, não especificamente ao bem ou ao mal, isso não passa de invenção, criação da moral dos fracos. Nietzsche nos posiciona além do bem e do mal. Bem e mal não existem, foram incutidos em nossas mentes com o passar do tempo.
Tudo o que existe é vontade de potência, de vida. Ele defende os instintos vitais, o que ele chama de vontade de potência, ou seja, os valores que dão afirmação à vida, que deixam fluir as energias que afloram do nosso interior. Aí está a verdadeira liberdade da razão para Nietzsche, sem submissão ao que está condicionado no exterior. É o espírito livre, agindo e realizando, ultrapassando suas fraquezas, sua resignação, aspirando à vida autêntica, dizendo não ao tu deves, e sim ao eu quero, a sua vontade de poder.
..., se devemos propriamente possuir virtudes, temos apenas aquelas que podem entrar em melhor acordo com nossas inclinações mais secretas e mais acariciadas, com as nossas mais urgentes necessidades, e andamos a buscá-las em nossos labirintos, nos quais, como bem se sabe, emaranham-se muitas coisas e outras chegam a perder-se inteiramente (Nietzsche, 2001, p. 167).
Coincidentemente na Ética de Spinoza, na Proposição XX (p.242), lemos que quanto mais cada qual se esforça por procurar o que lhe é útil, isto é, por conservar o seu ser, e quanto mais tem este poder, tanto mais é dotado de virtude; e ao contrário, na medida em que é negligente na conservação do que lhe é útil, isto é, do seu ser, é impotente.
Para Nietzsche, a Natureza é rica, é poderosa, não há limites para ela. O homem que é livre, dá vazão à sua natureza, esse poder livre e ativo que impulsiona, aceitando, afirmando com emoção o seu destino, realizando a síntese das oposições, comungando com elas numa unidade. E nessa síntese está o apolíneo (Apolo-deus da razão, da ordem) e o Dionísíaco (Dionísio-deus da aventura, da música, da desordem), que na união de suas forças, constituem nossa realidade à serviço da nossa existência. No pensamento de Spinoza (Proposição XXIX, p..247), encontramos semelhante referência a essa comunhão de forças: Uma coisa singular qualquer cuja natureza é inteiramente diversa da nossa, não pode favorecer nem reduzir a nossa potência de agir, e, absolutamente, coisa alguma pode ser boa ou má para nós, se não tem algo de comum conosco. E o que nos é comum é o que condiz com nossa natureza, e isso verdadeiramente é o que se constitui como um bem para nós. (...)
leia mais em:
http://www.meuartigo.brasilescola.com/filosofia/spinoza-nietzsche.htm
Depois de ler alguns trechos da Ética de Spinoza, e constatar a concordância em alguns pontos dos escritos desse autor com os escritos de Nietzsche, busquei realizar uma rápida comparação, e notadamente por interpretação, muito do pensamento do segundo, é anunciado na obra do primeiro.
Detive-me especificamente na quarta parte da Ética de Spinoza, que trata “Da Servidão Humana ou da Força das Paixões”. Segundo seu pensamento, as paixões humanas não são boas nem más, mas naturais. O vício está em submeter-se às paixões, quando nos deixamos dominar por causas exteriores a nós. Temos no nosso interior, a força impulsiva que se manifesta no exterior. Quando o homem deixa agir sua natureza interior, é Deus agindo nele, por ele e para ele. É a expressão da verdadeira liberdade.
(...) este Ser eterno e infinito que chamamos Deus ou Natureza, age com a mesma necessidade com que existe. (...) Portanto a razão ou causa por que Deus ou Natureza age ou existe, é uma e sempre a mesma. Não existindo para nenhum fim, ele não age, pois, também por nenhum; e como sua existência e ação, também não tem princípio nem fim. O que se chama uma causa final, aliás, não é senão o desejo humano, na medida em que é considerado como princípio ou causa primeira de uma coisa (Spinoza, 1965, p.222/223).
Assim, para Spinoza as concepções de bem e mal são relativas, pois que ele vincula o bem à utilidade (o que é útil para um, pode não ser para outro), àquilo que não é prejudicial ao homem. Aquilo que é mau, é o que vai contra a sua natureza, o que lhe traz prejuízo, e não é útil à sua conservação. Do mesmo modo, os conceitos de perfeição e imperfeição se vinculam a essa adequação da utilidade.
Ou seja, a nossa razão se fundamenta naquilo que nos é útil, que aumente nosso poder de ação, aí está a perfeição, por outro lado a imperfeição é o que diminui esse mesmo poder, tornando a razão escrava das paixões, e impedindo a sua livre atividade. E para ele, o homem só é livre quando conduzido pela razão. Nessa perspectiva, tanto a perfeição e a imperfeição, quanto o bom e o mau, não indicam eles nada de positivo nas coisas, consideradas em si mesmas, e não são senão modos de pensar ou noções que formamos porque comparamos as coisas entre si (Spinoza, 1965, p.224).
Quando Spinoza se refere que as paixões humanas podem impedir o alcance à felicidade, se refere a falta de reconhecimento, na afirmação daquilo que lhe é natural. Pois, quando o homem compreende e reconhece que tudo está ordenado de acordo com as Leis da Natureza (Deus), conseguirá afirmar tudo o que lhe acontece, pois que a razão o direciona a amar a si mesmo, com aceitação incondicional, valorando a sua vida nessa afirmação.
Como a Razão nada reclama que seja contra à Natureza, pede, pois, que cada um ame a si mesmo, procure o que lhe é realmente útil, deseje tudo o que realmente conduz o homem a uma maior perfeição e, falando absolutamente, que cada qual se esforce por perseverar no seu ser tanto quanto possa. (...) senão segundo as leis da sua própria natureza. (...) Há, pois, fora de nós, muitas coisas que nos são úteis e que, por isso mesmo, devemos desejar. Entre estas, o pensamento não pode inventar senão aquelas que convêm inteiramente com a nossa natureza (Spinoza, 1965, p. 240, 241).
Nietzsche (2004, p. 78,) conforme seu enunciado, vai ao encontro de Spinoza, na referência ao homem pela busca da felicidade, no uso de suas próprias leis que lhe são inerentes: ao indivíduo, enquanto busca sua felicidade, não deve dar prescrições sobre o caminho para a felicidade: pois a felicidade individual brota de leis próprias, desconhecidas de todos, e preceitos externos podem apenas inibi-la, impedi-la.
A liberdade do homem está no desenvolvimento de todas as suas possibilidades, ou seja, as possibilidades ditadas pelo nosso interior, pelo nosso querer, pela nossa vontade de potência, como diria Nietzsche, as circunstâncias externas é que podem nos impedir, nos limitar e condicionar.
A virtude está na ação da nossa causa interna, nos nossos sentimentos, atos e pensamentos. É a passagem da paixão (estado passivo) à ação (estado ativo), dando vazão a nossa interioridade que é o que faz a nossa existência. Dessa forma, o vício submeter-se às paixões, não é um mal, mas uma fraqueza, que acaba por minar as energias internas, que trazem em si a potencialidade de realização do homem, no sentido de existir, de pensar e de agir, Do que segue, que a virtude não é um bem, mas uma força potente, que dá autonomia para a existência. E é na atividade dessa força que está a liberdade do indivíduo.
Por virtude e potência entendo a mesma coisa, (...) a virtude, na medida em que se refere ao homem, é a essência mesma ou a natureza do homem na medida em que este tem o poder de fazer certas coisas que se podem conhecer unicamente pelas leis da sua natureza (Spinoza, 1965, p.226).
Do mesmo modo, Nietzsche nos coloca que as paixões, os desejos e a vontade, se referem à vida, à nossa força vital, não especificamente ao bem ou ao mal, isso não passa de invenção, criação da moral dos fracos. Nietzsche nos posiciona além do bem e do mal. Bem e mal não existem, foram incutidos em nossas mentes com o passar do tempo.
Tudo o que existe é vontade de potência, de vida. Ele defende os instintos vitais, o que ele chama de vontade de potência, ou seja, os valores que dão afirmação à vida, que deixam fluir as energias que afloram do nosso interior. Aí está a verdadeira liberdade da razão para Nietzsche, sem submissão ao que está condicionado no exterior. É o espírito livre, agindo e realizando, ultrapassando suas fraquezas, sua resignação, aspirando à vida autêntica, dizendo não ao tu deves, e sim ao eu quero, a sua vontade de poder.
..., se devemos propriamente possuir virtudes, temos apenas aquelas que podem entrar em melhor acordo com nossas inclinações mais secretas e mais acariciadas, com as nossas mais urgentes necessidades, e andamos a buscá-las em nossos labirintos, nos quais, como bem se sabe, emaranham-se muitas coisas e outras chegam a perder-se inteiramente (Nietzsche, 2001, p. 167).
Coincidentemente na Ética de Spinoza, na Proposição XX (p.242), lemos que quanto mais cada qual se esforça por procurar o que lhe é útil, isto é, por conservar o seu ser, e quanto mais tem este poder, tanto mais é dotado de virtude; e ao contrário, na medida em que é negligente na conservação do que lhe é útil, isto é, do seu ser, é impotente.
Para Nietzsche, a Natureza é rica, é poderosa, não há limites para ela. O homem que é livre, dá vazão à sua natureza, esse poder livre e ativo que impulsiona, aceitando, afirmando com emoção o seu destino, realizando a síntese das oposições, comungando com elas numa unidade. E nessa síntese está o apolíneo (Apolo-deus da razão, da ordem) e o Dionísíaco (Dionísio-deus da aventura, da música, da desordem), que na união de suas forças, constituem nossa realidade à serviço da nossa existência. No pensamento de Spinoza (Proposição XXIX, p..247), encontramos semelhante referência a essa comunhão de forças: Uma coisa singular qualquer cuja natureza é inteiramente diversa da nossa, não pode favorecer nem reduzir a nossa potência de agir, e, absolutamente, coisa alguma pode ser boa ou má para nós, se não tem algo de comum conosco. E o que nos é comum é o que condiz com nossa natureza, e isso verdadeiramente é o que se constitui como um bem para nós. (...)
leia mais em:
http://www.meuartigo.brasilescola.com/filosofia/spinoza-nietzsche.htm
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Associação Cidade Escola Aprendiz - PROJETO NA CIDADE DE SÃO PAULO
Marcadores:
ANTROPOLOGIA,
BRASIL,
CRIANÇA,
DIREITOS HUMANOS,
DIVERSIDADE CULTURAL,
EDUCAÇÃO,
IDOSOS,
METAWEB,
MÍDIA,
MÚSICA,
OUTRAS ARTES,
PODER,
RAIZES CULTURAIS,
TECNOLOGIA,
UNIVERSIDADE,
VÍDEO
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
«tudo o que vive é o teu próximo» TOLSTOI - DO BLOG PICHAÇÕES CIBERESPACIAIS
Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
«tudo o que vive é o teu próximo» TOLSTÓI
(...)Leon Tolstoi e o anarquismo cristão
“Ama a teu próximo como a ti mesmo”. É com esta frase que o escritor russo Leon Tolstoi (1828 – 1910), autor de “Guerra e Paz” inaugurou no movimento libertário uma singular forma de pensar a religião. Foi, no entanto, crítico da Igreja Católica e de qualquer forma de organização política que usa a força, o militarismo, o racismo, a guerra, a lei como manifestações do autoritarismo. Tolstoi via na figura de Jesus um humanista. Não o Jesus Cristo da Igreja, mas o Jesus homem, líder e mártir que lutou por seus ideais.
Sua proposta é de um anarquismo conseqüente, como dizia, onde a sociedade só pode se concretizar por meio do desenvolvimento de um foro íntimo que leve a uma vida fraterna. Como fez Rousseau, o escritor russo defende o lema: “retornai à natureza, à mãe terra”. Assim, quanto mais sentimentos puros e quanto maior forem os laços entre os homens, melhor será a sociedade.
Tolstoi levou a sério a mensagem da Bíblia e considerou que o verdadeiro cristão precisa se opor ao Estado. Com esta leitura da Bíblia, Tolstoi (1998) chegou a conclusões anarquistas:
“governar significa usar a força, e usar a força significa fazer para os outros o que certamente não gostaríamos que fosse feito para nós. Conseqüentemente, governar significa fazer aos outros o que não gostaríamos que os outros fizessem para nós, isto é, fazer o mal”. Um verdadeiro cristão deve ser avesso a governar os outros. A partir dessa posição anti-estatista ele naturalmente passou a defender uma sociedade auto-organizada: “Porque pensar que pessoas comuns não são capazes de auto-organizar suas vidas, e que governantes o farão não em proveito próprio, mas em proveito dos outros?”.
Tolstoi proclamava ação não-violenta contra a opressão, e via a transformação espiritual dos indivíduos como a chave para a criação de uma sociedade anarquista.
A partir de sua oposição à violência, Tolstoi rejeita tanto o Estado como a propriedade privada e defende táticas pacifistas para dar um fim à violência e gerar uma sociedade justa. Em suas idéias sobre uma sociedade livre, Tolstoi foi claramente influenciado pela vida rural russa e pelas obras de Peter Kropotkin, de J. P. Proudhon.
De forma geral, os anarquistas sempre foram fortemente anti-religiosos e anticlericais, porque viam nas Igrejas o poder de reprimir a dissidência e a luta de classes e de se aliarem aos poderes de Estado. Dessa forma, quase todos anarquistas eram ateístas (e concordavam com Bakunin que se Deus existisse seria necessário, para a liberdade e dignidade humana, aboli-lo). No entanto, existe uma tradição minoritária dentro do anarquismo que desvincula conclusões anarquistas da religião. Muitos anarquistas concordam com os tolstoyanos no que se refere à necessidade de uma transformação dos valores individuais como o aspecto chave para a criação de uma sociedade anarquista, e da importância da não-violência enquanto tática geral.(...)
Postado por Nadia Gal Stabile às 8/14/2008 08:42:00 PM
http://pichacoesciberespaciais.blogspot.com/search/label/TOLST%C3%93I
«tudo o que vive é o teu próximo» TOLSTÓI
(...)Leon Tolstoi e o anarquismo cristão
“Ama a teu próximo como a ti mesmo”. É com esta frase que o escritor russo Leon Tolstoi (1828 – 1910), autor de “Guerra e Paz” inaugurou no movimento libertário uma singular forma de pensar a religião. Foi, no entanto, crítico da Igreja Católica e de qualquer forma de organização política que usa a força, o militarismo, o racismo, a guerra, a lei como manifestações do autoritarismo. Tolstoi via na figura de Jesus um humanista. Não o Jesus Cristo da Igreja, mas o Jesus homem, líder e mártir que lutou por seus ideais.
Sua proposta é de um anarquismo conseqüente, como dizia, onde a sociedade só pode se concretizar por meio do desenvolvimento de um foro íntimo que leve a uma vida fraterna. Como fez Rousseau, o escritor russo defende o lema: “retornai à natureza, à mãe terra”. Assim, quanto mais sentimentos puros e quanto maior forem os laços entre os homens, melhor será a sociedade.
Tolstoi levou a sério a mensagem da Bíblia e considerou que o verdadeiro cristão precisa se opor ao Estado. Com esta leitura da Bíblia, Tolstoi (1998) chegou a conclusões anarquistas:
“governar significa usar a força, e usar a força significa fazer para os outros o que certamente não gostaríamos que fosse feito para nós. Conseqüentemente, governar significa fazer aos outros o que não gostaríamos que os outros fizessem para nós, isto é, fazer o mal”. Um verdadeiro cristão deve ser avesso a governar os outros. A partir dessa posição anti-estatista ele naturalmente passou a defender uma sociedade auto-organizada: “Porque pensar que pessoas comuns não são capazes de auto-organizar suas vidas, e que governantes o farão não em proveito próprio, mas em proveito dos outros?”.
Tolstoi proclamava ação não-violenta contra a opressão, e via a transformação espiritual dos indivíduos como a chave para a criação de uma sociedade anarquista.
A partir de sua oposição à violência, Tolstoi rejeita tanto o Estado como a propriedade privada e defende táticas pacifistas para dar um fim à violência e gerar uma sociedade justa. Em suas idéias sobre uma sociedade livre, Tolstoi foi claramente influenciado pela vida rural russa e pelas obras de Peter Kropotkin, de J. P. Proudhon.
De forma geral, os anarquistas sempre foram fortemente anti-religiosos e anticlericais, porque viam nas Igrejas o poder de reprimir a dissidência e a luta de classes e de se aliarem aos poderes de Estado. Dessa forma, quase todos anarquistas eram ateístas (e concordavam com Bakunin que se Deus existisse seria necessário, para a liberdade e dignidade humana, aboli-lo). No entanto, existe uma tradição minoritária dentro do anarquismo que desvincula conclusões anarquistas da religião. Muitos anarquistas concordam com os tolstoyanos no que se refere à necessidade de uma transformação dos valores individuais como o aspecto chave para a criação de uma sociedade anarquista, e da importância da não-violência enquanto tática geral.(...)
Postado por Nadia Gal Stabile às 8/14/2008 08:42:00 PM
http://pichacoesciberespaciais.blogspot.com/search/label/TOLST%C3%93I
Marcadores:
BLOGS,
BRASIL,
DEUS EXISTE?,
DIREITOS HUMANOS,
ESTE BLOG,
FILOSOFIA,
FRAGMENTOS,
LITERATURA,
METAWEB,
MODOLINKAR,
MULHER,
NATUREZA,
PODER,
RELIGIÃO
Assinar:
Postagens (Atom)



